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- Longines Nonius
Este é um artigo que tinha obviamente de ser escrito pelo Instituto Português de Relojoaria. Vamos contar a história do maior cientista português e de como um dos seus estudos foi adaptado a um cronógrafo mecânico da Longines. Pedro Nunes, a figura das antigas moedas de 100 escudos, foi possivelmente o maior cientista português de todos os tempos. Os seus livros, maioritariamente escritos em latim, foram ensinados por toda a Europa no séc XVI. Pedro Nunes (Petrus Nonius em latim) nasceu numa zona próxima de Alcácer do Sal, em 1502, no mesmo ano de D. João III, ambos contemporâneos de Camões. Ao longo da sua vida debruçou-se principalmente sobre problemas teóricos e criou três instrumentos que viriam a revelar-se muito úteis para orientação marítima dos navios portugueses, o Anel Náutico, o Instrumento de Sombras e o Nónio. O Nónio, um instrumento de difícil concepção, permitia calcular ângulos com grande precisão, e podia ser acrescentado a um astrolábio para medir a altura dos astros. Descoberta no sótão do museu de Florença A reprodução mais antiga de um Nónio, feito segundo as normas de Pedro Nunes, data de 1595 e pertenceu a Robert Dudley (1573-1649). Este instrumento foi encontrado numa caixa, no sótão do museu de Florença, durante a elaboração do catálogo do museu. O Comandante da Academia de Marinha António Estácio dos Reis levou a cabo a missão de reproduzir um Nónio de tamanho original, com base no instrumento encontrado em Florença, tal como nas notas do próprio Pedro Nunes. Este exemplar pode ser visto actualmente no Museu de Marinha, em Lisboa. Os visitantes do museu podem confirmar que a utilização do Nónio implicava um fio de prumo e não era uma forma de medição muito rápida. Por essa razão, mais tarde, Pierre Vernier partiu dos estudos de Pedro Nunes e uniu duas escalas, uma delas móvel, o que deu origem aos actuais paquímetros com Nónios. Como medir décimos de segundo num relógio A obra de Pedro Nunes está repleta de grandes descobertas matemáticas que ajudaram a solucionar muitos dos problemas práticos e teóricos da época. Apesar da sua importância, a invenção da escala na qual se baseia o Nónio é apresentada apenas em algumas páginas, enquadradas numa obra imensa, composta por vários volumes. O Nónio como escala de um instrumento de medição, com a alteração de Vernier, é uma escala largamente usada nos nossos dias (como ler um Nónio). Foi a partir desta ideia que Frank Vaucher criou o Longines Nonius. O Longines Nonius é um cronógrafo com um ponteiro dos segundos nunca antes visto, capaz de medir décimos de segundo com incrível facilidade. Uma proposta inédita numa altura em que a precisão era um dos aspectos mais admirados num relógio. Frequência, alternâncias, oscilações, períodos, alternâncias e vibrações Os cálculos da frequência dos relógios nem sempre são imediatos, especialmente por haver uma confusão entre os termos. Para compreendermos o Longines Nonius precisamos primeiro de saber bem como é medida a frequência de um relógio. Nesta explicação vamos usar os seguintes termos: frequência, vibração, alternância, oscilação, período, ciclos e tic-tac. Vibração, alternância, período, são, de forma muito simplificada, termos relacionados. Uma oscilação é o conjunto de duas alternâncias, é o movimento do balanço de um extremo ao outro e de volta ao início ou seja, ao mesmo ponto de partida, completando um ciclo. A frequência representa a quantidade de oscilações por unidade de tempo (segundos) e é medida em Hz (ciclos por segundo). Então para uma frequência de 2,5Hz, o relógio tem de fazer tic-tac tic-tac tic, 5 funções de escape por cada segundo, cada tic, ou tac, corresponde ao som que os cinco choques emitem a cada função de escape (para o sistema de âncora suíça). Com uma frequência de 2,5Hz, existem 5 funções de escape por segundo, o que multiplicado por 60 segundos e por 60 minutos, dá 18000 funções de escape por hora, que é equivalente a dizer alternâncias por hora (A/h). Convém esclarecer que para qualquer oscilador, o seu percurso ao longo de um ciclo é composto por quatro percursos que são as amplitudes, sendo que duas amplitudes correspondem a uma alternância e que cada ciclo completo possui duas alternâncias. Raciocinando em termos do percurso de uma hipotética marca sobre o aro do balanço, teríamos que essa marca “viajaria” de um ponto inicial para um ponto extremo E1 (1ª amplitude), retornaria em sentido contrário até ao ponto inicial (2ª amplitude) e completaria a 1ª alternância, dado a seu movimento, e devido à inércia e à impulsão da âncora, a marca iria percorrer uma 3ª amplitude até um ponto extremo E2, mas em sentido oposto à 1ª amplitude, de onde “regressaria” fazendo a 4ª amplitude. A marca sobre o aro do balanço, ao passar no ponto inicial (pela 2ª vez), completaria a 2ª alternância, ou seja, faria um ciclo completo. Era com frequências de 18000 A/h que os relógios funcionavam até aos anos 50. Já nos anos 60 muita coisa mudou, fizeram-se bastantes experiências com diferentes frequências e pode mesmo dizer-se que houve uma corrida pela precisão cronométrica. Nesta corrida surgiram relógios com diferentes frequências, aqui ficam três exemplos: 3Hz, 6 alternâncias por segundo, 21600A/h 4Hz, 8 alternâncias por segundo, 28800 A/h 5Hz, 10 alternâncias por segundo, 36000 A/h O famoso calibre 321 da Omega, tinha por exemplo uma frequência de 2,5Hz, os famosos calibres Valjoux 7750, usados em bastantes modelos de várias marcas, tinham uma frequência de 4Hz, ou seja, 8 alternâncias por segundo. Actualmente, a Breguet tem um relógio (3880) com uma frequência de 10Hz, 20 alternâncias por segundo. A TAG Heuer criou o Mikrotimer, com um calibre de 500Hz, 1000 alternâncias por segundo, e no ano seguinte, em 2012, o Mikrogirder, com o dobro, 2000 alternâncias por segundo! Isto tudo no mundo da mecânica, porque nos osciladores de quartzo já os números vão nas potências de 10 000 000 000 Hz. A longa caminhada do Longines Nonius Equipado com um 7750 modificado, este movimento apresentava uma frequência de 28800 A/h, 4Hz, 8 alternâncias por segundo. o tão bizarro. Segundo Adrian Hailwood, no site revolution.watch, o problema é que o ponteiro do Longines Nonius estava configurado para medir 1/10 de segundo e o mecanismo contava apenas 5 alternâncias por segundo. Com um Nónio configurado para ler décimos de segundo, o único alinhamento possível seria no ponto de 0,5 segundos, todas as outras marcações não seriam possíveis de alinhar. Mais tarde foi feita uma actualização do calibre L538 para o 332 que funcionava a 3Hz, ou seja 6 alternâncias por segundo, o que criou um problema ainda maior. Como se não bastasse, o design do relógio apresentava outro problema. Ao fazer o reset, o ponteiro dos segundos era devolvido à sua posição inicial com um peso extra, o que resultava muitas vezes num ponteiro desencaixado e voador. O problema da frequência foi resolvido com o calibre 262, com uma frequência de 5Hz , ou seja 10 alternâncias por segundo, o que finalmente permitia uma correcta medição dos décimos de segundo. Um dos cronógrafos mais fascinantes O Longines Nonius é um cronógrafo do seu tempo. Ao observar com dedicação todo o seu