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  • Nivada Grenchen Chronosport

    A Nivada Grenchen relança o Chronosport, um cronógrafo vintage dos anos 70, em versão 38mm. Este relógio apresenta um design elegante, com caixa de aço inoxidável, mostrador preto texturizado e submostradores em taupe. Equipada com o movimento automático Valjoux-7750-ETA, a peça possui reserva de marcha de 42 horas e é resistente à água até 200 metros. Características técnicas Caixa Material: Aço 316L Acabamentos: Polido e escovado Diâmetro: 38 mm Espessura: 15.7 mm Vidro: Safira Resistência à água: 200 metros / 20 atm Movimento Calibre: ETA Valjoux 7750 Frequência: 28.800 alt/h Reserva de marcha: 48 horas Mostrador Cor: Preto Subsmostrador: Taupe Preço 2035 EUR Mais informações no site oficial da Nivada.

  • Parmigiani Tonda PF Automatic

    A coleção Tonda PF Automatic 36mm da Parmigiani Fleurier, lançada em 2024, é dedicada a mulheres que apreciam alta relojoaria combinada com um design contemporâneo e minimalista. Esta linha de relógios, disponível em ouro rosa de 18 quilates é uma combinação de aço e ouro rosa. Cada peça é adornada com diamantes e apresenta um mostrador guilhoché feito à mão, refletindo a dedicação da marca à perfeição horológica e ao acabamento requintado. A Parmigiani Fleurier utiliza apenas ouro e diamantes éticos, certificados pelo Responsible Jewellery Council. Características técnicas Modelo Rose gold PFC804-2120002-210182 Caixa Material: Ouro rosa de 18 quilates polido e acetinado e aço inoxidável com luneta serrilhada Diâmetro: 36 mm Espessura: 8,6 mm Vidro: Safira ARunic antirreflexo Fundo: Vidro de safira Resistência à água: 100 m Movimento Calibre: PF770 Reserva de marcha: 60 horas Frequência: 28.800 alt/h (4 Hz) Rubis: 29 N.º de componentes: 179 Diâmetro: 26,2 mm Espessura: 3,9 mm Acabamento: Côtes de Genève Mostrador/Ponteiros Mostrador: Ouro areia Acabamento: Grain d'Orge guilhochado à mão Marcadores: Cravejados com 12 diamantes baguete, D-G / IF-VVS - 0,36 ct Ponteiros: Ouro rosa de 18 quilates, esqueletizado em forma de delta Bracelete Material: Ouro rosa 18 quilates polido e acetinado, cravejado com 232 diamantes, D-G / IF-VVS - 1.803 ct Fecho: De báscula em ouro rosa de 18 quilates Mais informações no site oficial da Parmigiani.

  • Panerai BiTempo Goldtech

    A Panerai lançou o Luminor Quaranta™ BiTempo Goldtech PAM01641. Este modelo combina inovação moderna com o patrimônio tradicional da marca, apresentando a função GMT em uma caixa de 40 mm feita de Panerai Goldtech™, um material desenvolvido pela marca que mistura prata e cobre, oferecendo resistência ao embaciamento e uma aparência intensa. O relógio é alimentado pelo calibre automático P.900/GMT, que possui três dias de reserva de marcha, função de paragem de segundos e uma complicação GMT que permite acompanhar múltiplos fusos horários. O design inclui um mostrador em sanduíche preto com Super LumiNova® para melhor legibilidade, um vidro de safira e um fundo de caixa também em Panerai Goldtech™. A pulseira é de couro de crocodilo com costura T/T e possui um sistema de troca fácil para uma pulseira de borracha preta adicional. O relógio é resistente à água até 10 bar (aproximadamente 100 metros). Característica técnicas Modelo Luminor Quaranta™ BiTempo Goldtech PAM01641 Caixa Diâmetro: 40 mm Material: Panerai Goldtech™ Resistência à água: 10 bar (~100 metros) Vidro: Safira Fundo: Vidro Safira Movimento Calibre: P.900/GMT Frequência: 28.800 alt/h Rubis: 23 Componentes: 186 Reserva de marcha: 3 dias Correia Material: Pele crocodilo Cor: Preta Fivela: Panerai Goldtech™ Mais informações no site oficial da Panerai.

