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- Como fazer uma correia de relógio em couro (1ª, 2ª, 3ª e 4ª parte)
CONSTRUÇÃO DE CORREIAS DE RELÓGIO 1º passo: comprar peles e ferramentas em Portugal Lisboa Domingues & Nogueira segunda a sexta das 09:00 às 18:00 Rua do Terreirinho 78 1100-341 Lisboa Instagram: https://www.instagram.com/mestredaspeles Facebook: https://www.facebook.com/domingosenogueiralda Whatsapp: enviar mensagem Telefone: (+351) 21 886 0750 Site (com problemas actualmente): https://mestredaspeles.pt E-mail: domingosenogueiralda@gmail.com Casa Forra 9:00 às 13:00 e das 14:00 ás 18:30 segunda a sexta Sábado das 9:30 às 13:00 morada1 - Rua Saraiva de Carvalho 145 D 1350-300 Lisboa morada 2 - Poço do Borratém 32 1100-408 Lisboa Instagram: https://www.instagram.com/casa_forra Facebook: https://www.facebook.com/CasaForra Telefone: (+351) 21 882 51 56 Site: https://casaforra.pt Loja online: https://casaforra.pt/loja E-mail: geral@casaforra.com Porto Casa Crocodilo das 10 às 12:30 e das 14:30 às 18h de segunda a sexta Rua de Cimo de Vila 63, 4000-170 Porto Instagram: https://www.facebook.com/CasaCrocodilo Facebook:https://www.facebook.com/CasaCrocodilo Telefone: 22 200 0318 / 914 000 318 Site: https://casacrocodilo.pt E-mail: gcoutinhocrocodilo@sapo.pt 2º passo: comprar peles e ferramentas fora de Portugal Aqui ficam algumas recomendações: Tandy Leather: https://tandyleather.eu/collections/wallet-kits Buy Leather Online: https://buyleatheronline.com Aleatherstore: https://www.aleatherstore.com Deco Cuir: http://Decocuir.com 3º passo: comprar ferramentas Existem vários sites de ferramentas profissionais, contudo se está a iniciar recomendamos as ferramentas disponíveis em sites como Amazon e Aliexpress. Algumas ferramentas são de muito boa qualidade, outras possivelmente não vão durar a vida toda. A escolha das ferramentas é muito pessoal, se não faz ideia do que precisa, comece por um kit de trabalho em couro. Amazon.es: Kits de ferramentas para trabalhar couro Aliexpress: ferramentas individuais recomendadas: 4º passo: compreender os diferentes passos Colagem Corte Costura Furos de fivela Dobragens Acabamentos As correias podem ser construídas de várias formas, neste conjunto de passos vamos ensinar como fazer uma correia dobrada de duas peças. Colagem A colagem é fundamental para uma correcta sobreposição das diferentes peles. Deve usar-se uma cola que não ganhe rigidez após secar. Recomendamos a cola de contacto. Após a colagem é sempre possível coser para reforçar. Corte Existem várias facas de corte e várias técnicas para afiar essas facas. Nós recomendamos um simples bisturi com várias lâminas. O facto da lâmina do bisturi ser bastante fina torna-a bastante eficaz, com a mesma força tem-se um gume muito mais fino. As lâminas de bisturi gastam-se muito rapidamente mas são bastante baratas e podem comprar-se conjuntos de 100 ou mais. O formato da correia pode ser conseguido através de cortantes. Existem várias lojas que vendem cortantes específicos para correias de relógio. É também possível encomendar cortantes específicos. Alguns, como o da imagem acima, inlcuem vazadores para furos e para a zona do pino da fivela. Costura A costura pode ser manual designada de saddle stitching na qual duas agulhas com dois fios diferentes passam sempre pelo mesmo furo. Os furos por onde passam as agulhas são normalmente feitos com um garfo que não é um vazador, ou seja, não retira material no processo de furar. Para utilizar duas agulhas vamos precisar das duas mãos, logo a correia deve estar presa num grampo. Os grampos maus práticos são os de madeira. A costura com recurso a máquina de costura tem a vantagem de permitir mais homogeneidade e precisão entre os diferentes pontos. Para este efeitos utilizam-se máquinas de triplo rasto. Furos de fivela Para conseguir os furos das correias são usados vazadores que podem ter vários formatos. Designa-se de vazador a ferramente que permite a remoção de material após o furo. Existem vazadores em forma de garfo que permitem um espaçamento preciso. Dobragens Há várias técnicas de construção de correias. As dobragens devem ser seguidas de colagem, são um passo muito importante que necessita de alguma precisão. É possível que apenas após a dobragem e a colagem se proceda ao corte da correia com recurso a cortantes próprios. Acabamentos Os acabamentos são um mundo sem fim. Recomendamos que seja sempre feito algum acabamento nas orlas, a não ser que se pretenda propositadamente realizar um trabalho sem nenhum tipo de acabamento. Os acabamentos nas orlas permitem impremeabilizar a correia. Podem ser feitos com recurso a um brunidor de madeira ou com produtos naturais ou químicos como borracha líquida, cera, ou ainda através de 8calor. Brunir significa, neste contexto, polir as orlas. Existem máquinas muito úteis para marcar a zona onde deve ser aplicada a costura ou para queimar as orlas da correia. É possível definir a temperatura e deve controlar-se posteriormente apenas a pressão e a velocidade de deslocamento. 5º passo: a execução 5.1 - O Plano Após termos à nossa diponibilidade algum conhecimento, todos os materiais e ferramentas, recomendamos que seja feito um plano. Este plano deve partir sempre do relógio que vai receber a correia. Os pontos de costura costumam ter uma cor que se aproxima o máximo possível de algum elemento do mostrador, como os ponteiros, discos do dia ou qualquer outro componente que se destaque, pela cor, no relógio. É recomendável ter-se também em conta o material da fivela, que deve ser equivalente à caixa do relógio: prateado/dourado ou escovado/polido. As medidas são igualmente de grande relevância. É habitual a diferença entre asas reduzir 2 mm em relação à dimensão na zona da fivela que recebe a correia. Contudo é muito bem aceite, talvez até mais aceite, que a diferença seja de 4mm. Desta forma se a distância entre asas for de 22mm a zona que recebe a correia na fivela deve ser de 20mm ou 18mm. Uma vez tomadas todas as decisões estéticas, deve confirmar-se se estão disponíveis todas as ferramentas e materiais necessários. 