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  • Tissot Sideral S - Regresso a 1971

    Sideral S Powermatic 80 Ref. T145.407.97.057.00 @ Tissot A Tissot apresentou recentemente o Sideral, uma reinterpretação do icónico modelo Sideral S da década de 1970 que combina magistralmente materiais de última geração com uma estética vintage ou revivalista que é indiscutivelmente vibrante e desportiva. Definitivamente, com o Sideral, a vasta herança da Tissot na criação de relógios marcantes continua viva e boa saúde. Uma viagem através do tempo O Tissot Sideral é mais do que um simples relógio; trata-se de uma peça emblemática com uma história rica que remonta a 1971. Como membro da família Sideral lançada em 1969, o Sideral original foi o primeiro relógio em fibra de vidro do mundo, apresentando consequentemente um design leve, mas robusto. Este inovador relógio foi aclamado tanto pelos entusiastas do desporto como pelos criadores de tendências numa altura em que a moda estava num ponto alto. Em 1971, foi lançado o Sideral S, com a emblemática bracelete de borracha amarela e o seu inovador sistema de fecho - elementos característicos da família Sideral. Inicialmente introduzida num relógio Sideral em 1969, a popularidade da bracelete levou rapidamente à sua integração no modelo Sideral S. O Sideral S original de 1971 e o actual Sideral S Powermatic 80 Ref. T145.407.97.057.00 @ Tissot Ao actualizar o Sideral para os dias de hoje, a Tissot parece ter mantido o compromisso de preservar a herança e o espírito deste relógio. O Sideral original personificava a inovação, a aventura e o fervor do desconhecido, pelo que para recuperar estas qualidades, a Tissot escolheu o carbono forjado para a caixa, um material que se assemelha à natureza leve, inovadora e resistente da fibra de vidro de há 60 anos. Ao combinar materiais de última geração com o apelo vintage do Sideral, a Tissot deu uma nova expressão a um relógio orientado para o futuro, e que presta homenagem a um passado notável. Vista lateral e do verso da caixa e do mvimento do Sideral @ Tissot Adotar uma estética ousada, colorida e desportiva O Tissot Sideral está agora disponível em três cores - amarelo, vermelho e azul - e apresenta a bracelete de borracha perfurada e o inovador sistema de fecho da bracelete, um elemento que o distingue da tradicional fivela. Este sistema de fecho, inicialmente introduzido na década de 1970, reflete a dedicação da Tissot ao design criativo, tornando o Sideral no que se chama um verdadeiro desbloqueador de conversa. A Tissot alargou também as opções de acessórios, disponibilizando braceletes em verde, laranja e preto para quem prefira um visual mais discreto. Azul, Amarelo e Vermelho, as três cores disponiveis do novo Sideral S @ Tissot Uma peça marcante O Tissot Sideral apresenta uma caixa em carbono forjado e uma luneta unidirecional com tratamento PVD em preto com graduação de mergulhador e regata. O mostrador apresenta uma animação luminescente multicolorida e um design de indicador de contagem decrescente para regata em verde e vermelho, captando a estética retro da década de 1970. Com resistência à água anunciada de até 30 bar (300 m), o Sideral é um acessório versátil para várias atividades e eventos ao ar livre. Equipado com o excelente movimento Powermatic 80 Nivachron e com um novo rotor esqueleto, o movimento escolhido exemplifica a longa dedicação da Tissot à precisão e fiabilidade. Azul, Amarelo e Vermelho, as três cores disponiveis do novo Sideral S @ Tissot Tissot Sideral S Powermatic 80 T145.407.97.057.00 - modelo amarelo - PVPr 1.075,00 € T145.407.97.057.01 - modelo azul - PVPr 1.075,00 € T145.407.97.057.02 - modelo vermelho - PVPr 1.075,00 € CAIXA - Largura: 41 mm - Dimensão: 41 x 46,5 mm; diâmetro da luneta: 39 mm - Caixa em aço inoxidável e carbono forjado - Luneta unidirecional com tratamento PVD em preto e com visual para desportos aquáticos - Vidro de safira à frente e no verso - Resistente à água até uma pressão de 30 bar (300 m/1000 pés) MOVIMENTO - Movimento mecânico com corda automática - Powermatic 80 Nivachron, reserva de marcha de 80 horas - Horas, minutos, segundos, data - Novo rotor esqueleto da Tissot MOSTRADOR - Mostrador com marcadores de horas e minutos luminescentes multicoloridos com contagem decrescente para regata utilizando Super-LumiNova® - Ponteiros das horas e minutos em forma de barra revestidos com Super-LumiNova® - Indicador de data BRACELETE - Bracelete de borracha perfurada com sistema de fecho de bracelete exclusivo O novo Sideral S @ Tissot Para mais informações sobre o Sideral e a Tissot, clique aqui.

  • Omega Speedmaster Apollo XI de Anatoly Solovyev vai a leilão

    A Soyuz TM-9 acoplada à estação Soviética MIR @ Bonhams A britânica Bonhams irá incluir no seu leilão "Space History" um Omega "Speedmaster Professional" de 1989. O modelo de 42 mm de diâmetro, já bem conhecido de todos, apresenta a caixa em aço com a inscrição "015/250 APOLLO XI 1969-1989". Inclui pulseira de velcro, caixa de madeira original, caixa externa Omega e manual. Até aqui nada de verdadeiramente extraordinário ou não estivéssemos perante um modelo com proveniência comprovada do Cosmonauta Anatoly Solovyev. Trata-se nem mais nem menos do que o Speedmaster usado por ele a bordo da Soyuz TM-9, de 11 de fevereiro a 9 de agosto de 1990. Vendido anteriormente pela Sotheby's como o lote 172, no leilão "Russian Space History", de 11 de dezembro de 1993, o modelo reaparece agora pela mão da Bonhams. O Cosmonauta Anatoly Solovyev @ Bonhams O cosmonauta russo/soviético Anatoly Solovyev, que detém os recordes mundiais de número de caminhadas espaciais realizadas e tempo gasto nas mesmas, usou precisamente este Omega Speedmaster durante algumas reparações difíceis realizadas durante dois EVAs. Quando três dos oito cobertores térmicos se desprenderam quando a Soyuz TM-9 acoplou com a estação espacial Mir, houve a preocupação de que a cápsula pudesse perder temperatura, o que poderia permitir a formação de condensação no interior e causar um curto-circuito no sistema eléctrico. Os cosmonautas receavam também que as mantas soltas pudessem vir a bloquear o sensor de infravermelhos vertical, que orientava o módulo para o processo de reentrada. A isto acrescia a preocupação de que, após uma exposição directa ao espaço, os parafusos explosivos que ligam o módulo de serviço ao módulo de descida, assim como o escudo térmico, pudessem ficar comprometidos após uma exposição directa ao espaço. Acreditava-se também que uma reparação por via de um EVA nos cobertores viesse apenas a causar danos adicionais. Os engenheiros nas instalações de treino hidrolab na periferia de Moscovo trabalharam intensivamente para desenvolver os procedimentos de reparação em regime de EVA, tendo mesmo considerado enviar a Soyuz TM-10 com um cosmonauta a bordo como uma missão de resgate. O Speedmaster de Anatoly Solovyev @ Bonhams Solovyev e o cosmonauta Aleksandr Baladin conseguiram reparar dois dos três cobertores. Infelizmente, quando regressaram à Mir, descobriram que a escotilha do módulo Kvant-2 da Mir fora acidentalmente libertada quando ainda havia pressão de ar na câmara de descompressão. Essa força explosiva deformou as dobradiças da escotilha impedindo-a de fechar, dando origem à necessidade de usar uma escotilha de emergência - e proceder a outro EVA. Passados vários dias, durante o segundo EVA, Solovyev e Balandin tiveram que usar força bruta para recolocar a escotilha - foi nesta altura que o cristal do seu Omega Speedmaster sofreu uns arranhões. Os dois EVAs de emergência e o regresso em segurança da TM-9 após a missão de 179 dias acabaram por ser notícia em todo o mundo. O Speedmaster de Anatoly Solovyev está avaliado entre 20.000 e 30.000 dólares. A caixa exterior do relógio e o verso do Speedmaster de Anatoly Solovyev @ Bonhams Para mais informações sobre este lote e o respectivo leilão visite a Bonhams aqui.

