Radar Horológico — 17 de setembro de 2026
O dia em resumo
A Singer Reimagined abriu uma nova frente na sua linguagem de design com a 1970 DualTrack, apresentada a 16 de setembro: uma GMT de 40 mm, caixa angular e bracelete semi-integrada, animada pelo calibre manual ST5001 de quatro tambores e seis dias de autonomia.
Em Nova Iorque, a Hublot revelou a colaboração com Jeff Koons em duas direções muito diferentes: a Classic Fusion Balloon Dog, que transpõe a volumetria das esculturas do artista para uma caixa de 42 mm, e a MP-14 Origin, o primeiro turbilhão central automático da manufatura.
O fio comum é a transformação da arquitetura: Singer redesenha a sua GMT em torno de uma estética integrada dos anos 1970; Hublot leva a deformação volumétrica e a construção concêntrica para o centro do relógio.
Singer 1970 DualTrack: seis dias de autonomia numa nova arquitetura de caixa
A Singer Reimagined apresentou a 16 de setembro a 1970 DualTrack, uma nova interpretação da sua função de duplo fuso horário. A caixa em aço mede 40 mm de largura, 44,25 mm de comprimento e 12,6 mm de espessura, com superfícies escovadas, chanfros polidos e uma bracelete Track Curb semi-integrada.

A indicação do segundo fuso não recorre a um ponteiro GMT central. A hora local permanece no centro e o segundo fuso é lido numa escala periférica de 24 horas, ajustável em saltos de uma hora através do corretor às 9 horas. É uma solução de leitura discreta, mas mecanicamente distinta da configuração habitual de um GMT de viagem.
O elemento mais interessante está no verso. O ST5001, designado Calibre 4 DT Slim, é de corda manual, trabalha a 4 Hz e utiliza quatro tambores planos organizados em dois pares. A arquitetura procura fornecer uma curva de binário mais estável ao longo das 144 horas de reserva de marcha. O movimento tem 34,20 mm de diâmetro, 6,66 mm de espessura, 197 componentes e 39 rubis.

A coleção estreia em Khaki, Cobalt Blue e Dark Espresso Brown, referências SR811-2, SR811-3 e SR811-5. A Singer anuncia disponibilidade a partir de outubro de 2026 e um preço de CHF 23.500 antes de impostos.
Hublot e Jeff Koons: do Balloon Dog ao primeiro turbilhão central automático da marca
A Hublot e Jeff Koons apresentaram a 16 de setembro, em Nova Iorque, uma colaboração composta por duas famílias. A Classic Fusion Balloon Dog transforma a superfície espelhada e a aparência inflável da escultura de Koons em três relógios de 42 mm: aço polido espelhado, alumínio anodizado vermelho e alumínio anodizado azul.
A adaptação vai além do grafismo. O vidro, os parafusos, o mostrador e a caixa foram trabalhados com geometrias convexas; a coroa evoca uma válvula de balão e uma pequena “cauda” flexível aparece às 10h30. O rotor de tungsténio também foi redesenhado com volumes arredondados. Cada versão está limitada a 200 exemplares.

A MP-14 Origin segue uma direção mecânica muito mais ambiciosa. Com 44 mm, combina safira, titânio e ouro branco cravejado e introduz o primeiro turbilhão central automático da Hublot. A construção organiza-se em torno do órgão regulador central e utiliza uma massa oscilante periférica, libertando o centro visual e mecânico do movimento. A produção é limitada a 30 exemplares.
No mercado europeu, a Hublot indica €24.600 para a Classic Fusion Balloon Dog Blue e €479.000 para a MP-14 Origin Sapphire Titanium, valores que ajudam a perceber a distância entre as duas propostas dentro da mesma colaboração.
O que merece atenção
A Singer 1970 DualTrack merece acompanhamento pela forma como combina uma complicação de viagem relativamente simples com uma arquitetura energética pouco comum. Quatro tambores, seis dias de autonomia e uma caixa mais compacta do que a DualTrack anterior tornam o ST5001 mais interessante do que a estética retro, por si só, faria supor. Na Hublot, a MP-14 é o contraponto: uma peça de alta relojoaria em que a disposição central do turbilhão condiciona toda a construção e pode abrir caminho a futuras arquiteturas da família MP.




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