5.2 - A pele Deve escolher-se a pele ideal, as peles mais rijas resultam em correias com uma estrutura mais forte, as mais macias podem por vezes não funcionar. Caso se opte por couro deve procurar-se a zona das costas que é a mais rija, sendo a da barriga a mais macia. São também utilizadas outras peles para correias: lagarto, peixe (normalmente raia), perna de avestruz, jacaré, crocodilo, ou sintéticas, contudo o couro é o mais habitual. 5.3 - A colagem O primeiro passo deve ser a colagem. Recomendamos o uso de cola de contacto. Para este tuturial vamos construir uma correia dobrada por ser a mais simples e eficaz para iniciar. O primeiro passo deve então ser a dobragem da pele, deve escolher-se uma porção de pele dura, como referido, e com dimensões ligeiramente superiores pelo menos ao dobro de cada uma das duas partes da correia. Para vincar a zona de dobragem pode usar-se o martelo ou uma prensa de alavanca. Após a dobragem o próximo passe consiste em aplicar cola de contacto de forma homogénea, não é necessário deixá-la secar antes de unir ambas as partes. O período de secagem deve ser de pelo menos 5 minutos. Caso não se respeite este período as zonas coladas podem desalinhar durante a colagem. 5.4 - O corte O corte é sempre o início do processo de construção, caso se opte, por exemplo, uma correia de 22mm x 18mm é importante garantir que se têm cortantes com essa medida, caso contrário é sempre possível encontrar alternativas como imprimir em papel um plano de construção com as medidas correctas e cortar a pele por cima com um bisturi. Os resultados são de longe melhores com recursos a cortantes que podem ser encomendados no Aliexpress, Amazon, ou em sites da especialidade, com medidas personalizadas. Os cortantes são moulduras de aço afiadas a laser encaixadas em rectângulos de madeira cortados e gravados igualmente a laser. Normalmente é possível optar entre cortantes completos como os da foto, ou sem vazadores de furos. Recomendamos os que incluem vazadorede furos visto que estes podem sempre ser removidos ou voltados a montar mais tarde. Os furtos necessários são os que recebem o pino da fivela tanto numa ponta como na outra. Sendo a correia constituída por duas partes é necessário um cortante para cada uma das partes, por vezes existem também cortantes para a presilha, como se vê na foto. Com a pele dobrada e colada deve medir-se cuidadosamente e com precisão o coprimento de ambas as partes. Para este efeito pode recorrer-se a uma correia pré-existente. A pele dobrada deve então ser colocada na zona certa do cortante para respeitar o comprimento necessário e com a zona dobrada da pele paralela à zona superior do cortante. Com o cortante por baixo com a lâmina virada para cima, e a pele sobre a zona da lâmina deve colocar-se um tapete de corte, de borracha que se compra em qualquer papelaria. O conjunto cortante-correia-tapete é então colocado numa prensa que para pressionar o conjunto lentamente até que o corte termine por completo. Caso não disponha de uma prensa pode utilizar uma técnica menos simpática para os cortantes: uma tábua e um martelo. Coloca a tábua sobre o conjunto cortante-pele-tapete e martela-a até que o corte seja bem sucedido. Caso não disponha de cortante, pode imprimir uma versão da correia em 1:1, colocar por cima e cortar com um bisturi ou traçar na pele o contorno da correia desejada seguindo o contorno de uma correia terminada. Ainda em alternativa pode comprar moldes de acrílico com o tamanho desejado. Na foto abaixo pode ver-se um exemplo de uma correia dobrada, colada e cortada, neste caso ainda sem furos. O corte pode ainda ser feito com recurso a máquinas de laser, com as vantagens de se dispensarem os cortantes e de conseguir resultados fora do comum mais rapidamente. Contudo a pele fica demasiado dura e queimada nas zonas de corte, o que deve ser resolvido mais tarde. 5.1 - Furos 5.1.1 - Os furos para costura Existe a ideia generalizada que coser couro à mão implica agulhas fortes e muita força para furar. Contudo trata-se até de um trabalho bastante ligeiro e delicado. Os furos por onde passa a agulha não devem ser feitos pela própria agulha mas por uma ferramenta que designamos de garfo, visto a sua semelhança a um garfo. Estes furos devem ser feitos sobre uma marcação prévia, é possível escolher entre garfos com mais ou com menos dentes, tal como o espaço entre dentes, que vai posteriormente permitir pontos mais longos ou mais curtos. Os garfos com menos dentes são úteis para a zona curva no bico da correia. Os tipos de dentes mais famosos são os que surgem nos garfos franceses, achatados e na diagonal, normalmente polidos, e os mais comuns, em forma de diamante. Estes garfos não são vazadores, ou seja, não retiram material, apenas o afastam. 