24 de Setembro
O dia em resumo
A Nivada Grenchen assinala o centenário com uma nova geração F77 MKII de mostradores em pedra natural e movimento La Joux-Perret. A Panerai reduz a arquitetura Luminor dos anos 1990 para 42 mm sem abdicar dos 500 metros de estanqueidade. A canadiana Héron estreia o Continental, uma proposta compacta de inspiração alpina.
São três lançamentos de escalas muito diferentes: uma marca histórica suíça a reforçar a mecânica de um dos seus modelos mais reconhecíveis, uma grande maison italiana a tornar um ícone mais versátil e uma microbrand de Montreal a consolidar uma linguagem própria.
Para o mercado europeu, a Nivada chega com preços a partir de cerca de 1.660 € nas versões de correia e 1.870 € em bracelete, enquanto os novos Panerai começam nos 6.500 €. O Continental é anunciado pela Héron a 630 dólares.
Nivada Grenchen celebra 100 anos com pedra natural

A Nivada Grenchen abre hoje, 24 de setembro, a nova fase do F77 MKII 100 Years. A coleção combina a caixa integrada em aço 316L de 38 mm com mostradores em pedra natural e substitui o anterior Soprod pelo automático La Joux-Perret G101.
O G101 trabalha a 4 Hz, usa 24 rubis e oferece 68 horas de reserva de marcha, ficando visível através de um fundo em safira. A caixa mede 11,5 mm de espessura e mantém 10 ATM de estanqueidade. Entre as pedras estão jade, azurite, shungite negra, quartzo fumado, opala negra, labradorite e Ice Agate; esta última é limitada a 100 exemplares numerados.
A versão Jade custa 1.790 dólares em bracelete e 1.590 dólares com correia de borracha ou Velcro; a marca indica expedições no início de novembro. Para a Europa, a comunicação de lançamento aponta aproximadamente 1.870 € e 1.660 €, respetivamente.
Panerai leva o Luminor dos anos 1990 aos 42 mm

A Panerai apresentou três novos Luminor de 42 mm — PAM01710, PAM01711 e PAM01714 — que reinterpretam a caixa que marcou a abertura da marca ao público civil em 1993. Os dois primeiros usam aço e mostradores preto e verde; o PAM01714 combina caixa de aço com revestimento DLC negro e mostrador azul.
Todos recebem o calibre automático P.980, com 23 rubis, 28.800 alternâncias por hora e três dias de reserva de marcha. A caixa tem 13,8 mm de espessura e, apesar da redução de diâmetro, conserva uma estanqueidade declarada de 50 bar, cerca de 500 metros. A Panerai afirma testar cada relógio acima da classificação garantida.
Na Europa, o PAM01710 e o PAM01711 são anunciados a 6.500 €, enquanto o PAM01714 em DLC sobe para 7.500 €. As três referências usam novas correias de canvas de 22/20 mm com reforço em pele nos furos.
Héron sobe à montanha com o Continental

A Héron lançou o Continental, uma coleção inspirada no ambiente dos resorts alpinos de meados do século XX e nos relógios usados durante a era das grandes expedições. A estreia surge em três versões — Black, Cream e Blue — com preço anunciado de 630 dólares.
A caixa em aço endurecido mantém proporções compactas e um perfil desportivo-elegante, com vidro de safira box, mostrador sandwich e bracelete de múltiplos elos. No verso, um fundo transparente revela um rotor personalizado em forma de floco de neve, referência às origens canadianas da marca.
O Continental é uma evolução interessante para a jovem marca de Montreal: em vez de regressar ao universo dos relógios de mergulho Marinor ou ao GMT Mirabel, procura um território mais versátil entre o relógio de exploração e o desportivo de uso diário.
O que merece atenção
O fio comum do dia é a procura de proporções mais fáceis de usar sem abandonar identidade. A Panerai faz isso de forma explícita ao reduzir o Luminor; a Nivada combina 38 mm com um movimento de maior autonomia; e a Héron aposta numa caixa compacta para construir uma nova família. São caminhos diferentes para a mesma tendência: relógios mecânicos com presença, mas menos dependentes do tamanho para afirmar carácter.




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