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Como fazer uma correia de relógio em couro




CONSTRUÇÃO DE CORREIAS DE RELÓGIO



1º passo: comprar peles e ferramentas em Portugal


Lisboa




Porto


  • Casa Crocodilo

das 10 às 12:30 e das 14:30 às 18h de segunda a sexta

Rua de Cimo de Vila 63, 4000-170 Porto




 



2º passo: comprar peles e ferramentas fora de Portugal


Aqui ficam algumas recomendações:



Buy Leather Online: https://buyleatheronline.com





3º passo: comprar ferramentas


Existem vários sites de ferramentas profissionais, contudo se está a iniciar recomendamos as ferramentas disponíveis em sites como Amazon e Aliexpress. Algumas ferramentas são de muito boa qualidade, outras possivelmente não vão durar a vida toda. A escolha das ferramentas é muito pessoal, se não faz ideia do que precisa, comece por um kit de trabalho em couro.



Aliexpress: ferramentas individuais recomendadas:




4º passo: compreender os diferentes passos


  1. Colagem

  2. Corte

  3. Costura

  4. Furos de fivela

  5. Dobragens

  6. Acabamentos


As correias podem ser construídas de várias formas, neste conjunto de passos vamos ensinar como fazer uma correia dobrada de duas peças.


Colagem


A colagem é fundamental para uma correcta sobreposição das diferentes peles. Deve usar-se uma cola que não ganhe rigidez após secar. Recomendamos a cola de contacto. Após a colagem é sempre possível coser para reforçar.


Corte


Existem várias facas de corte e várias técnicas para afiar essas facas. Nós recomendamos um simples bisturi com várias lâminas. O facto da lâmina do bisturi ser bastante fina torna-a bastante eficaz, com a mesma força tem-se um gume muito mais fino. As lâminas de bisturi gastam-se muito rapidamente mas são bastante baratas e podem comprar-se conjuntos de 100 ou mais.



Cortante de correia de 20mm 18mm

O formato da correia pode ser conseguido através de cortantes. Existem várias lojas que vendem cortantes específicos para correias de relógio. É também possível encomendar cortantes específicos. Alguns, como o da imagem acima, inlcuem vazadores para furos e para a zona do pino da fivela.


Costura


A costura pode ser manual designada de saddle stitching na qual duas agulhas com dois fios diferentes passam sempre pelo mesmo furo. Os furos por onde passam as agulhas são normalmente feitos com um garfo que não é um vazador, ou seja, não retira material no processo de furar. Para utilizar duas agulhas vamos precisar das duas mãos, logo a correia deve estar presa num grampo. Os grampos maus práticos são os de madeira.


Grampo de costura

A costura com recurso a máquina de costura tem a vantagem de permitir mais homogeneidade e precisão entre os diferentes pontos. Para este efeitos utilizam-se máquinas de triplo rasto.





Furos de fivela


Para conseguir os furos das correias são usados vazadores que podem ter vários formatos. Designa-se de vazador a ferramente que permite a remoção de material após o furo. Existem vazadores em forma de garfo que permitem um espaçamento preciso.


Vazadores

Dobragens


Há várias técnicas de construção de correias. As dobragens devem ser seguidas de colagem, são um passo muito importante que necessita de alguma precisão. É possível que apenas após a dobragem e a colagem se proceda ao corte da correia com recurso a cortantes próprios.



Acabamentos


Os acabamentos são um mundo sem fim. Recomendamos que seja sempre feito algum acabamento nas orlas, a não ser que se pretenda propositadamente realizar um trabalho sem nenhum tipo de acabamento. Os acabamentos nas orlas permitem impremeabilizar a correia. Podem ser feitos com recurso a um brunidor de madeira ou com produtos naturais ou químicos como borracha líquida, cera, ou ainda através de 8calor. Brunir significa, neste contexto, polir as orlas.