  • ArtyA Chorus

    A ArtyA revelou o CHORUS, um relógio repetidor de minutos de design retangular em safira, destacando-se pela sua caixa retangular e movimento Turbilhão Repetidor de Minutos Catedral. Desenvolvido em colaboração com o relojoeiro Pierre Favre e a MHC, o CHORUS apresenta uma cúpula de vidro de safira que melhora a ressonância do som. O mecanismo deste relógio é composto por 317 componentes, é uma homenagem à arte da relojoaria, combinando tradição e inovação. O som puro e poderoso é produzido pelos dois gongs e a caixa em titânio e ouro rosa. Características técnicas Caixa Dimensões: 44,20 mm x 42,30 mm x 16,14 mm Material: Titânio e Ouro Rosa Movimento Função: Turbilhão voador e repetidor de minutos Componentes: 317 Rubis: 29 Reserva de marcha: 90 horas Frequência: 21.600 alt/h Correia Material: Pele, feita à mão com selos ArtyA Preço 377.000€ Mais informações no site oficial da ArtyA.

  • Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma

    Terminar uma colecção é, sem dúvida, o maior receio de qualquer coleccionador. Existem diversas formas de concluir uma colecção, sendo a venda dos relógios possivelmente a pior e a sua passagem aos descendentes a melhor. Pode também encerrar-se com a aquisição da peça final, ou com a criação de um museu. O que todos sabemos é que, por mais perturbador que seja, o seu fim é certo. Contudo, tal como na Lei de Lavoisier, em que nada se perde e tudo se transforma, uma colecção pode encontrar novas formas de existência e renovação, perpetuando-se de maneiras inesperadas. COMPLETAR UMA COLECÇÃO Um coleccionador da linha Compax da Universal Genève, por exemplo, sabe que enfrenta um percurso árduo, bem como sabe que há sempre um fim à vista para esse caminho. A sua colecção conclui-se quando atinge o seu objectivo final. É sempre possível substituir relógios em pior estado por outros em melhor estado, mas ao alcançar o seu objectivo, pode afirmar-se com segurança que a colecção está completa. Nesta situação, atinge-se um fim através da realização dos objectivos. Uma colecção concluída, como esta, pode ser preservada na família ou até num museu, sobrevivendo assim ao seu coleccionador. No momento da compra do seu primeiro Compax, o coleccionador pode ter ponderado sobre os possíveis desfechos para o final da sua futura colecção. Esses pensamentos podem mesmo ter influenciado a decisão de iniciar a colecção. O coleccionador pode ter considerado a possibilidade de deixar um bom legado aos seus filhos ou de deixar uma forma de ser lembrado, associada ao seu maior prazer. Pode também, simplesmente, ter pensado que o grande objectivo da sua colecção seria a procura de novos relógios, mesmo que repetidos, e que esse seria o único fim da sua colecção. Como se se tratasse de um caminho rumo a um horizonte inalcançável. COLECÇÕES EM METAMORFOSE Uma colecção com a capacidade de se regenerar ganha ares de eternidade. Vender os relógios em pior estado e substituí-los por outros em melhor estado pode ser uma tarefa aparentemente interminável. Imaginemos um coleccionador que apenas reúne na sua colecção as versões mais recentes da linha desportiva da Rolex. Sempre que surge uma nova versão, vende a anterior. Se tal existisse, esta seria uma colecção bastante dinâmica. A interrupção deste hábito de substituição de versões antigas por versões recentes criaria uma potencial colecção de relógios vintage relativos a um período muito específico. Neste caso, o fim de uma colecção de relógios recentes transforma-se, com o tempo, numa outra de relógios vintage. Estamos perante uma regeneração de colecções. Por vezes, as colecções são como organismos vivos que se transformam e recriam. COLECÇÕES SEM COLECCIONADOR Muitas colecções sobrevivem ao seu coleccionador e tornam-se as narradoras da sua história. É possível encontrar colecções de relógios em vários museus dedicados exclusivamente à relojoaria, como o Museu do Relógio, ou com a relojoaria como parte do acervo, como o Museu Medeiros e Almeida. Nestes casos, é possível discernir a linha condutora da colecção, bem como o estilo e o estado dos relógios. Estes aspectos, entre outros, permitem-nos compreender a história do coleccionador. Assim, as colecções podem sobreviver aos seus coleccionadores e relatar a sua história. Continuam a ser colecções vivas, apenas congeladas no tempo, sem capacidade de renovação ou crescimento. Por vezes, verifica-se o ressuscitar de colecções doadas a museus, bastando que os conservadores se dediquem a adicionar novas peças, tornando-se eles próprios os novos coleccionadores. É claro que essa será sempre uma tarefa delicada que implica um conhecimento profundo do coleccionador original. O fim de uma colecção não precisa, portanto, de ser permanente. Em menor escala, os filhos dos coleccionadores podem continuar a incrementar a colecção. Também é possível adquirir uma colecção de terceiros e dar-lhe continuidade. Uma vez criadas, as colecções são organismos com vitalidade suficiente para se adaptarem a novos membros. A VENDA O pior pesadelo para um coleccionador activo é a venda indesejada da sua colecção. Numa situação como esta só nos resta pensar que o caminho foi suficiente para justificar objectivo. Existem várias maneiras de desfazer uma colecção, vendendo os relógios individualmente. Uma das opções mais comuns é o leilão de todas as peças. Embora este desfecho possa ser desagradável, há algum conforto no facto de os leilões serem frequentemente frequentados por entusiastas de relojoaria, que encontram assim uma oportunidade para obter relógios difíceis de encontrar. Os leilões são um mundo cada vez mais procurado. Funcionam quase como o futebol: têm um árbitro que usa um martelo em vez de um apito, cada participante tem um número, pode-se ganhar ou perder, e até têm épocas específicas. Para alguns tipos de colecções se manterem em boa forma, é recomendável que os seus coleccionadores pratiquem este "desporto". Claro que existem também outras maneiras de vender relógios, mas todas elas menos competitivas. O fim de uma colecção pode cumprir vários propósitos; enfrentar dificuldades económicas é um deles. É também possível vender toda uma colecção para começar outra completamente diferente. Afinal, os coleccionadores são organismos vivos em constante evolução. É, portanto, natural que nem sempre a colecção e o coleccionador sigam o mesmo ritmo e a mesma direcção de crescimento. A LEI DE LAVOISIER E AS POMBINHAS DA CATRINA Se os relógios são como as pombinhas da Catrina, que andam de mão em mão, a única forma de iniciar uma colecção é aprender a fechar a mão no momento certo, quando o relógio certo lá chega. Os coleccionadores sabem bem que os relógios fluem, movem-se entre coleccionadores, e sabem também, que a única forma de criar uma colecção é detê-los é travar o seu movimento. Qualquer coleccionador sabe que os relógios têm uma tendência natural para circularem entre proprietários, e que uma colecção só ocorre quando conseguimos reter um conjunto de relógios. Uma colecção é a interrupção temporária do movimento natural dos relógios entre donos. O seu fim é sempre inelutável, contudo, também sabemos que, na relojoaria, nada se perde, tudo se transforma.

