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- LES TUGAS MODELO 01
LES TUGAS O primeiro passo de um relógio verdadeiramente português O movimento é um ETA 2824-2 , automático, com 25 rubis, frequência de 28.800 alternâncias por hora e reserva de marcha de 38 horas . A decisão de eliminar a complicação da data reforça a pureza estética e funcional, concentrando-se na leitura essencial do tempo — horas, minutos e segundos. LES TUGAS A caixa em aço inoxidável 316L , maquinada por CNC em Lisboa a partir de bloco sólido, combina superfícies escovadas e polidas que sublinham o equilíbrio entre robustez e elegância. O vidro de safira frontal permite apreciar o mostrador, resultado de uma técnica de tampografia aplicada manualmente , enquanto o fundo transparente aparafusado revela o movimento suíço e evidencia a qualidade da construção . LES TUGAS O mostrador com banho de ródio negro , com escala sectorial em tinta branca aplicada manualmente , é acompanhado por ponteiros em aço polido com banho de prata que lhe confere uma leitura limpa e uma identidade forte. A correia em camurça natural , produzida em Vila do Conde, reforça o carácter artesanal do conjunto, com uma fivela em aço 316L gravada com o logótipo “ |||| ”. O PRIMEIRO RELÓGIO DE PULSO PORTUGUÊS LES TUGAS Consideramos que o Les Tugas é o primeiro relógio de pulso português . Estabelecemos como critérios o facto de 70% dos custos de produção estarem alocados a Portugal , bem como a realização em território nacional de todo o design, investigação e desenvolvimento que deu origem ao projecto, assim como a inspecção e regulagem finais de cada peça. Estes são critérios habitualmente utilizados para determinar a origem nacional de um produto e refletem o compromisso do Les Tugas com a produção, o saber-fazer e a identidade portuguesa. LES TUGAS Cada componente transporta um fragmento de Portugal: – Caixa maquinada em Lisboa ; – Polimento no Porto ; – Caixa de transporte Leiria ; – Mostrador em Mem Martins ; – Vidros de Salvaterra de Magos ; – Correia de Vila do Conde ; – Gravações executadas em Carcavelos ; – Montagem final e regulagem realizadas em Lisboa . LES TUGAS DISPONÍVEL PERMANENTEMENTE Esta não é uma edição limitada. Pretendemos que o Les Tugas se torne num rel ógio icónico em produção permanente, para já apenas à venda no site do IPR. LES TUGAS FICHA TÉCNICA – LES TUGAS MODELO 01 MOVIMENTO Calibre: ETA 2824-2 (automático, Swiss Made) Frequência: 28.800 alternâncias/h (4 Hz) Reserva de marcha: ~38 horas Rubis: 25 Funções: Horas, minutos, segundos ( (sem data, nem posição ‘fantasma’) ) Corda: Automática e manual CAIXA Material: Aço inoxidável 316L Processo: Maquinagem CNC a partir de bloco sólido Diâmetro: 39 mm Espessura: 11 mm Fundo: Aparafusado, com vidro de safira transparente Vidro frontal: Safira incolor, tratamento antirreflexo interior Coroa: Não roscada, assinada com gravação Acabamento: Escovado lateral, polido nas superfícies frontais e biseladas MOSTRADOR E PONTEIROS Mostrador: Preto mate com escala sectorial em tinta branca aplicada por tampografia manualmente Ponteiros: Aço polido com banho galvânico de prata CORREIA Material: Camurça natural Cor: Cinza-ardósia Fivela: Aço 316L, gravada com logo ORIGEM DAS PEÇAS Design e desenvolvimento: Lisboa Caixa (maquinagem CNC): Lisboa Gravações: Carcavelos Mostrador: Mem Martins Polimento da caixa e parafusos: Porto Correia de camurça: Vila do Conde - Gião Vidros: Salvaterra de Magos Movimento: Suíça ESPECIFICAÇÕES COMPLEMENTARES Estanquidade: 5 ATM (50 metros) Montagem final e regulagem: Portugal Garantia: 3 anos Série: Produção limitada – numeração gravada no fundo Custos: 70% alocados a Portugal LOGO E FILOSOFIA LES TUGAS: escolhemos esta expressão e utilizamo-la com um tom humorístico. Os melhores relógios costumam ser associados a países francófonos, mas muitos deles nascem, em grande parte, das mãos de Tugas, por isso somos todos Les Tugas . O Les Tugas é o relógio mais tuga de sempre, projectado e desenhado em Portugal, tem no seu interior um movimento ETA 2824, um dos mais confiáveis movimentos suíços, possivelmente resultado do trabalho de muitos portugueses tanto na Suíça como em Portugal. O resultado é o relógio de pulso mais português da história , mas é também a criação de uma rede de serviços de relojoaria que pode servir todas as marcas que virão. Oferecemos o conhecimento através da nossa escola e disponibilizamos a rede que montámos a todos os interessados em criar relojoaria portuguesa porque: Les Tugas — somos todos nós! |||| : quatro traços verticais cortados por um quinto diagonal que evocam o gesto humano primordial de contar e marcar o tempo. Cada traço representa uma das fases essenciais do processo relojoeiro — concepção , fabrico , acabamento e montagem . O quinto, que cruza todos os outros, simboliza a síntese dessas etapas: a coerência, o rigor e o domínio técnico que caracterizam a relojoaria portuguesa co ntemporânea. LES TUGAS MODELO 01 - Em pré-venda a partir dia 23 de Outubro -
- Tempo Futuro – O Nascimento da Relojoaria Independente em Portugal
Tempo Futuro 10-10-2025 O Salão Português de Relojoaria Independente realizou-se ontem e contou com a presença de mais de uma centena de visitantes. O público teve a oportunidade de conhecer nove micromarcas de relojoeiros independentes, assistir ao lançamento do livro História da Relojoaria dos Séculos XVII e XVIII , da autoria de Sílvio Pereira, e participar na palestra dedicada à relojoaria independente. “O futuro depende do que fazemos no presente.” — Mahatma Gandhi No dia 10 de Outubro de 2025 , Lisboa foi palco de um acontecimento inédito na história relojoeira nacional: o Tempo Futuro , o primeiro Salão de Relojoaria Independente em Portugal .O evento decorreu no Museu Medeiros e Almeida , entre as 14h e as 22h , e reuniu criadores, coleccionadores, profissionais e apaixonados pela relojoaria, afirmando-se como um marco histórico na valorização da produção portuguesa e no fortalecimento de uma nova geração de relojoeiros independentes. Uma nova página na relojoaria nacional Todos os Relógios Apresentados no Tempo Futuro 10-10-2025 Organizado pelo Instituto Português de Relojoaria (IPR) e pelo Fórum DezDez , o Tempo Futuro surgiu com um propósito claro: dar voz às micromarcas e relojoeiros independentes portugueses , aproximando-os do público e criando um espaço de partilha, diálogo e reconhecimento.Trata-se do primeiro salão do género realizado no país, e a sua realização simboliza o amadurecimento de uma comunidade relojoeira que, ao longo da última década, tem vindo a consolidar conhecimento, técnica e identidade própria. Os protagonistas do Tempo Futuro Protagonistas das Marcas e Relojoeiros Independentes presentes no Tempo Futuro 10-10-2025 Durante oito horas, o público pôde conhecer, conversar e descobrir os projectos dos principais relojoeiros e micromarcas independentes portuguesas , numa atmosfera de entusiasmo e descoberta. Entre os expositores presentes estiveram: Bruno Moreira – @bmsmoreira Contar (Eduardo Martins) – www.contarwatches.com Exímio (João Batalha) – Exímio Watches Febres (João Vinhas) – @relojoeiro_joao_vinhas Followay (João Pedro Dias) – Followay Watches Isotope (José Miranda) – www.isotopewatches.com Museu do Relógio (Eugénio Tavares d’Almeida) – www.museudorelogio.com Monserrate - @monserrate_official Les Tugas - http://institutoportuguesderelojoaria.pt/lestugas Esta selecção reuniu representantes de diferentes abordagens e gerações, desde a relojoaria artesanal de autor até marcas consolidadas com presença internacional, demonstrando a diversidade e vitalidade do panorama relojoeiro português. Lançamento do Les Tugas – O primeiro relógio Tuga Um dos momentos mais aguardados do salão foi o lançamento oficial do relógio Les Tugas , uma criação do Instituto Português de Relojoaria que simboliza o nascimento de um movimento colaborativo entre artesãos, designers, estudantes e entusiastas da relojoaria. Les Tugas somos todos nós. O projecto Les Tugas pretende celebrar a identidade portuguesa na relojoaria e afirmar que a qualidade de um relógio não depende do seu país de origem, mas sim da competência de quem o cria.O primeiro modelo, actualmente em fase de protótipo, incorpora um movimento suíço ETA 2824 modificado em Portugal , com aro em latão decorado , caixa em aço , vidro de safira , fundo em vidro transparente , mostrador impresso em tampografia e correia em couro nacional — quase todos os componentes são concebidos ou finalizados em território português . As inscrições para a lista de espera do Les Tugas 2025 já se encontram abertas, permitindo reservar o direito de aquisição do relógio aquando do seu lançamento.O projecto renova-se anualmente , com novos modelos desenvolvidos de forma colaborativa, consolidando o lema que o define: Les Tugas somos todos nós. 