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  • Quem dirige o Maestro?

    A obra musical que se segue é já a terceira obra do programa. Ainda que o Maestro quisesse compensar um pouco o atraso do início do concerto, interpretando-a num andamento mais rápido, não poderia fazê-lo nesta peça, pensaram alguns dos presentes no público. Pois também o próprio Maestro é "dirigido", mesmo quando faz a mais rigorosa das suas interpretações. Esta obra tem uma duração exacta de 4'33", 273" se quisermos ser mais precisos. Para surpresa de alguns, e apesar do Maestro esboçar os seus típicos gestos, o ensemble¹ não reage. Não se ouve nenhum som, ou melhor, não se ouve nenhum som a partir de um instrumento musical. Um assento range e mais ao longe sente-se que há alguém comprometido por não ter conseguido segurar um pequeno "atchim". No palco, o Maestro sabe que esta obra de John Cage é uma proposta muito original. Na realidade, tem o objectivo de fazer o público ouvir todos os sons que habitualmente acontecem durante um concerto, mas dos quais ninguém se apercebe por estarem precisamente concentrados na música. O ensemble não irá dar rigorosamente nota nenhuma na execução desta obra. Escusado será dizer também que é uma obra sempre diferente cada vez que é apresentada, pois os sons do público nunca são os mesmos. Na estante do Maestro era visível, de alguns ângulos da plateia, algo mais para além da sua habitual partitura que estranhamente se apresentava também ela praticamente em branco, sem pautas musicais e contendo somente a indicação tacet² . Mas o que se conseguia ver desses ângulos seria... um relógio? Os mais conhecedores aperceberam-se que o Maestro o havia consultado antes do seu primeiro, contido, gesto. Sem compreenderem porquê, sentiram também um desconforto no Maestro. Eles sabem que o Maestro tem de consultar religiosamente o seu relógio para garantir a melhor interpretação desta obra de John Cage, compositor contemporâneo. É o seu relógio que lhe garante a marcação rigorosa da duração desta obra. O seu relógio marca os segundos exactos, um após o outro numa exactidão e rigor fantásticos, sempre com a mesma tranquilidade. Para o Maestro, que é também amante de relojoaria, chega a ser relaxante e tranquilizador apreciar o seu funcionamento. Especialmente no final de dias de maior stress. Mais ainda se fosse um Jaeger-LeCoultre Atmos³ com as suas apenas duas oscilações por minuto, como aquele que o Maestro havia visto na oficina do seu amigo, Mestre relojoeiro que faz a rigorosa manutenção aos seus, não muitos, mas, adorados relógios. Para esta obra musical o Jaeger-LeCoultre Atmos, que quase o hipnotizou, não iria resultar, não só pela sua dimensão em cima da sua estante, mas principalmente porque só faz dois tranquilizantes batimentos por minuto e são requeridos 60 batimentos por minuto (bpm) para a interpretação desta peça cujo nome é precisamente uma indicação de tempo: quatro minutos e trinta e três segundos, 4'33". O MESTRE E O MAESTRO Metrónomo de bolso Palmer Cadenzia 1970’s Enquanto vai dirigindo o ensemble, ou se se preferir, gesticulando, vêem-lhe à memória as conversas com o seu amigo e Mestre relojoeiro - que graças a si tem vindo gradualmente a tornar-se melómano⁴, e que lhe disse, numa dessas conversas que ao menos nesta obra musical também o Maestro tem de se manter fiel aos 60 bpm tal como o relojoeiro quando "afina" com todo o rigor o seu relógio. Ou seja, nesta obra o Maestro é, também ele, dirigido. Numa espécie de graça, o seu amigo já lhe havia dito que enquanto um relojoeiro se esforça por manter exactos os segundos um após o outro, numa cadência de sessenta por minuto, os músicos fraccionam-nos ou multiplicam-nos. Nada mau para um recente melómano, pensou o Maestro, pois no repertório musical, em geral não abundam muitos temas musicais com 60 bpm. Uma marcha, por exemplo, tem, em regra geral, 120 bpm havendo também andamentos mais lentos que os 60 bpm e por aí fora. Mas sem dúvida que tem de haver uma base, pensava ele, e essa é precisamente os 60 bpm. Quem nos fornece essa base são os relógios, rigorosamente mantidos pelo seu amigo. O METRÓNOMO E O RELÓGIO DE PAREDE De facto, o Maestro nunca havia pensado muito nesta questão, pois os vários andamentos, de tantas gravações e interpretações que já ouvira, tornaram-se quase inatos, dispensando praticamente a consulta do metrónomo. Após algum racioncínio sobre o tema e algumas conversas com o seu amigo, concluiu que o metrónomo tem realmente muitas semelhanças com o funcionamento de um relógio de parede. As semelhanças resultam do facto de ambos terem uma haste e uma lentilha, para além de partilharem uma fonte de energia semelhante, a corda, e um sistema de rodagens também semelhante. Mais uma vez o seu amigo relojoeiro tem razão, enquanto a lentilha no relógio de parede tem o objectivo de o manter com uma frequência exacta, no metrónomo, o objectivo é fazer ouvir justamente as diferentes frequências, ajustando a lentilha na escala graduada da sua haste, podendo-se desta forma fazer ouvir 60 bpm; 120 bpm, 180 bpm, 240 bpm, etc. MÚSICOS VS RELOJOEIROS Serão os músicos uns vilões desestabilizadores da regularidade tão procurada pelos relojoeiros? Ao pensar isto esboçou um sorriso e deixou sair uma pequena gargalhada. Upss, não era o momento, acabou de deixar o seu contributo sonoro involuntário para a peça de John Cage. No silêncio quase absoluto da peça, ouvir o Maestro deixar sair uma pequena gargalhada era um pouco comprometedor, talvez tenha deixado os seus pensamentos voar um pouco alto de mais e lá aconteceu. Depressa se esqueceu do sucedido e voltou aos metrónomos, recordando que os relojoeiros também já apresentaram propostas para metrónomos de bolso, tal como o Patek Philippe & Co., Genéve, Case no. 2 de 1880, que viu na oficina do seu amigo relojoeiro e que pediu emprestado para mostrar aos seus amigos músicos, pois este metrónomo de bolso faz 120 bpm. Mais recente é o metrónomo Cadenzia que também foi pensado especificamente para músicos e que divide o minuto num número ainda maior de batimentos. Portanto os músicos não podem ser os tais vilões que fraccionam o tempo uma vez que os próprios relojoeiros forneceram e continuam a fornecer metrónomos