Máquina de marcar a calor

Existem máquinas muito úteis para marcar a zona onde deve ser aplicada a costura ou para queimar as orlas da correia. É possível definir a temperatura e deve controlar-se posteriormente apenas a pressão e a velocidade de deslocamento.


5º passo: a execução


5.1 - O Plano


escolha da linha

Após termos à nossa diponibilidade algum conhecimento, todos os materiais e ferramentas, recomendamos que seja feito um plano. Este plano deve partir sempre do relógio que vai receber a correia. Os pontos de costura costumam ter uma cor que se aproxima o máximo possível de algum elemento do mostrador, como os ponteiros, discos do dia ou qualquer outro componente que se destaque, pela cor, no relógio. É recomendável ter-se também em conta o material da fivela, que deve ser equivalente à caixa do relógio: prateado/dourado ou escovado/polido.


Pontos e ponteiro verde/amarelos

As medidas são igualmente de grande relevância. É habitual a diferença entre asas reduzir 2 mm em relação à dimensão na zona da fivela que recebe a correia. Contudo é muito bem aceite, talvez até mais aceite, que a diferença seja de 4mm. Desta forma se a distância entre asas for de 22mm a zona que recebe a correia na fivela deve ser de 20mm ou 18mm. Uma vez tomadas todas as decisões estéticas, deve confirmar-se se estão disponíveis todas as ferramentas e materiais necessários.


5.2 - Peles


Deve escolher-se a pele ideal, as peles mais rijas resultam em correias com uma estrutura mais forte, as mais macias podem por vezes não funcionar. Caso se opte por couro deve procurar-se a zona das costas que é a mais rija, sendo a da barriga a mais macia.


5.2.1 - Couro


  • Pele de vaca: A pele de vaca é uma das mais tradicionais e comuns para correias de relógios. É bastante resistente e durável, adequando-se bem ao uso diário. A pele de vaca pode ser processada de várias formas para criar diferentes texturas e acabamentos, como o couro liso, o suede ou o couro envelhecido.

- Couro Liso: Elegante, ideal para ocasiões formais, requer manutenção para evitar arranhões.

- Couro Estampado: Com padrões como crocodilo, oferece um toque exótico sem o uso de peles reais.

- Saffiano: caracterizado por um padrão de cruzes finas que aumenta sua resistência a riscos e água. Este acabamento não só cofere durabilidade, mas também um visual elegante.

- Couro de Camurça: Suave e casual, mas sensível a manchas.

- Couro Texturizado Naturalmente: Celebra a unicidade de cada pele, durável mas requer condicionamento.

- Couro Rally: Inspirado no automobilismo, respirável e esportivo.

- Couro à Prova de Água: Prático para o uso diário, resistente a água.

- Couro com Forro de Silicone: Combina durabilidade do silicone com a elegância do couro.

- Couro Anilina: Mostra a textura natural da pele, luxuoso mas sensível a arranhões.

- Couro Envelhecido: Estilo vintage, desenvolve uma pátina única.

- Couro Perfurado: Estiloso e respirável, ideal para climas quentes.


  • Pele de cordovan (cavalo): Embora não seja tão comum, o couro cordovan, feito da pele do cavalo, é muito apreciado nas correias de relógio por sua incrível durabilidade e acabamento brilhante que envelhece muito bem.


5.2.2 - Exótica


  • Pele de Avestruz: Conhecida por seus poros grandes e distintos, é valorizada pela sua textura macia e durabilidade.

  • Pele de Crocodilo: Altamente valorizada por sua textura de escamas única e luxuosa.

  • Pele de Aligator: Semelhante à pele de crocodilo, com um padrão de escamas de menor dimensão e muito valorizada em produtos de luxo.

  • Pele de Raia: Notável pelas suas marcas de pontos calcificados que se assemelham a pérolas.

  • Pele de Enguia: Fina e brilhante, com uma textura suave e elástica.

  • Pele de Cobra : Popular pela sua textura distinta e variedade de padrões coloridos.

