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- A roda de balanço, uma disciplina suprema na Nomos Glashütte
O elemento que, num relógio de pulso mecânico, transforma a energia em segundos, é conhecido por roda de balanço. E infelizmente apenas uma mão cheia de fabricantes em todo o mundo são capazes de produzir este componente tão vital para um relógio. A manufatura Nomos, de Glashütte, é uma delas. As manufacturas de relojoaria que produzem os seus próprios pinhões e rodagens são nos nossos dias uma exceção rara. Mas o que é muito mais fora do comum, e uma das disciplinas supremas da arte de construir bons relógios mecânicos, é quando estas manufacturas também fabricam as suas próprias rodas de balanço - um procedimento que desde há décadas se mantém como um processo extremamente complexo. Na Nomos Glashütte, este componente em particular é produzido em série; um para cada relógio. Roda de balanço em construção: varetas longas feitas de latão e aço de alta qualidade são entregues à Nomos em Glashütte. Entre outras coisas, essas varetas de latão são usadas para fazer as roda de balanço, um dos componentes mais complexos de num relógio mecânico @ Nomos Glashütte O balanço (composto pela roda de balanço, eixo, Plateau ou duplo disco e mola espiral) é um componente essencial do escape de âncora – que por sua vez é responsável por dividir a energia armazenada pela mola principal nas suas unidades mais pequenas, os tiques e os taques - ou semi-oscilações. Estes, por sua vez, tornam-se em segundos (seis semi-oscilações), minutos (360 semi-oscilações) e horas (21.600 semi-oscilações). O escape regula assim o fluxo de energia e, preferencialmente, garante que o relógio funciona com uma elevada precisão. Roda de balanço semiacabada no torno automático na manufactura da Nomos Glashütte @ Nomos Glashütte Para acertar a roda de balanço, a Nomos Glashütte usa sete ferramentas diferentes num torno automático CNC. O material, chamado Declafor, é uma liga de latão de alta qualidade à base de cobre, níquel e estanho. Uma liga que possui exatamente as propriedades necessárias para este importantíssimo componente do movimento mecânico - elevada elasticidade, fácil de trabalhar, para além de ser não magnético e possuir uma excelente resistência à corrosão. Todas as aparas desperdiçadas durante a fabricação da roda de balanço são derretidas e reaproveitadas; a liga é atóxica e reciclável. Cada roda de balanço é única, mas a Nomos Glashütte fabrica muitas. Quantas? Uma para cada relógio @ Nomos Glashütte A roda de balanço é produzida na oficina de torneamento com a máxima precisão. No entanto, não é ainda possível obter uma distribuição de massa exacta. Ou seja, cada roda de balanço precisa ser calibrada individualmente. Este será em principio um conceito com que todos devem estar familiarizado uma vez que segue o mesmo conceito aplicado às rodas de um carro onde pequenos pesos são adicionados para garantir uma distribuição uniforme das massas. No caso da roda de balanço, são removidas pequenas quantidades de material na ordem das milionésimas de grama para garantir que ela oscile de forma perfeitamente equilibrada. Este processo é executado por um dispositivo de medição de alta precisão conhecido como “Balance-O-Matic”. Um verdadeiro robô que mede a roda de balanço e que corrige qualquer desequilíbrio com recurso a uma ou mais operações de fresagem. Balance-o-Matic: É este dispositivo que calibra a roda de balanço nos Nomos Glashütte. O robô extrai pequenas quantidades de material – milionésimos de grama – da roda de latão para que esta funcione perfeitamente. Para mais informações sobre a Nomos Glashütte, clique aqui.
- Breitling “Co-Pilot” completa 70 anos e lança três modelos inspirados na Ref. 765 AVI original
Colecção Co-Pilot, agora com caixas de 42 mm @ Breitling No ano em que a Breitling comemora 7 décadas de Co-Pilot" decide tambem renovar a linha Classic AVI que agora recupera os códigos de design do anterior Super AVI de 46 mm, implementando-os num formato de 42 mm. O resultado é um relógio robusto e confortável, adaptado ás preferências actuais. A nova versão do Classic AVI com caixa de 42 mm inspirou-se na Ref. 765 AVI Co-Pilot original de 1953 e em quatro aviões lendários. Por outro lado, a linha de 46 mm do Super AVI apresenta uma novidade mais arrojada — o Mosquito Night Fighter com caixa em cerâmica preta. A Breitling acrescentou-lhe ainda uma reedição bastante limitada de uma interpretação de 1964 do AVI Co-Pilot, dando uma nova vida a este desportivo clássico. Mas façamos uma viagem de regresso às origens do AVI. Na década de 1930, o Huit Aviation Department da Breitling ("Huit" de oito em francês alusivo aos 8 dias de corda dos instrumentos de bordo da marca) ganhou notoriedade por criar relógios de cockpit de precisão e cronógrafos de pulso, numa época em que a indústria aeronáutica estava em pleno crescimento. Passadas duas décadas, em 1953, a Breitling apresentou mais um instrumento inovador, o Ref. 765 AVI, um cronógrafo para pilotos com um bisel rotativo de 12 horas para o registo dos tempos de voo. O relógio, intuitivo e de grande legibilidade provou ser um instrumento indispensável — tanto, que rapidamente se passou a ser conhecido por AVI “Co-Pilot”. P-51 Mustang - Vought F4U Corsair - Curtiss P-40 Warhawk - de Havilland Mosquito @ Breitling Em 2021, o modelo torna-se na inspiração para o Super AVI, uma coleção de modelos sobredimensionados com 46 mm de caixa e que, através das suas cores e design, prestam homenagem a quatro dos aviões mais marcantes da história: o North American Aviation P-51 Mustang, o Vought F4U Corsair, o Curtiss P-40 Warhawk e o de Havilland Mosquito. Segundo Georges Kern, o actual CEO da Breitling: “Todos gostam do visual robusto e ao mesmo tempo discreto do Super AVI, mas nem todos têm pulso para a dimensão que lhe confere o seu caráter de um autêntico relógio profissional. O Classic AVI abdica de algumas funções para obter o formato reduzido que os nossos clientes tanto desejavam. Os modelos Classic e Super passam agora a coexistir, aumentando o leque de opções”. O Classic AVI não inclui a complicação GMT que confere ao Super parte do seu carácter mais robusto. Mas através da introdução do movimento de cronógrafo Calibre Breitling 23, o modelo acaba por obter um perfil ainda mais reduzido e torna o Classic AVI atrativo — também no que diz respeito ao seu valor. Classic AVI Chronograph 42 P-51 Mustang Ref. A233803A1B1A1 e A233803A1B1X1 @ Breitling O que os apreciadores desta gama irão encontrar inalterado são as combinações de cores dedicadas aos quatro históricos aviões: um mostrador preto e uma bracelete em pele camel para representar o Mustang, um mostrador azul com uma bracelete preta para o Corsair, um mostrador caqui com uma bracelete castanha para o Warhawk e ainda um mostrador preto com um bisel em cerâmica preta e uma bracelete castanha para captar a essência do Mosquito, também conhecido como o “Prodígio de Madeira”. As cores das insígnias e marcações dos aviões conferem um toque de cores vivas aos ponteiros e contadores. As silhuetas dos aviões estão gravadas no fundo de caixa, que é feita em aço para todas as versões do relógio. Para o Mustang, existe uma versão adicional em ouro vermelho de 18K. Todos os relógios podem ser usados com uma bracelete em pele bovina com pespontos ou uma bracelete de 5 fileiras de metal. Uma dica para o Classic AVI: observe-se atentamente o mostrador para encontrar as coordenadas de GPS “ocultas” da Breitling Chronometrie. Estas coordenadas aludem às marcações que se encontravam nos relógios de cockpit vintage, incluindo os que foram produzidos pelo "Huit Aviation Department". Super AVI Mosquito Night Fighter Numa época de escassez de alumínio e aço, os engenheiros que desenvolveram o de Havilland Mosquito recorreram a um material que ainda abundava: a madeira. O “Prodígio de Madeira” (“Wooden Wonder”) distinguiu-se quando superou o desempenho dos seus contemporâneos de metal, tornando-se um dos aviões mais rápidos construídos entre 1940 e 1950. de Havilland Mosquito, o “Prodígio de Madeira” (“Wooden Wonder”) @ Breitling Existiram várias versões do Mosquito, desde bombardeiro ligeiro até uma versão de transporte e de reconhecimento fotográfico. No entanto, o Super AVI Mosquito Night Fighter foi inspirado no Night Fighter 2, uma aeronave de dois lugares totalmente pintada de preto, concebida para voar de forma furtiva pelo céu noturno. Este relógio presta assim homenagem à pintura escura deste avião, apresentando uma caixa em cerâmica preta, uma bracelete em pele militar preta e um mostrador preto com contadores antracite. O aspeto geral monocromático contrasta de forma exemplar com os botões, a coroa e o fecho em titânio. Super AVI B04 Chronograph GMT 46 Mosquito Night Fighter Ref. SB04451A1B1X1 @ Breitling Tal como acontece com todos os relógios Super AVI, o seu design distinto inclui números árabes de grande dimensão e facilmente legíveis e uma caixa robusta de 46 mm. O bisel denteado e a coroa canelada proporcionam uma excelente aderência, mesmo com o uso de luvas. Uma funcionalidade que tanto pilotos como outros viajantes irão apreciar é o segundo fuso horário, que pode ser acompanhado através da escala de 24 horas no bisel interior e do ponteiro GMT com extremidade cinza. O Super AVI integra o Calibre manufaturado Breitling B04 certificado pelo COSC, e capaz de uma reserva de marcha de aproximadamente 70 horas. O movimento é visível através do fundo de caixa transparente em titânio, que por sua vez apresenta uma gravação com a silhueta do Night Fighter. Verso do Super AVI B04 Chronograph GMT 46 Mosquito Night Fighter Ref. SB04451A1B1X1 @ Breitling REF. 765 AVI 1964 Re-Edition Lançado inicialmente em 1953, a Ref. 765 AVI original, que recebeu a alcunha de “Co-Pilot”, era um relógio fiável concebido para ajudar os pilotos a enfrentar o exigente ambiente de um cockpit. O seu tamanho, legibilidade e facilidade de uso tornaram-no num instrumento de voo reconhecido. Breitling AVI Ref. 765 1964 Re-Edition Ref. AB09451A1B1X1 @ Breitling Na década de 1960, o estilo sóbrio e as proporções de grandes dimensões do AVI tornavam-no num relógio cuja atratividade não se limitava apenas ao mundo da aviação. Um 765 AVI em particular, de 