de bolso aos músicos. Na verdade, o que existe é uma colaboração entre ambos. Como deveria ser fantástico ter este metrónomo Patek Philippe e logo com elementos alusivos à música, pois traz a pauta de uma melodia no seu mostrador. Essa melodia constitui um mistério. Ainda ninguém conseguiu descobrir de que melodia se trata. Já a haviam cantarolado até e gravado. É uma melodia bonita, se bem que, metricamente e à falta de explicação para tal, deve considerar-se que tem uns pequenos "descuidos" nos quais só os músicos reparam. Por outro lado, talvez estes descuidos possam acrescentar ainda mais valor ao relógio. Que grande amigo, pensou ele, ao lhe confiar um Patek Philippe só para tentar descobrir a origem dessa melodia e, ao mesmo tempo, provar a outros músicos que os Mestres relojoeiros também se lembram do universo musical construindo desejáveis metrónomos de bolso. GRAND FINALE Bulova Accutron Spaceview e Relógio de carrilhão Talvez até haja mais entre a relojoaria e a música que aquilo que se possa inicialmente imaginar. Os relógios de parede, de carrilhão, por exemplo, deliciam-nos normalmente com duas melodias o Westeminster e a Avé Maria. À sua memória vêm-lhe também os famosos Bulova Accutron e o seu diapasão de 300 hz ou de 360 hz. Ora o diapasão é precisamente um acessório usado em música para ajudar na afinação e os 300 hz em música têm um nome, chamam-se Ré, enquanto que aos 360 hz se chama Fá sustenido⁵. Deviam ser essas as notas musicais que os proprietários dos Bulova ouviam quando, à noite, os deixavam directamente em cima da sua mesinha de cabeceira e se esqueciam de colocar um pano por baixo para não lhes perturbar o sono. Este pensamento leva o Maestro a esboçar novo sorriso, agora já mais disfarçado e contido. Quando os seus pensamentos queriam continuar a fluir à procura de novos exemplos de partilha entre os universos da relojoaria e da música, deu-se conta que tinham passado exactamente os 4’33”. A peça tinha acabado? Tudo fora tão rápido. Terá o público abdicado de 273” para nada? De certeza que não. Tal como o Maestro, também no pensamento do público se passou muita coisa. Aliás, não deverá ser também o propósito desta peça, fazer-nos reflectir um pouco num contexto diferente? Ao virar-se para agradecer os aplausos, o Maestro conseguiu ver no público o seu amigo relojoeiro e também se apercebeu que este tinha visto o Patek Philippe que lhe havia emprestado e que estava em cima da sua estante. Uma vez que o Patek Philippe marca 120 bpm, terá o Maestro contado 546 batimentos para cumprir o tempo de duração desta peça? Pensou o seu amigo relojoeiro. Continua… Notas 1- Ensemble - Grupo musical constituído por um número de elementos não definido. Normalmente mais de 10 elementos, mas menor que uma Banda ou Orquestra. 2 – tacet – Termo que indica que o músico dever permanecer em silêncio sem tocar. 3 – atmos - jaeger lecoultre 4 – Melómano – Quem gosta de música 5 – Sustenido (#) – Aplicado a uma nota musical faz subir a sua afinação para um som ligeiramente mais agudo.

  • LeRoy & Fils. | 1838 | Ouro 18 Kt.

    Série: GRANGES MARCAS E história da Casa LeRoy Por Sílvio Pereira O relógio que vos trazemos nesta #quartadebolso, uma obra prima da engenharia, foi construído com um excelente bom gosto e requinte estético. É sem dúvida uma peça digna de museu. No seu guarda pó constam as seguintes inscrições: Leroy & Fils Horlogers 114 e 115 Galie de Valois Palais Royal / Paris No 41325 O relógio pesa 92,2 gramas. Tem um diâmetro do 4,5 cm. E uma espessura total de 1,0 cm. Leroy - Uma longa e rica história A história da Maison Leroy é o resultado de uma sucessão de indivíduos brilhantes que deixaram sua marca na relojoaria de forma ininterrupta desde o século XVIII até à actualidade. Inventores excepcionais e comerciantes visionários, os vários Le Roys conseguiram impor a sua assinatura ao longo do tempo como garantia de excelência e uma referência para a relojoaria francesa de luxo. Relojoeiro do Rei, do Imperador, da Rainha Vitória e da Marinha, Leroy atingiu a apoteose em 1900 com a apresentação, durante a Exposição Universal de Paris, do mítico “Leroy 01”. Até à data considerado o relógio mais complicado do mundo, este relógio estabeleceu definitivamente a marca no restrito clube da Alta Relojoaria. DA RELOJOARIA DOS REIS AO ILUMINISMO A história da Maison Leroy começa em 1747 quando Basile Le Roy, filho de um lenhador, iniciou aos 16 anos a sua aprendizagem como relojoeiro junto do mestre Joseph Quétin. Não tendo um ancestral relojoeiro, Basile optou por usar o nome de dois relojoeiros famosos, Julien Le Roy (1686-1759) e seu filho Pierre (1717-1785). Julien ficou conhecido por ter desenvolvido o primeiro relógio com ponteiro de segundos. O Seu filho, Pierre, é ainda considerado um dos pais da cronometria moderna. Os seus cronómetros de marinha foram um trunfo decisivo para a França na corrida em que as monarquias europeias se empenharam pelo domínio do tempo no mar, garantindo a determinação precisa da Longitude. Em 1785, o filho de Basile Le Roy - Charles Le Roy, foi nomeado Mestre Relojoeiro aos 20 anos. Com a ajuda do seu pai, abriu uma loja e uma oficina sob as arcadas do Palácio Real que Luís IV de Orleans acabara de abrir ao público e comerciantes. A casa manterá este endereço durante mais de um século. Em 1790, para escapar das atrocidades dos revolucionários, Leroy, cujo apelido poderia ser conotado com a realeza e, portanto, perigoso, assina as suas peças com o anagrama Elyor. Durante os anos seguintes de terror, acabou mesmo por fazer uma venda fictícia da sua empresa a um seu empregado Cachard, reavendo-a após terminar o conflito. A partir de 1794, a qualidade dos relógios Leroy foi reconhecida por muitos homens influentes em Paris. Os últimos cinco anos do século selam permanentemente a reputação de Charles que mais uma vez assina Le Roy as suas produções (fortemente inspiradas pelas de Abraham-Louis Breguet) e participa da exposição parisiense de 1798. A Maison Le Roy torna-se uma das referências parisienses para a criação de relógios de bolso e de relógios de viagem, destinados principalmente a oficiais das campanhas napoleónicas. RELOJOEIROS DO IMPÉRIO E DA COROA BRITÂNICA Em 1805, Le Roy tornou-se “Horloger de l'Empereur” Napoleão I, “Horloger de Madame Mère”, assim como outros membros da família imperial e dedica-se a produzir relógios de altíssima qualidade, tradicionais ou decimais. Por volta de 1810, a produção de relógios e relógios de viagem prevaleceu sobre as demais peças e para poder honrar suas encomendas, Le Roy desenvolveu colaborações com oficinas localizadas no Jura francês e na Suíça. Em 1828, Charles-Louis juntou-se ao pai nos negócios da família que passou a chamar-se "Le Roy & Fils". Durante a primeira metade do século 19, a Casa desenvolveu-se a todos os níveis e chegou a ter quase 50 funcionários permanentes, por volta de 1840. A produção de relógios de bolso estava de volta com força e as oficinas tinham aumentado constantemente a complexidade de seus relógios, cuja reputação de excelência ia para além da francesa. O dinamismo de Charles-Louis atraiu para a sua empresa os melhores artesões da área, em particular Adrien Philippe, que trabalhou para a Le Roy antes de se juntar a Antoine Norbert de Patek em Genebra para fundar a Patek Philippe. Em 1845, Casimir Halley Desfontaines comprou a empresa de Charles-Louis, cujos filhos não desejavam continuar na sucessão. A casa manterá o nome "Le Roy & Fils" durante os próximos dois anos e o novo proprietário regista várias patentes, uma das quais, revolucionária, diz respeito a um relógio eletromagnético que será apresentado na exposição de Paris em 1855. Em 1854, Le Roy & Sons estabeleceu-se em Londres, primeiro na Regent Street, depois, numa segunda boutique, na New Bond Street, e em 1863 tornou-se “Relojoeiro da Rainha Vitória”. Sabe-se que por esta altura entregou uma grande quantidade de peças exoclusivas, por encomenda, para a corte inglesa. Presente em todas as exposições europeias, de Madrid a Viena e de Londres a Paris, Le Roy & Fils começou a coleccionar prémios e medalhas. LOUIS LEROY - PAI DO LEROY 01 Em 1879, Casimir Halley Desfontaines contratou em Londres o jovem Louis Leroy, um relojoeiro convicto, de apenas vinte anos, cujo pai, Horloger de la Marine, era um ilustre fabricante de cronómetros. A chegada do jovem marcará o início do período de excelência absoluta da marca. Em 1888, após a morte de Casimir, seu filho assumiu o negócio e Louis Leroy tornou-se seu sócio antes de se tornar o único mestre e em 1889 transformar o nome da empresa em "L.Leroy & Cie, antiga casa de Le Roy & Fils". Louis Leroy viaja muito; descobre que os relógios criados na Suíça já superam as produções francesas, por isso colabora com oficinas no Vallée de Joux onde compra caixas, escapes e às vezes até mecanismos completos que depois serão decorados, montados e instalados em Paris. Em 1892, para se aproximar dos seus fornecedores, abriu os “Ateliers L. Leroy” em Besançon, que era o coração e a alma da indústria relojoeira francesa na época, além disso, tinha sido acabado de inaugurar o Observatório Nacional e tal como o seu serviço de certificação cronométrica. A empresa de Louis Leroy - na qual o seu irmão mais novo Léon ingressou em 1895 como sócio - conta com excelentes competências de pesquisa, desenvolvimento e produção e coopera com grandes nomes da relojoaria suíça, notadamente Louis-Benjamin Audemars e Charles Piguet. Em 1899, L. Leroy & Cie abriu oficinas e loja em 7, Boulevard de la Madeleine. A casa passou a contar com uma clientela abastada, leal e de prestígio que apoiou o seu extraordinário desenvolvimento ao longo da primeira metade do século XX. Cabeças coroadas, artistas, industriais, políticos, filósofos e aventureiros são o que hoje chamaríamos de aficionados da marca: Franklin D. Roosvelt, Alfred Nobel, Antoine de Saint-Exupéry, Lindbergh, Louis Renault e Ettore Bugatti, Chopin, Strauss e Wagner , Georges Sand, Musset, Marcel Proust, Henri Matisse ... O ano de 1900 foi decisivo para Louis Leroy que apresentou o Leroy 01. Grande Prémio da Exposição Universal de Paris, um verdadeiro ícone planetário. Este relógio único, encomendado expressamente pelo Luso-Brasileiro Monteiro dos Milhões, permanecerá a referência absoluta na relojoaria ultra-complicada até 1989, quando a Patek Philippe produz o seu Calibre 89.

  • Tissot | 1960 | Plaqueado

    Série: GRANDES MARCAS Por: Sílvio Pereira - Relógio de Bolso tipo Lepine. Datado de 1960 - Funções: Horas, minutos e segundos - Número de Série: Y511.210 - Manufactura: Tissot - País - Suiça - Calibre: Formato Pontes clássicas. Unitas 6497 - Protecção do movimento: Guarda pó em latão - Tipo de Escape: Âncora Suiça - Balanço: Glucydur, com espiral plana - Reserva de Marcha: 36 horas - Frequência: 18000 A/h - Rubis: 17 - Material da caixa: plaqueado a ouro - Mostrador: esmalte sem imperfeições ou cabelos - Pequenos segundos: Às 6horas - Diâmetro da caixa: 48,1mm - Espessura: 12,1mm - Peso: 75,63g - A mola real é accionada através da coroa às 12 h.. - Ponteiros: Em forma de pera. Accionados pela coroa. - Numerais: Romanos para as horas até às 12 e Arábicos das 13 às 24. Indexes para os minutos. - Vidro: Em óptimo estado. - Numeração da tampa de caixa: Y511.210 Apreciação geral - Relógio de uma das marcas mais importantes e mais antigas da relojoaria mundial, em óptimo estado geral de conservação. Funciona perfeitamente. Outros exemplares da colecção Tissot | PR 516-GL |1970 Apesar de não se enquadrar no tema destes artigis sobre relógios de bolso, há uma ligação muito grande entre o autor do artigo e este PR 516 GL, uma vez que foi o seu primeiro relógio, para o qual teve que trabalhar durante 3 meses de férias da escola para o aduirir. Foi o seu primeiro emprego e o seu primeiro ordenado com apenas 12 anos, no longínquo ano de 1972. HISTÓRIA DA TISSOT O princípio de tudo A Alemanha e a Holanda lideraram a relojoaria no século XVII com invenções como a corrente do fuso e a espiral do balanço, respectivamente. O século XVIII trouxe o domínio dos relojoeiros ingleses, cujas inovações técnicas ainda são encontradas nos movimentos mecânicos de hoje. Entretanto, a Suíça apareceu. O mestre relojoeiro suíço Abraham-Louis Breguet foi um inventor extraordinário, cujas realizações incluíram o turbilhão, um dispositivo rotativo para neutralizar os efeitos da gravidade num relógio de bolso; o anti-choque, um mecanismo de absorção de