  • Pele de Porco Robusta e com uma textura granulada, frequentemente usada em vestuário e acessórios duráveis.


5.2.3 - Tipos de Corte


  • Whole Skin: Referente à pele inteira, normalmente menor e pode ser de animais como ovelhas ou cabras.

  • Half Calfskin: Metade de uma pele de bezerro, oferecendo um tamanho e qualidade menores que a pele de um boi adulto, mas ainda assim valiosa para artigos de luxo.

  • Whole Cowhide: Pele completa de uma vaca, oferecendo grande área e durabilidade, ideal para mobiliário e vestuário de maior dimensão.

  • Whole Bull Hide: Similar à pele de vaca, mas provém de touros, sendo geralmente mais espessa e resistente.

  • Belly: Parte da barriga do animal, mais flexível e com um grão menos uniforme, muitas vezes utilizada em artigos de couro moldados. Não indicada para correias de relógio.


5.3 - Colagem


O primeiro passo deve ser a colagem. Recomendamos o uso de cola de contacto. Para este tuturial vamos construir uma correia dobrada por ser a mais simples e eficaz para iniciar.


  • O primeiro passo deve então ser a dobragem da pele, deve escolher-se uma porção de pele dura, como referido, e com dimensões ligeiramente superiores pelo menos ao dobro de cada uma das duas partes da correia. Para vincar a zona de dobragem pode usar-se o martelo ou uma prensa de alavanca.


  • Após a dobragem o próximo passe consiste em aplicar cola de contacto de forma homogénea, não é necessário deixá-la secar antes de unir ambas as partes.


  • O período de secagem deve ser de pelo menos 5 minutos. Caso não se respeite este período as zonas coladas podem desalinhar durante a colagem.



5.4 - Corte


O corte é sempre o início do processo de construção, caso se opte, por exemplo, uma correia de 22mm x 18mm é importante garantir que se têm cortantes com essa medida, caso contrário é sempre possível encontrar alternativas como imprimir em papel um plano de construção com as medidas correctas e cortar a pele por cima com um bisturi.


  • Os resultados são de longe melhores com recursos a cortantes que podem ser encomendados no Aliexpress, Amazon, ou em sites da especialidade, com medidas personalizadas. Os cortantes são moulduras de aço afiadas a laser encaixadas em rectângulos de madeira cortados e gravados igualmente a laser. Normalmente é possível optar entre cortantes completos como os da foto, ou sem vazadores de furos. Recomendamos os que incluem vazadorede furos visto que estes podem sempre ser removidos ou voltados a montar mais tarde. Os furtos necessários são os que recebem o pino da fivela tanto numa ponta como na outra. Sendo a correia constituída por duas partes é necessário um cortante para cada uma das partes, por vezes existem também cortantes para a presilha, como se vê na foto.


Conjunto de cortantes 20x18

  • Com a pele dobrada e colada deve medir-se cuidadosamente e com precisão o coprimento de ambas as partes. Para este efeito pode recorrer-se a uma correia pré-existente.

  • A pele dobrada deve então ser colocada na zona certa do cortante para respeitar o comprimento necessário e com a zona dobrada da pele paralela à zona superior do cortante.

  • Com o cortante por baixo com a lâmina virada para cima, e a pele sobre a zona da lâmina deve colocar-se um tapete de corte, de borracha que se compra em qualquer papelaria. O conjunto cortante-correia-tapete é então colocado numa prensa que para pressionar o conjunto lentamente até que o corte termine por completo.

prensa de corte de couro
  • Caso não disponha de uma prensa pode utilizar uma técnica menos simpática para os cortantes: uma tábua e um martelo. Coloca a tábua sobre o conjunto cortante-pele-tapete e martela-a até que o corte seja bem sucedido.