  • Construa o seu relógio - 2º Nixie FunKlock Kit

    Após o primeiro artigo da categoria "construa o eu relógio", acerca do Persée, da Maison Alcée, estamos de volta com o FunKlock Kit da PV Electronics. Preparem-se, nerds aficcionados pela eletrónica e apaixonados por relógios! Chegou o momento de mergulharmos numa jornada empolgante pelo mundo da relojoaria eletrónica com o incrível Kit de Construção do relógio Funklock da PV Electronics. Este kit é um verdadeiro tesouro para os amantes da tecnologia e entusiastas da relojoaria que desejam embarcar em uma experiência única e envolvente. No IPR montámos um destes relógios e contamos a nossa experiência na primeira pessoa. Preparem os ferros de soldar e a imaginação, pois vamos explorar os segredos da eletrónica através da construção de um relógio Nixie Tubes! A magia dos tubos Nixie na relojoaria eletrónica Os tubos Nixie são verdadeiras jóias vintage da electrónica, acrescentando um charme retro e um toque de nostalgia aos designs de relógios electrónicos. Aqui exploramos a fascinante história e função dos tubos Nixie, bem como o seu papel na relojoaria eletrónica. Os tubos Nixie são dispositivos electrónicos de exibição de informações que foram amplamente utilizados nas décadas de 1950 e 1960, principalmente em aplicações de contagem e visualização numérica. Compostos por filamentos de cátodo e dígitos de ânodo em forma de tubo, os tubos Nixie têm um aspecto distinto e atraente. Estão cheios de néon no seu interior e têm a capacidade de apresentar números e, por vezes, caracteres especiais. Néon O gás néon é um elemento químico do grupo dos gases nobres, representado pelo símbolo "Ne" na tabela periódica. Em condições normais de temperatura e pressão, é incolor, inodoro e insípido. No entanto, quando submetido a uma descarga eléctrica ou a uma ionização, emite uma luz laranja-avermelhada característica. Como funcionam? O funcionamento dos tubos Nixie baseia-se na técnica de descarga de gás. Quando uma tensão eléctrica é aplicada aos eléctrodos, os filamentos do cátodo são aquecidos e emitem electrões. Estes electrões são então acelerados em direção aos dígitos do ânodo, que são constituídos por formas numéricas. O gás néon no interior do tubo é ionizado pelos electrões, criando uma luz brilhante que ilumina o dígito correspondente. Simples não é? Porquê NIXIE? Os tubos Nixie foram batizados com esse nome em referência à empresa que os desenvolveu, a "Burroughs Corporation". A empresa criou os tubos de exibição de vácuo por volta de 1954 como uma alternativa aos displays de tubo de raios catódicos (CRT, na sigla em inglês) usados na época. O nome "Nixie" é uma abreviação de "Numeric Indicator Experimental-1" (Indicador Numérico Experimental-1, em tradução livre). A empresa Burroughs criou uma série de tubos de exibição numerados, e o primeiro deles foi o "NIXIE-1". Com o tempo, o nome "Nixie" tornou-se popularmente associado a todos os tipos de tubos de exibição de vácuo, independentemente do fabricante. O kit de montagem de relógios - Funklock O kit de construção de relógios Funklock, desenvolvido pela PV Electronics, é um verdadeiro tesouro para os entusiastas de relógios. Oferece uma oportunidade única de construir um relógio electrónico perfeitamente funcional, proporcionando uma experiência envolvente e educativa para aqueles que apreciam a electrónica. O kit inclui todas as peças necessárias para montar um relógio de mesa de nixie tubes completo, desde a caixa até aos componentes internos. Aqui fica a lista de material: Hobby Clock Kit de peças para serem soldadas entre si Indicação de horas e minutos em quatro tubos IN-12 Altura dos dígitos de 0.71" / 18mm Escolha entre uma gama de cores para a retro-iluminação do tubo Indicação programável dos segundos no final do minuto Caixa em plexiglass disponível à parte Modos de 12 ou 24 horas Utiliza um oscilador de cristal de quartzo Blanking programável do zero inicial Supercapacitor de reserva. Mantém a hora durante breves falhas de energia Ajuste simples da hora com dois botões Apagamento do zero inicial programável Definições programáveis de dois pontos de néon (indicação AM/PM intermitente, indicação AM/PM iluminada, intermitente, ligada, desligada) Os segundos podem ser repostos a zero para obter exatamente a hora definida Modo noturno programável - ecrã apagado ou escurecido para poupar tubos ou evitar perturbações do sono. Modos separados para o néon de dois pontos durante o modo noturno Modos de ecrã padrão ou de retrocesso Rotina de prevenção de envenenamento por cátodo "Slot Machine" Não depende da frequência de CA - funciona em todos os países Todas as preferências do utilizador armazenadas em memória não volátil Fonte de alimentação de 12V DC não incluída, mas disponível se precisar O relógio mede 110 mm X 40 mm. O design de "sanduíche" tem 2 placas de circuito impresso que estão separadas por 11 mm. Como exemplo do que vai encontrar aqui fica a lista de componentes: Designação do circuito, Descrição da peça Resistências Resistências R1 4,7K, ¼ Watt R2 390K, ¼ Watt R3, R4, R5 4,7K, ¼ Watt R6 - R9 1K ou 1,1K, ¼ Watt R10 - R13 2,7K, ¼ Watt R14, R15 4. 7K, ¼ Watt R16, R17 390K, ¼ Watt R18, R19 270R 1/4 Watt Capacitadores: C1, C2 100nF Cerâmica C3 1uF 250V Electrolítico C4 220uF 16-25V Electrolítico C5 15pF Cerâmica C6 33pF Cerâmica C7 100nF Cerâmica C8 0.1F ou 0. 22F Transístores Q1 IRFD220 MOSFET Q2 - Q5 EL817 Optoacoplador Q6, Q7, Q8 MPSA42 Díodos NPN D1, D3 1N5819 D2 1N4001 D4 UF4004 D5 - D8 LED de 3mm (várias cores) Circuitos Integrados IC1 78L05 Regulador de tensão de 5V IC2 Microcontrolador PIC16Fxxxx de 8 bits IC3 74141 / K155ID1 Controlador Nixie Diversos L1 100uH Indutor Radial AM, PM Lâmpada de néon com extremidade em fio de 4mm SET, ADJ Botão de pressão miniatura Tomada IC para IC2 Tomada IC de 28 vias para IC2 J1, 2.1m Tomada de alimentação J2, J5 Cabeçalho de pinos de 10 vias J3, J4 Tomada de 10 vias Fusível de 500 mA Isolamento transparente para néons X1 Vidro de relógio de 32,768 KHz Diversos 44 tomadas X 1 mm Deka Cabeçalho macho de 3 vias de 0,1" para DekaDuo Mapa de Circuitos A nossa experiência Montámos, inesperadamente de forma bem sucedida, um FunKlock com a «Finned Case For Nixie FunKlock». Este é um projecto possível de se fazer mesmo para quem nunca usou um ferro de soldar na vida. Convém explicar muito bem ao vendedor qual a actividade a realizar e qual a experiência pessoal com a tarefa de soldar, por forma a escolher o ferro ou estação de soldar mais indicada. Para além do ferro é importante ter: um suporte, uma esponja húmida, para limpar a ponta do ferro, alicate de corte, um multímetro, um sugador de solda, para corrigir eventuais erros. Esta não é daquelas aventuras que dispensam livro de instruções as instruções estão online e devem ser seguidas à risca. Tal como na relojoaria mecânica, recomenda-se sempre que se conheça a função de todas as peças montadas. No final deste projecto mesmo quem não tinha experiência a soldar termina cheio de confiança. Nós ficámos! É um projecto possível de levar a cabo mesmo para iniciantes mas não é o mais simples dos projectos. O FunKlock pode ser adquirido pela módica quantia de £109.95, aqui. A caixa salmão, escolhida pelo IPR, já não se encontra disponível mas pode escolher a sua entre as disponíveis aqui. NOTA: Relógios Nixie de Pulso Embora não venham em formato de kit de montagem, é também possível adquirir relógios de pulso com Nixie tubes. No entanto, qualquer Panerai passa parecer um relógio de senhora dos anos 60, ao lado destes monstros laranja.

  • ISOTOPE OLD RADIUM PORTUGAL-UK 650

    Para comemorar a histórica aliança entre Portugal e o Reino Unido, que comemora este ano o 650º aniversário, a Isotope juntou-se à iniciativa Portugal-UK 650 e à revista Espiral do Tempo para criar uma edição especial limitada a 65 exemplares. Dois exemplares serão entregues aos patronos da Iniciativa: ao Rei Carlos III do Reino Unido, Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, e ao Presidente da República Portuguesa Marcelo Rebelo de Sousa. Parte das receitas serão entregues à organização ANDI - New Dialogue Organization, uma organização de caridade sem fins lucrativos que está activa em Portugal e no Reino Unido. O Isotope Old Radium Portugal-UK 650 inclui elementos alusivos à história marítima de Portugal e do Reino Unido, e estreia um mostrador inédito na coleção da marca. A caixa em bronze, com um diâmetro de 40mm, remete para a conquista dos mares — tratando-se de uma liga metálica desde sempre usada no contexto náutico. O fundo em titânio vem com a gravação do número do exemplar e o vidro em safira vem com elementos dos brasões de armas de Portugal e Inglaterra em 1373 e 2023, PORTUGAL-UK 650 O início da formalização da Aliança Luso Britânica, baseada na paz e amizade perpétua entre os dois países, ocorreu com a assinatura do Tratado de Tagilde a 10 de Julho de 1372. A concretização da Aliança ocorreu no ano seguinte, com a assinatura do Tratado de Paz, Amizade e Aliança, selado na Catedral de São Paulo em Londres, em 16 de junho de 1373, pelo Rei Eduardo III da Inglaterra e, pelo Rei D. Fernando e Rainha D. Leonor, de Portugal. Esta aliança foi renovada no Tratado de Windsor de 1386 e por outros sucessivos tratados ao longo dos séculos. Para além da celebração das datas mais importantes ̶ os 650 anos do Tratado de Tagilde, a 10 de Julho de 2022 e do Tratado de Paz, Amizade e Aliança, a 16 de Junho de 2023 ̶ engloba outras iniciativas tais como atividades de investigação, educação, cultura, cooperação e sociais. Para mais informações, consulte, aqui o sítio na Internet acerca das comemorações Portugal-UK 650! O mostrador branco, contrasta com escala dos minutos de fundo preto e apresenta um revestimento em esmalte. Os ponteiros e os algarismos combinam com o bronzeado da caixa, enquanto a correia em couro texturado com fivela de bronze serve de complemento ideal ao conjunto. Este Old Radium vem equipado com o movimento automático suíço Landeron 24, com 40 horas de reserva de carga. CARACTERISTICAS TÉCNICAS: CAIXA Material: Bronze CuSn8 escovado Diâmetro: 40mm X 47mm Espessura: 10.1mm Fundo: fundo em Titânio jacteado pintado com os brasões de Inglaterra e Portugal Coroa: Rosca às 3 horas Resistência à água: 100m / 10atm / 330pés Vidro: Safira antirreflexo MOVIMENTO Calibre: Landeron Reserva de marcha: 40 horas Rubis: 25 Funcionamento: Automático, 28800 alt/h (4hz) Precisão: U-12/+12 s/day Acabamento: Perlage e Côtes de Genève MOSTRADOR/PONTEIROS Cor: Branco com números em preto com Old Radium Super-LumiNova® Ponteiros: Em bronze escovado com revestimento luminescente Old Radium BRACELETE Material: Couro de bezerro preta Medida: 20mm Fivela: Bronze escovada - Para mais informações, consulte o sítio da Isotope, aqui!

  • Século XVIII, o século dos grandes relojoeiros (2ª Parte)