choque; e a espiral de balanço, 'espiral Breguet'. Camponeses e agricultores na Suíça ocupavam os meses de inverno a fazer componentes de relógios para empresas de relojoaria com sede em Genebra, o que permitiu que a indústria relojoeira da Suíça crescesse enormemente no século XIX. Mas a Suíça em meados do século 19 não era o país rico que é hoje, e era um país com um grande fluxo social e económico. No século XIX, a pobreza e a falta de oportunidades de trabalho fizeram com que muitos suíços procurassem os seus futuros noutros lugares, principalmente na América do Norte e do Sul. A relojoaria provaria ser uma indústria fundamental durante esse período para estabelecer a estabilidade económica e a eventual prosperidade na Suíça. O Jura - o coração da relojoaria Suiça Jura O Jura é uma cordilheira ondulada no noroeste da Suíça e ocupa cerca de um oitavo do país. Durante mais de um século, 90% da produção de relógios suíços está concentrada no Jura. Esta região ficou conhecida como 'Watch Valley – a Terra da Precisão'. Nesta região foi lançada no início dos anos 2000 o caminho histórico da Rota da Relojoaria, com aproximadamente 200 km de extensão. As 38 etapas do percurso formam uma espécie de peregrinação relojoeira que passa pelos mais famosos fabricantes de relógios e museus especializados, e onde estão expostas obras-primas únicas. O nascimento e Crescimento da Tissot Charles-Félicien Tissot e Charles-Emile Tissot Em 1 de julho de 1853, Charles-Félicien Tissot, um montador de caixas de ouro, fundou a Ch. Félicien Tissot & Fils em Le Locle no Jura, com seu filho Charles-Emile Tissot, um relojoeiro. Primeiro logotipo da Tissot A Tissot começou a sua actividade na cidade de Le Locle como um comptoir d'établissage, que consistia numa rede de trabalhadores independentes altamente especializados e que produziam as diferentes peças de relógio, para depois serem montadas e vendidas no comptoir. Le Locle O foco de relógios da Tissot estava em relógios de bolso, relógios pendentes luxuosos ou relógios com complicações, na época destinados principalmente ao mercado dos Estados Unidos. Em 1858, o filho fundador, Charles Emile Tissot, deixou a Suíça viajou até à Rússia onde vendeu com sucesso relógios de bolso Tissot 'Savonnette' em todo o enorme e influente império russo, começando por vender relógios de caçador aos oficiais que guardavam o palácio do czar. Fábrica da Tissot no início do século XX Em 1900 a Tissot ganhou um prémio altamente cobiçado, o Grand Prix em Paris, o mesmo ano em que a cidade sediaria os 2º Jogos Olímpicos. Ao mesmo tempo, a Tissot foi pioneira numa longa história de colaboração com os seus embaixadores, com um dos seus relógios de pulso a ser usado pela icónica atriz Sarah Bernhardt, a atriz de teatro mais bem sucedida da sua época. No final de 1917, foi criada a sociedade Tissot & Fils SA e tornou-se fabricante com a introdução da produção de peças de movimentos. Em poucos anos, a Tissot conseguiu criar uma notável presença no mercado relojoeiro mundial. Fusões e o turbulento século XX Em 1930, a Tissot e a Omega fundiram-se para formar a primeira associação relojoeira suíça, a SSIH ( Société Suisse pour l'Industrie Horlogère). Os relógios da era Tissot-Omega são muito procurados pelos colecionadores. O quartzo, a maior revolução do século 20 na indústria relojoeira, também passou pela Suíça. Embora o primeiro relógio de quartzo tenha sido desenvolvido no Centre Electronique Horloger (CEH – Centro de Relógios Eletrónicos) em Neuchâtel em 1967, os relojoeiros suíços não capitalizaram essa inovação. Na década de 1970, a indústria relojoeira suíça estava em grave crise, decorrente do advento de relógios de quartzo de grande sucesso, dominados pelos japoneses. A indústria relojoeira suíça seria salva quando o relógio renascesse como acessório de moda através da Swatch. Este relógio de quartzo analógico, que combinava alta qualidade e designs emocionantes com um preço baixo, foi lançado pela primeira vez em 1983 e tornou-se uma sensação da cultura pop e um enorme sucesso global na década de 1980. Não há dúvida de que a Swatch salvou a indústria relojoeira suíça da sua queda e ajudou a impulsioná-la. Trinta anos após a 'crise' na indústria relojoeira suíça, esta tornou-se novamente um dos setores económicos mais prósperos da Suíça e mais uma vez sinónimo de qualidade e prestígio. Em 1983, Nicolas G. Hayek da Swatch, que tinha sido encarregado de auditar o setor relojoeiro suíço, recomendou a fusão dos principais grupos de relojoeiros da época: a SSIH (principalmente Tissot e Omega) e ASUAG (uma holding da fabricantes de peças em bruto de movimentos e componentes). O grupo, que então se chamava SMH (Swiss Corporation for Microelectronics and Watchmaking Industries Ltd.), se tornaria The Swatch Group em 1998, do qual a Tissot faz parte até hoje. O Swatch Group é hoje o maior produtor e distribuidor de relógios do mundo. Fábrica da Tissot na actualidade Património, inovação e prestígio global “Tissot - mais do que um relógio.” A Tissot é definida pelo seu conhecido slogan - 'Inovadores por Tradição'. A empresa orgulhosamente tem sua sede na cidade de Le Locle, na área de Neuchâtel, nas montanhas do Jura, desde 1853, com uma presença altamente visível em 160 países, incluindo muitas luxuosas boutiques Tissot e pontos de venda em joalherias e relojoarias de alta qualidade em todo o mundo. O spread de distribuição da Tissot é inigualável por qualquer outra empresa relojoeira Suíça. A inovação invejável e inovadora da Tissot permitiu o desenvolvimento de produtos de alta tecnologia, materiais especiais e funcionalidades avançadas. Com uma gama mais ampla e versátil de relógios de alta qualidade a um preço atraente do que qualquer outra marca de relógios suíça, a Tissot também está empenhada em tornar a excelência acessível. Temos uma veia criativa tão forte porque somos um verdadeiro multiespecialista.”François Thiébaud (Presidente da Tissot). É a Suíça no coração da Tissot que torna a marca tão distinta. O + no logotipo da Tissot é o mesmo da bandeira suíça, simbolizando a qualidade e a confiabilidade que a Tissot orgulhosamente demonstra desde 1853. É por isso que esta marca inovadora permanece na sua casa em Le Locle nas montanhas