top of page

6 de Outubro

há 14 horas
7 min de leitura

O dia em resumo


A Omega apresentou a coleção Seamaster Diver 300M James Bond e Spectre: seis relógios de 42 mm com o calibre 8806, entre dois modelos de aço de produção corrente e dois conjuntos limitados a 77 exemplares, com um relógio de caixa numa liga de platina e ouro.


A Frederique Constant reúne três complicações de manufatura com mostradores de pedra numa caixa de colecionador limitada a 88 conjuntos, e a Gerald Charles abriu em Osaca a segunda loja no Japão, a maior da sua rede. Entre as marcas mais jovens, a parisiense Inercy passa do turbilhão a um relógio de aventura com bússola solar, e a norte-americana Shinola dá pela primeira vez um movimento automático ao Duck.


Omega junta James Bond e Spectre no Seamaster Diver 300M


Omega Seamaster Diver 300M James Bond e Spectre
Seamaster Diver 300M James Bond e Spectre: caixa de 42 mm e calibre Co-Axial Master Chronometer 8806 em todas as versões. © Omega

A Omega escolheu o dia 5 de outubro, em que se assinala o Dia Mundial de James Bond, para lançar seis relógios divididos em dois temas: o agente secreto e a organização que o persegue. Segundo Raynald Aeschlimann, presidente da marca, é a primeira vez que James Bond e Spectre surgem juntos numa coleção.


Os dois modelos de aço não são limitados. O James Bond (ref. 210.30.42.20.03.004) tem aro da luneta de titânio de grau 5 e mostrador de alumínio azul com ondas gravadas a laser. O Spectre (ref. 210.30.42.20.01.023) troca o titânio por cerâmica preta e o azul por um mostrador escurecido de acabamento granulado. Ambos têm bracelete de malha de aço escovado, válvula de hélio às 10 horas e fundo de safira, e dispensam a data.


A caixa mede 42 mm de diâmetro e 14,23 mm de espessura, com estanquidade a 300 metros. No interior trabalha o calibre 8806, automático, com escape Co-Axial, 3,5 Hz de frequência e 55 horas de reserva de marcha.


No escape Co-Axial, o impulso chega ao balanço de forma quase tangencial, o que reduz o atrito de deslizamento que, no escape de âncora suíço, obriga a lubrificar as palhetas. A consequência prática é uma marcha mais estável ao longo do tempo. A certificação Master Chronometer, atribuída pelo instituto suíço de metrologia METAS, acrescenta ao ensaio do movimento um conjunto de testes ao relógio já montado, entre eles a exposição a campos magnéticos de 15 000 gauss.


Os conjuntos limitados, 77 para cada tema, juntam um relógio de aço a um segundo exemplar com caixa numa liga de platina e ouro, que não é vendido em separado. Neste, o mostrador é de ouro branco de 18 quilates com gradação de cor obtida por PVD, azul com o motivo do cano de arma no James Bond e cinzento-escuro com o polvo no Spectre. A luneta é de cerâmica polida com escala de mergulho de platina, e o emblema do rotor é de ouro Moonshine de 18 quilates. Segundo a SJX, o relógio de platina e ouro pesa mais de 200 gramas, quase o dobro da versão de aço.


Nos Estados Unidos, a Omega indica 8600 dólares para os modelos de aço e 89 800 dólares para cada conjunto.


Saiba mais no site da marca.


Frederique Constant reúne turbilhão, calendário perpétuo e fases da lua em pedra


Frederique Constant The Elements Collection 2026
The Elements Collection – 2026 Edition: ónix no Classic Moonphase Date, heliotrópio no Classic Tourbillon e turquesa no Classic Perpetual Calendar. © Frederique Constant

A Frederique Constant apresentou a edição de 2026 da The Elements Collection, uma caixa de colecionador com três relógios Classic Manufacture de aço, cada um com mostrador de pedra natural. São 88 conjuntos numerados, número que remete para 1988, ano de fundação da marca.


O Classic Moonphase Date Manufacture (ref. FC-716ONB3H6) recebe um mostrador de ónix preto numa caixa de 40 mm, com o calibre FC-716 e 72 horas de reserva de marcha. O Classic Perpetual Calendar Manufacture (ref. FC-776TU3H6), também de 40 mm e com 72 horas de autonomia, usa turquesa e o calibre FC-776.


Frederique Constant Classic Tourbillon Manufacture Heliotrope
Classic Tourbillon Manufacture com mostrador de heliotrópio, ref. FC-980HE3H6: caixa de aço de 39 mm e turbilhão às 6 horas. © Frederique Constant

A peça mais complexa é o Classic Tourbillon Manufacture (ref. FC-980HE3H6), de 39 mm, com mostrador de heliotrópio, uma pedra verde-escura com inclusões vermelhas de óxido de ferro que tornam cada exemplar diferente. Segundo a Monochrome, o calibre automático FC-980-4 tem escape de silício, turbilhão de um minuto e 38 horas de reserva de marcha.


O silício interessa num turbilhão por duas razões: é leve, o que reduz a inércia das peças que a gaiola arrasta a cada rotação, e dispensa lubrificação nas superfícies de contacto do escape. A reserva de marcha, mais curta do que as 72 horas dos outros dois calibres, lembra o custo energético de fazer rodar todo o órgão regulador.


