2 de Outubro
O dia em resumo
A Porsche Design e a Hodinkee apresentaram o Chronograph 1 Utility, um cronógrafo de titânio limitado a 350 exemplares que estreia o calibre WERK 01.340 e traz de volta o contador central de minutos associado ao Lemania 5100.
A Parmigiani Fleurier juntou à linha Toric um Petite Seconde de platina com mostrador Morning Blue, que se estreia na Milano Watch Week. A Norqain leva pela primeira vez o titânio à caixa do Wild One, a Christopher Ward assinala os 15 anos do seu módulo de horas saltantes e a Hamilton lança uma família de caixa em almofada com corda manual. A independente Lorige faz uma caixa com pastilhas de travão de um LMP2 vencedor em Le Mans, e Nova Iorque recebe em outubro dois leilões a seguir, da Antiquorum e da Phillips.
Porsche Design e Hodinkee recuperam o contador central de minutos

Apresentado a 1 de outubro, o Chronograph 1 Utility – Limited Edition for Hodinkee é o segundo de três relógios previstos na colaboração entre a marca e a publicação norte-americana. A caixa é de titânio sem revestimento, com acabamento microbilhado, 40,8 mm de diâmetro e 15,41 mm de espessura, estanque a 10 bar. A referência é 6041.6.02.001.12.2.
A novidade está no movimento. O WERK 01.340 é um calibre automático com 30 mm de diâmetro, 8,5 mm de altura, 30 rubis, 28 800 alternâncias por hora e cerca de 60 horas de reserva de marcha, com certificado COSC. Segundo o jornalista Gisbert L. Brunner, foi desenvolvido com a especialista suíça Concepto, tal como os anteriores WERK 01.140 e 01.240.

O que o distingue é a disposição das indicações. Num cronógrafo corrente, os minutos cronometrados leem-se num pequeno contador de 30 minutos. Aqui, o ponteiro dos minutos do cronógrafo está ao centro, sobreposto ao dos segundos, e percorre a escala principal do mostrador numa hora completa. A leitura faz-se como a das horas e minutos normais, sem somar voltas de um submostrador, o que explica a preferência dos cronógrafos militares por esta solução.
O lugar que o contador de 30 minutos ocuparia, às 12 horas, fica para uma indicação de 24 horas. O contador de 12 horas está às 6, os pequenos segundos às 9 e o dia e a data às 3. É a disposição do Lemania 5100, o calibre que equipou as versões militares do Chronograph 1 nos anos 1970 e 1980 e cuja produção terminou há cerca de duas décadas. O compromisso é conhecido: empilhar quatro ponteiros ao centro pede altura, e o relógio não é fino.
São 350 exemplares, 100 dos quais reservados à Hodinkee, ao preço de 8950 euros ou 9650 dólares, com bracelete de titânio e uma correia de pele adicional. As vendas abriram a 1 de outubro.
Saiba mais no site da marca.
Parmigiani Fleurier veste o Toric de platina e azul

A Parmigiani Fleurier anunciou a 1 de outubro o Toric Petite Seconde Platinum Morning Blue, que segundo a imprensa italiana se estreia na Milano Watch Week, a decorrer de hoje a domingo. A caixa é de platina 950, com 40,6 mm de diâmetro e 8,8 mm de espessura, estanque a 30 metros.
O mostrador é de ouro branco de 18 quilates e inteiramente granulado à mão. A marca recorda que Michel Parmigiani encontrou esta técnica antiga no seu trabalho de restaurador e a ensinou aos mostradoristas da casa. Como o grão resulta do gesto, cada mostrador reflete a luz de forma ligeiramente diferente.

No interior está o calibre de corda manual PF780, construído em ouro rosa de 18 quilates: 157 componentes, 27 rubis, 3,15 mm de espessura, 4 Hz e 60 horas de reserva de marcha, obtidas com dois tambores. O ouro é mais macio e mais difícil de trabalhar do que o latão habitual, e é essa dificuldade, mais do que qualquer ganho funcional, que justifica a escolha num relógio de cerimónia.
A coleção Toric nasceu em 1996, com a própria marca. Esta versão não é limitada e custa 56 500 francos suíços.
Saiba mais no site da marca.
Norqain leva o titânio ao Wild One

A caixa do Wild One é feita de várias peças: uma estrutura exterior, um amortecedor de borracha e um contentor interior que guarda o movimento. Até agora, a estrutura era de Norteq, o compósito de carbono da marca. Nos três modelos apresentados a 1 de outubro, a placa superior passa a ser de titânio de grau 5, mantendo-se a placa traseira em Norteq preto. A Norqain indica cerca de 45 por cento menos peso do que o aço.
Dois modelos são esqueletizados e usam o calibre de manufatura NK26/1, com 65 horas de reserva de marcha: um de 39 mm por 11,75 mm, limitado a 400 exemplares, e outro de 42 mm por 12,3 mm com apontamentos em verde-menta. O terceiro, também de 42 mm, tem mostrador de meteorito de ferro encontrado no norte da Suécia e o calibre NN20/1, produzido pela Kenissi, com 70 horas.
Todos têm certificado COSC, 28 800 alternâncias por hora e 200 metros de estanqueidade. No site da marca, os preços começam em 5550 francos suíços para os esqueletizados e em 5950 francos para o de meteorito.
Saiba mais no site da marca.
Christopher Ward assinala 15 anos de horas saltantes