suíças do Jura, mantendo sua identidade em toda a sua essência. Colecções Os relógios da Tissot são disponibilizados em várias variações técnicas, por isso existem muitos modelos com movimento automático e de quartzo, e ocasionalmente também com células solares como fonte de energia. A maioria dos modelos também são oferecidos em diversos designs, como opcionalmente com caixa em aço inoxidável, ouro, titânio, platina ou combinações de vários metais (bicolores), com mostradores com design diferenciado e vários tipos de pulseiras. Hoje a coleção Tissot está dividida num total de sete gamas de produtos: T-Touch Relógios tácteis multifuncionais, onde funções como cronógrafo, altímetro, bússola, alarme, termômetro, barômetro, data e hora podem ser accionados tcom toque no vidro de relógio de safira equipado com sensor. As coleções incluem T-Touch Export Solar e T-Touch Lady Solar. T-Sport A gama T-Sport da Tissot inclui os seus relógios desportivos e de mergulho. Dentro da gama estão coleções famosas e muito apreciadas, como o PRS 516, V8, Seastar 1000, T-Race e muitos mais. A coleção é composta principalmente por relógios masculinos, mas também existem alguns modelos desportivos femininos. T-Lady A gama T-Lady é onde encontraremos alguns dos relógios femininos mais emblemáticos da Tissot. Como as coleções Flamingo, Lovely, Generosi-T e Cera. Alguns modelos são ainda equipados com diamantes verdadeiros e mostradores de madrepérola. T-Classic A gama T-Classic inclui principalmente designs clássicos, discretos e intemporais. É aqui que se juntam das coleções Luxery, Bridgeport, Couturier e Tradition. Mas também modelos como o altamente elogiado T-Complication Squelette estão incluídos nesta gama, o que a torna muito versátil. Heritage A gama Heritage da Tissot inclui relógios dos primórdios da Tissot em reedições. Lançado pela primeira vez por ocasião do aniversário de 150 anos da empresa em 2003. Hoje encontraremos o Heritage Navigator e um dos automáticos mais vendidos por esta empresa suíça, O património Visodate. Relógio de Bolso Mantendo-se fiel ao seu património. A Tissot ainda fabrica relógios de bolso, exactamente como quando começou em 1853. Não são apenas a prova do bom espirito vintage da marca, mas também da sua experiência. As coleções incluem os relógios de bolso Lepine, Savonnette e os muito especiais Musical Seasons, que podem tocar música através de peças mecânicas. T-Gold A gama T-Gold inclui todos os relógios de ouro da Tissot. É uma vasta coleção que cresce de ano para ano. Alguns dos relógios mais recentes e elegantes desta gama são os novos 18 kt. Coleção Gold Vintage, disponível nas versões masculina e feminina. Inovações Os relógios Tissot fizeram incursões em todas as áreas, tanto em formas como em materiais. Um dos principais destaques foi o Tissot Astrolon, lançado em 1971. Foi o primeiro relógio mecânico do mundo, feito em plástico. O icônico relógio Tissot Rock, lançado uma década depois, em 1985, a caixa do relógio foi feita de pedra natural dos Alpes Suíços. Em 1988, a Tissot voltou-se de novo para a natureza quando fez um relógio em madeira. O compromisso com a inovação e os avanços tecnológicos na indústria relojoeira está no coração e na alma da Tissot. Basta observar a linha do tempo das inovações que descrevemos abaixo para ver como a inovação destacou a Tissot ao longo de todos estes anos. Nem todas as inovações resultaram em sucesso, mas apesar de ter havido algum flop ocasional, a Tissot tem continuado a inovar ao longo dos séculos e a ultrapassar os limites do que esperamos de um relógio de pulso. Relógio de bolso TWO TIME ZONES de 1853 , uma maravilha produzida em massa da época que lançou o nome Tissot para o mundo. RELÓGIO DE PENDENTE de 1878 feito em ouro com diamantes e esmalte para o mercado russo. Os relógios TISSOT PRINCE 'BANANA' de 1916 incorporaram uma caixa curva e estilo Art Deco para o deleite dos clientes europeus e russos. 1929 TISSOT HERMETIC, um relógio com um movimento com escape de âncora e com ajuste automático quando sujeito a mudanças de temperatura. 1930 TISSOT ANTIMAGNÉTIQUE, o primeiro relógio de pulso não magnético do mundo. 1951 TISSOT NAVIGATOR, o primeiro relógio de pulso automático do mundo com 24 fusos horários exibidos sem manipulação. 1954 TISSOT VISODATE, relógio de pulso com data. 1965 TISSOT PR 516: Particularmente Robusto (PR) com a primeira pulseira com furos registrada no mundo - inspirada no volante dos carros de corrida. 1968 TISSOT CARROUSEL, um relógio com lunetas intercambiáveis, com uma campanha publicitária muito inspirada nos Jogos Olímpicos da Cidade do México naquele ano. 1971 TISSOT ASTROLON (também conhecido como IDEA 2001), foi o primeiro relógio mecânico de plástico do mundo. 1985 TISSOT ROCKWATCH, o primeiro relógio de pulso do mundo com caixa em pedra natural (granito e outras pedras). 1986 TISSOT TWOTIMER, o primeiro relógio de pulso do mundo com hora analógica e digital e sete funções operadas através de uma única coroa. 1989 TISSOT WOODWATCH, relógio de pulso com caixa de madeira. 1991 TISSOT CERATEN, com caixa de cerâmica resistente a riscos. 1999 TISSOT T-TOUCH, o primeiro relógio tátil (toque) do mundo com novas funções instrumentais - a primeira tecnologia de vidro sensível ao toque real no mercado, quase uma década antes dos Telemóveis adaptarem essa característica como padrão. 2009 TISSOT SEA-TOUCH, um relógio de alto desempenho para mergulhadores com resistência à água até 200 metros. 2011 TISSOT LE LOCLE ganha o primeiro prémio no International Timing Competition. 