8 de Outubro
O dia em resumo
A H. Moser & Cie. apresentou a 7 de outubro três relógios com segundos retrógrados de 30 segundos: o Pioneer Skeleton, o Streamliner e o Endeavour Retrograde Seconds, todos em aço e com 40 mm.
No mesmo dia, a Jacob & Co. recuperou o seu primeiro repetidor de minutos, o Palatial Flying Tourbillon Minute Repeater, agora com o novo calibre JCCM04 e um regulador centrífugo silencioso. A chinesa Peacock tem em pré-encomenda o Tai Chi Curved Guilloché, com um turbilhão de três eixos cuja gaiola mede 8 mm e pesa 0,436 g. Em Hong Kong, a Phillips revelou os primeiros destaques do leilão de 21 e 22 de novembro, encabeçado por um conjunto de relógios raros da Patek Philippe.
H. Moser & Cie. leva os segundos retrógrados a três coleções

A H. Moser & Cie. anunciou a 7 de outubro três interpretações da mesma complicação: o Pioneer Skeleton Retrograde Seconds (referência 3251-1200), o Streamliner Retrograde Seconds (6252-1200) e o Endeavour Retrograde Seconds (1252-1200). Sucedem ao primeiro Pioneer Retrograde Seconds e partilham a caixa de aço de 40 mm.
Em todos, o ponteiro de segundos percorre um arco durante 30 segundos e regressa de imediato a zero. O mecanismo fica à vista do lado do mostrador. Uma came dupla em caracol mantém-se em contacto permanente com um dedo; enquanto o ponteiro avança, uma espiral colocada sob o seu eixo vai acumulando energia. No fim de cada ciclo, a came liberta essa energia de uma só vez e o ponteiro salta para trás. Uma cremalheira, visível sob a ponte dos segundos retrógrados, posiciona o ponteiro na escala e mantém o salto sob controlo.
Um disco de duas cores, sob a came, indica se o relógio está na primeira ou na segunda metade do minuto. A informação conta: um ponteiro que só percorre 30 segundos não diz, por si, em que meio minuto se está.
A solução tem um custo mecânico. Um ponteiro retrógrado deste tipo salta 2880 vezes por dia, e cada salto consome energia e solicita os componentes. Daí a importância de o retorno ser guiado pela cremalheira, em vez de ficar entregue apenas à mola.

O Pioneer Skeleton usa o calibre automático HMC 251, totalmente esqueletizado, com pontes de acabamento antracite, 29 rubis e massa oscilante gravada e esqueletizada. A caixa tem 12 mm de espessura com o vidro e é estanque a 12 ATM. Vem com bracelete de aço e uma segunda bracelete, de borracha caqui.
O Streamliner e o Endeavour recebem o HMC 252, de 31 rubis e pontes parcialmente esqueletizadas, com um módulo retrógrado desenvolvido pela Agenhor. O primeiro tem mostrador Midnight Blue fumé, bracelete de aço integrada, 12,1 mm de espessura e estanquidade de 12 ATM. O segundo tem mostrador Blackor fumé, 11,2 mm de espessura, 3 ATM e bracelete de pele de aligátor com acabamento nubuck.
Os dois calibres medem 32 mm de diâmetro e 5,5 mm de altura, trabalham a 21 600 alternâncias por hora, têm paragem de segundos, espiral Straumann e uma reserva de marcha mínima de três dias.
Segundo a marca, os preços sem impostos são de 35 000 francos suíços para o Pioneer Skeleton, 29 900 para o Streamliner e 27 900 para o Endeavour.
Saiba mais no site da marca.
Jacob & Co. volta ao seu primeiro repetidor de minutos

A Jacob & Co. apresentou a 7 de outubro uma nova edição do Palatial Flying Tourbillon Minute Repeater, o relógio com que a marca se estreou nas complicações sonoras em 2014. São 12 exemplares, um por cada ano passado desde o original, no ano em que a casa assinala o 40.º aniversário. O preço é de 390 000 dólares.
O novo calibre JCCM04, de corda manual, sucede ao JCBM03. Tem 308 componentes e 29 rubis, trabalha a 3 Hz e oferece 90 horas de reserva de marcha. Junta um repetidor de minutos a um turbilhão volante de um minuto, colocado às 6 horas, cuja gaiola foi redesenhada.
O repetidor é armado por um cursor integrado na carrura, que fornece a energia para a sequência. Solto o cursor, o relógio dá as horas num tom grave, os quartos em tons agudos e graves alternados e os minutos restantes num tom agudo. Cames escalonadas, os chamados caracóis, guardam a informação das horas, dos quartos e dos minutos; as cremalheiras leem a sua posição e determinam o número de pancadas.
Dois martelos percutem dois timbres de catedral. Mais compridos do que os convencionais, prolongam-se em redor do movimento para aumentar a ressonância e a duração do som. São formados, temperados, afinados e montados à mão, com o ajuste final feito de ouvido.
A alteração técnica mais relevante está no regulador centrífugo, que controla a cadência das pancadas. Segundo a marca, foi concebido para trabalhar em silêncio, eliminando o ruído mecânico que interfere com o som dos timbres. É um ponto sensível em qualquer repetidor: o zumbido do regulador ouve-se entre as pancadas, precisamente quando deveria haver silêncio.
A caixa tem 43 mm de diâmetro e 12,3 mm de espessura. O fundo de safira deixa ver os timbres, os martelos e os acabamentos do movimento, com Côtes de Genève e ângulos polidos à mão. No mostrador, uma clave de sol de ouro rosa às 9 horas e ponteiros esqueletizados em forma de metrónomo completam a referência à música.
Saiba mais no site da marca.
Peacock miniaturiza o turbilhão de três eixos