1964, com um bisel preto e mostrador panda invertido, era um dos favoritos de algumas celebridades e estrelas do desporto da época, incluindo o esquiador francês Jean-Claude Killy, que o usava no pulso quando venceu a medalha de ouro em todos os três eventos de esqui alpino nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1968. Hoje em dia, o relógio serve de inspiração para uma reedição extremamente limitada. Verso do Breitling AVI Ref. 765 1964 Re-Edition Ref. AB09451A1B1X1 @ Breitling Cada um dos 164 exemplares desta colecção reproduz fielmente o design original. Inclui um vidro de hesalite característico da época, assim como os índices em forma de bastão e os ponteiros luminescentes em forma de lápis utilizados na versão original. Apresenta também algumas melhorias modernas, como um revestimento em carbono semelhante ao diamante amorfo (ADLC — do inglês “amorphous diamond-like-carbon”), que dá ao bisel o seu acabamento preto característico. Para preservar o seu caráter vintage, o relógio opta pelo calibre B09, um movimento manufaturado pela Breitling, e que é, como seria de esperar, de corda manual. A edição limitada desta reedição faz referência ao lançamento original do relógio em 1964, com a gravação “One of 164” no fundo de caixa. Segundo Georges Kern: “Esta reedição foi concebida totalmente à imagem da Breitling, sendo possível notar as raízes que remontam aos relógios profissionais de aviação. Contudo, é precisamente essa simplicidade que lhe confere o seu caráter cativante. É também por isso que o AVI, em todas as suas versões, perdurou ao longo dos anos e se tornou numa das nossas coleções mais emblemáticas.” P-51 Mustang @ Breitling CLASSIC AVI CHRONOGRAPH 42 P-51 MUSTANG Referência: A233803A1B1A1 ou A233803A1B1X1 MOVIMENTO Calibre: calibre Breitling 23 Diâmetro: 30 mm Profundidade: 7,9 mm Movimento: mecânico de corda automática, unilateral com rolamento de esferas Reserva de marcha: aproximadamente 48 horas Frequência da roda de balanço: 28 800 alternâncias/hora ou 4 hertz Cronógrafo: pinhão oscilante, totalizadores de 1/4 de segundo, 30 minutos e 12 horas Indicações: horas, minutos, segundos Certificação: certificado pelo COSC CAIXA Material: aço Diâmetro: 42 mm Espessura: 14,7 mm Altura (extremidade da asa superior à extremidade da asa inferior): 48 mm Resistência à água: até 10 bar (100 metros) Vidro: de cristal de safira, convexo, antirreflexo dos dois lados Fundo de caixa: aço aparafusado Coroa: roscada, duas juntas Bisel: bidirecional dentado, com marcador e números pretos MOSTRADOR/PONTEIROS Em preto com contadores de cronógrafo tom sobre tom Números, índices e ponteiros luminescentes verdes Super-LumiNova® BRACELETE (tamanho entre asas/tamanho do fecho) Bracelete em pele bovina camel com fecho de báscula (22/18 mm), ou bracelete de 5 fileiras em aço com fecho de báscula PVPr 5.800€ / 6.100€ CLASSIC AVI CHRONOGRAPH 42 P-51 MUSTANG Referência: R233801A1B1R1 or R233801A1B1X1 MOVIMENTO Calibre: calibre Breitling 23 Diâmetro: 30 mm Profundidade: 7,9 mm Movimento: mecânico de corda automática, unilateral com rolamento de esferas Reserva de marcha: aproximadamente 48 horas Frequência da roda de balanço: 28 800 alternâncias/hora ou 4 hertz Cronógrafo: pinhão oscilante, totalizadores de 1/4 de segundo, 30 minutos e 12 horas Indicações: horas, minutos, segundos Certificação: certificado pelo COSC CAIXA Material: ouro vermelho de 18K Diâmetro: 42 mm Espessura: 14,7 mm Altura (extremidade da asa superior à extremidade da asa inferior): 48 mm Resistência à água: até 10 bar (100 metros) Vidro: de cristal de safira, convexo, antirreflexo dos dois lados Fundo de caixa: ouro aparafusado Coroa: roscada, duas juntas Bisel: bidirecional dentado com marcador e números pretos MOSTRADOR/PONTEIROS Em preto com contadores de cronógrafo contrastantes em preto Números, índices e ponteiros luminescentes azuis Super-LumiNova® BRACELETE (tamanho entre asas/tamanho do fecho) Bracelete em pele bovina preta com fecho de báscula (22/18 mm), ou bracelete de 5 fileiras em ouro vermelho de 18K com fecho de báscula PVPr 19.000€ / 37.000€ Vought F4U Corsair @ Breitling CLASSIC AVI CHRONOGRAPH 42 TRIBUTE TO VOUGHT F4U CORSAIR Referência: A233801A1C1A1 ou A233801A1C1X1 MOVIMENTO Calibre: calibre Breitling 23 Diâmetro: 30 mm Profundidade: 7,9 mm Movimento: mecânico de corda automática, unidirecional com rolamento de esferas Reserva de marcha: aproximadamente 48 horas Frequência da roda de balanço: 28 800 alternâncias/hora ou 4 hertz Cronógrafo: pinhão oscilante, totalizadores de 1/4 de segundo, 30 minutos e 12 horas Indicações: horas, minutos, segundos Certificação: certificado pelo COSC CAIXA Material: aço Diâmetro: 42 mm Espessura: 14,7 mm Altura (extremidade da asa superior à extremidade da asa inferior): 48 mm Resistência à água: até 10 bar (100 metros) Vidro: de cristal de safira, convexo, antirreflexo dos dois lados Fundo de caixa: aço aparafusado Coroa: roscada, duas juntas Bisel: bidirecional dentado, com marcador e números pretos MOSTRADOR/PONTEIROS Em azul com contadores de cronógrafo tom sobre tom Números, índices e ponteiros luminescentes azuis Super-LumiNova® BRACELETE (tamanho entre asas/tamanho do fecho) Bracelete em pele bovina preta com fecho de báscula (22/18 mm), ou bracelete de 5 fileiras em aço com fecho borboleta PVPr 5.800€ / 6.100€ Curtiss Warhawk @ Breitling CLASSIC AVI CHRONOGRAPH 42 CURTISS WARHAWK Referência: A233801A1C1A1 ou A233801A1C1X1 MOVIMENTO Calibre: calibre Breitling 23 Diâmetro: 30 mm Profundidade: 7,9 mm Movimento: mecânico de corda automática, unilateral com rolamento de esferas Reserva de marcha: aproximadamente 48 horas Frequência da roda de balanço: 28 800 alternâncias/hora ou 4 hertz Cronógrafo: pinhão oscilante, totalizadores de 1/4 de segundo, 30 minutos e 12 horas Indicações: horas, minutos, segundos Certificação: certificado pelo COSC CAIXA Material: aço Diâmetro: 42 mm Espessura: 14,7 mm Altura (extremidade da asa superior à extremidade da asa inferior): 48 mm Resistência à água: até 10 bar (100 metros) Vidro: de cristal de safira, convexo, antirreflexo dos dois lados aço Fundo de caixa: aparafusado Coroa: roscada, duas juntas Bisel: bidirecional dentado, com marcador e números pretos MOSTRADOR/PONTEIROS Em verde militar com contadores de cronógrafo brancos a contrastar Números, índices e ponteiros luminescentes verdes Super-LumiNova® BRACELETE (tamanho entre asas/tamanho do fecho) Bracelete em pele bovina castanha com fecho de báscula (22/18 mm), ou bracelete de 5 fileiras em aço com fecho de báscula PVPr 5.800€ / 6.100€ de Haviland Mosquito @ Breitling CLASSIC AVI CHRONOGRAPH 42 MOSQUITO Referência: Y233801A1B1A1 ou Y233801A1B1X1 MOVIMENTO Calibre: calibre Breitling 23 Diâmetro: 30 mm Profundidade: 7,9 mm Movimento: mecânico de corda automática, unilateral com rolamento de esferas Reserva de marcha: aproximadamente 48 horas Frequência da roda de balanço: 28 800 alternâncias/hora ou 4 hertz Cronógrafo: pinhão oscilante, totalizadores de 1/4 de segundo, 30 minutos e 12 horas Indicações: horas, minutos, segundos Certificação: certificado pelo COSC CAIXA Material: aço Diâmetro: 42 mm Espessura: 14,7 mm Altura (extremidade da asa superior à extremidade da asa inferior): 48 mm Resistência à água: até 10 bar (100 metros) Vidro: de cristal de safira, convexo, antirreflexo dos dois lados Fundo de caixa: aço aparafusado Coroa: roscada, duas juntas Bisel: em cerâmica preta com acabamento misto, polido e escovado acetinado, bidirecional dentado, com marcador vermelho e números brancos MOSTRADOR/PONTEIROS Em preto com contadores de cronógrafo brancos a contrastar Números, índices e ponteiros luminescentes azuis Super-LumiNova® BRACELETE (tamanho entre asas/tamanho do fecho) Bracelete em pele bovina castanha com fecho de báscula (22/18 mm), ou bracelete de 5 fileiras em aço com fecho de báscula PVPr 5.900€ / 6.200€ SUPER AVI B04 CHRONOGRAPH GMT 46 MOSQUITO NIGHT FIGHTER Referência: SB04451A1B1X1 MOVIMENTO Calibre: calibre manufaturado Breitling B04 Diâmetro: 30 mm Profundidade: 8,33 mm Movimento: mecânico de corda automática, bidirecional com rolamento de esferas Reserva de marcha: aproximadamente 70 horas Frequência da roda de balanço: 28 800 alternâncias/hora ou 4 hertz Cronógrafo: roda de colunas, embraiagem vertical, totalizadores de 1/4 de segundo, 30 minutos e 12 horas Indicações: horas, minutos, segundos, janela de data, segundo fuso horário Certificação: certificado pelo COSC CAIXA Material: cerâmica preta 46 mm Diâmetro: 15,9 mm Espessura: Altura (extremidade da asa superior à extremidade da asa inferior): 51,5 mm Resistência à água: até 10 bar (100 metros) Vidro: de safira, abaulado, antirreflexo dos dois lados Fundo de caixa: titânio roscado, cristal de safira Coroa: roscada, duas juntas, titânio Bisel: cerâmica preta escovada acetinada, bidirecional dentado, com marcador branco e números brancos MOSTRADOR/PONTEIROS Em preto com contadores de cronógrafo contrastantes em antracite Números, índices e ponteiros luminescentes azuis Super-LumiNova® BRACELETE (tamanho entre asas/tamanho do fecho) Bracelete em pele bovina militar preta com fecho de báscula em titânio (24/20 mm) PVPr 11.950€ AVI REF. 765 1964 RE-EDITION Referência: AB09451A1B1X1 MOVIMENTO Calibre: calibre manufaturado Breitling B09 30 mm Diâmetro: 6,73 mm Profundidade: Movimento: mecânico, de corda manual Reserva de marcha: aproximadamente 70 horas Frequência da roda de balanço: 28 800 alternâncias/hora ou 4 hertz Cronógrafo: roda de colunas, embraiagem vertical, contador de 1/4 de segundo, 15 minutos e 12 horas Indicações: horas, minutos, segundos Certificação: certificado pelo COSC CAIXA Material: aço Diâmetro: 41 mm Espessura: 14,05 milímetros Altura (extremidade da asa superior à extremidade da asa inferior): 48,71 mm Resistência à água: até 3 bar (30 metros) Vidro: hesalite, convexo Fundo de caixa: de pressão, aço Coroa: não roscada, uma junta Bisel: revestido em carbono semelhante ao diamante amorfo (ADLC), bidirecional dentado MOSTRADOR/PONTEIROS Em preto com contadores de cronógrafo brancos a contrastar Algarismos e ponteiros das horas e minutos luminescentes SuperLumiNova® BRACELETE Bracelete de pele preta de inspiração vintage com fivela de pino PVPr 8.300€ Para mais informações visite o sitio da Breitling aqui.