👉 https://www.institutoportuguesderelojoaria.pt/lestugas Lançamento do Livro: A História e Evolução da Relojoaria nos séculos XVII e XVIII Tempo Futuro foi também o palco do lançamento do livro História e Evolução da Relojoaria nos Séc. XVII e XVIII , da autoria de Sílvio Pereira , colaborador do IPR.Editada pela Lisbon International Press , a obra reúne duas décadas de investigação e coleccionismo, revisitando os períodos de maior transformação técnica e estética da relojoaria. Entre os protagonistas evocados destacam-se Le Roy, Berthoud, Lepine e Breguet , mestres que moldaram a relojoaria moderna, num texto que cruza mecânica, arte e contexto histórico. Formação e independência: a conferência O programa incluiu ainda uma conferência sobre ensino e relojoaria independente , com a participação de Dann Phimphrachanh e Paulo Anastácio .Dann, ex-aluno do Curso de Técnico de Relojoaria da Casa Pia de Lisboa e membro da AHCI – Académie Horlogère des Créateurs Indépendants , partilhou o seu percurso formativo e a experiência de criar o seu relógio inteiramente artesanal, o Seconde Vive .Paulo Anastácio, mestre relojoeiro e director do curso, apresentou o modelo de ensino técnico da Casa Pia, destacando o papel da educação na preservação e renovação da relojoaria portuguesa. Os organizadores O evento foi uma iniciativa conjunta do Instituto Português de Relojoaria (IPR) e do Fórum DezDez : O IPR tem como missão promover o conhecimento e a formação relojoeira em Portugal , apoiando criadores, investigadores e restauradores.👉 www.institutoportuguesderelojoaria.pt O Fórum DezDez é a principal comunidade online portuguesa dedicada à relojoaria , com mais de 700 membros activos , e constitui um espaço de partilha entre entusiastas, coleccionadores e profissionais.👉 www.dezdez.pt Um movimento com futuro O Tempo Futuro não foi apenas um evento — foi o início de um movimento . Ao reunir criadores independentes, instituições e o público, inaugurou uma nova etapa para a relojoaria em Portugal: mais próxima, mais visível e mais consciente do seu valor cultural e técnico. Com o lançamento do Les Tugas , o país deu o seu primeiro passo concreto para o desenvolvimento de uma relojoaria verdadeiramente nacional. A partir deste salão, Portugal volta a inscrever o seu nome na história da relojoaria — não como observador, mas como criador . O futuro da relojoaria portuguesa começou aqui. E o tempo confirmará a sua importância.
- Tempo Futuro - 10-10-25 | 14h-22h
📅 10 de Outubro de 2025, das 14h às 22h 📍 Museu Medeiros e Almeida, R. Mouzinho da Silveira 4, Lisboa 🕰️ O que é o “Tempo Futuro”? O Tempo Futuro é o primeiro evento inteiramente dedicado à relojoaria independente portuguesa . Reúne relojoeiros, micromarcas, coleccionadores e curiosos num mesmo espaço, para celebrar o nascimento de uma nova geração de criadores nacionais. Organizado pelo Instituto Português de Relojoaria (IPR) e pelo Fórum Dez Dez , o evento decorre no Museu Medeiros e Almeida , em Lisboa, e propõe um contacto directo com quem faz, pensa e imagina a relojoaria em Portugal. Durante o evento será possível adquirir directamente os relógios expostos , conversar com os seus autores e conhecer de perto as peças e os processos de criação. 🗓️ Quando e onde decorre o evento? Data: Sexta-feira, 10 de Outubro de 2025 Horário: das 14h às 22h Local: Museu Medeiros e Almeida, Rua Mouzinho da Silveira, 4 – 1250-194 Lisboa. 💬 O que posso encontrar no Tempo Futuro? Durante oito horas, o público poderá: Conhecer relojoeiros independentes portugueses e as suas criações. Descobrir micromarcas nacionais em ascensão . Assistir ao lançamento de um livro dedicado à história da relojoaria. Participar numa conferência sobre ensino e relojoaria independente , com convidados de referência. 🧭 Quem são os expositores? Relojoeiros e Marcas Portuguesas Confirmadas: Bruno Moreira – @bmsmoreira Contar (Eduardo Martins) – www.contarwatches.com Exímio (João Batalha) – Exímio.pt Febres (João Vinhas) – @relojoeiro_joao_vinhas Followay (João Pedro Dias) – followaywatchmaking.com Isotope (José Miranda) – i sotopewatches.com Museu do Relógio (Eugénio Tavares d’Almeida) – museudorelogio.com 📖 O que vai acontecer às 17h30? Será apresentado o livro “História e Evolução da Relojoaria nos Séc. XVII e XVIII” , da autoria de Sílvio Pereira , colaborador do IPR. A obra, editada pela Lisbon International Press em 2025, compila duas décadas de investigação e revisita figuras essenciais da relojoaria europeia – Le Roy, Berthoud, Lepine e Breguet – que explora o contexto técnico e artístico em que floresceu a relojoaria clássica. 🧩 E o que acontece às 18h30? Entre as 18h30 e as 19h30 , decorre a Conferência “Ensino e Relojoaria Independente” , com dois convidados de destaque: Dann Phimphrachanh , ex-aluno do Curso de Técnico de Relojoaria da Casa Pia de Lisboa e membro da AHCI – Académie Horlogère des Créateurs Indépendants , apresentará o seu percurso e o relógio Seconde Vive , inteiramente construído à mão. Paulo Anastácio , mestre relojoeiro e actual director do curso na Casa Pia, fará uma exposição sobre a formação relojoeira em Portugal e os desafios actuais no ensino técnico. 💡 Quem organiza o evento? O Instituto Português de Relojoaria (IPR) e o Fórum Dez Dez são os responsáveis pela organização. O IPR dedica-se à formação, investigação e divulgação da relojoaria em Portugal, promove o surgimento de novos criadores e a preservação do saber técnico. O Fórum Dez Dez é o único fórum e comunidade online dedicado ao mundo da relojoaria em Portugal. Constitui um espaço de partilha entre entusiastas, aficionados, coleccionadores e todos os que se interessam pelo universo dos relógios. 🎟️ É necessária inscrição ou bilhete? A entrada é livre e gratuita , sujeita à lotação do espaço . Recomenda-se a chegada antecipada para garantir acesso à conferência das 18h30, dado o número limitado de lugares. 📚 Onde posso saber mais? Pode consultar o artigo oficial no site do Instituto Português de Relojoaria: https://www.institutoportuguesderelojoaria.pt/post/tempo-futuro-o-futuro-da-relojoaria-independente-em-portugal tal como o site oficial: ww.tempofuturo.pt – O Futuro da Relojoaria Independente em Portugal 🕰️ Por que “Tempo Futuro”? No seguimento do Salão de Relojoaria Vintage - Tempo Passado, surge o Tempo Futuro - Salão de Relojoaria Independente Portuguesa. O evento é um ponto de partida para um movimento independente que pretende dar voz a todos os que decidiram aventurar-se no mundo da relojoaria independente. 📸 Posso fotografar ou filmar? Sim, o público é convidado a partilhar imagens do evento nas redes sociais, identificando o @institutoportuguesderelojoaria e as marcas expositoras. #WorldWatchDay #TempoFuturo ☕ Há actividades paralelas? Durante todo o evento haverá: Exposição de relógios contemporâneos e históricos ; Momentos de convívio entre criadores e visitantes; Espaço dedicado às edições e cursos do IPR . 🧭 Como chegar ao Museu Medeiros e Almeida? O Museu situa-se a 5 minutos a pé da estação de Metro Marquês de Pombal , com fácil acesso por transportes públicos e estacionamento nas imediações . 🚗 Onde estacionar por perto? Para quem vier de carro, aqui ficam algumas opções próximas ao Museu: Parque Alexandre Herculano (Rua Mouzinho da Silveira) — estacionamento operado pela Telpark , aberto 24h, a poucos metros do museu. Parque Marquês de Pombal (Interparking) — entrada pela Av. da Liberdade, junto ao metro. Parque EMEL – Rua Castilho / Marquês de Pombal — público, de fácil acesso e com pagamento via app EMEL.
