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  • Castelo de Vide - Monte o seu relógio

    Um fim-de-semana concebido para quem deseja aproximar-se da relojoaria de forma concreta, e montar o seu próprio relógio mecânico num contexto tranquilo e acompanhado por uma relojoeira experiente. Nesta formação de 4 horas, os participantes acompanham todo o processo de construção de um relógio de pulso mecânico, desde a compreensão dos seus componentes até à sua montagem final. Ao longo da sessão, cada etapa é explicada de forma clara, permitindo perceber a função de cada elemento e a lógica do conjunto. O contacto directo com o movimento proporciona uma compreensão prática do funcionamento do relógio. A formação decorre em ambiente controlado e com acompanhamento próximo, assegurando uma experiência progressiva e segura. Cada participante monta o seu próprio relógio, com orientação individualizada, respeitando o seu ritmo de aprendizagem e garantindo a correcta execução de cada fase. A sessão é orientada por uma profissional com experiência em relojoaria, assegurando rigor técnico aliado a uma abordagem acessível. Este enquadramento permite que mesmo quem não possui conhecimentos prévios consiga completar a montagem com confiança e compreensão. Realizada no Monte das Mariolas, na zona de Castelo de Vide, esta experiência alia a prática relojoeira a um contexto de turismo rural. O ambiente calmo e isolado favorece a concentração e proporciona uma pausa no quotidiano, criando as condições ideais para uma aprendizagem focada e envolvente. Ao longo da formação, os participantes exploram a estrutura do relógio mecânico, compreendem a função das diferentes rodagens e observam a forma como o movimento ganha vida após a montagem. No final, levam consigo o relógio que construíram, resultado directo do seu trabalho. A formação destina-se a curiosos, entusiastas e coleccionadores que procuram uma experiência prática e imersiva. Não exige experiência prévia. As sessões decorrem em regime de grupo, mediante agendamento. O alojamento está incluído na experiência e decorre no Monte das Mariolas, com diferentes opções de ocupação, até um máximo de 4 pessoas por unidade. Durante o período de época alta aplicam-se condições específicas. São aceites animais de companhia, mediante condições adicionais. Formadora: Filipa guedes - https://www.institutoportuguesderelojoaria.pt/team/filipa-guedes

  • Castelo de Vide - Regulagem de Relógios

    Um fim-de-semana pensado para quem procura abrandar o ritmo e entrar, de forma prática e informada, no universo da relojoaria mecânica. Nesta formação de 4 horas, os participantes contactam directamente com os princípios fundamentais da regulagem de relógios mecânicos. Compreendem como se ajusta o funcionamento de um relógio e de que forma pequenas variações influenciam a sua precisão. A sessão decorre em ambiente controlado, com acompanhamento próximo e explicação clara de cada etapa, o que permite uma aprendizagem progressiva e segura. A formação é orientada por uma relojoeira com experiência profissional na indústria suíça. Este enquadramento assegura rigor técnico, aliado a uma abordagem acessível a quem se inicia. Cada participante recebe acompanhamento individualizado, de acordo com o seu ritmo de aprendizagem, o que garante a compreensão dos conceitos essenciais. Realizada no Monte das Mariolas, na zona de Castelo de Vide, esta experiência combina aprendizagem técnica com um contexto tranquilo de turismo rural. O ambiente envolvente favorece a concentração e proporciona uma pausa no quotidiano, criam-se assim as condições ideais para uma experiência formativa distinta. Ao longo da sessão, os participantes exploram o funcionamento geral do relógio mecânico, a relação entre ritmo e precisão e os princípios básicos da regulagem. Observam o comportamento do movimento e compreendem como pequenas intervenções influenciam o seu desempenho. A formação destina-se a curiosos, entusiastas e coleccionadores que pretendem aprofundar o seu conhecimento. Não exige experiência prévia. As sessões decorrem em regime individual ou em pequeno grupo, mediante agendamento. O alojamento está incluído na experiência e decorre no Monte das Mariolas, com diferentes opções de ocupação, até um máximo de 4 pessoas. Durante o período de época alta aplicam-se condições específicas. São aceites animais de companhia, mediante condições adicionais. Formadora: Filipa guedes - https://www.institutoportuguesderelojoaria.pt/team/filipa-guedes

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  • F.P. Journe e Chanel compram a EBEL