    Por: Sílvio Pereira T'Moore - London Nº 4550 | 1750 | Mostrador em Esmalte | Caixa dupla | Latão Platinas em latão, movimento de fuseé, escape de roda de reencontro (verge) com regulador Graham, galo e suporte ricamente cinzelado. Mostrador em esmalte. Pilares quadrados Nesta 2ª parte da história da relojoaria do Séc. XVIII, vamos continuar a descrever de forma minuciosa as evoluções técnicas operadas neste século assim como os relojoeiros mais influentes que operaram durante este século. O nome de Thomas Mudge deverá figurar sempre como um dos expoentes máximos da relojoaria não só pelo que a sua mestria acrescentou à evolução desta arte mas também pelo facto de ter inventado o escape de âncora que ainda hoje, passados quase 300 anos da sua invenção, equipam grande parte dos relógios, quer de pulso, bolso, mesa, parede ou pé. Este e outros relojoeiros do Século XVIII irão estar presentes no artigo que agora apresentamos e esperamos que gostem. Boas leituras! Século XVIII (segunda parte) Sucessores de George Graham Thomas Colley, um dos funcionários de Graham, foi escolhido por este como sucessor após a sua morte em 1751. Colley contratou Simon Barkley, que foi igualmente empregado de Graham, como seu sócio. No entanto, após a morte de Barkley em 1753, John Priest, outro funcionário de longa data de Graham, assumiu o lugar de Barkley ao lado de Colley. Pressupõe-se que Justin Vulliamy tenha visitado a oficina de Graham para aprender mais acerca do escape de cilindro. Entretanto, Larcum Kendall, que por sua vez trabalhou para Graham ao longo de vários anos no fabrico de escapes de cilindro é muito provável que tenha continuado a trabalhar com Thomas Mudge. Mudge, que tinha sido aprendiz de Graham, tornou-se independente em 1748 e, em 1755, convidou William Dutton, também aprendiz de Graham, para seu sócio. Embora Mudge representasse a qualidade e a criatividade de Graham incompreensivelmente, não foi escolhido como seu sucessor. No entanto, podendo tornar-se um paradoxo, Mudge e Graham partilhavam um caráter tranquilo e humilde e profundos conhecedores de todos os meandros da relojoaria. Todos os ex-trabalhadores e funcionários da oficina de George Graham, incluindo Larcum Kendall, adotaram as mesmas configurações de movimentos e tradições de fabrico quando iniciaram os seus próprios negócios. Todos os relógios com escape de cilindro produzidos por estes relojoeiros possuíam escapes de cilindro feitos de latão, e a maioria manteve os 13 dentes na roda de escape e a mesma inclinação do pino do cilindro[1]. Além disso, utilizavam igualmente mostradores esmaltados, muitos deles em ouro, especialmente as peças de Mudge. Todos os relógios por eles produzidos tinham galos com suportes maciços gravados e placas laterais sólidas e igualmente com gravações. Os centros dos galos eram adornados com grandes pedras preciosas, normalmente de diamante, presas por um disco de aço redondo azulado ou, noutros casos, polido, fixado por dois parafusos. Da mesma forma, todas as tampas protectoras do mecanismo de latão dourado eram assinadas no mesmo estilo, e a maioria delas apresentava o número do movimento gravado em diferentes locais, como na parte de trás do galo ou na placa superior. Muitas dessas tradições foram mantidas pelos sucessores de Graham, incluindo Mudge & Duttons, até o início de 1800. Por exemplo, alguns movimentos fabricados por Matthew Dutton, filho de William Dutton, ainda seguiam essas práticas. Thomas Colley, Londres, nº 6648, 1755 Este é um relógio com tampa em latão dourado. O seu movimento é baseado no escape de cilindro, placas com um diâmetro de 40mm, e apresenta o galo com suporte não perfurado. A caixa do relógio possui uma gravação simétrica centrada, adornada com uma pedra angular de diamante. No interior da tampa, é possível encontrar o número do movimento gravado, o que é um costume típico da oficina Graham. O relógio possui escape de cilindro dead-beat[2] mantendo a inclinação Graham original, com escape de latão com 13 dentes. Além disso, possui balanço de aço e mola de balanço de 3 voltas em aço azulado. A placa traseira está gravada “Grahams Succ. (esso)r London 6648”, enquanto a tampa de protecção do mecanismo apresenta a gravação “Graham's Succ. Tho. Colley London”. Posteriormente, o movimento foi "ampliado" com placas de latão mais largas e mostrador em esmalte branco feito sob medida. É importante ressaltar que este movimento é uma das primeiras peças fabricadas após a morte de George Graham, uma vez que a última peça assinada por ele é a nº 6590. Os movimentos posteriores foram assinados como “Sucessores de Grahams”. No total, existem apenas cerca de dez movimentos conhecidos assinados por Colley sozinho ou em parceria com Samuel Barkley ou posteriormente, com John Priest. John Priest, Londres, nº 222, 1760 Relógio em latão dourado, peça requintada que apresenta movimento fusée de placa completa (diâmetro de 35,5 mm). Os seus pilares de balaústre redondos conferem-lhe uma estética elegante e sofisticada. Um dos destaques é o suporte e respectivo galo finamente gravados, adicionando um toque artístico e detalhado ao design. No centro do galo, há um deslumbrante diamante, que captura a luz de maneira cintilante, acrescentando um elemento de luxo e exclusividade a esta peça. A placa traseira ostenta a assinatura “John Priest London 222”, indicando a origem e a autenticidade do movimento. É interessante notar que este relógio é um dos poucos conhecidos fabricado por este importante relojoeiro . Thomas Mudge (9.1717 – 14.11.1794) Thomas Mudge foi o segundo filho de Zachariah Mudge e Mary Fox, nascido em Exeter. Quando tinha cerca de 14 ou 15 anos, foi enviado para Londres a fim de se tornar aprendiz de George Graham, um importante relojoeiro que tinha sido discípulo de Thomas Tompion. A oficina de Graham encontrava-se localizada em Water Lane, Fleet Street. Após obter a qualificação como relojoeiro em 1738, Mudge começou a ser contratado por importantes comerciantes de Londres. Durante o seu trabalho na criação de um relógio de equação extremamente complicado, encomendado pelo eminente John Ellicott, Mudge foi referenciado como um relojoeiro de enormes potencialidades. Como resultado, foi contratado diretamente para fornecer relógios ao rei Fernando VI de Espanha. Mudge foi reconhecido por ter produzido pelo menos cinco relógios para o rei Fernando, incluindo um relógio que tinha a função de repetir os minutos, os quartos e as horas. Em 1748, Mudge estabeleceu-se na 151 Fleet Street, e começou a anunciar vagas de emprego após o falecimento do seu antigo mestre, George Graham, em 1751. Embora não tenha sido o sucessor direto de Graham, foi Mudge quem aperfeiçoou os princípios e técnicas desenvolvidos pelo seu mentor. O seu trabalho excepcional rapidamente lhe rendeu uma reputação notável como um dos mais proeminentes ​​relojoeiros ingleses da época. Em 1753, Thomas Mudge casou-se com Abigail Hopkins de Oxford, com quem teve dois filhos. É altamente provável que William Dutton, outro aprendiz de Graham, tenha trabalhado para Mudge desde a altura em que este abriu a sua oficina. Por volta de 1765, Mudge contratou William Dutton como seu sócio, e a partir desse momento, todos os trabalhos subsequentes foram realizados sob a marca “Mudge & Dutton”. Enquanto Mudge supervisionava a produção de relógios, William Dutton assumiu a gestão dos negócios. Por volta de 1755, ou talvez até antes, Mudge inventou o escape de âncora, aplicando-o pela primeira vez num relógio. Este escape pode ser considerado a maior inovação individual já feita em relojoaria desde a invenção da mola de balanço. Atualmente, continua a ser um recurso presente em quase todos os cronómetros de bolso e pulso. Conde Hans Moritz von Brühl (20/12/1736– 09/06/1809) Em 1760, Mudge foi apresentado ao Conde Hans Moritz von Brühl (20/12/1736– 09/06/1809), enviado extraordinário da corte da Saxônia, que desde então se tornou um patrono constante. Em 1765, Mudge foi convidado pelo Conselho de Longitude como especialista para ajudar na análise do H4 de Harrison. Surgiu uma discussão com o Conselho, pois Mudge falou abertamente sobre os detalhes da construção do H4 ao relojoeiro francês Ferdinand Berthoud, que queria aproveitar as informações sobre essa construção para integrá-las no seu próprio trabalho de cronómetros marítimos. Mudge, como George Graham antes dele, era uma pessoa honesta, humilde e altruísta, que nunca quis patentear as suas invenções. Considerava a cópia das suas obras uma honra. É nesse contexto que a divulgação dos detalhes da construção do H4 para Berthoud deve ser entendida, pensado em incentivar o desenvolvimento do melhor cronómetro possível. Em 1765, Mudge publicou o livro “Reflexões sobre os meios de melhorar os relógios, particularmente aqueles para uso no mar”. É conhecido que, Larcum Kendall trabalhou para Mudge durante muitos anos. A maioria dos relógios com acabamentos superlativos podem ter sido feitos por ele. Em 1771, devido a problemas de saúde, Mudge deixou os negócios ativos e saiu de Londres indo morar para Plymouth com o seu irmão, Dr. John Mudge. A partir dessa data, Mudge trabalhou no desenvolvimento de um cronómetro marítimo que atendesse aos novos requisitos rigorosos do Conselho de Longitude, que haviam sido alterados em 1765 após o trabalho anterior de John Harrison. Enviou o primeiro deles (veja abaixo) para avaliação em 1774 e recebeu 500 guinéus pelo seu projeto. Mudge completou outros dois entre 1776 e 1779 (“Verde”: 1777, “Azul”: 1776–1779), na tentativa contínua de satisfazer os requisitos cada vez mais difíceis, estabelecidos pelo Conselho de Longitude. Foram testados pelo astrónomo real Nevil Maskelyne, e declarados como insatisfatórios. Seguiu-se uma controvérsia na qual foi alegado que o critério de Maskelyne não havia sido justo. Uma controvérsia semelhante surgiu quando a John Harrison, foi negado o valor total do prémio de 1714 pelo Conselho de Longitude. Eventualmente, em 1792, dois anos antes da sua morte, Mudge recebeu 2500 libras de um Comité da Câmara dos Comuns que decidiu a favor de Mudge e contra o Conselho de Longitude, então chefiado por Sir Joseph Banks. À esquerda: Thomas Mudge, 'Green', 1777, Museu Marítimo de Greenwich. À direita Thomas Mudge, 'Azul', 1776 – 1779, 12,25 cm de diâmetro: Staatliche Kunstsammlungen Dresden. Em 1770, Jorge III comprou um grande relógio de ouro produzido por Mudge, que incorporava o escape de âncora. Deu-o de presente à sua esposa, a rainha Carlota. Este relógio ainda permanece na coleção real do Castelo de Windsor. Em 1776, Mudge foi nomeado relojoeiro do rei. Thomas Mudge, 1770: relógio com escape de âncora. Foto tirada e modificada: timezone.com, coleção real de HM Queen Elisabeth II. A importância de Thomas Mudge na evolução da relojoaria é altamente subestimada e a sua importância para o desenvolvimento da relojoaria foi ofuscada, principalmente pelo sucesso e publicidade de John Harrison. Apesar disso é consensual que nenhum outro relojoeiro na época alcançou a qualidade de fabrico da empresa Mudge & Dutton. Thomas Mudge, Plymouth, nº 1, 1774 Thomas Mudge, 1774, cronómetro marítimo nº 1, Museu Britânico (1958,1006.2119). Fotos tiradas e modificadas: British Museum, Londres Thomas Mudge, cronómetro marítimo, nº 1, 1774, 13,25 cm de diâmetro; acionado por mola; movimento de oito dias; alimentado por duas molas principais separadas e alojadas num único tambor, escape de âncora de Mudge; compensação de temperatura obtida pelo uso de volante bimetálico; mostradores de esmalte separados: mostrador de minutos e equivalentes em graus à esquerda, horas e graus à direita, segundos em baixo; a diferença entre a hora local (estabelecida pela observação) e a hora de Greenwich (exibida pelo cronómetro) dá a longitude; caixa de mogno octogonal com tampo, fundo e laterais envidraçadas; caixa de mogno octogonal exterior. Foto tirada e modificada: British Museum (158, 1006.2119), Londres. Este cronómetro foi enviado para um parecer em Greenwich, onde foi amplamente esquecido e mal avaliado. A mola de balanço partiu-se duas vezes e houve denúncias de que havia caído, por isso foi excluído da competição pelo prémio de Longitude, mesmo tendo sido considerado o mais preciso de todos os candidatos. Mudge gastou todas as suas economias em pesquisas sobre cronómetros marítimos e, é provável que também, tenha prejudicado a sua própria saúde. Nem sequer conseguiu comprar uma caixa de metal para proteger o seu cronómetro, que agora está guardado numa bela caixa de mogno envernizada. Deve-se enfatizar que este cronómetro marítimo feito em 1774 por Thomas Mudge permaneceu o mais preciso até 1887. Thomas Mudge, Londres, nº 494, 1765 Este magnífico relógio é uma verdadeira obra-prima em latão dourado, projetado com movimento fusée de placa completa (47 mm de diâmetro), o que demonstra a atenção meticulosa aos detalhes e a habilidade artesanal envolvida na sua criação. Os pilares que o sustentam são esculpidos de forma quadrada, num elegante balaústre, o que lhe confere uma aparência refinada e imponente. O galo e respectivo suporte estão finamente gravadas, adicionando