- NOVO OTOPSIE - Hydrium Seconde/Seconde/
"Olha para trás de ti! Lembra-te que és apenas um homem! Lembra-te que vais morrer!" Esta era a frase sussurrada constantemente por um servo ao ouvido dos generais romanos, vitoriosos, chegados das suas batalhas. Chama-se a este lembrete um Memento mori. Na ausência de servos sussurrantes, é comum usarem-se caveiras e símbolos mórbidos para que a inevitabilidade da morte nos recorde o valor da vida. O Hydrium Seconde/Seconde/ é exactamente um Memento mori, de pulso, sem necessidade de servos ou caveiras. Este é possivelmente um dos relógios mais simbólicos e criativos dos últimos tempos. A Isotope já deu provas claras da sua criatividade, sabemos que é uma marca para os apaixonados da vida. Pois bem, hoje foi lançado um novo modelo, e recomendamos que apertem bem os cintos porque o ISOTOPE - Hydrium Seconde/Seconde/ é uma explosão de criatividade e simbolismo! AO 7º ANO APROVEITOU A VIDA Este é o modelo comemorativo dos 7 anos da marca e da apresentação do seu novo logótipo. Estes dois eventos são assinalados neste modelo com uma colaboração com a Seconde/Seconde, que caiu que nem uma luva no Hydrium. Pelas palavras de Romaric André: Em vez de se limitar a celebrar o novo logótipo, queria prestar homenagem à morte do antigo e criar algo verdadeiramente único. Um Memento Mori MEMENTO MORI morte certa = uma vida plena Memento mori é a expressão latina que significa "Lembra-te que tens de morrer". Acredita-se que a frase tenha origem numa antiga tradição romana em que um servo era encarregado de ficar atrás de um general vitorioso enquanto este desfilava pela cidade. Enquanto o general se deleitava com a glória das multidões que o aplaudiam, o servo sussurrava ao ouvido do general: "Respice post te! Hominem te esse memento! Memento mori!" O que se traduz por: "Olha para trás de ti! Lembra-te que és apenas um homem! Lembra-te que vais morrer!" É um género que se inspira no carácter melancólico do livro bíblico do Eclesiastes. Coma, beba e alegre-se se for preciso, porque a morte está mesmo ao virar da esquina. As pinturas, desenhos e esculturas de Memento mori podem variar desde representações cruas de caveiras, comida em decomposição e objectos partidos até exemplos mais subtis cujo simbolismo é fácil de perder. Uma pintura básica de Memento mori seria um retrato com uma caveira, mas outros símbolos normalmente encontrados são ampulhetas ou relógios, velas apagadas, frutas ou flores mortas. Há várias formas de incluir este processo de Memento mori na vida de cada um. Para alguns, é tão simples como incluir obras de arte e símbolos em casa. Estes podem ser símbolos da mortalidade que incentivam a reflexão sobre o significado e a fugacidade da vida. Para quem prefere um Memento mori mais portátil, pode simplesmente comprar um Isotope Hydrium Seconde/Seconde/ e ter assim um lembrete permanente do valor da vida. AGOSTINHO DA SILVA E A VIDA Agostinho da Silva, filósofo português, enquanto era vivo, garantia que até então só tinha visto outras pessoas morrer e nunca ele próprio, portanto nada lhe garantia que a morte fosse certa, por isso só lhe restava a vida e aproveitá-la ao máximo. Neste excerto do programa «Conversas Vadias», com Herman José, fala sobre o humor dos portugueses e a paixão pela vida: Seconde/Seconde/ E A VIDA Romaric André, o mentor criativo da Seconde/Seconde/, iniciou o seu percurso na indústria relojoeira em 2019. A sua paixão por relógios vintage levou-o a experimentar e explorar novas abordagens, ganhando reconhecimento internacional ao longo do caminho. Eu concentro-me nos mais pequenos detalhes, brinco sempre com o ADN de um produto sem o disromper. O Hydrium Seconde/Seconde/ é uma representação excêntrica da inevitabilidade da morte. O NOVO LOGÓTIPO GANHA VIDA Tal como o logótipo original da Isotope fez a sua estreia há sete anos, o o crescimento e a evolução da empresa exigiram uma adaptação do logótipo que que se alinhasse com a qualidade e a inovação dos seus projectos, incorporando elementos da "Streamline Moderne" e da Lacrima. ISOTOPE OTOPSIE Hydrium Seconde/Seconde/ Está edição é limitada a apenas 50 unidades, e apresenta-nos um mostrador preto mate com subtis apontamentos verdes. Duas setas curvas transformam o logótipo para que seja possível ler-se «OTOPSIE» (autópsia), um anagrama de «ISOTOPE». O aro, que segue uma estética semelhante à dos carris dos comboios, os ponteiros "i", e o exclusivo ponteiro dos segundos "Failing Heartbeat", são revestidos com Superluminova®, a condizer com a lacrima verde da luneta de safira preta. CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS • Caixa: Aço 316L, acabamentos com jacto de areia • Diâmetro da caixa: 40mm X 48mm (incluíndo asas) • Altura: 12,9 mm (14,9 mm com cristal de safira e cúpula dupla) • Fundo: transparente aparafusado • Luneta: unidirecional com 120 cliques • Vidro: de safira antirreflexo • Coroa: aparafusada às 3 horas • Mostrador: Preto mate, com anel preenchido com Super-LumiNova® • Ponteiros: Isotope "i" e ponteiro dos segundos "Failing Heartbeat" preenchidos com Super-LumiNova®. • Resistência à água: 300m / 30 atm / 1000 pés • Correia : 22 mm em couro preta macia • Movimento: Landeron - automático • Reserva de marcha: 40 horas, 25 rubis, 28800 alt/h • Precisão: -12/+12 s/dia • Acabamentos: Perlage e Côtes de Genève Saiba mais em: Isotope
- DeBethune DB28xs Starry Seas - sob a influência do Wabi-Sabi (侘寂)
DB28xs Starry Seas @ De Bethune Colocar a inovação no centro do processo; integrar a criatividade; impulsionar a inovação; pensar fora da caixa; sem repetir, mas inventando; pensar de forma eficaz enquanto se melhora a precisão, a fiabilidade, legibilidade e o conforto de utilização: o DB28xs Starry Seas não é apenas um relógio esteticamente mais reduzido, mas um que vira uma página na aventura da De Bethune. Um modelo que ficará para a história da marca, uma vez que representa mais um passo nos vinte anos de experiência acumulada por Denis Flageollet – o Mestre Relojoeiro e Fundador da Manufatura De Bethune. DB28xs Starry Seas @ De Bethune Embora o DB28 seja um “De Bethune” como se espera da marca, esta nova versão é ainda mais notável pelo significado particular que encerra. Com um diâmetro significativamente menor do que os modelos anteriores (39 mm), e mantendo o design único e característico da De Bethune, o DB28xs Starry Seas é indiscutivelmente um milagre em miniatura - tanto em termos da tecnologia necessária para concluir o projeto, como por causa do virtuosismo demonstrado ao transpor o espírito do Iluminismo para o mundo dos relógios de pulso do século XXI, reformulando com isso o artesanato fino através de uma criação com um carácter estético inaudito. Não se trata aqui de reproduzir a relojoaria de forma idêntica ao passado, mas de acrescentar um empenho na busca e no despertar de novas emoções perante objetos, ditos, excepcionais. As intenções de Denis Flageollet são imaculadas: ao olhar para a tradição de um ponto de vista inovador, Flageollet trabalha para tornar o relógio mecânico contemporâneo numa personificação cultural da medição do tempo que pode ser usada sobre o pulso. DB28xs Starry Seas @ De Bethune Sob a aparência enganosamente simples da mera miniaturização, a natureza singular deste DB28xs Starry Seas e do seu design, estendem-se muito para além da sua dimensão e da sua forma de funcionamento. "Foi a cultura e a compreensão de técnicas e objetos que possibilitarão o nascimento deste projeto. Para a criação dos DB28xs Starry Seas, o processo criativo que me impulsionou evoca o espírito do Wabi-Sabi, um conceito japonês que é praticamente uma forma de arte e visa proporcionar harmonia entre indivíduos, objetos e o meio ambiente." Denis Flageolet Verdadeira filosofia de vida no Japão, o Wabi-Sabi mistura dois princípios estéticos e espirituais historicamente muito presentes na cultura deste pais. Referindo-se à plenitude experimentada ao contemplar a natureza, a expressão wabi significa solidão e simplicidade, com um toque de melancolia. Sabi, um conceito que se preocupa mais com os vestígios do tempo passado, refere-se à sensação sentida quando se percebe o trabalho exercido pelo tempo ou pelo homem sobre algo. E é inspirado neste conceito que Denis Flageollet opta por uma vida tranquila, longe da agitação urbana, onde a sensação de tranquilidade e contemplação de algo que se torna belo à medida que envelhece assume uma outra dimensão. DB28xs Starry Seas @ De Bethune “Embora o design esteja constantemente a ser desafiado, parece que, apesar do desenvolvimento da tecnologia industrial, esse vínculo subtil entre a humanidade e a natureza expresso tradicionalmente pela arte, a literatura e o artesanato, permanece bem vivo e recomenda-se”. No arquipélago japonês, o princípio do Wabi-Sabi está no cerne de muitas áreas artísticas, como o design e a jardinagem, evocando também a simplicidade e a frugalidade – que regressam com força após o boom consumista e a bolha económica dos últimos anos. DB28xs Starry Seas @ De Bethune Ou seja, Denis Flageollet sabe que para ir mais longe, deve ficar parado por algum tempo. O absolutismo da sua obra e a procura da perfeição na imperfeição guiaram-no ao longo dos últimos 20 anos – sem que ele se apercebesse – de uma cultura voltada para a ciência e a estética rigorosa do Iluminismo para uma filosofia dedicada à descoberta da própria e frágil beleza do mundo. Calma e serenidade, procura da pureza, tranquilidade e uma ode à arte tradicional que abraça novas tecnologias, o DB28xs Starry Seas é a conjugação estética da beleza das coisas simples e mais modestas. E são três os princípios do conceito Wabi-Sabi que emanam naturalmente do DB28xs Starry Seas: O seu padrão guilloché aleatório (o primeiro a nível mundial), decora um mostrador com uma ondulação de titânio azulado que reflete um céu estrelado, demonstrando um dos três princípios do Wabi-Sabi: a beleza das coisas imperfeitas que são efémeras e incompletas. Através do seu tamanho pequeno e da sobriedade do seu aro e movimento em tons de prata, o segundo princípio do Wabi-Sabi assenta na beleza das coisas modestas e simples. Ou pelo menos, aparentemente simples, já que o mundo sofisticado da miniaturização presente neste relógio é um feito técnico que destaca a miniaturização extrema do sistema patenteado de 'asas flutuantes' do DB28. Finalmente, o resultado é um relógio diferente e singular que incorpora a terceira definição de Wabi-Sabi: a beleza das coisas atípicas! Para os génios do Iluminismo, o objetivo era o de criar instrumentos científicos cuja beleza emanasse da sua função, sobriedade mecânica e simplicidade. Uma ideia que motivou os melhores artesãos do seu tempo, incluindo marceneiros, bronzeadores e esmaltadores como Boulle, Caffieri ou Coteau. O aparente sucesso do DB28xs Starry Seas parece querer demonstrar que as equipas de artesãos de Denis Flageollet estão totalmente imbuídas do espírito que dá expressão à De Bethune. "Não adianta trabalhar a não ser que se queira progredir, e a única maneira de o fazer é o de desafiar continuamente os nossos pressupostos. Regressar constantemente à mesa de desenho e repensar o trabalho em mãos, ajudando a evoluir modificando um elemento, um processo, uma técnica e, às vezes, a fazer pequenas melhorias, muitas vezes imperceptíveis”, comenta Denis Flageollet. DB28xs Starry Seas @ De Bethune Um DB28 mais leve e mais resistente a impactos e acelerações Durante séculos, os relojoeiros exploraram formas de isolarem os seus mecanismos das influências externas, colocando-os em torres, mesas ou mesmo suspensos por cardans. A precisão obtida com o processo tinha de ser passada para o pulso, apesar da necessidade em adaptar os novos patamares de precisão cronométrica a uma ampla gama de condições extremas de utilização como a resistência a choques, acelerações e campos magnéticos. Os avanços obtidos por este processo estão relacionados com a dimensão mais reduzida deste relógio, já que o Calibre DB2005 foi devidamente adaptado a esta miniaturização sem com isso perder a sua qualidade cronométrica. Melhor ainda, a maior leveza do relógio confere-lhe agora uma melhor eficácia em caso de impactos e acelerações mais acentuadas. Tudo conjugado, resta-nos a certeza de que, passados 20 anos, o princípio que norteia a De Bethune. permanece o mesmo: criar relógios respeitando as tradições relojoeiras e incorporando as inovações mecânicas, técnicas e estéticas do nosso tempo! DB28xs Starry Seas @ De Bethune Para mais informações sobre a De Bethune, clique aqui,