- Manifesto Les Tugas
MANIFESTO Les Tugas |||| LES TUGAS SOMOS TODOS NÓS Há sempre uma fronteira em tudo o que fazemos, em tudo o que somos. Somos o que habita o interior dessa fronteira. A fronteira de Portugal não é mais do que uma linha imaginária, tão imaginária como o próprio tempo. Também nós , fomos imaginados antes de nascermos, tal como Afonso Henriques imaginou Portugal antes de nascer. É urgente imaginar a relojoaria portuguesa. Se é esta a linha que nos define, que define o nosso país, que define tudo o que existe, então tudo o que existe resulta de tudo o que imaginamos. Antes de existirmos, não existíamos. Agora estamos aqui, tão reais como o nosso tempo. Um dia imaginámos o IPR: antes não havia IPR. Agora imaginámos um relógio: antes não havia este relógio. É contra a mordaça que é repetidamente instalada na capacidade de criar que nos movemos. Somos necessariamente educados para limitar a nossa imaginação, essa é uma necessidade incontornável, é preciso limitar a imaginação, tal como foi preciso limitar o nosso país. O limite da imaginação é a única coisa que a define. Sem esse limite voltamos todos à terra. A nossa pele cumpre a mesma função, limita-nos, mantém tudo o que nos compõe bem contido no nosso interior. O limite da imaginação é fundamental, contudo, o seu interior deve ser respirável, amplo como o interior de cada país. No mundo da relojoaria português tem existido mais amor ao próprio limite do que ao que ele limita. Este amor ao limite é quase religioso. Poder-se-ia pensar que essa fronteira nos daria uma identidade mais sólida. Mas sabemos bem que não tem sido assim. Quando o amor ao limite se torna absoluto, o que surge não é identidade, mas extremismo — amor ao extremo. O extremistas apresentam-se assim mesmo: os que amam o extremo, os que amam Portugal, as suas fronteiras, os que se amam a si mesmo como se fossem um país. É fácil seguir quem defende o amor ao limite, e por isso o extremismo tem crescido sem limites nos últimos tempos. A todos os que nos lêem: o extremismo não é amor — é medo. Medo de que o limite não resista, medo de que aquilo que existe para lá dessa linha — e que o extremismo procura ocultar — a quebre, nos invada e nos destrua. Nós não temos medo do limite, não temos medo das fronteiras do que somos, sabemos bem onde estão e confiamos nelas. É para nós evidente que a linha imaginária que define Portugal possui uma força que ultrapassa a própria fronteira. Somos bravos e não cedemos a extremismos. Não desperdiçamos tempo com medos, porque temos demasiado por realizar. Livres desse obstáculo, abrimos espaço para tornar fértil o terreno onde há-de florescer a relojoaria portuguesa. A falta de confiança no limite, condição de qualquer extremismo, seja ele destro ou canhoto, semeia medo e colhe ódio. Também não temos tempo a perder com o ódio, temos mesmo muito que fazer, muito que criar. Este é um manifesto sobre relojoaria portuguesa, esse limite não foi ultrapassado — estamos aqui para falar de relojoaria portuguesa —. E, curiosamente, parece haver hoje mais certezas sobre o que é a relojoaria do que sobre o que é português. Português é o que é Tuga. E — Tugas somos todos nós — todos os que confiam na linha imaginária que define Portugal, ao ponto de não sentirem necessidade de a vigiar constantemente. Não perder tempo com esse tipo de tarefas de evasão ao medo liberta-nos para criar. A capacidade de criar sempre foi pouco recomendada no mundo da relojoaria em Portugal. Contamos com muito poucos criadores de relojoaria. Acreditamos que tal tenha se deva a excesso de timidez. Parece uma palavra ligeira para um assunto tão central como este, mas acreditamos que se trate mesmo de: timidez. A timidez nasce do medo da invasão. Esse medo conduz ao extremismo, ao reforço e à vigilância constante do limite. Se o limite se rompe, o nosso conhecimento fica exposto. E, uma vez exposto, torna-se alvo de múltiplas opiniões — entre elas, inevitavelmente, algumas que possam concluir que está errado ou que é insuficiente. Por outro lado, quando se acredita no conhecimento adquirido, graças às provas dadas ao longo de muitos anos em trabalhos que não esteve ao alcance de mais ninguém executar, o medo já não é de falhar. Aqui o medo é que esse conhecimento, que sentimos como propriedade nossa seja roubado. É um medo mais extremo, mais paralisante. O extremismo destrói a imaginação e toda a capacidade de criar; sem imaginação, deixamos de existir. Se em Portugal não nos tornarmos criadores de relojoaria, ficaremos sempre à mercê de conhecimentos frágeis. No entanto, existem entre nós artesãos de habilidade extraordinária, capazes de produzir peças notáveis com recursos do século passado. A maioria vive dominada por um medo extremo: o de ver o seu conhecimento roubado e dessa forma a sua fonte de sustento. A presença de verdadeiros criadores de relojoaria é a única via para superar esse medo. Se um artesão acredita mais na sua capacidade do que no seu conhecimento, tem a certeza de que continuará a existir — muito para além da sua própria fronteira. Esta é a nossa observação sobre o que acontece dentro da linha imaginária que define o nosso país. Observamos e criticamos, cumprindo assim duas das atitudes mais frequentes na relojoaria. Só que não ficamos por aí. Fazemos o que é mais raro e mais exigente: construímos. Não nos limitamos a guardar o conhecimento, amedrontados no nosso canto. Criamo-lo e partilhamo-lo com todos. No Manual do Aprendiz de Relojoeiro (1927), o relojoeiro Francisco Barbosa já denunciava a dificuldade de acesso ao saber técnico, observando que os antigos mestres “ocultavam sistematicamente aos aprendizes” os seus conhecimentos, obrigando-os a aprender “só depois de muitas dificuldades e de grande perda de tempo”. No prefácio, o autor declara: PREFÁCIO O presente manual é destinado a elucidar as pessoas que pretendam estudar o início dos trabalhos técnicos de relojoaria. Não tem o autor outra pretensão ao apresentar este livro, senão a de auxiliar os novos, facilitando-lhes o que os antigos mestres ocultavam sistematicamente aos aprendizes, os quais só depois de muitas dificuldades e de grande perda de tempo conseguiam aprender alguma coisa de útil nesta arte. Com a sua prática de 25 anos está convencido de que este livro esclarecerá suficientemente aqueles que por curiosidade ou por necessidade se queiram entregar a trabalhos desta natureza. Lisboa, 1927. O autor — Francisco Barbosa, Manual do Aprendiz de Relojoeiro . Lisboa: Livraria Pacheco, 1928, p. 5. O Manual do Aprendiz de Relojoeiro , publicado por Francisco Barbosa em 1928, foi uma das obras que inspiraram a criação do Instituto Português de Relojoaria e da sua Escola de Relojoaria. Tal como Barbosa procurou democratizar o acesso ao saber técnico num tempo em que o conhecimento era reservado aos mestres, também nós fundámos uma escola para transmitir abertamente todo o conhecimento relojoeiro de que dispomos. Escrevemos diariamente sobre relojoaria há vários anos, enfrentando o desafio constante de seleccionar, entre uma imensidão de informação, aquilo que é realmente essencial e útil para todos. Hoje, tal como em 1927, acreditamos que o progresso da relojoaria depende da partilha do saber. É por isso que estamos a construir uma rede de serviços e competências que permitirá a todos concretizar as suas próprias criações relojoeiras. Criamos o que é necessário quando o que é necessário não existe. Sabemos que esta capacidade de criação assusta o extremismo, sentimo-lo na pele. Criar retira o propósito ao extremismo. A capacidade de criar é auto-regenerativa: transforma o conhecimento em algo infinito, impossível de ser contido nos extremos. Por esta razão não somos a favor de observar e criticar. Não criticamos nos meios de comunicação o estado de conservação dos relógios públicos, não criticamos as políticas sobre a medição do tempo, nem a falta de apoios seja para o que for. A crítica sem acção criativa é uma atitude