  • Caso não disponha de cortante, pode imprimir uma versão da correia em 1:1, colocar por cima e cortar com um bisturi ou traçar na pele o contorno da correia desejada seguindo o contorno de uma correia terminada. Ainda em alternativa pode comprar moldes de acrílico com o tamanho desejado.

  • Na foto abaixo pode ver-se um exemplo de uma correia dobrada, colada e cortada, neste caso ainda sem furos.


duas correias coladas e cortadas
  • O corte pode ainda ser feito com recurso a máquinas de laser, com as vantagens de se dispensarem os cortantes e de conseguir resultados fora do comum mais rapidamente. Contudo a pele fica demasiado dura e queimada nas zonas de corte, o que deve ser resolvido mais tarde.



5.5 - Furos



5.5.1 - Os furos para costura


Existe a ideia generalizada que coser couro à mão implica agulhas fortes e muita força para furar. Contudo trata-se até de um trabalho bastante ligeiro e delicado. Os furos por onde passa a agulha não devem ser feitos pela própria agulha mas por uma ferramenta que designamos de garfo, visto a sua semelhança a um garfo.


Garfo e correia cosida à mão

Estes furos devem ser feitos sobre uma marcação prévia, é possível escolher entre garfos com mais ou com menos dentes, tal como o espaço entre dentes, que vai posteriormente permitir pontos mais longos ou mais curtos. Os garfos com menos dentes são úteis para a zona curva no bico da correia.


Carteira cosida à mão com garfo francês

Os tipos de dentes mais famosos são os que surgem nos garfos franceses, achatados e na diagonal, normalmente polidos, e os mais comuns, em forma de diamante. Estes garfos não são vazadores, ou seja, não retiram material, apenas o afastam.

Garfo francês em baixo e garfo com dentes em forma de diamante em cima

5.5.2 - Os furos para pinos de fivela


Por oposição os furos feitos para o pino da fivela implicam sempre a remoção de material. São igualmente feito com garfos, cujos dentes podem ter vários diâmetros tanto se forem redondos como ovais. Os dentes redondos servem para fivelas normais, os ovais para pinos achatados. A estes garfos chamam-se simplesmente vazadores.



Vazadores ovais
Vazadores ovais com dentes com vários diâmetros

É possível por vezes substituir os dentes dos vazadores por outros de diâmetro diferente. Os furos feitos por estas ferramentas devem ser previamente marcados, tal como os anteriores. Caso o número de furos necessários seja superior ao número de dentes do garfo, deve fazer-se uma nova furação, na qual um ou dois dentes do garfo encaixam nos furos já feitos. Desta forma garante-se a distância entre furos.




Furos redondos à esquerda e furos achatados à direita


No caso das correias de tecido é recomendável o uso de ilhoses que podem ser compradas por medida e vendem-se frequentemente em conjuntos com o próprio alicate de aplicação. Caso não se recorra a ilhoses o tecido vai acabar por desfiar na zona do furo.



Correia em tecido com ilhoses



5.5.3 - Os furos para molas de asa rápidas


As molas de asa rápidas são altamente recomendáveis. A sua principal vantagem é evitarem riscos nas asas dos relógios no processo de mudança de correias. Os furos para estas molas são feitos com alicate próprio. Neste alicate existe um pino que entra na corrreia, com um furo rectangular. Ao apertar o alicate há um vazador que desce sobre a correia e fura-a com remoção de material. É muito importante apertar a única rosca com alicate que evita que o pino se parta. Há alicates de marca branca e de marcas conhecidas com a expectável diferença de preço e qualidade.


ferramenta de fazer furos para molas de asa rápidas

5.5.4 - Furos para o encaixe do pino da fivela.


O furo por onde passa o pino, na base da fivela, pode ser feito com recurso a um bisturi e bastante precisão, ou com recurso a cortantes. Para aplicar o cortante, deve colocar-se a correia sobre um tapete de corte, com o cortante por cima e pressionar o cortante com uma prensa ou com uma martelada precisa.