- Engrenagens do Tempo: A Arte da Relojoaria Mecânica
A nova exposição da Galeria de Exposições do Palácio da Cidadela de Cascais exibe diferentes tipologias de relógios nacionais e europeus produzidos entre os séculos XVII e XIX, a época áurea da relojoaria mecânica. A organização é da Câmara Municipal de Cascais e da Fundação D. Luís I, no âmbito da programação do Bairro dos Museus. Curadoria de José António Proença, Conservador de Museus. De 27 de maio a 10 de Setembro de 2023, a Galeria de Exposições do Palácio da Cidadela mostra Engrenagens do Tempo: A Arte da Relojoaria Mecânica, uma exposição de relógios de produção nacional e europeia - nomeadamente de países como França, Inglaterra, Suíça, Alemanha, Holanda e Bélgica – com todo o engenho, o requinte e a ostentação da arte da relojoaria mecânica. Esta foi uma exposição que começou a ser pensada antes da pandemia, implicou uma enorme coordenação entre diferentes entidades, com ritmos diferentes, tal como entre coleccionadores privados. Quem passar pelo Palácio da Cidadela de Cascais vai poder ver relógios muito raros, com um valor incalculável. Os relógios presentes têm todos um grande significado histórico, é mesmo possível ver alguns relógios originais de Breguet. Esta é uma oportunidade rara que aplaudimos e esperamos que possa ser a primeira de muitas. FICHA TÉCNICA: QUANDO De Terça a Domingo das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00. Última entrada: 17h40. Entre 27 Mai e 10 Set ONDE GALERIA DE EXPOSIÇÕES DO PALÁCIO DA CIDADELA DE CASCAIS DESCRIÇÃO Organizada pela Câmara Municipal de Cascais e pela Fundação D. Luís I, no âmbito da programação do Bairro dos Museus, esta exposição reúne peças provenientes de instituições públicas e privadas, entre outras, da Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva, do Museu Medeiros e Almeida, do Museu do Relógio (núcleos de Serpa e Évora), da Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, do Museu das Comunicações em Lisboa e do Museu Condes de Castro Guimarães em Cascais, para além de diversos colecionadores privados. PREÇO Bilhete Normal - 3€ Descontos na bilhética do Bairro dos Museus. Consultar isenções e descontos: bairrodosmuseus.cascais.pt. MAIS INFORMAÇÕES: Fundação D. Luís
- Século XVIII, o século dos grandes relojoeiros (1ª Parte)
Por: Sílvio Pereira Markwick, Markham, Perigal | 1720 | Mostrador em Prata | Caixa tripla | Latão Platinas em latão, movimento de fuseé, escape de roda de reencontro (verge) com regulador tompion, galo com suporte em forma de “D”. Mostrador em prata. Pilares em forma de túlipa Na continuação da divulgação da história da relojoaria, iniciada com 3 artigos referentes ao Século XVII, que já publiquei anteriormente, e a pretexto da apresentação do relógio acima, datado de 1720, que faz parte do acervo da colecção, decidi investigar um pouco mais a história da relojoaria do Século XVIII, considerado o século dos grandes relojoeiros. Nesta primeira parte irei abordar a história dos relojoeiros, ou factos históricos ligados à relojoaria, desde o início do século até George Graham. Essa investigação irá resultar numa série de artigos referentes à história relojoeira, e não só, desse século e que irei publicando ao longo dos próximos meses. Boas leituras! Século XVIII (primeira parte) Durante o século XVIII, os relojoeiros Ingleses e Franceses continuaram a produzir uma grande quantidade de relógios, com crescente melhoramento em termos de qualidade e precisão. Os estilos distintos dos relógios desenvolvidos por cada um destes países foram sendo aperfeiçoados até o final do século, quando o intercâmbio entre eles aumentou, dando origem a um estilo mais uniforme de relógios grandes e planos. Da esquerda para a direita: tulipa, egípcio, balaústre quadrado, balaústre redondo Ambos os países, passaram por uma mudança de estilo nos pilares, afastando-se dos estilos tulipa e egípcio para o estilo de balaústres quadrados. No final do século XVIII, esse estilo tornou-se mais curto, fino e arredondado, em parte devido ao esforço para produzir relógios mais finos e planos. O uso de pilares tornou-se obsoleto à medida que novas configurações de movimentos assumiram o uso de pontes separadas, omitindo uma das placas. Esse sistema foi inventado pelo relojoeiro francês Jean – Antoine Lépine e aperfeiçoado por Abraham – Louis Breguet. Embora especializados em produzir reproduções mais baratas de relógios franceses e ingleses desde o final do século XVII, os relojoeiros suíços começaram a entrar no comércio de movimentos em bruto (ébauches), exportando-os especialmente para França. Posteriormente, foram desenvolvidos centros de produção de relógios de alta qualidade, destinados principalmente aos mercados otomano e chinês. Alguns relojoeiros notáveis destacaram-se, sendo a maioria associada a Jacques–Frédéric Houriet. Em Inglaterra, os relógios mantiveram o galo de suporte único, mas o formato em “D”, tão em moda no final do século XVII, foi mantido apenas até cerca de 1710. A partir de então, o suporte ficou mais estreito e o diâmetro do próprio galo diminuído. Uma exceção foram os poucos relógios importantes e grandes construídos em torno do “H4” de John Harrison e os cronómetros de Thomas Mudge que tinham galos com dois suportes devido ao seu grande tamanho, lembrando o estilo holandês. Os ingleses mantiveram o seu sistema de enrolamento da corda traseiro em todos os relógios, mas adicionaram uma tampa que protegia o mecanismo da poeira assim que foi introduzido o escape de cilindro. A prata e o ouro como material dos mostradores foram substituídos por cobre esmaltado. Uma das contribuições inglesas mais importantes para obter precisão na cronometragem no início do século XVIII foi feita por George Graham, que aperfeiçoou o escape de cilindro e utilizou-o a partir de 1725/6. Graças aos seus aperfeiçoamentos, os relógios começaram a ser construídos mais finos e de menor tamanho. As caixas permaneceram bastante simples, com gravuras ocasionais, como brasão no início do século. Isso mudou por volta de 1740, onde surgiram caixas de ouro e prata bastante elaboradas com um trabalho refinado. Os ingleses preferiam o seu sistema emparelhado, enquanto os franceses continuaram a produzir os seus movimentos num único estojo consular (1). Da esquerda para a direita: Molde para construir a reprodução refinada dos versos das caixas. Dois exemplares de relógios ingleses de caixas "répousseé" em ouro. Museu Ashmoleam, Oxford Durante a década de 1750, Thomas Mudge desenvolveu o escape de âncora e, paralelamente, o problema da longitude foi abordado por vários relojoeiros, inspirando John Harrison a desenvolver um dos relógios mais famosos da história: o “H4”. Outros relojoeiros simplificaram os conceitos de Harrison criando relógios 'Chronometer', os relógios de bolso mais precisos do seu tempo. John Arnold e Thomas Earnshaw iniciaram o aperfeiçoamento dos balanços termo-compensados na construção de cronómetros marítimos, alguns dos quais acompanharam as mais importantes expedições geográficas do século XVIII. Andrew Dunlop, Londres, nº 505, ca. 1705 Andrew Dunlop, um talentoso relojoeiro registado entre 1701 e 1732, é conhecido pelas suas impressionantes criações em latão dourado. Um exemplo notável é este relógio com movimento verge fusée e regulador Tompion, adornado com um suporte do galo em forma de “D”, ligeiramente angulado. Este magnífico relógio exibe pilares de tulipa (2) como parte do seu design, embora o movimento não esteja a funcionar, e faltem o mostrador e os ponteiros. Dunlop ficou famoso por fabricar o relógio de torre para Hawkley House, Blackwater em 1716, demonstrando a sua maestria na criação de relógios impressionantes. Além disso, também ficou conhecido como um hábil fabricante de relógios de caixa alta(3). Dunlop partilhou o seu conhecimento com alguns aprendizes, incluindo Conyers Dunlop, que começou a trabalhar como seu aprendiz em 1725. Unificação da Grã-Bretanha 1707: A união política que uniu os reinos da Inglaterra e da Escócia aconteceu em 1707, durante o reinado da Rainha Ana. Foi quando os Actos da União ratificaram o Tratado de União de 1706 e fundiram os parlamentos das duas nações, formando o Reino da Grã-Bretanha, que abrangia toda a ilha. Antes disso, existia uma união pessoal entre esses dois países desde a União das Coroas de 1603 sob as égides de Jaime VI da Escócia e Jaime I de Inglaterra.nstrui r a decoração refinada dos versos Como rainha regente, o brasão de armas de Ana antes da união (foto à esquerda) eram as armas reais dos Stuart, em uso desde 1603: quadrante I e IV grande quadrante, a azul três flores-de-lis em ouro (para a França) e três leões em guarda (para a Inglaterra); II, um leão rampante dentro de uma moldura florida (para a Escócia); III, a azul, uma harpa em ouro (para a Irlanda). Em 1702, Ana adotou o lema semper eadem (sempre o mesmo), o mesmo lema usado pela rainha Isabel I. Os Actos de União declaravam que: “as insígnias heráldicas do referido Reino Unido serão designadas por Sua Majestade”. Em 1707, a união foi heraldicamente expressa pela colocação lado a lado no mesmo quadrante, das armas de Inglaterra e da Escócia, que antes estavam em quadrantes diferentes. As novas armas (imagem à direita) foram: quadrante I e IV, três leões dourados em guarda (para a Inglaterra) enquadrado por um leão rampante dentro de um duplo “tressure flory-counter-flory Gules” (para a Escócia); II, a azul, três flores-de-lis (para a França); III, a azul, uma harpa em ouro (para a Irlanda). Para a Escócia, foi usada uma forma separada de armas em forma de focas até o Acto de União.da Robert Simkins, Londres, 1707/1714* s caixas Este é um requintado relógio em latão dourado, com movimento verge fusée (placa do mostrador 42,2 mm, 15,3 mm de altura entre placas) e regulador Tompion. O design apresenta um suporte de galo em forma de “D”, com brasão real e pilares egípcios (são elementos decorativos que refletem a influência da arquitetura egípcia antiga), que adicionam um toque de elegância ao conjunto. Inicialmente, o relógio possuía um mostrador “champlève” prateado, meticulosamente elaborado. No entanto, posteriormente, foi substituído por um mostrador de cobre esmaltado branco, que está quase perfeito na sua imaculada aparência. O galo é notavelmente gravado com as armas reais britânicas e ostenta o lema da Ordem da Jarreteira, “ONY SOIT QUI MAL Y PENSE” (que se envergonhe disso). Além disso, também se pode apreciar o lema “SEMPER EADEM” (sempre o mesmo) habilmente gravado. Na base do galo destaca-se um retrato gravado em perfil da rainha Ana, adicionando um toque de majestade e herança histórica. O galo exibe o brasão da rainha Ana, após a unificação da Inglaterra e Escócia no Reino da Grã-Bretanha. No entanto, devido ao tamanho reduzido do galo, não é possível mostrar todos os detalhes dos quadrantes centrais do brasão. É provável que esta peça tenha sido criada como um item comemorativo da unificação em 1707, ou da rainha Ana após a sua morte em 1714. Existem relógios comemorativos mais antigos que apresentam o brasão real, como os produzidos em memória de Guilherme III em 1702. Esses relógios geralmente exibem o brasão inglês e não costumam incluir retratos na base do galo. Embora exista um exemplar no Museu Britânico que foi construído para celebrar a coroação da rainha Ana em 8 de março de 1702, a peça aqui descrita é claramente posterior a esse período. É improvável que este movimento, assim como outros semelhantes, tenham sido uma encomenda real, uma vez que a qualidade de fabrico não atende aos padrões normalmente exigidos. Além disso, a maioria das encomendas reais costumavam incluir a assinatura ou as iniciais do patrocinador, bem como uma dedicatória. Exemplar proveniente de coleção particular, Lille *Robert Simkins, aprendiz de John Beeckmann foi despedido da empresa de relojoeiros onde trabalhava em 02/05/1709. Foi aprendiz de 4 relojoeiros entre 1711 e 1721. Rainha Ana 6.2.1665 – 1.8.1714 Ana ascendeu ao trono de Inglaterra, Escócia e Irlanda em 8 de março de 1702, tornando-se a rainha desses três reinos. No