5.1.2 - Os furos para pinos de fivela Por oposição os furos feitos para o pino da fivela implicam sempre a remoção de material. São igualmente feito com garfos, cujos dentes podem ter vários diâmetros tanto se forem redondos como ovais. Os dentes redondos servem para fivelas normais, os ovais para pinos achatados. A estes garfos chamam-se simplesmente vazadores. É possível por vezes substituir os dentes dos vazadores por outros de diâmetro diferente. Os furos feitos por estas ferramentas devem ser previamente marcados, tal como os anteriores. Caso o número de furos necessários seja superior ao número de dentes do garfo, deve fazer-se uma nova furação, na qual um ou dois dentes do garfo encaixam nos furos já feitos. Desta forma garante-se a distância entre furos. Furos redondos à esquerda e furos achatados à direita No caso das correias de tecido é recomendável o uso de ilhoses que podem ser compradas por medida e vendem-se frequentemente em conjuntos com o próprio alicate de aplicação. Caso não se recorra a ilhoses o tecido vai acabar por desfiar na zona do furo. Correia em tecido com ilhoses 5.1.3 - Os furos para molas de asa rápidas As molas de asa rápidas são altamente recomendáveis. A sua principal vantagem é evitarem riscos nas asas dos relógios no processo de mudança de correias. Os furos para estas molas são feitos com alicate próprio. Neste alicate existe um pino que entra na corrreia, com um furo rectangular. Ao apertar o alicate há um vazador que desce sobre a correia e fura-a com remoção de material. É muito importante apertar a única rosca com alicate que evita que o pino se parta. Há alicates de marca branca e de marcas conhecidas com a expectável diferença de preço e qualidade. 5.1.4 - Furos para o encaixe do pino da fivela. O furo por onde passa o pino, na base da fivela, pode ser feito com recurso a um bisturi e bastante precisão, ou com recurso a cortantes. Para aplicar o cortante, deve colocar-se a correia sobre um tapete de corte, com o cortante por cima e pressionar o cortante com uma prensa ou com uma martelada precisa. CONTINUA Próximo capítulo, no próximo sábado: costura e acabamento
- Bell & Ross 03 Aço e Ouro
Este BR 03 White Steel & Gold é um relógio lançado em 2006 pela Bell & Ross e redesenhado em 2023, com uma caixa de 41 mm. Este modelo combina sofisticação e robustez, utilizando aço e ouro rosa de 18 quilates, uma combinação que simboliza riqueza e raridade. O mostrador opalino branco, com um acabamento prateado que cria reflexos iridescentes, destaca-se pelo seu aspecto luminoso e arejado. Este mostrador é fabricado através de um complexo processo que envolve prata fosca e técnicas de eletrólise. Os marcadores e números são banhados em ouro rosa e preenchidos com Super-LumiNova® bege, garantindo ótima legibilidade, mesmo no escuro. Os ponteiros esqueletizados de horas e minutos também são feitos de ouro rosa de 18 quilates e revestidos com o mesmo material luminescente. Este BR 03 White Steel & Gold é resistente à água até 100 metros e funciona com o movimento mecânico automático Calibre BR-CAL.302-1, oferecendo uma reserva de marcha de 54 horas. A correia é feita de couro castanho com pesponto branco, complementando o design sofisticado do relógio. Características técnicas Caixa Largura: 41 mm Espessura: 9.4 mm Material: Aço e Ouro rosa 18 quilates Resistência à água: 100 metros Vidro: Safiro com tratamento antirreflexo Movimento Calibre: BR-Cal. 302-1 Reserva de marcha: 54 horas Mostrador/Ponteiros Mostrador: Prateado Marcadores: Dourados em ouro rosa, revestidos com Super-LumiNova® bege Ponteiros: Dourados em ouro rosa, revestidos com Super-LumiNova® bege Correia Material: Pele de vitela Cor: Castanha Fivela: Aço Mais informações no site oficial da Bell & Ross.
- Louis Moinet Geopolis Opal
A Louis Moinet SA apresenta o relógio GEOPOLIS OPAL, uma obra-prima horológica decorada com doze opalas em diferentes tonalidades, criando um espetáculo visual único. A caixa de 40 mm de diâmetro é feita de ouro vermelho e titânio, e o movimento é de corda manual com turbilhão volante, proporcionando uma reserva de marcha de 96 horas. O mostrador em ónix preto é adornado com opalas que formam um efeito de arco-íris, e a opala central maior destaca-se no centro. Este relógio, único no mundo, exibe um turbilhão descentrado às 6 horas e é uma celebração da perfeição na relojoaria e das maravilhas da Terra. Jean-Marie Schaller, diretor criativo, confiou a delicada tarefa de cortar e polir as opalas ao renomado gemólogo Daniel Haas. Características técnicas Modelo Geopolis Opal Caixa Material: Ouro 18 kt e Titânio grau 5 Diâmetro: 40.7 mm Resistência à água: 30 metros Mostrador/Ponteiros Mostrador: Com doze discos de opala sobre um mostrador em ónix Ponteiros: Facetados e esqueletizados revestidos com luminescente (SLN) Movimento Complicação: Turbilhão voador Rubis: 26 Reserva de marcha: 96 horas Frequência: 28.800 alt/h Correia Material: Pele crocodilo Mais informações no site oficial da Louis Moinet.
- Patek Philippe Nautilus
A coleção Nautilus da Patek Philippe foi apresentada em 1976, um marco na alta relojoaria que na época favorecia designs clássicos e perfis ultra planos. O Nautilus, com seu legado clássico e toque desportivo, tornou-se um sucesso e continua a ser um dos modelos mais desejados da Manufatura genebrina, apreciado tanto por homens quanto por mulheres. Com aro octogonal e contornos suaves inspirados na escotilha de um barco, o Nautilus é a encarnação do estilo desportivo elegante. Após mais de 40 anos, a coleção oferece modelos para senhoras, como a referência 7118/1R-010, um relógio desportivo de luxo em ouro rosa com esfera opalina dourada, marcadores de ouro com revestimento luminescente, e indicação de data às 6 horas. A bracelete, também de ouro rosa, combina acabamentos acetinados e polidos, e possui um fecho desdobrável ajustável. Com diâmetro de 35,2 mm, espessura de 8,62 mm, e resistência à água até 60 metros, este modelo possui um calibre 324 S C, movimento mecânico automático visível através do fundo de vidro de safira. Características técnicas Modelo Patek Philippe Nautilus - Referência 7118/1RN Caixa Material: Ouro Rosa Diâmetro: 35.2 mm Espessura: 8.62 mm Resistência à água: 30 metros Fundo: Vidro Safira Movimento Calibre: 26-330 S C Diâmetro: 27 mm Espessura: 3.3 mm Número de peças: 212 Rubis: 30 Reserva de Marcha: 35 horas Frequência: 28.800 alt/h Bracelete Material: Ouro Rosa Fecho: dobrável Preço 59.290€ Mais informações no site oficial da Patek Philippe.
