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- Laurent Ferrier apresenta novos Square e Classic Micro-Rotor Evergreen
Classic Micro-Rotor Evergreen @ Laurent Ferrier Segundo a Laurent Ferrier, os novos modelos agora apresentados representam uma visão contemporânea de elegância e sofisticação. A manufatura acrescenta ainda que o termo ‘Evergreen’ pretende combinar o caráter intemporal dos modelos com associações à cor verde: um tom profundamente ligado à natureza, ao crescimento e à renovação. Ao incorporar estes princípios, as mais recentes interpretações do Micro-Rotor evocam essa elegância duradoura com um escape natural, enquanto que o verde profundo do novo mostrador deverá trazer uma sensação de harmonia. Terminada a aula de yoga, passemos ao que interessa… Square Micro-Rotor Evergreen @ Laurent Ferrier O modelo está disponível em duas iterações diferentes. O primeiro apresenta uma caixa quadrada de aço inoxidável em forma de almofada combinada com um mostrador verde-escuro, com acabamento vertical escovado acetinado. O segundo apresenta o mesmo mostrador verde com excelentes acabamentos, associado a uma caixa clássica redonda em ouro 18 quilates. A boa legibilidade é garantida pelos índices, em ouro branco de 18 quilates e ouro vermelho. Square Micro-Rotor Evergreen @ Laurent Ferrier A caixa Classic é redonda, construída em ouro vermelho de 18 quilates e apresenta um diâmetro de 40 mm. Inspirado nos elegantes relógios de bolso do século XIX, o modelo não descura os códigos estéticos a que a Laurent Ferrier nos tem habituado. Outro ícone da Maison é a caixa Square, de 41mm x 41mm, que proporciona uma presença mais assertiva no pulso em relação ao modelo Classic. Com suas curvas aerodinâmicas, simetria e linhas elaboradas, pode-se dizer que tem uma presença mais sofisticada. Classic Micro-Rotor Evergreen @ Laurent Ferrier Ambos os casos apresentam uma coroa de rosca em forma de bola, permitindo um manuseamento suave e facilitado. O design, até a parte traseira da caixa com cristal de safira, permite ao utilizador observar o movimento em todo o seu esplendor. As caixas Square e Classic são resistentes à água até 30 metros. Square Micro-Rotor Evergreen @ Laurent Ferrier Estes dois relógios pretendem combinar os princípios tradicionais da relojoaria com os mais recentes avanços técnicos. Cada um está equipado com o calibre FBN 229.01. Este movimento de corda automática está equipado com um microrotor com escape natural, uma inovação técnica que foi particularmente bem recebida pelos apreciadores da casa suíça. Caracterizado por um microrotor tipo catraca unidirecional, o movimento possui uma reserva de marcha de três dias. Projetado, montado e ajustado nos ateliers da Laurent Ferrier, o calibre FBN 229.01 apresenta-se equipado com escape de silício com duplo impulso direto à roda de balanço: uma inovação que permite ao balanço ser reiniciado duas vezes por oscilação, necessitando de duas rodas de escape e uma âncora com geometria ajustada. A combinação desta composição com o uso de materiais de última geração maximiza a eficiência energética. Por sua vez, a excelente eficiência deste escape garante um balanço de elevada amplitude. Como passa a ser necessária menos força mecânica para enrolar a mola no tambor, o mecanismo de corda do movimento é otimizado. DADOS TÉCNICOS Movimento • Calibre: FBN 229.01 de corda automática • Microrotor: unidirecional tipo catraca • Escape: de silício com duplo impulso direto para a roda de balanço • Indicações: horas e minutos centrais. Pequenos segundos às 6 horas • Diâmetro: Ø 31,60 mm (14''') • Espessura: 4,35 mm • Frequência: 3 Hz (21.600 alt/h) • Reserva de marcha: 72 horas • Número de peças: 186 • Número de rubis: 35 Caixa • Aço inoxidável ou ouro vermelho 18k 5N 750 • Dimensões: 41 x 41mm / Diâmetro: 40mm • Espessura: 11,10 mm • Resistência à água: 30 metros • Coroa: em forma de 'bola' em aço inoxidável ou ouro vermelho 18k 5N 750 • Mostrador: Deep Green com acabamento escovado acetinado vertical • Marcadores: em forma de gota ou ouro branco 18k 210 Pd 750, ou ouro vermelho 18k 5N 750 • Logótipo: de decalque branco fosco • Pequenos segundos: às 6 horas Para mais informações visite a Laurent Ferrier aqui.
- Relógios de bolso para o mercado chinês - coleção de um cavalheiro Suíço apresentada pela Antiquorum
Nos séculos XVIII e XIX, quando a aristocracia e burguesia europeias colecionavam porcelana chinesa e os chamados painéis de laca, o Reino do Meio, fascinado pela relojoaria ocidental, comprava relógios de bolso em grandes quantidades, frequentemente com decorações em esmalte. Estas peças são hoje conhecidas como relógios chineses ou relógios feitos especialmente para o mercado chinês. A coleção de relógios de bolso chineses que a leiloeira Antiquorum aqui nos apresenta foi consignada por um dos seus clientes mais antigos e fiéis. As peças que se seguem são apenas uma pequena parte da coleção deste cavalheiro Suíço que servirá inequivocamente como comprovativo do gosto impecável deste coleccionador. A noção e apreensão do tempo é primordial. É o que marca os traços característicos ou mesmo civilizacionais de um povo. Por exemplo, se no Ocidente temos uma visão linear do tempo, no Oriente não é assim. Particularmente nas culturas sínicas, onde o tempo é percebido num sentido circular. Quando se estabeleceram as primeiras relações diplomáticas com a China, durante o reinado de Luís IX de França (1214-1270), os autómatos desempenharam um papel importante. Em 1253, o monarca enviou um embaixador ao Manghu Khan, o Grande Khan da Tartária. Corria a época das grandes incursões mongóis que varreram a Rússia até Kiev, e se estenderam para o sul até à Polónia e a Hungria. Um relato da viagem deste embaixador do rei, Guillaume de Rubruquis, um padre e viajante flamengo, é conservado actualmente no Museu Britânico. Originalmente em latim, foi traduzido para inglês em 1629 e para francês em 1839. O documento afirma que entre os prisioneiros dos tártaros em Karakarum estava um certo Guillaume Boucher, um ourives habilidoso de Lyon que ganhou o favor do imperador da Tartária por lhe ter construindo um autómato monumental e maravilhoso: "Quatro leões prateados jaziam ao pé de uma grande árvore com galhos com folhas e frutos prateados, e leite de égua escorrendo das suas mandíbulas entreabertas. No interior, quatro condutos subiam até ao topo da árvore e desciam em forma de serpentes douradas. Das suas bocas saíam licores preciosos para encher vasilhas de prata. No topo, um anjo tocou uma trombeta quando o copeiro deu a ordem de derramar a bebida. O aparato foi acionado por meio de um fole acionado por um homem escondido na base da árvore. Os criados reabasteciam os reservatórios próximos com os licores para as respectivas condutas". Apesar de os primeiros contactos entre a China e o Ocidente terem sido estabelecidos no século XIII, os primeiros relógios de mesa e de bolso foram importados através das feitorias Portuguesas durante o século XVI (1514), sob a dinastia Ming, especialmente com a chegada dos Jesuítas a Pequim, e entre os quais se encontrava o padre Matteo Ricci (1552-1610). Relógios são desde há muito presentes de eleição. Símbolos de poder, de conhecimento, mensageiros de cultura, símbolos de amizade e verdadeiros medidores de paz. No limiar entre estes dois mundos, os relógios de bolso destinados ao mercado chinês são um esplêndido testemunho do know-how suíço exportado para o exterior já durante o século XVIII. Actualmente são procurados por muitos colecionadores pela riqueza das suas decorações habitualmente gravadas e esmaltadas, com efeitos em ouro e rodeadas por meias pérolas. Estas ordens religiosas, verdadeiras embaixadas da cultura ocidental, espalharam-se por uma parte importante da Ásia, Índia e Pérsia. Neste período, os dois principais centros de produção de relógios de bolso destinados ao mercado chinês eram Londres e a Suíça. Durante o século XVIII, os ingleses fizeram esforços significativos para expandir o seu comércio através da China, e foram os relojoeiros de Londres que desempenharam um papel de destaque na popularidade destas ‘Curiosidades’ tão admiradas pelos chineses. A Companhia Inglesa das Índias Orientais, criada em 1600, assumiu o controle de grandes partes do subcontinente indiano, colonizando partes do Sudeste Asiático incluindo o centro de comércio que era, e ainda é, Hong Kong. Fortes laços comerciais e diplomáticos entre a Grã-Bretanha e a corte Chinesa garantiram que muitos relógios, apesar de serem de origem suíça, fossem assinados com nomes ingleses e marcados com “Londres”. Ás vezes, algumas marcas britânicas eram falsificadas ou imitadas, especialmente durante o século 18 e o início do século 19, quando a relojoaria inglesa gozava da reputação de ser a melhor das melhores. Marcas similares a marcas britânicas foram aplicadas a caixas de relógios para levar o público a pensar que se tratava de um relógio de fabricação inglesa. Era frequente que pseudo "marcas", marcas que deveriam parecer-se apenas um pouco com as marcas que tentavam imitar sem com isso se transformarem em marcas totalmente falsas, recebiam punções oficiais para lhe conferir o máximo de credibilidade. Na maioria das vezes, estes relógios de bolso eram fabricados na China, em prata ou em prata dourada, mas com as mesmas características dos relógios de bolso fabricados na Europa para o mercado Chinês. No entanto, o Bloqueio Continental, de 1806 a 1814, rompeu com as relações entre Genebra e Londres. Depois de 1815, as oficinas de Piguet & Meylan, Jaquet Droz & Leschot em Genebra, James Cox ou Ilbery em Londres e Bovet em Fleurier distinguiram-se pela qualidade das suas criações, muitas vezes esmaltadas em Genebra. No auge deste período, por volta de 1840, o comércio, embora perturbado pelas guerras do ópio, continuou com a Suíça. A influência de Edouard Bovet, por exemplo, foi