de dependência infantil. É claro para nós que todos desempenham funções diferentes na sociedade. O papel profissional de alguns é observar e apontar o que está mal na relojoaria, como em tantos outros campos. Mas o papel de todos deve ser não permitir que a crítica se esgote num prazer estéril, quase sádico, sem qualquer intenção de contribuir para a melhoria daquilo que se critica. Criticar o estado dos relógios públicos, por exemplo, é útil: cumpre uma função de vigilância e de participação cívica, o que é um bom início, mas nunca deve ser um final. Pode ser sempre possível partilhar contactos, sugerir relojoeiros às entidades, angariar fundos, há um mundo de possibilidades que vão para além da simples crítica. Não devemos ficar estagnados na crítica. Temos plena consciência da sua necessidade e reconhecemos que, muitas vezes, é a própria crítica que antecede o início das acções criativas. Mas somos totalmente contrários à crítica pela crítica. Não fazemos disso a nossa vida. Aos que vivem apenas da crítica, lembramos: permanecer no átrio é nunca descobrir a casa inteira. Este movimento para lá da crítica define os portugueses que trabalham na indústria relojoeira em todo o mundo, sobretudo na Suíça. Eles são o expoente máximo da ideia de que Portugal vai muito para além das fronteiras que o delimitam. Não existem números oficiais sobre a quantidade de portugueses nas fábricas de relojoaria suíça, mas sabemos que somos a 3ª maior comunidade naquele país. Sabemos que muitos dos relógios feitos na Suíça são feitos por mãos portuguesas. Sabemos também que em Portugal existem várias fábricas de relojoaria, normalmente com pouca ou nenhuma identificação à porta. Dentro das fronteiras portuguesas, na zona do Porto, produzem-se componentes de movimentos, fazem-se polimentos e outros acabamentos de caixas, maquinam-se caixas de relógio em Aveiro, fabricam-se rubis no Fundão e correias em Castelo de Paiva. Não é difícil concluir que a melhor relojoaria do mundo nasce de mãos portuguesas — mãos que recebem salários pagos a partir da Suíça. Afinal, para que um relógio ostente a designação Swiss Made , basta que 60% dos custos de fabrico sejam gerados em território suíço. O movimento tem de ser suíço, o que significa o seguinte: pelo menos metade do valor das suas peças deve ter origem suíça e que 60% dos custos de fabrico do próprio movimento devem ser realizados na Suíça. O desenvolvimento técnico, incluindo o projeto e a prototipagem, deve ocorrer em território suíço. Por fim, o relógio tem de ser montado na Suíça e a sua inspeção final deve também ser feita no país. A lei que define o Swiss Made estabelece um limite baseado no valor e não no local onde cada peça é fabricada. O que deve, obrigatoriamente, decorrer em território suíço é apenas o desenvolvimento técnico: projecto e prototipagem, a montagem e a inspeção. Em Portugal não existe uma lei semelhante; se existisse, seria simples designar um relógio como “Portugal Made”. Não precisamos de uma indústria relojoeira instalada em território português para desenhar, montar e inspecionar relógios — esta é a perspectiva suíça. É a perspectiva do país que produz os melhores relógios mecânicos do mundo. Sejamos sinceros: se são mãos portuguesas que fabricam os melhores relógios mecânicos do mundo — muitas delas até em território português — então falta-nos apenas romper com o extremismo crítico que nos tem paralisado até hoje e começar, finalmente, a criar. Não se devem ouvir as vozes que dizem que nunca será possível produzir relojoaria fina em Portugal, pois, é não só em Portugal que ela é produzida como são as mãos portuguesas que a produzem, provavelmente em grande maioria na Suíça, na verdade. Não se devem ouvir vozes que dizem que a relojoaria é uma arte extinta, ela está bem viva e fala português. Não se devem ouvir vozes que dizem que não temos conhecimento técnico, temos todo o conhecimento necessário, e ainda nos sobra a criatividade. Não acreditamos que a qualidade de um relógio se possa associar ao país que apregoa produzi-lo. Estamos no mundo confiantes na nossa portugalidade, por isso, sem medo somos: — Les Tugas — Escolhemos esta expressão e utilizamo-la com um tom humorístico porque é esse o tom de quem não é um extremista amedrontado. Os melhores relógios costumam ser associados a países francófonos, mas muitos deles nascem, em grande parte, das mãos de Tugas, por isso somos todos Les Tugas . Os portugueses sempre souberam ser portugueses para além das suas próprias fronteiras. É a todos os que o são — firmes e confiantes na fronteira que os define como portugueses — que dedicamos este relógio. O Les Tugas é o relógio mais tuga de sempre, projectado e desenhado em Portugal, tem no seu interior um movimento ETA 2824, um dos mais confiáveis movimentos suíços, possivelmente resultado do trabalho de muitos portugueses tanto na Suíça como em Portugal. Este movimento foi alterado por nós com a remoção de algumas peças e adição de outras. Dentro de fronteiras produzimos: a correia, o vidro, a caixa, os próprios parafusos da caixa, os acabamentos da caixa e o mostrador. O mostrador é um gilt dial feito com técnicas manuais, com um banho de ródio e outro de prata. O resultado é o relógio mais português da história, mas é também a criação de uma rede de serviços de relojoaria que pode servir todas as marcas que virão. Oferecemos o conhecimento através da nossa escola e disponibilizamos a rede que montámos a todos os interessados em criar relojoaria portuguesa porque: Les Tugas — somos todos nós!
- Louis Erard Gravée Main
O Louis Erard Gravée Main é um novo marco da colecção Métiers d’Art da marca suíça Louis Erard, apresentado como uma edição limitada de 99 peças únicas. Cada relógio é integralmente gravado à mão, desde a caixa até à fivela, num processo artesanal que ultrapassa as 50 horas de trabalho. O resultado é um objecto singular, impossível de replicar por máquina, onde cada corte e cada curva carregam a marca individual do artista. A inspiração estética vem dos motivos florais barrocos do século XVIII, que contrastam com a arquitectura minimalista da caixa Noirmont em aço inoxidável de 42 mm. O mostrador em laca preta polida, com numerais romanos discretos e ponteiros em forma de pêra rodiados, reforça esse diálogo entre sobriedade e exuberância decorativa. O trabalho de gravação é realizado por Maksym Shavlak , relojoeiro e gravador ucraniano, reconhecido pela sua capacidade de transformar relógios antigos em peças contemporâneas. A sua intervenção não se limita à ornamentação: pretende dar voz ao metal, criando uma linguagem artística que une técnica, memória e identidade cultural. Nesta colaboração, a Louis Erard quis repensar o relógio em torno da gravação, concedendo-lhe protagonismo absoluto. Do ponto de vista técnico, o Gravée Main é equipado com o calibre automático Sellita SW261-1, de três ponteiros com pequenos segundos às 6h, frequência de 28.800 alternâncias/hora e reserva de marcha de cerca de 38 horas. Possui fundo em vidro de safira que permite observar a massa oscilante esqueleto com o símbolo da marca. A caixa, com 12,25 mm de espessura, é resistente à água até 50 metros e acompanha uma correia em pele de vitelo preta com sistema de troca rápida. O projecto integra a missão da Louis Erard de tornar as artes relojoeiras acessíveis a um público mais vasto, democratizando ofícios tradicionalmente reservados a peças inatingíveis. Desde 2021, a marca tem explorado técnicas como esmalte Grand Feu , guilhoché, marchetaria de madeira e, agora, gravação manual e incrustação em fio de ouro. Características técnicas Caixa Material : Aço Diâmetro : 42 mm Espessura : 12.25 mm Vidro : Safira Resistência à água : 50 metros Movimento Calibre : Sellita SW261-1 Diâmetro : 25.60 mm Espessura : 5.6 mm Rubis : 31 Frequência : 28.800 alt/h Reserva de marcha : 38 horas Correia Material : Pele Bezerro Cor : Preta Fivela : Aço Mais informações no site oficial da Louis Erard.
