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14 de Outubro

há 17 horas
7 min de leitura

O dia em resumo


A Vacheron Constantin e a Phillips in Association with Bacs & Russo escolheram os 34 finalistas do primeiro Concours d'Élégance Horlogère, que vão estar expostos em Genebra entre 4 e 8 de Novembro.


Em Munique, a Inhorgenta anuncia para Fevereiro uma secção dedicada a joias e relógios vintage, aberta a colecionadores. Em Nova Iorque, a Horological Society of New York nomeou Gregory Brown diretor executivo.


Nos lançamentos, a MB&F dá ao Legacy Machine original a versão EVO, quinze anos depois do primeiro modelo, e a Bianchet leva ao SIAR, no México, um Tonneau UltraFino de cerâmica preta e ouro rosa.


Vacheron Constantin escolhe os 34 finalistas do seu primeiro concurso de elegância


Vacheron Constantin Concours d'Élégance Horlogère
O Concours d'Élégance Horlogère expõe os 34 finalistas no Hôtel Président Wilson, em Genebra, de 4 a 8 de Novembro. © Vacheron Constantin

O júri do Vacheron Constantin Concours d'Élégance Horlogère anunciou os 34 finalistas da primeira edição. O concurso, uma iniciativa da Phillips in Association with Bacs & Russo com a manufatura de Genebra, recebeu mais de 550 candidaturas, todas de relógios de bolso e de pulso produzidos nas oficinas da Vacheron Constantin entre 1755 e 1999.


Antes de chegarem ao júri, as peças foram examinadas pelos relojoeiros e pelos especialistas de património da marca, que confirmaram a autenticidade, a documentação e a adequação de cada relógio à categoria escolhida. Dessa triagem saiu uma primeira seleção de 95 relógios. Os jurados pontuaram depois os seus favoritos e os mais votados em cada uma das sete categorias passaram à final: cronógrafos, métiers d'art, Chronomètre Royal, complicações astronómicas, complicações múltiplas, design e mecanismos de toque. A história, a raridade e o impacto de cada peça na indústria e na própria Vacheron Constantin foram os critérios principais.


O júri é copresidido por Aurel Bacs, da Phillips, e por Christian Selmoni, diretor de estilo e património da Vacheron Constantin. Entre os restantes membros estão Felix Baumgartner, da Urwerk, Carlos Alonso, fundador do SIAR, o historiador Nicholas Foulkes, o colecionador e autor Auro Montanari, Benjamin Clymer, fundador da Hodinkee, e Jia Xian Su, fundador da SJX Watches.


Vacheron Constantin Don Pancho de 1940 com repetição de minutos
O «Don Pancho», peça única de 1940 com caixa tonneau, repetição de minutos e data completa retrógrada, finalista na categoria de complicações múltiplas. © Vacheron Constantin

A lista atravessa dois séculos. O finalista mais antigo é um relógio de bolso de ouro vermelho com repetição de quartos, de 1822/1823. Na mesma categoria está uma repetição de minutos de platina de 1962, a referência 6448, peça única. Entre os cronógrafos destaca-se a referência 4072, de 1940, em aço, com o calibre 295 e escala telemétrica. Nas complicações múltiplas, o «Don Pancho» de 1940 reúne repetição de minutos e data completa retrógrada num calibre feito por medida para a caixa tonneau.


Os 34 relógios ficam expostos ao público no Hôtel Président Wilson, em Genebra, de 4 a 8 de Novembro, durante a semana de leilões da Phillips, e regressam depois aos proprietários. Os sete vencedores são revelados a 10 de Novembro, no mesmo hotel; o júri pode ainda atribuir um oitavo prémio, «Best in Show». A organização apresenta-o como o primeiro concurso do género na alta relojoaria, com a própria marca a validar as peças.


Saiba mais no site da marca.


Inhorgenta abre uma secção vintage em Munique


Visitantes na feira Inhorgenta 2026 em Munique
A Inhorgenta 2026 na Messe München. Na edição de 2027, a feira junta-lhe uma área de joias e relógios vintage aberta ao público. © Inhorgenta / Messe München

A Inhorgenta, a feira profissional de joalharia e relojoaria de Munique, vai ter na próxima edição, de 19 a 22 de Fevereiro de 2027, uma nova área chamada Inhorgenta Vintage, dedicada a joias e relógios antigos, vintage e usados. Fica no pavilhão B0, contíguo à feira, na Messe München.