um toque de sofisticação ao design. Uma caraterística notável é a pedra em diamante que se encontra no centro do galo, que coroa o relógio, conferindo-lhe uma extrema beleza e um toque de luxo incomparável. A placa traseira está assinada, “Thomas Mudge London 494”, indicando a origem, a qualidade e a autenticidade. Este detalhe adiciona história e tradição, interligando-o aos talentosos relojoeiros artesãos de Londres dessa época. Quanto ao mecanismo, possui escape de cilindro tipo Graham, com inclinação original, demonstrando uma escolha técnica refinada com o objectivo de otimizar o desempenho e a precisão. Além disso, foi utilizada uma roda de escape em latão com 13 dentes, que também contribui para um funcionamento suave e preciso. A tampa protectora do mecanismo, assim como o restante corpo do relógio, é em latão dourado igualmente assinada “Thomas Mudge London 494”, seguindo a prática comum da oficina de Graham. Este detalhe adiciona autenticidade e é uma homenagem à tradição e ao legado do famoso relojoeiro. No conjunto, este relógio é uma peça de arte relojoeira que combina beleza com excelência técnica. Thomas Mudge, posteriormente, estabeleceu-se em Londres numa parceria com William Dutton, consolidando a sua reputação como relojoeiro de excelência. Embora a empresa continuasse a atrair os melhores finalizadores de relógios da cidade, é raro encontrar peças com o nome exclusivo de Mudge. Um exemplo notável desse período produtivo foi o desenvolvimento de um movimento na década de 1760, que recebeu reconhecimento devido ao impressionante trabalho prévio feito para John Ellicott. Igualmente neste período teve a honra de contar com o rei de Espanha entre os seus clientes. Nesse mesmo ano, Mudge foi nomeado especialista do Conselho de Longitude, destacando o seu conhecimento e talento na área. No entanto, a carga de trabalho intensa começou a afetar a sua saúde, levando-o a reformar-se e procurar refúgio junto do irmão, um eminente médico, em 1770/71. Após a reforma, Mudge produziu o mais belo, surpreendentemente e preciso cronómetro marítimo. William Dutton (1738-1794) William Dutton, filho de Matthew Dutton de Marston em Buckinghamshire, tornou-se aprendiz de George Graham a partir do dia 5 de janeiro de 1738 e concluiu a formação em 7 de julho de 1746. Iniciou o seu trabalho como funcionário da Clockmakers Company em 1766, onde permaneceu até 1794. É presumível que Dutton tenha começado a trabalhar para Thomas Mudge, no início da abertura da oficina deste, em 1748. Estima-se que estabeleceram uma parceria por volta do ano de 1765, com Dutton a responsabilizar-se pela produção de relógios. Em 1771, quando Mudge se reformou devido a doença, Dutton assumiu todo o negócio. Durante algum tempo, a empresa permaneceu sob o mesmo nome, mas no final da década de 1780, Dutton passou a assinar o trabalho como “William Dutton” ou “W. Dutton”. Durante um curto período de tempo, administrou a empresa em conjunto com os seus dois filhos, Matthew e Thomas, e as obras passaram a ser assinadas como “W. Dutton & Filhos”. Thomas Mudge & William Dutton, Londres, nº 1392, 1790 Este é um elegante relógio, em latão dourado, habilmente trabalhado. Possui um excecional movimento fusée de placa completa (46,5 mm de diâmetro), um testemunho de alta qualidade artesanal. Os pilares em balaústre, quadrados e adornados, acrescentam um requinte clássico, enquanto o galo, finamente gravado, demonstra um cuidado artístico singular. Como toque de brilho e luxo, o centro do galo está adornado com um deslumbrante diamante. A placa traseira ostenta a prestigiosa assinatura, “Thomas Mudge William Dutton London 1392”. Essa marca é uma garantia de tradição relojoeira e habilidade excecional. No interior do movimento encontramos um escape de cilindro tipo Graham com inclinação original, que garante um desempenho notável. Além disso, a roda de escape em latão com 13 dentes, é um testemunho do cuidado meticuloso empregue na criação deste relógio. O mostrador, uma verdadeira obra-prima em ouro esmaltado, destaca-se pelo estilo original e único, conhecido como “besouro tardio”[3]. As nuances e detalhes sutis do esmalte conferem ao mostrador uma beleza incomparável, enquanto os ponteiros projetados em formato de póquer, acrescentam um toque de sofisticação lúdica. A tampa protectora do mecanismo, também em latão dourado, exibe orgulhosamente a assinatura “Thomas Mudge William Dutton London”, gravada com o número 1392, seguindo a tradição da oficina de Graham. É interessante notar que, a partir do nº 1448, os movimentos foram assinados por William Dutton & Sons, marcando uma transição na produção dessas peças icónicas. Um fato curioso a destacar é que, durante a criação deste movimento, Mudge enfrentava problemas de saúde e já havia deixado as suas instalações em Londres para se juntar ao irmão. Portanto, este relógio representa uma das últimas obras assinadas pelo mestre Thomas Mudge. Esta é uma peça que personifica o legado da alta relojoaria clássica e atrairá os apreciadores mais exigentes. William Dutton, Londres, nº 1363, 1790 Este magnífico relógio em latão dourado apresenta movimento fusée de placa completa (42 mm de diâmetro), demonstrando a maestria artesanal envolvida no fabrico. Os pilares quadrados em balaústre conferem uma elegância clássica, com o galo finamente gravado que adiciona um toque de requinte. A pedra no centro, um brilhante diamante, coroa o conjunto com um toque de luxo e distinção. A placa traseira ostenta a assinatura “William Dutton London 1363”, um testemunho da origem e qualidade. O movimento possui um escape de âncora, apresentando uma roda em latão ampliada, que combina funcionalidade e beleza de forma excecional. Diferenciando-se de outras peças, este movimento é notável por possuir exclusivamente a assinatura de Dutton, revelando singularidade no universo relojoeiro. O mostrador, confecionado em cobre esmaltado, exibe uma encantadora tonalidade creme, aplicada posteriormente para realçar a sua beleza. Com atenção aos detalhes, cada marcação no mostrador foi meticulosamente executada, refletindo a sofisticação presente em todos os elementos deste exemplar admirável. Esta é verdadeiramente uma obra de arte, que combina técnica, design e exclusividade. A estrutura do movimento é garantia da habilidade e talento dos mestres Mudge e Dutton. Além disso, as peças do mecanismo demonstram uma numeração única, distanciando-se do padrão tradicionalmente associado a escapes de cilindro. (François) Justin Vulliamy 1712 – 1797 Justin Vulliamy nascido na Suíça, fez uma viagem a Londres por volta de 1730, ansioso por aprimorar as suas capacidades como relojoeiro. Na capital inglesa teve a honra de se tornar aprendiz de Benjamin Gray, um notável mestre relojoeiro que desfrutava de grande prestígio na época. Gray, cujo talento era amplamente reconhecido, foi agraciado com o título de relojoeiro do rei Jorge II em 1742, o que atesta a sua admirável habilidade e reputação. É possível que durante essa época Vulliamy tenha tido a oportunidade de estabelecer contato com a oficina de George Graham, com o objetivo de aprofundar a sua compreensão sobre o escape de cilindro. Essa colaboração com Graham proporcionou a Vulliamy uma expansão da experiência e perícia no campo da relojoaria, enriquecendo o seu conhecimento técnico. Por volta de 1743, Justin Vulliamy casou com Mary, filha de Benjamin Gray, e juntos estabeleceram uma parceria, assinando o trabalho com os dois nomes. Essa união, tanto pessoal como profissional, culminou na criação da própria oficina no Nº 68 de Pall Mall, Londres, onde perpetuaram o legado da família Gray, mantendo a tradição e elevando a arte da relojoaria a novos patamares. Vulliamy e Gray foram pioneiros em Londres ao adotar o escape de cilindro desenvolvido por George Graham, demonstrando comprometimento em empregar as técnicas mais avançadas e inovadoras na prática relojoeira. Após o falecimento de Benjamin Gray em 1764, Justin Vulliamy assumiu a responsabilidade total pelos negócios e começou a assinar os trabalhos exclusivamente com o seu próprio nome, “Justin Vuillamy”, marcando independência e liderança na continuidade da notável oficina. Posteriormente, um dos filhos de Justin Vulliamy, Benjamin Vulliamy, assumiu a gestão do empreendimento familiar, assegurando a perpetuação da tradição e excelência dos relógios Vulliamy. O código de letras Gray/Vulliamy: Desde o início, Benjamin Gray introduziu um código de letras específico para numerar os movimentos enquanto trabalhava por conta própria. Geralmente, os códigos de letras podem ser facilmente convertidos numa sequência numérica usando uma chave lógica. No entanto, o código de letras Gray/Vulliamy, é excecionalmente complexo e até agora apenas uma pequena parte dele foi decifrada. Inicialmente, usavam um código de três letras, mas por volta de 1812 mudaram para um código de quatro letras, tornando-o ainda mais enigmático. Além disso, Benjamin demonstrava o seu talento para jogos de palavras ao utilizar assinaturas alternativas no seu trabalho durante a produção. Duas dessas assinaturas eram “Fras Risdon”, uma combinação de Fra (nçoi)s, que era o nome de família suíço do pai de Benjamin, e “Risdon”, que era o sobrenome de solteira da esposa de Benjamin Gray, Maria Risdon. A outra assinatura alternativa é “J Gray”, que obviamente combina o primeiro nome do pai de Benjamin, “Justin”, e o sobrenome do seu avô “Gray”. O uso dessas assinaturas demonstra o profundo compromisso e orgulho que Benjamin tinha em relação às origens da dinastia relojoeira Vulliamy. É provável que, para descriptografar o código de letras, esses nomes precisem de ser levados em consideração. Além do código de letras, Benjamin e a sua equipa também utilizavam códigos numéricos, que não seguiam necessariamente uma sequência lógica. Esses códigos numéricos eram frequentemente empregues em trabalhos de qualidade inferior. Benjamin Gray & Justin Vulliamy, Londres, Código: ois, ca.1745 Este magnífico relógio em latão dourado (36mm de diâmetro) apresenta movimento de cilindro, com roda de escape também em latão e tipo Graham. Os pilares são em balaústre quadrados, adicionando um toque elegante ao design. A roda de balanço é em aço e possui mola de balanço em espiral, garantindo a precisão e o bom funcionamento. O mostrador original é em ouro com esmalte “veneziano”, um tipo de esmalte que requer temperaturas elevadas durante o processo de cozedura, em comparação com o esmalte convencional (usado por George Graham). Essa escolha de material demonstra a atenção aos detalhes e a qualidade excecional deste relógio. Outros materiais utilizados ​​nos mostradores não teriam resistência suficiente para suportar as elevadas temperaturas necessárias no fabrico do esmalte veneziano. Os algarismos romanos e arábicos são pintados em preto e possuem pontos dentro da faixa de minutos, caraterísticas típicas da produção de Gray/Vulliamy. Acredita-se que este movimento seja um dos primeiros conhecidos, desenvolvidos pelos credenciados parceiros Gray/Vulliamy. Benjamin Gray & Justin Vulliamy, Londres, Código: nco, ca.1750 Relógio com movimento de cilindro em latão dourado (41x35mm), roda de escape em latão com 13 dentes e regulador tipo Graham. Além disso, possui placas em forma de ovo e pilares em balaústre. Segundos excêntricos localizados às 6 horas num submostrador independente. Infelizmente, faltam algumas peças importantes, como o galo, o regulador, a placa lateral, a placa do mostrador, o fusée, a corrente, o balanço e a mola espiral. Foto tirada e modificada posteriormente: Sotheby's, Obras-primas do Museu do Tempo Part 2, NY, 19.06.2002, lote. 18 Existem apenas cerca de quatro relógios conhecidos com formato de ovo. Dois deles estão guardados no (British Museum, Londres, Time Museum, Rockford, Ilinois (último vendido: “Masterpieces from the Time Museum”; Sotheby's New York, junho de 2002, por 45.000 $). Benjamin Gray iniciou o fabrico destes relógios com formato irregular antes de se associar a Justin Vulliamy em 1743. A versão mais antiga deste tipo de relógios não é exatamente em forma de ovo, mas parecida com um escudo. Tanto a forma de escudo como a forma de ovo conferem ao relógio um visual elegante, com um grande mostrador de segundos localizado às 6 horas característico de qualquer um deles, o que chama a atenção e sugere grande precisão. A confeção das placas em forma de escudo ou ovo era um processo manual, o que o tornava bastante trabalhoso e desafiador. Notas: [1] Significa que esses relógios específicos foram fabricados com um cilindro cuja roda de escape era composta por 13 dentes, que são usados para accionar esta roda. A inclinação por pino no cilindro refere-se à forma como o cilindro é inclinado em relação à roda de escape para garantir o engate adequado dos dentes e a transferência adequada de energia para regular a marcha do relógio. [2] Também conhecido como “escape de cilindro de retenção” é um escape que permite que o relógio avance em “saltos” precisos de tempo [3] Refere-se a um mecanismo de escape que possui um movimento semelhante ao de um besouro que se move lentamente