    EBEL 1911 Chronograph em aço, com movimento El Primero, c. 1993. Fotografia: Watch-Spare A F.P. Journe, a mais cobiçada das manufaturas independentes, vai liderar a compra de 95% da EBEL ao Movado Group, por 66,5 milhões de dólares, ao lado da Chanel e de Pierre Jacques, antigo diretor-executivo da De Bethune. Tanto quanto é público, é a primeira vez que a casa de François-Paul Journe aparece à frente da compra de outra marca, e o negócio junta um relojoeiro, uma casa de moda e um gestor em torno de um nome que foi um dos grandes da relojoaria suíça. O acordo foi anunciado a 7 de outubro pelo vendedor e deverá fechar nos próximos meses. Com a marca seguem as marcas registadas, as existências e a Villa Turque, a casa que Le Corbusier desenhou em La Chaux-de-Fonds. 1. O negócio em números O Movado Group, cotado em Nova Iorque, assinou um acordo vinculativo para vender 95% da EBEL por 66,5 milhões de dólares e fica com os restantes 5%. O valor está sujeito aos ajustamentos habituais e a operação depende das condições de fecho correntes neste tipo de negócio. O comprador é um grupo liderado pela Montres Journe SA, a sociedade de Genebra que opera com o nome F.P. Journe, com a participação da Chanel e de Pierre Jacques, que assumirá a direção executiva da EBEL. O comunicado não diz como se reparte o capital entre os três. A operação faz-se em dois passos. Primeiro, as marcas registadas e a restante propriedade intelectual, as existências e outros ativos afetos à EBEL passam para uma nova filial suíça do Movado Group, e os trabalhadores dedicados à marca tornam-se funcionários dessa sociedade. No fecho, 95% do capital da nova filial é transferido para os compradores. O Movado Group presta depois serviços de transição, para garantir continuidade a clientes e parceiros. Vendedor: Movado Group, Inc. (Paramus, Nova Jérsia), que mantém 5%. Compradores: Montres Journe SA (líder do grupo), Chanel e Pierre Jacques. Preço: 66,5 milhões de dólares por 95%, o que avalia a marca em cerca de 70 milhões. Direção: Pierre Jacques será o diretor-executivo. Ativos incluídos: marcas registadas, propriedade intelectual, existências e a Villa Turque. Calendário: fecho previsto para os próximos meses. Publicidade do EBEL Sport Classic no ano do 115.º aniversário da marca. © EBEL 2. A F.P. Journe entra no jogo das marcas É este o ponto que torna o negócio invulgar. A F.P. Journe construiu a sua reputação a fazer o contrário do que fazem os grupos: uma só marca, uma produção de cerca de mil relógios por ano, movimentos desenhados e fabricados em casa e uma divisa, «Invenit et Fecit» (inventou e fez), que resume a ideia. O próprio François-Paul Journe tem repetido que não quer crescer em volume. Numa entrevista à Monochrome, explicou que aumentar a produção o obrigaria a deixar a sede da Rue de l'Arquebuse, em Genebra, e que o tempo de espera dos clientes chegava aos dez anos. Na mesma conversa avisou que os fundos de investimento não deviam contar comprar a sua empresa. «O nosso crescimento passa pela complicação.» — François-Paul Journe, à Monochrome Com a EBEL, a Journe passa a ter um segundo campo de jogo sem tocar no primeiro. A F.P. Journe continua a ser o que era; o crescimento, a acontecer, faz-se numa marca diferente, de outro preço e de outro público, conhecida sobretudo pelo Sport Classic e por relógios de senhora. É o caminho inverso ao habitual: em vez de um grupo de luxo comprar um independente, é um independente que lidera a compra de uma marca histórica a um grupo. O que Journe leva para a EBEL ficou dito por ele próprio no comunicado, numa frase curta: «o produto, o produto, o produto». A leitura do SJX Watches vai no mesmo sentido: a Chanel entra com o capital, Journe com o saber relojoeiro e Pierre Jacques com a gestão. Há um dado industrial a ter em conta. A F.P. Journe tem, em Meyrin, os seus próprios fabricantes de caixas e de mostradores, Les Boîtiers de Genève e Les Cadraniers de Genève. O comunicado não diz se a EBEL virá a recorrer a estas estruturas, mas é uma capacidade que poucos compradores poderiam oferecer. 3. François-Paul Journe, o relojoeiro Nascido em Marselha em 1957, François-Paul Journe formou-se na escola de relojoaria de Paris em 1976 e fundou a Montres Journe SA em Genebra, em 1999. A sede, a manufatura e um espaço de exposição ocupam uma antiga fábrica de candeeiros a gás no centro da cidade. A marca tornou-se uma referência pela invenção. O Tourbillon Souverain venceu a Aiguille d'Or do Grand Prix d'Horlogerie de Genève em 2004, a Sonnerie Souveraine, com dez patentes, em 2006, e o Centigraphe Souverain, que mede centésimos de segundo, em 2008. O Chronomètre à Résonance, com dois balanços que se sincronizam, foi premiado em 2010. A casa é ainda conhecida por fabricar os movimentos em ouro de 18 quilates. Nos leilões, os números acompanham a fama. Em 2021, o FFC Blue foi vendido por 4,5 milhões de francos suíços no Only Watch, o valor mais alto pago por um F.P. Journe. Em 2023, a venda «The Art of F.P. Journe», em Genebra, rendeu 13,7 milhões de francos por 40 peças cujo preço de catálogo somava 2,65 milhões. Journe tem dito que preferia ver o mercado arrefecer, por recear que a especulação prejudique a marca. Em 2018, vendeu 20% do capital à Chanel. Descreve a casa francesa como um grupo de amigos que partilham o gosto pelos relógios e não como um investidor financeiro, e explicou que, se um dia vender mais ações, a Chanel tem prioridade. O acordo serve também para proteger os filhos e a continuidade da marca. 4. Chanel, de casa de moda a industrial da relojoaria A Chanel lançou o primeiro relógio em 1987, o Première, e o J12, de cerâmica, em 1999. Desde então foi construindo, sem alarde, uma base industrial e uma rede de participações na relojoaria suíça. 1993: compra a G&F Châtelain, fabricante de La Chaux-de-Fonds, a mesma cidade da EBEL. 1998: entra no capital da Bell & Ross. 2011: participação minoritária na Romain Gauthier. 2018: 20% da F.P. Journe e, segundo a imprensa, 20% da Kenissi, a fábrica de movimentos criada pela Tudor. 