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27 de Outubro

há 8 minutos
6 min de leitura

O dia em resumo


A Meia Lua, marca lisboeta de Gonçalo Lopes, apresentou no Tejo o Meridian, um relógio de mergulho estanque a 300 metros, com caixa de 39,5 mm e quatro mostradores inspirados nas cartas náuticas antigas.


Em Milão, a Patek Philippe fechou a sétima Watch Art Grand Exhibition com 68 000 visitantes, segundo a WorldTempus. No Mónaco, a Monaco Legend Auctions leva a leilão, a 31 de Outubro e 1 de Novembro, um Rolex ref. 6062 em aço com estimativa de 1 a 2 milhões de euros. Em Novembro, a feira Golden Hour junta relojoaria independente em Hong Kong e Singapura, e a ALTO confirmou que leva o ART 02 à edição de Singapura.


Meia Lua leva ao Tejo o Meridian, um relógio de mergulho para 300 metros


Meia Lua Meridian nas quatro versões de mostrador
O Meridian nas quatro versões de mostrador, com caixa de aço de 39,5 mm, luneta unidirecional de 120 cliques e bracelete de três elos. © Meia Lua

A Meia Lua, marca independente fundada em Lisboa por Gonçalo Lopes, apresentou o Meridian à imprensa a bordo de um catamarã que partiu da Doca de Santo Amaro, em Alcântara, sob o lema Beyond the Known. O novo modelo junta-se às coleções Inception e Callisto, é desenhado e montado em Portugal e tem gravado no fundo um astrolábio náutico do século XVI, a inscrição «Relojoaria Portuguesa» e o número individual de cada exemplar.


A caixa, em aço 316L escovado, mede 39,5 mm de diâmetro, 11 mm de espessura e 48,5 mm entre as extremidades das asas. A estanquidade de 300 metros assenta na coroa de rosca, de 8 mm, com juntas de Viton, e no fundo, também de rosca. O vidro de safira é abaulado e tem o tratamento antirreflexo na face interior, onde fica protegido dos riscos.


A luneta unidirecional tem 120 cliques: em 60 minutos, cada clique corresponde a meio minuto. Por só rodar num sentido, um toque acidental pode encurtar o tempo de mergulho indicado, mas nunca prolongá-lo, que é a regra de segurança dos relógios de mergulho. Tem um marcador luminoso de referência e três marcadores dos intervalos de cinco minutos.


O mostrador tem uma textura granulada inspirada nas cartas náuticas antigas e índices aplicados em metal, preenchidos com material luminescente. Há quatro versões: Polar White, em branco opalino, Ocean Blue, Tropical Brown e Black Sea, em antracite; as três versões coloridas têm degradês fumé. A bracelete de aço, de três elos maciços, afunila de 20 para 16 mm e fecha com um fecho dobrável.


O movimento é o Sellita SW200-1, de corda automática, com 26 rubis, a 28 800 alternâncias por hora (4 Hz) e cerca de 38 horas de reserva de marcha. Tem paragem de segundos: com a coroa puxada, o balanço é travado e o ponteiro dos segundos imobiliza-se, o que permite acertar o relógio ao segundo por um sinal horário.


Segundo a Espiral do Tempo, o preço ainda não está fechado, mas deverá rondar os 1000 euros, acima do Inception (400 euros) e do Callisto (600 euros). As vendas começam com uma campanha internacional de pré-encomenda no Kickstarter e seguem depois para a loja online da marca e para retalhistas selecionados.


Saiba mais no site da marca.


Watch Art Grand Exhibition fecha em Milão com 68 000 visitantes


Watch Art Grand Exhibition da Patek Philippe em Milão
A Watch Art Grand Exhibition ocupou cerca de 2900 m² do CityOval, no bairro de CityLife, em Milão, de 2 a 18 de Outubro. © Patek Philippe

A Watch Art Grand Exhibition da Patek Philippe recebeu 68 000 visitantes em Milão, entre eles 400 jornalistas, segundo a WorldTempus. A exposição esteve aberta ao público de 2 a 18 de Outubro no CityOval, o antigo Palazzo delle Scintille, no bairro de CityLife, sob uma cúpula com 30 metros de altura.


Foi a sétima grande exposição da manufatura, depois do Dubai (2012), Munique (2013), Londres (2015), Nova Iorque (2017), Singapura (2019) e Tóquio (2023), e a maior de todas. Para comparação, a Patek Philippe indica cerca de 60 000 visitantes em Tóquio e mais de 42 500 em Londres.


Em cerca de 2900 m², divididos em 15 áreas temáticas, a exposição reuniu mais de 500 relógios e objetos, cerca de 80 deles vindos do Patek Philippe Museum, em Genebra. Foi também a primeira a dedicar um espaço inteiro aos arquivos históricos da manufatura. Como o Radar noticiou a 1 de Outubro, a marca apresentou em Milão sete edições limitadas reservadas a Itália. A próxima grande exposição está prevista para 2029.


Saiba mais no site da marca.