  • Cronómetro marítimo de Robert Gardner que acompanhou Ernest Shackleton de 1907 a 1909.

    Robert Gardner nº 5/4186 @ Bonhams Filho de Robert Gardner, um grossista de componentes relojoeiros, Robert Gardner nasceu em Glasgow em 1851, cidade onde deu os primeiros passos como aprendiz de um relojoeiro. Mais tarde, em 1871 e já com 20 anos, entraria ao serviço de um relojoeiro de Londres, Troy Thomas. Em 1875, morre o pai de Gardner e o negócio passa para Robert e o seu irmão John, originando o seu regresso de Londres para administrar os negócios da família. A sociedade com o irmão não viria a durar muito, e em 1878 Robert abre a sua própria relojoaria em Glasgow. Aparentemente, nesse período o relojoeiro viajava bastante, tanto para o continente quanto para os Estados Unidos, com o objectivo de contactar com novas técnicas e metodologias relojoeiras. Em 1880, um grupo de amigos armadores de Glasgow contrataram-no para ir a Londres para comprar alguns cronómetros para os seus navios. Após o seu regresso, Gardner parece ter ficado obcecado por cronómetros e, em 1885, estava novamente a morar em Londres, casando-se nesse mesmo ano com A--, que era 11 anos mais jovem. Em 1886 estabelece a sua oficina na sua própria casa em 20 Lloyd Square, Clerkenwell Road, e é nesta localização que muda gradualmente para a construção de cronómetros marítimos, adquirindo inicialmente cronómetros Kullberg já terminados e, de seguida, usando o stock adquirido a James Nelson, que nessa altura se tinha reformado e mudado para a Nova Zelândia. Cartão de visita de Robert Gardner @ colecção Carlos Torres Eventualmente, Gardner começou a fazer os seus próprios modelos, com um dos seus cronómetros a conquistar o primeiro lugar nas Provas de Greenwich de 1897/98. O seu filho, Malcolm, tinha nascido no ano anterior, em 1896. Assim que começou a fazer os seus próprios cronómetros, Gardner tornou-se cada vez mais focado em fazer um cronómetro equilibrado com a combinação ideal de componentes que garantissem um excelente isocronismo. Isto incluía encaixar duas e três espirais numa só, e também rodas de balanços compensadas por mercúrio com o intuito de colmatar o erro da temperatura média. Estes balanços basearam-se no trabalho de Le Roy e de E. T. Loseby; resumindo, recipientes em vidro cheios de mercúrio feitos sob medida eram construídos em forma de gancho e presos a um balanço parcial com aro de metal. De acordo com Loseby, este género de construção eliminou o erro de temperatura intermedia, e os cronómetros equipados com esses balanços de mercúrio levaram Loseby a ganhar o primeiro lugar nos testes de Greenwich ao longo de cinco anos consecutivos. Curiosamente, Gardner terminou vários dos cronómetros de Loseby após a morte deste último, incluindo dois que foram dados aos herdeiros de Loseby. Supostamente, Gardner tinha contratos para fornecer cronómetros aos governos italiano, holandês e tailandês, e continuou a enviar cronómetros para Greenwich até ao inicio da Primeira Guerra Mundial. Era tambem frequente Gardner contribuir com artigos técnicos para o Horological Journal, sobre vários aspectos da função e construção de cronómetros. Charles Édouard Guillaume @ Wikipedia Por volta de 1901, Gardner viajou para Fleurier, na Suíça, para se encontrar com Charles Edouard Guillaume, já então conhecido pela invenção das ligas 'Invar' e 'Elinvar'. Gardner negociou com sucesso um contrato com Guillaume, onde se garantia que se tornaria o único fornecedor dos ‘balanços de Guillaume' nos territórios do Reino Unido e da Irlanda. O contrato especificava que os balanços deveriam ser vendidos por não menos que £ 2 e apenas deveriam ser usados em cronómetros vendidos por não menos que £ 25. Infelizmente, o contrato foi posteriormente cancelado por mútuo acordo, uma vez que as frequentes viagens de Gardner ao exterior e o extenso trabalho em casa viriam a culminar num colapso nervoso. Gardner continuou a trabalhar nos seus cronómetros e na busca pela eliminação do 'erro de temperatura média', transferindo a sua oficina para o terceiro andar da casa quando a sua visão começou a se deteriorar. Até à sua morte, em 1931, Gardner trabalhou activamente no aperfeiçoamento dos cronómetros, particularmente no que respeita às espirais de paládio e aos balanços com corte de cinco barras. No seu obituário, um relojoeiro seu colaborador escreveu que 'o que ele não sabia sobre cronómetros não valia a pena saber, mas ao mesmo tempo estava sempre de olhos e ouvidos abertos a novas ideias'. A sua mulher viria a morreu em 1943. Após a morte do seu pai, Malcolm Gardner, sob os auspícios de Courtenay Ilbert, montou um negócio de venda de livros de relojoaria para escoar a sua extensa colecção. Malcolm tornou-se rapidamente conhecido no mundo da relojoaria, vindo a falecer, mais tarde, em 1960. A maioria dos livros que vendeu acabaram na Biblioteca do British Horological Institute. Robert Gardner nº 5/4186 @ Bonhams O actual cronómetro, nº 5/4186 produzido por Robert Gardner, teve uma vida de serviço bastante diversificada. A peça seria adquirida pelo Almirantado em março de 1899 por £44. Menos de um ano depois seria usada num navio com destino a Sydney, onde passaria mais de um ano a bordo. No seu regresso, seria alvo de manutenção por parte da Usher & Cole; a razão de Gardner não o ter feito ele próprio é desconhecida. Possivelmente estaria demasiado ocupado com a construção de cronómetros e com viagens de cariz comercial para se preocupar muito com esse trabalho. O navio Nimrod de Ernest Shackleton @ coolantartica.com Em 1903, o cronómetro foi usado pelo HMS Merlin, na viagem inaugural do navio para a Austrália, e como parte do Royal Navy Survey Service. O cronómetro foi recolhido um ano depois em Bombaim. Depois de outro serviço de manutenção na Usher & Cole, o cronómetro seria usado em 1907 a bordo do Nimrod como parte da expedição antártica de Ernest Shackleton em 1907 para alcançar o Pólo Sul. A equipa, liderada por Shackleton, chegou a 97 milhas do pólo magnético, antes de ser forçada a voltar para trás devido ao mau tempo. A expedição foi também a primeira a escalar o Monte Erebus, o vulcão mais a sul do globo. Uma descrição da expedição, escrita por Shackleton, observa que Jameson Boyd Adams, o Comandante da Reserva da Marinha Real e o primeiro a se voluntariar para a expedição tinha a seu cargo o bom estado destes instrumentos: 'todas as manhãs, logo após o pequeno almoço, dava corda aos cronómetros e avaliava os instrumentos'. Para além da presente peça desconhece-se actualmente que cronómetros eram esses. Sir Ernest Shackleton @ coolantartica.com Em 1909, o cronómetro seria devolvido ao almirantado e novamente reparado pela Usher & Cole. Em 1915, seria instalado no HMS M19, um navio monitor aparentemente estacionado perto da Turquia durante a Primeira Guerra Mundial. Logo após a instalação do cronómetro, a explosão a bordo de um canhão de 9,2”, causa uma morte e vários feridos. O navio seria transformado num navio petroleiro. Já o cronómetro, seria devolvido ao almirantado em 1917, sendo transferido de seguida para os escritórios desta instituição na Índia em 1920. Os movimentos do cronómetro após esta data são desconhecidos. Descrição Um movimento de cronómetro marítimo de dois dias do final do século XIX, muito raro e historicamente interessante, que participou da expedição Nimrod de Ernest Shackleton de julho de 1907 a setembro de 1909. Actualmente montado numa caixa de mogno como peça de prateleira. R. Gardner, 20 Lloyd Square, Londres W.C. Marcado com a seta do Almirantado e 'I 1920', nº 5/4186 O mostrador assinado com numeração romana prateada de 3,75 polegadas com faixa externa de minutos e indicador de reserva de marcha subsidiário de 0 a 56 horas na posição das XII, o mostrador de segundos estilo observatório em VI emoldura a seta do Almirantado e os números 1/1920 e 5/4186, assinado ao centro "R. Gardner 20 Lloyd Square Londres. W. C.”. O movimento de platina cheia manchada com quatro pilares anelados, fuso e corrente, mola espiral helicoidal em paládio de mola livre (pivot superior partido) com pedra final de diamante e escape tipo Earnshaw, balanço bimetálico cortado e compensado com massas de sincronização circulares, numerado 5 4186. 16cm (6ins) de altura. Bibliografia Arnott, P. (2013) 'The Mercurial Chronometer Balances of Edward Thomas Loseby', Antiquarian Horology, Vol. 34 (1), pgs. 72-87. Aked, C. K. (1990) 'Robert Gardner: An Addendum', Antiquarian Horology, Vol. 19 (2), pgs. 190-192. British Horological Institute (1932) 'Robert Gardner', The Horological Journal, Vol. 74 (6), pgs. 98-99. British Horological Institute (1944) 'Famous Chronometer Maker's Widow Passes', The Horological Journal, Vol. 86 (8), pg. 219. Aked, C. K. (1990) 'More on Robert Gardner', Antiquarian Horology, Vol. 19 (1), pgs. 71-80. Scott Polar Research Institute (2023) Meet the Pioneers: Jameson Boyd Adams. Antarctic Heritage Trust (2023) History of Shackleton's Expedition: The British Antarctic Expedition 1907-09 Cape Royds. Imperial War Museum (2023) Papers Concerning a Gun Explosion On Board M19, December 1915. Buckey, C., Harley, S., Lovell, A. (2020) H.M.S. Merlin (1901). Australia Navy (2023) HMAS Fantome. Estes exemplar deverá ser leiloado pela Bonhams no leilão Fine Clocks de Londres tendo uma avaliação compreendida entre 3000 e 5000 libras. Para mais informações visite a Bonhams aqui.