tamanha que “Bo Wei” é hoje uma palavra cantonesa sinónima de “relógio”. E ao contrário do que se possa pensar, os relojoeiros ocidentais não tiveram de se adaptar ao mercado para onde exportavam. O gosto chinês combinava perfeitamente com o estilo europeu com formas fantásticas, arranjos florais arabescos com bordos coloridos à base de pedras preciosas. Após a Rebelião dos Boxers em 1900 e depois a Revolução Socialista, a maioria das coleções foi vendida. Ilbery London, Suíça, JOVEM CHINESA VESTIDA EM TRAJE FORMAL DA CORTE, feito para o mercado chinês, por volta de 1820. Estimativa: 60.000 – 100.000 CHF Relógio muito fino e extremamente raro em ouro de 18Kt e esmalte, cravejado de pérolas. Relógio com segundos centrais com escape duplex. Caixa Empire, bisel, pingente e arco cravejados de pérolas com decoração esmaltada em champlevê azul e aro esmaltado flinquê escarlate com decoração embutida de meias pérolas, verso em esmalte pintado com o retrato de uma nobre senhora chinesa numa varanda em paisagem chinesa. William Ilbery, Londres, registrado como activo em 1780, morreu em 1839. Ilbery especializou-se em relógios para o mercado chinês e trabalhou em estreita colaboração com diversos fabricantes na Suíça, tanto para movimentos como para trabalhos em esmalte. As relações políticas e comerciais entre a Grã-Bretanha e a China eram tão essenciais que até o talentoso Jaquet-Droz estabeleceu uma filial em Londres para aproveitar o comércio com a China. O melhor período da relojoaria para o mercado chinês coincide precisamente com o sucesso de Ilbery – em 1790 – 1830 – e com o trabalho dos melhores artistas de esmalte – Dupont, Richter, Lissignol etc. cujos temas abarcavam a mitologia clássica, pintura de paisagem suíça, ou baseadas em histórias de natureza alegórica – Fé, Esperança, Amor etc. Desconhecem-se actualmente exemplos com um retrato, e até esta peça ser proposta a leilão, apenas se sabia de uma que poderia potencialmente ter sobrevivido até aos nossos dias. No leilão da Christie's de 20 de abril de 1991 em Nova York - Important Clocks and Watches, o lote 89 era um par do lote atual, mas com o painel do verso representando um retrato de um cavalheiro chinês, também vestido com traje formal da corte (paradeiro atualmente desconhecido). Embora não seja um par no sentido geralmente aceite (ou seja, o tema idêntico, mas pintado ao contrário, em espelho), ambas as peças devem ter sido encomendados originalmente para o mesmo cliente e presumivelmente para o casal retratado em cada um dos relógios. Frequentemente, a numeração sequencial destes movimentos pode ser encontrada nos 'pares', mas isto não parece ter sido uma regra infalível. Como não há tradição ou registo de esmaltadores suíços a trabalhar na China no início do século XIX, é interessante especular sobre de que forma os retratos originais chegaram à Europa. Já no final do século XIX, a fotografia começava a ser usada, e existem desenhos datados da década de 1860 ou posteriores (ver A. Chapuis, la Montre Chinoise, Neuchatel, p.187, fig.148). Considerando a rica coloração do traje e a incorporação de manchas de ouro para simular as tranças, parece exequível que os retratos tenham sido tirados de pinturas em vidro, uma técnica que gozou de considerável popularidade na China. Nesta altura, espelhos de vidro plano eram exportados da Europa para serem parcialmente decorados com a mesma técnica e devolvidos para serem emoldurados ao estilo “chinoiserie". Edouard Juvet, Suíça, O NOBRE, fabricado para o mercado chinês, por volta de 1870. Estimativa: 40.000 – 60.000 CHF Relógio de segundos centrais em ouro de 18K e esmalte muito fino, com escape duplex. Pendente e arco com decoração esmaltada champlevê, painel posterior esmaltado com cena pintada a representar um fidalgo a ajudar a sua amada a atravessar uma ribeira. Cubeta articulada em ouro polido com corte brilhante e decoração gravada. A cena representada ao estilo neo-rocaille, neo-Luís XV, muito em voga durante o século XIX, demonstra o gosto do mercado chinês por este tipo de motivo. Edouard & Léo Juvet Uma das importantes famílias relojoeiras suíças que trabalharam para o mercado chinês. Edouard Juvet (1820-1883) estabeleceu-se pela primeira vez em Buttes em 1842, mas em 1844 mudou o seu atelier para Fleurier. Juvet começou a fabricar relógios "chineses" em 1856. Os filhos de Edouard, Ami-Louis e Léo, viajaram para a China para trabalhar na empresa familiar. Quando Ami-Louis morreu, Léo (1848-1891) ocupou o seu lugar. Em Xangai, os Juvets eram rivalizados apenas pelos Bovets, mas as duas famílias mantinham relações de amizade. A Maison Juvet prosperou, abrindo filiais em Tien-Tsin e Saigão, tanto que em 1872 Léo escrevia: “Os nossos relógios vendem-se como sal”. Em 1873, Edouard Juvet registrou um marca em caracteres chineses, que passou a ser usada nos produtos da empresa. Edouard passou a administração da empresa ao seu filho Léo em novembro de 1875, vindo a falecer em fevereiro de 1883. Ilbery London, Suíça, CALM HARBOR, fabricado para o mercado chinês, por volta de 1820 Estimativa: 60.000 – 100.000 CHF Relógio de bolso fino e extremamente raro, em ouro de 18Kt, pintado em esmalte e cravejado de pérolas com escape duplex. O esmalte atribuído a Jean-Louis Richter. Estojo estilo “Império”, o verso articulado e decorado com uma vista finamente pintada ao estilo de Claude Vernet de lavadeiras num barco inserido numa paisagem portuária calma com montanhas e uma pequena aldeia ao longe. Cubeta de ouro articulada e suspensa presa ao anel do movimento. Jean-Louis Richter (1766-1841) Aprendeu a sua arte com David-Etienne-Roux e Philippe-Samuel-Théodore Roux, tornando-se num dos mais reconhecidos pintores de esmalte. A sua especialidade era a pintura de paisagens e particularmente cenas à beira do lago e marinhas, muitas vezes representando navios num porto ou batalhas com homens em combate. Ocasionalmente pintava também retratos e cenas de caça. Richter não costumava assinar o seu trabalho, mas é claramente reconhecido pelo estilo e qualidade da sua pintura. O artista aplicou a sua arte principalmente em caixas de relógios e caixas de rapé destinadas em grande parte aos mercados chinês, turco, britânico e italiano. Em 1828 manteve uma sociedade com Aimé-Julien Troll (1781-1852) e encontram-se obras assinadas “Richter et Troll” (afirmação não confirmada!). Tal como outros grandes pintores de esmalte da época, Richter encontrava frequentemente inspiração para o seu trabalho em pinturas ou gravuras de artistas em voga nessa época, especialmente Claude Vernet (1714-1789), Van der Myn (1684-1741), Giovanni Battista Cipriani (1727-1785), John Francis Rigaud (1742-1820), John Hoffner (1748-1810) e Francesco Bartolozzi (1727-1815), ou ainda na romantizada vida rural inglesa e irlandesa ou cenas particularmente famosas como o “Estupro de Helena” da gravura de Guido Reni (1575-1642), agora exposta no Cabinet des Estampes, em Paris. William Ilbery (cerca de 1760-1839) Ativo em Londres desde 1780 na Goswell Street, mudou-se para Duncan Terrace no final do século XVIII. Depois de James Cox em Londres e Jaquet Droz na Suíça, especializou-se também na produção de relógios de luxo para o mercado chinês. A sua produção inicial seguiu muito o estilo inglês, apresentando um movimento de platina completa e um escape duplex de roda única do tipo inglês. No entanto, para os relógios de qualidade mais alta, optou por incorporar um escape de retenção de mola. Mais tarde, os movimentos dos relógios que produziu foram bastante inspirados no famoso calibre Lepine com tambor independente, assim como a produção suíça de Jaquet Droz assinada em Londres e a de William Anthony, que trabalhou em Londres. As caixas dos seus relógios eram profusamente decoradas pelos melhores esmaltadores de Genebra, como Jean-François-Victor Dupont, que costumava assinar os seus trabalhos, e Jean-Louis Richter, que raramente o fazia. Ilbery organizou a produção na Suíça, principalmente em Fleurier, de movimentos profusamente gravados para o mercado asiático. Neste processo, ele foi seguido por fabricantes como Bovet e Juvet, que também trabalharam em Fleurier (Val de Travers). Ilbery pode, portanto, ser considerado um dos fabricantes mais representativos dos chamados relógios "chineses". O relojoeiro parece ter mantido contatos estreitos com o comércio continental já que se conhece um exemplar assinado "Ilbery Paris”, e a marca Ilbery & Son foi registada tanto em Londres como em Fleurier, assim como em Cantão (hoje Guangzhou). O seu filho, William Ilbery (c.1780-c.1851), trabalhava com ele. Bovet Fleurier, Suíça, THE SHAKESPEARIAN TRAGEDY, feito para o mercado chinês, por volta de 1824 Estimativa: 50.000 – 100.000 CHF Relógio muito fino e importante em ouro de 18Kt e pérolas esmaltadas, feito para o mercado chinês. Caixa estilo império com engastes e pingente cravejados de meias pérolas, a faixa e o arco de esmalte vermelho translúcido sobre guilhoché com decoração incrustada de meias pérolas, o verso esmaltado e finamente pintado com uma cena de uma tragédia shakespeariana. Cubeta de ouro articulada e com decoração guilhochê. “A Tragédia Shakespeareana” Embora os movimentos fossem geralmente produzidos em Fleurier (Val de Travers), na Suíça, estes relógios de alta qualidade, feitos para o mercado chinês durante o primeiro quartel do século XIX, foram decorados em Genebra pelos melhores artesãos da época. Pintores de esmalte como Richter e Dupont costumavam encontrar a sua inspiração no trabalho de pintores de velhos mestres como Van der Myn (1684-174 I ), Giovanni Batista Cipriani (1727-1785), John Francis Rigaud (1742-1820), John Loffner (1748-1810), Francesco Bartolozzi (1727-1815) e William Hamilton (1751-1801). O verso esmaltado de cada caixa é em si uma verdadeira obra-prima de pintura em miniatura com paisagens à beira-mar, batalhas navais, cenas mitológicas