2014 TISSOT T-TOUCH SOLAR, o primeiro relógio tátil do mundo alimentado por energia solar. Tissot e o Desporto O grande enfoque da marca tem sido repetidamente reconhecido no desporto global. Durante a sua ilustre história, a Tissot foi nomeada Cronometrista Oficial e Parceira da NBA, FIBA, CBA, MotoGP, FIM World Superbike, AFL, RBS 6 Nations Rugby e Campeonatos Mundiais de ciclismo, esgrima e hóquei no gelo. "A Tissot sempre foi atraída pelo desporto.”François Thiébaud (Presidente da Tissot) A Tissot teve uma brilhante estratégia de patrocínio global na qual aproveita o poder da marca dos principais desportos profissionais. Estes criam um ponto de venda para os seus relógios, identificando o veículo certo para cada mercado exclusivo. Um caso recente em questão é a Liga CBA (basquete) da China, que foi identificada como um desporto ideal para alcançar e atrair o consumidor chinês de classe média ascendente, bem como melhorar o reconhecimento da marca Tissot no maior e mais populoso país do mundo. As conquistas deste patrocínio foram tremendas para a Tissot e tornaram a marca de relógios suíços mais vendida na China. Os relógios Tissot canalizam a paixão da marca pelos desportos, que são usados ​​como uma estética de design chave em muitos dos seus relógios de luxo. Cronometria oficial Tissot é um dos cronometristas oficiais mais proeminentes do mundo em vários tipos de desportos. Ser Cronometrista Oficial significa que a Tissot tem o privilégio e a enorme responsabilidade de cronometrar cada um destes desportos. O apelo dos desportos está na competição, e o tempo é uma parte tão integral disso que acertar exatamente, vez após vez, é imperativo. A Tissot demonstrou a sua capacidade de fornecer precisão absoluta e é por isso que se tornou um parceiro confiável de alguns dos maiores desportos do mundo. O tempo tem tudo a ver com precisão. Cronometrar qualquer um desses desportos não é tarefa fácil, quando se considera que as motos podem ser separadas por apenas milésimos de segundo na linha de chegada, ou os esgrimistas se separam em apenas um milissegundo. O tempo, a pontuação e as estatísticas nos desportos competitivos modernos não são simplesmente uma questão de contagem regressiva de segundos e contagem de posições. Análises e estatísticas são tremendamente importantes para todas as análises de adeptos, treinadores, atletas, comentadores e imprensa. A Tissot fornece tudo isso sempre com uma precisão perfeita. Alguns dos desportos para os quais a Tissot é um Cronometrista Oficial orgulhoso incluem: Moto GP Motociclismo é velocidade em movimento. Depois de ter estado envolvida no mundo rápido da condução de carros de corrida, a Tissot reforça ainda mais os seus laços no desporto motorizado identificando-se com o MotoGPTM e tornando-se seu Cronometrista Oficial em 2001. A associação da Tissot com os prestigiados eventos mundiais no mundo tecnológico do motociclismo reflecte a natureza da empresa e seus produtos, bem como a beleza por trás de seus movimentos. Ciclismo Andar de bicicleta é resistência em movimento. A Tissot voltou a distinguir-se no mundo do ciclismo ao tornar-se o cronometrista oficial do Tour de France e de todos os contrarrelógios de ciclismo realizados pela Amaury Sport Organization (ASO). Em 2016, a relojoaria suíça emprestou a sua experiência num grande número de grandes contra-relógios, de Paris-Nice a Paris-Tours, La Flèche Wallonne, Tour de France e Vuelta a España. Em desporto cada segundo conta, contar com um cronometrista de altíssima qualidade é essencial. Este patrocínio significa que a Tissot pode atrair um grande número de entusiastas do ciclismo comprometidos com a resistência e o desempenho. Esgrima Esgrima é finesse em movimento. Em 1996 tornou-se sócio da Fédération Internationale d'Escrime (FIE). A esgrima é um belo exemplo de tradição consagrada pelo tempo e precisão total, que são os pilares subjacentes da marca Tissot. A esgrima é um dos desportos mais antigos onde o tempo é crucial. A esgrima é uma escolha óbvia para uma empresa relojoeira e uma ilustração perfeita do ditado da Tissot “Inovação por Tradição”. Os campeões de esgrima precisam de grande destreza e capacidade de surpreender constantemente p seu oponente, para o deleite dos espectadores. É a beleza e a graça do gesto e do movimento que tornam a esgrima única e um parceiro tão especial para a Tissot. Torneio das 6 nações de Rugby Rugby é poder em movimento. Em 2013 Tissot torna-se o Cronometrista Oficial do RBS 6 Nations Championship, o maior campeonato anual de rugby do mundo. O Rugby demonstra muitos dos valores fundamentais que são partilhados na Tissot, como o trabalho em equipa, o respeito, a disciplina e o amor pelo desporto. Estes campeonatos são, portanto, a plataforma perfeita para a Tissot mostrar a sua experiência em temporização num ambiente emocionante e internacional, que ao mesmo tempo representa o espírito poderoso e assertivo da marca. Curiosidades Tissot Aqui estão alguns fatos interessantes sobre Tissot: - Os relógios Tissot foram usados ​​por Sarah Bernhardt, que escolheu Tissot como seu relógio de assinatura em 1900, e foi a primeira embaixadora de celebridades da Tissot. - O que Elvis Presley, Grace Kelly e Nelson Mandela têm em comum? Eram todos fãs dos relógios Tissot. - A sensação da música luso-brasileira dos anos 40, Carmen Miranda, também era conhecida por amar seus relógios Tissot - James Stewart usou um relógio Tissot no clássico Rear Window de Alfred Hitchcock de 1954 - Alec Guinness usa um Tissot no clássico britânico de 1955 The Ladykillers - Angelina Jolie usa um Tissot como a heroína em Lara Croft: Tomb Raider de 2003 - Vários personagens usam diferentes relógios Tissot durante a longa (2003-2013) série de comédia de sucesso Arrested Development - Tanto Brad Pitt quanto Angelina Jolie usam relógios Tissot no thriler de espionagem de 2005 Mr and Mrs Smith - Simon Pegg pode ser visto claramente a usar um Tissot T-Touch Expert Solar no filme de ação de 2015 Mission Impossible: Rogue Nation

  • Clube IPR = Espiral + Anuário + Turbilhão + ISOTPE + Serviços de relojoaria

    A partir de agora membros do Clube IPR passam a receber: -3 publicações de relojoaria em Portugal: Espiral do Tempo, Anuário de Relógios & Canetas e Turbilhão; - desconto de 15% nos relógios ISOTOPE; - descontos em alguns serviços de relojoaria anunciados no Directório dos Relojoeiros do IPR. Estas três publicações são de uma qualidade ímpar no mundo da relojoaria, tanto no conteúdo como na forma. Resultam de uma dedicação absoluta das suas equipas editoriais. E estão agora disponíveis para todos os membros do Clube IPR, residentes em Portugal ou no estrangeiro. Para além destas assinaturas os membros contam ainda com descontos em serviços de relojoaria em várias das relojoarias do Directório Nacional de  Relojoeiros, e acesso livre às sessões World Time, tal como 15% de desconto em todos os relógios da ISOTOPE.