  • Zenith lança trio de Defy Skyline em Edição de Boutique com mostradores em azul-claro

    Mesmo a tempo de enfrentar o calor do verão, a ZENITH revela três novas edições de boutique do Defy Skyline com 41 mm e 36 mm e refrescantes mostradores em azul-claro, juntamente com um novo serviço de braceletes abrangente na sua boutique online. Remetendo tanto para o azul do céu como para águas cristalinas, os tons vivos e refrescantes da mais recente Edição de Boutique do Defy Skyline são certamente inspiradores e revigorantes. Inédita numa Edição de Boutique da Zenith, esta nova cor foi adicionada pela marca ao Defy Skyline original com caixa em aço de 41 mm e também ao homólogo de tamanho médio com 36 mm, neste caso em duas versões – com e sem diamantes na luneta. Com o lançamento destas Edições Ice Blue, e mesmo a tempo de desfrutar de um rico espectro de cores para o verão, a Zenith apresenta também um novo serviço na sua boutique online que permite que os compradores explorem e comprem uma seleção de braceletes compatíveis de forma conveniente, seja pela cor, o tamanho ou para escolher uma fivela adicional. Este serviço vai ser lançado inicialmente na Europa, seguindo-se a América do Norte e o Japão em setembro. O Defy Skyline apresenta uma caixa angular em aço com uma luneta dodecagonal, diretamente inspirada nos primeiros relógios de pulso Defy de 1969. Embora os tons azuis intensos tenham já sido usados em Edições de Boutique da marca no passado, o Defy Skyline propõe agora um tom azul-claro metalizado com um padrão gravado composto por estrelas de quatro pontas, num contraste com a base do mostrador metalizado com padrão raiado. Ambas as versões estão equipadas com movimentos de manufatura automáticos Zenith. O Defy Skyline Ice Blue Edição de Boutique com 41 mm opta pelo calibre automático de alta frequência El Primero 3620, com precisão de 1/10 de segundo movido diretamente pelo escape que bate a uma frequência de 5 hz. O calibre apresenta uma reserva de marcha de aproximadamente 60 horas e está equipado com um mecanismo “stop second” para um acerto preciso das horas. A versão mais pequena com 36 mm do Defy Skyline Ice Blue Edição de Boutique opta pelo movimento de manufatura automático Elite 670 com uma autonomia de 50 horas. Ambos os calibres automáticos de manufatura apresentam massas oscilantes em forma de estrela que podem ser observadas através dos fundos de caixa em safira. O Defy Skyline Edição de Boutique é disponibilizado numa bracelete em aço com uma superfície acetinada-escovada e com rebordos polidos e chanfrados, seguindo perfeitamente os contornos da caixa angular. Acompanha igualmente o modelo uma bracelete em azul-claro com um padrão de céu estrelado e uma fivela de báscula em aço, que pode ser facilmente trocada sem quaisquer ferramentas graças ao mecanismo de troca rápida de braceletes da caixa Defy. DEFY SKYLINE 41 MM Referência: 03.9300.3620/15.I001 Elementos principais: relógio de 3 ponteiros El Primero. Indicação de alta frequência: submostrador às 9 horas com precisão de 1/10 de segundo. Alavanca e roda de escape em silício. Padrão de céu estrelado no mostrador. Coroa de rosca. Sistema de braceletes totalmente intercambiáveis. Movimento: El Primero 3620, automático Frequência: 36 000 alt/h – 5hz Reserva de marcha: aprox. 60 horas Funções: horas e minutos no centro. Indicação às 9 horas com precisão de 1/10 de segundo. Indicação da data às 3 horas. Acabamentos: massa oscilante especial com acabamentos acetinados Preço: 8900 CHF Material: aço inoxidável Estanqueidade: 10 atm Caixa: 41 mm Mostrador: padrão raiado em azul-claro Índices das horas: revestidos a ruténio, facetados e revestidos com SuperLuminova SLN C1 Ponteiros: revestidos a ruténio, facetados e revestidos com SuperLuminova SLN C1 Bracelete e fivela: bracelete em aço inoxidável. 2ª bracelete em borracha em azul-claro com padrão de céu estrelado. Fecho de báscula em aço inoxidável. Para mais informações sobre estes modelos e a Zenith, clique aqui.

  • Cronómetro marítimo nº 381 de dois dias de William B Crisp com balanço Hartnup

    Movimento do nº 381 de de William B Crisp @ Bonhams Segundo a informação veiculada pela exposição “Your Time” (ver abaixo), o movimento deste cronómetro marítimo tem origem nos ateliers de Joseph Preston, que trabalhava na localidade de Prescot. Joseph Preston era então um conhecido fabricante de relógios e cronómetros e a sua marca 'J.P.' foi considerada no seu tempo uma marca de elevada qualidade. Era neste período um elo fundamental na cadeia de fornecedores nacional que viram peças feitas em grande parte no norte da Inglaterra e nas West Midlands e montadas numa ebauche, antes de serem enviadas para Londres para serem acabadas e vendidas. Uma parte considerável da base de clientes de Preston estava em Londres e, em menor escala, também em Coventry. Nº 381 de de William B Crisp @ Bonhams A empresa foi fundada por Joseph Preston em 1829, no nº 19 da Eccleston Street em Prescot, mudando de designação para 'Joseph Preston and Sons' em 1840, quando os seus filhos Thomas e Joseph começaram a trabalhar lá a tempo inteiro. Em 1891, aos 16 anos, o sobrinho dos Prestons, Harry Pybus, começou a trabalhar na loja. Ai aprendeu os vinte ofícios distintos ali praticados, e que eram necessário para dar forma a um relógio ou movimento de cronómetro completo, mas ainda assim inacabado. Exterior do atelier de Harry Pybus em Preston "A última fábrica de relógios em Prescot" @ arquivo Carlos Torres Pybus assumiu a direcção da loja com a morte dos seus tios, mas decidiu manter o nome 'Joseph Preston and Sons'. De notar que, durante a segunda guerra mundial, e não tendo outros funcionários, Pybus conseguiu fazer vários movimentos de cronómetro de dois dias inteiramente por conta própria, numa loja que nem sequer tinha eletricidade. Pybus viria a administrar a loja ao longo de quase sessenta anos, até à sua morte em 1952; a titulo de anedota diz-se que Pybus estava praticamente a meio do corte de um conjunto de pinhões de escape, quando morreu. No seu obituário, seria saudado como "o último dos antigos relojoeiros de Prescot". A loja foi demolida logo depois, tornando Joseph Preston num dos últimos fabricantes independentes de relojoaria a fechar em Prescot, uma área há muito famosa por fornecer uma variedade de movimentos de elevada qualidade a uma base de clientes que incluía Mercer, Kullberg, Crisp e até mesmo a Patek Phillipe. Atelier de Harry Pybus em Preston "Fábrica de Relógios em Prescot, 1925. Interior" @ arquivo Carlos Torres O balanço termocompensado Hartnup O balanço termocompensado Hartnup @ arquivo Carlos Torres O balanço Hartnup foi desenvolvida por John Hartnup, o primeiro diretor e fundador do "Siderial Liverpool Observatory", criado em 1843, e destinava-se a corrigir erros de temperatura média em cronómetros. O erro de temperatura média refere-se ao erro produzido nos balanços termocompensados convencionais: o balanço é concebido para corrigir um erro de temperatura extremamente alta e um erro de temperatura extremamente baixa, porém, entre essa faixa, o cronómetro ganha e perde um pouco quando exposto a temperaturas fora deste intervalo. Isso significa que, quando um cronómetro é exposto a uma ampla faixa de temperaturas, a frequência irá mudar muito mais do que quando a faixa de exposição à temperatura for pequena. A solução de Hartnup, provavelmente criada por volta de 1847 e na verdade executada por William Shepherd, da 13 Bath Street Liverpool, envolvia barras transversais laminadas ligando um aro de compensação razoavelmente normal; a borda externa compensaria os extremos e as barras transversais internas moderariam a temperatura média. Hartnup não patenteou este balanço, em parte porque estava ansioso para o ver adotado pelo maior número de fabricantes possível como uma melhoria na cronometria em geral, mas também porque não achava que, como diretor do Observatório, pudesse lucrar com o trabalho feito durante o seu mandato. O balanço nunca foi amplamente adoptado, até porque levava o dobro do tempo a fabricar do que uma balanço termocompensado dito normal, o que significa que cronómetros com balança Hartnup são hoje bastante raros. A roda de balanço termocompensada Hartnup do nº 381 de de William B Crisp @ Bonhams Bibliografia Penney, D. (2007) 'Evidence from the Transient', Antiquarian Horology, vol. 30 (2), págs. 177-179 Aked, C. (1989) 'Joseph Preston and Sons', Antiquarian Horology, vol. 18 (3), págs. 298-306 Law, R. J. (1990) 'Joseph Preston & Sons', Antiquarian Horology, vol. 18 (5), págs. 551-552 British Horological Institute (2001) 'Ramos: Midlands', Horological Journal, vol. 143 (8), p. 278 Smith, R. W. (1983) 'The Hartnup Balance', Antiquarian Horology, vol. 14 (1), págs. 39-45 Caixa A caixa de três partes, com cartucho ausente na tampa superior, a seção central com botão de flor em latão a encimar uma placa em marfim assinada “Hartnup Balance Willm. B. Crisp London nº 381”, parte inferior com escudo de latão embutido com placa numérica em marfim branco e pegas de campanha. Internamente, a caixa possui uma dobradiça a todo o comprimento, travão de cardan e chave de corda de segurança presa num quadrante. A seção central aplicada com um rótulo para Thomas Petley, Chronometer, Watchmaker and Nautical Optician, Sydney, New South Wales e D,McGregor & Co., Greenock, Escócia. Mostrador O mostrador prateado com 3,75 polegadas assinado ao centro "Willm Crisp Maker for the Admiralty 81 St. 56 - Nº 381” com escala de minutos em números árabes a emoldurar a de horas em números romanos. Ponteiros em forma de espada em ouro e mostrador subsidiário ás XII correndo de 0 a 56 horas em incrementos de 8 horas com instruções para dar corda ás 24. Grande mostrador de segundos estilo observatório entre V-VII com ponteiros de aço azulado. Movimento O movimento com platina completa manchada com quatro pilares anelados, fuso e corrente invertido, mola de balanço helicoidal livre em aço azulado com eixo assente sobre diamante para um escape do tipo Earnshaw com balanço Hartnup, assente numa suspenão de cardan calibrada. Nota Exposto no 'Your Time', uma exposição da Seção Norte da Antiquarian Horological Society no Prescot Museum, fevereiro-abril de 2008; Williamson Museum & Art Gallery, Birkenhead, fevereiro-abril de 2008. Anexo P18. O nº 381 de William B Crisp irá ser leiloado pela Bonhams e tem um valor estimado entre 6000 e 9000 libras. Para mais informações visite a Bonhams aqui.