e alegóricas que evocam o amor, como “O rapto de Helena por Paris” retirado da gravura de Guido Reni (1575-1642), incluindo crianças brincando e ilustrações de tragédias shakespearianas. Bovet Uma dinastia relojoeira fundada por Edouard, Frédéric, Alphonse, Gustave, Charles-Henri e Caroline Bovet, oriundos de Fleurier. Em 1822, uma parceria Bovet foi fundada para o comércio chinês de relógios em Cantão. Em 1840, a Bovet Frères et Cie é fundada em Fleurier e, em 1864, a produção de relógios Bovet é vendida aos inspetores de fabricação da Bovet em Fleurier, Jules Jéquier e Ernest Bobillier, uma direcção que mais tarde viria a contar também com Ami Leuba. Em 1888, a Bovet Frères é fundada sob a direção de Alexis Landry, que serviu como aprendiz na oficina de Fritz Bovet em Fleurier, produzindo ebauches para relógios chineses e caixas de prata. Alexis Landry forma uma parceria com Albert e Jean Bovet, especializando-se em cronógrafos e relógios complicados. Em 1901, a marca Bovet é adquirida por César e Charles Leuba, filhos de Ami Leuba. Em 1918, Jacques Ullmann & Co. de La Chaux-de-Fonds compra a marca Bovet da Leuba Brothers e, em 1948, a Favre-Leuba assume a empresa e adquire a primeira fábrica de produção. Em 1966, a Favre-Leuba vende a fábrica em Fleurier e, em 1989, a Parmigiani adquire o nome Bovet. Uma sociedade limitada registada como Bovet Fleurier S.A. é formada em 1990, usando a marca registrada Bovet. Em 1994, Roger Guye e um sócio compraram a Bovet Fleurier S.A. e abrem uma filial em Genebra. Pascal Raffy torna-se o acionista maioritário e presidente em 2001. Hoje, os relógios Bovet estão amplamente disponíveis nos principais destinos do mundo. Ilbery Londres, Suíça, ILBERY, MOVIMENTO DE OURO MACIÇO COM CENA DE ESMALTE RICHTER, feito para o mercado chinês, por volta de 1810 Estimativa: 40.000 – 80.000 CHF Muito fino e raro, relógio de bolso feito para o mercado chinês, movimento especial construído em “ouro vermelho maciço”; Ouro amarelo 18Kt e esmalte; o esmalte atribuível a Jean-Louis Richter. Relógio de bolso em ouro amarelo de 18Kt e esmalte, mostrador aberto redondo, de corda por chave, com movimento especial em ouro maciço e segundos subsidiários às 6. O interior da caixa está marcado com os chamados contrastes “prestige”, baseados nos usados na Grã-Bretanha no início do século, em particular a coroa e a letra “G” de Sheffield (South Yorkshire) para o ano de 1804, enquanto esta mesma letra foi usada em Londres em 1802. Uma Descoberta Extraordinária Este relógio é “irmão” de uma peça que a Antiquorum vendeu em Hong Kong a 28 de abril de 2019 (lote 607). A cena esmaltada dos dois relógios é espelhada; ou seja, a imagem é invertida como o reflexo uma da outra num espelho. Esta é uma das especificidades da produção genebrina para o mercado chinês, que muitas vezes passava pelo trade londrino antes de ser exportada para o Reino do Meio. Também é importante notar que ambos os relógios estão equipados com movimentos fora do comum construídos em ouro maciço. Estamos, portanto, a lidar com um dos ápices da história da relojoaria no início do século XIX. O relógio é acompanhado por uma caixa com dois espaços, expressamente feita para manter as duas peças juntas. No verso desta caixa encontra-se uma etiqueta antiga com uma inscrição manuscrita: “Numa Jacot / Fleurier”. Este pode ser o nome de um antigo proprietário deste par de relógios, agora separados um do outro, mas que se espera possam vir a ser novamente reunidos um dia. É difícil dizer se esta caixa data da época da produção dos relógios ou se é de meados do século XIX; provavelmente a época do seu retorno à Europa após as vicissitudes do Império Celestial no século XIX. Alguns conhecedores afirmam que os números dos movimentos não são consecutivos, e que por isso não podem ser peças nascidas juntas, como dois gémeos. Os estudos realizados há décadas sobre os chamados relógios “chineses” indicam que apesar de isso parece lógico, não é impossível. Uma afirmação que é reforçada se considerarmos que estamos a lidar com movimentos extremamente raros cuja produção deve ter demorado muito mais do que os usuais movimentos clássicos “chineses”. Vários pares de relógios preservados no Museu da Patek Philippe em Genebra demonstram isso mesmo, já que os números do seus movimentos não são consecutivos. Observe-se também que este par de relógios é o único conhecido até hoje com movimentos de ouro. Na verdade, listam-se apenas sete destes movimentos, quatro dos quais são assinados por “Ilbery London”. Apesar desta assinatura, sabe-se hoje que esta produção é inteiramente de Genebra. Para mais informações, recomenda-se o catálogo da exposição 2010: Tellier, Arnaud, & Didier, Mélanie, The Mirror of Seduction, Prestigious pairs of “Chinese” Watches, Geneva, Patek Philippe Museum Editions, 2010. Estojos do tipo “Consular” de Ilbery com bordos recortados A caixa deste relógio foi concebida segundo o mesmo espírito que a do relógio assinado Ilbery, Londres, nº 5995, cujo movimento (latão dourado, platina completa, com fuso e corrente) inclui um escape cruzado Peto de retenção de mola. A pintura em esmalte, também atribuível a Jean-Louis Richter, representa uma cena com crianças “Alimentando os Pintainhos”. Este estojo também é do tipo “Consular” com bordos recortados (ver: Antiquorum, Genebra, leilão, 13 de abril de 2002, lote 61, vendido pelo valor de CHF 245 500.-). A Ilbery parece ter usado este tipo de caixa apenas para os seus relógios topo de gama; aqueles com movimentos de “cronómetro” ou movimentos de “ouro vermelho sólido”. Os movimentos de “ouro vermelho sólido” de Ilbery Apenas poucos relógios Ilberys com movimentos em “ouro vermelho maciço” são conhecidos. Este é o quarto movimento conhecido e devidamente assinado por Ilbery, Londres. Os outros não estão assinados. Todos associados a caixas com pintura sobre esmalte atribuível a Jean-Louis Richter, Genebra. Crianças brincando com um aro A bucólica cena de esmalte pintado que decora este relógio deriva de pinturas de género inglesas de artistas da Royal Academy, como Joshua Reynolds (1723-1792), Francis Wheatley (1747-1801), William Hamilton (1751-1801), William Redmore Bigg (1755-1828), George Morland (1763-1804), etc., que se especializaram em imagens da vida rural inglesa romantizada no último quartel do século XVIII. As suas pinturas foram gravadas por Francesco Bartolozzi (1727-1815), Thomas Burke (1749-1815), John Raphael Smith (1752-1812), Peltro William Tomkins (1760-1840), Henry Gillbank (fl. 19º c.), Thomas Gaugain (1756-c.1810), etc., e vendidas como impressões que foram publicadas por John Boydell (1719-1804) e Josiah Boydell (1752-1817), gravadores e vendedores de impressões, James Daniell (fl.1771-1814), John Brydon (fl.1783-1806) e outros. Essas impressões eram extremamente populares e foram usadas como modelos para esmaltadores de Genebra, incluindo Jean-Louis Richter (1766-1841). Objects of Vertu (Objetos de Virtude) Estes relógios associados a caixas, feitos para o mercado chinês, testemunham um know-how excepcional cuja herança está hoje nas mãos dos departamentos de “Métier d’art” das melhores manufacturas. A tendência para as ricas decorações esmaltadas e os estojos cravejados de pérolas e pedras preciosas estendeu-se a toda uma gama de objectos de virtude – “objets of vertu” –, também conhecidos como vitrines, como caixas de rapé e caixas de música. Atribuível a Piguet et Meylan, Suíça, AUTOMATON AND MUSICAL SNUFF BOX, fabricado para o mercado chinês, por volta de 1820 Estimativa: 40.000 – 80.000 CHF Caixa de rapé muito fina e fora do comum em ouro de 18Kt esmaltada com painéis de vidro eglomise, relógio de segundos central embutido e cena de autómato musical. Caixa em formato retangular com marcas de contraste inglês, painéis eglomise (pintado sob vidro) pintados com flores sobre fundo preto, tampa com bordos e bisel cravejados de pérolas. Mostrador esmaltado finamente pintado com uma paisagem campestre e aplicado em cada lado do mostrador com uma senhora sentada em ouro tricolor à direita, tocando bandolim, um menino de pé à esquerda marcando o compasso em uníssono. Philippe Samuel Meylan - Nasceu a 15 de fevereiro de 1772, em Bas-du-Chenit, morreu em 1845. Aos 20 anos veio para Genebra onde trabalhou para os Frères Godemar na qualidade de mestre. Depois voltou para Brassus onde fundou uma pequena fábrica em 1811. Regressa posteriormente para Genebra onde se estabelece definitivamente. Conheceu outro relojoeiro da sua aldeia, Isaac Piguet, com quem se associou, fundando a firma Piguet & Meylan, que perduraria de 1811 a 1828. Especializou-se em miniaturas, relógios musicais, relógios esqueleto ou autómato, animais mecânicos e figuras, sendo-lhe também atribuída a invenção do calibre “bagnolet”. Isaac Daniel Piguet. Nascido em 1775 em Le Chenit no Vallée de Joux, Isaac Daniel Piguet era filho de Pierre Moïse Piguet e Elisabeth Nicole. Isaac casou-se com Jeanne Françoise Capt por volta de 1795, e por volta de 1800 estabeleceu-se com a família em Genebra. A 10 de fevereiro de 1802 Isaac Daniel Piguet abre um negócio com Henry Daniel Capt, o seu cunhado. A associação entre Piguet & Meylan chegaria ao fim em 1828. Piguet e o seu filho David Auguste estabeleceram então uma nova empresa, a Piguet père & fils, localizada no 69 da rue Jean-Jacques Rousseau. Isaac Daniel Piguet morreu em Genebra, a 20 de janeiro de 1841, aos 66 anos. O arranjo musical “sur plateau”, encontrado nesta caixa, é atribuído a Philippe Meylan. As lâminas foram dispostas em ângulos e intervalos iguais, e movem-se progressivamente para dentro em direção ao centro do disco. Os dentes que tocam as notas mais altas, uma vez que são mais rígidos, são acionados pelo pino próximo ao centro do disco, as notas mais baixas são tocadas pelas lâminas mais facilmente flexionadas, colocadas mais perto da periferia do disco. O número das