A diferença está no público. A Inhorgenta continua reservada aos profissionais do setor, mas a nova secção dirige-se a colecionadores, entusiastas e compradores particulares. Estão confirmados doze comerciantes e joalheiros: seis da Alemanha, cinco de Itália e um dos Países Baixos.


A organização junta-lhe serviços de peritagem. A historiadora de arte e gemóloga Heide Rezepa-Zabel fará avaliações de joias e pedras preciosas, e especialistas da Sociedade Alemã de Gemologia (DGemG), da Fundação Alemã de Investigação em Pedras Preciosas (DSEF) e da Sociedade Alemã de Cronometria (DGC) farão verificações de autenticidade e qualidade. A diretora da feira, Stefanie Mändlein, diz que as peças usadas representam «história, artesanato e sustentabilidade».


A decisão segue o crescimento do mercado de segunda mão, que já tem nas feiras profissionais um espaço próprio. Para o relógio usado, a presença de peritos no local pesa tanto como a oferta: a origem, os materiais, a execução e o estado determinam o valor.


Saiba mais no site da feira.


Gregory Brown assume a direção da Horological Society of New York


Gregory Brown
Gregory Brown, novo diretor executivo da Horological Society of New York e membro da sociedade desde 2016. © HSNY

A Horological Society of New York (HSNY), fundada em 1866 por relojoeiros da cidade, nomeou Gregory Brown diretor executivo. Brown sucede a Nicholas Manousos, que ocupou o cargo durante mais de uma década.


O novo diretor é membro da sociedade desde 2016 e da Academia do Grand Prix d'Horlogerie de Genève (GPHG), e acompanhou a Baselworld e outros eventos do setor para o fórum TimeZone. Tem mais de vinte anos de experiência na criação de empresas e organizações sem fins lucrativos; o último cargo foi o de diretor de operações da Sailworks, onde geria as estruturas operacionais e financeiras de quatro fundações artísticas.


«O Greg compreende tanto a instituição como a indústria que a rodeia», afirmou o presidente da HSNY, William Buchalter. Brown diz que o setor nunca teve tanta energia, mas que mantê-la exige investimento «nas pessoas, na formação e no conhecimento», e quer alargar os eventos e criar mais fóruns de discussão.


Bancas de relojoeiro na biblioteca da Horological Society of New York
Bancas de relojoeiro na Jost Bürgi Research Library, a biblioteca da Horological Society of New York. © HSNY

A HSNY apoia financeiramente estudantes de relojoaria, escolas e relojoeiros independentes, e organiza aulas práticas e conferências mensais. Em 2026 atribuiu um valor recorde de 450 mil dólares em apoios, e a gala do 160.º aniversário angariou 1,2 milhões de dólares.


Saiba mais no site da sociedade.


MB&F dá ao Legacy Machine original a versão EVO


MB&F LM1 EVO em titânio ao pulso
LM1 EVO em titânio grau 5: 42 mm de diâmetro, platina de mostrador ródio, dois mostradores auxiliares independentes e o balanço de 14 mm suspenso sobre o mostrador. © MB&F

Quinze anos depois do primeiro Legacy Machine, a MB&F aplica ao LM1 o tratamento EVO, a linha desportiva que já tinha recebido outras máquinas da marca. A caixa encolhe de 44 para 42 mm de diâmetro e passa a 16,8 mm de altura, em titânio grau 5 ou ouro rosa de 18 quilates, com vidro de safira abaulado, duas coroas de rosca e estanquidade a 80 metros. O movimento assenta no FlexRing, o anel amortecedor da marca entre a caixa e o calibre.


O calibre de corda manual mantém a arquitetura do original, desenvolvido com Jean-François Mojon e com acabamentos definidos por Kari Voutilainen. O grande balanço de 14 mm flutua acima do mostrador, dois mostradores auxiliares indicam dois fusos horários independentes e o indicador de reserva de marcha, agora inclinado às 6 horas, foi redesenhado para ser mais legível. A reserva de marcha sobe para 60 horas.