2024: 25% da MB&F, de Maximilian Büsser. O padrão tem sido sempre o mesmo: participações minoritárias em casas independentes, que continuam a ser geridas por quem as fundou. Frédéric Grangié, presidente da divisão de relógios e alta joalharia, fala numa estratégia de longo prazo para preservar e desenvolver saber-fazer especializado. A EBEL foge em parte a esse padrão. Desta vez a Chanel não entra numa manufatura de autor, mas numa marca de maior volume, e fá-lo ao lado de um parceiro em que já é acionista. No comunicado, Grangié descreve a EBEL como um dos grandes nomes da relojoaria suíça e o investimento como um sinal de confiança no seu potencial a longo prazo. 5. Pierre Jacques, o gestor O futuro diretor-executivo da EBEL não é relojoeiro; é um homem da edição e do comércio que se tornou gestor de marcas. Em março de 2000 fundou, com Brice Lechevalier, a revista GMT, que vendeu à Edipresse em 2007. Passou depois pela direção do Grand Prix d'Horlogerie de Genève e pelo retalhista Les Ambassadeurs. Em janeiro de 2011 assumiu a direção da De Bethune, a manufatura de Denis Flageollet e David Zanetta. Nesse ano, o DB28 ganhou a Aiguille d'Or, e a produção passou de 65 relógios em 2010 para perto de 400 poucos anos depois. Saiu no final de 2015, dirigiu outra marca durante cerca de dois anos e regressou. Em 2021 fechou a aliança com a WatchBox, hoje The 1916 Company, que se tornou acionista maioritária. Em junho de 2025 anunciou que deixava a direção executiva da De Bethune, passando a presidente honorário, depois de quinze anos ligado à casa. A EBEL é o seu passo seguinte. «Estou incrivelmente orgulhoso e entusiasmado por liderar esta nova etapa», disse no comunicado. 6. Movado Group, o vendedor O Movado Group nasceu da North American Watch Corporation, fundada por Gedalio Grinberg, que comprou a Movado em 1983. É hoje dirigido pelo filho, Efraim Grinberg, e junta marcas próprias (Movado, Concord, EBEL, MVMT e Olivia Burton) a licenças de moda como Coach, Tommy Hilfiger, Hugo Boss, Lacoste e Calvin Klein. Em 2023 faturou 752 milhões de dólares. A EBEL era a sua aposta no luxo suíço. O grupo comprou-a à LVMH numa operação anunciada em dezembro de 2003, por 61,5 milhões de francos suíços, segundo o comunicado então divulgado pelo grupo francês; a marca tinha vendido 65 milhões de dólares nesse ano, de acordo com a revista JCK. Mais de vinte anos depois, vende-a por um valor próximo. Para Efraim Grinberg, a venda permite ao grupo concentrar-se nas marcas de relógios e joalharia de luxo acessível e de moda, e deixa a EBEL com donos que têm conhecimento, empenho e visão de longo prazo. O Movado Group fica como acionista minoritário e diz querer participar no sucesso futuro da marca. 7. Mais de um século de EBEL A EBEL nasceu a 15 de julho de 1911, em La Chaux-de-Fonds, pela mão de Eugène Blum e da mulher, Alice Lévy. O nome é um acrónimo: «Eugène Blum Et Lévy». A divisão de tarefas ficou definida desde o início, com Eugène responsável pela técnica e Alice pela estética e pelo desenho dos relógios. Os primeiros reconhecimentos chegaram cedo. Em 1914, a casa recebeu a medalha de ouro da Exposição Nacional Suíça, em Berna, pelos seus relógios de anel patenteados. Em 1925, na Exposição Internacional de Artes Decorativas de Paris, a que deu nome ao estilo Art Déco, foi distinguida com um diploma de Grand Prix pelos modelos de alta joalharia. Charles Blum, filho dos fundadores, entrou na empresa em 1929 e construiu uma rede de vendas internacional, que incluía os Estados Unidos. Em 1930, a EBEL esteve na primeira feira de relojoaria e joalharia de Basileia. Durante décadas foi também fornecedora: uma unidade própria produzia movimentos para outras marcas. A exigência técnica fez parte da identidade da casa. Em 1935, a EBEL tornou-se o primeiro fabricante suíço a usar o sistema Western Electric, precursor do vibrógrafo e o primeiro aparelho para medir a precisão dos movimentos. Em 1957 criou o Contrôle Technique des Montres, um conjunto de controlos internos de qualidade. A grande expansão deu-se com a terceira geração. Pierre-Alain Blum, neto dos fundadores, assumiu a direção depois de uma carreira nos Estados Unidos. Em 1972 começou a parceria com a Cartier, para quem a EBEL passou a produzir relógios de pulso. Em 1977 lançou o Sport Classic, com caixa integrada e a pulseira de elos ondulados que ficou conhecida por «wave». Seguiram-se o Sport Chronograph (1982), o cronógrafo com calendário perpétuo (1983), o Beluga (1985) e a coleção 1911 (1986). Nesses anos, a EBEL era o maior comprador dos movimentos El Primero da Zenith, segundo o SJX Watches. Entre 1970 e 1988, o número de trabalhadores passou de 40 para 700, e as vendas ultrapassaram os 150 milhões de francos suíços na década de 1980. A marca adotou o lema «The Architects of Time» e abriu a primeira loja própria em Londres, em 1987. A notoriedade veio também do desporto e das artes. A EBEL patrocinou a Taça Davis e o European Masters de golfe, na Suíça, e teve como embaixadores os tenistas Stefan Edberg, Boris Becker e Andre Agassi e os golfistas Bernhard Langer, Greg Norman e Colin Montgomerie. Associou-se ainda a nomes como Leonard Bernstein, Barbara Hendricks, Madonna, John Malkovich e Dennis Hopper. Os anos 1990 inverteram a trajetória. A diversificação fora da relojoaria correu mal e, em 1994, a Investcorp tornou-se dona da marca. Em 1995 a EBEL ainda apresentou o calibre 137, um movimento de cronógrafo para a coleção 1911, a que se seguiram os calibres 139, 240 e 288. Pierre-Alain Blum saiu em 1996, pondo fim a 85 anos de gestão familiar. Em 1999, a LVMH comprou a EBEL e a Chaumet à Investcorp por 460 milhões de dólares, antes de a vender ao Movado Group. A EBEL em datas 1911: fundação em La Chaux-de-Fonds, por Eugène Blum e Alice Lévy. 1914: medalha de ouro na Exposição Nacional Suíça, em Berna. 