lâminas varia geralmente entre 16 e 27, mas é hábito haver várias notas duplicadas. A caixa que a Antiquorum irá levar a leilão apresenta esta invenção de Meylan, assim como o arranjo típico do autómato Piguet et Meylan, com o movimento do relógio de segundos centrais e escape de cilindro montado diretamente na mesma platina que o mecanismo musical. Para além disso, o esmalte do lado do mostrador tem a maioria das características encontradas em outros mostradores Piguet et Meylan. Atribuído a Piguet & Capt., Suíça, CESTA DE FLORES, fabricado para o mercado chinês, cerca de 1820 Estimativa: 70.000 – 130.000 CHF Caixa de rapé com relógio oculto e autómato feito de ouro e esmalte, cravejado de pérolas. Caixa com três compartimentos: o compartimento central para o rapé, apresentando-se a tampa decorada com um cesto de flores finamente pintado com um bordo de meias pérolas. Os compartimentos laterais, com tampas acionadas por mola, o esquerdo para os autómatos e o direito para o relógio, estão ambos revestidos de esmalte translúcido predominantemente azul royal sobre um guilhoché "sunburst" com bordos em esmalte branco e meias pérolas. Fundo pintado com borboleta de asas abertas em esmalte vermelho translúcido sobre esmalte azul royal translúcido, igual às laterais, sobre guilloché. Sob a tampa esquerda encontra-se uma cena pastoril cujo autómato permite a uma pastora levantar e baixar a mão, alimentando um cordeiro que mexe a cabeça para cima e para baixo; na frente uma ovelha pastando acena com a cabeça e um cachorro com cabeça animada bebe de um riacho que sai do moinho, com roda de água girando e uma pequena queda de água simulada por um bastão de vidro torcido rotativo. Todas as figuras em ouro e prata multicolores, cenário pintado em esmalte policromado sobre ouro. Sob a tampa direita encontra-se o relógio. Uma caixa de forma idêntica, com autómatos e movimentos de relógio idênticos, esteve na Coleção Pierpont Morgan, descrita no catálogo sob o número 85, e encontra-se agora no Metropolitan Museum de Nova York. Outra está preservada na Coleção Sandoz, descrita por Alfred Chapuis e Edmond Droz em 'Les Automates', placa VII e p.180. Piguet & Capt (ativo entre 1802 e 1811) Especializada na produção de relógios complicados, cenas musicais e/ou autómatos incorporados em relógios, tabaqueiras ou outros objetos. Esteve entre os primeiros em Genebra a usar o mecanismo musical com cilindro pinado e pente de dentes afinados. De Ventôse 16, An X (7 de março de 1802), a 1811, Henry-Daniel Capt (1773-1841) formou uma parceria com Isaac-Daniel Piguet (1775-1841), que era da mesma aldeia – Le Chenit – que ele no Vallée de Joux. A assinatura dos dois artesãos era Piguet & Capt. Em 1811, quando Piguet se separou para se juntar a Philippe-Samuel Meylan (1772-1845) numa nova parceria, Henry-Daniel Capt continuou a trabalhar por conta própria até que, em 1830, estabeleceu uma parceria com Aubert e Filho, Place Bel-Air. A assinatura era Aubert & Capt, e estiveram entre os primeiros fabricantes de Genebra a produzir relógios com cronógrafo. Em 1844, o atelier ficava na rue Neuve, 108, em Genebra. Administrada pelo filho de Capt, Henry Capt Jr., após um curto período de tempo, mudou-se para o nº 85, rue de la Fusterie, e em 1851, para o nº177 da rue du Rhône. Em 1880, a empresa foi comprada por Gallopin e seu nome passou a ser H. Capt Horloger, Maison Gallopin Successeurs, marca registrada a 1 de novembro de 1880, sob o nº 44. Esta assinatura era usada apenas para relógios vendidos na sua própria loja, pelo que os relógios fornecidos a outros vendedores ou lojistas eram apenas assinados com Henry Capt. Henry-Daniel Capt, junto com Isaac-Daniel Piguet e Philippe-Samuel Meylan, foi o principal fabricante de pequenos autómatos musicais no final do século XVIII e início do século XIX. A maior parte de seu trabalho não está assinada, embora em algumas ocasiões ele tenha "arranhado" o seu nome nos movimentos. Proveniência: Publicado no livro Sandberg, páginas 418-419. Lote 201 da coleção Sandberg. Jean-Louis Richter, Suíça, RICHTER ”RIVERSIDE LANDSCAPE” ouro de quatro cores de 18 Kt, por volta de 1830 Estimativa: 50.000 – 100.000 CHF Caixa de rapé musical em ouro quadricolor de 18Kt e esmalte, cravejada de pérolas. Caixa retangular com cantos cortados, painel esmaltado da tampa com bordos cravejados de pérolas, finamente pintada por Richter com paisagem ribeirinha, castelo e montanhas ao fundo, barco a remos em primeiro plano com família. Painéis laterais e de fundo em guilloché com quatro cores apresentando decoração floral e folhagem dourada sobre fundo opaco. Texto original Antiquorum adaptado e acrescentado para o IPR. As peças descritas irão ser apresentadas durante o leilão de Maio de 2023 em Genebra Avaliações: 10 a 15 de maio Antiquorum Genève SA 3 rue du Mont-Blanc 1201 Genebra Leilão: 14 e 15 de maio Domingo, 14 de maio, às 17h – 1ª sessão Segunda-feira, 15 de maio, às 10h – 2ª sessão Segunda-feira, 15 de maio, às 14h – 3ª sessão Hôtel Beau-Rivage – Salon de l'Impératrice 13 Quai du Mont-Blanc 1201 Genebra Para mais informações visite a Antiquorum aqui.
- Século XVII, o século de ouro da Relojoaria (3ª parte)
Por: Sílvio Pereira Com este artigo, terminamos uma série de três artigos dedicados à história e à extraordinária importância que o século XVII teve na evolução da relojoaria. Apesar de menos importantes que as relojoarias Inglesas e Francesas deste século, as Genebrinas e Holandesas também foram uma referência neste período, principalmente na inovadora utilização do esmalte, na construção e decoração das caixas, no caso das Genebrinas, e na construção e decoração artística dos galos, no caso das Holandesas. Relojoaria Genebrina Genebra, outrora parte do Reino da Borgonha, então conquistada pelos alemães e governada pela Casa de Sabóia, lutou durante muito tempo pela independência. Em 1387, o bispo Adhémar Fabry concedeu à vila o foral magno, base da sua autonomia comunal. Ainda assim, a Casa de Saboia rechaçou as tentativas de invasão na luta contínua pela independência. Finalmente, em 20.2.1526 Genebra assinou um tratado de aliança com Friburgo e Berna, juntando-se assim à Federação Suíça. O líder protestante João Calvino, residiu em Genebra de 1536 até sua morte em 1564 (exceto durante um exílio forçado de 1538 a 1541) e tornou-se o líder espiritual da cidade, um posto criado pelo Grande Conselho quando a cidade se converteu ao protestantismo. Durante os séculos seguintes, Genebra tornou-se a cidade continental onde mais afluíram protestantes, especialmente fugitivos de França. Muitos desses refugiados eram relojoeiros que aprenderam o seu ofício em Paris, Limoges, Rouen ou Blois. Por volta de 1630, Genebra tornou-se um dos mais prolíficos produtores de relógios e, especialmente, de caixas esmaltadas. Esta especialização, integrando os respectivos estilos ao longo do tempo, continuou com algumas interrupções até finais do século XVIII. Durante o século XVII, relojoeiros conhecidos trabalharam em Genebra, como Jean Rousseau e o seu aprendiz Jean – François Lachis. Jean Rousseau foi bisavô daquele que se viria a tornar um dos filósofos mais conhecidos da história: Jean-Jacques Rousseau (28.6.1712–2.7.1778). Nos seus escritos, Rousseau menciona que costumava visitar seu pai Isaac Rousseau no seu ateliê de relojoeiro e lá desmontava e voltava a montar relógios. Pierre I Huaud (Huaud le Père, 1612 – 1680) Huaud le Père Musée de l’horlogerie et de l’em-aillerie, Genebra Os Huauds são a família mais conhecida e prolífica de pintores em esmalte da sua época. Descendem de uma família de ourives em Châtellerault, em França. O pai, Pierre Huaud I era um protestante que emigrou para Genebra, onde se tornou “Genebrino” em 1630. Terminou a sua formação de ourives com Laurent Légaré em 1634 e, pouco depois, tornou-se mestre ourives. Em 1661 fez uma formação de pintura em esmalte com Jean André. Pierre Huaud I fez uso notável da técnica pontilhista de pintura sobre esmalte, técnica que usou para a totalidade dos assuntos retratados. Aliás, esta pode ser considerada a principal inovação que lhe é atribuída. Essa técnica, com pontos sobrepostos de cores contrastantes, permitia cenas de maior volume e profundidade. A técnica do pontilhismo era praticada por alguns artistas de Blois e Paris, mas era usada com parcimónia, apenas para rostos, a fim de realçar a delicadeza dos traços ou destacar certos toques maneiristas. Era um pontilhê fino e subtil, quase impercetível, no qual se podia admirar a pureza e delicadeza do traço. Pierre I especializou-se em caixas de relógios de esmalte nas quais a cena central é um retrato, emoldurado por um medalhão geralmente oval e cercado por guirlandas principalmente em preto e branco de flores entrelaçadas e rolagem típica de meados do século XVII. Os seus três filhos também se tornaram pintores em esmalte. Pierre II Huaud (Huaud l'Aîné, 2.2.1647 – c.1698) Foi aprendiz do seu pai. Inspirando-se na técnica de pontilhismo utilizada por este e, como era extremamente talentoso artisticamente, pintou muitas cenas mitológicas e históricas, como o 'Julgamento de Paris', 'O Rapto de Helena', 'Caridade Romana' e 'Cleópatra'. Em 1685/6 foi para Berlim para trabalhar ao serviço da corte de Brandemburgo. Pierre II Huaud - Musée de l’horlogerie et l’emaillerie, Geneva Após uma breve estadia por lá, retornou a Genebra em 1686. Pierre II voltou para a Alemanha no final do ano de 1689 e, em 1691, foi nomeado pintor-miniaturista de Frederick I. Pierre II era o mais talentoso dos três filhos, são conhecidas apenas poucas caixas de relógios com a sua assinatura (a maioria delas não é assinada). Dois exemplos de caixas assinados encontram-se numa coleção pública na Suíça, um terceiro está na coleção Frick em Nova York. Pierre II assinou a sua obra de várias formas: 'P. Huaud l'aisné pinxit a Geneve', 'Petrus Mayor Natus Pinxit Geneva', 