percurso, não há nada que nos pareça errado neste relógio. Desde a caixa, à escala do ponteiro dos segundos, passando pelos desafios levantados pelas diferentes frequências dos movimentos. É um verdadeiro festim horológico. Patentes e modelos semelhantes A patente alemã da Longines foi pedida em 25 de Janeiro de 1967 com o número DE1673822A1 . No documento encontram-se 3 propostas para os ponteiros-Nónio. O texto descreve principalmente a forma de leitura do ponteiro. Explica também como esta invenção evita erros devido à paralaxe (diferença na posição aparente de um objeto em relação a um plano de fundo) e devido à relação entre a espessura do ponteiro e a proximidade dos traços na escala do mostrador. Tag Heuer Grand Carrera 36 RS Caliper - 2008 Em 2008 foi apresentado o Tag Heuer Grand Carrera calibre 36 RS Caliper referência CAV5115.BA0902. A inovação presente neste relógio valeu-lhe o prémio da categoria relógio desportivo no Grand Prix d’Horologerie de Geneve em 2008. Este pode ser um relógio mais elegante que o Longines Nonius mas é muito menos prático. O funcionamento é semelhante, a principal diferença é que a escala móvel não está no ponteiro dos segundos mas sim num aro que roda com o auxílio de uma segunda coroa. Alain Silberstein iKrono - o Nónio extravagante - 2009 Em 2009 Alain Silberstein lançou o ikrono com um ponteiro de segundos semelhante ao do Longines Nonius, porém, um pouco menos direito. Equipado com um 7750 modificado, este movimento apresentava uma frequência de 28800 A/h, 4Hz, 8 alternâncias por segundo. O problema levantado por Adrian Hailwood não se coloca neste relógio, visto o ponteiro dos segundos apresentar uma escala com 8 marcações, consistente com a sua frequência de 8 alternâncias por segundo. Patente - LVMH - 2011 Em Novembro de 2011 foi registada uma patente (US8066428) pelo grupo LVMH Swiss Manufactures, Sa. semelhante à que a Longines apresentou em 1967, e tal como no Tag Heuer Grand Carrera 36 RS Caliper, a escala móvel não está no ponteiro mas sim num aro interior que roda através de uma coroa situada às 10h. No seguinte exemplo seriam 38,3s, visto ambas as escalas alinharem no número 3. Imagens retiradas da Patente US8066428. Pedro Nunes foi brilhante no seu tempo, era um teórico acima de tudo e possivelmente nunca viu um Nónio, devido à enorme precisão necessária para a sua construção. A Longines fez uma adaptação incrivelmente criativa da ideia de Pedro Nunes. Foram os primeiros a transportar para o relógio uma ideia há muito usada nos instrumentos de medição. Resta saber que outras invenções portuguesas podem ser adaptadas a relógios. Agradecimentos Paulo Anastácio pela revisão técnica absolutamente precisa. Carlos Torres pela preciosa ajuda na pesquisa de informação. Mais informações? Tem informações úteis acerca deste assunto? Entre em contacto connosco ou deixe um comentário. Referências: Simulador de Nónio: https://www.stefanelli.eng.br/paquimetro-virtual-simulador-milimetro-02/ Calibre 332 analisado: https://watchguy.co.uk/service-longines-nonius-chronograph-calibre-332-valjoux-726/ Artigo sobre o Longines Nonius - Deployant: https://deployant.com/vintage-ebay-watch-find-longines-nonius-valjoux-72-vernier-seconds-hand/ Artigo sobre o Longines Nonius - Revolution: https://revolution.watch/the-greatest-watch-youve-never-heard-of-longines-nonius/ Invenções de Frank Vaucher https://patents.google.com/?inventor=Frank+Vaucher Artigo sobre frequência de cronógrafos https://revolution.watch/keeping-worlds-fastest-chronographs/
- Mecanismo de Anticítera
Provavelmente será um aparelho extraterrestre. É claramente uma máquina do futuro deixada no passado por um viajante no tempo. Estas são algumas das teorias que povoam os fóruns online acerca do mecanismo Anticítera. Trata-se de um artefacto do séc. I a.C., encontrado no fundo do mar por caçadores de esponjas, com capacidade para fazer inúmeras previsões como por exemplo a posição dos astros ou as datas dos jogos pan-helénicos. Vamos conhecer a sua história, tal como as várias tentativas de reprodução e homenagem, como a que foi feita pela Hublot. UM RELÓGIO NO FUNDO DO MAR As esponjas de banho podem ser sintéticas mas também existem esponjas naturais, que são na verdade animais. Estas esponjas são recolhidas por mergulhadores especializados. Em 1900, o Capitão Dimitrios Kondos e a sua tripulação de mergulhadores de esponjas, percorreram o mar Egeu em busca de pesqueiros ao largo do norte de África. Enquanto aguardavam ventos favoráveis, lançaram a âncora junto à ilha grega de Anticítera. Já que estavam parados decidiram mergulhar com os seus fatos especiais de lona com capacetes de cobre. O mergulhador Elias Stadiatis desceu a 45 metros de profundidade mas rapidamente puxou a corda para sinalizar que precisava de ser puxado para cima. Na altura a composição do gás usado para respiração subaquática incluía Nitrogénio, um elemento tóxico capaz de provocar alucinações. Quando Elias chegou à superfície, os seus colegas julgaram que a história que contava se devia mais ao Nitrogénio do que à própria realidade. Pela sua descrição tinha acabado de ver cadáveres de pessoas e cavalos, ao longo de uma vasta área, no fundo do mar. Ainda assim, o Capitão Kondos vestiu o seu fato de mergulho e foi confirmar o que estava realmente lá em baixo. Passado pouco tempo, regressou com um braço de uma estátua de bronze. Estávamos em 1900, a arqueologia ainda não era assim tão relevante e a tripulação do capitão Kondos tinha de trabalhar, por essa razão abandonaram os destroços e foram apanhar esponjas. No regresso resolveram fazer mais uns mergulhos. Recuperaram então vários artefactos que, mais tarde, mostraram às autoridades de Atenas. Perante esta descoberta incrível foram imediatamente enviados vários navios da marinha Helénica para o local. Junto com o Ministério da Educação Grego e a Marinha Real Helénica, os mergulhadores de esponjas colaboraram no salvamento de um dos maiores tesouros subaquáticos da história. Em meados de 1901, haviam sido recuperadas estátuas de bronze, e trinta e seis esculturas de mármore, incluindo Hércules, Ulisses, Diomedes, Hermes, Apolo, três estátuas de mármore de cavalos, uma lira de bronze e várias peças de vidro. Muitos outros artefatos pequenos e comuns também foram encontrados, e toda a montagem foi levada para o Museu Arqueológico Nacional de Atenas. No entanto, a morte do mergulhador Giorgos Kritikos e a paralisia de outros dois devido a problemas na descompressão puseram fim ao trabalho no local no verão de 1901. O PRIMEIRO RELÓGIO MECÂNICO (OU TALVEZ UM ASTROLÁBIO) Em 17 de maio de 1902, o arqueólogo Valérios Stais fez a descoberta mais célebre de todas, enquanto estudava os artefatos no Museu Arqueológico Nacional. Notou que uma peça de bronze severamente corroída tinha uma roda de engrenagens embutida e inscrições legíveis em grego. O objecto viria a ser conhecido como o Mecanismo Anticítera. Originalmente pensou-se que seria uma das primeiras formas de um relógio mecanizado ou talvez um astrolábio. Por vezes é referido como sendo o computador analógico mais antigo do mundo. JACQUES-IVES COUSTEAU Os destroços permaneceram intocados até 1953, aquando da visita do oficial e explorador naval francês Jacques-Yves