- Panerai Luminor DieciGiorni GMT
A Panerai apresentou o novo modelo Luminor Dieci Giorni GMT PAM01482, uma adição à colecção Luminor Complicazioni. Este relógio destaca-se por combinar o património da marca com inovação tecnológica, oferecendo uma impressionante reserva de marcha de 10 dias, que pode ver através de um indicador no mostrador. Características técnicas Referência PAM01482 Caixa Diâmetro: 44mm Material: aço polido Aro: aço polido Resistência à água: 10 bar (~100 metros) Fundo: aparafusado, vidro de safira transparente e aço. Mostrador Tipo: Sanduíche Cor: azul escovado solar Numeração: árabe e marcador de horas com Super LumiNova® branca. Movimento Calibre: P.2003 Diâmetro: 3¾ linhas Espessura: 8 mm Rubis: 25 Frequência: 28,800 alternâncias/ hora Componentes: 296 Reserva de marcha: 10 dias Correia Material: pele de crocodilo Cor: azul escura com costura T/T Fivela: de aço trapezoidal Mais informações no site oficial da Panerai.
- ALERTA NOVO RELÓGIO - Isotope x Revolution Mercury disponível hoje a partir das 14h
A Isotope Watches de José e Joana Miranda aliou-se à Revolution Watch e lançou um relógio extraordinário, o Isotope x Revolution Mercury. Este relógio é um hino ao polimento e ao design. Foram feitas 150 peças inspiradas nas múltiplas interpretações de Mercúrio — um metal líquido, um comboio e o deus romano, mensageiro de boas novas. Trata-se de um relógio totalmente polido em aço inoxidável, com o primeiro mostrador convexo espelhado alguma vez feito. Conseguir o polimento perfeito para a caixa, o mostrador e os ponteiros foi certamente um esforço infinitamente meticuloso, mas o design do relógio é um processo que certamente o surpreenderá. O relógio é uma exploração abstrata da polissemia de Mercúrio, como metal líquido, o comboio streamliner American Art Deco e o deus romano das boas-novas. A edição limitada Isotope × Revolution Mercury está disponível para venda ao público em www.isotopewatches.com ou shop.revolutionwatch.com a partir de hoje, dia 27 de Maio de 2024, às 14h. Disponível numa edição limitada de 150 peças, está cotado a £1,990 / USD 2,400 por relógio (sem impostos). O mostrador convexo espelhado foi inspirado pelo arquiteto Henry Dreyfuss, um ícone do design modernista que desenhou o comboio Mercury para a New York Central Railroad em meados do século XX. Tal como a experiência de apreciar arte, o grande apelo e alegria de possuir o relógio Mercury não se devem apenas ao seu impacto visual, mas às suas abstrações, e isso só é possível quando um relógio é desenhado de raiz com poucas restrições ou preconceitos sobre a sua aparência. Tornar-se um designer de relógios ou fundador de uma marca depois de anos de colecção astuta é uma narrativa comum no mundo dos relógios, e muitas vezes resulta em designs que são uma fusão de elementos de relógios anteriores, compilados com bom gosto. Mas José Miranda, fundador da Isotope Watches, adopta uma abordagem mais intelectual ao processo criativo, encontrando fontes de inspiração na arte, arquitetura, história e cultura. Juntamente com sua esposa Joana Miranda, fundou a Isotope em 2016 em Harpenden, Inglaterra, com o objetivo de criar relógios distintos, mas acessíveis, que variam do sóbrio ao caprichoso. O que pensamos do conceito O design está perfeitamente fundamentado mas existe neste relógio um aspecto psicológico que vai para além do próprio design. A escolha de um relógio reflecte normalmente o nosso gosto, estilo, preferências técnicas, entre outros aspectos. De certa forma os relógios reflectem o que nós próprios somos. O apreço pelos nossos relógios é assim, de certa forma, o apreço por nós próprios. Podemos até chamar-lhe amor próprio, ou então, sem rodeios: narcisismo. O Isotope x Revolution Mercury leva este aspecto a um novo nível, este relógio reflecte a nossa própria imagem, ao admirarmos o relógio, ele admira-nos a nós próprios, o que cria um loop difícil de quebrar. Este é um relógio para quem não tem vergonha de gostar de si próprio. O Mito de Narciso e o Narcisismo dos coleccionadores Entre as várias versões do mito de Narciso, uma das mais interessantes conta que Tirésias, o Oráculo, no dia do nascimento de Narciso, vaticinou que este teria uma vida longa desde que jamais contemplasse a própria figura. Narciso cresceu e tornou-se no mais belo dos jovens, o que atraiu o amor de várias ninfas, especialmente Eco. Perante o desprezo que ele lhes mostrava, algumas das ninfas revoltaram-se e rogaram vingança aos deuses. Para dar uma lição ao jovem, a deusa Némesis, condenou-o a apaixonar-se pelo seu próprio reflexo, na lagoa de Eco. Prisioneiro da própria contemplação, Narciso acabou por definhar. Após a sua morte, a deusa Némesis transformou-o numa flor, o Narciso. À semelhança de Narciso, os coleccionadores de relógios têm frequentemente como critério a beleza, e sentem que os seus relógios reflectem a própria beleza que ostentam ou, a que gostariam de ostentar. Acabam muitas vezes, distraídos, a acariciar o próprio relógio e contemplá-lo, tal como Narciso se contemplava a si próprio na lagoa de Eco. É possivelmente o coleccionador mais presente no seu próprio tempo, pois o critério do aspecto é dos que mais protagonismo tem ganho ultimamente. O bom aspecto é um assunto muito variável, por exemplo, a maioria dos coleccionadores considera que os relógios vintage têm melhor aparência quando deixam transparecer os efeitos do tempo, já nos relógios novos acontece precisamente o oposto. Tal como o próprio coleccionador, os seus relógios devem estar sempre bem vestidos com a mais perfeita das correias e braceletes. O Narciso reconhece-se nos relógios que lhe são mais agradáveis à vista, e ao usá-los no pulso, sente-se contaminado pelo seu bom aspecto. Elogiar o seu relógio, o relógio que lhe pertence, é elogiar a