  • Maurice de Mauriac Racquet Rallymaster III

    A Maurice de Mauriac, em parceria com a Racquet, anunciou a terceira edição do relógio Rallymaster, desenhado por Carlton DeWoody. Esta edição apresenta um mostrador verde-oliva inspirado nos courts de ténis de relva e incorpora componentes de ouro rosa de 18 quilates pela primeira vez na série. O relógio tem uma caixa de 39mm e inclui uma bracelete de couro de bezerro e uma bracelete elástica de duas peças, ambas com um sistema de libertação rápida. O design é inspirado nos mostradores de relógios gráficos dos anos 60 e 70, misturando detalhes clássicos com elementos modernos do ténis. Este Rallymaster III será uma edição limitada de 100 peças. Características técnicas Modelo Maurice de Mauriac x Racquet Rallymaster III Caixa Material: Aço Coroa: Ouro 3N Vidro: Safira antirreflexo Resistência à água: 100 metros Diâmetro: 39 mm Espessura: 12 mm Movimento Calibre: Landeron 24 Rubis: 25 Diâmetro 25.5 mm Frequência: 28.800 alt/h Reserva de marcha: 40 horas Mostrador/Ponteiros Mostrador: Verde com textura de relva Marcadores: Aplicados em forma de bola de ténis revestidos com Super-LumiNova® Grau X1 BL Ponteiros: Ponteiros dourados revestidos com Super-LumiNova® Correia Material: Pele de Bezerro Cor: Bronze Fivela: Aço Mais informações no site oficial da Maurice de Mauriac.