Cousteau, com o propósito de redefinir o local. Cousteau chegou com uma equipa completa no Verão e, no Outono de 1976, a convite do governo grego, sob a direção do arqueólogo Dr. Lázaros Kolonas, a equipa recuperou quase 300 artefatos, incluindo frascos de cerâmica, moedas de bronze e prata, peças de esculturas de bronze e mármore, estatuetas de bronze, várias peças de jóias de ouro e até restos humanos da tripulação e passageiros. Restos de tábuas do casco mostraram que o navio era feito de ulmeiro, uma madeira frequentemente usada pelos romanos nos seus navios. A DATA Em 1964, uma amostra da tábua do casco foi datada por carbono e indicou a data de 220 a.C ± 43 anos. Outras evidências para uma data de naufrágio do início do primeiro século a.C. surgiram em 1974, quando o professor da Universidade de Yale, Derek de Solla Price, publicou sua interpretação do mecanismo Anticítera. Argumentou então que o objeto era um “computador de calendário”, e a partir de configurações de engrenagens e inscrições nos rostos do mecanismo, concluiu que o mecanismo foi feito por volta de 87 a.C. e perdido apenas alguns anos depois. O MECANISMO O mecanismo original está exposto na coleção de bronze do Museu Arqueológico Nacional de Atenas. "Este não deverá ser o único exemplar", quem o afirma é Martin Allen, baseando-se no facto de em todo o mecanismo não existir um erro, um furo desnecessário ou um corte fora do sítio. Allen sugere que pelo facto do mecanismo ser de bronze, um metal com valor, muitos dos anteriores mecanismos podem ter sido fundidos e reutilizados. Alguns autores sugerem que poderá ter sido uma evolução do planetário construído por Arquimedes, que viveu entre 287 a.C. e 212 a.C. O Mecanismo Anticítera é constituído por 27 engrenagens, todas de bronze. O objectivo seria indicar as órbitas de vários astros. Por terem sido encontrados fragmentos de madeira no mecanismo acredita-se que seria protegido por uma caixa de madeira. Ou seja trata-se de um aparelho constituído por rodas dentadas de bronze, numa caixa de madeira e pensa-se que teria um grande mostrador circular com ponteiros. Cícero, no século I a.C., refere um aparelho "recém-construído por Posidónio, que, a cada revolução reproduz os mesmos movimentos do Sol, da Lua e dos cinco planetas". Aparelhos como estes são referidos várias vezes na época. A maior roda tem 1450 mm de diâmetro e 223 dentes. O cientista Allan George Bromley e o relojoeiro Frank Percival criaram a primeira reprodução do mecanismo. Entretanto outras foram feitas. Existe mesmo um artesão no Instagram que faz reproduções por encomenda: @antikythera_man. O FUNCIONAMENTO Uma alavanca lateral seria responsável por rodar o mecanismo em ambos os sentidos. As rodagens interiores moviam pelo menos sete ponteiros com diferentes velocidades que indicavam a data de aparecimento do Sol, da Lua e de cada um dos cinco planetas visíveis a olho nu - Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter e Saturno. Ainda na parte da frente existiam duas escalas, uma que mostrava os signos do zodíaco e outra que mostrava um calendário de 365 dias consonante com o calendário solar egípcio. Na parte de trás existiriam dois mostradores com um ponteiro cada e uma escala em espiral. Um deles apresentava o ciclo metónico, que indicava os ciclos da Lua e do Sol durante um período de 19 anos. O segundo mostrador indicava as datas dos eclipses lunares e solares. A ORIGEM Alguns historiadores esclarecem que o conhecimento grego acerca desta construção mecânica foi bastante influenciado pelos árabes. Erich von Däniken por seu lado alega que o aparelho veio naturalmente de uma nave extraterrestre. Os historiadores discordam. Existem algumas teorias que apontam para a hipótese deste ter sido um mecanismo construído pelo filósofo Posidénio que tinha uma oficina em Rodes. De acordo com Cícero, Posidónio fez um modelo semelhante no séc. I a.C. A tradição de fazer tais mecanismos pode mesmo ser muito mais antiga. Cícero escreveu sobre um dispositivo de bronze feito por Arquimedes no século III a.C.. James Evans, um historiador de astronomia na Universidade de Puget Sound em Tacoma, Washington, acha que o ciclo de eclipses representado é de origem babilónica e começa em 205 a.C. Talvez o autor tenha sito Hipparchus, um astrónomo de Rodes da época, que elaborou os cálculos matemáticos que permitiram a construção do dispositivo. Hipparchus é conhecido por ter relacionado as previsões baseadas na aritmética dos babilónios com as teorias geométricas favorecidas pelos gregos. Independentemente da sua origem específica, o mecanismo de Anticítera prova que os gregos antigos usavam composições complexas de rodas cortadas com precisão para representar o que havia de mais recente no conhecimento científico. É também uma boa forma de perceber como viam o universo. Eles acreditavam que a natureza funcionava de acordo com regras predefinidas, como uma máquina - uma abordagem que forma a base das nossas visões científicas modernas. 1400 ANOS MAIS TARDE: PRIMEIROS MECANISMOS COM ENGRENAGENS A necessidade de saber as horas teve início na Europa por volta do final do séc. XIII, foi apenas a partir desse período que, lentamente, se começou a desenvolver a mecânica das engrenagens e rodas dentadas. Inicialmente os relógios não tinham ponteiros, estavam presentes apenas nas catedrais mais importantes, eram peças muito grandes e muito pouco precisas. Os primeiros relógios com ponteiros indicavam apenas as horas, a falta de precisão e de necessidade para os costumes da época não justificavam a existência de divisões temporais inferiores às da hora. Entre 1348 e 1364 Giovanni Dondi dell'Orologio construiu um aparelho capaz de exibir a posição do Sol, da Lua e dos 5 planetas visíveis. Esta máquina tinha 107 rodas dentadas e cerca de um metro de altura. Acima de tudo, o que a distingue do mecanismo Anticítera, para além dos cerca de 1400 anos, é o facto de ter um balanço e um peso, o que permitia que trabalhasse de forma autónoma. HUBLOT MASTER PIECES E A HOMENAGEM AO MECANISMO ANTICÍTERA Alguns modelos da colecção Master Pieces da Hublot Como homenagem à arte e engenho humano a Hublot criou a série Master Pieces, revelada pela primeira vez em janeiro de 2011, com a introdução do MP-01. A quarta obra-prima da Hublot, MP-04 (904.NX.4101.RX), trata-se de uma homenagem ao Mecanismo de Anticítera. A pedido de Jean-Claude Biver e sob a direcção de Mathias Buttet, a Hublot conseguiu reduzir um mecanismo de 1 m de altura e 20 cm de espessura para um de 49.90 mm x 49.05 mm x 20.83 mm, inicialmente, e para um de 35.2 mm x 37 mm x 12.43 mm posteriormente, que se pode usar no pulso. A versão inicial, MP04 contou com apenas 4 peças e não foi comecializada. Uma está em exibição no Musée des Arts et Métiers em Paris, a segunda entrou oficialmente na coleção do Museu Arqueológico de Atenas, a terceira foi colocada em leilão para arrecadar fundos para o museu conservar o Mecanismo Anticítera. Finalmente, o quarto e último será guardado pela Hublot no seu museu como uma lembrança desta grande aventura. Em 2013 foi lançada uma versão menos complicada, o MP-08 Antikythera SunMoon. MP-08 ANTIKYTHERA SUNMOON Esta homenagem ao Mecanismo de Anticítera inclui um calendário solar