Presidente da Richemont nas Américas diz que os Estados Unidos têm menos de 2000 relojoeiros

Os Estados Unidos têm menos de 2000 relojoeiros, disse Christophe Massoni, presidente executivo da Richemont nas Américas, no painel sobre educação do FHH Watch Summit, a cimeira da Fondation Haute Horlogerie realizada em Nova Iorque a 15 de Outubro, segundo o relato publicado esta semana pela WatchPro.

Massoni lembrou que a escola de relojoaria parceira da Richemont em Dallas, o North American Institute of Swiss Watchmaking, aberta em 2009, mais do que duplicou o número de diplomados, e que a profissão não exige um percurso académico tradicional: um antigo funcionário de limpeza das instalações de Dallas candidatou-se à escola e é hoje relojoeiro na Cartier. Sobre a inteligência artificial, disse que é «uma oportunidade para ampliar o talento humano, não para o substituir».

Pascal Ravessoud, vice-presidente da FHH, falou de uma «enorme afluência de novo interesse» pelos relógios entre os 18 e os 30 anos, mas avisou que as redes sociais podem distorcer a imagem que estes jovens têm da indústria. «Sem contexto, não se pode apreciar um bom relógio nem perceber o seu verdadeiro valor», afirmou.
A FHH e o Gemological Institute of America (GIA) anunciaram em Setembro um acordo de formação: a partir do início de 2027, o GIA oferece nos seus campus e online a certificação Watch Advisor, o primeiro nível da FHH Academy. Segundo a WatchPro, o GIA vai também introduzir aulas de relojoaria na Califórnia. Desde 2014, a FHH Academy formou mais de 50 000 pessoas e certificou mais de 18 000, em 20 países.
Saiba mais no site do GIA.





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