Monaco Legend leva a leilão um Rolex 6062 em aço estimado em até dois milhões de euros


Rolex ref. 6062 em aço com calendário triplo e fases da Lua
Rolex ref. 6062 em aço, de cerca de 1953, com mostrador «Explorer» de dois tons, algarismos aplicados em ouro amarelo e índices luminescentes; lote 50 do leilão Exclusive Timepieces. © Monaco Legend Auctions

A Monaco Legend Auctions realiza a 31 de Outubro e 1 de Novembro, no Mónaco, o leilão Exclusive Timepieces. O lote 50, na primeira sessão, no sábado às 13h30 de Lisboa, é um Rolex ref. 6062 em aço, de cerca de 1953, com estimativa de 1 a 2 milhões de euros.


A referência 6062 foi apresentada pela Rolex na Feira de Basileia de 1950 e produzida durante cerca de três anos. É uma das duas referências históricas da marca que juntam o calendário triplo (dia da semana, mês e data) às fases da Lua; a outra é a 8171. A leiloeira descreve este exemplar, de 36 mm, como excecionalmente raro e muito bem preservado, com as gravações do fundo ainda legíveis.


A proveniência pesa no valor. O primeiro proprietário, um estudante nascido em Hong Kong, recebeu o relógio em 1955, quando terminou o curso no Imperial College London, e guardou-o durante mais de seis décadas. Em 2017 foi vendido em leilão em Hong Kong por 5,8 milhões de dólares de Hong Kong e passou depois pela coleção de John Goldberger.


O leilão inclui outras peças de peso: um Patek Philippe ref. 2499 da quarta série, em ouro amarelo, de 1982 (700 000 a 1,4 milhões de euros); um ref. 3974 em ouro amarelo, de 1990, com calendário perpétuo e repetição de minutos (600 000 a 1,2 milhões); um Nautilus ref. 3700/1 em ouro branco, de 1978, de que se conhecem publicamente menos de quinze exemplares nesse metal (600 000 a 1,2 milhões); e um Rolex Sea-Dweller ref. 1665 com mostrador vermelho «Qaboos» (250 000 a 500 000 euros). A Cartier tem também uma secção própria, com peças das coleções de Roni Madhvani e de John Goldberger.


Saiba mais no site da leiloeira.


Golden Hour junta relojoaria independente em Hong Kong e Singapura


ALTO ART 02 em titânio
ALTO ART 02, com caixa, bracelete e platina do movimento em titânio de grau 5 e calibre automático A02 a 5 Hz. © ALTO

A Delugs, marca fundada em Singapura em 2018, organiza em Novembro a Golden Hour, uma feira de relojoaria independente com entrada livre, em duas cidades. Em Hong Kong decorre a 7 e 8 de Novembro, na loja da Delugs no Central Building; em Singapura, de 13 a 15 de Novembro, no Raffles Hotel.


Em Singapura estarão 17 marcas, entre elas a ALTO, a Czapek e a Renaud Tixier. Peças da Grönefeld e de outros independentes ficam expostas sem a presença das marcas.


A ALTO anunciou a 26 de Outubro que estará na edição de Singapura, onde o diretor-executivo, Thibaud Guittard, e o designer, Raphaël Abeillon, recebem visitantes e jornalistas de 10 a 15 de Novembro. A marca, criada em 2024, leva o ART 02, sucessor do ART 01, com primeiras entregas a partir de Novembro.


O ART 02 tem uma caixa de 42,3 por 36 mm e 10,2 mm de espessura, em titânio de grau 5, tal como a bracelete e a platina do movimento. O calibre A02, de corda automática, foi criado para este modelo e trabalha a 5 Hz (36 000 alternâncias por hora), com 50 horas de reserva de marcha. A frequência alta divide cada segundo em dez passos e torna a marcha menos sensível a choques e às mudanças de posição, mas gasta mais energia, o que tende a encurtar a reserva de marcha. O ponteiro dos segundos roda no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio.


Saiba mais no site da organização.


O que merece atenção


Singapura terá em meados de Novembro duas feiras de relojoaria independente na mesma semana: o IAMWATCH, de 12 a 15 de Novembro, e a Golden Hour, de 13 a 15. A sobreposição confirma a cidade como um dos principais pontos de encontro entre os independentes e os colecionadores asiáticos.


O retalho na Ásia continua a mexer: a Gerald Charles abriu em Taipé o primeiro espaço próprio em Taiwan, dentro da loja de Nanjing da Chung Mei Watch, dez meses depois de entrar no mercado, em Dezembro de 2025.


No Mónaco, o Rolex 6062 em aço vai pôr à prova o valor da proveniência: o mesmo relógio foi vendido em 2017 por 5,8 milhões de dólares de Hong Kong e chega agora ao leilão com uma estimativa de 1 a 2 milhões de euros.


Em Portugal, o Meridian mostra uma marca nacional a subir de gama com um relógio de mergulho de especificações exigentes, com 300 metros de estanquidade, luneta de 120 cliques e vidro de safira, e um preço previsto perto dos 1000 euros.

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