No órgão regulador, o balanço trabalha com duas espirais Straumann montadas em oposição. Numa espiral única, a respiração da mola desloca ligeiramente o seu centro de gravidade e exerce forças laterais sobre o eixo do balanço, que variam com a posição do relógio. Com duas espirais opostas, essas forças compensam-se, o que melhora o isocronismo e a regularidade entre posições, um ganho relevante num balanço grande e exposto como este.


MB&F LM1 EVO em ouro rosa com mostrador verde
A versão em ouro rosa de 18 quilates tem platina de mostrador verde e está limitada a 33 exemplares. © MB&F

A versão de titânio tem platina de mostrador ródio e ponteiros azuis; a de ouro rosa, limitada a 33 exemplares, tem platina verde e ponteiros de ouro. Ambas usam uma bracelete de borracha integrada que se troca à mão, sem ferramentas, uma estreia na linha EVO. Os preços são de 82 000 francos suíços em titânio e 102 000 francos suíços em ouro rosa, sem impostos.


Saiba mais no site da marca.


Bianchet leva ao SIAR um Tonneau UltraFino de cerâmica preta e ouro rosa


Bianchet Tonneau UltraFino em cerâmica preta e ouro rosa
Tonneau UltraFino Black Ceramic: caixa de cerâmica com 8,9 mm de espessura, filete de ouro rosa sob a luneta e turbilhão voador às 6 horas. © Bianchet

A Bianchet, casa independente suíça dedicada exclusivamente ao turbilhão, apresenta no SIAR, no México, uma nova versão do Tonneau UltraFino em cerâmica preta. A caixa e a bracelete integrada são de cerâmica técnica, com superfícies acetinadas e chanfros polidos, e medem 40 mm de largura, 47,5 mm de comprimento e 8,9 mm de espessura. A estanquidade é de 50 metros.


A novidade é a «Golden Line». Nos Tonneau UltraFino, uma peça própria sob a luneta forma uma junta fina entre as camadas da caixa; até aqui era de borracha e passa agora a ser de ouro rosa de 18 quilates. O ouro repete-se nos ponteiros e no rotor.


O calibre UT01, automático, é desenvolvido e montado pela marca em La Chaux-de-Fonds e tem apenas 3,85 mm de espessura. O turbilhão voador às 6 horas, com gaiola de titânio não magnético de 2,66 mm de altura, dispensa a ponte superior: a gaiola é suportada apenas por baixo, o que liberta altura e deixa o órgão regulador inteiramente à vista. O barrilete às 12 horas é suspenso. O rotor central de ouro rosa segue uma geometria de Fibonacci, e as pontes traseiras, desenhadas em círculos concêntricos, ajudam a absorver as forças geradas pela inércia do rotor em caso de choque. A marca indica resistência a choques até 5000 G e uma reserva de marcha de 60 horas.


As pontes esqueletizadas de titânio, com acabamento PVD preto, são acabadas à mão, com mais de 30 horas dedicadas só ao chanfro. O relógio é entregue com a bracelete de cerâmica e uma bracelete de borracha preta, com sistema de troca rápida, e custa 80 500 francos suíços, sem impostos.


Saiba mais no site da marca.


O que merece atenção


O Concours d'Élégance Horlogère é também um teste ao papel das próprias marcas na certificação do património. Quando é a manufatura a confirmar a autenticidade e a documentação de cada peça antes do júri, o concurso cria um registo de referência para relógios históricos que circulam no mercado de leilões. Será interessante ver se outras casas com arquivos sólidos seguem o modelo.


Genebra concentra-se no início de Novembro: além da exposição dos finalistas e da semana de leilões da Phillips, a Christie's realiza a 9 de Novembro o leilão Watches for ELA, a favor da Associação Europeia contra as Leucodistrofias. Entre as peças únicas criadas para a ocasião estão um Kerbedanz 65'27" em titânio, com o disco das horas e a massa oscilante pintados à mão pelo artista Gezim Meta, e um Maurice Lacroix 1975 Master Grand Date Retrograde com apontamentos cor-de-rosa.


Esta semana, a atenção passa para Nova Iorque, onde a feira Windup decorre de 16 a 18 de Outubro, numa altura em que a HSNY muda de direção.

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