  • Berthoud | 1800 | Prata

    Série: GRANGES MARCAS Por Sílvio Pereira - Relógio de Bolso. Datado da década de 1800. - Número de Série: 17553 - Manufactura: Berthoud - Calibre: Formato Dupla platina com galo à vista. S/ número - Protecção do movimento: Tampa protectora em latão. - Tipo de Escape: Palhetas de reencontro (verge). - Balanço: latão, com espiral plana.. - Reserva de Marcha: 30 horas - Frequência: 18000 A/h - Rubis: 0 - Material da caixa: Tripla em Prata - 0,935 pureza - Mostrador: esmalte sem imperfeições ou cabelos - Data do mês: ponteiro central. - Pequenos segundos: às 6 horas - Diâmetro da caixa: 54mm - Espessura: 23mm - Peso: 121,12 g - A mola real é accionada através de chave no mostrador ligada a um fuso que controla o tambor. - Ponteiros: Tipo Breguet. Accionados directamente através de chave pelo mostrador. - Numerais: Arábicos para as horas e calendário. Indexes para os minutos. - Vidro: Curvo em muito bom estado. - Numeração da tampa de caixa: 17553 FERDINAND BERTHOUD E A HISTÓRIA DE UMA GRANDE MARCA Fundada: 1753 Local de fundação: Paris, França Fundada por: Ferdinand Berthoud Sede atual: Fleurier, Suíça Propriedade: Chopard Group Nome oficial: La Chronométrie Ferdinand Berthoud A história da manufactura Ferdinand Berthoud começa no século XVIII quando o relojoeiro francês Ferdinand Berthoud conquistou oficialmente o título de Mestre Relojoeiro em 1753. Com esse título abre uma oficina, em Paris. Ferdinand Berthoud nasceu em 1727 na Suíça. Aos 14 anos, o seu irmão, Jean-Henry, aceita-o como aprendiz de relojoeiro em Couvet, onde também recebe uma sólida formação científica. Aos 18 anos começa a estudar relojoaria em Paris. Após alguns anos de treino e bolsa de estudos, é reconhecido como um relojoeiro verdadeiramente talentoso. Em 1752, apresenta à Academia de Paris um complexo relógio de equações do tempo. Uma peça considerada altamente engenhosa. Este torna-se o ponto de partida da sua carreira também como investigador. Aos 26 anos, em 1753, o rei francês ordena que Ferdinand Berthoud seja nomeado maître (mestre), o que lhe permite abrir sua própria oficina. Ocupa o cargo de Relojoeiro-Mecânico, por nomeação do rei, na marinha Francesa em 1770 e sucede no trabalho o pioneiro em cronómetros de marinha Henry Sully (1680-1729) juntamente com seu grande rival, Pierre Le Roy (1717-1785). Berthoud contribui para o desenvolvimento do cronómetro, tornou-se membro do Instituto Francês e foi eleito membro da Royal Society de Londres em 1764. .Entre outras obras, escreveu Essai sur l'horlogerie em 1763. É considerado um dos inventores do cronómetro de marinha que serve para determinar a longitude no mar necessária à navegação. Ferdinand entrega os negócios diários da sua oficina Em 1775, Ferdinand entrega o trabalho diário de sua oficina ao seu sobrinho Henry Berthoud, que já era responsável pela produção de relógios decorativos de alta qualidade e relógios de uso pessoal. Um momento importante na história da marca uma vez que, a partir deste momento, Ferdinand está menos envolvido na relojoaria. Isso dá-lhe ainda mais tempo para trabalhar nos seus livros, ensaios e pesquisas, e Henry continua na 'divisão de relógios'. Quando Henry morre em 1783, Ferdinand passa as rédeas para o seu outro sobrinho, Pierre-Louis Berthoud (conhecido como Louis Berthoud) que já o tinha ajudado na construção de relógios marítimos desde 1769. Em 1784, Louis Berthoud foi premiado com o título de “Aprendiz Relojoeiro-Mecânico da Marinha” após a entrega do primeiro relógio de bolso de longitude ao Príncipe das Astúrias, o futuro Rei Carlos IV de Espanha. Ferdinand Berthoud casa-se duas vezes. Primeiro com Mademoiselle Chati de Cean, depois com Mademoiselle Dumoustier de Saint Quentin. Não teve filhos. Por esse motivo, quando morre em 1807, o seu negócio é passado para seu sobrinho Louis. Louis Berthoud (1759-1813) que morre apenas seis anos depois. Os seus filhos Jean-Louis e Charles-Auguste assumem a empresa e, a partir daí, os seus relógios são fabricados com a assinatura “Berthoud Frères”. Charles-Auguste é o cérebro da empresa, como tal, após sua morte em 1876 a marca entra em coma. Chopard revive a marca Seguiriam vários outros proprietários da marca até 2006, quando a história de Ferdinand Berthoud tem um novo impulso. Chega aos ouvidos de Karl-Friedrich Scheufele, o co-presidente da Chopard, que existem planos de alguém interessado em relançar a marca. Scheufele é um membro da família Scheufele que dirige a Chopard desde 1963 e provavelmente andava à procura de novas oportunidades de negócios. Rresultado: a Chopard compra a marca e cria uma nova empresa. A divisão Chopards LUC desenvolve novos movimentos especialmente para Ferdinand Berthoud. Em 2015 a Chopard relança oficialmente a marca. A história de Ferdinand Berthoud: 1727 – (18 de março) Nascimento de Ferdinand Berthoud em Plancemont-sur-Couvet, Suíça. 1741 – Começa como aprendiz de relojoeiro em Couvet. 1745 – Muda-se para Paris para estudar relojoaria. 1752 – Apresenta um relógio de equação do tempo de caixa longa para o Academia de Paris. 1753 – Recebe o título de Mestre Relojoeiro atribuído pelo rei francês. 1763 – Escreve um de seus ensaios mais importantes. 1775 – Henry Berthoud começa a dirigir a oficina de Paris. 1783 – Henry morre e Louis Berthoud começa a administrar a oficina. 1807 – (20 de Junho) Ferdinand Berthoud morre em Grosley, França. 1807 – Louis Berthoud assume o negócio. 1813 – Louis Berthoud morre e seus filhos Jean-Louis e Charles-Auguste assumem o negócio. 1876 ​​– Charles-Auguste Berthoud morre, a marca entra em coma. 2006 – O Grupo Chopard compra a marca. 2015 – Chopard relança a marca. 2016 – Marca ganha o prêmio “Aiguille d'Or” Grand Prix no Grand Prix d'Horlogerie de Genève.