  • Bianchet Hybrid Gold

    A Bianchet anunciou a nova edição Hybrid Gold dos relógios Flying Tourbillon Grande Date e Flying Tourbillon Sport GMT. Estes relógios são fabricados com uma combinação inédita de ouro de 18 quilates, carbono de alta densidade e pó de titânio, oferecendo uma estética aprimorada. O Flying Tourbillon Grande Date possui um mostrador tonneau e um movimento esqueleto Flying Tourbillon feito internamente, com uma reserva de marcha de 90 horas. Já o Flying Tourbillon Sport GMT apresenta uma função GMT de duplo fuso horário e também tem uma reserva de marcha de 90 horas. Ambos os modelos têm resistência à água até 10 ATM e resistência a choques de 5000Gs. Características técnicas Caixa Materiais: Ouro 18 quilates 3N, Titânio e Carbono Dimensões: L: 43 mm C: 51 mm A: 14,35 mm Coroa: Ouro maciço 3N 18 quilates Resistência ao choque: 5000Gs Resistência à água: 10 atm (100 metros) Movimento Material: Titânio Complicação: Turbilhão Reserva de marcha: 90 horas (+/- 5%) Bracelete Material: Borracha Fivela: Ouro 18 quilates 3N Mais informações no site oficial da Bianchet.

  • IWC Portugieser Eternal Calendar

    O IWC Portugieser Eternal Calendar, foi reconhecido pelo Guinness World Records como o "relógio de pulso com fases da lua mais precisa do mundo". Este relógio apresenta uma desvio de apenas um dia em 45.361.055 anos, superando o recorde anterior por mais de 43 milhões de anos. Este feito foi possível graças ao novo sistema de rodagens de redução com três rodas intermédias, que ajusta a duração de um mês de calendário à duração de um ciclo lunar completo. O primeiro calendário perpétuo, desenvolvido por Kurt Klaus, oferecia uma precisão de 122 anos. Em 2003, a precisão foi aumentada para 577,5 anos com o lançamento do Portugieser Perpetual Calendar. O novo Portugieser Eternal Calendar eleva a precisão para mais de 45 milhões de anos. Para alcançar esta precisão, os engenheiros da IWC utilizaram um processo de simulação computacional que calculou quase 23 triliões de combinações de rodas e dentes. O processo de fabricação das rodas utilizou a tecnologia LIGA, que permite a produção de microestruturas homogéneas e suaves com uma precisão superior à das capacidades de manufatura convencionais. Características técnicas Caixa Material : Platina Diâmetro: 44 mm Espessura: 14.9 mm Fundo: Safira Resistência à água: 5 bar Movimento Calibre: 52640 Reserva de marcha: 28.800 alt/h - 4hz Rubis: 54 Componentes: 396 Mais informações no site oficial da IWC.

  • Patek Philippe Calatrava Pilot

    Desde 2015, os modelos Pilot da Patek, inspirados nos relógios de aviadores da década de 30, são parte importante da coleção da marca. Em 2023, foi lançado o primeiro relógio dessa linha com a complicação de cronógrafo. Ele possui uma caixa de ouro branco de 18 quilates, polida, com diâmetro de 42 mm, abrigando um movimento automático calibre CH 28-520 C FUS com três complicações: cronógrafo flyback, duplo fuso horário Travel Time e indicação de data por ponteiro. O mostrador verde cáqui, com algarismos arábicos retro e ponteiros estilo catedral, e a pulseira verde-oliva com acabamento vintage, proporcionam um estilo sofisticado e moderno. A legibilidade é aprimorada por um revestimento luminescente nos algarismos e ponteiros. Características Técnicas Caixa Material: Ouro Branco Diâmetro: 42 mm Espessura: 13.05 mm Vidro: Safira Fundo: Vidro Safira Resistência à água: 30 m Movimento Calibre: CH28-520 C FUS Diâmetro: 31 mm Espessura: 6.95 mm Número de peças: 370 Rubis: 34 Reserva de marcha: 55 horas Frequência: 28.800 alt/h Mostrador Cor: Verde caqui lacado Marcadores: Aplicados em ouro com revestimento luminescente Preço 77.250€ Mais informações no site oficial da Patek Philippe.