- HYT S1 5N Gold Titanium Red
O HYT S1 5N Gold Titanium Red é uma nova interpretação ousada da série S1, que introduz a intensidade do vermelho num conceito relojoeiro singular. A peça combina a já característica tecnologia fluídica da HYT com uma estética marcante, onde um líquido vermelho percorre o tubo capilar em vidro de borossilicato, funcionando como indicação retrógrada das horas. A mesma cor é usada no indicador de reserva de marcha, criando uma narrativa visual expressiva que se destaca sobre o fundo negro do mostrador. A caixa, com 45 mm de diâmetro, é construída em ouro 5N e titânio com revestimento DLC negro, oferecendo profundidade visual através do contraste de materiais e acabamentos acetinados. O mostrador esqueletizado revela o movimento mecânico de corda manual calibre 501-CM, composto por 352 elementos, frequência de 28.800 alternâncias/hora e reserva de marcha de 72 horas. A arquitectura aberta permite observar a complexidade técnica e o funcionamento das peças em movimento. O sistema fluídico é accionado por dois foles posicionados às 6 horas, inspirados na indústria aeroespacial, com paredes extremamente finas, que injectam os líquidos — um colorido e um transparente — no tubo capilar. O menisco, fronteira entre ambos, indica a hora. Um microcompensador térmico regula o volume dos líquidos para assegurar estabilidade e precisão perante variações de temperatura. O módulo fluídico, protegido por sete patentes, garante uma resistência à água dez mil vezes superior à de um relógio tradicional estanque a 10 atm. O mostrador apresenta ainda uma estrutura em favo de mel que suporta algarismos árabes rodiados, reforçando a identidade técnica e desportiva da linha. Os ponteiros, em ouro 5N galvanizado e acetinado, têm tratamento luminescente branco, assegurando legibilidade. O conforto no uso é assegurado pelas proporções equilibradas (45,30 × 17,20 mm), pela ergonomia da caixa e pela fixação angular das correias, que melhoram a estabilidade no pulso. O relógio é entregue com duas braceletes, uma em borracha antracite e outra com velcro preto, ambas com fecho em titânio DLC com acabamentos acetinados e microjateados, e integra um sistema de troca rápida. Características técnicas Caixa Dimenssões : 45.30 x 46.30 x 17.20 mm Espessura : 17.20 mm Material : Ouro 5N e DLC preto titânio Vidro : Safira Resistência à água : 50 metros Movimento Calibre : 501-CM Número de peças : 352 Frequência : 28.800 alt/h Rubis : 41 Reserva de marcha : 72 horas Bracelete Material : Borracha ou Velcro Cor : Preta antracite Fivela : Titânio DLC preta Mais informações no site oficial da HYT.
- Guebly CH1 Rétrograde
A Guebly, jovem casa relojoeira independente suíça fundada pela paixão de um coleccionador, apresentou a sua segunda criação: o CH1 Rétrograde. Um ano após o lançamento do seu primeiro relógio, o Prologue, a marca reafirma o seu compromisso com uma relojoaria contemporânea, rara e profundamente artesanal. O novo modelo combina elegância, sofisticação técnica e um elevado nível de acabamento, dirigido a conhecedores exigentes. O desenho foi integralmente repensado por Éric Giroud, que concebeu uma caixa em titânio grau 5 com 23 facetas e proporções renovadas, conferindo-lhe uma silhueta moderna, arquitectónica e equilibrada. O mostrador, em prata maciça, é totalmente guilhoché à mão por Bernard Van Ormelingen, com um motivo inspirado nas dunas do deserto e é complementado por uma aplicação em ouro branco com esmalte Grand Feu champlevé, realizada por Maëlle Constant, integrando a complicação de segundos retrógrados às 6h sobre um arco de 120°, que regressa à posição inicial a cada 30 segundos. No coração do relógio encontra-se o calibre automático 21.31, desenvolvido por Sylvain Pinault (Horocraft) e Christophe Beuchat, dotado de micro-rotor em ouro 5N e platinas e pontes em titânio grau 5 – uma escolha invulgar na Alta Relojoaria. O movimento, com 217 componentes e 70 horas de reserva de marcha, apresenta acabamentos manuais de elevado rigor: perlage, microgranulação, anglage, polimentos espelhados e oito ângulos internos executados à mão. O peso total da peça é de apenas 59 g. O conjunto é complementado por uma correia em pele de bezerro azul com forro em borracha, sistema de troca rápida e fecho em titânio, garantindo conforto e versatilidade no uso quotidiano. Resistente à água até 100 metros, o CH1 Rétrograde mantém-se fiel à filosofia da marca: criar relógios pensados para serem usados todos os dias, sem abdicar da exclusividade nem da excelência artesanal. Características Técnicas Caixa Material : Titânio grau 5 Diâmetro : 42 mm Espessura : 10.56 mm Resistência à água : 100 metros Vidro : Safira Fundo : Vidro Safira Movimento Calibre : 21.31 Diâmetro : 36.6 mm Espessura : 7 mm Reserva de marcha : 70 horas Frequência : 28.800 alt/h Rubis : 35 Componentes : 217 Correia Material : Pele bezerro Cor : Azul Fivela : Titânio Mais informações no site oficial da Guebly.
- H. Moser & Cie. & Azuki
A colaboração entre a marca de cultura digital Azuki e a relojoeira suíça H. Moser & Cie. deu origem à colecção Elements of Time , uma série de relógios de luxo inspirados na colecção NFT Azuki Elementals . A Azuki, nascida no universo web3 e reconhecida pela fusão de anime, streetwear e tecnologia, junta-se assim ao savoir-faire relojoeiro da Moser, conhecida pela depuração estética e ironia subtil, para contar a história dos quatro domínios elementares,Fogo, Terra, Água e Relâmpago através da relojoaria mecânica. A série integra quatro modelos Pioneer Turbilhão e quatro Pioneer Centre Seconds, cada um representando um dos elementos e limitado a 24 exemplares. Os mostradores exibem gravações guilhoché exclusivas que evocam texturas naturais, como ondas, chamas, tremores e descargas eléctricas, criadas pela interação da luz com a superfície. Este trabalho traduz a estética detalhada do universo Azuki em linguagem relojoeira de alta precisão. Pioneer Turbilhão Segundo Alex “Zagabond” Xu, CEO da Azuki Labs, a colaboração permite expressar os valores da comunidade; criatividade, qualidade e narrativa num novo território, enquanto Bertrand Meylan, co-proprietário da H. Moser & Cie., sublinha que esta parceria é uma oportunidade para comunicar com uma geração que valoriza individualidade e cultura. Mais informações no site oficial da H. Moser & Cie. & Azuki.
- Tempo Futuro - O futuro da relojoaria independente em Portugal
No dia 10 de Outubro de 2025, entre as 14h e as 22h, Lisboa acolhe um evento singular que coloca a relojoaria independente no centro das atenções. Trata-se de uma exposição-mercado dedicada às micromarcas nacionais e aos relojoeiros independentes que desenvolvem os seus próprios relógios. Ao longo da tarde e da noite, das 14h às 22h, no Museu Medeiros e Almeida, em Lisboa, o público terá a oportunidade de contactar directamente com os protagonistas da relojoaria independente em português, conhecer os seus processos criativos e adquirir peças exclusivas — um gesto de apoio directo ao florescimento desta arte em Portugal. O programa inclui ainda o lançamento do livro “História e Evolução da Relojoaria nos Séc. XVII e XVIII” , da autoria de Sílvio Pereira, e uma conferência sobre ensino e relojoaria independente , com participação confirmada do relojoeiro português Dann Phimphrachanh e o Mestre Paulo Anastácio . Exposição e expositores As bancas de exposição estarão abertas durante toda a tarde, o que vai permitir ao público conversar com os autores e descobrir relógios concebidos com rigor, identidade e visão própria. Cada participante apresenta o resultado de um trabalho de autor, muitas vezes em séries limitadas ou em peças únicas, o que reforça o carácter exclusivo da iniciativa. Expositores confirmados: Les tugas - IPR - Instituto Português de Relojoaria Bruno Moreira – @bmsmoreira Contar (Eduardo Martins) – contarwatches.com Exímio (João Batalha) Febres (João Vinhas) – @relojoeiro_joao_vinhas Followay (João Pedro Dias) Isotope (José Miranda) Museu do Relógio (Eugénio Tavares d’Almeida) Monserratte - Zac Manuel Lançamento do livro História e Evolução da Relojoaria nos Séc. XVII e XVIII Às 17h30 terá lugar o lançamento do livro História e Evolução da Relojoaria nos Séc. XVII e XVIII , de Sílvio Pereira , colaborador do Instituto Português de Relojoaria. Editada pela Lisbon International Press em 2025, a obra reúne e revê artigos publicados no site do IPR ao longo de duas décadas de investigação e coleccionismo. O livro percorre dois séculos decisivos para a relojoaria europeia, destaca nomes como Le Roy, Berthoud, Lepine e Breguet , e cruza mecânica, arte e contexto histórico. O resultado é uma base sólida para compreender o legado que continua a inspirar a relojoaria contemporânea. Conferência: ensino e relojoaria independente Entre as 18h30 e as 19h30 terá lugar uma conferência dedicada ao ensino da relojoaria e ao universo independente, com dois protagonistas de relevo: Dann Phimphrachanh , ex-aluno do Curso de Técnico de Relojoaria da Casa Pia de Lisboa e actual membro da AHCI – Académie Horlogère des Créateurs Indépendants , apresentará o seu percurso formativo e profissional, bem como o processo de construção manual do seu relógio Seconde Vive . Paulo Anastácio , antigo mestre de Dann e actual director do mesmo curso na Casa Pia, explicará como se organiza o ensino da relojoaria em Portugal, apresentará a estrutura pedagógica existente e exporá os principais desafios da