Azurea Portugal: precisão suíça na Maia — Conversa com Vincent Skrzypczak
- Nuno Margalha

- há 2 dias
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A convite da Azurea Portugal, o Instituto Português de Relojoaria visitou as instalações da empresa no Polo Industrial da Maia, onde teve oportunidade de conhecer de perto uma das mais importantes unidades de produção de componentes de alta precisão para a relojoaria instaladas em Portugal. Durante a visita, conversámos com Vincent Skrzypczak, CEO da Azurea Portugal.
Um século de experiência em microtecnologia
Fundado na Suíça em 1914, o Grupo Azurea especializou-se na produção de componentes mecânicos de elevada precisão. Ao longo de mais de um século desenvolveu competências nas áreas da relojoaria, instrumentos de medição (gauges) e microtecnologia, produzindo peças e subconjuntos destinados às mais exigentes indústrias de precisão.
Na relojoaria, a empresa fabrica componentes para movimentos mecânicos e subconjuntos completos, recorrendo a processos de maquinagem, estampagem, acabamento e montagem realizados com tolerâncias de poucos micrómetros.
A aposta em Portugal
A presença da Azurea em Portugal iniciou-se em 2012, tendo sido reforçada em 2018 com a inauguração da moderna unidade industrial na Maia, resultado de um investimento de cerca de sete milhões de euros.
A escolha da Maia não foi por acaso. A proximidade a mão de obra especializada, a tradição industrial da região e a qualidade do ensino técnico foram fatores determinantes para a instalação da fábrica, que produz componentes mecânicos de ultra precisão para a alta relojoaria e para equipamentos de metrologia.
Hoje, a Azurea Portugal dispõe de dezenas de máquinas CNC de elevada precisão e assume um papel estratégico dentro do grupo suíço, produzindo componentes que seguem posteriormente para algumas das mais prestigiadas manufaturas relojoeiras. A unidade portuguesa tornou-se um verdadeiro centro de competência em microtecnologia, combinando tecnologia de ponta com equipas altamente qualificadas.
Uma conversa sobre indústria, formação e futuro
Na conversa com Vincent Skrzypczak fala sobre o percurso da Azurea em Portugal, os desafios da produção de componentes de alta precisão, a importância da formação técnica e as razões pelas quais o país reúne condições para desempenhar um papel cada vez mais relevante na indústria relojoeira internacional.
Foi também uma oportunidade para mostrar um lado pouco conhecido da relojoaria: antes de existir um relógio completo, existem centenas de componentes cuja produção exige máquinas sofisticadas, processos rigorosos e profissionais altamente especializados.
A visita do Instituto Português de Relojoaria permitiu conhecer de perto esta realidade e compreender melhor o contributo que Portugal já presta a uma das indústrias mais exigentes do mundo.





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