A Peacock, manufatura chinesa de Liaoning, tem em pré-encomenda o Tai Chi Curved Guilloché Triple-Axis Tourbillon, noticiado a 7 de outubro pela Monochrome. A marca apresenta-o como o turbilhão de três eixos mais pequeno e mais leve do mundo, uma afirmação que é sua.
A gaiola esférica, de titânio, mede 8 mm de diâmetro, pesa 0,436 g e reúne 81 componentes. Os três eixos completam uma rotação em 60, 15 e 50 segundos.
Num turbilhão clássico, o órgão regulador roda num único plano para fazer a média dos desvios de marcha nas posições verticais. Com mais dois eixos, o balanço passa por todas as orientações, à custa de mais massa em movimento e de mais atritos. Reduzir o tamanho e o peso da gaiola é a forma de limitar esse consumo de energia.
O calibre PAX9616, de corda manual, tem 37 rubis, trabalha a 21 600 alternâncias por hora e oferece 48 horas de reserva de marcha. Não há ponteiros: as horas e os minutos são indicados por dois discos concêntricos de titânio, com um diamante branco para as horas, às 12, e um diamante negro para os minutos, às 6.
O mostrador convexo é guilhochado à mão com 40 sulcos em V e divide-se em duas metades, yin e yang. A caixa de ouro branco de 18 quilates, sem asas, mede 43,5 mm de diâmetro por 14,95 mm de espessura e é estanque a 50 metros.
A edição é de 70 exemplares, em alusão ao 70.º aniversário da marca, e custa 61 999 dólares. A pré-encomenda exige um sinal de 30% e a entrega está prevista para 30 de junho de 2027.
Saiba mais no site da marca.
Phillips leva a Hong Kong um conjunto raro de Patek Philippe

A Phillips, em associação com a Bacs & Russo, divulgou a 6 de outubro os primeiros destaques do The Hong Kong Watch Auction: XXIII, marcado para 21 e 22 de novembro. Segundo a leiloeira, é a venda de relógios com a estimativa global mais alta que alguma vez organizou em Hong Kong.
O lote principal é um Patek Philippe referência 2499 da primeira série, em ouro amarelo, de 1952, com caixa Wenger e ausente do mercado há 37 anos. A estimativa é de 12 a 24 milhões de dólares de Hong Kong (1,5 a 3 milhões de dólares americanos). O mesmo intervalo aplica-se a um 3990P-011 em platina, com luneta e índices de diamantes e mostrador salmão, de cerca de 2006: dos 17 exemplares conhecidos da referência 3990, é o único identificado nesta configuração.
Segue-se um 1518 em ouro rosa, de 1951, estimado em 8 a 16 milhões de dólares de Hong Kong. A referência 1518 foi o primeiro cronógrafo com calendário perpétuo produzido em série, e a Phillips calcula que tenham sido feitos cerca de 58 exemplares em ouro rosa. Há ainda um Sky Moon Tourbillon 5002P, de cerca de 2008, de 12 complicações e ainda selado, com estimativa superior a 8 milhões.
Fora da Patek Philippe, destacam-se um Rolex Daytona 6239 em ouro amarelo com mostrador «John Player Special», de cerca de 1969, estimado em 3,9 a 7,9 milhões de dólares de Hong Kong, e um Cartier Crash único, em ouro branco, saído do programa de encomendas especiais da marca.
As estimativas não incluem a comissão do comprador. Antes da venda, os lotes passam por Nova Iorque (14 a 16 de outubro), Singapura, Hong Kong, Taipé e Genebra (4 a 8 de novembro).
Saiba mais no site da leiloeira.
O que merece atenção
O ponteiro retrógrado da H. Moser & Cie. e o regulador silencioso da Jacob & Co. têm um ponto em comum: nos dois casos, o trabalho de engenharia incide na gestão de energia libertada em instantes, seja o salto de um ponteiro a cada 30 segundos, seja uma sequência de pancadas a pedido. A proposta da Peacock mostra, por seu lado, que a alta complicação chinesa já se mede em frações de grama, embora os recordes anunciados continuem a ser afirmações de marca.
O leilão TimeForArt, de 5 de dezembro, em Nova Iorque, continua a revelar peças únicas. A 7 de outubro, a Gerald Charles anunciou o Maestro GC39 Mitoraj, um Grand Maestro de horas saltantes em titânio, de 42 mm, com uma miniatura em latão da escultura «Luci di Nara», de Igor Mitoraj, sobre mostrador guilhochado. No mesmo dia, a Perrelet apresentou um Lab Peripheral de 42 mm cujo mostrador e massa oscilante periférica foram decorados com riscas coloridas por Chris Alexander, The Dial Artist. A Jaquet Droz estreia-se no leilão com um mostrador de esmalte champlevé desenhado por Fiona Djukanovic, aluna da Académie de Meuron. A receita reverte para o Swiss Institute.
A acompanhar: a exposição itinerante do GPHG chega a Banguecoque de 15 a 18 de outubro, com inauguração pelo presidente da Confederação Suíça, Guy Parmelin; os 19 prémios são entregues a 7 de novembro, em Genebra. Na Cidade do México, o SIAR cumpre a 20.ª edição de 20 a 22 de outubro, com 50 marcas, segundo a WorldTempus. E a Bell & Ross tem um novo BR-03 Green Radar Ceramic, limitado a 999 exemplares, em que três discos com aviões substituem os ponteiros, de acordo com a Monochrome.




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