'Huaud l'aisne pinxit a Geneve', 'P. Huaud P. a G' ou apenas 'P. Huault'. A assinatura é muitas vezes incluída numa cartela na lateral, sob o VI; raramente é encontrada no centro do mostrador. As obras não assinadas distinguem-se das dos seus irmãos pela melhor qualidade e maior precisão da esmaltagem. Além disso, continuou a usar os elementos em preto e branco típicos da obra de seu pai, integrando-os como separadores entre as habituais cenas de paisagem na borda das caixas. Os três filhos, assim como o pai, foram inspirados pelos mesmos assuntos: mitologia grega, pinturas de Peter Paul Rubens (28.6.1577 – 30.5.1640), natureza e arquitectura. Jean-Pierre Huaud (Huaud le Puîné, 1655 – 1723) e o seu irmão Ami Huaud (9.8.1657 – 16.11.1724) Tornaram-se sócios de 1682 a 1688. Tanto eles como o seu irmão mais velho, foram nomeados pintores da Corte de Brandemburgo em 1686, indo viver para Berlim, onde viveram e trabalharam até 1700, quando retornaram a Genebra. Embora grande parte dos seus trabalhos tenham sido feitos em parceria, muitas vezes também trabalharam sozinhos. Jean Pierre Huaud - Musée de l’horlogerie et l’emaillerie, Geneva Quando trabalhava sozinho, Jean-Pierre assinava: 'Huaud le Puîné', 'P • Huaud L 'aisne pinxit a Genève ou 'Huaud Le puisné fecit'. Ao trabalharem juntos, os dois irmãos assinavam: 'Les •f• Huaut' , 'L. deux frères Huaut les jeunes' ou 'Les deux frère Huaut pintre deSon A[ltesse] • [l']E[lecteur] de B[randebourg] • a berlin'. O trabalho da família Huaud era procurado por relojoeiros de toda a Europa. Os relojoeiros encomendavam as caixas e depois construíam os relógios à medida. Após a invenção da mola de balanço em 1675, quando os movimentos antigos se tornaram obsoletos, as caixas mais antigas ainda eram valorizadas a ponto de, para muitas delas, os proprietários encomendarem um novo movimento já com mola de balanço. Os Huauds criaram uma verdadeira escola de pintura sobre esmalte. O seu trabalho e reputação ajudaram a popularizar a arte em todo o mundo. Tal como aconteceu com Blois e Limoges, as características deste tipo de pintura sobre esmalte levaram-na a receber o nome da sua cidade de origem: ‘Email de Genève’. Pierre II Huaud, Genebra, 1675 Caixa Pierre II Huaud, Genebra, 1675 Caixa em ouro (40 mm de diâmetro) esmaltada no verso com uma cena representando o 'Julgamento de Paris' segundo uma gravura de Antoine de Fer (falecido em 1673) e segundo uma pintura de Laurent de la Hyre (27.2.1606 – 28.12.1656) que ele pintou após uma pintura de Peter Paul Rubens (ca. 1636). A borda é esmaltada com vinhetas de paisagens idílicas separadas por volutas em preto e branco. O interior da caixa é esmaltado com vista para uma vila imaginária rodeada de árvores altas com uma ponte sobre um rio (o Ródano?) e uma pessoa com chapéu. Ao fundo pode-se ver o que parece ser o lago de Genebra e os Alpes ítalo-franceses. A esmaltação sobreviveu em muito bom estado, são visíveis apenas pequenas fricções nas superfícies, algumas pequenas rachaduras e uma pequena perda de esmalte. O pingente e a argola estão em bom estado, possuem um aspecto um pouco mais escuro que o estojo, isso deve-se ao aquecimento do estojo dourado durante a queima do esmalte. Este procedimento faz com que o ouro pareça ligeiramente mais claro. Esta caixa muito provavelmente foi feita para o mercado inglês, pelo formato do pingente. O Julgamento de Paris, P. P. Rubens, c. 1636, National Gallery, Londres Segundo a literatura, restam menos de 100 caixas esmaltadas por um membro da família Huaud (a maioria das sobreviventes são feitas por Jean-Pierre e Amy), a maioria das quais em coleções públicas como o Louvre (Paris), British Museum, Victoria and Albert Museum (Londres), Uhrenmusem Beyer (Zurique), coleção Frick, Metropolitan Museum of Art (Nova York), Haus zum Kirschgarten (coleção Dr. E. Gschwind, Basel), International Watch Museum (La Chaux-de-Fonds), Musée d 'horlogerie (Le Locle), Patek Philippe Museum, Musée de l'horlogerie et de l'emaillerie (Genebra). Note-se que em 24.11.2002, várias peças importantes foram roubadas do 'Musée de l'horlogerie et de l'emaillerie' em Genebra (entre elas, 9 peças com caixas esmaltadas pela família Huaud). É importante referir que a compra de bens culturais roubados é proibida pelo direito internacional (Convenção da UNESCO sobre os Meios de Proibir e Prevenir a Importação, Exportação e Transferência Ilícitas de Propriedade de Bens Culturais, 1970). Jean Rousseau (1606-1684) Jean II Rousseau foi o segundo de uma dinastia de relojoeiros localizada em Genebra a partir de 1630, quando fugiu de França para Genebra, que se tinha tornado o berço dos protestantes franceses em retirada. Jean Rousseau ganhou fama fazendo relógios finos em caixas refinadas, muitos deles decorados pela célebre família Huaud, mas também relógios de forma, como o seu pai, assim como relógios complicados e astronómicos. Teve 12 filhos, 5 deles seguiram-no no negócio, os mais conhecidos são Jacques, David e André Rousseau. Um conhecido aprendiz de Jean Rousseau foi Jean-François Lachis, que se tornou um famoso relojoeiro por mérito próprio. Jean Jacques Rousseau David Rousseau (1641-1738) assumiu os negócios do seu pai em Genebra, que depois passou ao seu filho Isaac Rousseau (1672 – 1747), pai do conhecido filósofo Jean – Jacques Rousseau (28.6.1712 – 2.7.1778). André Rousseau foi enviado para Hamburgo (Alemanha) para uma aprendizagem do oficio de ourives e lá continuou a trabalhar. Jacques Rousseau tinha que representar os negócios da família em Inglaterra, estabelecendo-se em Londres, o centro mundial da relojoaria na época. Lutou muito para conseguir contratos com os relojoeiros locais, como Tompion, Windmills, Quare e outros. Os outros dois filhos, Noël e Louys Rousseau também entraram no negócio, mas as informações são escassas sobre seu trabalho. A maior coleção de mais de vinte relógios com movimentos feitos pela família Rousseau pode ser admirada no Museu Patek Philippe em Genebra. Jean – François Lachis, (30.9.1627 – 4.11.1699) Jean – François Lachis foi aprendiz de Jean Rousseau, que se casou com uma das suas filhas, Clermonde Rousseau, em 1657. Foi também, juntamente com Jean Rousseau, mestre de David Rousseau, filho de Jean que continuou os negócios do pai em Genebra. Movimento criado por Jean – François Lachis, em 1685 Latão dourado, movimento de corda manual frontal do tipo "cebola" inicial de um ponteiro. Grande balanço de aço com quatro braços sem mola de espiral nem ponte de balanço (galo). pequeno regulador prateado e escape de roda de reencontro (verge). Placa traseira assinada 'François Lachis'. Longos pilares redondos de balaústres. Falta corrente, mostrador e placa do mostrador. Trabalho de movimento para um único ponteiro das horas. Jacques (Jacob) Rousseau, Londres, Nr. 1738, 1690 Movimento criado por Jacques Rousseau em 1690 Latão dourado, sistema de corda manual da mola real na placa traseira típico de manufatura inglesa. Balanço em latão, sem mola de espiral. Galo de apoio único sem rubis. Regulador Tompion e escape de verge. Placa traseira assinada 'Ja(cque)s Rousseau, London, No. 1738'. Pilares egípcios com coroas de prata. Falta corrente, mostrador e placa de mostrador, bem como trabalho de movimento. Embora fabricado em Londres, este movimento deve ser apresentado como inspirado nas manufacturas de Genebra, devido à ligação com Jean-Jacques Rousseau e também pelo facto de muitos relógios de estilo inglês terem sido feitos em Genebra como cópias do trabalho de Londres. Este é um dos poucos movimentos que conhecemos com a assinatura de Jacques Rousseau. Jacques Rousseau aprendeu a arte de lapidar antes de ser enviado a Londres pelo seu pai. Um seu neto, Samuel Rousseau (1763 – 1820) foi um estudioso e impressor oriental britânico. Compilou o primeiro dicionário árabe-inglês e traduziu e imprimiu as primeiras edições em inglês de várias obras árabes importantes. Galo de dois apoios Galo de dois apoios de estilo francês (35,5 mm de diâmetro máximo, 37,7 mm entre orifícios de fixação), decorado com arabescos simétricos, dois golfinhos, elementos geométricos, arquitectónicos e trabalho de filigrana típico do estilo francês Louis XIV. A única característica que o denuncia como feito em Genebra é a escala anti-horária para mostrar a tensão da mola do balanço (1 -8), cujo mecanismo diferia do usado em França, sendo usado exclusivamente em Genebra. Relojoaria dos Países Baixos Ainda que uma das mais importantes invenções da relojoaria, a mola de espiral, possa muito provavelmente ser atribuída a um holandês, Christiaan Huygens, o fabrico de relógios era bastante limitado e restrito às grandes cidades como Amsterdão, Roterdão e Haia. Além disso, o típico relógio de bolso holandês só foi produzido aproximadamente entre 1685 e 1750. O relógio holandês, em comparação com o relógio inglês ou francês, tinha um tipo e único de galo, com dois apoios como o francês, mas eram muito mais largos. Muitos relógios apresentam um 'pêndulo simulado', que é um pêndulo com uma saliência que aparece através de uma abertura oblonga e curva. O objetivo dessa construção era dar a impressão de que o relógio de bolso estava equipado com um pêndulo real, sugerindo uma peça de alta precisão. Outras características dos relógios holandeses são os pilares, às vezes muito complicados, provavelmente para diferenciá-los dos relógios ingleses ou franceses e impor um 'estilo holandês'. Além disso, os clientes holandeses gostavam muito de complicações visíveis no mostrador, muitos dos primeiros relógios holandeses tínham função de calendário ou dia/noite. A maioria dos mostradores (prata champlève ou ouro e posteriormente esmaltados) mostram outra especialidade holandesa: os índices de minutos 'ondulado', mais tarde por vezes combinados com uma cena central esmaltada da vida quotidiana (campestre, navios, paisagens). Esta última característica