sua boa aparência, a boa aparência que lhe pertence. A Perseguição pelo Polimento Perfeito Outra dimensão de Mercúrio que inspirou o relógio foi o deus romano Mercúrio, também conhecido como Hermes na mitologia grega, que servia como o mensageiro dos deuses e era filho de Zeus. Os distintos ponteiros de aço do relógio foram concebidos tendo em mente uma coroa de louros, um símbolo de vitória e realização na mitologia grega e romana. O ponteiro dos minutos termina com uma folha, e além disso, ambos os ponteiros convergem a cada hora para formar uma grande folha de louro. Devido à sua forma única, eles tiveram de ser totalmente criados e polidos à mão, o que é praticamente inédito neste nível de preço. Os ponteiros das horas e dos minutos, bem como o ponteiro dos segundos pequenos, são ainda elegantemente realçados por um cubo polido e abobadado, enriquecendo o conjunto com uma quantidade invulgar de profundidade e detalhe. No entanto, o aspecto mais exigente do projeto foi o próprio mostrador espelhado, que foi proposto por Wei Koh, fundador da Revolution, após ter visto o incrível conceito de Mercúrio de José para a caixa e os ponteiros. A dificuldade era agravada pela forma abobadada do mostrador, intensificando o desafio de alcançar um acabamento espelhado impecável. A curvatura tende a distorcer a reflexão e requer técnicas de polimento precisas para manter a consistência. "Elaborar um mostrador convexo espelhado sem falhas nunca tinha sido tentado na relojoaria, e apesar de consultar vários fabricantes de mostradores, a resposta unânime foi: 'Não pode ser feito' ", diz José. Sem se deixar desanimar, José começou a fornecer instruções detalhadas aos seus engenheiros, propondo soluções criativas e experimentando técnicas inovadoras de polimento. Levou mais de meio ano para alcançar o polimento perfeito. Além disso, o mostrador consiste em três partes, novamente uma raridade neste nível de preço: um mostrador principal convexo, a inserção do mostrador dos segundos pequenos e o seu anel superior. Isso significa que tiveram de ser criados três moldes de estampagem separados. Após a estampagem, os componentes do mostrador passaram por processos de rectificação para refinar suas superfícies e formas, eliminar quaisquer imperfeições e alcançar precisão dimensional. Depois, cada parte é finalizada com polimento Sallaz, que envolve o uso de compostos abrasivos progressivamente mais finos para preparar o substrato criando uma superfície lisa e uniforme. Todas as três partes são então soldadas juntas antes de outra rodada de polimento Sallaz ser aplicada. Finalmente, o mostrador principal é ainda polido à mão, onde a superfície do mostrador é delicadamente esfregada em movimentos circulares usando um composto abrasivo para alcançar uma superfície sem distorções. Esta etapa final de polimento manual é essencial, pois permite um controlo preciso, garantindo que quaisquer irregularidades remanescentes sejam abordadas. O resultado é um acabamento espelhado liso, claro e belo em uma superfície de mostrador convexo, o primeiro na relojoaria. O movimento Alimentado por um movimento manual ETA/Peseux 7001, personalizado pela Landeron suíça em La Chaux-de-Fonds com um design exclusivo de pontes com decoração meticulosa. É um processo inegavelmente exaustivo com uma taxa de rejeição superior a 50%. Mais de 350 mostradores foram produzidos para chegar a 160 bons mostradores, com 150 eventualmente montados. Além disso, um ambiente livre de poeira e umidade foi essencial durante o processo de montagem para minimizar o risco de contaminantes na superfície delicada. É importante ter em mente que todo esse esforço foi dedicado exclusivamente ao aperfeiçoamento do mostrador, portanto o relógio representa um valor incrível. O mostrador é coberto por um cristal de safira abobadado e, através do fundo de caixa de safira, é visível o calibre manual I-7, que é um ETA/Peseux 7001 modificado produzido pela Landeron. Introduzido originalmente em 1971, o Peseux 7001 é um movimento robusto e confiável de 17 rubis, adoptado e adaptado por uma ampla gama de marcas de Blancpain a Omega, e nos tempos modernos, de Nomos a Urwerk. Funciona a 21,600vph (3Hz) e oferece uma reserva de marcha de 42 horas. A caixa de 38mm x 10mm, ergonomicamente realçada por um fundo de caixa concavo, ajusta-se como uma luva. O movimento aqui foi embelezado com parafusos azulados e gravação recta nas pontes, bem como perlage na matriz O relógio é acompanhado de uma pulseira de camurça de substituição rápida de 20mm com fivela de aço polido. É limitado a 150 peças e tem preço de USD 2,400. No pulso, a experiência visual de um relógio totalmente espelhado é sem dúvida dramática, e a instantaneidade do seu impacto visual tende a não induzir o tipo de visualização prolongada e contemplativa apropriada para visualizar uma obra de arte, mas recompensa o olhar lento do espectador com um mundo de detalhes inéditos neste nível de preço e além. A Isotope × Revolution Mercury Limited Edition está disponível ao público para compra em www.isotopewatches.com ou shop.revolutionwatch.com em 27 de maio de 2024, às 15h BST/22h SGT/16h CET/10h EST. Disponível em uma edição limitada de 150 peças, está cotado a £1,990 / USD 2,400 por relógio (excluindo impostos). Mais informações em: ISOTOPE
- Como fazer uma correia de relógio em couro (1ª, 2ª e 3ª parte)