  • Relógio de mesa George III em bronze dourado por Henry Borrell, para o mercado Chinês

    Henry Borrell, para o mercado Chinês @ Christies O presente relógio, um autómato com repetição de quartos e mecanismo musical, irá ser leiloado pela Christies por ocasião do “The Excepcional Sale”, e apresenta uma estimativa entre 300.000 e 500.000 libras. Henry Borrell John Henry Borrell (1757-1840) foi um relojoeiro huguenote suíço nascido em Couvet, perto de Neuchâtel (como Jean Henri Borel). Borrell migrou para Londres, onde se casou com Kitty Howe a 7 de maio de 1791 em St Dunstan-in-the-West, Fleet Street. Com endereço registado em 8 Aldersgate, mais tarde 5 Wilderness Row, acabou por se naturalizado por Lei do Parlamento em 1805. Borrell foi um dos vários Relojoeiros ingleses do final do século XVIII, cujo trabalho estava fortemente ligado ao mercado de exportação para o Próximo e o Extremo Oriente. O seu filho, Henry Perigal Borrell (1795-1851), comerciante e numismata, trabalhou na Turquia como agente do seu pai. Henry Borrell, para o mercado Chinês @ Christies Caixa A caixa deste relógio apresenta um contorno retangular com topo abobadado, entalhado e gravado em geral com faixas de folhagem e cabeças de flores, a que acrescem placas em relevo de pássaros e páteras ovais, os lados com ninhos de pássaros e base em madeira de ébano forrada a veludo. Henry Borrell, para o mercado Chinês @ Christies Dimensões 25 pol. (63,5 cm) de altura; 35 cm (13 3/4 pol.) de largura; 11 pol. (28 cm) de profundidade Henry Borrell, para o mercado Chinês @ Christies Mostrador O mostrador em esmalte branco de seis polegadas com horas romanas e minutos árabes (de 5 em 5), ponteiros dourados, mandril superior esquerdo na placa frontal para acerto dos ponteiros, canto superior direito para seleção de melodias, com batida / alavanca silenciosa acima de 'XII' Henry Borrell, para o mercado Chinês @ Christies Movimento O movimento com fuso e corrente de três trens tem seis pilares anelados apresenta um escape de roda de pino montado na platina traseira. O mecanismo toca os quartos sobre dois sinos e a hora num único sino. Uma das duas músicas do mecanismo musical recorre a oito sinos onde actuam quinze martelos. A platina traseira, profusamente gravada com folhagem e cabeças de flores, está assinada dentro de uma reserva oval 'Henry Borrell / London', o pêndulo com a lente gravada e numerado '4' no verso. Henry Borrell, para o mercado Chinês @ Christies Automaton À hora, o obturador sob o mostrador sobe para revelar duas linhas de navios em movimento e hastes de vidro em espiral rotativas. O fundo de vidro foi pintado com árvores e uma ponte. Henry Borrell, para o mercado Chinês @ Christies Dimensões 25 pol. (63,5 cm) de altura; 35 cm (13 3/4 pol.) de largura; 11 pol. (28 cm) de profundidade Proveniência: Uma coleção privada francesa. Relógios Musicais com Autómatos similares por Henry Borrell Este relógio autómato em bronze dourado palaciano é instantaneamente reconhecível como sendo da autoria do relojoeiro londrino Henry Borrell, cujo excelente exemplo decorado com esmalte guilhochê do mesmo design detém o recorde mundial em leilão para um relógio inglês (vendido, Christie's, Hong Kong, Relógios Magníficos para a Corte Imperial Chinesa do Museu Nezu, 27 de maio de 2008, lote 1511, HK$ 36.167.500 / £ 2.355.000). O relógio atual foi redescoberto numa coleção francesa e partilha muitos dos atributos típicos de Borrell identificáveis num pequeno mas distinto grupo de autómatos e relógios musicais deste estimado fabricante, e no qual se incluem as seguintes peças: 1 - Relógio do Museu do Palácio, Pequim; com remate de vaso em conformidade e topo arrebatado, volutas vazadas e aplicado com um pássaro ao pedestal, autómato de navios à vela (Lu Yangzhen (editor-chefe), Timepieces Collected by the Qing Emperors in the Palace Museum, Hong Kong, 1995, p. 100 ). 2 - Relógio Borrell com Derek Roberts, 1994; com remate cónico e topo varrido, lados retos e aplicados com pássaros, veleiros autómatos (D. Roberts, Mystery, Novelty and Fantasy Clocks, Atglen, 1999, p. 188, fig. 15-27). 3 - Relógio Borrell; com florão de vaso e tampo abobadado, lados retos, galeria dourada até ao pedestal, autómato de veleiros (vendido, Christie's, Nova York, 29 de outubro de 1990, lote 22; e subsequentemente; Bonhams, Hong Kong, 26 de novembro de 2019, lote 877, HK$ 3.875.625 / £ 385.327). 4 - Relógio não assinado; florão de vaso e tampo varrido, volutas vazadas, procissão figurativa e autómato em cascata (vendido, Christie's, Nova York, 28 de abril de 1990, lote 13). 5 – O relógio Robersons Gallery Borrell; com remate da roda de Catalina e topo abobadado, lados retos, galeria posterior prateada e pés de golfinho vazados, autómato de navios à vela (vendido, Christie's, Londres, 5 de julho de 2012, lote 36, £ 735.650). 6/7 – Os relógios Macartney Borrell; um par de relógios decorados com esmalte supostamente feitos para Lord Macartney e oferecidos por ele ao imperador Qianlong em 1793. Cada um com remate de roda de Catalina e topo arrebatado, volutas perfuradas, autómato de navios à vela (um vendido, Christie's, Londres, 6 de julho de 2001 , lote 39, o segundo vendido Christie's, Nezu Museum (op. cit.). Henry Borrell também produziu uma série de relógios de mesa menores, musicais e autómatos, relacionados (por exemplo, Christie's, Hong Kong, 27 de maio de 2008, lote 1515). Esses relógios (para além do número 4 acima) partilham a principal característica de design dos navios à vela para as aberturas do autómato; vários navios de metal pintado apresentam-se presos a duas finas correntes de relógio e movem-se em direções opostas entre hastes de vidro giratórias para simbolizar o comércio entre o Oriente e o Ocidente. Para mais informações visite a Christies aqui.

  • Panerai Submersible S BRABUS eTitanioTM - PAM01403

    Submersible S eTitanio - PAM01403 @ Panerai Um relógio esqueletizado e projetado por sinterização a laser O novo Panerai Submersible S eTitanio, também identificado por PAM01403, apresenta uma caixa de 47 mm construída em eTitanioTM, um pó de titânio 100% reciclado derivado de resíduos de liga de titânio e trabalhada com uma tecnologia conhecida por Sinterização a laser (Direct Metal Laser Sintering - DMLS). Segundo a própria marca, a Panerai está entre as primeiras e continua a ser uma das poucas casas relojoeiras do mundo a usar esta técnica. A utilização deste processo resulta numa estrutura que é mais leve e caracterizada por um aspeto uniforme que é quase impossível de obter através dos métodos tradicionais, principalmente se considerarmos as vicissitudes de uma produção em série. O resultado de um processo preciso de impressão 3D, a caixa do relógio materializa-se aparentemente do nada, à medida que é adicionando material em vez de o remover. Camada após camada, o pó de titânio é fundido por sinterização a laser de fibra ótica de alta potência, transformando-se num material sólido e criando a forma a partir do nada. Neste meticuloso processo de camadas de precisão, cada passagem do laser resulta numa adição quase imperceptível de uma camada de 30 microns (0,03 mm) de espessura. Entre outras vantagens, esta técnica permite a formação de uma parte de caixa que é oca por dentro, sem com isso comprometer a sua estrutura ou resistência à água. O relógio em titânio DMLS pesa apenas 115g, com a caixa a pesar apenas 23,6g, ou seja, aproximadamente 30% mais leve do que a caixa standard de titânio. O Submersible S faz uso de uma técnica saída do Laboratorio di Idee que apresenta um movimento com uma estrutura esqueletizada que é obtida por meio de um procedimento que remove todos os materiais desnecessários. O movimento de corda automática, que inclui uma função GMT com um segundo ponteiro bicolor e indicador AM/PM, possui um micro rotor que garante uma autonomia de até 3 dias. Os pequenos segundos às 9 horas apresentam uma função de reset para um acerto facilitado. Uma criação original da Panerai é a data polarizada, que permite que os números sejam visíveis apenas ao passar pela abertura sem com isso esconderem o mecanismo abaixo. Com uma estrutura esqueletizada, o relógio acaba por ser extremamente leve. O PAM01403 apenas estará à venda nas boutiques da marca por um PVP de 52.000 €, sendo a produção limitada a 177 peças em todo o mundo, uma homenagem ao ano de fundação da BRABUS – 1977. Panerai Submersible S BRABUS eTitanioTM - PAM01403 Movimento: mecânico de corda automática, calibre P.4001/S, 133⁄4 linhas, 7,36 mm de espessura, 31 rubis, balanço em Glucydur, 28 800 alternâncias/hora. Dispositivo antichoque KIF Parechoc. Dois tambores de corda. 341 componentes. Massa oscilante descentralizada em tungsténio. 3 dias de reserva de marcha. Funções horas, minutos, pequenos segundos, GMT, World Time, data Caixa 47mm de diâmetro. Caixa em eTitânio DMLS e Carbotech, bisel rotativo unidirecional em Carbotech com escala graduada. Parafusos em titânio com revestimento DLC no fundo da caixa. Fundo em cristal de safira transparente. Dispositivo de proteção da coroa Safety Lock em eTitânio. Cristal de safira. Hermeticidade: 30 bar (~ 300 metros). Para mais informações sobre a Panerai, clique aqui.