foi posteriormente adotada também em relógios ingleses e franceses. Muitos relógios de estilo holandês também foram fabricados em Genebra com atribuição falsa de 'London' para o mercado holandês e escandinavo. Galo de dois apoios - Holanda, 1690 - coleção particular Lille (F) Prata, altamente decorada com cena mitológica. Diâmetro 33mm (43mm com apoios). Furo para veio de enrolamento integrado no galo. Representando uma Vênus nua e voluptuosa, deitada, rodeada de flores. Um fino véu parece moldar as formas harmoniosas de seu corpo. Agarra com a mão esquerda uma maçã (símbolo do poder fertilizante) que lhe foi oferecida por um sátiro com feições caprinas que carrega uma cesta de frutas. Este sátiro representa Pan, o deus da fertilidade e do poder sexual. Sobre a cena um cupido protege-os com arco e flecha. No topo, duas pombas representam o amor no casamento. Vênus é a deusa da beleza e do amor. Foi criada a partir de uma gota de sangue de Urano, quando foi mutilado por Chronos. Este sangue fertilizou a água e Vênus surgiu da espuma uma onda branca. Deusa do amor, os seus poderes são imensos, representa duas facetas do amor: Uma sendo a protectora amorosa do casamento, a outra representando a paixão imparável. É casada com o deus Hefesto, mas frequentemente trai-o com outros deuses ou mesmo com mortais. Este tipo de galo está representado no livro de Tardy (‘les coqs de montres du Mont Saint Michel’) que descreve a colecção de galos de relógios do ‘Mont St.Michel’, na Normandia, França. Este exemplar é considerado como o mais belo galo de relógios holandeses.
- Só há um Ralf Tech WRX Automatic Carbon Tech 3
E vão 3! Com base no sucesso dos modelos Carbon Tech (2017) e Carbon Tech Blue (2020), a Ralf Tech está de volta com um novo modelo exclusivo em carbono forjado, o 3º com este nome. Ralf Tech WRX Automatic Carbon Tech 3 @ Ralf Tech O Carbon Tech da Ralf Tech é um material considerado inovador e que pertence à família dos carbonos SMC. Um material verdadeiramente excepcional, feito de longas fibras de carbono tecido com reforço multilateral. Nesta nova peça única encontram-se as mesmas virtudes presentes nos modelos anteriores: excelente resistência química e exemplar resistência física, uma noção que é essencial para os clientes mais exigentes da Ralf Tech. O WRX Automatic Carbon Tech 3 distingue-se pela sua cor preta com uma aparência iridescente e reflexos variáveis dependendo do ângulo de incidência da luz. Com uma verdadeira camuflagem urbana, o modelo incorpora todos os códigos habituais neste tipo de relojoaria. Ralf Tech WRX Automatic Carbon Tech 3 @ Ralf Tech Visualmente, a discrição do preto iridescente e do mostrador “sage” contrasta com o ponteiro laranja dos segundos. Os marcadores, também cor de laranja, marcados com algarismos arábicos ás 3-6-9-12 distinguem-se pelo seu estilo industrial e militar, o que reforça o lado inusitado desta peça única. O WRX Automatic Carbon Tech 3 inclui luneta unidirecional “Ceramfine®”, uma liga de cerâmica e pó de titânio que lhe confere, além do acabamento fosco a combinar com a caixa, uma excelente solidez, durabilidade e legibilidade. Este modelo exclusivo opta por um movimento mecânico de corda automática RTA002. Um calibre que permite uma reserva de marcha de até 45 horas. Ralf Tech WRX Automatic Carbon Tech 3 @ Ralf Tech Recordamos que se trata de peça única, dita "fora de coleção”. Irá estar disponível a partir de 18 de março de 2023 nas lojas que representam a marca ou em www.ralftech.com. O preço é de € 18.500. CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS: WRX Automatic Carbon Tech 3 Movimento mecânico de corda automática RTA002® 25 rubis, 28.800 alt/h, incabloc ® Reserva de marcha de até 44 horas Resistência real à água de 1000M Em conformidade com o padrão ISO 6425 “relógios de mergulho” Funções de horas, minutos, segundos, cálculo do tempo de imersão Caixa Carbon Tech SMC com um diâmetro de 47,5 mm (excluíndo a coroa) Mostrador “Sage” Vidro de safira abaulado com tratamento antirreflexo, 5,9 mm de espessura Ponteiros pretos e ponteiro dos segundos laranja, C3® “Superluminova®” luminescente profissional Luneta unidirecional de aço aparafusado, 120 cliques, inserção de cerâmica “Ceramfine®” preto fosco, C3® marcador luminescente Fundo aparafusado e gravado com numeração na série 01 /01 Coroa reforçada, aparafusada e protegida Bracelete em pele de bezerro barenia preta e bracelete em silicone preto 26mm, perfurações ovais, fivela aparafusada 26mm Fornecido em estojo específico e único Peça única fora da coleção Swiss Made Para mais informações visite o sítio da Ralf Tech aqui.
- Phillips leva a leilão Ref. 96 da Patek Philippe com proveniência Imperial
Phillips apresenta uma rara referência 96 Quantieme Lune da Patek Philippe anteriormente pertencente a Aisin-Giro Puyi, o último imperador da dinastia Qing. Aisin-Giro Puyi, foi o último imperador da dinastia Qing (1906-1967). Nascido em 1906, ascende ao trono como imperador Xuantong com apenas três anos de idade, de acordo com o decreto da imperatriz viúva Cixi. Quando mais tarde as forças japonesas que ocupavam o território da China se renderam em 1945, Puyi foi capturado no aeroporto de Shenyang pelo Exército Vermelho Soviético. Imperador Aisin-Giro Puyi, foto de Ullstein Bild @ Getty Images Depois de ser detido, Puyi foi mantido primeiro em Chita como prisioneiro de guerra, tendo posteriormente sido encarcerado durante cinco anos num campo de detenção de Khabarovsk. Em agosto de 1946, Puyi testemunhou no Tribunal Militar Internacional para o Extremo Oriente em Tóquio na qualidade de testemunha histórica. Durante o tempo que passou na União Soviética, Puyi acabou por desenvolver uma estreita amizade com Georgy Permyakov, o seu intérprete. Após a vitória de Mao Zedong na China, e a sua posterior visita à União Soviética em 1950, as autoridades soviéticas acederam ao pedido de repatriação de Puyi. De acordo com um relato em primeira mão da autoria do sobrinho do imperador, foi nessa época que Puyi presenteou Permyakov com este Patek Philippe Ref. 96 Quantiéme Lune. Ref. 96 Quantiéme Lune da Patek Philippe @ Phillips Tratava-se de uma referência lendária na história da Patek Philippe. A referência 96 com data tripla e indicação de fases da lua é um marco histórico no percurso da manufactura. A caixa Calatrava em platina, da autoria de Antoine Gerlach, estava devidamente identificada com o contraste composto por uma Chave e número 4. O mostrador conjugava a numeração árabe com um aro de ouro rosa à imagem do ponteiros “Feuille”. No interior, um movimento Victorin Piguet ébauche de 11 ''' produzido precisamente durante a crise financeira gobal de 1929, e que marcou o início da Grande Depressão. Com a apresentação da referência 96 como novidade em 1932, o movimento foi ainda mais atualizado pela Patek Philippe e associado em 1937 a uma caixa de platina modernista com claras influências do movimento Bauhaus. Ref. 96 Quantiéme Lune da Patek Philippe @ Phillips Anos depois o último Imperador viria a ser amnistiado, mas apenas depois de se tornar um cidadão da Nova China. A nova condição valeu-lhe a nomeação como Comissário de Materiais Culturais e Históricos pelo Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês. A 17 de outubro de 1967, aos 61 anos, Puyi é vitima de doença em Pequim. A sua vida seria mais tarde dramatizada na obra-prima cinematográfica de Bernardo Bertolucci, O Último Imperador. Ref. 96 Quantiéme Lune da Patek Philippe @ Phillips Segundo a leiloeira Phillips, que agora se prepara para levar a peça leilão, o Patek Philippe oferecido por Puyi a Permyakov é bastante peculiar, conhecendo-se apenas dois exemplares com esta configuração “Roulette” árabe esmaltada. Ambos estes modelos estão associados a caixas em platina, apresentando números de movimentos consecutivos. Uma destas peças faz actualmente parte da coleção do Museu Patek Philippe em Genebra, e o segundo foi vendido em 1996 a um colecionador privado. Mantido no seu estado original o modelo apresenta uma pátina consistente o que, segundo a Philips, faz dele uma cápsula do tempo com importância histórica. Ref. 96 Quantiéme Lune da Patek Philippe @ Phillips Para consolidar ainda mais a sua autenticidade, a produção do relógio foi confirmada através de um extrato emitido pelos arquivos da Patek Philippe, que menciona um mostrador prateado, uma zona de ouro rosa e marcadores de horas em esmalte, fabricado a partir de 1929 e posteriormente vendido a 6 de outubro de 1937. Até agora apenas se conheciam o paradeiro de sete referências 96 com esta conjugação de complicações. O presente exemplar surge pela primeira vez no mercado, sendo o oitavo exemplo a aparecer. Ref. 96 Quantiéme Lune da Patek Philippe @ Phillips Adicionalmente, e durante a inauguração da nova sede da Phillips na Ásia no Distrito Cultural de West Kowloon em Hong Kong, a Phillips em associação com a Bacs & Russo, anuncia a mostra de vários artefactos que pertenceram a Aisin-Giro Puyi, o último imperador da dinastia Qing. Serão expostos o presente Patek Philippe Reference 96 Quantieme Lune, um leque de papel com inscrições, um caderno manuscrito, pinturas em aguarela e uma edição impressa em couro dos Analectos de Confúcio, oferecendo uma visão rara de um capítulo marcante da história. Ref. 96 Quantiéme Lune da Patek Philippe @ Phillips De 1945 a 1950, o imperador deposto foi mantido prisioneiro na URSS. Durante esses cinco anos, um oficial soviético que falava mandarim fluentemente serviu como intérprete e tutor do imperador. Esses artefactos destacam a extraordinária amizade que se desenvolveu entre Puyi e o seu tradutor russo. Os artefactos estarão em exposição de 18 a 31 de março, seguindo-se uma digressão internacional por Nova Iorque, Singapura, Londres, Taipei e Genebra, sendo as peças colocadas à venda posteriormente. Para mais informações, aceda ao sítio dia Phillips.