  • L.Leroy Minute Repeater Flying Tourbillon

    A L.Leroy, fundada em Paris em 1785, lançou o "L.Leroy Minute Repeater Flying Tourbillon", uma peça única de grande complexidade técnica e estética, disponível exclusivamente na boutique Cellini em Nova Iorque. Inspirado num relógio de bolso táctil histórico de 1810, este relógio de pulso combina um repetidor de minutos com um turbilhão flutuante. Este L. Leroy turbilhão vem com uma caixa de 43 mm e é feita de titânio de grau 5 e ouro branco paládio 18K, com gravações manuais que levam 120 horas para serem concluídas. O mostrador rotativo, decorado com flinqué soleil e verniz aquamarine translúcido, exibe horas e meias-horas com diamantes. O movimento manual, composto por 321 componentes, inclui um turbilhão flutuante e um repetidor de minutos que toca horas, quartos e minutos. Com uma reserva de marcha de 90 horas e uma estética deslumbrante, esta obra-prima da relojoaria representa a perfeita harmonia entre o legado histórico da marca e as exigências contemporâneas Características Técnicas Modelo L.Leroy Minute Repeater Flying Tourbillon Movimento Calibre: L512 Número de componentes: 321 Diâmetro: 30 mm Espessura: 8,89 mm Rubis: 29 Frequência: 21.600 alt/h - 3 Hz Reserva de marcha: 90 horas Caixa Material: Titânio grau 5 Diâmetro: 43 mm Espessura: 13.95 mm Resistência à água: 3 ATM Vidro: Safira antirreflexo Fundo: Safira antirreflexo Correia Material: Pele de novilho Cor: Aquamarine Fivela: desdobrável com o logótipo duplo "L" entrelaçado da marca em ouro branco paládio de 18K (PD210), gravado à mão. Mais informações no site oficial da L.Leroy.