entanto, é importante destacar que a Escócia já possuía o seu próprio monarca, o rei Jaime VIII, que vivia exilado em França. A união entre a Inglaterra e a Escócia ocorreu através dos Atos da União, que consolidaram os dois reinos num único estado soberano conhecido como Grã-Bretanha. Após a união dos dois reinos, Ana continuou a reinar como rainha da Grã-Bretanha e Irlanda até à sua morte em 1714. Ana nasceu durante o reinado do seu tio Carlos II, que não teve filhos legítimos para o suceder. O seu pai, Jaime, era o próximo na linha de sucessão ao trono, mas o seu catolicismo era impopular em Inglaterra. Seguindo as instruções de Carlos, Ana foi criada como protestante. Três anos após a ascensão de Carlos, Jaime foi deposto na “Revolução Gloriosa” de 1688. O seu cunhado e primo protestante, Guilherme III, tornou-se monarca juntamente com a sua esposa, Maria II, irmã mais velha de Ana. Embora as irmãs fossem próximas, surgiram divergências logo após a ascensão de Maria em relação a questões financeiras, status e escolha de companhias para Ana, o que as levou a distanciarem-se. Guilherme e Maria não tiveram filhos, e após a morte de Maria em 1694, Guilherme continuou como único monarca até ser sucedido por Ana após a sua morte em 1702. Como rainha, Ana favoreceu os políticos conservadores moderados, que eram mais propensos a partilhar as suas opiniões religiosas anglicanas, em detrimento dos seus oponentes, os Whigs. Durante a Guerra da Sucessão Espanhola, os Whigs fortaleceram-se e ocuparam vários cargos importantes no governo. No entanto, em 1710, Ana demitiu muitos deles. Essa ação enfraqueceu os Whigs e consolidou o poder dos conservadores moderados no governo. A estreita amizade de Ana com Sarah Churchill, Duquesa de Marlborough, deteriorou-se devido a divergências políticas. Ana foi atormentada por uma série de problemas de saúde ao longo da sua vida. A partir dos 30 anos, a sua condição física deteriorou-se progressivamente, resultando em dificuldades para caminhar e um ganho de peso significativo. Infelizmente, apesar de ter engravidado dezassete vezes, nenhum dos seus filhos sobreviveu, e ela tornou-se a última monarca da Casa de Stuart. De acordo com os termos do Acto de Liquidação de 1701, Ana foi sucedida pelo seu primo em segundo grau, Jorge I da Casa de Hanover, que era descendente dos Stuart através da sua avó materna, Isabel, que era filha de Jaime VI. Em julho de 1714, o parlamento promulgou a Lei da Longitude e estabeleceu o Conselho de Longitude. No dia um de agosto de 1714, infelizmente, a Rainha Ana faleceu. Foi sepultada ao lado do seu marido e filhos, na Capela Henrique VII, localizada no corredor Sul da Abadia de Westminster. A cerimónia fúnebre ocorreu em 24 de agosto. Thomas Tompion 1639 – 1713 Thomas Tompion foi um relojoeiro de renome em Inglaterra do século XVII e XVIII, conhecido pela excelência em design e a alta qualidade de materiais. É considerado até hoje como o “Pai da relojoaria inglesa”. Tompion empregou relojoeiros altamente qualificados, muitos dos quais eram huguenotes franceses e holandeses, a exemplo de Daniel e Nicholas Delander, Henry Callot e Charles Molyns, este último possivelmente relacionado com a família Windmills. A habilidade dos relojoeiros de origem huguenote foi fundamental para a realização das exigências de Tompion em termos de mão de obra de alta qualidade, na qual ele fundamentou a sua reputação incomparável. Tompion foi um dos primeiros membros da Clockmaker’s Company of London, onde ingressou em 1671 e tornou-se mestre em 1704, e foi um dos poucos relojoeiros a tornar-se membro da Royal Society. A sua contribuição para a relojoaria inglesa ainda é reconhecida na atualidade. Na verdade, a oficina de Tompion construiu cerca de 5 500 relógios, de acordo com registos históricos. Não há informações precisas sobre o número exato de relógios que foram produzidos por Tompion pessoalmente, mas estima-se que ele tenha criado aproximadamente 650 relógios durante a sua carreira. É importante notar que, na época de Tompion, o fabrico de relógios era um processo muito complexo e demorado, que exigia muita habilidade e precisão. Portanto, mesmo que ele não tenha criado pessoalmente cada relógio na sua oficina, a sua contribuição para a qualidade e reputação da produção de relógios ingleses foi inestimável. Na verdade, a lei que limitava o número de aprendizes que um mestre poderia ter ao mesmo tempo não se aplicava aos membros da Clockmaker’s Company, da qual Tompion era um dos membros fundadores. Portanto, ele não precisava contornar a lei para ter vários aprendizes ao mesmo tempo. No entanto, é verdade que Tompion tinha uma reputação tão alta e era tão respeitado no seu campo que era capaz de atrair alguns dos melhores aprendizes disponíveis, incluindo George Allett, Edward Banger, Henry Callowe (Callot), Robert Creed, Daniel Delander, Richard Emes, Ambrose Gardner, Obadiah Gardner, William Graham (sobrinho de George Graham), George Harrison, Whitestone Littlemore, Jeremiah Martin, Charles Molins (Molyns), William Mourlay, Charles Murray, Robert Pattison, William Sherwood, Richard Street, Charles Sypson, William Thompson, James Tunn e Thomas White. Alguns destes aprendizes alcançaram sucesso por conta própria, mas a orientação que receberam na oficina de Tompion contribuiu para o desenvolvimento das suas habilidades. Tompion fez parceria com Edward Banger em 1701 até cerca de 1707 ou 1708, quando foi dissolvida em circunstâncias não muito claras. Certamente, por volta de 1711, foi George Graham quem fez parceria com Tompion e algumas das suas produções posteriores são assinadas em conjunto e, misteriosamente, alguns relógios têm essa assinatura numa placa separada que se sobrepõe à de Tompion e Banger gravada na placa do mostrador. Alguns relógios com a assinatura conjunta de Tompion e George Graham apareceram a partir de 1713, após a morte de Tompion. Graham assinou os relógios com o seu próprio nome e continuou a numeração da produção de Tompion. Thomas Tompion, Londres, nº 4230, 1708 Este é um relógio excecional em latão dourado, com movimento verge fusée (placa do mostrador 41,8 mm, 10,7 mm entre as placas), conhecido pela sua precisão e fiabilidade. Possui um regulador Tompion, garantindo a precisão da medição do tempo. O relógio apresenta suporte do galo em forma de “D” angulada, adicionando um toque de elegância ao seu design. Os pilares egípcios esculpidos na estrutura conferem uma estética única. Embora, infelizmente, o relógio não funcione, e faltem o mostrador e os ponteiros, o potencial deste relógio é notável. A placa superior ainda mantém o número do movimento servindo como um elemento de autenticidade e rastreabilidade histórica. Além disso, há uma nota riscada “Dashwood 1698 Jan 8”, que provavelmente se refere a Sir Francis Dashwood, 1º Baronete 1658 – 1724, possivelmente um proprietário anterior ou um detalhe importante na história do relógio. Também é possível identificar uma marca riscada: “Turpin 3 de outubro de 1817”, provavelmente indicando uma reparação ou manutenção realizado no passado. Ex. Christie's, Londres, 7.10.1982, Lote 196 Richard Street, Londres, nº 633, 1710 Peça em latão dourado, possui um movimento verge fusée (39 mm de diâmetro, 14,5 mm entre placas) com pilares em balaústre quadrado e suporte do galo extremamente trabalhado. O verso da placa inferior está assinada “Ric (hard) Street London”. Este movimento é muito raro, sendo um dos cerca de dez conhecidos deste fabricante, que foi aprendiz de Thomas Tompion. Richard Street foi um relojoeiro inglês que viveu no século XVII. Foi aprendiz de Tompion e trabalhou com ele durante vários anos. Durante esse tempo, Street colaborou com Tompion na produção de movimentos de relógios de repetição, que eram considerados uma das especialidades da oficina de Tompion. Após deixar Tompion, Street abriu a sua própria loja em Londres e continuou a produzir relógios de alta qualidade. Mais tarde, acabou por ter problemas com a Clockmaker’s Company e foi afastado desta associação em 1687, por razões desconhecidas. Christopher Pinchbeck I c. 1670 – 18.11.1732 Christopher Pintchbeck nasceu em Inglaterra, em 1670. Trabalhou em Londres e tornou-se um importante fabricante de relógios, órgãos e autómatos musicais. Em 1730, construiu um requintado relógio musical para o rei francês Luís XIV e, mais tarde, produziu um belo órgão para o Grande Imperador Mogol. Pintchbeck também era conhecido por construir autómatos musicais que tocavam melodias e imitavam pássaros. Fabricou igualmente órgãos para o interior de igrejas que tocavam sozinhos a fim de economizar nas despesas com organistas. A certa altura, colaborou com Isaac Fawkes, um famoso mágico e ilusionista do século XVIII. Pinchbeck construiu vários autómatos usados em festivais de Fawkes, incluindo os chamados “Moving Pictures”. Também é conhecido por ter criado a ilusão “Apple Tree”, realizada por Fawkes e considerada uma precursora da ilusão “Orange Tree”. O metal que Pintchbeck inventou, uma liga de cobre e zinco, ficou conhecido como “Pintchbeck” em sua homenagem. Esse metal foi amplamente utilizado no século XVIII para produzir objetos de imitação de ouro e, por isso, o termo “pintchebeck” tornou-se sinônimo de qualquer joia ou objeto feito de substitutos do ouro. Christopher Pinchbeck, Jr. (1710 – 1783) seguiu os passos do seu pai como artesão e tornou-se um relojoeiro de sucesso. O seu pai, também relojoeiro, foi nomeado pelo Rei Jorge III como fabricante de relógios para a corte, incluindo um importante relógio astronómico que atualmente se encontra no palácio de Buckingham. Pintchbeck manteve um negócio próspero na Cockspur Street em Londres. Consta que em 1766, ele teria adquirido para Jorge III o primeiro relógio de bolso feito com um meio-fio de compensação. Foi eleito membro honorário da Clockmaker’s Company em 1781 e morreu em 1783 aos setenta e três anos de idade. Outro descendente de Christopher Pinchbeck foi William Frederick Pinchbeck. William escreveu o livro “O Expositor” em 1805. Christopher Pinchbeck I, Londres, nº 284, ca. 1715 Estas imagens mostram um regulador Tompion de prata com suporte do galo em “D” e pilares quadrados. A borda dourada ao redor do mostrador é feita de uma liga de latão especial chamada Pintchbeck, inventada em 1721, que contém 89% de cobre e 11% de zinco, ou 93% de cobre e 7% de zinco. Essa liga tem uma aparência semelhante ao ouro. No entanto, a placa inferior do regulador tem um erro de grafia e foi gravada como “PINCHBECH” em vez de “PINTCHBECK”. Esses erros são comuns entre alguns gravadores. O mostrador original do regulador era provavelmente feito de prata ou ouro, com uma técnica de gravação chamada “champlève”. A substituição atual é feita de cobre esmaltado e foi adicionada em meados do século XVIII. O vidro original ainda está presente e protege o mostrador da poeira. A caixa externa do regulador é feita de latão dourado, mas não é feita de Pintchebeck. Ela apresenta um busto pintado de um rei ou príncipe. O interior da caixa externa apresenta uma impressão por transferência colorida feita à mão de uma dama. A caixa do relógio, é feita de latão dourado, apresenta no verso uma impressão por transferência colorida feita à mão do menino Jesus com um cordeiro. O pingente e o arco são substituições posteriores. Entre a caixa externa e a interna, há um bordado com flores e a data de 1797. George Graham 7.07.1673 – 20.11.1751 George Graham foi um célebre relojoeiro inglês, inventor, geofísico e distinto membro da Royal Society. Como já foi referido, colaborou com o influente relojoeiro inglês Thomas Tompion durante os últimos anos da vida deste último. Graham é amplamente reconhecido pelas suas contribuições significativas no aperfeiçoamento do design do relógio de pêndulo. Foi o inventor do pêndulo de mercúrio, que revolucionou a precisão e a estabilidade dos relógios. Além disso, em 1715, Graham desenvolveu um escape aperfeiçoado, baseando-se na invenção de Richard Towneley na década de 1670. Entre 1730 e 1738, George Graham, teve como aprendiz Thomas Mudge, que mais tarde se tornou famoso pela sua invenção do escape de âncora em 1755. Além do seu trabalho como relojoeiro, Graham também era conhecido pelo seu conhecimento em astronomia prática e pelas suas contribuições na área. Graham projetou e construiu