e um calendário lunar, bem como uma indicação da posição sideral do Sol e da Lua. O que significa que, para além de poder ler a hora, o utilizador deste relógio pode verificar, para um determinado dia, e com extrema precisão, a fase da Lua ou, mais especificamente, a sua forma no céu, o nome da constelação por trás dela, e o tempo necessário para a Lua passar por esta constelação. Para o mesmo dia, também mostra a constelação localizada atrás do Sol e o tempo necessário para o Sol passar por ela. A peça é completada por um turbilhão flutuante. Foram comercializadas 20 unidades em 2013. O MP-08 devolveu o merecido protagonismo a esta homenagem da Hublot, pois o lançamento do MP-04 ficou abafado pelo espampanante MP-05 LaFerrari que se seguiu de imediato. Notas: Vídeo sobre o Mecanismo Anticítera Lista de exposições do Mecanismo de Anticítera Simulador online Versão em lego Versão em lego Artigos na revista Nature sobre o Mecanismo de Anticítera Documentário online Artigos na revista Nature sobre o Mecanismo de Anticítera Réplica de bronze 3D desenhos de fabricação de engenharia e manual de operação Livro recomendado - A Portable Cosmos
- INVEЯSO 25+1
O Museu do Relógio de Évora e Serpa lançou hoje um novo INVEЯSO. Trata-se de um relógio que funciona no sentido contrário ao comum. Isto significa que tanto os ponteiros, como a coroa, rodam no sentido inverso. A escala numérica está também invertida. Aqui ficam algumas características deste modelo: - Edição Limitada a 80 relógios - Movimento mecânico Cal.3603 - Molnija a partir de base Cortebert 616 - Caixa de Aço ou Plaqué 42mm opcional e limitado ao stock existente - Vidro Mineral - Autonomia até 40H - Pulseira em pele genuína cor preto com pesponto branco - Opção de pulseira em pele genuína bronzeada - Upgrade pulseira premium HIRSCH golden brown com báscula borboleta - Estojo em pele genuína Mais informações no site do Museu do Relógio em: museudorelogio.com.
- Porque gostamos de relógios?
Esta não é uma pergunta tão simples quanto o que aparenta. Sentimos mesmo alguma inquietação se nos dedicarmos a pensar no assunto. Entre a inquietação da pergunta e o apaziguamento da resposta vamos conhecer um Cadillac chuvoso, um hipopótamo cortador de charutos e a origem do bacalhau à Brás. Continuar a ler na Espiral do Tempo ->
- Museu da Música Mecânica
A música pode ser mecânica, sabemo-lo bem cada vez que ouvimos um relógio de mesa ou de coluna tocar as melodias habituais. É fácil distinguir entre música mecânica e música digital, a mecânica é principalmente mais calorosa. Impelidos por estes pensamentos fomos conhecer o Museu da Música Mecânica, que fica junto a Pinhal Novo. Todos conhecemos os prazeres e as dificuldades do coleccionismo, também sabemos que são tão válidas no mundo dos relógios como em qualquer outro mundo. Por essa razão, vale a pena visitar o Museu da Música Mecânica na Rua dos Alegrias, Quinta do Rei - Arraiados, 1955-281 Pinhal Novo, ou através de visita virtual no site https://museudamusicamecanica.com . RELÓGIOS MUSICAIS Em todas as caixas de música mecânica existem rodas dentadas, e outras peças que também encontramos em relógios mecânicos. No MMM, encontrámos todo o tipo de aparelho mecânico capaz de gerar música, mas especialmente relógios musicais. Aqui fica uma galeria com alguns dos nossos favoritos. No site do museu pode consultar-se a seguinte informação: LUÍS CANGUEIRO - O COLECCIONADOR Luís Cangueiro nasceu em Prado Gatão, concelho de Miranda do Douro. Fez os estudos secundários em Bragança, e em 1962 ingressou na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra onde obteve a licenciatura em Filologia Clássica. Foi um dos fundadores da Secção Fotográfica da Associação Académica, preside ao Coral da Faculdade de Letras e integra a Comissão da Queima das Fitas. Cumpriu o serviço militar em Mafra, Santarém e Moçambique, para onde é mobilizado em 1969 como alferes de cavalaria. Iniciou a sua atividade profissional em 1971 como professor do Liceu Nacional de Bragança que acumulou com as funções de diretor da residência de estudantes Calouste Gulbenkian. Em 1977 foi nomeado professor efetivo na Escola Emídio Navarro em Almada. Envereda pela via empresarial a partir de 1988. Na casa onde nasceu existia uma “Ariston” e as memórias dessa caixa de música motivaram-no porventura a adquirir a primeira peça da coleção em 1986. A sua ligação de sempre à música, o espírito colecionista, o interesse pelas antiguidades a que se juntou um grande entusiasmo pelo som e pelo sistema mecânico destes instrumentos, incentivaram-no a reunir este acervo que é constituído pelas mais diversas tipologias da música mecânica. A COLECÇÃO A coleção do museu é constituída por mais de 600 peças que se movimentam por sistemas exclusivamente mecânicos, e que datam desde o final do séc. XVIII até à 1ª metade do séc. XX, todas em estado de funcionamento. Trata-se de uma coleção particular, reunida ao longo de uma vida pelo colecionador Luis Cangueiro e que é representativa de toda a música mecânica. As diversas tipologias distribuem-se pelos mais variados instrumentos, desde as mais antigas caixas de música de cilindro de madeira ou de metal às mais recentes e populares grafonolas. É um privilégio podermos ver, ouvir e sentir peças centenárias que poderemos interpretar como um sinal da vida do homem através dos tempos, a expressão da sua cultura, a manifestação livre do seu poder criador. O PROJECTO O museu, com a área de 1.020 m2, consiste numa caixa totalmente fechada, que pretende estabelecer um certo paralelismo com uma caixa de música. O alçado principal apresenta uma concavidade que traz à memória as campânulas dos fonógrafos e dos gramofones e assinala a entrada do edifício. O visitante terá então a oportunidade de entrar nessa grande “caixa de música”, viajar no tempo, explorar e ouvir com grande curiosidade centenas de instrumentos mecânicos, distribuídos por cinco galerias expositivas, dispostas em redor de um pátio central. Uma escadaria e o elevador conduzem-nos à sala documental, ao auditório com 70 lugares ou à sala multiusos. O arquiteto Miguel Marcelino é o autor do projeto. O Museu foi inaugurado a 4 de outubro de 2016 no concelho de Palmela e é um museu privado. COMO CHEGAR Pela Ponte 25 de Abril > sair na portagem de Palmela sentido Pinhal Novo. A 1.500 m tomar a direção Venda do Alcaide e seguir as placas sinaléticas até ao museu. Percurso portagem de Palmela – Museu: 7 minutos. Pela Ponte Vasco da Gama > sair no Pinhal Novo; no centro da Vila tomar a direção Lagoa da Palha e seguir as placas sinaléticas até ao Museu. Percurso Pinhal Novo – Museu: 5 minutos. Horário e Visitas HORÁRIO Sábados, domingos e feriados das 15h às 18h com visita guiada musical às 15h30. *Mais se informa que estamos disponíveis para receber grupos com marcação prévia em outros horários. VISITAS GUIADAS COM AUDIÇÃO AO VIVO DOS INSTRUMENTOS Sábados, domingos e feriados às 15h30. A participação na visita guiada não necessita de marcação prévia. VISITAS PARA GRUPOS ORGANIZADOS* - Escolas, público Sénior, etc. Preferencialmente de terça a sexta-feira, das 10h às 18h. *Marcação prévia da visita obrigatória para grupos organizados (mínimo 15 participantes ou custo mínimo da visita guiada).