  • Thomas Tompion e Edward Banger, Londres, Nº 427, ca 1705

    Relógio de Mesa Rainha Anne Bronze Dourado e Ébano com Repetição de Quartos A Christies leva a leilão por ocasião do "The Exceptional Sale" uma série de 66 lotes onde se inclui a presente peça dos relojoeiros britânicos Thomas Tompion e Edward Banger e cuja descrição merece aqui ser reproduzida por parte do IPR. A base de licitação do modelo está avaliada entre as 180.000 e as 200.000 libras. Thomas Tompion Gravura de Thomas Tompion segundo Knleller @ Christies Mais de três séculos após ter construído o seu último relógio, Thomas Tompion (1639-1713) mantém-se como o relojoeiro mais famoso de Inglaterra. Apesar da sua extraordinária carreira, pouco se sabe sobre o seu início. Ignora-se de quem ele foi aprendiz, mas o facto é que em setembro de 1671 ele estava em Londres e três anos depois tornou-se “Livre” da Clockmakers Company por redenção. No mesmo ano, abre a sua loja no 'Dial and Three Crowns' em Water Lane, na esquina da Fleet Street, e conhece o grande físico experimental Robert Hooke (1635-1703), cujos contactos elevariam Tompion da obscuridade ao reconhecimento da realeza. Patrocinado por Carlos II e posteriormente por Guilherme III, Tompion recebeu as encomendas mais importantes da sua época, incluindo dois relógios para o Observatório de Greenwich e um relógio de mesa para celebrar a coroação de William e Mary em 1689, agora conhecido como o 'Mostyn Tompion ' (Museu Britânico, número 1982,0702.1). Tompion tornou-se mestre da Clockmakers Company em 1703 e a sua fama foi tal que o seu retrato foi pintado pelo artista da corte, Sir Godfrey Kneller. Após a sua morte, Tompion foi sepultado na Abadia de Westminster. A Parceria de Thomas Tompion com Edward Banger Tompion contratou Edward Banger (ativo em 1687 - falecido em 1719), marido da sua sobrinha Margaret Kent, e estabeleceu com ele uma parceria em 1700 ou 1701. Esta associação durou até 1707 ou 1708, quando o relacionamento azedou, presumindo-se que Banger bateu com a porta para abrir um negócio por conta própria. Não se sabe o que poderá ter causado essa ruptura na parceria, mas Banger continuou a fabricando relógios até pouco antes de morrer em 1719, não tendo deixado testamento. (Evans, op. cit., 2006, pp. 55-58). Foi também sugerido que Banger poderia ter-se tornado num vendedor de peles (G. Boney, 'Was Banger Really Fired?', Antiquarian Horology, junho de 2003, pp. 392-405). Banger seria substituído como sócio no negócio de Tompion por George Graham (1673-1751) por volta de 1711. Descrição da peça: Thomas Tompion e Edward Banger, Londres, Nº 427, ca 1705 @ Christies Caixa Caixa 'fase 3' com pega em acanto até ao topo em campânula invertida, frente envidraçada com traste em volutas folheadas em cima e montagem em concha e grifo em baixo, escudo em volume em cartela e escudo falso, laterais rectangulares envidraçadas com trastes em ébano em cima, porta traseira vidrada, o pedestal estendido levantado em pés de bloco junto aos ângulos, o peitoril da frente com o número estampado ‘427’ Thomas Tompion e Edward Banger, Londres, Nº 427, ca 1705 @ Christies Estilos de Caixa Tompion Jeremy Evans classifica as caixas de Tompion em três estilos distintos para relógios de 'primavera' (Evans, Carter, Wright, 2013, op. cit., pp. 154-5): 'Fase 1' circa 1680-90; 'Fase 2' por volta de 1690-1711 e; 'Fase 3' por volta de 1697-1713. Evans registra este relógio de mesa como um de apenas onze relógios de mesa de ébano de 8 dias da 'fase 3' actualmente conhecidos (Evans, Thomas Tompion no Dial and Three Crowns, Ticehurst, 2006, pp. 78-80). O nº 427 apresenta suportes de caixa típicos; a asa de volutas de acanto, volutas folheadas acima da porta, cabeças de conchas e águias abaixo da porta e escudos de volutas. Mostrador Placa de mostrador de 7 x 8 polegadas com aro de capítulo prateado, ponteiros em aço azulado, horas romanas e cinco minutos árabes, marcadores de meia hora em punho de espada e marcadores cruzados de meio quarto de hora, centro fosco com abertura de pêndulo falso, com mostradores prateados subsidiários para regulação e 'S / N' (strike / no-strike) flanqueando a assinatura gravada 'THO. TOMPION / EDW. BANGER / Londini / Fecit', máscara de Minerva de rosca dupla e tímpanos foliados, o reverso da placa do mostrador estampado '427' na borda inferior. Thomas Tompion e Edward Banger, Londres, Nº 427, ca 1705 @ Christies A Gravura segundo Paul van Somer II A platina traseira profusamente gravada deste movimento está centrada por uma cartela com os nomes do fabricante circundados por dois grifos ou bestas míticas com escamas e pés em forma de garras. Este desenho recria uma gravura sem data, provavelmente de 1690 (British Museum No. 1972,U.1020), do gravador de Newport Street, Paul van Somer II (ativo em 1670 - falecido em 1714). Somer, um refugiado huguenote, publicou o trabalho de Simon Gribelin (1661-1733). Este design de cartucho aparece também nos relógios de mesa de Tompion nºs 418 e 424. Movimento gravado do Thomas Tompion e Edward Banger, Londres, Nº 427, ca 1705 @ Christies A gravação nos movimentos dos relógios de Tompion são geralmente atribuída a quatro artesãos principais (J. Evans, J. Carter, B. Wright, Thomas Tompion, 300 Years, Stroud, 2013, pp. 174-185). O gravador 'Tulipa' é o mais antigo e os outros três são identificados pelo relógio em que o seu trabalho aparece pela primeira vez: 'G.155', 'G.195' e 'G.515' (o 'G' referindo-se a 'Graver '). O relógio atual tem gravura da mão de Graver 195, que possivelmente foi identificado como Henry Adeane (Evans, Carter, Wright, 2013, op. cit., pp. 181-3.) empregado por Tompion por volta de 1693-4. Henry Adeane trabalhou também para vários outros relojoeiros eminentes de Londres, incluindo Daniel Quare (1648-1724). O seu trabalho na platina do mostrador de um relógio de caixa longa (nº 318) apresenta o nome 'Henry' gravado abaixo do aro do capítulo. Adeane foi feito “Freeman” da Clockmakers' Company em 1675. Graver 195 também utilizou desenhos de Gribelin e o seu trabalho é tipificado pelo uso de máscaras decorativas e gárgulas dentro dos pergaminhos folheados e particularmente abaixo da linha central da platina traseira; o presente relógio apresenta uma máscara 'Pan' na borda inferior da cartela. Movimento Movimento de fuso e tripa com dois tambores de oito dias com platinas unidas por sete pilares travados, com escape de virgula, a tocar as meias horas e horas sobre dois sinos, com alavancas de repetição de um quarto montadas na platina traseira com cordas a sair para ambos os lados da caixa, pêndulo de bronze, a platina traseira profusamente gravada com flores e folhagens à direita, a cartela de assinatura flanqueada por monopódios de cabeça de grifo e inscrita 'THO. TOMPION / EDW. BANGER / LONDINI / Fecit', uma máscara Pan dentro de um lambrequim e numerada na borda inferior ‘427' Thomas Tompion e Edward Banger, Londres, Nº 427, ca 1705 @ Christies Dimensões 16 1/2 pol. (42 cm) de altura (pega para baixo); 10 5/8 pol. (27 cm) de largura; 6 3/4 pol. (17,1 cm) de profundidade Proveniência com R. A. Lee, Bruton Place, Londres, 1981. com Asprey, New Bond Street, Londres, 1994/5; Colecção Privada, Londres, Reino Unido Literatura Antiquarian Horology, volume XII, junho de 1981, pp. 590-1. Antiquarian Horology, volume XXII, primavera de 1995, p. 4. Exposições Com a Asprey, na Grosvenor House Fair, Londres, 9-18 de junho de 1994. Para mais informações visite a Christies aqui.

  • Desenhado por James Ferguson, por volta de 1764, e executado por Samuel Northcote, Plymouth

    Importante relógio de mesa em mogno do terceiro quartel do século XVIII com fases da lua, hora da preamar, representação automática do estado da maré e data. Acompanhado por uma caixa em carvalho do século XVIII. Desenhado por James Ferguson, por volta de 1764, e executado por Samuel Northcote, Plymouth, pouco depois. Retrato da familia Northcote por James Northcote com o relojoeiro, Samuel, à dta @ Royal Albert Memorial Museum, Exeter, Devon, England Samuel Northcote sénior (c1709-1791) era filho de um pintor; dois dos filhos de Samuel sobreviveram à infância, Samuel júnior (c.1742-1813), que seguiu os passos do seu pai e James (1746-1831), que se tornou um pintor de sucesso, embora tivesse concluído, por insistência do seu pai, um estagio completo de relojoaria na sua própria oficina. No entanto FJ Britten, registra Samuel Northcote como “filho de um relojoeiro de Plymouth e irmão mais velho de James Northcote, o artista, tendo sido enviado a Londres para Mudge para ser instruído em relojoaria em 1766” Na sua autobiografia, James diz sobre o seu pai que ele era "valorizado por todos os que o conheciam pela sua grande integridade, habilidades e conhecimento geral... ele era um homem piedoso, estudioso, humilde e engenhoso" O astrónomo James Fergusosn - 1710-1776 @ Wikimedia commons Plymouth era um porto movimentado no século 18, e Devon era o local de residência de muitas mentes talentosas. Em 1740, Northcote e o seu bom amigo Lyne Brett eram membros fundadores do Otter Club - um grupo de doze homens que tomavam banhos matinais no mar e se reuniam para jantar quinzenalmente. O Dr. John Mudge, (1721-1793) irmão do célebre relojoeiro Thomas Mudge (1715-1794) foi um dos doze membros. John era também membro da Royal Society da qual recebeu a medalha de ouro Copley em 1777. Sem dúvida, Mudge terá muito provavelmente discutido as suas últimas experiências e acontecimentos de Londres com os seus colegas Otters. É importante notar também que Thomas regressou a Plymouth em 1771 para trabalhar no problema de encontrar a longitude no mar. James Ferguson, ca 1764 @ Bonhams Ponsford ilustra o presente relógio de Samuel Senior no seu livro onde afirma: "Outro relógio de suporte apresenta uma placa no arco do mostrador que sobe e desce para indicar o estado da maré. Assinado 'Samuel Northcote, Plymouth, foi feito para um projeto do astrónomo James Ferguson, que visitou Plymouth e permaneceu durante vários meses como convidado do amigo de Northcote, o Dr. John Mudge. Em maio de 1766, Ferguson enviou uma descrição detalhada do relógio para a Royal Society, juntamente com um grande desenho do mostrador e do seu mecanismo." O mecanismo projectado por James Ferguson, ca 1764 @ Bonhams O próprio Ferguson descreveu o relógio da seguinte maneira: "um relógio de mesa, mostrando as horas e minutos, o dia do mês, as fases da lua, a idade e a hora de chegar ao meridiano, com a hora da cheia todos os dias e o estado da maré a qualquer hora do de dia ou de noite, por verificação.” Literatura: Ponsford, Devon Clocks and Clockmakers, 1985, pp 109-111; Placas 36 e 37. Descrição da peça: A caixa superior em forma de sino com pega e quatro terminais cónicos sobre aberturas laterais em vidro circulares sobre uma base moldada nos pés aplicados posteriormente, a porta frontal com bordos e quadrantes de conchas em latão fundido. Relogio por James Ferguson, ca 1764, e caixa posterior @ Bonhams O mostrador retangular com 7,5 polegadas de altura colocado no arco com uma lua esférica rotativa, meio prateada/meio azul para representar o estado da lua no céu noturno, colocada sobre um painel pintado à mão retratando um casal em pé com cabras, a olhar para o mar e para um castelo com a bandeira da União na margem oposta; a cena é centrada por um mar pintado onde se identifica um barco a remos tripulado, sendo o painel do mar colocado num braço vertical com ligação ao movimento do relógio e que automaticamente sobe e desce para indicar a altura relativa das marés a cada dia. O aro do mostrador apresenta numeração romana e árabe a prateado com data concêntrica interna definida sobre um par de mostradores subsidiários; o lado esquerdo com duas vezes a escala I-XII em redor da idade da lua 1-29,5 um ponteiro indica a idade da lua, a outro a hora da maré alta; o mostrador do lado direito encontra-se dividido em oito seções, onde um único ponteiro se movimenta para mostrar os fluxos e refluxos do oceano, apresentando cada setor de três horas gravado de várias maneiras para High Water - Half Ebb - Low Water - Half Flood - High Water - Half Ebb - Low Water - Half Flood, emoldurando a assinatura gravada de Samuel Northcote, Plymouth. Relogio por James Ferguson, ca 1764, e caixa posterior @ Bonhams O movimento com fuso e dupla tripa (agora de arame) apresenta actualmente um escape de âncora e cremalheira batendo sobre um sino. A engrenagem para a queda e subida do nível do mar é definida entre a platina frontal e o mostrador. A platina traseira repete a assinatura Saml Northcote, Plymouth com tiras entrelaçadas e folhagem. Movimento, autómato de marés, lua esférica e mostradores subsidiários, todos em aparente funcionamento, junto com um pêndulo e duas chaves de caixa. Caixa posterior para Relogio executado por James Ferguson, ca 1764, e @ Bonhams O relógio faz-se acompanhar por uma caixa de viagem contemporânea de carvalho, ligeiramente afunilada com uma tampa superior profunda sobre um par de portas frontais que se abrem para revelar um interior forrado a feltro, com pegas de ferro nas laterais. Para caber dentro desta caixa, é nem ossário remover os pés do relógio. O estojo de viagem mede 58 cm x 40 cm x 24 cm. (2) Para mais informações, visite a Bonhams aqui.

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