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25 de Setembro

há 13 horas
5 min de leitura

O dia em resumo

A Grönefeld apresentou o 1941 Quadrivium, um relógio novo de raiz que junge num só calibre quatro das soluções que definiram o trabalho dos irmãos: remontoire de 7,5 segundos, turbilhão volante, segundos saltantes ao centro e indicador de reserva de marcha. A Vacheron Constantin celebrou os 30 anos do Overseas com um calendário perpétuo ultrafino em ouro branco, limitado a 200 exemplares. E a Breguet substituiu o motivo de ondas dos mostradores da Marine pelo guilhochê à mão “Quai de l'Horloge”, com mudanças de fundo no desenho das duas referências.

Grönefeld reúne quatro complicações num calibre feito de raiz

Grönefeld 1941 Quadrivium

1941 Quadrivium, caixa de 40 mm em tântalo, com turbilhão volante às 6 horas e o regulador do remontoire à vista às 9. © Grönefeld

Depois de anos a responder a pedidos para reeditar o One Hertz, o Parallax Tourbillon ou o 1941 Remontoire, Bart e Tim Grönefeld optaram por outra via: reunir as ideias dessas peças num movimento novo. O nome vem do quadrivium medieval — aritmética, geometria, música e astronomia —, as quatro disciplinas que formavam um todo.

A peça central é o remontoire de 7,5 segundos. Um remontoire é uma mola intermédia, colocada entre o barrilete e o escape, que é rearmada a intervalos fixos — aqui, de 7,5 em 7,5 segundos. O escape deixa assim de receber o binário decrescente do barrilete e passa a receber sempre a mesma força, o que estabiliza a amplitude do balanço ao longo da reserva de marcha. É força constante no sentido próprio do termo, e não uma correção de erro.

O regulador que controla o rearme fica à vista às 9 horas e roda a cada 7,5 segundos. É também o remontoire que alimenta os segundos saltantes ao centro: em vez de varrer o mostrador, o ponteiro avança de segundo em segundo, algo que exige uma fonte de energia estável e independente do trem principal. Às 6 horas fica o turbilhão volante de um minuto, ligeiramente elevado sobre o mostrador, com gaiola de três braços em aço acabada à mão.

O calibre G-09, de corda manual, tem 473 componentes e 49 rubis, e monta dois barriletes concêtricos ligados em série, que fornecem 50 horas de reserva de marcha. Ligar barriletes em série serve sobretudo para prolongar a autonomia e trabalhar numa zona mais plana da curva de binário, o que se conjuga bem com a função do remontoire.

A caixa 1941 mede 40 mm de diâmetro por 11,3 mm de altura. A Premiere Edition é em tântalo, metal denso e difícil de maquinar e acabar, limitada a 28 exemplares e anunciada a 280 000 euros sem impostos; segue-se uma série de 28 peças em platina, a 310 000 euros. A marca informa que suspendeu temporariamente a aceitação de encomendas por excesso de procura.

Vacheron Constantin marca os 30 anos do Overseas

Vacheron Constantin Overseas Perpetual Calendar Ultra-Thin

Overseas Perpetual Calendar Ultra-Thin (ref. 4300V/220G-H119), caixa de 41,5 mm em ouro branco com 8,1 mm de espessura e mostrador lacado azure. © Vacheron Constantin

O Overseas nasceu em 1996, herdeiro do 222 de 1977. A Vacheron Constantin assinala as três décadas com uma série de 200 exemplares do Overseas Perpetual Calendar Ultra-Thin em ouro branco, com um tom de azure mais claro e menos saturado do que o azul habitual da coleção.

A caixa tem 41,5 mm de diâmetro e apenas 8,1 mm de espessura, o que é pouco para um calendário perpétuo automático: o rotor e os discos do calendário somam altura. O mérito é do calibre 1120 QP/1, com 4,05 mm, 276 componentes e 36 rubis, que bate a 19 800 alternâncias/hora (2,75 Hz) e dá cerca de 40 horas de reserva de marcha. A frequência baixa é característica da família 1120, derivada do JLC 920: perde-se estabilidade a curto prazo, ganha-se altura.

O movimento tem Punção de Genebra, côtes de Genève, chanfros acabados à mão e massa oscilante em ouro de 22 quilates gravada com uma rosa dos ventos. O calendário não precisa de correção até 2100. De notar que esta referência usa coroa de pressão e está classificada a 50 metros, contra os 150 metros dos Overseas de coroa roscada. Vem com bracelete de ouro branco e duas correias de borracha, e o preço anunciado é de 120 000 francos suíços com impostos (cerca de 132 000 dólares).

Breguet troca as ondas pelo guilhochê “Quai de l'Horloge”

Breguet Marine 5517 em ouro branco

Marine 5517 em ouro branco, com mostrador de ouro guilhochado à mão e numerais Breguet aplicados sobre anel elevado. © Breguet

A Breguet renovou a Marine 5517 de três ponteiros e a Marine Chronographe 5527, em ouro branco, ouro rosa e titânio. Os mostradores continuam a ser de ouro maciço guilhochado à mão, mas o motivo de ondas deu lugar ao padrão “Quai de l'Horloge”, criado para os 250 anos da casa e inspirado nos contornos da Île de la Cité e da Île Saint-Louis, junto à morada parisiense onde Abraham-Louis Breguet produziu os seus cronómetros de marinha.

A mudança de fundo está nos numerais: saem os romanos e entram os numerais árabes Breguet, desenhados a partir do cronómetro de marinha n.º 104 e aplicados sobre um anel elevado que os separa do fundo guilhochado. A data passou das 3 para as 6 horas, o que equilibra o mostrador, e o ponteiro dos segundos tem a ponta inspirada na bandeira náutica “Bravo”.

A 5517 mantém 40 mm por 11,5 mm, coroa roscada e 100 metros de estanquidade, com o calibre automático 777A: 4,3 mm de espessura, 235 componentes, 4 Hz, 55 horas de reserva de marcha, espiral de silício e massa oscilante em ouro com a forma de um leme. A 5527, de 42,3 mm por 13,9 mm, usa o calibre 582QA, cronógrafo flyback com 48 horas de reserva, espiral de silício e âncora invertida também em silício; perdeu o contador das horas do cronógrafo e ficou com dois contadores.

Os modelos entram na coleção permanente. Para a 5517, os preços anunciados vão de 25 000 francos suíços (titânio com correia) a 71 100 francos (ouro com bracelete).

O que merece atenção

Os três lançamentos de hoje dizem o mesmo por caminhos diferentes: o que distingue estas casas já não é a complicação em si, é a forma como a energia e a mão são controladas. A Grönefeld gasta um calibre inteiro a garantir binário constante; a Vacheron consegue um perpétuo com 8,1 mm à custa de uma frequência baixa e de uma arquitetura com 40 anos; a Breguet volta ao torno de guilhochar para justificar o preço de um mostrador. Vale a pena seguir o Quadrivium quando começarem a sair medições independentes: um remontoire de 7,5 segundos promete amplitude estável ao longo das 50 horas, e isso é verificável.

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