- O Pirelóforo e o Rubi
Todos os relógios têm rubis. Todos sabemos que actualmente, estes não são rubis naturais. Felizmente também todos já sabemos que a qualidade de um relógio não se mede pelo número de rubis. Ainda assim, há muito por desvendar acerca deste assunto. Sabia que o vidro "cristal de safira" de um relógio é feito do mesmo material que os rubis artificiais? Sabia que os rubis são na verdade óxido de alumínio? A produção destes rubis artificiais, que encontramos actualmente nos relógios, só foi possível graças à criação de fornos muito potentes que atingiam os 2400ºc, no início de 1900. Por essa altura era também mundialmente sabido que o forno mais potente, (3800ºc) tinha sido criado por um padre português e chamava-se Pirelóforo. UM MECANISMO DE RELOJOARIA A primeira máquina foi montada na tapada da Ajuda, em Lisboa, atingiu 2000ºc e foi capaz de fundir basalto, a versão final atingia 3800ºc e era capaz de fundir todas as rochas ou metais. Porém o que nos interessa mesmo aqui é que este aparelho estava assente num complicado mecanismo de relojoaria que permitia que toda a estrutura acompanhasse o movimento do sol ao longo do dia, tal como a posição da caixa em relação aos reflectores. O PIRELÓFORO Na infância todos descobrimos que uma lupa ao sol pode tornar-se na mais terrível arma mortal, do ponto de vista de uma formiga. Pois bem, em 1904 na Exposição Universal de St. Louis, nos Estados Unidos, foi premiada uma invenção portuguesa que levava esta ideia ao extremo. Uma invenção capaz de fundir todas as rochas e todos os metais existentes, tudo isto apenas com a energia solar. O inventor foi o Padre Himalaya (Manuel António Gomes) originário de Cendufe e a invenção, o Pirelóforo. O Pirelóforo era constituido por um conjunto de espelhos em forma de parabólica que reflectiam a luz para um único ponto, numa caixa/forno, onde se colocavam os elementos para fundir. Porém, ao contrário da técnica da lupa, o Pirelóforo tinha 13 metros de altura e acompanhava os movimentos do sol mediante um mecanismo de relojoaria. Esta Exposição Universal foi nos EUA, em 1904 e o Pirelóforo tinha uma parábola de 80m2, 6177 espelhos e media 13m, é impressionante imaginar a logística toda necessária ao transporte e à montagem do aparelho. Numa das fotos acima é possível ver os sistema de espelhos de 13m de altura montado num navio. Segundo o próprio Padre Himalaya, todo este processo de transporte e montagem custou 40 contos fortes na época. A máquina embarcou em Maio de 1904 e ficou pronta e montada em Agosto desse ano. ORGULHO PATRIÓTICO E O ROUBO DO PIRELÓFORO No final da exposição de St. Louis o aparelho foi desmontado e guardado num armanzém, o Padre Himalaya passou os próximos 2 anos a estabelecer contactos com cientistas e em palestras pelos Estados Unidos. No regresso descobriu que apesar das enormes dimensões, o Pirelóforo havia sido roubado. Era uma invenção com bastante valor na altura. Ao longo da exposição, por orgulho patriótico recusou uma proposta para se naturalizar como Americano ou uma outra no valor de 350 contos, oferecida pelos Japoneses para comprar o aparelho. AS PATENTES Apesar do roubo do Pirelóforo, a patente foi registada nos EUA, com o número 707891, o que não impediu que aparelhos iguais de menor dimensão surgissem pelos EUA após o roubo em St. Louis. Em Portugal foi registado com a patente 3746. Aqui fica a tradução possível do texto e das fotos da patente americana: PATENTE 707891 EUA "Para todos aqueles que podem interessar: Fiquem sabendo que eu, MANUEL ANTÓNIO GOMES HIMALAYA, engenheiro, súbdito do Rei de Portugal, residente na Rue de Buzenval 13, Boulogne-sur-Seine, Departamento de Sena, República da França, inventei um certo novo e útil Aparelho Solar para produção de altas temperaturas, do qual o seguinte é uma descrição completa, clara e exacta. Esta invenção se refere a um aparelho solar para produção de altas temperaturas, particularmente nas pesquisas metalúrgicas e químicas que requerem o uso de temperaturas superiores às dos fornos comuns, incluindo o forno elétrico. O aparelho compreende uma superfície refletora disposta para fazer com que os raios solares convirjam para "um foco confinado colocado no centro de uma fornalha, cadinho ou outro receptor, esta fornalha ou outro receptáculo, se assim se desejar, pode ser colocado completamente fora do sistema refletor . Compreende, além disso, meios para ajustar ou definir o aparelho de modo a manter a convergência dos raios sobre o foco selecionado qualquer que seja a altura do sol acima do horizonte. Compreende também um tipo de forno ou receptor de calor especialmente construído para o propósito de minha invenção. Eu agora procuro descrever meu arranjo, fazendo referência aos desenhos anexos, nos quais a Figura 1 é uma seção através do eixo de um parabolóide de rotação ABG, da qual a parte próxima ao vértice é cortada ao longo de X Y perpendicularmente ao eixo e na qual um sector truncado ab 0 (Z, formando uma parte essencial do aparelho, é cortado. As Figs. 1, 1 e 1 são vistas que ilustram modificações na forma dos elementos que formam o reflector. A Fig. 2 mostra em plano e sobre um escala reduzida o mesmo parabolóide truncado ABXY da Fig. 1 dividido em oito setores S a S montados sobre um eixo horizontal DD, dispostos perpendicularmente ao eixo do parabolóide de rotação ao nível do foco Z e apoiados por meio de duas colunas 1 1, passíveis de serem deslocadas sobre a pista circular 2. A Fig. 3 mostra em planta e na posição de trabalho o setor parabolóide truncado abcd das Figs. 1 e 2, direcionando os raios solares dentro de um cadinho E, estando o sol vertical. A Fig. 4 é uma secção vertical sobre a linha MN da Fig. 3. A Fig. 5 é uma forma modificada da disposição mostrada a seguir. A Fig. 6 (sem imagem disponível) É uma vista frontal do sistema refletor da Fig. 5 e em corte sobre a linha PQ da Fig. 1. A Fig. 7 mostra, em parte vertical, dois sistemas refletores colocados costas um para o outro de maneira a formar dois focos em dois fornos simetricamente opostos. A Fig. 8 é uma vista plana, em escala reduzida, do dispositivo