O calendário perpétuo, por seu lado, tem em conta a duração de cada mês e os anos bissextos. A Monochrome indica 4895 francos suíços para o relógio de fases da lua, 10 995 para o calendário perpétuo e 15 995 para o turbilhão.


Saiba mais no site da marca.


Gerald Charles abre em Osaca a maior loja da marca


Gerald Charles em Osaca
Imagem divulgada pela Gerald Charles com o anúncio da abertura no Takashimaya Watch Maison Osaka. © Gerald Charles

A Gerald Charles, casa independente suíça fundada por Gérald Charles Genta, anunciou a 5 de outubro a abertura da segunda loja no Japão. O espaço fica no quinto piso do Takashimaya Watch Maison Osaka e é explorado pelo parceiro local Mugino & Co.


Segundo a marca, Osaca é a primeira cidade a receber o novo conceito de loja, desenvolvido em Genebra, e este é o maior espaço da sua rede mundial. A Gerald Charles está presente na cidade desde 2024.


A loja apresenta as coleções Maestro, Masterlink e Gem Set, incluindo as novidades de 2026, e duas peças de distribuição restrita: o Masterlink Boutique Edition, exclusivo das lojas próprias, e o Maestro 2.0 Ultra Thin Asia Edition, de aço com mostrador de jade, limitado a 80 exemplares para a Ásia.


«Esta cidade sempre representou um diálogo único entre tradição e inovação», afirmou Federico Ziviani, citado no comunicado.


Para uma marca independente, um espaço próprio num armazém dedicado à relojoaria garante o que a distribuição multimarca raramente dá: a coleção completa exposta e o contacto direto com os colecionadores.


Saiba mais no site da marca.


Inercy troca o turbilhão por uma bússola solar


Inercy Compass
Compass: caixa de aço de 39 mm com duas coroas, a das 9 horas para rodar a luneta interior. © Inercy Paris

A parisiense Inercy, que se estreou em 2023 com um turbilhão volante de preço invulgarmente baixo, apresentou a segunda coleção. O Compass é um relógio de três ponteiros para uso ao ar livre, com movimento automático suíço e encomendas abertas a partir de 6 de outubro, segundo a Monochrome.


A caixa de aço 316L mede 39 mm de diâmetro e 10 mm de espessura, é estanque a 100 metros e tem fundo de safira. O movimento é o La Joux-Perret G101, de 4 Hz e 68 horas de reserva de marcha.


A particularidade está nas duas coroas. A das 3 horas acerta a hora; a das 9 horas roda, nos dois sentidos, uma luneta interior com escala de minutos e os quatro pontos cardeais, assinalados em francês (N, E, S e O).


O princípio da bússola solar é antigo: no hemisfério norte, com o ponteiro das horas apontado ao Sol, o sul fica a meio caminho entre esse ponteiro e as 12 horas. A luneta rotativa serve para fixar essa direção e ler as restantes. O método dá uma orientação aproximada, que depende da hora solar e da latitude, e não substitui uma bússola magnética.


Há duas versões, Compass Dark, de mostrador preto texturado, e Compass Light, de mostrador branco, cada uma limitada a 150 exemplares. O preço indicado é de 1790 euros, com duas braceletes: uma de pele nubuck preta e outra de borracha FKM.


Saiba mais no site da marca.


Shinola dá um movimento automático ao Duck


Shinola Duck Automatic
Duck Automatic de mostrador preto: caixa de aço de 38 mm e bracelete de elos em H com fecho de ajuste fino. © Shinola

A Shinola, de Detroit, apresentou a 5 de outubro o Duck Automatic, a primeira versão mecânica do seu relógio de mergulho, até aqui vendido com movimento de quartzo. A venda arranca a 6 de outubro, e a marca descreve o calibre como o seu primeiro movimento japonês.


Segundo a Gear Patrol e a Worn & Wound, trata-se do Miyota 9015, automático, com 42 horas de reserva de marcha. A caixa de aço desce para 38 mm, mantém a estanquidade a 100 metros e ganha fundo transparente. A bracelete é nova, de elos em H, com fecho de ajuste fino.


Os mostradores passam a ter texturas estampadas, ausentes na versão de quartzo. Os modelos de aço, com mostrador alabastro ou preto, custam 895 dólares. A versão com revestimento dourado por PVD custa 1095 dólares, o mesmo preço de uma edição limitada a 1000 exemplares, equipada com o Miyota 9085 e acompanhada de uma bracelete de borracha cinzenta.


Saiba mais no site da marca.


O que merece atenção


O lançamento da Omega mostra como a marca gere uma parceria com mais de trinta anos: os modelos de aço entram no catálogo corrente, enquanto a liga de platina e ouro fica reservada a 154 conjuntos. Resta saber se esta liga chegará a outras linhas da marca.


As pedras naturais continuam a alargar o seu território. A Frederique Constant aplica-as a um turbilhão e a um calendário perpétuo de aço, complicações que durante muito tempo andaram associadas a metais preciosos.


A acompanhar: segundo a The Hour Markers, organizadora do India Watch Weekend, o Horology Forum da Dubai Watch Week terá uma edição em Mumbai a 6 e 7 de fevereiro de 2027, integrada naquele encontro. Depois da passagem da digressão do GPHG pela mesma cidade, é mais um sinal do peso crescente da Índia no calendário relojoeiro.

Posts recentes

Ver tudo

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page