CONSTRUÇÃO DE CORREIAS DE RELÓGIO 1º passo: comprar peles e ferramentas em Portugal Lisboa Domingues & Nogueira segunda a sexta das 09:00 às 18:00 Rua do Terreirinho 78 1100-341 Lisboa Instagram: https://www.instagram.com/mestredaspeles Facebook: https://www.facebook.com/domingosenogueiralda Whatsapp: enviar mensagem Telefone: (+351) 21 886 0750 Site (com problemas actualmente): https://mestredaspeles.pt E-mail: domingosenogueiralda@gmail.com Casa Forra 9:00 às 13:00 e das 14:00 ás 18:30 segunda a sexta Sábado das 9:30 às 13:00 morada1 - Rua Saraiva de Carvalho 145 D 1350-300 Lisboa morada 2 - Poço do Borratém 32 1100-408 Lisboa Instagram: https://www.instagram.com/casa_forra Facebook: https://www.facebook.com/CasaForra Telefone: (+351) 21 882 51 56 Site: https://casaforra.pt Loja online: https://casaforra.pt/loja E-mail: geral@casaforra.com Porto Casa Crocodilo das 10 às 12:30 e das 14:30 às 18h de segunda a sexta Rua de Cimo de Vila 63, 4000-170 Porto Instagram: https://www.facebook.com/CasaCrocodilo Facebook:https://www.facebook.com/CasaCrocodilo Telefone: 22 200 0318 / 914 000 318 Site: https://casacrocodilo.pt E-mail: gcoutinhocrocodilo@sapo.pt 2º passo: comprar peles e ferramentas fora de Portugal Aqui ficam algumas recomendações: Tandy Leather: https://tandyleather.eu/collections/wallet-kits Buy Leather Online: https://buyleatheronline.com Aleatherstore: https://www.aleatherstore.com Deco Cuir: http://Decocuir.com 3º passo: comprar ferramentas Existem vários sites de ferramentas profissionais, contudo se está a iniciar recomendamos as ferramentas disponíveis em sites como Amazon e Aliexpress. Algumas ferramentas são de muito boa qualidade, outras possivelmente não vão durar a vida toda. A escolha das ferramentas é muito pessoal, se não faz ideia do que precisa, comece por um kit de trabalho em couro. Amazon.es: Kits de ferramentas para trabalhar couro Aliexpress: ferramentas individuais recomendadas: 4º passo: compreender os diferentes passos Colagem Corte Costura Furos de fivela Dobragens Acabamentos As correias podem ser construídas de várias formas, neste conjunto de passos vamos ensinar como fazer uma correia dobrada de duas peças. Colagem A colagem é fundamental para uma correcta sobreposição das diferentes peles. Deve usar-se uma cola que não ganhe rigidez após secar. Recomendamos a cola de contacto. Após a colagem é sempre possível coser para reforçar. Corte Existem várias facas de corte e várias técnicas para afiar essas facas. Nós recomendamos um simples bisturi com várias lâminas. O facto da lâmina do bisturi ser bastante fina torna-a bastante eficaz, com a mesma força tem-se um gume muito mais fino. As lâminas de bisturi gastam-se muito rapidamente mas são bastante baratas e podem comprar-se conjuntos de 100 ou mais. O formato da correia pode ser conseguido através de cortantes. Existem várias lojas que vendem cortantes específicos para correias de relógio. É também possível encomendar cortantes específicos. Alguns, como o da imagem acima, inlcuem vazadores para furos e para a zona do pino da fivela. Costura A costura pode ser manual designada de saddle stitching na qual duas agulhas com dois fios diferentes passam sempre pelo mesmo furo. Os furos por onde passam as agulhas são normalmente feitos com um garfo que não é um vazador, ou seja, não retira material no processo de furar. Para utilizar duas agulhas vamos precisar das duas mãos, logo a correia deve estar presa num grampo. Os grampos maus práticos são os de madeira. A costura com recurso a máquina de costura tem a vantagem de permitir mais homogeneidade e precisão entre os diferentes pontos. Para este efeitos utilizam-se máquinas de triplo rasto. Furos de fivela Para conseguir os furos das correias são usados vazadores que podem ter vários formatos. Designa-se de vazador a ferramente que permite a remoção de material após o furo. Existem vazadores em forma de garfo que permitem um espaçamento preciso. Dobragens Há várias técnicas de construção de correias. As dobragens devem ser seguidas de colagem, são um passo muito importante que necessita de alguma precisão. É possível que apenas após a dobragem e a colagem se proceda ao corte da correia com recurso a cortantes próprios. Acabamentos Os acabamentos são um mundo sem fim. Recomendamos que seja sempre feito algum acabamento nas orlas, a não ser que se pretenda propositadamente realizar um trabalho sem nenhum tipo de acabamento. Os acabamentos nas orlas permitem impremeabilizar a correia. Podem ser feitos com recurso a um brunidor de madeira ou com produtos naturais ou químicos como borracha líquida, cera, ou ainda através de 8calor. Brunir significa, neste contexto, polir as orlas. Existem máquinas muito úteis para marcar a zona onde deve ser aplicada a costura ou para queimar as orlas da correia. É possível definir a temperatura e deve controlar-se posteriormente apenas a pressão e a velocidade de deslocamento. 5º passo: a execução 5.1 - O Plano Após termos à nossa diponibilidade algum conhecimento, todos os materiais e ferramentas, recomendamos que seja feito um plano. Este plano deve partir sempre do relógio que vai receber a correia. Os pontos de costura costumam ter uma cor que se aproxima o máximo possível de algum elemento do mostrador, como os ponteiros, discos do dia ou qualquer outro componente que se destaque, pela cor, no relógio. É recomendável ter-se também em conta o material da fivela, que deve ser equivalente à caixa do relógio: prateado/dourado ou escovado/polido. As medidas são igualmente de grande relevância. É habitual a diferença entre asas reduzir 2 mm em relação à dimensão na zona da fivela que recebe a correia. Contudo é muito bem aceite, talvez até mais aceite, que a diferença seja de 4mm. Desta forma se a distância entre asas for de 22mm a zona que recebe a correia na fivela deve ser de 20mm ou 18mm. Uma vez tomadas todas as decisões estéticas, deve confirmar-se se estão disponíveis todas as ferramentas e materiais necessários. 5.2 - A pele Deve escolher-se a pele ideal, as peles mais rijas resultam em correias com uma estrutura mais forte, as mais macias podem por vezes não funcionar. Caso se opte por couro deve procurar-se a zona das costas que é a mais rija, sendo a da barriga a mais macia. São também utilizadas outras peles para correias: lagarto, peixe (normalmente raia), perna de avestruz, jacaré, crocodilo, ou sintéticas, contudo o couro é o mais habitual. 