- Seiko inclui GMT na linha Prospex
Alimentado por um novo movimento com 3 dias de reserva de marcha, a coleção Seiko Prospex integra pela primeira vez um modelo de mergulho mecânico com indicação de segundo fuso horário GMT. Pela primeira vez, um Seiko Prospex inclui um movimento mecânico com função GMT @ Seiko Desde que lançou o seu primeiro relógio de mergulho em 1965, que a Seiko desenvolve novas tecnologias, funcionalidades e novos designs, que tornaram a coleção de Diver’s Seiko Prospex uma referência tanto entre mergulhadores amadores como profissionais de todo o mundo. Agora, a Seiko apresenta um novo movimento da série 6R, uma família de movimentos mecânicos extensamente testados e comprovados. O novo movimento integra agora uma função GMT e oferece uma reserva de marcha de 72 horas (3 dias completos). O Calibre 6R54 equipa três novas criações Prospex, todas reinterpretações modernas de um clássico da Seiko de 1968. O bisel em cerâmica protege contra riscos e aumenta a durabilidade @ Seiko O ponteiro GMT pode ser ajustado de forma independente em incrementos de uma hora, sem interromper o movimento dos ponteiros de horas, e permite uma leitura facilitada do segundo fuso horário. Os três modelos têm uma resistência à água até 200 metros, ponteiros e índices revestidos com Lumibrite, uma tinta luminescente desenvolvida pela Seiko. Os modelos exibem bisel cerâmico rotativo unidirecional com o marcador das 12 horas luminescente. Cada relógio faz-se acompanhar por uma nova bracelete em aço inoxidável com 3 filas de elos de perfil esguio. O novo Calibre 6R54 @ Seiko A par das criações de estilo clássico, com mostradores em verde e em preto, que se juntam à coleção Prospex principal, é também lançada uma edição limitada que celebra o 110º aniversário do primeiro relógio de pulso da Seiko e do Japão, o Laurel de 1913. O tom azul-gelo do mostrador, combinado com a sua textura estriada, cria um efeito de profundidade @ Seiko O modelo distingue-se pelo mostrador em azul-gelo com uma textura intrincada, inspirada nos glaciares polares que dão forma às paisagens do Árctico e da Antárctida. Foi aqui que, nas décadas de 1960 e 1970, foi forjada a reputação dos relógios Seiko como fiáveis e duradouros, tendo sido usados por diversos aventureiros e investigadores em expedições aos Pólos Norte e Sul. A bracelete adicional complementa o mostrador com tonalidades inspiradas no gelo glacial @ Seiko Este relógio de edição limitada partilha o mesmo desenho de caixa e a mesma bracelete com as outras duas criações, mas inclui uma bracelete adicional. Esta bracelete é fabricada inteiramente com garrafas de plástico recicladas, e é criada usando uma técnica de entrançado tradicional do Japão chamada Seichu. Reinterpretação Moderna do Diver’s de 1968 com GMT: SPB381, SPB383 Edição Limitada Save the Ocean do 110º Aniversário de Manufactura Seiko: SPB385 SPB381/1 SPB383/1 SPB385/1 Calibre 6R54 Sistema de corda: Automático Frequência: 21.600 alt/h (6 batimentos por segundo) Reserva de marcha: 72 horas Número de jóias: 24 Diâmetro: 27,4 mm, Altura: 5,3mm Função GMT com ajuste independente do ponteiro de 24 horas Especificações: Caixa e bracelete em aço inoxidável com revestimento super-rígido Vidro de safira com revestimento anti-reflexo Tampa e coroa de rosca Aro cerâmico Ponteiros e índices com Lumibrite Resistência à água: 200m Resistência magnética: 4.800 A/m Diâmetro: 42,0 mm, Altura: 12,9mm Bracelete em aço inoxidável com fecho de báscula triplo com botão de segurança e extensor Inclui bracelete adicional em poliéster reciclado (SPB385) PVP Recomendado em Portugal: 1.700€ (SPB381, SPB383) 1.900€ (SPB385) Edição Limitada e Numerada de 4.000 peças Mais informações: Página Especial (em construção): www.seikowatches.com/pt-pt/products/prospex/special/1968_gmt/index Página Seiko Prospex: www.seikowatches.com/pt-pt/products/prospex
- LANÇAMENTO: HAUTLENCE LINEAR SERIES 2
Há marcas que preferem seguir um caminho seguro e convencional. A HAUTLENCE não é uma dessas marcas. A pensar no Watches and Wonders, a HAUTLENCE lançou um relógio equipado com o seu 8º movimento, o Linear Series 1. Vamos conhecer melhor este relógio complicado, com ponteiros retrógrados e turbilhão voador. A HAUTLENCE Fundada em 2004, a HAUTLENCE – cujo próprio nome é um anagrama de Neuchâtel – homenageia o berço da arte relojoeira. A marca tem sido elogiada por colecionadores e aficionados de relógios de todo o mundo por trazer um novo dinamismo à arte da alta relojoaria. Em termos estratégicos, a HAUTLENCE conta com o apoio da MELB Holding, um grupo relojoeiro familiar independente que oferece a sua experiência e rede desde 2012. O LINEAR SERIES 2 A HAUTLENCE regressou às origens com o Linear Series 2. À esquerda, no mostrador, é possível ver uma escala graduada seguida de um recorte em forma de seta, sob o qual se move um ponteiro retrógrado, o ponteiro das horas. O ponteiro dos minutos é também ele retrógrado e desliza sobre uma escala com números brancos em cristal de safira. O mostrador está parcialmente esqueletizado para permitir ver algumas partes do movimento. O movimento que equipa o Linear Series 2 é o D50. Foi totalmente projectado, desenvolvido e produzido internamente, elevando para oito o número de movimentos fabricados pela HAUTLENCE. Equipado com um módulo criado em colaboração com Agenhor, é composto por 239 peças, oscila a uma frequência de 3Hz e oferece uma reserva de marcha de 72 horas. Hautlence Linear Series 2 FICHA TÉCNICA - Linear Series 2 Referência AD50-ST01 Calibre D50 Movimento mecânico de corda automática Complicações: Horas saltantes retrógradas lineares e turbilhão voador de 1 minuto Reserva de marcha: mínimo de 72 horas Órgão regulador: 21600 vibrações por hora Número de peças: 239 Quantidade de rubis: 39 Acabamento da caixa: aço polido, com acabamento acetinado com revestimento em PVD preto Aro: aço polido e acetinado com revestimento em PVD preto Coroa: aço polido com revestimento em PVD preto e anel de borracha preto Logótipo: HAUTLENCE gravado Vidro: cristal de safira chanfrado extra duro com tratamento anti-reflexo Fundo: cristal de safira gravado com "HAUTLENCE", "10 ATM WATER RESISTANT", "Horlogerie Suisse" Dimensões: 43,0 x 50,8 x 11,9 mm/10,9 mm excluíndo cristal de safira Resistência à água: 10m Edição limitada: 28 peças Mostrador: latão esqueletizado banhado a ródio com acabamento vertical acetinado. Escala de minutos gravada. Mostrador intermediário: safira com faixa de minutos impressa em branco. Bracelete: borracha preta. Fecho: aço com revestimento em PVD preto.