vários instrumentos astronómicos valiosos, muitos dos quais se tornaram referências na sua época. Entre as suas realizações notáveis, destaca-se a construção de instrumentos para Edmond Halley, como o grande quadrante mural no Observatório de Greenwich. Além disso, aprimorou o fino instrumento de trânsito e o setor zenital utilizados por James Bradley nas suas descobertas astronómicas. Um dos seus feitos mais significativos foi a criação de um aparelho usado para medir um grau do meridiano. Esse instrumento foi oferecido à Academia Real de Ciências, demonstrando o compromisso de Graham com a precisão e a contribuição para o avanço científico. Outra realização notável de Graham foi a construção do planetário mais completo conhecido naquela época. Esse planetário apresentava os movimentos dos corpos celestes de forma extremamente precisa e detalhada, proporcionando uma ferramenta valiosa para o estudo e a compreensão da astronomia. Graham deu contribuições significativas para a geofísica. Em 1722/23, descobriu a variação diurna do campo magnético terrestre, além de estabelecer a relação entre as auroras e as variações desse campo. As suas bússolas de agulha eram amplamente utilizadas pelos magnetistas da época. Por volta de 1730, George emprestou cerca de 200 libras a John Harrison, a fim de que ele pudesse iniciar o seu trabalho no cronómetro marítimo, conhecido posteriormente como H1. George era conhecido no comércio como “Honest George Graham”, devido ao fato de que ele se recusava a patentear as suas invenções, procurando torná-las acessíveis a todos os relojoeiros. George Graham, Londres, nº 4573, 1713 Este é um relógio em latão dourado, apresentando um movimento verge fusée de placa completa (40 mm de diâmetro), caraterístico dos relógios de Graham. O relógio possui um galo perfurado e gravado, que exibe o rosto retratado de Graham, em contraste com a máscara grotesca usualmente encontrada neste tipo de relógios. Além disso o relógio possui uma placa deslizante. (componente utilizado em alguns tipos de relógios mecânicos para controlar funções específicas). O movimento está equipado com um escape de roda de reencontro e um balanço de aço, cuja mola é azulada e mantida por um pino quadrado. Este modelo específico foi usado pela primeira vez por Tompion. Na parte de trás do galo, encontra-se gravado um número de produção e igualmente na placa superior do relógio. Além disso, este movimento foi personalizado na oficina de Tompion, adicionando um toque único à peça. É importante ressaltar que este é o primeiro relógio sobrevivente assinado apenas por George Graham, após a morte de Thomas Tompion em 1713. Embora tenha sido encontrado um registo anterior de um relógio atribuído a Graham, no livro-razão manuscrito da oficina de Benjamin Vulliamy, infelizmente essa peça está atualmente perdida. George Graham, Londres, nº 5249, 1727 Este é um requintado relógio em latão dourado, destacando-se pelo movimento de cilindro de placa completa, (refere-se a uma placa de base usada em relógios mecânicos e serve como uma base sólida para montar os componentes internos do relógio) alojado em elegantes caixas de couro e ouro (diâmetro de 48mm). Possui pilares dourados inspirados na arquitetura egípcia, e está assinado por “G. Graham Londres”. Uma caraterística marcante é o galo vazado (é uma placa ou ponte que possui recortes ou aberturas que permitem a visualização de certas partes do movimento), finamente gravado e adornado com “endstone” (em português pode ser traduzido como “Pedra do Fim”) de diamante. A tampa do mecanismo é maciço e gravado e com abertura na placa para visualização do disco regulador que é de prata. O mecanismo conta com fusée e corrente, acompanhados por um tambor (é um cilindro oco que abriga uma mola principal, que é enrolada manualmente ou por meio de um rotor automático, acumulando energia). O balanço de aço simples, com três braços e mola espiral de aço azulado garantem a precisão do movimento. O tambor é de aço polido, enquanto a grande roda de escape é em latão. O mostrador original foi fabricado em ouro e esmalte branco, apresentando numeração em algarismos romanos e arábicos. Os ponteiros são em ouro, sendo que o das horas tem a extremidade em forma de lira, enquanto o dos minutos é em formato de bastão. A caixa exterior dourada, é elegantemente forrada com pele verde e decorada com alfinetes piqué dourados, adicionando um toque de sofisticação. No interior da tampa, encontra-se uma gravação com o número do movimento, uma caraterística típica da oficina Graham. Além do número do movimento, também podem ser observadas as iniciais “G G” de George Graham, delicadamente gravadas em letra cursiva abaixo do número, sugerindo o envolvimento pessoal de Graham. Este é um dos primeiros 13 relógios conhecidos a apresentar o escape de cilindro que foi projetado por Tompion e patenteado por Edward Barlow, William Houghton e Tompion em 1695. No entanto, foi George Graham quem aperfeiçoou este tipo de escape por volta de 1725/26. Ele começou a usá-lo exclusivamente nos seus relógios com o tipo de escape de roda de reencontro a partir do número de produção 5182 e continuou até ao número 6590 em 1751. Graham também foi responsável por introduzir o mostrador esmaltado branco (principalmente esmaltado em ouro) nos relógios de bolso em Inglaterra, quase ao mesmo tempo em que substituiu os escapes de cilindro por volta de 1726. Essa mudança marcou a substituição dos mostradores de prata “champlève” e ouro. Os exemplares originais de ouro esmaltado branco ainda existentes são extremamente raros. Além disso, Graham abandonou o uso de suportes de galo perfurados e placas laterais gravadas em favor de placas lisas assim que adotou os escapes de cilindro. Como resultado, passou a utilizar tampas de latão dourado, colocando o número de série gravado dentro do movimento, algo que não era comum nos seus relógios antigos. Todas essas mudanças também foram adoptadas pelos seus aprendizes e funcionários quando estes iniciaram os seus próprios negócios. A introdução do escape de cilindro trouxe consideráveis melhorias na precisão dos relógios. No entanto, um dos únicos pontos negativos desse tipo de escape é que os seus componentes são bastante delicados e sensíveis a danos. Por essa razão, os relojoeiros franceses preferiram o escape de roda de reencontro, mais robusto, utilizado durante anos, até que Julien Le Roy começou a utilizar o escape de cilindro regularmente por volta de 1740. Notas: (1) Significado de “relógio de ouro em caixa consular”. “Relógio de ouro”: Refere-se ao material utilizado no fabrico da caixa do relógio, que é feita de ouro. O ouro é um metal precioso valorizado pela sua durabilidade, brilho e resistência à corrosão. “Caixa consular”: A expressão “caixa consular” pode referir-se a um estilo específico de caixa para relógios. Esse estilo geralmente é caraterizado por ter uma forma retangular ou quadrada, com cantos arredondados e um perfil elegante. Acredita-se que esse estilo de caixa tenha sido popularizado durante o século XIX, e o termo “consular” pode estar associado ao fato de ter sido utilizado por diplomatas ou pessoas de alto escalão na época. Portanto, um “relógio de ouro com caixa consular” seria um relógio que possui uma caixa feita de ouro e segue o estilo de caixa consular, com um formato retangular ou quadrado, cantos arredondados e um perfil elegante. É importante ressaltar que essa é apenas uma interpretação geral do termo, e os detalhes específicos podem variar dependendo do contexto e das caraterísticas do relógio em questão. (2) Pilares de túlipa são considerados elementos de design clássicos e são comumente encontrados em relógios antigos, especialmente nos estilos Rococó e Neoclássico. (3) Relógios de caixa alta também conhecidos como “longcase clocks” em inglês ou “grandfather clocks”, são relógios verticais, tradicionalmente construídos com uma caixa alta, de madeira que abrigava o mecanismo do relógio. São caraterizados por terem um longo pêndulo visível e um mostrador (ou esfera) decorado com numerais romanos para indicar as horas
- NOVO AUDEMARS PIGET - HOMEM ARANHA 🕷️
Em 2021 a Audemars Piguet lançou um Royal Oak Concept Tourbillon com uma escultura da «Pantera Negra», um personagem popular. A visão foi de François Bennahmias, um apaixonado pela cultura pop, tanto no cinema e como na banda desenhada. Hoje ficamos a conhecer um novo episódio da sua excentricidade pop. O Audemars Piguet Royal Oak Concept Spider-Man Tourbillon é o mais recente cruzamento entre a Marvel, banda desenhada e mitologia. O relógio fala basicamente por si e, em muitos aspectos, dá continuidade às decisões de design tomadas no lançamento anterior. É limitado a 250 peças e custará 195 000 CFH (200 808 69€). O CONCEITO O modelo de base continua a ser a colecção Concept, com 42 mm. O mostrador apresenta alternadamente marcadores de horas e algarismos árabes em ouro revestido a PVD preto que são sobrepostos por ponteiros do mesmo material. Os ponteiros e os algarismos têm um acabamento em luminescência branca que se torna azul no escuro, no que a marca diz "remeter subtilmente para o mundo do Homem-Aranha". E não nos esqueçamos da mini escultura tridimensional de um Homem-Aranha lançador de teias no centro da moldura. Mas enquanto o Pantera Negra utilizou designs derivados e inspirados nas minas de Wakanda, ricas em vibranium, parece que este relógio adopta uma abordagem mais de «teia». A bracelete do Pantera Negra era totalmente roxa, aqui optou-se pelo preto com apontamentos vermelhos. As boas notícias são também que , pela primeira vez, no Concept, a AP está a fornecer um sistema de braceletes intercambiáveis. ACABAMENTOS E PORMENORES O acabamento geral da caixa em titânio alterna entre superfícies polidas e jacteadas, sem gravações adicionais como no modelo anterior. A caixa em si é de titânio, mas a luneta é de cerâmica preta. O mostrador mostra o Homem-Aranha a meio de uma volta por Manhattan, com uma mão fora da moldura, enquanto a outra mão vem para a frente, como se estivesse a sair de um ecrã de cinema 3D. A forma do desenho do Homem Aranha não vem de nenhuma adaptação da personagem para o grande ecrã, mas sim directamente das páginas de uma banda desenhada. Esta foi sempre a definição clara da parceria da AP com a Marvel nestes lançamentos. Trata-se de personagens de banda desenhada da Marvel, não de uma extensão do Universo Cinematográfico da Marvel. CALIBRE No interior deste relógio bate o Calibre de Manufatura 2974 - um movimento totalmente novo baseado no calibre 2948, que também representa uma mudança em relação ao calibre 2965 do Pantera Negra. O trabalho de esqueletização exigiu um grande esforço de engenharia por parte da equipa da AP, especialmente para reduzir o movimento apenas às peças necessárias e fazer desta forma o Homem Aranha a estrela do espetáculo. Neste processo, o que nos resta é o Homem-Aranha a emergir essencialmente de um vazio de espaço negro, equilibrado em torno do turbilhão. De acordo com a AP, «a silhueta e o relevo da personagem são primeiro cortados de um bloco de ouro branco utilizando uma máquina CNC. O fato do super-herói é depois gravado a laser para obter as diferenças de textura que lhe dão o seu aspecto "têxtil"». Após este processo, os retoques e os acabamentos relacionados com a gravação são efectuados à mão por um único artesão. A pintura é também uma etapa acabada à mão. No total, trata-se de um processo de 50 horas. BENEFICIÊNCIA Tal como aconteceu com o Pantera Negra, a AP irá também oferecer uma variação única deste relógio para leilão, em benefício das associações First Book e Ashoka. A peça única do Pantera Negra foi vendida por 5 200 000€. FICHA TÉCNICA Modelo: Audemars Piguet Royal Oak Concept Spider-Man Tourbillon Caixa: 42 mm em titânio; Luneta e coroa: cerâmica preta, Vidro: safira Fundo: caixa Resistência à água: 50 m Mostrador: personagem do Homem-Aranha em 3D pintado e esculpido à mão Marcadores das horas: em ouro branco com revestimento em PVD preto Luneta interior: preta Ponteiros: Royal Oak em ouro branco com revestimento luminescente Calibre: 2974 de corda manual com uma frequência de 3 Hz Reserva de Marcha: 72 horas de reserva de marcha; Funções: turbilhão, horas e minutos Preço: CHF 195.000 (200 808 69€) Para mais informações, clique aqui.