5.3 - A colagem O primeiro passo deve ser a colagem. Recomendamos o uso de cola de contacto. Para este tuturial vamos construir uma correia dobrada por ser a mais simples e eficaz para iniciar. O primeiro passo deve então ser a dobragem da pele, deve escolher-se uma porção de pele dura, como referido, e com dimensões ligeiramente superiores pelo menos ao dobro de cada uma das duas partes da correia. Para vincar a zona de dobragem pode usar-se o martelo ou uma prensa de alavanca. Após a dobragem o próximo passe consiste em aplicar cola de contacto de forma homogénea, não é necessário deixá-la secar antes de unir ambas as partes. O período de secagem deve ser de pelo menos 5 minutos. Caso não se respeite este período as zonas coladas podem desalinhar durante a colagem. 5.4 - O corte O corte é sempre o início do processo de construção, caso se opte, por exemplo, uma correia de 22mm x 18mm é importante garantir que se têm cortantes com essa medida, caso contrário é sempre possível encontrar alternativas como imprimir em papel um plano de construção com as medidas correctas e cortar a pele por cima com um bisturi. Os resultados são de longe melhores com recursos a cortantes que podem ser encomendados no Aliexpress, Amazon, ou em sites da especialidade, com medidas personalizadas. Os cortantes são moulduras de aço afiadas a laser encaixadas em rectângulos de madeira cortados e gravados igualmente a laser. Normalmente é possível optar entre cortantes completos como os da foto, ou sem vazadores de furos. Recomendamos os que incluem vazadorede furos visto que estes podem sempre ser removidos ou voltados a montar mais tarde. Os furtos necessários são os que recebem o pino da fivela tanto numa ponta como na outra. Sendo a correia constituída por duas partes é necessário um cortante para cada uma das partes, por vezes existem também cortantes para a presilha, como se vê na foto. Com a pele dobrada e colada deve medir-se cuidadosamente e com precisão o coprimento de ambas as partes. Para este efeito pode recorrer-se a uma correia pré-existente. A pele dobrada deve então ser colocada na zona certa do cortante para respeitar o comprimento necessário e com a zona dobrada da pele paralela à zona superior do cortante. Com o cortante por baixo com a lâmina virada para cima, e a pele sobre a zona da lâmina deve colocar-se um tapete de corte, de borracha que se compra em qualquer papelaria. O conjunto cortante-correia-tapete é então colocado numa prensa que para pressionar o conjunto lentamente até que o corte termine por completo. Caso não disponha de uma prensa pode utilizar uma técnica menos simpática para os cortantes: uma tábua e um martelo. Coloca a tábua sobre o conjunto cortante-pele-tapete e martela-a até que o corte seja bem sucedido. Caso não disponha de cortante, pode imprimir uma versão da correia em 1:1, colocar por cima e cortar com um bisturi ou traçar na pele o contorno da correia desejada seguindo o contorno de uma correia terminada. Ainda em alternativa pode comprar moldes de acrílico com o tamanho desejado. Na foto abaixo pode ver-se um exemplo de uma correia dobrada, colada e cortada, neste caso ainda sem furos. O corte pode ainda ser feito com recurso a máquinas de laser, com as vantagens de se dispensarem os cortantes e de conseguir resultados fora do comum mais rapidamente. Contudo a pele fica demasiado dura e queimada nas zonas de corte, o que deve ser resolvido mais tarde. Continua...
- H. Moser & Cie - O Regresso do Dragão
A H. Moser & Cie. anunciou o relançamento do Streamliner Centre Seconds Matrix Green, conhecido como "Dragão Verde", e a introdução de um novo modelo com mostrador "Purple Haze". Este relançamento marca uma evolução significativa em design e tecnologia, destacando-se pelo logótipo em laca transparente e pelo novo calibre automático HMC 201. Característica Técnicas Modelo Referência 6201-1200 - modelo em aço, mostrador Matrix Green fumé, pulseira em aço integrada Referência 6201-1201 - modelo em aço, mostrador Purple Haze fumé, pulseira em aço integrada Caixa Material: Aço Vidro: Safira ligeiramente convexo Diâmetro: 40,0 mm Espessura: 12.1 mm Fundo: Transparente Coroa: de rosca decorada com um "M" Resistente à água: 12 ATM Mostrador Cor: Matrix Green fumé Acabamento: Escovado com efeito solar Logótipo: H. Moser & Cie. transparente lacado Marcadores: Aplicados Movimento Calibre: automático HMC 201 Diâmetro: 32,0 mm Espessura: 5,5 mm Frequência: 21.600 alt/h Rubis: 27 Reserva de marcha: mínimo de 3 dias Bracelete Material: Aço Fecho: de báscula em aço, gravado com o logótipo Moser Mais informações no site oficial da H. Moser & Cie.
- Nivada Grenchen Depthmaster
A Nivada Grenchen relança o Depthmaster em bronze, um relógio de mergulho icônico originalmente apresentado em 1965, agora actualizado com um toque moderno. Feito em liga de bronze CuAl8, é resistente à corrosão e desenvolve uma pátina única ao longo do tempo, influenciada pela química da pele do utilizador. Com 39mm de largura, 13mm de espessura, e resistência à água de 1000 metros, possui um mostrador preto mate com marcadores em Super-LumiNova®, movimento automático SOPROD P024 e várias opções de pulseiras. O preço de venda ao publico é de 1650€ Características Técnicas Modelo Nivada Grenchen Depthmaster Caixa Material: CuAL8 Bronze Diâmetro: 39 mm Espessura: 13 mm Vidro: Safira antirreflexo Resistência à água: 100 atm Movimento Calibre: SOPROD P024 Diâmetro: 11 ½’’’ Frequência: 28.800 alt/h Reserva de marcha: 38 horas Rubis: 38 Bracelete Material: Borracha ou pele Medida: 20 mm x 16 mm Mais informações no site oficial da Nivada.