O C1 Jump Hour XV marca os 15 anos do JJ01, o módulo de horas saltantes que a Christopher Ward desenvolveu e estreou em 2011. São 300 exemplares, em caixa de aço com 39 mm de diâmetro e 13,10 mm de altura, estanque a 30 metros.
Num relógio de horas saltantes, a hora aparece num disco que deve avançar de uma só vez. A dificuldade está no momento do salto: se o disco for arrastado aos poucos, muda antes ou depois de o ponteiro dos minutos chegar ao 60. O JJ01, montado sobre um Sellita SW200-1, acumula energia ao longo de toda a hora e liberta-a de uma vez, para que o disco salte quando o ponteiro cruza a hora.
O mostrador é prateado, com guilhoché estampado. O movimento trabalha a 28 800 alternâncias por hora e tem cerca de 38 horas de reserva de marcha. O preço é de 2350 euros com correia de pele e de 2540 euros com bracelete de aço.
Saiba mais no site da marca.
Hamilton recupera a caixa em almofada com corda manual

A Hamilton lançou a 1 de outubro o American Classic Cushion, inspirado nos modelos de caixa em almofada que a marca produziu em meados da década de 1920. São seis referências, em dois tamanhos, 30 por 30 mm e 34 por 34 mm, ambos com 8,1 mm de espessura, em aço ou em aço com PVD dourado, estanques a 50 metros.
A espessura contida deve-se ao H-42, de corda manual, derivado do ETA 7001, um calibre fino com pequenos segundos às 6 horas que vem dos anos 1970. A Hamilton dota-o de espiral Nivachron, uma liga à base de titânio menos sensível aos campos magnéticos do que as espirais convencionais, e anuncia 57 horas de reserva de marcha.
Os preços divulgados são de 995 dólares em aço e de 1095 dólares com PVD.
Saiba mais no site da marca.
Lorige faz uma caixa com os travões de um vencedor de Le Mans

A independente suíça Lorige apresentou o BL-Evolution «Competition», uma edição de 50 exemplares cuja caixa é feita de carbono/carbono reaproveitado das pastilhas de travão dos protótipos LMP2 da Inter Europol Competition. Os carros n.º 43 e n.º 343 da equipa terminaram em primeiro e segundo da classe nas 24 Horas de Le Mans de 2026.
O carbono/carbono é um compósito de fibras de carbono numa matriz também de carbono. Usa-se em travões de competição porque suporta temperaturas muito elevadas sem perder resistência, e é leve. A caixa, em forma de barril, mede 50 por 42 mm e 10,3 mm de espessura, com luneta e fundo de titânio de grau 5 e estanqueidade de 50 metros.
O calibre LOR-DB03, de corda manual, é feito pela Chronode: 175 componentes, 29 rubis, 21 600 alternâncias por hora e dois tambores para 168 horas, ou sete dias, de reserva de marcha. O mostrador é de safira em degradé. O preço é dado a pedido.
Saiba mais no site da marca.
Nova Iorque: Antiquorum regressa e Phillips abre leilão online

A Antiquorum volta a leiloar nos Estados Unidos a 18 de outubro, com a venda «Important Modern & Vintage Timepieces», no The Ned NoMad, em Nova Iorque. O catálogo é dominado por F.P. Journe, com oito relógios segundo a WatchPro. As estimativas mais altas são de um Tourbillon Vertical, entre 800 mil e 1,4 milhões de dólares, e de um Centigraphe Souverain, entre 600 mil e um milhão. Há ainda dois Cartier Crash de encomenda especial, cada um estimado entre 400 mil e 700 mil dólares.
A Phillips, por sua vez, anunciou a 1 de outubro as New York Sessions de outono, um leilão online de 88 lotes que fecha a 9 de outubro e que a leiloeira descreve como o de maior valor já organizado pela sua equipa de Nova Iorque neste formato. O lote principal é um Voutilainen 28Sport, um de oito exemplares em aço, estimado entre 120 mil e 240 mil dólares. Seguem-se um Patek Philippe ref. 5270J, entre 80 mil e 160 mil dólares, e um Rolex Cosmograph Daytona ref. 116506 em platina, entre 70 mil e 140 mil.
Saiba mais no site da leiloeira.
O que merece atenção
Duas das novidades do dia tratam o mesmo problema, a legibilidade, por caminhos mecânicos diferentes: a Porsche Design põe os minutos do cronógrafo ao centro, a Christopher Ward troca o ponteiro das horas por um disco que salta. Em ambos os casos a indicação fica mais clara e o movimento mais alto. É uma troca que convém ter presente ao comparar espessuras.
Milão concentra as atenções até domingo, com a Milano Watch Week a abrir hoje, no mesmo dia em que a Watch Art Grand Exhibition da Patek Philippe recebe o público. Ainda sobre a Patek Philippe, a WorldTempus noticia que Monica Fuchs sucedeu a 1 de outubro a Patrick Cremers na direção dos Salões de Genebra, cargo que este ocupou durante mais de 16 anos.
Em Lisboa, a loja da Seiko abriu ontem como anunciado, na Rua Rosa Araújo, 29, segundo a NiT. E fica por acompanhar a colaboração que a Blancpain anunciou com a tintureira de Quioto Sarasa Yoshioka, de que ainda não se conhecem os pormenores técnicos.




Comentários