- O ressurgimento da relojoaria americana: J.N. Shapiro Resurgence
Grande parte dos conteúdos escritos sobre relojoaria são americanos, o lamento pela ausência de uma indústria relojoeira americana é constante. Neste contexto a J.N. Shapiro Resurgence surge como a maior esperança para o regresso da construção de relógios em solo americano. Certamente vamos ouvir falar muito desta marca nos próximos tempos, tal como de Josh Shapiro. A Hamilton Watch Company foi em tempos a pérola da relojoaria Americana, fechou as portas há quase 60 anos. Este foi o fim da indústria relojoeira americana, muito importante na sua altura, especialmente pela automatização dos processo de fabrico. Josh Shapiro é um conhecido Guillocheur, os seus trabalhos podem ser vistos tanto em peças de relojoaria como de joalharia. Neste momento este é o protagonista do ressurgimento da relojoaria americana. Todas as fontes de informação o anunciam desta forma. Não se trata da construção de novas fábricas de relojoaria ou se quer de uma rede de fornecedores de componentes de relojoaria. Estes movimentos já tiveram o seu tempo e dificilmente regressarão. Trata-se do aparecimento de uma marca de relojoaria independente, a J.N. Shapiro Resurgence, que afirma fazer um relógio praticamente todo construído em solo americano. CORDA OU MOLA REAL Começamos pelo mais difícil: a mola real do Resurgence, que é suíça. De acordo com as regras da FTC (Federal Trade Commission), um brinquedo pode ser fabricado na América, mas usar baterias japonesas e ainda assim ser qualificado como sendo americano. É assim que Shapiro explica a mola real, que diz ser uma fonte de energia descartável da mesma forma que, tal como uma pilha, pode ser substituída na assistência técnica, se necessário. Em que é que este debate se baseia? Percentagens e peças, principalmente. Ao contrário do "Swiss Made", que só precisa que 60% das peças sejam fabricadas na Suíça, ou do "Made in Germany", que também não é particularmente restritivo, a FTC é mais restritiva. Diz que qualquer produto que se afirme ser de fabrico americano tem de ser "todo ou praticamente todo" fabricado nos EUA, e "o produto não deve conter qualquer conteúdo estrangeiro - ou deve ser insignificante". ESPIRAL Segundo Mark Kauzlarich da Hondinkee: «Shapiro contou-me que, durante a fase de protótipo, ele e a sua equipa compraram molas planas à Precision Engineering na Suíça, enrolaram-nas e vibraram-nas na sua própria oficina. Também tiveram de utilizar rubis (bem como vidros e anilhas, que ainda não estão disponíveis nos Estados Unidos) de fontes externas. Mas Shapiro acabou por encontrar uma empresa americana que fabricava rolamentos com rubis para outras indústrias e conseguiu que fabricassem rubis para relógios pela primeira vez em décadas. Também encontraram um fornecedor de espirais nos Estados Unidos e compraram uns impressionantes 28.000 pés ou 5,3 milhas, o suficiente para fazer 100.000 molas de cabelo. Mas era o que era necessário para fazer o trabalho e o plano é ter estas alterações em vigor para os modelos de produção. » ACABAMENTO DAS PONTES Independentemente da configuração que o cliente escolha para o seu relógio, as pontes são feitas de prata alemã, também conhecida como maillechort. A platina é acabada com perlage, enquanto as pontes são decoradas de forma atraente com damaskeening, um estilo distintamente americano de acabamento com padrões que foi popularizado pelos relojoeiros americanos do século XIX que a J.N. Shapiro está a homenagear com o Resurgence. "Também nos empenhámos ao máximo na anglage, dando especial ênfase aos ângulos internos. As rodas do movimento são em ouro de 14 quilates, o que é especial, e os raios são arredondados, não planos, o que é muito difícil de fazer" Josh Shapiro MOSTRADOR É apropriado que o design tenha começado com o mostrador do J.N. Shapiro Resurgence. Afinal, essa é uma das coisas pelas quais Shapiro é mais conhecido. A equipa investiu bastante no equipamento necessário para fabricar um relógio como o Resurgence, tal como o seu próprio tempo na realização de alguns dos melhores trabalhos de torneamento em relojoaria. Os mostradores são camadas finas empilhadas com uma variedade de padrões disponíveis para personalização. Existem várias opções para mostradores de cores diferentes, ponteiros em 3D em forma de pá e uma escolha de números romanos, árabes, árabes orientais ou hebraicos para os marcadores. É um processo personalizado com a muita atenção aos pormenores. "Quando comecei a dedicar-me à relojoaria, este era o meu sonho - fazer um relógio, e tudo o que ele contém, a partir do zero. Fizemos 148 dos 180 componentes do J.N. Shapiro Resurgence". Josh Shapiro CAIXA Este movimento está alojado numa caixa de 38 mm por 8,7 mm. A caixa está disponível numa variedade de metais e cores de mostradores torneados para combinar ou contrastar. As asas também são personalizáveis, o que significa que um cliente pode ter uma caixa de dois tons com metal contrastante para a caixa intermédia torneada. No que diz respeito ao preço, a caixa em ouro rosa com um mostrador em zircónio branco prateado fosco ou cinzento escuro começa em 85 000 dólares. Uma caixa em paládio 18k em ouro branco e detalhes com mostrador em prata fosca ou uma caixa em tântalo com detalhes em ouro branco e mostrador azul-marinho custam 80 000 dólares. Para uma caixa de aço com números azulados e mostrador em prata fosca ou uma caixa e mostrador em zircónio escuro com detalhes em roxo, o cliente pagará 70 000 dólares. ANGLAGE E ÂNGULOS INTERNOS Há dois relojoeiros na equipa que fazem anglage, um dos quais tem formação em gravura. Para adquirir as competências necessárias para realizar internamente os ângulos internos, a equipa fez uma formação com Nathalie Jean-Louis, uma especialista suíça em decoração de movimentos que passou seis anos na Greubel Forsey e que agora dirige a sua própria oficina de acabamentos, que também oferece formação. Até as rodas recebem um grau invulgar de acabamento manual, com raios totalmente arredondados. Os raios das rodas são cortados numa máquina CNC, mas a forma final arredondada só pode ser obtida com um tedioso polimento manual. É evidente que a equipa tem muito orgulho no seu trabalho: os movimentos estão todos assinados com "ARTGS", que é a primeira letra do apelido de cada um dos cinco relojoeiros a tempo inteiro que trabalham no Resurgence. MOVIMENTO Mas, sem dúvida, a maior actualização é o movimento, que agora é fabricado na Califórnia. A Série Infinity baseava-se no UWD 33.1, um movimento topo de gama fabricado pela Uhren Werke Dresden. Embora o UWD 33.1 seja um excelente movimento, a visão de Joshua foi sempre a de criar o seu próprio calibre, de fabrico americano. Isto exigiu um grande investimento em equipamento e tempo para produzir peças como o escape, os carretes e os pivôs. De acordo com Joshua, a parte mais difícil de fazer um movimento de raiz foi aprender a fazer "todas as pequenas peças de aço que não se conseguem ver através do fundo da caixa". Uma vez que estes componentes são tão difíceis de fabricar e estão normalmente escondidos no interior do movimento, fabricá-los internamente não é uma opção comercialmente atractiva para a maioria dos relojoeiros. Por esta razão, a maioria dos relojoeiros independentes, e mesmo algumas marcas suíças históricas, subcontratam estes componentes a especialistas. O controlo total do processo de fabrico dá à J.N. Shapiro a possibilidade de propor três disposições de ponte diferentes para o movimento. De um ponto de vista técnico, as três variações são idênticas, mas os coleccionadores têm a opção de escolher entre uma disposição tradicional com pontes de dedos, uma disposição curvilínea com uma grande ponte de comboio em forma de S ou uma disposição de inspiração cubista com pontes rectas. PREÇO Com um preço de 85 000 dólares em ouro e de 70 000 dólares em aço, o preço do Resurgence situa-se no topo do espectro dos relógios artesanais de alta gama. Este preço justifica-se em parte pela natureza personalizável do trabalho de guilhoché no mostrador e na caixa e pela dispendiosa mão-de-obra. Em média, cada Resurgence requer mais de 300 horas de relojoeiro para ser concluído. Existe um enorme esforço para provar que este é um relógio honestamente americano, o que enaltece certamente o espírito patriótico de muitas almas. Numa terra onde a atenção dada à relojoaria é enorme, certamente que esta não será a última marca a ter como bandeira a produção relojoeira em território nacional. À parte do espírito patriótico americano, este é um relógio muito ousado, com uma honesta preocupação pelos mais ínfimos detalhes. Há um longo caminho por percorrer, e é ainda que o tempo faça a sua avaliação. FICHA TÉCNICA: Marca: J.N. Shapiro Modelo: Resurgence Diâmetro: 38mm Espessura: 8.7mm Material da caixa: Ouro rosa, ouro branco, aço, zircónio, tântalo ou qualquer combinação dos dois Cor do mostrador: branco-prateado fosco, zircónio cinzento-escuro, azul-marinho ou zircónio escuro com detalhes em roxo Marcadores: Numerais árabes, numerais romanos, numerais árabes orientais, numerais hebraico.
- “Imperial Patek Philippe Sale” da Phillips Hong Kong totaliza HK$52 / US$6.6 Milhões
O leiloeiro Thomas Perazzi no momento da venda do lote 3, o Patek Philippe Ref 96 Quantieme Lune, que pertenceu ao último imperador da dinastia Qing, Aisin-Gioro Puyi @ Phillips O dia 23 de maio irá ficar marcado na história da Phillips, não só pela inauguração da nova sede na Ásia, no distrito cultural de West Kowloon, em Hong Kong, mas tambem pelo resultado obtido pela peculiar sessão de estreia. O leilão temático histórico, The Imperial Patek Philippe Sale, arrecadou nada menos que HK$ 52 milhões/US$ 6,6 milhões, contando com a participação de colecionadores oriundos de 56 países e uma sala de vendas completamente preenchida A Ref. 96 Quantieme Lune em exposição @ Phillips Liderado pelo seu lote principal, a referência Patek Philippe 96 Quantieme Lune, que pertencera a Aisin-Gioro Puyi, o último imperador da dinastia Qing, a peça foi vendida por telefone a um colecionador asiático residente em Hong Kong, após uma sequência de lances animados que durou seis minutos. Thomas Perazzi, chefe do departamento de relojoaria da Phillips na Ásia, disse: “Estou emocionado com esta sessão que deu início à nossa primeira série de leilões de relógios na nova sede da Phillips na Ásia. Esta venda histórica foi liderada pelo Patek Philippe ref. 96 Quantieme Lune, que foi vendido por HK $ 49 milhões / US $ 6,2 milhões e estabeleceu três recordes - o resultado mais elevado para qualquer referência Patek Philippe 96 alguma vez vendida, um recorde para qualquer relógio de pulso leiloado e tendo pertencido a Imperadores e o lote mais valioso de todos os tempos vendido pela Phillips Watches na Ásia. Estamos também bastante orgulhosos da resposta entusiástica que vimos por parte dos colecionadores internacionais, quando o relógio e os artefatos viajaram pelo mundo e atraíram participantes de 56 países com idades compreendidas entre os 25 e os 60 anos.” A Ref. 96 Quantieme Lune da Patek Philippe @ Phillips Outros resultados excepcionais foram também alcançados por outros artefatos disponibilizados neste leilão. O leque de papel vermelho que Puyi pessoalmente inscreveu e ofereceu ao seu intérprete Georgy Permyakov em Tóquio foi vendido por HK$ 609.600/US$ 77.846, seis vezes a estimativa de pré-venda. Um caderno manuscrito que permite um olhar inédito ao pensamento de Puyi e uma edição encadernada a couro dos Analectos de Confúcio foi vendida por HK$ 952.500 / US$ 121.634, quase cinco vezes a sua estimativa de pré-venda. Para mais informações sobre este leilão visite o sitio da Phillips aqui.
