Testemunhos no Blick expõem as dificuldades da relojoaria suíça por trás do crescimento das exportações

A 30 de Outubro, a jornalista Myret Zaki publicou no Blick uma reportagem em que profissionais do sector descrevem dificuldades que os números globais não mostram. Segundo a Federação da Indústria Relojoeira Suíça, as exportações subiram 2,7% entre Janeiro e Setembro.
O joalheiro Patrick Saegesser, de Crans-Montana, refere reduções de pessoal na Breitling, na Chopard e na Montblanc, além da centena de postos de trabalho em risco na Zenith, assunto que o Radar noticiou a 23 de Outubro. Diz também que há subcontratados do Jura com encomendas a esgotar-se e máquinas paradas, e que o retalhista Kirchhofer estará em redução do horário de trabalho desde Março. O artigo não inclui reacções destas empresas.
O consultor Nicolas Rossé situa o problema na base da pirâmide: as vendas de relógios abaixo de 200 francos suíços passaram de 20 para 10 milhões de peças em dez anos e o segmento de 300 a 500 francos caiu cerca de 50%. No mesmo período, estima que o preço médio de exportação tenha passado de cerca de 720 francos, em 2015, para mais de 1670. O crescimento concentra-se acima dos 3000 francos, com a Rolex, a Patek Philippe, a Audemars Piguet e a Richard Mille.
Oliver R. Müller, da consultora LuxeConsult, estima as vendas da Rolex em 2025 em 11 mil milhões de francos, acima dos 6,3 mil milhões do conjunto das marcas do Swatch Group. Os Estados Unidos ultrapassaram Hong Kong e a China continental como primeiro mercado dos relógios suíços, e Müller não espera que a procura chinesa regresse aos níveis anteriores à pandemia.
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