1925: diploma de Grand Prix na Exposição de Artes Decorativas de Paris. 1935: primeiro fabricante suíço a medir a precisão com o sistema Western Electric. 1972: início da produção de relógios para a Cartier. 1977: lançamento do Sport Classic. 1983: cronógrafo com calendário perpétuo. 1986: coleção 1911 e compra da Villa Turque, no 75.º aniversário. 1994: a Investcorp compra a marca. 1995: calibre 137. 1999: a LVMH compra a EBEL e a Chaumet. 2003: venda ao Movado Group. 2026: acordo de venda de 95% ao grupo liderado pela Montres Journe. 8. A Villa Turque muda de mãos Interior da Villa Turque, em La Chaux-de-Fonds, projetada por Le Corbusier e concluída em 1917. É a «Maison EBEL» desde 1986. Fotografia de A. Martinelli. © EBEL Entre os ativos incluídos na venda está a Villa Turque. A casa foi encomendada por Anatole Schwob, industrial relojoeiro de La Chaux-de-Fonds, a Charles-Édouard Jeanneret, que três anos depois de a terminar adotaria o nome Le Corbusier. Os vizinhos deram-lhe o nome pela influência da arquitetura bizantina no desenho. A EBEL comprou-a em 1986, no ano do seu 75.º aniversário, restaurou-a e fez dela a sua casa de representação; uma segunda renovação seguiu-se em 2011, no centenário. É um dos primeiros edifícios em que Le Corbusier aplicou a estrutura de betão armado que viria a marcar a sua obra. 9. O que se escreveu A notícia foi dada pelo vendedor, num comunicado dirigido a investidores, e foi por aí que começou a circular: a Investing.com, a Seeking Alpha e a GuruFocus trataram-na como uma operação de carteira do Movado Group, que se desfaz de uma marca para se concentrar no seu negócio principal. Na imprensa relojoeira, a primeira análise foi a do SJX Watches, a 8 de outubro. Classifica a compra como uma surpresa, lembra que a EBEL foi uma das maiores marcas suíças nos anos 1980 e 1990 e nota que o preço é aproximadamente o que o Movado Group pagou há mais de duas décadas. Sugere ainda que o vendedor poderá sentir algum alívio, depois de vinte anos a tentar relançar a marca sem lhe devolver a dimensão de outrora. 10. O que falta saber A repartição do capital: quanto fica com a Montres Journe, com a Chanel e com Pierre Jacques. O plano de produto: o comunicado fala numa nova fase de crescimento, sem adiantar coleções, posicionamento ou preços. A produção: se a EBEL vai usar os fabricantes de caixas e mostradores da F.P. Journe, ou a G&F Châtelain, da Chanel, que também está em La Chaux-de-Fonds. A distribuição: como se faz a transição da rede do Movado Group, que continuará a prestar serviços durante um período. O fecho: a operação ainda depende das condições habituais e de eventuais aprovações. O primeiro sinal virá com o fecho do negócio e com as decisões iniciais de Pierre Jacques. Até lá, fica o facto: o relojoeiro que sempre recusou crescer em volume aceitou pôr o seu nome à frente da compra de uma marca que já foi das maiores da Suíça. Saiba mais no comunicado do Movado Group.

  • 8 de Outubro

    O dia em resumo A H. Moser & Cie. apresentou a 7 de outubro três relógios com segundos retrógrados de 30 segundos: o Pioneer Skeleton, o Streamliner e o Endeavour Retrograde Seconds, todos em aço e com 40 mm. No mesmo dia, a Jacob & Co. recuperou o seu primeiro repetidor de minutos, o Palatial Flying Tourbillon Minute Repeater, agora com o novo calibre JCCM04 e um regulador centrífugo silencioso. A chinesa Peacock tem em pré-encomenda o Tai Chi Curved Guilloché, com um turbilhão de três eixos cuja gaiola mede 8 mm e pesa 0,436 g. Em Hong Kong, a Phillips revelou os primeiros destaques do leilão de 21 e 22 de novembro, encabeçado por um conjunto de relógios raros da Patek Philippe. H. Moser & Cie. leva os segundos retrógrados a três coleções Os três Retrograde Seconds, Pioneer Skeleton, Streamliner e Endeavour: caixas de aço de 40 mm com o mesmo ponteiro de segundos retrógrado de 30 segundos. © H. Moser & Cie. A H. Moser & Cie. anunciou a 7 de outubro três interpretações da mesma complicação: o Pioneer Skeleton Retrograde Seconds (referência 3251-1200), o Streamliner Retrograde Seconds (6252-1200) e o Endeavour Retrograde Seconds (1252-1200). Sucedem ao primeiro Pioneer Retrograde Seconds e partilham a caixa de aço de 40 mm. Em todos, o ponteiro de segundos percorre um arco durante 30 segundos e regressa de imediato a zero. O mecanismo fica à vista do lado do mostrador. Uma came dupla em caracol mantém-se em contacto permanente com um dedo; enquanto o ponteiro avança, uma espiral colocada sob o seu eixo vai acumulando energia. No fim de cada ciclo, a came liberta essa energia de uma só vez e o ponteiro salta para trás. Uma cremalheira, visível sob a ponte dos segundos retrógrados, posiciona o ponteiro na escala e mantém o salto sob controlo. Um disco de duas cores, sob a came, indica se o relógio está na primeira ou na segunda metade do minuto. A informação conta: um ponteiro que só percorre 30 segundos não diz, por si, em que meio minuto se está. A solução tem um custo mecânico. Um ponteiro retrógrado deste tipo salta 2880 vezes por dia, e cada salto consome energia e solicita os