formação nos dias de hoje. Les Tugas somos todos nós A marca Les Tugas foi registada pelo Instituto Português de Relojoaria. O nome foi escolhido para marcar uma posição clara sobre a associação entre a qualidade de um relógio e o seu país de origem. Muitas marcas internacionais de relojoaria produzem parte significativa dos seus componentes em Portugal, sem que tal seja mencionado, e nas próprias fábricas estrangeiras é frequente encontrarem-se equipas maioritariamente compostas por portugueses. Como as marcas mais reconhecidas da relojoaria provêm de países francófonos, a escolha do nome em francês marca uma posição: a melhor relojoaria é feita por mãos portuguesas: a base da melhor relojoaria está assente em mãos portuguesas . O logótipo dos Les Tugas , inspirado no sistema universal das marcações de tally, assume um simbolismo profundo: representa a espera paciente de várias gerações de portugueses que sonharam com o dia em que a construção de relógios em Portugal declarada e assumida se tornaria realidade. Evoca o tempo contado em riscos sucessivos, como quem marca os dias, meses e anos, até chegar ao momento em que a oportunidade finalmente se concretiza. Cada traço é também um tributo a todos os que dedicaram a sua vida à indústria relojoeira, seja no trabalho minucioso de oficinas especializadas ou em fábricas de produção, sem nunca ver esse esforço reconhecido. Hoje, o símbolo converte-se em emblema de perseverança e afirmação, celebra a passagem de simples executores a protagonistas da relojoaria feita em Portugal. Assim o Les Tugas pretende ser uma homenagem a todos os portugueses dedicados à relojoaria pelo mundo fora. O modelo de 2025 já conta com protótipos em fase de teste e terá como base o movimento suíço ETA 2844 , escolhido pela sua fiabilidade. Parte do processo produtivo, como a construção do mostrador, é assegurada directamente pelo IPR, enquanto outras etapas são confiadas a artesãos e empresas portuguesas. O objectivo passa por maximizar a participação nacional, enaltecer a produção local e consolidar um ecossistema relojoeiro português. Bruno Moreira – A arte paciente da construção Relógios Bruno Moreira Um dos nomes emergentes da relojoaria independente nacional, Bruno Moreira iniciou o seu percurso no Instituto Português de Relojoaria , onde adquiriu competências técnicas que lhe permitiram avançar para a criação do seu primeiro relógio. O seu trabalho revela uma busca constante pela precisão e pelo detalhe, em que cada decisão — da arquitectura da caixa ao acabamento final — é tomada com rigor e consciência estética. Bruno recorre a processos exigentes e a técnicas que combinam tradição e inovação, sempre com o objectivo de alcançar harmonia entre forma e função. As suas criações distinguem-se pelo carácter artesanal e pela coerência de execução, demonstrando assim como um projecto independente, desenvolvido em pequena escala, pode ter a mesma ambição e complexidade das grandes casas relojoeiras. A sua presença no Tempo Futuro simboliza o caminho que a relojoaria portuguesa pode trilhar através da perseverança e da atenção ao detalhe. Representa a prova de que a paciência, o conhecimento técnico e a dedicação podem transformar uma visão pessoal numa peça capaz de dialogar com a tradição e, ao mesmo tempo, projectar o futuro da relojoaria em Portugal. Contar – Eduardo Martins e o relógio de todos os dias A marca Contar , criada por Eduardo Martins , define-se por produzir relógios fiáveis, robustos e independentes. O seu primeiro modelo, o Field MK I , inspira-se nos relógios militares clássicos, nomeadamente no famoso Mark XI britânico e nas séries tipo "Dirty Dozen". O mostrador preto contrasta com marcadores e ponteiros cobertos por BGW9 luminescente, garantindo leitura clara em qualquer condição de luz. A construção do Field MK I revela pormenores pensados para conforto e ergonomia: a caixa em aço 316L incorpora um baixo relevo na tampa traseira para melhor encaixe da bracelete, o que assegura uma posição mais ajustada ao pulso. Mede 40 mm de diâmetro (47 mm com asas) e tem 12,5 mm de altura (conta com o vidro de safira). A luneta é unidirecional de 120 cliques, vidro de safira antirreflexo e coroa aparafusada às 3 h. Quanto às suas características internas, o relógio oferece resistência à água até 100 metros / 10 atm , utiliza movimento japonês VD78 e vem equipado com correia de nylon verde-azeitona com fivela em aço marcada. A Contar disponibiliza o relógio por encomenda, com envio a partir de Portugal, reforçando a natureza independente e de proximidade da marca. Com o Field MK I, Eduardo Martins não procurou apenas produzir mais um relógio: quis apresentar uma peça de carácter, mestiçagem entre funcionalidade militar e identidade nacional, que pretende marcar o início da história da marca no cenário da relojoaria independente portuguesa. Exímio – João Batalha e a afirmação criativa Desde cedo, João Batalha sentiu-se atraído pela relojoaria. Há alguns anos, decidiu trocar parte da sua vida profissional para dedicar-se a essa paixão. Hoje é o fundador da marca Exímio , aluno do British Horological Institute e membro da British Clock & Watch Makers . Para João, a Exímio nasceu com uma ambição clara: produzir relógios de excepção, peças de design intemporal e não apenas mais uma marca no mercado. A ideia é desenhar, desenvolver e construir relógios que provoquem curiosidade e espanto, recorrendo a movimentos comprovadamente fiáveis. Os componentes são escolhidos segundo critérios rigorosos, de modo a garantir desempenho e estética coerentes com a identidade da marca. Até à data, a Exímio lançou duas coleções: uma em 2018 e outra em 2020. A coleção de 2018 inclui o modelo Abissal , que monta um movimento ETA 2824-2 numa caixa de aço cirúrgico 316L de 44 mm, estanquidade até 50 ATM (500 metros) e aro em cerâmica. Há também o modelo Prestige , com caixa de 39 mm, montado num movimento ETA 2824-2 e estanquidade de 10 ATM, ideal para uso formal mas igualmente versátil. A coleção de 2020 trouxe novos modelos como o Doctor’s Watch , com movimento Seiko NH35A , caixa de 40 mm e escala de pulsómetro no mostrador, e o Farey MKIII , montado num Seiko NH35A numa caixa de 40 mm, gravando no fundo o avião que Cruzou o Atlântico (Gago Coutinho / Sacadura Cabral). Com a Exímio, João demonstra que Portugal pode produzir relógios autorais com conceito forte, garantia estendida (3 anos por norma, mais 2 anos após intervenção em oficina) e compromisso com a qualidade. Febres – João Vinhas e as “carolices relojoeiras” Febres - João Vinhas João Vinhas apresenta no Tempo Futuro o projecto Febres , nascido em 2023 a partir de um princípio simples: dar nova vida a movimentos mecânicos de elevada qualidade que, durante décadas, ficaram encostados devido a avarias diversas. Calibres como os AS 1130, AS 1156 ou Unitas 6310, 6325, 6425 são cuidadosamente restaurados e transformados em relógios com apresentação renovada, sempre com o cuidado de preservar um carácter único e irrepetível. O resultado são peças com estética vintage, numeradas, que já ultrapassam as 25 unidades criadas ao longo de dois anos e meio. Cada relógio Febres transporta consigo não apenas a mecânica recuperada, mas também um registo fotográfico e documental: João mantém um álbum com imagens de cada exemplar vendido, numerado e assinado pelo respectivo adquirente. Este gesto cria memória e reforça o vínculo entre relojoeiro e coleccionador. A confiança na qualidade dos movimentos leva-o a oferecer quatro anos de garantia , o que sublinha a fiabilidade destas máquinas renascidas. Para além do projecto Febres, João apresentará três relógios assinados JV , criados entre 2009 e 2011, que revelam alterações mecânicas originais aplicadas a movimentos Unitas 6425. O JV nº 1 foi transformado num regulador, com horas, minutos e segundos separados. O JV nº 2 , baptizado de O Bobo do Tempo , mostra horas e minutos a girar em sentidos opostos. Já o JV nº 3 acrescenta um terceiro ponteiro com indicador de reserva de corda, resposta a um problema prático do relojoeiro enquanto utilizador. João Vinhas apresenta estas peças como “curiosidades” de amador apaixonado, sem comparações com as grandes complicações das marcas consagradas. Assume-as como “carolices relojoeiras”, fruto da imaginação e do prazer de trabalhar rodas e carretos. A sua participação no evento traz frescura e autenticidade, mostrando que a relojoaria independente também se constrói com paixão, humor e criatividade pessoal. Followay – João Pedro Dias e o caminho autoral Followay A Followay , fundada por João Pedro Dias , nasceu com a ambição de criar uma marca de relógios de autor. O percurso começou com o desenvolvimento de protótipos ousados, como o F M1 Groundbreaking , que combinava um movimento automático NH-35 com caixa de alumínio e dimensões robustas. A marca apresentou ainda estudos para o modelo F M0 Stadium , concebido em ambiente digital, que previa complicações como turbilhão de um minuto, dupla espiral e reserva de marcha de três dias. Com o passar do tempo, a Followay evoluiu e assumiu um novo posicionamento: hoje funciona sobretudo como atelier de serviços de relojoaria , oferecendo apoio técnico especializado a quem procura desenvolvimento de projectos específicos. Paralelamente, aceita pedidos de construção de relógios por encomenda , coloca assim a experiência acumulada ao serviço de clientes que desejam possuir peças personalizadas e