  • Uma história que se passou ontem

    O que vão ler de seguida passou-se ontem, sexta-feira, em Lisboa. Este não é o artigo comum do IPR, não vamos falar acerca de curiosidades do mundo actual da relojoaria, nem dos últimos lançamentos ou dos últimos eventos. O que se passou ontem não mudou a vida dos envolvidos para sempre. Resultou apenas numa boa história digna de ser partilhada. Tratou-se de um simples encontro no qual demasiadas pessoas levaram dois relógios, um em cada pulso, nada de estranho até aqui. Vimos uma exposição de pintura, depois vimos outra exposição de pintura. Fomos todos jantar falámos de coisas que nos tinham acontecido, quanto mais raras melhor. Para além do interesse pelos relógios, todos partilhávamos a curiosidade geral pelo mundo. Nada de novo, até aqui. Quando o jantar terminou, seguimos caminho, cada um para seu lado. Alguns sem saberem bem ainda o nome uns dos outros, todos com pleno conhecimento dos relógios que estavam nos pulsos. O costume. Eu apanhei um táxi, daqueles que se pedem por telefone, mas na verdade não são táxis. O condutor era um tipo indiano de Querala, que dizia, com muito orgulho, ser a primeira terra que Vasco da Gama visitou. Falava muito bem português. A nossa viagem não foi tão longa como a do Vasco da Gama, mas houve tempo para me contar uma história absurda sobre relógios. Perguntei-lhe se podia gravar a história, tenho memória fraca e gosto muito de histórias, especialmente as que são contadas por tipos que não conheço de lado nenhum em situações insólitas. Aqui fica a transcrição: O meu avô sempre teve um ar completamente perdido. Deixou-me um relógio de bolso. Nunca funcionou. Ou melhor, funcionou sempre, mas nunca mexeu os ponteiros. É um relógio de bolso normal, três ponteiros e caixa de prata. O relojoeiro a quem o levei a primeira e última vez chama-se Sísifo. É um estrangeiro que tem uma relojoaria na montanha de Anamudi, perto de Querala, é pouco mais alta que o Pico. A relojoaria fica numa zona alta da montanha. Embora não haja casas nas redondezas, tem o nº42 na porta. A vista daquele sítio é incrível. Da sua bancada de relojoeiro, por vezes, conseguem ver-se os golfinhos e as baleias a passar no canal. Aceitou consertar-me o relógio, que afinal não tinha conserto. Esta é das histórias mais absurdas que já vivi. Lembro-me de tudo o que foi dito como se fosse ontem. - Bom dia, o senhor é que é o conhecido Sísifo de Anamudi? - Sim, é assim que me conhecem por aqui. O que o traz por cá? - O relógio do meu avô que teima em não mover os ponteiros. - Mas trabalha? - Sim, dou-lhe corda de vez em quando, trabalha, mas não dá horas. - Realmente um relógio que não dá horas não faz sentido. - Não faz grande sentido não, mas recorda-me o meu avô. Era inglês. Este relógio também deve ser. - E como se chamava o seu avô? - Arthur Philip Dent. - Há muitos ingleses aqui na zona. Nenhum com esse nome. - Ele era de outra zona. - Vamos ver então essa máquina. Já conheci muitos relojoeiros, este foi o mais entusiasmado de todos. Olhava para os relógios como se olhasse para a próxima aventura intergaláctica. Tinha um ar intrépido, o cabelo despenteado pela ventania da montanha, e os olhos esbugalhados. À medida que observava o mecanismo, os “hum” passaram a “hummm”. - Então, consegue pô-lo a dar horas? - Não faço a mais pálida ideia. A última manutenção foi recente? Parece muito limpo. - Não, nunca teve uma manutenção, e olhe que deve ter mais de 100 anos. - Vou ficar cá com ele, esta noite vejo que se passa. Saí bastante desapontado, normalmente há um diagnóstico. Voltei no dia seguinte, estava lá às 7h, antes da oficina abrir. O Sr. Sísifo apareceu pouco depois, carregado com um saco muito pesado às costas, um ar esbaforido e um cão muito lento. - Bom dia. - Bom dia. - Isso está pesado, quer ajuda? - Não, obrigado, são só umas pedras, é a minha forma de fazer desporto. Dito isto, pousou o saco, virou-o e despejou umas pedras pesadas que rolaram lá para baixo. Ficou a vê-las até ao último movimento e depois, em tom de desabafo, suspirou: - Qualquer dia ainda aleijo alguém com esta brincadeira. Mas vamos ao que interessa, estive a tentar perceber o que se passa com esta máquina infernal a noite toda. Mal preguei olho! - Eh pá, é assim tão complicado? Só tem três ponteiros. Olhou-me nos olhos, aliás, olhou-me para dentro dos olhos, e disse-me com uma voz de sofrimento: - Este relógio não tem conserto. - Todos os relógios têm conserto! - disse-lhe eu, a repetir o que um relojoeiro me tinha dito uma vez numa loja de fornituras, na Baixa de Lisboa. - Nem todos têm conserto. Apenas os que estão avariados têm conserto. E este não está avariado. Simplesmente não mexe os ponteiros. Tinha acabado de me oferecer esta pérola de sabedoria, claramente de quem atura clientes há muitos anos, quando nesse preciso momento, aparece o cão mais bizarro que vi na minha vida e desata a ladrar. Era um animal enorme, marreco e com uma pata mais curta que a outra. - Kierkegaard sossega! Não é um nome comum para um cão. Mas talvez seja apropriado para este, pensei. - Peço imensa desculpa, este cão por vezes passa-se. Ficou assim desde que passou uma noite preso na Basílica de Santa Maria, lá em baixo. Assusta-se por tudo e por nada. Passa o dia deitado de olhos abertos, é um cão muito pensativo. Mas como lhe estava a dizer, os ponteiros não se movem porque foram feitos, precisamente para não se moverem. O mecanismo trabalha, é possível acertar os ponteiros mas este relógio não foi feito para dar horas. O movimento do relógio está separado dos ponteiros por uma ponte que o cobre completamente. Isto não é fácil de explicar. Alguém fez um movimento de relógio, e depois um mostrador, com ponteiros, mas fê-lo de forma a não haver comunicação entre eles. Os ponteiros estão cravados no próprio mostrador. Não têm ligação ao movimento. Está a perceber? - Sim, estranho, mas passou a noite toda com o relógio para descobrir isso? - Não. Ainda o senhor não devia ter chegado lá a baixo e já eu tinha percebido o que se passava. Passei a noite toda a pensar que sentido tem inventar um relógio que não dá horas. É que ainda por cima está muito bem feito! O mecanismo está todo gravado. E se nunca teve manutenção, ainda mais incrível é! Parece que acabou de sair da fábrica. Não tem desgaste nenhum. - Ok. É estranho, sim. O meu avô também era um tipo estranho. - Sabe onde é que ele comprou o relógio? - Na Dinamarca, em Copenhaga, pelo que me disseram. Esteve lá muitos anos. - Não sei nada sobre a Dinamarca. Olhe, mas não consigo deixar de pensar nisto. Tem de haver uma resposta. Sentámo-nos os dois virados para o mar. Passámos a manhã toda a conversar sobre as possíveis razões para se inventar um relógio que não dá horas. Ao fim da manhã, com o Kierkegaard aninhado aos meus pés, com a sua marreca e a sua pata curta, muito atento ainda assim a qualquer movimentação católica nas proximidades, chegámos a várias conclusões. Primeiro, esta máquina, não é necessariamente um relógio, nasceu sem propósito definido. Este será definido em função da necessidade ou vontade do seu utilizador. Segundo, não devemos perder tempo a procurar um sentido para a sua invenção, a não ser aquele que encontrarmos dentro de nós. Terceiro, possivelmente, entre mim, o relojoeiro e o cão, o cão deve ser o que mais sabe sobre este assunto. Quarto, tudo isto é absurdo, nunca vamos chegar a conclusão nenhuma e devemos estar em paz com esta ideia. Quinto, pensar sobre este assunto é perder tempo, porém como esta máquina não dá as horas, não se perde nada. A verdade é que desde esse dia uso o relógio diariamente. Sempre que sinto que a vida perde o sentido tiro-o do bolso, olho para ele, e apesar de nunca encontrar sentido algum para o absurdo da vida, sinto-me muito melhor. Comentei que a história que me tinha contado não me era nada estranha. Já tinha lido algo semelhante numa revista há uns anos. Ainda assim perguntei-lhe se tinha o relógio com ele. Disse-me que sim, tirou-o do bolso do casaco. Era um relógio dourado, com mostrador com guilloché, branco, ponteiros azulados, a única coisa estranha era que dizia que tinha 42 rubis em baixo. Meti-o no ouvido e fazia tictac, os ponteiros não se moviam realmente. É possível que fosse apenas um relógio avariado e uma grande mentira, mas já aprendi há uns anos que a vida é curta de mais para permitirmos que a realidade estrague uma boa história. Para os que gostam da realidade: desta linha para cima há muito pouco de verdade.