componentes. Daí a importância de o retorno ser guiado pela cremalheira, em vez de ficar entregue apenas à mola. Pioneer Skeleton Retrograde Seconds, referência 3251-1200: calibre HMC 251 totalmente esqueletizado, com pontes de acabamento antracite. © H. Moser & Cie. O Pioneer Skeleton usa o calibre automático HMC 251, totalmente esqueletizado, com pontes de acabamento antracite, 29 rubis e massa oscilante gravada e esqueletizada. A caixa tem 12 mm de espessura com o vidro e é estanque a 12 ATM. Vem com bracelete de aço e uma segunda bracelete, de borracha caqui. O Streamliner e o Endeavour recebem o HMC 252, de 31 rubis e pontes parcialmente esqueletizadas, com um módulo retrógrado desenvolvido pela Agenhor. O primeiro tem mostrador Midnight Blue fumé, bracelete de aço integrada, 12,1 mm de espessura e estanquidade de 12 ATM. O segundo tem mostrador Blackor fumé, 11,2 mm de espessura, 3 ATM e bracelete de pele de aligátor com acabamento nubuck. Os dois calibres medem 32 mm de diâmetro e 5,5 mm de altura, trabalham a 21 600 alternâncias por hora, têm paragem de segundos, espiral Straumann e uma reserva de marcha mínima de três dias. Segundo a marca, os preços sem impostos são de 35 000 francos suíços para o Pioneer Skeleton, 29 900 para o Streamliner e 27 900 para o Endeavour. Saiba mais no site da marca. Jacob & Co. volta ao seu primeiro repetidor de minutos Palatial Flying Tourbillon Minute Repeater: caixa de ouro rosa de 18 quilates, com 43 mm, e mostrador mineral vermelho. © Jacob & Co. A Jacob & Co. apresentou a 7 de outubro uma nova edição do Palatial Flying Tourbillon Minute Repeater, o relógio com que a marca se estreou nas complicações sonoras em 2014. São 12 exemplares, um por cada ano passado desde o original, no ano em que a casa assinala o 40.º aniversário. O preço é de 390 000 dólares. O novo calibre JCCM04, de corda manual, sucede ao JCBM03. Tem 308 componentes e 29 rubis, trabalha a 3 Hz e oferece 90 horas de reserva de marcha. Junta um repetidor de minutos a um turbilhão volante de um minuto, colocado às 6 horas, cuja gaiola foi redesenhada. O repetidor é armado por um cursor integrado na carrura, que fornece a energia para a sequência. Solto o cursor, o relógio dá as horas num tom grave, os quartos em tons agudos e graves alternados e os minutos restantes num tom agudo. Cames escalonadas, os chamados caracóis, guardam a informação das horas, dos quartos e dos minutos; as cremalheiras leem a sua posição e determinam o número de pancadas. Dois martelos percutem dois timbres de catedral. Mais compridos do que os convencionais, prolongam-se em redor do movimento para aumentar a ressonância e a duração do som. São formados, temperados, afinados e montados à mão, com o ajuste final feito de ouvido. A alteração técnica mais relevante está no regulador centrífugo, que controla a cadência das pancadas. Segundo a marca, foi concebido para trabalhar em silêncio, eliminando o ruído mecânico que interfere com o som dos timbres. É um ponto sensível em qualquer repetidor: o zumbido do regulador ouve-se entre as pancadas, precisamente quando deveria haver silêncio. A caixa tem 43 mm de diâmetro e 12,3 mm de espessura. O fundo de safira deixa ver os timbres, os martelos e os acabamentos do movimento, com Côtes de Genève e ângulos polidos à mão. No mostrador, uma clave de sol de ouro rosa às 9 horas e ponteiros esqueletizados em forma de metrónomo completam a referência à música. Saiba mais no site da marca. Peacock miniaturiza o turbilhão de três eixos Tai Chi Curved Guilloché Triple-Axis Tourbillon: caixa de ouro branco de 18 quilates e turbilhão esférico de três eixos. © Peacock A Peacock, manufatura chinesa de Liaoning, tem em pré-encomenda o Tai Chi Curved Guilloché Triple-Axis Tourbillon, noticiado a 7 de outubro pela Monochrome. A marca apresenta-o como o turbilhão de três eixos mais pequeno e mais leve do mundo, uma afirmação que é sua. A gaiola esférica, de titânio, mede 8 mm de diâmetro, pesa 0,436 g e reúne 81 componentes. Os três eixos completam uma rotação em 60, 15 e 50 segundos. Num turbilhão clássico, o órgão regulador roda num único plano para fazer a média dos desvios de marcha nas posições verticais. Com mais dois eixos, o balanço passa por todas as orientações, à custa de mais massa em movimento e de mais atritos. Reduzir o tamanho e o peso da gaiola é a forma de limitar esse consumo de energia. O calibre PAX9616, de corda manual, tem 37 rubis, trabalha a 21 600 alternâncias por hora e oferece 48 horas de reserva de marcha. Não há ponteiros: as horas e os minutos são indicados por dois discos concêntricos de titânio, com um diamante branco para as horas, às 12, e um diamante negro para os minutos, às 6. O mostrador convexo é guilhochado à mão com 40 sulcos em V e divide-se em duas metades, yin e yang. A caixa de ouro branco de 18 quilates, sem asas, mede 43,5 mm de diâmetro por 14,95 mm de espessura e é estanque a 50 metros. A edição é de 70 exemplares, em alusão ao 70.