top of page

Pequenos relojoeiros encheram a tarde no Museu Medeiros e Almeida

Relógio mecânico de montar, com caixa transparente e rodas de várias cores, numa mesa do Museu Medeiros e Almeida

No sábado, 10 de Outubro, Dia Mundial do Relógio, o Instituto Português de Relojoaria levou «O Tempo que nos Liga: Oficina de Pequenos Relojoeiros» ao Museu Medeiros e Almeida, em Lisboa, no âmbito do Festival Conecta – O Nosso Bairro, do Automóvel Club de Portugal. Entre as 14h e as 19h não tivemos mãos a medir, com as crianças sedentas de aprender relojoaria.


Uma tarde sem mãos a medir


Durante cinco horas, a mesa da oficina, montada numa das salas de azulejos do Museu, não teve descanso. As crianças sentaram-se e puseram mãos à obra: abrir a caixa, separar as peças, perceber o que é cada uma e montar um relógio que funciona.


Chegaram com vontade de aprender, e é para isso que a oficina existe: mostrar, de peças na mão, como funciona um relógio.


Crianças sentadas à mesa da oficina, a montar um relógio, numa sala de azulejos do Museu Medeiros e Almeida

Um relógio para montar, com os nomes certos


A cada criança foi entregue um relógio para montar: um modelo mecânico de mesa, com caixa transparente, rodas de várias cores, pêndulo e uma campainha que toca. Tudo o que costuma ficar escondido dentro de um relógio está ali à vista.


O relógio ia acompanhado das instruções «Monta o teu relógio», escritas pelo IPR em português e com os termos correctos. Ao seguir os passos, era possível aprender o nome de todos os componentes, a função de cada um e o órgão do relógio a que pertence: a fonte de energia, o transmissor, o escape e o oscilador. As rodas, por exemplo, deixam de ser «a vermelha» ou «a azul» e passam a ser a roda de centro, a roda média e a roda de escape.


Dois relógios já montados sobre a mesa, ao lado do guia «Monta o teu relógio» do IPR e das peças de um terceiro relógio

O nome de cada componente, a sua função e o órgão a que pertence: relojoaria a sério, em português, ao alcance de uma criança.

A montagem faz-se passo a passo e a pares, para que uma criança ajude a outra.


Duas crianças observam de perto as rodas coloridas de um relógio em montagem

O Almanaque do Tempo


Foi ainda entregue a cada participante o Almanaque do Tempo, um caderno de 24 páginas feito pelo IPR para os mais novos. Traz vários desafios, dos «quantos-queres» para recortar e dobrar às sopas de letras e às palavras cruzadas, a par de histórias da relojoaria e de locais ligados aos relógios que se podem visitar em Portugal.


O «quantos-queres» é o jogo de papel dobrado que todos conhecemos do recreio. Aqui, em vez de cores e números soltos, mostra componentes do relógio — a campainha, os ponteiros, o mostrador — e as perguntas são sobre a montagem e sobre o funcionamento dos relógios.


«Quantos-queres» de papel com ilustrações de componentes do relógio: campainha, ponteiros e mostrador

Miúdos e graúdos


A actividade correu muito bem e teve uma excelente receptividade, tanto por parte dos miúdos como dos graúdos. Era esse o sentido do nome da oficina: a relojoaria como ponto de encontro entre gerações.


Uma actividade que correu muito bem, com excelente receptividade de miúdos e graúdos.

O Festival Conecta e o Museu


Imagem do Festival Conecta – O Nosso Bairro, do ACP

A oficina foi uma proposta conjunta do IPR e do Museu Medeiros e Almeida e fez parte do Festival Conecta – O Nosso Bairro, que o ACP – Automóvel Club de Portugal promoveu em Lisboa nos dias 9 e 10 de Outubro. Durante dois dias, instituições, associações, espaços culturais, comércio local e moradores da mesma zona da cidade juntaram-se num programa de cultura, saúde, aprendizagem, participação, solidariedade e convívio.


Dificilmente haveria melhor casa para uma oficina de relojoaria. No Museu Medeiros e Almeida, os relógios são uma das colecções com sala própria, e entre as peças do Museu está um relógio de bolso Breguet encomendado pelo general Junot, que acabou nas mãos do Duque de Wellington. O programa do Museu no Festival incluiu ainda visitas guiadas e a actividade «Na Casa da minha Avó».


Obrigado


O IPR agradece ao ACP – Automóvel Club de Portugal e ao Museu Medeiros e Almeida, ao qual se associou através do Festival Conecta. Agradecemos também a todas as crianças e famílias que passaram a tarde connosco.


Próximos encontros


Voltamos a encontrar-nos em breve: o Tempo Passado, salão de relojoaria vintage, realiza-se no sábado, 28 de Novembro, no Jupiter Hotel, e o Tempo Futuro, salão de relojoaria independente, regressa ao Museu Medeiros e Almeida no sábado, 19 de Dezembro.


O IPR organiza workshops de relojoaria para particulares e empresas. Para mais informações: info@institutoportuguesderelojoaria.pt.


Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page