  • De Bethune DB28XP Kind of Blue

    O DB28XP Kind of Blue é uma criação excecional da De Bethune. Este relógio combina a elegância intemporal do DB28XP com o charme do DB28 Kind of Blue, resultando numa edição limitada de 25 peças que exemplifica a fusão perfeita entre tradição e inovação. O DB28XP Kind of Blue é uma evolução natural dos modelos DB28XP e DB28 Kind of Blue, apresentando um design refinado e um aspeto azul profundo, obtido através da oxidação natural do titânio. O mostrador, feito inteiramente de titânio azul, revela uma fusão arquitetónica de espaço, tempo e luz, tornando cada relógio uma obra de arte única. O movimento de corda manual DB2115v12, visível através da abertura às 6 horas, incorpora a mais recente tecnologia da De Bethune, incluindo uma roda de balanço de titânio e uma espiral patenteada que melhora a precisão e a resistência a impactos. A caixa em titânio de grau 5 polido com acabamento Microlight, é montada em suportes móveis que se adaptam ao pulso, garantindo conforto e inovação.  O DB28XP Kind of Blue tem uma reserva de marcha de 6 dias e um sistema de tripla absorção de choques, vem com uma bracelete de aligátor com fivela de titânio, oferecendo uma experiência prática e confortável. Característica técnicas Modelo DB28XP Kind of Blue Tourbillon - Ref: DB28XPTB Movimento Calibre: DB2009v5 Número de peças: 380 Rubis: 40 Diâmetro: 30 mm Reserva de marcha: 5 dias Frequência: 36.000 alt/h Caixa Diâmetro: 43 mm Espessura: 9.1 mm Material: Titânio azulado grau 5 Vidro: Safira com revestimento antirreflexo Fundo: Aparafusado em Titânio grau 5 azulado Resistência à água: 3 atm Correia Material: Pele de aligátor Fivela: Fivela e pino em titânio azulado de grau 5 Mais informações no site oficial da De Bethune.

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