º aniversário da marca, e custa 61 999 dólares. A pré-encomenda exige um sinal de 30% e a entrega está prevista para 30 de junho de 2027. Saiba mais no site da marca. Phillips leva a Hong Kong um conjunto raro de Patek Philippe The Hong Kong Watch Auction: XXIII decorre a 21 e 22 de novembro, no West Kowloon Cultural District. © Phillips A Phillips, em associação com a Bacs & Russo, divulgou a 6 de outubro os primeiros destaques do The Hong Kong Watch Auction: XXIII, marcado para 21 e 22 de novembro. Segundo a leiloeira, é a venda de relógios com a estimativa global mais alta que alguma vez organizou em Hong Kong. O lote principal é um Patek Philippe referência 2499 da primeira série, em ouro amarelo, de 1952, com caixa Wenger e ausente do mercado há 37 anos. A estimativa é de 12 a 24 milhões de dólares de Hong Kong (1,5 a 3 milhões de dólares americanos). O mesmo intervalo aplica-se a um 3990P-011 em platina, com luneta e índices de diamantes e mostrador salmão, de cerca de 2006: dos 17 exemplares conhecidos da referência 3990, é o único identificado nesta configuração. Segue-se um 1518 em ouro rosa, de 1951, estimado em 8 a 16 milhões de dólares de Hong Kong. A referência 1518 foi o primeiro cronógrafo com calendário perpétuo produzido em série, e a Phillips calcula que tenham sido feitos cerca de 58 exemplares em ouro rosa. Há ainda um Sky Moon Tourbillon 5002P, de cerca de 2008, de 12 complicações e ainda selado, com estimativa superior a 8 milhões. Fora da Patek Philippe, destacam-se um Rolex Daytona 6239 em ouro amarelo com mostrador «John Player Special», de cerca de 1969, estimado em 3,9 a 7,9 milhões de dólares de Hong Kong, e um Cartier Crash único, em ouro branco, saído do programa de encomendas especiais da marca. As estimativas não incluem a comissão do comprador. Antes da venda, os lotes passam por Nova Iorque (14 a 16 de outubro), Singapura, Hong Kong, Taipé e Genebra (4 a 8 de novembro). Saiba mais no site da leiloeira. O que merece atenção O ponteiro retrógrado da H. Moser & Cie. e o regulador silencioso da Jacob & Co. têm um ponto em comum: nos dois casos, o trabalho de engenharia incide na gestão de energia libertada em instantes, seja o salto de um ponteiro a cada 30 segundos, seja uma sequência de pancadas a pedido. A proposta da Peacock mostra, por seu lado, que a alta complicação chinesa já se mede em frações de grama, embora os recordes anunciados continuem a ser afirmações de marca. O leilão TimeForArt, de 5 de dezembro, em Nova Iorque, continua a revelar peças únicas. A 7 de outubro, a Gerald Charles anunciou o Maestro GC39 Mitoraj, um Grand Maestro de horas saltantes em titânio, de 42 mm, com uma miniatura em latão da escultura «Luci di Nara», de Igor Mitoraj, sobre mostrador guilhochado. No mesmo dia, a Perrelet apresentou um Lab Peripheral de 42 mm cujo mostrador e massa oscilante periférica foram decorados com riscas coloridas por Chris Alexander, The Dial Artist. A Jaquet Droz estreia-se no leilão com um mostrador de esmalte champlevé desenhado por Fiona Djukanovic, aluna da Académie de Meuron. A receita reverte para o Swiss Institute. A acompanhar: a exposição itinerante do GPHG chega a Banguecoque de 15 a 18 de outubro, com inauguração pelo presidente da Confederação Suíça, Guy Parmelin; os 19 prémios são entregues a 7 de novembro, em Genebra. Na Cidade do México, o SIAR cumpre a 20.ª edição de 20 a 22 de outubro, com 50 marcas, segundo a WorldTempus. E a Bell & Ross tem um novo BR-03 Green Radar Ceramic, limitado a 999 exemplares, em que três discos com aviões substituem os ponteiros, de acordo com a Monochrome.

  • 7 de Outubro

    O dia em resumo A Zenith e a USM criaram um DEFY Chronograph de mostrador espelhado, peça única que vai a leilão a 5 de dezembro, em Nova Iorque, na terceira edição do TimeForArt, a favor do Swiss Institute. Do mesmo leilão sairá o protótipo do Oshinobi, da Toledano & Chan, uma pulseira de titânio que esconde um mostrador cravejado de diamantes. Nos Estados Unidos, a independente RGM regressa ao calendário perpétuo com o Model 501-PC, de mostrador de esmalte grand feu. A francesa Yema leva o meteorito ao Navygraf de titânio, e a IWC junta um mostrador verde-azeitona ao Pilot's Watch Chronograph 43. Zenith e USM levam um DEFY de mostrador espelhado ao TimeForArt DEFY Chronograph USM – TimeForArt Unique Piece: mostrador polido como um espelho, sobre uma estrutura USM Haller. © Zenith A Zenith anunciou a 6 de outubro o DEFY Chronograph USM – TimeForArt Unique Piece, um exemplar único feito com a USM, o fabricante suíço de mobiliário modular. O relógio será vendido a 5 de dezembro de 2026, às 15 horas locais, na Phillips de Nova Iorque, durante o The New York Watch Auction: XV. A caixa de aço mede 37 mm, tem forma octogonal e luneta de 14 lados, coroa de rosca e estanquidade a 10 atmosferas, com bracelete de aço de elos em escada. O mostrador é polido como um espelho, e as cores vêm do catálogo da USM: amarelo-dourado, laranja, verde e azul-genciana, distribuídas pelos contadores e pelos ponteiros. O ponteiro central do cronógrafo, azul, traz uma miniatura da esfera de ligação do sistema USM Haller. No interior trabalha o El Primero 400, cronógrafo automático de roda de colunas, com 36 000 alternâncias por hora (5 Hz) e 55 horas de reserva de marcha. A roda de escape e a âncora são de silício. A frequência explica o interesse deste calibre. A 5 Hz, o balanço faz dez alternâncias por segundo, e o ponteiro do cronógrafo avança em passos de um décimo de segundo; a 4 Hz, o passo é de um oitavo. O preço é um maior consumo de energia e um escape mais solicitado, razão pela qual o silício, leve e sem necessidade de lubrificação, tem aqui utilidade prática. Com o relógio segue um aparador USM Haller espelhado, também único, com tampo de vidro e gaveta com fechadura para guardar