Relojoaria por Escala: Tipos e Reparação
- Nuno Margalha

- 12 de abr. de 2025
- 4 min de leitura
Atualizado: 13 de abr. de 2025
Na relojoaria, apreciamos a organização, a categorização, a distinção. Por isso mesmo, os relógios são frequentemente classificados segundo as suas funções ou segundo o contexto para o qual foram concebidos — formais, os mais finos e com um aspecto mais sóbrio; desportivos, geralmente mais robustos e com um aspecto mais funcional ou técnico; entre outras categorias possíveis. No entanto, talvez a primeira distinção a considerar deva ser feita com base nas suas dimensões. Fique também a conhecer como funciona o processo de reparação de um relógio.

Tipos de Relógios: Relojoaria Fina, Grossa e Monumental
A importância da dimensão na classificação dos relógios
Na classificação dos diferentes tipos de relógios, um dos critérios mais relevantes é o da dimensão. A escala do mecanismo e da caixa influencia não apenas a estética e a funcionalidade, mas também a forma como os profissionais da relojoaria os abordam.
Relojoaria fina: menor escala
Os relógios de menor escala, como os relógios de pulso e os relógios de bolso, inserem-se tradicionalmente na categoria da relojoaria fina. Esta designação está associada à miniaturização dos componentes, à elevada precisão mecânica e ao refinamento técnico e estético. Trata-se do ramo mais delicado e detalhado da relojoaria, o que exige ferramentas específicas e grande destreza manual.

Relojoaria grossa: escala intermédia
Seguem-se os relógios de parede, relógios de coluna e relógios de mesa de grandes proporções, que pertencem ao domínio da chamada relojoaria grossa — também por vezes referida como relojoaria média. Este tipo de relojoaria envolve componentes de maior escala, sistemas de sonorização mais robustos e uma construção menos compacta do que aquela da relojoaria fina.
Relojoaria monumental: grande escala
Por fim, encontramos a categoria da relojoaria monumental, que abrange os relógios de torre, instalados em igrejas, edifícios públicos e monumentos históricos. Estes mecanismos de grandes dimensões requerem construção especializada, montagem no local e manutenção regular, muitas vezes com componentes únicos ou fabricados por encomenda.

Uma classificação baseada na tradição relojoeira
A distinção entre relojoaria fina, relojoaria grossa e relojoaria monumental não faz parte de uma nomenclatura oficial unificada. Trata-se de uma categorização que resulta da tradição oficinal, da transmissão oral entre mestres relojoeiros e do ensino técnico especializado. Ainda hoje, esta classificação é amplamente utilizada por profissionais da relojoaria, historiadores e instituições do sector.
Especialização na relojoaria: uma escolha prática
Todos os relojoeiros devem compreender o funcionamento dos três principais tipos de relógios. No entanto, é comum que escolham especializar-se num deles. Esta escolha depende frequentemente das características da oficina de relojoaria e das ferramentas disponíveis, mais do que do conhecimento técnico sobre os diferentes mecanismos.
Entre os três domínios, a relojoaria fina é a área mais comum de especialização, uma vez que existem mais relógios deste tipo em circulação do que relógios de relojoaria grossa ou monumental.
Reparação de relógios: desmontagem, lavagem, lubrificação e afinação
A reparação de relógios mecânicos — sejam de relojoaria fina, relojoaria grossa ou relojoaria monumental — exige quase sempre a desmontagem completa de todos os componentes do relógio. Cada peça deve ser cuidadosamente lavada, com recurso a benzina purificada ou soluções de limpeza específicas para relojoaria, aplicadas manualmente ou com recurso a máquinas de lavagem rotativas ou máquinas de ultra-sons.
Relógio em manutenção no curso de relojoaria grossa do IPR Relógio em manutenção no curso de relojoaria grossa do IPR
Relógio em manutenção no curso de relojoaria grossa do IPR
Após a lavagem, todas as peças são inspeccionadas individualmente para identificar desgaste, falhas ou defeitos. Sempre que necessário, o relojoeiro procede à reparação de peças, à substituição por componentes compatíveis ou até à fabricação manual de peças novas, especialmente em relógios antigos ou raros.
Segue-se a montagem meticulosa do mecanismo, com aplicação dos óleos relojoeiros adequados em cada ponto de contacto, conforme o tipo de movimento. A lubrificação correcta é essencial para o bom funcionamento e durabilidade do relógio.
Finalmente, o desempenho do relógio é testado com o auxílio de cronocomparadores ou máquinas de medição de precisão, que analisam a regularidade do tic-tac, a amplitude do balanço e a precisão horária, o que permite ao relojoeiro fazer os últimos ajustes.
Serviços de reparação prestados pelo IPR
No IPR colaboramos com uma rede especializada de relojoeiros, o que nos permite aceitar todo o tipo de relógios para reparação, independentemente da sua complexidade ou dimensão. Se possui um relógio que necessita de intervenção, não hesite em contactar-nos.
Prestamos os seguintes serviços:
– Polimento e restauro de caixas
– Revisão completa de movimentos
– Reparação de componentes mecânicos
– Restauro de mostradores e ponteiros
Como funciona o processo de reparação no IPR
Os relógios são entregues presencialmente no IPR, onde realizamos uma avaliação técnica inicial. Após o diagnóstico, é apresentado um orçamento detalhado ao cliente. Com a aceitação do orçamento, iniciamos os trabalhos de reparação, revisão ou restauro, conforme necessário. Concluído o serviço, o relógio é devolvido ao cliente em perfeitas condições de funcionamento.
O atendimento para entrega e recolha de relógios realiza-se:
Segundas, quintas e sextas-feiras, das 10h às 17h
Se não puder deslocar-se ao IPR, pode também consultar o nosso Directório Nacional de Relojoeiros, onde encontrará profissionais qualificados em todo o país.





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