mostrado na Fig. 7. A característica essencial da invenção consiste no uso de uma superfície refletora formada por um setor de um parabolóide de rotação a 6 0 (Z, Fig. 1. capaz de refletir um lápis cônico de raios solares a 5 Z, Figs. 2 a 8, tendo um ângulo no vértice suficientemente agudo para que o foco Z seja formado no centro do forno ou outro receptor E e para produzir uma temperatura muito alta. Na verdade, o parabolóide de rotação e superfícies semelhantes, embora seja a forma ideal de aparato óptico para concentrar os raios solares em um foco fisicamente perfeito, não pode formar um foco capaz de uso prático, porque os raios refletidos atingindo o foco de todos os lados da figura não podem ser concentrados no centro de um forno ou receptor para aquecimento. Eles podem aquecer apenas ao redor e fora de um cadinho ou caldeira. Desta forma, as temperaturas desenvolvidas são relativamente pequenas, e as perdas de calor por radiação e reflexão são muito importantes. Minha invenção é baseada no princípio da resolução do parabolóide da rotação em tantas partes quantas sejam necessárias para obter uma porção de um parabolóide capaz de produzir um foco prático e facilmente utilizável em pesquisas metalúrgicas e em todos os ramos da testes industriais onde são necessárias temperaturas muito altas. Este resultado é obtido cortando no vértice um parabolóide de rotação sobre a linha XY, Fig. 1, e dividindo o frusturn parabolóide assim obtido em, por exemplo, oito partes ou setores S a S, Fig. 2, e ajustando adequadamente ou definindo um desses setores, como será A abertura ou são deste setor parabolóide ab 0 d, que para maior simplicidade chamarei de refletor, Figs. 1, 2 e 3 é de preferência cerca de quarenta e cinco graus, mas pode ser maior ou menor, de acordo com as circunstâncias. Este setor pode ser cortado em um ou mais lados ou em todos os lados, em tal caso assumindo a forma de um tronco de um setor parabolóide, que é o mostrado nos desenhos, ou um círculo, uma elipse, um polígono ou outra forma. Este refletor pode ser formado por uma ou mais partes 01 'elementos de um parabolóide, cuja forma pode ser variada, isto é, cada um dos elementos que formam o refletor pode ter a forma de um trapézio K, que é aquele ilustrado nas Figs. 1 a 8, ou de um círculo, Fig.1." O RUBI SINTÉTICO Três anos antes da apresentação do Pirelóforo, em 1902, August Verneuil alcançou um feito que iria alterar a relojoaria até aos nossos dias. Este químico francês professor do Conservatoire des Arts et Métiers de Paris, logrou criar pela primeira vez Rubis sintéticos por um processo de sinterização. A dificuldade na criação dos primeiros Rubis sintéticos, usados ainda hoje em dia em todos os relógios mecânicos, prende-se com o facto do material que os compõe, óxido de alumínio, ter de ser aquecido até 2400ºc. Só com a criação de um forno capaz de atingir estas temperaturas foi possível a criação deste novo material. Talvez se August Verneuil tivesse conhecido o Padre Himalaya e o Pirelóforo dele que atingia os 3800ºc, ambos tivessem beneficiado das descobertas um do outro. RUBIS e VIDROS DE RELÓGIO Os rubis sintéticos, bem como seus equivalentes naturais, são corindos, ou seja, óxido de alumínio. No processo de fabricação industrial, o componente básico alumina (óxido de alumínio) passa por uma série de operações, ou seja, purificação, aquecimento, fusão e cristalização, o que resulta em pedaços de rubi artificial em forma de pêra. O óxido de cromo é adicionado para obter a cor vermelha dos rubis naturais. No caso dos vidros de cristal de safira o método é o mesmo, porém, não é acrescentado óxido de cromo. A fabricação em larga escala de rubis permitiu a criação de quantidades abundantes dessas pedras sintéticas, mais homogéneas em qualidade do que as encontradas na natureza. O comércio de jóias leva a maioria dessas pedras. Na relojoaria, o custo dos rubis vinha principalmente da mão de obra necessária para perfurá-los e cravá-los, pois o custo da matéria-prima era relativamente baixo. Dito isto, deve-se notar que, do início ao produto final, cerca de 90% do rubi é destruído, sendo apenas os 10% restantes utilizáveis para relógios. Até 1930, as pastilhas de rubi eram encaixadas no latão com jóias, mais tarde foi adoptada a técnica de cravá-las (pressionando) nas placas, reduzindo ainda mais os custos de produção. Nota: Tem mais informações ou imagens acerca do assunto deste artigo? Entre em contacto connosco. Bibliografia e fontes Documentário: À Porta da História Padre Himalaya|ep. 713 Dez. 201 - ver (25min Artigos para download: Blogues: Jacinto Rodrigues Referências: ARAUJO, A, Lopes - Centenário do Nascimento do Padre Manuel António Gomes Himalaia, Arcos de Valdevez, 1972. COSTA, Avelino de Jesus da, "Verbete "Himalaia" in Dicionário de História de Portugal (Direcção de Joel Serrão), Lisboa, Iniciativas Editoriais, 1965, vol. IL GOMES, (HIMALAIA) - Manuel António, Mémoire descriptif déposé a Vappui de la demande d'un Brevet d' Invention (...) par Monsier Himalaya, (dactilografado), Paris, 1899. GONÇALVES, José - O sábio inventor português Himalaia, Braga, s.d. MESQUITA, Alfredo de - "O Padre Himalaya e o seu Invento", in Serões, n° 1,Livraria Ferreira e Oliveira, Lda., Lisboa, Julho de 1905,pp. 23-27, New York Times - Edição de 12 de Março de 1905. TINOCO, Alfredo, - "O Padre Himalaia - Um percursor português do aproveitamento da Energia Solair. O Pirelióforo", in Actas e Comunicações do / Encontro Nacional sobre o Património Industrial, vol II, pp. 95-108, Coimbra Editora, 1990. VILLECHENON, Florence Pinot de - Les Expositions Universselles, P.U.F. Paris, 1992. Hemeroteca Digital de Lisboa http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt Occidente – Revista Illustrada de Portugal e do Estrangeiro 29º ano; XXIX volume ; nº1003 – 10 nov. 1906 Serões – Revista mensal illustrada nº1 – jul. 1905 Portugal na Exposição Universal de 1904 – O padre Himalaia e o Pirelióforo; texto de Alfredo Tinoco; Cadernos de Sociomuseologia; nº 42 – 2012. Disponível em http://recil.grupolusofona.pt/handle/10437/4545
- Obras-primas da Jacob & Co.