até 24 relógios. O aparador USM Haller espelhado que acompanha o relógio, com painéis amarelos e azuis. © Zenith O TimeForArt é organizado pelo Swiss Institute, instituição de arte contemporânea sem fins lucrativos de Nova Iorque. Segundo a Phillips, participam 25 marcas nesta terceira edição, e a totalidade da receita, incluindo a comissão do comprador, reverte para a instituição. As duas primeiras edições renderam 2,4 milhões de dólares. A peça dá seguimento à coleção DEFY Chronograph USM lançada em setembro de 2025, com mostradores nas cores da marca de mobiliário. Saiba mais no site da marca. RGM regressa ao calendário perpétuo com o Model 501-PC Model 501-PC: mostrador de esmalte grand feu branco, ponteiros de aço azulado e fases da lua às 6 horas. © RGM Watch Co. A RGM, casa independente da Pensilvânia, apresentou a 6 de outubro o Model 501-PC, um calendário perpétuo com caixa de aço 316L de 39 mm de diâmetro e 11,5 mm de espessura. Segundo a Monochrome, é o primeiro relógio da marca com esta complicação desde o Model 103-R, um repetidor de minutos com calendário perpétuo do final da década de 1990. O mostrador é de esmalte grand feu branco, com numeração romana, minutos a vermelho de cinco em cinco e ponteiros de aço azulado. A data fica às 3 horas, o dia da semana às 9, o mês e o ciclo dos anos bissextos às 12 e as fases da lua às 6. O movimento parte de um ETA 2892-A2 automático, modificado pela RGM, sobre o qual assenta um módulo de calendário perpétuo feito à medida pela Dubois Dépraz. Trabalha a 4 Hz e tem entre 52 e 56 horas de reserva de marcha. Os acabamentos incluem côtes de Genève e perlage, e o rotor é de ouro maciço. Um calendário perpétuo guarda numa peça mecânica a duração de cada mês ao longo de quatro anos. Um came com entalhes de profundidades diferentes diz ao mecanismo quantos dias tem de saltar no fim do mês, incluindo o 29 de fevereiro dos anos bissextos. Sem intervenção, a data mantém-se certa até 2100, ano secular que o calendário gregoriano não conta como bissexto. A construção modular tem vantagens e custos. Permite a uma casa pequena partir de um calibre de base fiável e concentrar-se no mostrador e nos acabamentos, mas acrescenta espessura e deixa o mecanismo do calendário escondido sob o mostrador. As indicações acertam-se por corretores embutidos na caixa, o que pede algum cuidado sempre que o relógio fica parado. A caixa é estanque a 50 metros e tem vidros de safira dos dois lados. O relógio vem com bracelete de pele de aligátor castanha e custa 39 900 dólares. Saiba mais no site da marca. Toledano & Chan esconde um mostrador de diamantes numa pulseira de titânio Oshinobi: caixa e bracelete integrada de titânio de grau 5 jateado. © Toledano & Chan A Toledano & Chan, marca de Phil Toledano e Alfred Chan, revelou a 6 de outubro o Oshinobi. À primeira vista é uma pulseira de titânio de grau 5 jateado, com bracelete integrada e fecho de borboleta. Uma tampa que desliza na horizontal descobre o relógio. Segundo a Hodinkee, o mostrador é côncavo, de contorno orgânico, e está coberto por dois quilates de diamantes de vários tamanhos, cravados pela técnica conhecida como serti neige, em que as pedras se encostam umas às outras de forma irregular até quase não se ver metal. O movimento, de corda manual, é da Le Temps Manufactures, trabalha a 25 200 alternâncias por hora (3,5 Hz) e tem 38 horas de reserva de marcha. A coroa fica escondida na face inferior da caixa, às 12 horas. «A ideia do Oshinobi é poder usar em segurança um relógio de diamantes em público», afirmou Phil Toledano, citado pela Hodinkee. O exemplar agora apresentado é um protótipo, que será vendido a 5 de dezembro no leilão TimeForArt, na Phillips de Nova Iorque. A marca prevê uma série limitada para 2027, ainda sem preço. O relógio de segredo, em que uma tampa oculta o mostrador, é um género antigo da joalharia relojoeira. A diferença está no material e no tom: titânio jateado em vez de ouro, e uma peça que por fora não revela nem os diamantes nem a hora. Saiba mais no site do TimeForArt. Yema leva o meteorito ao Navygraf de titânio Navygraf Meteorite CMM.10 de mostrador verde, ref. 22.26.10.64.TNL.M: titânio de grau 2 e estanquidade a 300 metros. © Yema A Yema lançou o Navygraf Meteorite CMM.10, edição limitada do seu relógio de mergulho com mostrador de meteorito Muonionalusta, em duas versões: preto (ref. 22.26.10.66.TNL.M) e verde (ref. 22.26.10.64.TNL.M). São 150 exemplares numerados de cada. A caixa e a bracelete são de titânio de grau 2, escovado na vertical e com biséis polidos. A caixa mede 39 mm de diâmetro e 11 mm de espessura, e é estanque a 300 metros. O vidro de safira é duplamente abaulado, e o fundo, também de safira, deixa ver o movimento. O Muonionalusta é um meteorito metálico encontrado no norte da Suécia. O desenho de linhas cruzadas que o caracteriza, as figuras de Widmanstätten, resulta do arrefecimento extremamente lento da liga de ferro e níquel, que cristaliza em lamelas. Revelado por ataque ácido, o padrão é diferente em cada fatia, pelo que não há dois mostradores iguais. O calibre CMM.10 é automático e foi desenvolvido pela Yema em Morteau. Trabalha a 4 Hz, tem 70 horas de reserva de marcha, e a marca indica uma precisão de −3 a +5 segundos por dia. Segundo a Time+Tide, o preço é de 2900 euros. Saiba mais no site da marca. IWC junta o verde-azeitona ao Pilot's Watch Chronograph 43 