- Byrne Gyro Dial Meca
Este mês a Byrne anuncia o lançamento do novo modelo, o GYRO DIAL MECA, que marca o início de uma nova coleção permanente voltada para colecionadores e aficionados de Alta Relojoaria independente e criativa. Este modelo apresenta um diâmetro reduzido de 38mm, uma caixa, mais fina e leve, e um novo calibre exclusivo da Manufacture Fleurier, com coroa de rosca posicionada às 12 horas. O mostrador de nova geração possui índices cardinais pivotantes esculpidos em três dimensões e a cor "Azul Meteorizado", obtida através de um processo especial de galvanização com ródio. O movimento mecânico manual calibre 5557 é destacado pela sua estrutura esquelética e acabamento sofisticado, oferecendo uma reserva de marcha de 60 horas. A sua caixa inspirada no Porsche 911em titânio de grau 5, permite uma resistência à água até 50 metros e possui uma pulseira de borracha azul com fecho de titânio. Características técnicas Modelo BYRNE GYRO DIAL MECA Caixa Material: Titânio de Grau 5 Diâmetro: 36 mm x 38 mm Espessura: 12,5 mm Acabamentos: Jateada, revestida com ródio, tudo feita à mão Vidro: Safira, revestimento antirreflexo Fundo: Vidro Safira, revestimento antirreflexo Coroa: Titânio de Grau 5; símbolo '1' gravado em alto-relevo Resistência à Água: 5 atm (aproximadamente 50 metros) Movimento Calibre: 5557, mecânico, corda manual Desenvolvido e fabricado: Nos ateliês FLEURIER na Suíça Acabamentos: Platina e pontes de latão jateadas, revestidas com ródio, polidas retas. Chanframento e acabamento à mão Componentes: 261 Rubis: 42 Frequência: 4 hz (28.800 alt/h) Reserva de Marcha: Aproximadamente 60 horas Pulseira Material: Borracha azul, texturizada Fecho: Titânio de Grau 5 Preço 25.850€ Mais informações no site oficial da Byrne.
- Cimier 711 Heritage Chronograph
O Cimier 711 Heritage Chronograph é uma celebração dos 100 anos de herança relojoeira suíça da marca Cimier, fundada em 1924 por Joseph Lapanouse em Hölstein, Suíça. Conhecida por democratizar a paixão por relógios mecânicos finos, a Cimier destacou-se nos anos 1960 com o lançamento do "Cimier Sport", um cronógrafo acessível que permitia medir intervalos curtos de tempo, atingindo um enorme sucesso comercial com a produção de 20 milhões de unidades. A Cimier enfrentou desafios com a ascensão dos relógios de quartzo, mas foi revitalizada em 2003 e adquirida pelo QI Group em 2006. Em 2010, lançou a Watch Academy, permitindo que os participantes personalizassem e montassem seus próprios relógios sob a orientação de Mestres Relojoeiros da marca. Disponível em várias cores, é alimentado pelo movimento automático CIM 100, baseado no Valjoux 7750, com um módulo personalizado. As opções de pulseira incluem aço inoxidável, malha de aço e couro de bezerro, todas com fechos de segurança e asas de mola de liberação rápida. A Cimier continua a honrar sua tradição de oferecer relógios de alta qualidade a preços acessíveis, refletindo a elegância e a precisão da relojoaria suíça. Características Técnicas Modelo Cimier 711 Heritage Chronograph Caixa Material: Aço inoxidável 316L Diâmetro: 39,5 mm Espessura: 14,45 mm Vidro: Safira com revestimento antirreflexo no interior Fundo: protegido por 8 parafusos, com vidro de safira Resistência à água: 10 atm / 100m Movimento Calibre: CIM 100 baseado no valjoux 7750 Diâmetro: 30.40 mm Espessura: 7.9 mm Número de peças: 253 Rubis: 25 Reserva de marcha: 48 horas Frequência: 28.800 alt/h Bracelete Material: Aço ou Pele Medida: 22 mm Mais informação no site oficial da Cimier.
- Artya Minute Repeater
A ArtyA, uma marca independente suíça, apresentou três novos relógios com a complicação de repetição de minutos, uma das mais complexas na relojoaria. Esses novos modelos são um tributo à MHC e ao talentoso relojoeiro Pierre Favre. Os principais lançamentos são o ArtyA Chorus Minute Repeater e o ArtyA Skeleton Minute Repeater, cada um destacando características únicas e sofisticadas. O ArtyA Chorus Minute Repeater é uma evolução direta do repetidor de minutos de 3 gongos, regulador e turbilhão de eixo duplo, a peça mais complexa já desenvolvida pela manufatura de Genebra. Este modelo mantém a icónica caixa do seu predecessor, agora modernizada e reduzida em tamanho. A caixa é feita inteiramente de cristal de safira, exibindo um design ousado e uma mecânica extremamente precisa, destacando a habilidade da ArtyA em trabalhar com este material. O relógio é um verdadeiro símbolo de elegância geométrica e harmonia temporal, enriquecendo a coleção de complicações da marca. O preço deste modelo é de 377 000 €. O ArtyA Skeleton Minute Repeater é uma reinterpretação do modelo redondo de titânio, inicialmente criado para as peças únicas 'Lion’s Head' e 'Death is Calling'. Esta nova versão apresenta uma caixa de titânio jateado e um calibre completamente esqueletizado, permitindo uma visão clara do movimento interno. O design foi pensado para realçar a qualidade sonora do repetidor de minutos, com uma caixa que atua como uma câmara de ressonância magnífica. O objetivo é oferecer não apenas uma experiência auditiva excepcional, mas também um espetáculo visual, onde a sofisticação técnica do movimento é exibida em sua forma mais pura. Este modelo também está disponível pelo mesmo preço de 377 000 €. Ambos os relógios demonstram a maestria artesanal e a inovação técnica da ArtyA, proporcionando uma combinação única de estética e funcionalidade avançada na alta relojoaria. Características Técnicas Modelos ArtyA Chorus Minute Repeater ArtyA Skeleton Minute Repeater Movimento Funções: Horas, minutos, repetidor de minutos minutos, repetidor de minutos, segundos no turbilhão voador Espessura: 9,8 mm Componentes: 317 Rubis: 29 Reserva de marcha: 80 horas Frequência: 21.600 alt/h - 3hz Caixa Material: Titânio e Ouro Diâmetro: 42 mm Vidro: Safira antirreflexo Fundo: Safira Cor: Cinzento ou Preto (DLC) Correia Material: Crocodilo com costura com a marca registada da ArtyA Preço 377 000 € Mais informações no site oficial da Artya.