exclusivas. Esta transformação permite à Followay manter-se activa no panorama relojoeiro nacional, com a versatilidade de quem domina tanto a vertente criativa como a prestação de serviços. A sua presença no Tempo Futuro confirma essa dupla identidade: uma marca nascida da vontade de criar e hoje também um parceiro técnico para novos projectos relojoeiros. Isotope – José Miranda e o reconhecimento além-fronteiras ISOTOPE - OVNI JUMPING HOUR (FOUNDERS EDITION) Fundada em 2016 por José Miranda , a Isotope tornou-se uma das marcas de origem portuguesa com maior reconhecimento fora do país. A sua filosofia alia design ousado, forte identidade visual e produção limitada, com atenção rigorosa à fiabilidade dos movimentos e à originalidade estética. Nos últimos anos, a marca destacou-se com a colecção Hydrium , que apresentou versões limitadas de carácter marcante, como Wasabi, Ooh La La, Coconut Island ou British Racing Green. Estes modelos, concebidos para mergulho, combinam robustez técnica com um lado lúdico e irreverente que se tornou imagem de marca da Isotope. Outro marco foi o lançamento do OVNI Jumping Hour Founders Edition , criado para celebrar os dez anos da marca. Este modelo explora a complicação de horas saltantes num mostrador inovador, e reforça a capacidade da Isotope para reinventar a leitura do tempo e surpreender o público com soluções visuais distintas. Mais recentemente, a colaboração com a edição especial Mercury Vitreous trouxe a técnica do esmalte “grand feu” para o universo da marca, confirmando a ambição de unir tradição artesanal a uma linguagem estética contemporânea. O trabalho da Isotope tem sido reconhecido a nível internacional, com prémios atribuídos a modelos como o Mercury Shadow e o Chronograph Moonshot Terra Maris , distinções que reforçam a qualidade do design e a criatividade da marca. José Miranda mostra, assim, como Portugal pode marcar presença no mapa mundial da relojoaria independente, sempre que se alia inovação, consistência e personalidade. Museu do Relógio – Eugénio Tavares d’Almeida e a memória viva Inverso - Museu do Relógio Sob a direcção de Eugénio Tavares d’Almeida , o Museu do Relógio construiu uma identidade própria enquanto marca, com lançamentos que celebram a relojoaria em Portugal através de edições especiais de forte carácter cultural. Um dos modelos mais emblemáticos é o Inverso , relógio mecânico que se distingue pelo facto de exigir que se dê corda ao contrário, subvertendo assim o gesto habitual do utilizador. Esta característica insólita transformou-o numa peça de colecção e num marco de criatividade, tendo inspirado outros relojoeiros portugueses a explorar caminhos menos convencionais. Outras edições apresentaram soluções originais tanto no design como na concepção, sempre com séries limitadas e numeradas que reforçam a exclusividade. Ao longo dos anos, estas criações provaram que é possível construir uma marca de relógios a partir de Portugal, com identidade própria e uma ligação directa ao imaginário cultural do país. A presença no Tempo Futuro coloca o Museu do Relógio lado a lado com outras marcas independentes, não como guardião da memória, mas como actor activo na criação de peças que acrescentam diversidade e originalidade à relojoaria portuguesa contemporânea. Monserrate – O legado português no pulso Relógios Monserrate A Monserrate nasce do desejo de Zac Manuel de criar uma marca de relógios que transporta no tempo a alma de Portugal. Fundada com a ambição de transformar cada peça num testemunho da identidade nacional, a marca inspira-se nas viagens, nos desafios e nos triunfos da história portuguesa. Mais do que um simples instrumento de medição do tempo, cada relógio pretende ser um objecto de memória e beleza , que une a precisão da relojoaria à poesia da nossa herança cultural. O modelo inaugural, o Monserrate , presta homenagem ao estilo arquitectónico que se tornou símbolo do génio criativo português nos séculos XV e XVI. Os elementos visuais evocam os arcos do Mosteiro dos Jerónimos , as cordas esculpidas da Torre de Belém , as velas latinas das caravelas e a textura do calcário Lioz . O resultado é um relógio que condensa em si a riqueza simbólica deste período, apresentando uma estética distinta que coloca no pulso a celebração de uma das épocas mais marcantes da nossa história. Com a Monserrate, surge uma proposta que alia design identitário a execução relojoeira, afirmando-se como uma marca orgulhosamente portuguesa e comprometida em transformar o património arquitectónico e cultural em criações contemporâneas de elevada qualidade. TEMPO FUTURO um ponto de encontro entre criadores e entusiastas O Tempo Futuro – Salão de Relojoaria Independente é um ponto de encontro entre criadores e entusiastas, é um retrato vivo do momento que a relojoaria portuguesa atravessa. Pela primeira vez, micromarcas e relojoeiros independentes apresentam-se em conjunto, por forma a partilharem o palco e afirmarem a sua identidade perante o público. A diversidade dos expositores confirma a vitalidade deste movimento: desde o projecto unificador do Les Tugas , aos projectos artesanais de pequena escala, com os Febres de João Vinhas, às propostas com reconhecimento internacional da Isotope , passando pelo engenho da Followay , pelo rigor técnico da Exímio , pela criatividade conceptual da Monserrate ou pela ousadia das edições do Museu do Relógio . Cada participante acrescenta uma peça ao mosaico de um sector que, até há pouco tempo, parecia inexistente em Portugal. O programa, enriquecido com o lançamento do livro de Sílvio Pereira e a conferência conduzida por Dann Phimphrachanh e Paulo Anastácio , completa a visão de um evento que pretende ser tanto uma celebração como um catalisador. O Tempo Futuro inaugura uma etapa em que a relojoaria portuguesa deixa de ser apenas herança e memória, para se assumir como presente activo e futuro promissor. Ficha Técnica – Tempo Futuro Nome do evento: Tempo Futuro – Salão de Relojoaria Independente Data e horário: 10 de Outubro de 2025 (sexta-feira)14h00 – 22h00 Local: Museu Medeiros e AlmeidaRua Rosa Araújo, 411250-194 Lisboa – Portugal Organização: Instituto Português de Relojoaria (IPR) e Fórum Dez Dez Conceito: Exposição-mercado dedicada às micromarcas nacionais e aos relojoeiros independentes, com contacto directo com criadores, venda de peças exclusivas, conferências e lançamento de livro. Programa: 14h00 – 22h00: Exposição e bancas de expositores 17h30: Lançamento do livro História e Evolução da Relojoaria nos Séc. XVII e XVIII , de Sílvio Pereira 18h30 – 19h30: Conferência “Ensino e Relojoaria Independente” Com Dann Phimphrachanh (AHCI) e Paulo Anastácio (Casa Pia de Lisboa) Expositores confirmados: Les Tugas – IPR Bruno Moreira – @bmsmoreira Contar (Eduardo Martins) – contarwatches.com Exímio (João Batalha) Febres (João Vinhas) – @relojoeiro_joao_vinhas Followay (João Pedro Dias) Isotope (José Miranda) Museu do Relógio (Eugénio Tavares d’Almeida) Monserrate (Zac Manuel) Entrada: Livre (com inscrição prévia em www.tempofuturo.pt )
- Zenith Chronomaster Sport Meteorite
O Zenith Chronomaster Sport Meteorite é a mais recente evolução do cronógrafo icónico da marca suíça, vencedor do prémio de “Melhor Cronógrafo” no Grand Prix d’Horlogerie de Genève de 2021. Este modelo distingue-se por unir a precisão do calibre El Primero 3600, capaz de medir o tempo ao décimo de segundo, a um mostrador único em meteorito, cuja estrutura geométrica natural — o chamado padrão Widmanstätten — resulta do arrefecimento lento de ferro no espaço durante milhões de anos, tornando cada peça irrepetível. O mostrador cinzento em meteorito é complementado pelos três contadores tricolores característicos da Zenith em prata, cinzento-claro e antracite, com acabamento circular azuré. Os marcadores aplicados e os ponteiros, facetados e rodiados, são tratados com Super-LumiNova C1 para garantir legibilidade em qualquer condição de luz, e a janela de data está discretamente posicionada às 4h30. A caixa em aço inoxidável de 41 mm mantém o ADN da lendária referência A386 de 1969, apresentando linhas contemporâneas, botões estilo bomba e uma luneta em cerâmica preta graduada para 10 segundos. A combinação de superfícies polidas e acetinadas reforça o carácter desportivo-elegante do relógio, com resistência à água até 10 ATM. No coração do modelo está o movimento El Primero 3600, a mais recente geração do famoso calibre lançado em 1969. Com frequência de 5 Hz (36.000 alternâncias/hora) e escape em silício, permite que o ponteiro do cronógrafo faça uma rotação completa em apenas 10 segundos, assegurando leituras ao décimo de segundo. O movimento integra ainda roda de colunas azul, embraiagem horizontal e um rotor esqueleto em forma de estrela, visível através do fundo em safira. A reserva de marcha atinge 60 horas e o mecanismo inclui função stop-seconds para maior precisão no acerto da hora. O Chronomaster Sport Meteorite é fornecido com bracelete integrada em aço, de elos escovados e polidos, com fecho duplo de báscula, e inclui uma correia adicional em borracha preta. Características técnicas Caixa Material : Aço Diâmetro : 41 mm Espessura : 13.6 mm Vidro : Safira Resistência à água : 10 atm Fundo : Vidro Safira Movimento Calibre : El Primero 3600 Frequência : 36.000 alt/h (5 Hz) Reserva de marcha : 60 horas Rubis : 35 Bracelete Material : Aço ou Borracha Fecho : Dobrável Mais informações no site oficial da Zenith.