Jogo de cortantes

5.6 - Costura


5.6.1 - Saddle Stitching




  1. Preparação: O couro é cortado na forma desejada e os furos são marcados uniformemente ao longo das bordas onde a costura ocorrerá, como referimos anteriormente.

  2. Ferramentas: Utiliza-se uma agulha em cada extremidade de um único fio encerado ou não, geralmente de linho ou poliéster.

  3. Costura:

  • Começa-se pelo primeiro furo, passando uma agulha de cada lado do mesmo furo, cruzando as agulhas no furo e esticando o fio para apertar cada ponto conforme se avança.

  • Este processo é repetido, alternando as agulhas e assegurando que o fio se cruze em cada furo, o que aumenta a durabilidade da costura.

  1. Finalização: Ao chegar ao final, os pontos são reforçados fazendo-se alguns pontos extras ou voltando alguns pontos antes de cortar o fio.

  2. Polimento: Os pontos podem ser martelados levemente para achatar e firmar ainda mais a costura, e as bordas do couro podem ser polidas para um acabamento limpo e profissional.


5.6.2 - Pontos mosca


Os pontos mosca aplicam-se sempre na secção da correia que fica junto às asas do relógio. É também indicado aplicá-los antes e depois da presilha fixa, como na imagem acima.




Neste exemplo é também aplicado um ponto em forma de V na ponta mais distante do relógio. Deve obedecer-se um padrão em todos os pontos acerca doú nmero de voltas, na imagem acima foram feitas sempre duas voltas. Os pontos consistem num determinado número de voltas em redor do mesmo ponto, no final é dado um ou dois nós simples e são queimadas as pontas para garantir a permanência do nó.



5.7 - Acabamentos


Ferramenta para polir as orlas da correia
Ferramenta para polir as orlas da correia

Os acabamentos em correias de relógio de couro são essenciais não apenas para a estética do produto, mas também para sua durabilidade e conforto. Vários métodos são utilizados para garantir que as correias sejam funcionais e elegantes. Aqui estão alguns dos principais tipos de acabamentos aplicados a correias de relógio:


  1. Polimento das Bordas: As bordas das correias são lixadas para suavizar quaisquer irregularidades e, em seguida, são polidas para criar uma aparência limpa e refinada. Este acabamento é crucial para evitar que as bordas do couro desfiem ou causem desconforto ao usar.

  2. Burnishing (Queima): Uma técnica onde as bordas do couro são friccionadas com ferramentas ou substâncias específicas (como cera de abelha) para selar os poros do couro e dar um brilho suave. Isso não só melhora a aparência da correia, mas também a protege contra elementos como água e sujeira.

  3. Tingimento: As correias podem ser tingidas em uma variedade de cores para combinar com diferentes estilos de relógios e preferências pessoais. O tingimento é feito de maneira cuidadosa para garantir que a cor seja uniforme e duradoura.

  4. Costura Decorativa: Muitas correias apresentam costuras visíveis que não apenas reforçam a estrutura, mas também adicionam um elemento decorativo. As linhas podem ser de cores contrastantes para destacar ou complementar o couro.

  5. Aplicação de Condicionadores e Impermeabilizantes: O uso de condicionadores de couro ajuda a manter a correia macia e maleável, enquanto impermeabilizantes aumentam a resistência à água.

  6. Gravação e Estampagem: Técnicas de gravação ou estampagem podem ser usadas para adicionar logotipos, designs ou texturas exclusivas às correias, conferindo-lhes uma identidade única.


Líquido para impermeabilizar correias
Líquido para impermeabilizar correias

Cada um desses acabamentos é aplicado com técnicas específicas que requerem habilidade e atenção aos detalhes, assegurando que as correias não apenas pareçam excelentes, mas também suportem o uso diário prolongado. Ao escolher uma correia de relógio, é importante considerar não só o estilo, mas também como os acabamentos contribuirão para a longevidade e o conforto do acessório.




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