- Boutique Montblanc reabre no C.C. Colombo
No passado dia 16 de Maio a loja MontblancNEO reabriu as portas ao público, na praça central do Colombo, com um novo aspecto, mais luminoso e com os artigos mais próximos do cliente. A HISTÓRIA DA MARCA DE INSTRUMENTOS DE ESCRITA E RELOJOARIA A Montblanc é uma marca bastante abrangente. Iniciou a sua entrada no mundo dos relógios em 1997, até então era conhecida apenas pela produção de instrumentos de escrita de luxo. Em 2006 adquiriu a Minerva, uma marca que produziu relógios desde 1858. No campo da escrita a tradição da Montblanc remonta a 1906 e tem-se mantido, ao longo dos anos, talvez como a marca mais estável e reputada da área. Recentemente com a entrada da nova CEO, o foco da Montblanc está mais dirigido para a moda e por essa razão passaram a estar disponíveis mais artigos em pele. PERSONALIZAÇÃO DE ARTIGOS AO VIVO Na nova boutique é possível sentir a textura das carteiras em saffiano verde e azul, perfeitamente adequadas a todos os géneros. É também possível fazer a gravação das iniciais através de uma máquina de estampagem a quente, em qualquer artigo de pele, disponível na boutique. Esta técnica consiste na transferência do material de fitas prateadas ou douradas para a pele, através de uma prensa quente. Os funcionários da loja tiveram formação específica para garantir que este procedimento decorre sem falhas. O resultado é um artigo Montblanc personalizado, o que torna qualquer objecto mais rico para qualquer utilizador. CAMPANHA MONTBLANC "ESPÍRITO DA BIBLIOTECA - EPISÓDIO LONDRES Para esta ocasião, a Boutique Montblanc no Colombo deu destaque à sua nova campanha internacional que estreou no dia 15 de maio, intitulada de Espirito da Biblioteca – Episódio Londres. Neste segundo capítulo da campanha, a Montblanc descobre a cidade e a sua clássica intemporalidade britânica, sem esquecer a energia subversiva que tanta vida lhe traz. Esta campanha, com imagens captadas pelo famoso fotógrafo Mariano Vivanco, decorre na The London Library, reconhecida como uma das maiores instituições literárias do mundo.
- Hampton, ou o legado artístico da Baume & Mercier
A Baume & Mercier sempre foi uma marca apostada em marcar a diferença, uma característica que honrou quase sempre ao longo da sua história. Prova disso é a linha Hampton que em 1994 marcou o relógio de forma em aço, neste caso na sua dimensão rectangular. A intuição visual e a vertente relojoeira artística adoptada por Paul Mercier (cuja parceria com o relojoeiro William Baume teve inicio em 1918) perdurou muito para além de ter deixado a marca em 1937. Coube aos seus sucessores dar continuidade ao projecto assegurando que tanto a forma como a função correspondiam ao “savoir-faire” relojoeiro suíço, ao mesmo tempo que se distinguia de forma forte e assertiva dos seus pares. Os novos mostradores azuis da linha Hampton @ Baume & Mercier Os novos modelos Hampton, agora apresentados pela Baume & Mercier, são herdeiros desse legado e destacam-se através de mostradores marcadas por um azul luminoso que contemplam três versões: uma automática, uma versão de joalharia e uma terceira bastante arquitectural com caixa em aço e pulseira integrada. Os novos modelos da linha Hampton @ Baume & Mercier Inspirado por um modelo da década de 1960, o estilo Art Deco da caixa Hampton permite-se uma multiplicidade de variantes sempre acentuadas pela sua forma rectangular. As opções abrangem caixas em aço ou em ouro, mostradores numa multiplicidade de cores e tonalidades tanto simples como cravadas com diamantes, com correias em pele ou pulseiras em metal, integradas ou intercambiáveis. Dois dos novos modelos integram um mostrador de um azul intenso com excelentes acabamentos e cada um com o seu ton. O modelo de corda automática M0A10732 com um azul opalino acetinado e o M0A10709 com um azul nocturno mais profundo. Hampton M0A10732 e M0A10709 @ Baume & Mercier Já o terceiro modelo o M0A10740 com caixa em aço apresenta subtis alternâncias entre cinzentos e branco, superfícies polidas e acetinadas, assim como linhas horizontais e verticais ao longo da correia. No centro do mostrador reaparece o motivo rectangular, prolongando-se de uma extremidade à outra do mesmo. A nova versão em aço do Hampton com pulseira integrada @ Baume & Mercier Estes três novos modelos Hampton da Baume & Mercier deverão chegar às lojas já em Junho deste ano. Para mais informações sobre a Baume & Mercier, visite o sitio da marca aqui.
- Novo Ulysse Nardin - Ocean Diver Cronograph
Após quatro meses de regata no mar a partir de Alicante, as tripulações da The Ocean Race atracaram em Newport, RI (EUA), cidade natal da 11º Hour Racing Team, parceira da Ulysse Nardin e da The Ocean Race. Em homenagem ao compromisso conjunto de ambos os parceiros na protecção dos oceanos, a Ulysse Nardin, em colaboração com a The Ocean Race, apresenta o novo THE OCEAN RACE DIVER CHRONOGRAPH. Limitada a 100 relógios, esta edição exclusiva celebra o 50º aniversário da corrida à vela e os seus projectos de investigação e conservação marinha que a Ulysse Nardin apoia. Após quatro meses de regatas no mar - com início em Alicante (Espanha) em Janeiro e paragens na Ilha de São Vicente (Cabo Verde), Cidade do Cabo (África do Sul) e Itajaí (Brasil) - as tripulações da Ocean Race atracaram em Newport, RI (EUA), a 19 de Maio de 2023. A Ulysse Nardin escolheu esta capital da vela de competição para revelar a sua mais recente criação, THE OCEAN RACE DIVER CHRONOGRAPH, um novo relógio criado para celebrar o jubileu da histórica regata. THE OCEAN RACE Originalmente conhecida como Whitbread Round the World Race, depois Volvo Ocean Race, e agora rebaptizada The Ocean Race para a edição de 2022-2023, esta corrida lendária é um esforço humano único e o teste mais formidável para as tripulações de corrida em alto mar. O TRIBUTO Este relógio de edição limitada, lançado em colaboração com a The Ocean Race, é um tributo à paixão dos dois parceiros pelo mar, ao seu sentido de aventura partilhado e ao seu compromisso conjunto com a protecção dos oceanos. ULYSSE NARDIN CRONOMETRISTA OFICIAL Enquanto Cronometrista Oficial da regata, a Ulysse Nardin é responsável pela cronometragem oficial das várias etapas e pela contagem decrescente das largadas, mas é também parceira do 24-Hour Speed Challenge, no qual vence a equipa que percorrer a maior distância em 24 horas. Para além deste papel, a Ulysse Nardin é também parceira do Time to Act, um programa que visa reduzir o impacto devastador da poluição, das alterações climáticas e da sobrepesca industrial nos nossos oceanos. O tempo é central corrida; não apenas em termos de competição e recordes, mas também em relação à urgência de tomar medidas ambientais. THE OCEAN RACE DIVER O novo Ulysse Nardin - Ocean Diver Cronograph celebra a lendária regata à vela, o seu compromisso com a protecção do ambiente oceânico e os projectos de investigação e conservação marinha que a Ulysse Nardin se orgulha de apoiar", Patrick Pruniaux, CEO da Ulysse Nardin As tripulações da Ocean Race voltarão a zarpar de Newport no domingo, 21 de Maio, para continuar a competição, que as levará à Europa e passará por Aarhus (Dinamarca), Kiel Fly-By (Alemanha) e Haia (Países Baixos) antes da grande final, que terá lugar em Génova (Itália) no final de Junho. Como parte deste programa, a iniciativa Racing with Purpose, desenvolvida em conjunto com a 11th Hour Racing - o principal parceiro da The Ocean Race e o parceiro fundador do programa de sustentabilidade da regata - assenta em três grandes projectos para atingir este objectivo, incluindo um esquema científico que visa recolher e analisar dados essenciais sobre a saúde da água. Ao traçarem um percurso de 60 000 km através de algumas das regiões mais isoladas do planeta, raramente visitadas por navios de investigação, as equipas têm uma oportunidade única de recolher dados vitais e colmatar a falta de informação sobre duas das maiores ameaças à saúde dos oceanos: o impacto das alterações climáticas e a poluição por plásticos. Pensa-se que se que seja o maior número de dados alguma vez recolhidos no âmbito de um evento desportivo, e a Ocean Race orgulha-se de desempenhar um papel fundamental no aprofundamento do nosso conhecimento do mundo marinho. É neste contexto de desporto e de compromisso ambiental que a Manufatura apresenta o THE OCEAN RACE DIVER CHRONOGRAPH, um novo relógio que celebra o 50.º aniversário da The Ocean Race, que partiu pela primeira vez em 1973 da cidade costeira de Portsmouth, em Inglaterra. Resistente à água até 300 metros, a sua caixa de 44 mm em titânio DLC preto aloja o calibre cronógrafo Ulysse Nardin Manufacture UN-150 e os seus 318 componentes. Este movimento é visível através do fundo da caixa em vidro de safira e ostenta o número "50" em homenagem a este aniversário. O logótipo da Ocean Race é afixado na peça de cerâmica que adorna a bracelete de borracha e a sua fivela. A luneta unidireccional tem um acabamento Carbonium®, que contém fibras recicladas a partir de restos de fuselagem de aviões, oferecendo um impacto ambiental 40% menor do que outros compostos de carbono. A Ulysse Nardin tornou-se o primeiro relojoeiro a utilizar este material inovador num relógio em 2019. Oferece uma resistência incomparável para o seu peso leve, e o seu soberbo efeito marmoreado faz deste relógio uma criação verdadeiramente única. EDIÇÃO LIMITADA O OCEAN RACE DIVER CHRONOGRAPH está a ser lançado como uma edição limitada de apenas 100 relógios. "O novo Diver celebra esta lendária corrida à vela, compromisso com a protecção do ambiente oceânico e os projectos de investigação e conservação marinha que a Ulysse Nardin apoia Patrick Pruniaux, CEO da Ulysse Nardin As tripulações da Ocean Race voltarão a zarpar de Newport no domingo, 21 de Maio, para continuar a competição, que as levará à Europa e passará por Aarhus (Dinamarca), Kiel Fly-By (Alemanha) e Haia (Países Baixos) antes da grande final, que terá lugar em Génova (Itália) no final de Junho. Ficha Técnica: Referência: 1503-170LE-2A-TOR/3A Calibre: UN-150 de corda automática Movimento de manufactura Cronógrafo Funções: Roda de escape, âncora e mola de balanço, em silício 318 componentes / 25 rubis Frequência: 4 Hz / oscilando a 28.800 vph Mostrador: preto acabado com jacto de areia; contador de 30 minutos às 3 horas; contador de 12 horas e data às 6 horas; pequenos segundos às 9 horas; marcadores e ponteiros revestidos a ródio com Super-LumiNova Caixa: em titânio DLC preto acabada com jacto de areia e acabamento acetinado Luneta rotativa unidireccional côncava em Carbonium® com vidro de safira abaulado Fundo da caixa: em titânio DLC preto aberto em safira, logótipo "50" em homenagem ao 50º aniversário da The Ocean Race Diâmetro: 44 mm Bracelete: em borracha preta com elemento em cerâmica preta às 6 horas, gravado com o logótipo da The Ocean Race; fivela com pino em cerâmica preta Resistência à água: 300 metros Preço:16 000 EUROS (21% IVA) Mais informações: https://www.ulysse-nardin.com/row_euro_en