- Maurice Lacroix Aikonic
Em 2016, a Maurice Lacroix lançou o AIKON, um relógio urbano que rapidamente se tornou o mais vendido da marca. Em 2025, surge a nova colecção AIKONIC, concebida na Manufacture de Saignelégier, no Jura suíço, como a expressão máxima do espírito AIKON. Mantendo a identidade da linha, o AIKONIC introduz o conceito de innovative craftsmanship (IC), que reúne novos materiais, um movimento de elevado nível e o sistema patenteado ML Easy Change, que permite trocar a bracelete sem ferramentas. O mostrador distingue-se pela utilização de carbono unidireccional, com fibras orientadas no mesmo sentido, criando um efeito único em cada peça. Habitualmente reservado à Alta Relojoaria, este material foi democratizado pela Maurice Lacroix em colaboração com uma empresa localizada a cerca de 40 km da Manufacture. A caixa, em aço inoxidável, combina superfícies polidas e escovadas, recebendo uma luneta e coroa em cerâmica mate resistente a riscos. O vidro de safira, com tratamento antirreflexo em ambas as faces, garante legibilidade e resistência acrescida. No interior, bate o novo calibre automático ML1000, desenvolvido em parceria com a Soprod, a poucos quilómetros de Saignelégier. O movimento apresenta acabamentos cuidados, como parafusos azulados, perlage e Côtes de Genève , uma ponte do balanço fixada por dois parafusos e uma massa oscilante aberta e decorada. Oferece precisão média de ±4 segundos por dia e reserva de marcha de 60 horas. O AIKONIC é fornecido com correia de borracha bi-material de aspecto têxtil, com o sistema ML Easy Change de nova geração, permitindo alternar facilmente entre bracelete e correia. Os ponteiros facetados e índices rodiados com linha central areada reforçam o carácter moderno do relógio. Com caixa de 43 mm, 11 mm de espessura, estanqueidade até 100 metros e fundo aberto em vidro de safira, o modelo alia robustez a sofisticação. Estão disponíveis três versões de luneta em cerâmica — preta, branca ou azul. Caracaterísticas técnicas Caixa Material : Aço Diâmetro : 43 mm Espessura : 11 mm Resistência à água : 100 metros Vidro : Safira Fundo : Vidro Safira Movimento Calibre : ML1000 Reserva de marcha : 60 horas Frequência : 28.800 alt/h Rubis : 26 Bracelete Material : Borracha Cor : Preta, azul, turquesa Mais informações para no site oficial da Maurice Lacroix.
- Curso de Relojoaria Grossa - inscrições limitadas
Curso de Relojoaria Grossa aquando da visita de Kari Voutilainen 11 de Outubro de 2025 a 21 de Março de 2026 – IPR, Lisboa O Instituto Português de Relojoaria abre inscrições para o Curso de Relojoaria Grossa – Prática, uma formação presencial de seis meses, em Lisboa, dedicada à arte de reparar e restaurar relógios de pêndulo. Orientado por Pedro Coelho e José Campos, o curso combina tradição, técnica e prática intensiva, não exige conhecimentos prévios e oferece a cada participante uma mala de ferramentas e certificado. O conhecimento transmitido nesta formação é raro e nem sempre acessível, mesmo entre relojoeiros. As técnicas ensinadas garantem que os trabalhos em relógios de relojoaria grossa são realizados com segurança e rigor. Importa recordar que a intervenção nestes mecanismos, em especial devido à elevada tensão das molas, pode representar riscos sérios quando feita sem a formação e o treino adequados. Esta formação é uma oportunidade para adquirir um conhecimento raro e fundamental para quem se aventura nestes relógios. Não vai ser uma formação permanente no IPR. Alguns conhecimentos práticos que os participantes irão adquirir: - desmontar, lubrificar e montar relógios - reparar relógios - remover, colocar e reparar cordas de relógio - reconstruir e aplicar dentes partidos em rodas - colocar buchas em pontes - restaurar caixas de madeira de relógios - aplicar folha de ouro O Instituto Português de Relojoaria apresenta uma nova edição do Curso de Relojoaria Grossa – Prática, uma formação de seis meses, inteiramente presencial, dedicada à aprendizagem das técnicas fundamentais de restauro, reparação e conservação de relógios de pêndulo e de parede. Com início a 11 de Outubro de 2025 e término a 21 de Março de 2026 , as sessões decorrerão quinzenalmente, aos sábados, entre as 9h e as 18h (com pausa para almoço). A quem se destina O curso foi pensado para todos os que desejem aprender : não exige conhecimentos prévios de relojoaria, apenas interesse genuíno e vontade de desenvolver competências práticas. Está aberto tanto a iniciantes como a entusiastas que procuram aprofundar-se nesta área. Objectivos de aprendizagem Reconhecer os diferentes tipos de relógios de pêndulo e parede. Executar desmontagem, montagem e lubrificação de mecanismos. Diagnosticar e corrigir avarias comuns. Restaurar componentes com recurso a ferramentas adequadas. Desenvolver um guia sequencial de desmontagem e montagem. Realizar reparações avançadas, incluindo buchas e afinação de martelos e mecanismos musicais. Aplicar técnicas de restauro de nível superior, como a construção de buchas em tornos de 8 mm e a aplicação de folha de ouro. Estrutura do programa Módulo 1 – Introdução à Relojoaria Grossa (8h) Visita a museu privado de relojoaria, desmontagem e montagem de um relógio Junghans. Módulo 2 – Reparações e Afinações (16h) Substituição de buchas, tratamento de pivôs, afinação de martelos e regulação de marcha. Módulo 3 – Reparação Prática de Relógios dos Alunos (8h) Diagnóstico e reparação de relógios trazidos pelos participantes, com supervisão directa do formador. Módulo 4 – Restauro e Construção de Componentes (16h) Construção de buchas em torno de 8 mm, restauração de rodas e aplicação de folha de ouro. Formadores Pedro Coelho José Campos Ambos com vasta experiência prática e reconhecida competência técnica na área da relojoaria grossa. Calendário das sessões 11 de Outubro 8 e 22 de Novembro 13 de Dezembro de 2025 24 de Janeiro 14 de Fevereiro 21 de Março de 2026 Condições de participação Matrícula: 300 € 6 mensalidades: 250 € cada Oferta: mala de ferramentas e material de consumo incluído ao longo da formação. Certificado: todos os participantes receberão certificado de presença emitido pelo IPR. Inscrições e contactos 📧 info@institutoportuguesderelojoaria.pt 📱 +351 966 312 899 (WhatsApp) 🌐 Contactos IPR