Pilot's Watch Chronograph 43, ref. IW378008: mostrador verde-azeitona de acabamento soleil e ponteiros dourados. © IWC Schaffhausen A IWC apresentou a 1 de outubro, no primeiro dia do Alfred Dunhill Links Championship, o Pilot's Watch Chronograph 43 de mostrador verde-azeitona (ref. IW378008). A marca de Schaffhausen foi, pelo sexto ano consecutivo, cronometrista oficial do torneio de golfe, disputado até 4 de outubro em St Andrews, Carnoustie e Kingsbarns, na Escócia. A caixa de aço mede 43 mm de diâmetro e 14,8 mm de espessura, com coroa de rosca e estanquidade a 100 metros. O mostrador tem acabamento soleil, impressões a branco e ponteiros dourados com matéria luminescente, e mantém a indicação do dia da semana e da data. O calibre 69385 é um cronógrafo automático de roda de colunas, com 4 Hz de frequência e 46 horas de reserva de marcha. A roda de colunas coordena o arranque, a paragem e o regresso a zero através de uma peça torneada com pilares, em vez do came estampado dos cronógrafos mais simples; o resultado sente-se sobretudo no toque mais suave e regular dos botões. O relógio vem com bracelete de aço de cinco elos e uma segunda bracelete de borracha verde-azeitona, que se trocam sem ferramentas. Não é uma edição limitada. A Monochrome indica um preço de 9700 euros. Saiba mais no site da marca. O que merece atenção Dois dos relógios do dia têm o mesmo destino: o leilão TimeForArt de 5 de dezembro. A Zenith chega com uma peça única assente num calibre com mais de meio século de história; a Toledano & Chan usa a ocasião para mostrar um protótipo antes da produção. Os leilões solidários funcionam cada vez mais como montra de lançamento, tanto para grandes casas como para independentes. O calendário perpétuo da RGM lembra que há relojoaria de complicações fora da Suíça e da Alemanha, ainda que apoiada em fornecedores suíços. É precisamente sobre esses fornecedores que incide o estudo deste ano da Deloitte sobre a indústria suíça: desde 2016, os volumes exportados caíram 43%, enquanto o valor subiu 34%. Segundo a WatchPro, que analisou o estudo a 6 de outubro, a proporção de fornecedores com uma visão negativa do setor desceu de 63% para 17% num ano. A acompanhar: a A. Lange & Söhne leva a Singapura, de 18 a 30 de outubro, a exposição «Challenging Chronographs», dedicada aos seus cronógrafos desde o Datograph de 1999, segundo a SJX. Em Genebra, a leiloeira Marteau & Co. abre a 8 de outubro a venda online «The Encore», com 40 lotes de relojoaria independente, de acordo com a Watchonista.

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    O IPR – Instituto Português de Relojoaria Lda. foi fundado com o objectivo de facilitar o acesso à informação sobre relojoaria em Portugal, mas também de formar todos aqueles que manifestem verdadeiro interesse e entusiasmo por esta área. F.P. Journe e Chanel compram a EBEL O Movado Group vende 95% da EBEL por 66,5 milhões de dólares a um grupo liderado pela Montres Journe, casa-mãe da F.P. Journe, com a participação da Chanel. Pierre Jacques será o diretor-executivo e a Villa Turque, de Le Corbusier, segue com a marca. IPR – Instituto Português de Relojoaria há 22 minutos RADAR HOROLÓGICO DIÁRIO 8 de Outubro A H. Moser & Cie. leva os segundos retrógrados a três coleções de uma só vez. A Jacob & Co. recupera o seu primeiro repetidor de minutos, a Peacock miniaturiza o turbilhão de três eixos e a Phillips revela os destaques do leilão de novembro em Hong Kong. há 8 horas 7 de Outubro A Zenith e a USM levam um DEFY Chronograph de mostrador espelhado ao leilão TimeForArt. A Toledano & Chan esconde diamantes numa pulseira de titânio, a RGM regressa ao calendário perpétuo, a Yema usa meteorito no Navygraf e a IWC junta o verde-azeitona ao Pilot's Watch Chronograph 43. há 1 dia 6 de Outubro A Omega junta James Bond e Spectre em seis Seamaster Diver 300M. A Frederique Constant reúne três complicações com mostradores de pedra, a Gerald Charles abre em Osaca, a Inercy lança um relógio com bússola solar e a Shinola dá um movimento automático ao Duck. há 2 dias 5 de Outubro A Armin Strom leva o ouro rosa às pontes do Tribute³ Au750. A Hanhart assina a primeira parceria oficial com a família de Steve McQueen, a Eberhard & Co. junta bronze ao Scafograf 200 e a Brellum lança um cronógrafo COSC com reserva de marcha. há 3 dias 2 de Outubro A Porsche Design recupera o contador central de minutos no Chronograph 1 Utility feito com a Hodinkee. Parmigiani Fleurier, Norqain, Christopher Ward, Hamilton e Lorige completam a edição, a par dos leilões de Nova Iorque. há 6 dias 1 de Outubro A Patek Philippe leva a Watch Art Grand Exhibition a Milão com sete edições limitadas para Itália, encabeçadas pelo 5978P, e lança o Gondolo «Ladies First». Moritz Grossmann, Raymond Weil e Mühle-Glashütte completam a edição. 1 de out. Últimos Artigos F.P. Journe e Chanel compram a EBEL IPR – Instituto Português de Relojoaria há 22 minutos Quem define a hora do mundo? IPR – Instituto Português de Relojoaria há 5 dias Cronómetros de marinha: a relojoaria que tornou possível encontrar a longitude IPR – Instituto Português de Relojoaria 21 de set. Zenith Chronomaster Solo Sport: o El Primero sem cronógrafo Instituto Português de Relojoaria 8 de set. LANÇAMENTO Les Tugas Serpe — Quando a relojoaria encontra a marchetaria de palha Nuno Margalha 3 de set. 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