- O slogan da Patek, o mito de Teseu e algumas sugestões para o dia do pai
Imagem criada pelo programa de IA Dall-E 2 a partir da indicação: «desenho impressionista do navio de teseu e oficina de relojoeiro com pai e filhos» Pedimos ao ChatGTP para nos contar uma história que misturasse o slogan da Patek Philippe e o mito do barco de Teseu. O resultado é uma história que dá muito que pensar. Apresentamos ainda algumas sugestões para o dia do pai, directamente da Loja dos Relógios Portugueses. «Era uma vez um homem chamado João que herdou um relógio do seu pai. O relógio era antigo e tinha um valor sentimental enorme. João cuidou do relógio com muito carinho, certificando-se sempre que ele estava limpo e a funcionar correctamente. Sabia que o relógio era um tesouro de família e que mais tarde ele próprio o passaria para o seu filho. Um dia, enquanto cuidava do relógio, João lembrou-se de um mito que o seu pai costumava contar sobre o Barco de Teseu. O mito dizia que um homem chamado Teseu construíu um barco que durou mais de mil anos, pois cada vez que uma parte do barco se desgastava, substituía-a por uma nova. Eventualmente, todas as partes originais do barco acabaram por ser substituídas, mas o barco ainda era considerado o mesmo barco de Teseu. João percebeu que a história do Barco de Teseu era muito semelhante à história do seu relógio de família. Percebeu também que, assim como o barco de Teseu, o relógio da sua família havia sido consertado e mantido por muitos anos, e embora todas as suas peças originais tivessem sido substituídas, o relógio ainda era considerado um tesouro de família. Com essa reflexão, João percebeu por fim que a mensagem por trás do mito do Barco de Teseu se aplicava perfeitamente ao slogan da Patek Philippe: "Nunca somos realmente donos do nosso relógio, apenas o guardamos para os nossos filhos". Assim como Teseu cuidou do seu barco para que pudesse ser passado para as gerações futuras, ele próprio também estava a guardar o relógio da sua família para que pudesse ser passado para os seus filhos e netos. João sorriu enquanto olhava para o relógio nas suas mãos, com consciência de que não era realmente o dono do relógio, mas sim o guardião de um tesouro de família que acompanharia muitas gerações. Sentiu-se honrado em ter sido escolhido para cuidar do relógio e prometeu passá-lo para a próxima geração da sua família, assim como seu pai havia feito com ele.» Não é a primeira vez que fazemos referência ao mito de Teseu como analogia com o restauro de relógios antigos. Porém, o dia do pai está próximo, e neste dia são os pais que recebem relógios e não os filhos. Por esta razão deixamos aqui algumas sugestões de presentes para todos os tipos de pais. Todos os relógios podem ser recolhidos na sede do IPR até ao limite do stock existente, ou enviados por correio expresso. PARA PAIS DO OUTRO MUNDO! MEIA LUA - MOONLIGHT MARS Com origem em explosões de luar e reminescências de poeira cósmica, o Moonlight Mars é uma edição limitada a 50 unidades com uma caixa em aço de 42mm, com um vidro de safira, abobodado e, uma resistência à água de 10Atm. Continua a ser um Meia Lua, mas com um sabor muito vintage. PARA PAIS DESPORTISTAS ISOTOPE - Hydrium Burnt Tangerine O Isotope - Hydrium Burnt Tangerine é o relógio ideial para pais aventureiros que gostam de fazer mergulho. Mesmo para os mergulhadores de escritório! É resistente à água até 300m e tem ponteiros com Super-LumiNova®, para melhor visibilidade no escuro, saiba mais na seguinte ligação: Borealis Bull Shark V2 Mostrador preto Luneta cerâmica vermelha Este Borealis Bull Shark, tal como o nome indica, também é perfeito para mergulho em grandes profundidades, pois tem uma resistência à água de até 300m, uma luneta de cerâmica que permanece firme no lugar mesmo em grandes profundidades e um mostrador de fácil leitura. PARA PAIS DEDICADOS À SAÚDE! Exímio - Doctor's Watch Ideal para pais que se preocupem com a saúde, com este EXIMIO DOCTOR pode medir as pulsações de forma muito mais rápida. Deixe o ponteiro dos segundos chegar às 12 horas e conte o número de batidas indicado como referência, 30 pulsações nesta caso, o ponteiro dos segundos indicará o número de batitas por minuto. PARA PAIS AVENTUREIROS! CONTAR -Field MK I O Contar - Field MK I recolheu a sua inspiração nos relógios militares britânicos da Segunda Guerra Mundial. É um relógio de quartzo fiável, resistente e bastante acessível. Vem com uma caixa em aço 316L, caixa com 40mm, e é resistente à água até 100m.
- H. Moser & Cie. Endeavour Perpetual Calendar
A H-Moser & Cie. levou a sua filosofia minimalista ao extremo, retirando o logótipo da marca e os marcadores, excepto o das 12h e 6h, para realçar o seu mostrador em esmalte Grand Feu. O processo para criar este mostrador é bastante complexo. É necessário lavar e triturar quatro pigmentos de cor azul, para que sejam posteriormente aplicados numa base em ouro preparada para produzir o efeito de sombra desejado pelo mestre esmaltador. Os pigmentos são misturados cuidadosamente de maneira a fundirem-se, da forma esperada, quando são aquecidos. Naturalmente, cada mostrador é único. Pela primeira vez na H. Moser & Cie. usam o Tântalo para construir a caixa, um material altamente resistente à corrosão. Com 42mm de diâmetro e uma espessura de 13,1 mm, com vidros de safira abobodados na frente e no fundo. O tom cinza da caixa realça a cor azul do mostrador. Este relógio está equipado com o calibre HMC 800 de corda manual, desenvolvido pela H. Moser &Cie. Pode dizer-se que este calendário perpetuo até pode ser acertado por uma criança, porque pode ser acertado através a coroa a qualquer hora do dia ou da noite. Este movimento vem com um tambor duplo que permite uma reserva de marcha de 168 horas no mínimo. É um calibre acabado manualmente, com âncora e escape em ouro. CARACTERISTICAS TÉCNICAS: Caixa: Tântulo de 42mm, 13.1 mm espessura Calibre: HMC 800, 32 rubis Frequência: 18 000 alt/h Reserva de marcha: 168 horas (7 dias) Vidro: Safira Mostrador: Azul, acabamento Grand Feu Preço: 75 780 €
- Óscares — Ice Merchants
A partir das 23:45h, de Domingo, dia 12, na RTP1, pode assistir aos Oscares 2023. Ao fim de 95 edições dos Óscares existe uma presença portuguesa entre os nomeados! Trata-se de uma nomeação para a categoria Melhor Curta-Metragem de Animação. A animação chama-se «Ice Merchants», é realizada por João Gonzales e produzida por Bruno Caetano. Este trabalho fala da perda e dos laços familiares, de uma forma mágica e surpreendentemente delicada. A história é a de um pai e de um filho que produzem gelo em sua casa. A casa está presa por cordas, a meio de uma montanha e, numa pequena varanda, todos os dias uma porção de água é transformada em gelo que é vendido no dia seguinte, na aldeia, muito lá em baixo. Esta história, aparentemente simples, é de uma enorme riqueza afectiva e está cheia de surpresas e detalhes deliciosos. Os personagens são apenas um pai e um filho. Nota relojoeira: o pai, usa um relógio de bolso, através do qual vê se está na hora da vertiginosa descida diária. VENCEDOR DO PRÉMIO ANNIE O Ice Merchants venceu o prémio Annie na categoria de Melhor Curta-Metragem. Ice Merchants estava indicado na categoria de Melhor Curta-Metragem, ao lado de Amok, do húngaro Balázs Turai, Black Slide, do israelita Uri Lotan, Love, Dad, da checa Diana Cam Van Nguyen, e The Flying Sailor, e das canadianas Amanda Forbis e Wendy Tilby. Considerados os 'Óscares' do cinema de animação, os prémios Annie distinguem produções de animação, em curta e longa-metragem, e são atribuídos anualmente pela Sociedade Internacional de Cinema de Animação. JOÃO GONZALEZ O realizador de Ice Merchants nasceu no Porto em 1996, estudou na ESMAE - Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo, do Politécnico do Porto e terminou o mestrado no Royal College of Art (Reino Unido). Depois de duas primeiras experiências na animação – «Nestor» e «The Voyager» –, produzidas em contexto escolar, nessas instituições, «Ice Merchants» é a sua primeira obra profissional a ser premiada. Esta é referência ao seu nome no IMDB.
- Como Contruir um Relógio por Masahiro Kikuno
Masahiro Kikuno (菊野 昌宏) faz parte da nova geração de relojoeiros japoneses, tem actualmente 40 anos e é um dos mais novos membros da «AHCI - Académie Horlogère Des Créateurs Indépendants». Em crinça tinha um fascínio por artefactos mecânicos. Durante o serviço militar ficou encarregado de fazer a manutenção e reparação de armas. Estudou na Escola de Relojoaria Hiko Mizuno, mais orientada para a reparação do que para a construção de relógios. Grande parte da sua aprendizagem acerca da construção deve-se ao estudo dos livros de George Daniels. Ganhou reconhecimento, em 2011, com a sua adaptação do Wadokei de Hisashige Tanaka, para uma versão de pulso, com horas temporais. No seu canal do YouTube é possível ver como constrói os seus relógios com recurso a máquinas rotativas alteradas por si, e com bastante precisão manual. Nos vídeos que se seguem ficamos a conhecer algumas abordagens bastante simples a problemas considerados complexos. Este é um relojoeiro cujo trabalho vale a pena acompanhar nas redes sociais: Instagram, YouTube. Como fazer um parafuso Como fazer rodas dentadas Como polir um pivô de uma roda Como fazer uma caixa de relógio Como fazer um mostrador Como gravar um mostrador (Keiji Kanagawa)
- WorldSkills Portugal - o veredicto
Chegou ao fim a edição de 2023 do WorldSkills Portugal. Como referimos há uns dias o WorldSkills Portugal é uma competição dirigida a jovens entre os 17 e os 25 anos, que terminaram ou se encontram a frequentar um percurso de qualificação, em modalidades de educação e formação profissional, com o objectivo de demostrarem o nível individual de competências. Alunos do Curso de Relojoaria da Casa Pia de Lisboa no Skills Portugal 2023 em Portimão Ao longo de 22 horas de provas divididas pelos 3 dias de competição, as provas incidiram na reparação de um calibre ETA 2824, e de calibre ETA 955.412, ambos com adereço completo, tal como na reparação de um movimento de cronógrafo ETA 7765. Na cerimónia de encerramento ficámos a conhecer os vencedores. Muitos parabéns aos vencedores! Medalha de Ouro: Gabriel Delgado Medalha de Prata: Alexandre Luz Medalha de Bronze: Viktor Fetku Medalha de Excelência*: Diogo Almeida *valores inferiores aos da medalha de Bronze mas superiores aos da medina dos resultados de todas as profissões Entrega dos Prémios