Se a Jacob & Co. fosse um animal, seria sem sombra de dúvida um pavão. Ambos gostam de centrar as atenções e de exibir o seu esplendor. Tal como um pavão a Jacob & Co. não se inibe de mostrar as suas atenções e a sua posição forte e determinada. Muitos dos seus modelos exibem autómatos, apelam ao movimento e à ostentação. Do Astronomia ao Godfather escolha o seu e diga-nos o resultado nos comentários. OPERA GODFATHER 50TH ANNIVERSARY OPERA SCARFACE BLACK DLC TITANIUM TWIN TURBO ASTRONOMIA ALEC MONOPOLY ASTRONOMIA TOURBILLON BAGUETTE ASTRONOMIA SOLAR JEWELRY PLANETS ZODIAC WHITE GOLD ASTRONOMIA ART GREEN DRAGON BUGATTI CHIRON TOURBILLON TITANIUM HEART OF CR7 BAGUETTE EPIC X CHRONO MESSI FULL BAGUETTE PIONEER TOURBILLON Para mais informações clique, aqui.
- Fears Christopher Ward Alliance 01
A Fears e a Chistopher Ward associaram-se para produzir o Alliance 01. Este relógio foi feito especificamente para a Association Of British Watch and Clock Makers que, desde da sua fundação em 2020, tem trabalhado para estabelecer parceiras entre as mais de 75 marcas que fazem parte da sua aliança. Neste momento já se encontra esgotado, mas mesmo que tivesse disponível, só podia ser adquirido por membros da Associação. Tornar-se membro custa cerca de 60 euros, pode consultar aqui os benefícios e condições. Este relógio está equipado com o calibre JJ01 de horas saltantes da Chritopher Ward, e foi desenvolvido por Johannes Jahnke. O módulo JJ01 foi colocado num movimento automático Sellita SW200. O disco das horas vem com os números 'Edwin' da Fears. O mostrador vermelho Borgonha, tem um acabamento de raios de sol, e faz apenas referência à Fears. Como na maioria dos modelos de horas saltantes, os relógios nunca são muito finos. Apesar de terem feito bastantes esforços para reduzir o espaço entre o vidro de safira e o mostrador, esta caixa ainda tem 12.8 mm de espessura. Com 40,5 mm de diâmetro, é produzida em aço de 316L, e fabricada na Alemanha, assim como a sua tradicional coroa em forma de "cebola". Apesar de não haver nenhuma referência a Christopher Ward visível no mostrador, e apesar de fornecer o movimento e ter um papel significativo no design geral, é na parte de trás do relógio que surge referência ao seu envolvimento. O fundo não tem gravações, mas na parte inferior de cada asa possui uma gravação. A 'Pipette' de Fears, as 'twin flags' de Christopher Ward e o logótipo da Association Of British Watch and Clock Makers, e o número de série de cada relógio que irá de 0 a 50, porque só serão feitas 50 unidades desta colaboração. CARACTERISTICAS TÉCNICAS: CAIXA Material: Aço 316L Diâmetro: 40.5 mm Espessura: 12.8 mm Asa a asa: 47mm Resistência à água: 100 m (10 ATM) Origem: Alemanha MOVIMENTO Calibre: Sellita SW200 automático, com módulo JJ01 (horas saltantes) Rubis: 25 Reserva de Marcha: 38 horas Origem: Suíça MOSTRADOR Cor: Vermelho Borgonha (vinho) Acabamento: Externo "Sunburst", com o centro guilloché Diâmetro: 33 mm Ponteiro: Polido e com banho de ródio Origem: Suíça VIDRO Material: Safira Revestimento: Antirreflexo ARdur®, dos dois lados Origem: Hong Kong Revestido: Suíça CORREIA Cor: Vermelho Borgonha (vinho) Material: Pele de bezerro britânico, forrado em Alcantara® Tratamento: Curtido à mão no Reino Unido Origem: Bélgica
- Hanhart PIONEER Flieger One NightBlue
A colecção PIONEER começou em 2011 e o lendário 417, o primeiro cronógrafo piloto das Forças Armadas Alemãs na década de 1950, serve como modelo histórico. Esta edição Night Blue é bastante semelhante ao seu familiar, o Pioneer One Bronze. Esta é uma edição limitada a 150 unidades. Nesta versão a caixa em aço de 42mm inclui um aro canelado e em PVD preto, que realça o mostrador Night Blue, com o histórico logótipo. O vidro é de safira, e com tratamento antirreflexo, o que oferece mais proteção contra riscos. A resistência à água é de uns confortáveis 100 metros. Este relógio vem equipado com o movimento Sellita SW200 automático, de fabrico suíço. O mostrador azul escuro tem alguns detalhes interessantes. A escala das horas foi ligeiramente recuada para criar uma aparência que realça as diferentes camadas. O ponteiro dos minutos sofre uma ligeira curvatura na ponta, o que permite evitar erros de leitura. Os marcadores das horas e os ponteiros são revestidos com o Super LumiNova® C1, para melhor visibilidade no escuro. CARACTERISTICAS TÉCNICAS: Modelo: Hanhart Pioneer Flieger One NightBlue Caixa: Aço de 42mm, revestida em PVD preto Espessura: 12mm Resistência à água: 100m (10 bar) Movimento: calibre Sellita SW200, automático, 26 rubis Frequência: 28.800 alt/h (4 Hz) Reserva de marcha: 38h Funções: Horas, minutos, segundos com dispositivo "top-second" Pulseira: 22mm de couro a azul, com pontos de mosca vermelha, fivela em aço revestida em PVD.
