Suíça e China assinam acordo que acaba com os direitos aduaneiros sobre os relógios suíços

A Suíça e a China assinaram a 30 de Outubro, em Pequim, a versão actualizada do seu acordo de comércio livre. Quando estiver plenamente aplicado, todos os relógios suíços entrarão na China sem direitos aduaneiros.
Hoje, só cerca de 1% dos relógios suíços exportados para a China está isento. Os restantes pagam direitos que, consoante a categoria, chegam aos 4% a 8%.
A assinatura decorreu no Grande Salão do Povo, numa cerimónia com os presidentes Guy Parmelin e Xi Jinping. O texto actualiza o acordo em vigor desde 1 de Julho de 2014 e surge depois de as negociações terem terminado em Agosto.
Para o conjunto das exportações suíças, a parte isenta sobe de 53,6% para 99,8%: 77,5% dos produtos ficam isentos quando o protocolo entrar em vigor e os restantes ao longo de cinco a dez anos.
A mudança não é imediata. O protocolo tem ainda de passar pelos procedimentos de aprovação de cada país, e a descida dos direitos sobre os relógios será progressiva, com prazos até dez anos conforme a categoria. O imposto chinês sobre o consumo de artigos de luxo, que abrange relógios, não faz parte do acordo e mantém-se.
O acordo chega num mercado em queda: segundo a Insight Luxury, com dados da Federação da Indústria Relojoeira Suíça, as exportações para a China caíram mais de um terço em dois anos e recuaram mais 5% no primeiro semestre de 2026.
Saiba mais no site do Governo suíço.





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