- Horological Society of New York
Fundada em 1866, a Horological Society of New York (HSNY) é uma das mais antigas associações de relojoaria em actividade contínua no mundo. Ontem, dia 24 de Fev de 2023, entrevistámos dois dos seus membros: Nicholas Manousos (Executive Director) e Carolina Navarro (Deputy Director). A HSNY apresenta regularmente palestras presenciais, que também disponibiliza no seu canal do youtube, o IPR escolheu 20 dessas palestras que incluem nomes como Roger Smith, Maria & Richard Habring, François-Paul Journe, Stephen Forsey, Laurent Ferrier, Rebecca Struthers, entre outros. The Development of a Practical Watch Escapement, by Roger W Smith 4 de Dezembro de 2017 - Roger W. Smith, Founder, Roger W. Smith Ltd., Isle of Man, British Isles Producing A Proprietary Watch Movement, By Maria & Richard Habring 7 de Outubro de 2019 - Maria & Richard Habring, Founders of Habring Uhrentechnik OG Völkermarkt, Austria The Phenomenon of Resonance, by François-Paul Journe and Osama Sendi Esta palestra decorreu dia 2 de Março de 2020 com: - François-Paul Journe, Fundador da Montres Journe, Geneva, Switzerland - Osama Sendi, fundador do TheJourneGuy.com, Toronto, Canada OMEGA Speedmaster: The Evolution of Calibers 321 and 861, by Bernhard Stoeber Esta palestra decorreu dia 6 de Janeiro de 2020 - Bernhard W. Stoeber, CW21 The Changing Face of Early Modern Time, by Dr. Jane Desborough 3 de outubro de 2022 - Dr. Jane Desborough, Keeper of Science Collections at the Science Museum (London, England) The Development of an Icon of Modern Horology: The Freak, by Jean-Christophe Sabatier Dia 7 de Novembro de 2022 - Jean-Christophe Sabatier, Chief Product Officer at Ulysse Nardin (Le Locle, Switzerland) The Quartz Crisis: A Tragic Decade for Swiss Watchmaking, by Hyla Ames Bauer 7 de Setembro de 2022 - Hyla Ames Bauer, Watch and Jewelry Writer (New York, New York) The Genesis of the Royal Oak: From Iconoclast to Icon, by Sébastian Vivas Dia 6 de Junho de 2022 - Sébastian Vivas, Heritage & Museum Director at Audemars Piguet (Le Brassus, Switzerland) Please note: the audio quality in this video is poor due to a technical issue encountered at the lecture. Unfortunately, there is no other recording. This problem has been fixed for future lectures. Collecting Vintage Watches, by Eric Wind 4 de Março de 2019 - Eric Wind, Owner of Wind Vintage Kodō: The Beating Heart of Grand Seiko, by Joseph Kirk (with Special Guests) 2 de Novembro de 2020 - Joseph Kirk, Brand Curator and National Training Manager, Grand Seiko Corporation of America Akio Naito, Chairman and CEO of Grand Seiko Corporation of America Takuma Kawauchiya, Product Development Dept. of Seiko Watch Corporation Spring Drive: A True Expression of Nature and Time, by Joseph Kirk 3 de Junho de 2019 - Joseph Kirk, Brand Curator and National Trainer for Grand Seiko Corporation of America, with special guests Akio Naito, Chairman and CEO of Grand Seiko Corporation of America, and Kazunori Hoshino, Product Planner and Designer at Seiko Epson Corporation The Secrets of Horological Engine-Turning (Guilloché), by Joshua Shapiro 4 de Fevereiro de 2018 - Joshua Shapiro, Watchmaker and Owner of J.N. Shapiro Watches The History of the Tourbillon, by Stephen Forsey 5 de Junho de 2017 - Stephen Forsey, co-founder of Greubel Forsey and CompliTime SA The Natural Escapement, by Laurent and Christian Ferrier 4 de Outubro de 2021 - Laurent Ferrier, Co-Founder and Creative Director at Montres Laurent Ferrier (Geneva, Switzerland) - Christian Ferrier, Movement Creator at Montres Laurent Ferrier (Geneva, Switzerland) The Worlds of Jaquet Droz: Horological Art and Artistic Horology, by Dr. Sandrine Girardier 3 de Maio de 2021 - Dr. Sandrine Girardier, Historian and Museum Curator, Neuchâtel, Switzerland - Grégoire Boillat, Montres Jaquet Droz Museum Curator and Watchmaker-Rhabilleur, La Chaux-de-Fonds, Switzerland Fakes, Forgeries and the Birth of Mass Production in the Watch Industry, By Dr Rebecca Struthers 2 de Outubro de 2017 - Dr. Rebecca Struthers, FBHI FRSA Ph.D., Birmingham, UK Time is Money How to Make a Living in the World of Watches, by John Reardon 6 de Fevereiro de 2017 - John Reardon - International Head of Watches, Christie's How to Win and Sometimes Lose at Watch Auctions, by William Massena 6 de Março de 2017 - William Massena - Managing Director of TimeZone.com An Introduction to the Naked Watchmaker Platform, by Peter Speake Marin 9 de Janeiro de 2018 - Peter Speake-Marin, Founder, The Naked Watchmaker, Switzerland The Evolution of the Chain-and-Fusee Mechanism in the Quest for Constant Force, by Romain Gauthier 29 de Outubro de 2018 - Romain Gauthier, Founder & CEO of Manufacture Romain Gauthier SA
- Longines Pilot Majetek
Com uma história com mais de 190 anos, a Longines encontra sempre inspiração, e este Longines Pilot Majetek é um exemplo perfeito disso mesmo. Este novo lançamento é um regresso aos laços da marca estabelecidos com a aviação, já que o relógio original no qual se baseia foi lançado em 1935 e projectado especificamente para pilotos checos - embora alguns tenham sido fabricados para uso civil. Longines Pilot Majetek 0.838.4.53.0 Este novo modelo apresenta um conjunto de alterações em relação à edição de 1935. Entre elas, a caixa de aço passou de 40mm para 43mm, vem com o fundo aparafusado, e é garantida resistência à água até 100m. Longines Pilot Majetek 0.838.4.53.0 Tal como os relógios concebidos especialmente para pilotos, o Majetek tem um mostrador preto mate, com números brancos, revestidos com Super-LumiNova. Os ponteiros têm um banho de ródio e são revestidos igualmente a Super-LumiNova, o que permite uma boa legibilidade em ambientes escuros. Longines Pilot Majetek Versão de 1935 (esquerda) e versão de 2023 (direita) Equipado com o calibre Longines L 893.6, com uma espiral de silício, certificado pelo Contrôle Officiel Suisse des Chronométrés (COSC). Este relógio apresenta uma reserva de marcha de 72 horas e funciona com uma frequência de 25 200 alt/h. O INDICADOR TRIANGULAR Tal como acontecia na versão de 1935, este relógio apresenta um indicador triangular rotativo. Da versão antiga para a actual há um pormenor bastante relevante que muda. O indicador que antes se movia solidário com o vidro e o aro passa a mover-se apenas solidário com o aro. Esta alteração transmite uma maior sensação de segurança. Este indicador triangular permite rapidamente fazer contagens de tempo através da comparação da sua posição com a dos ponteiros. CORREIA Este Longines Pilot Majetek é vendido por 3.500CHF cerca de 3.550 euros, e permite três opções de correias. Correia pele verde (L0.838.4.53.2), correia estilo nato feita de material reciclado (L9.838.4.53.8) e correia pele castanha (L0.838.4.53.0). CARACTERISTICAS TÉCNICAS: Caixa: 42 mm de diâmetro x 13.3 mm de espessura - caixa de aço. Vidro: Safira antirreflexo. Mostrador: Preto com número revestidos com Super-LumiNova Ponteiros: Com banho de ródio e revestidos com Super-LumiNova. Movimento: L893.6, 26 rubis, 25 200 alt/h Reserva de marcha: 72 horas. Resistência á água: 100m (10bar)
- CONTAR Field MK I
A Contar é uma marca Portuguesa que criou o modelo Field MK I, inspirado nos relógios militares britânicos da Segunda Guerra Mundial e no IWC MK XI. Fique a conhecer melhor esta marca com os selos IPR: Marcas Propriedade de Portugueses (PPT) e Marca Registada em Portugal (MPT). Este exemplar apresentanos uma caixa em aço 316L com 40mm, resistente á água até 100m, fundo aparafusado com rebaixo para a correia Nato. Equipado com o movimento de quartz VD 78 de fabrico japonês. Os ponteiros são cobertos com BGW9 luminescente para garantir melhor visibilidade no escuro, vidro safira com tratamento antirreflexo. Coroa de roscar com logótipo da marca gravado. CARACTERISTICAS TÉCNICAS Diâmetro da caixa: 40mm X 47mm (incluíndo asas) Espessura: 10,5 mm incluíndo vidro Fundo: Aparafusado e gravado Vidro: Safira antirreflexo Coroa: Aparafusada às 3 horas com logo Mostrador: Marcadores aplicados Ponteiros e Marcadores: BGW9 luminescente Resistência à água: 100m / 10 atm Bracelete: Nato verde azeitona Movimento: VD 78 Japonês ___________________________________________________________________________________________ LOJA DOS RELÓGIOS PORTUGUESES* *QUER VÊ-LO NO PULSO? PASSE PELA SEDE DO IPR (POR MARCAÇÃO).