  • BOLETIM DO IPR

    2 de Jul de 2022 Grande parte da actividade relojoeiria acontece online, mas no IPR também gostamos muito de estar presencialmente com os entusiastas da relojoaria. Por esta razão continuamos a organizar a RODA mensal, uma conferência de relojoaria, sempre presencial. A próxima vai decorrer dia 15 de Jul, no Palácio Beau Séjour, será dedicada a Relógios Insólitos, e terá como conferencista Sílvio Pereira, um ex-Alfaiate do Tempo. Desta vez o habitual momento musical que antecede a conferência vai receber a cantora Esmeralda, acompanhada pelo nosso clarinetista residente: Fernando Pernas. A entrada é livre, mas sujeita a reserva através da seguinte ligação: Inscrições abertas: RODA | 15 de Julho | RELÓGIOS INSÓLITOS Temos também novidades acerca do Curso de Relojoaria Alfaiates do Tempo. Com o final do curso da segunda turma de Lisboa, vamos abrir uma nova turma em Setembro. Os membros da lista de espera vão ser contactados em Julho. Em Setembro vamos também abrir uma turma dos Alfaiates do Tempo no Porto, para esta turma temos ainda 3 vagas disponíveis, se estiver interessado pode saber mais informações e inscrever-se através da seguinte ligação: Alfaiates do Tempo - Porto Todos os relógios devem fazer revisões periódicas, pois bem, com os sitesacontece o mesmo. Por essa razão renovámos o nosso sítio da internet! Faça-nos uma visita e diga-nos o que lhe parece, aceitamos todo o tipo de sugestões e comentários. Gostava de nos contar as suas histórias? Conhece alguém que tem uma história interessante sobre relojoaria? Entre em contacto connosco através do seguinte e-mail: info@institutoportuguesderelojoaria.pt . Saudações relojoeiras, Nuno Margalha

  • Zenith | 1928 | Níquel

    Série: GRANDES MARCAS Por: Sílvio Pereira - Relógio de Bolso, Tipo Lepine. Datado de 1928. - Funções: Horas, minutos, segundos - Número de Série: 2824190 - Manufactura: Zenith - País - Suiça - Calibre: Formato Pontes clássicas. S/ número - Protecção do movimento: Guarda pó em aço. - Tipo de escape: Âncora Suiça. - Balanço: bimetálico termo-compensado com espiral Breguet. - Reserva de Marcha: 36 horas - Frequência: 18 000 A/h - Rubis: 15 - Material da caixa: Níquel - Mostrador: Aço com patine própria da idade - Pequenos segundos: às 6 horas. - Diâmetro da caixa: 46mm - Espessura: 10,7mm - Peso: 62,70g - A mola real e os ponteiros são accionada através da coroa às 12 h - Ponteiros: estilizados mistos em formato de sete o das horas e breguet o dos minutos. - Numerais: Arábicos para as horas. Arábicos para os intervalos de cinco minutos e indexes para os restantes. Segundos: Arábicos para os intervalos de dez e indexes para os restantes. - Vidro: Plexiglas Em óptimo estado. - Numeração da caixa e da tampa do gurada pó - 8005078 Apreciação geral - Relógio de uma das marcas mais importantes da relojoaria mundial, Muito bom estado de conservação. Funciona perfeitamente. HISTÓRIA DA ZENITH A Zenith, uma das mais antigas fábricas de relógios suíços do mundo, foi fundada em 1865 por Georges Favre-Jacot em Le Locle, município do Cantão de Neuchâtel. A precisão e a excelência é desde sempre uma matriz da Zenith Disponibilizados numa grande variedade de opções e estilos para vários gostos, os relógios Zenith são conhecidos pela sua alta precisão e exatidão, com a conquista de mais de 2.300 prémios. A precisão do Zenith Delfy El Primero No geral, a marca, famosa por fazer todos os seus movimentos internamente, é altamente apreciada pela sua qualidade excepcional e inúmeras conquistas técnicas inovadoras demonstradas nas suas mais de 300 patentes. Um pioneiro no fabrico de relógios modernos Georges Favre-Jacot Georges Favre-Jacot aprendeu relojoaria muito cedo e criou a Zenith sob o nome “Georges Favre-Jacot & Cie” quando tinha apenas 22 anos. Cidade de Le Locle, sede da Zenith cuja fábrica está assinalada ao centro com uma estrela Na época, os relógios eram normalmente feitos associando peças fabricadas em pequenas oficinas ou por artesãos independentes de vários locais, às vezes remotos, de uma região, um processo que muitas vezes se mostrava ineficiente e também limitava a precisão da cronometragem que poderia ser alcançada. Fábrica da Zenith em 1900 Relojoeiros da Zenith na fábrica em Le Locle em 1900 Fábrica da Zenith na actualidade Ao fabricar todos os componentes essenciais do relógio dentro da mesma instalação e produzir peças padronizadas que poderiam ser usadas de forma intercambiável para construir uma variedade de movimentos diferentes - em essência, criando uma das primeiras operações de relojoaria industrial - Favre-Jacot foi fundamental para introduzir a relojoaria no mercado. Publicidade de 1889 aos relógios de bolso A Zenith concentrou-se inicialmente apenas no fabrico de relógios de bolso de precisão. Mas no princípio de 1900, a empresa ramificou-se em vários produtos relacionados, incluindo relógios de mesa e relógios de pendulo. Mais tarde, entraria no mundo dos cronómetros marítimos e de voo e, claro, relógios de pulso. Surgimento da marca Zenith Ao procurar um nome para um movimento recém-desenvolvido em 1890, Favre-Jacot inspirou-se ao contemplar o deslumbrante conjunto de estrelas no céu noturno, que o fez lembrar-se das muitas partes interligadas do mecanismo de um relógio. Mecanismo de um relógio Como o seu último movimento tinha sido uma melhoria significativa em relação a todos os seus projetos anteriores, ele decidiu chamar-lhe Zenith – um termo que marca o ponto mais alto do globo celeste. Mais tarde, a empresa aludiu à inspiração astronómica do seu fundador adicionando uma estrela de cinco pontas ao seu logotipo. Marcos da empresa e inovações na relojoaria Embora a Zenith tenha sido sempre conhecida pelo fabrico de peças de alta precisão, a empresa passou por muitas mudanças ao longo de sua longa história. Aqui estão alguns dos anos marcantes da Zenith: 1900. Ganha o Grande Prémio da Exposição de Paris. Zenith no Grande Prémio de Paris de 1900 1903. Zenith ganha o primeiro lugar numa competição de precisão realizada pelo prestigioso observatório de Neuchátel. A partir desse ano, a empresa participou regularmente em Neuchátel, bem como em muitas outras competições de precisão, muitas vezes conquistando o primeiro lugar. 1911. Georges Favre-Jacot reforma-se e passa as rédeas da empresa para o seu sobrinho e genro, James Favre, que iniciou a expansão da Zenith internacionalmente, antes mesmo de assumir o cargo, fazendo turnés globais para comercializar relógios em toda a Rússia, Américas, Índia, China e Japão. De imediato, a Zenith começou a estabelecer filiais adicionais da empresa em Moscovo, Paris, Viena, Londres e Nova York. 1915. A Zenith começa a produzir o que hoje é sua oferta mais conhecida - relógios de pulso - e desempenha um papel altamente influente na indústria com cronógrafos, alarmes e a introdução da complicação dos segundos centrais, que agora é um recurso padrão em todos os relógios. 1969. Zenith juntamente com as empresas Mondia e Movado lançam o El Primero, o primeiro movimento de cronógrafo automático, que estava em desenvolvimento desde 1967. El Primero ainda é amplamente utilizado e muito apreciado ainda hoje devido ao seu funcionamento de 5Hz frequência que produz uma resolução de 1/10 segundo, permitindo maior precisão posicional do que a frequência padrão de 4 Hz. Nesse ano, a Zenith também começou a lançar relógios de uma linha intitulada simplesmente “El Primero” (todos contendo o movimento homónimo), que continua a ser uma das coleções mais populares da Zenith. 1971. A Zenith passa a ser totalmente controlada pela Zenith Radio Corporation, uma empresa sediada em Chicago que era, na época, a principal fabricante de componentes eletrónicos e de rádio nos EUA. A Zenith Radio Corporation pretendia eventualmente usar a Zenith para comercializar exclusivamente movimentos de quartzo, pois os movimentos mecânicos estavam rapidamente a perder popularidade entre os americanos durante esse período. 1978. A Zenith recebeu ordens para interromper completamente a produção de movimentos mecânicos e destruir todos os materiais e máquinas associados ao desenvolvimento de movimentos mecânicos. Charles Vermont Felizmente, Charles Vermot , o chefe do departamento de cronógrafos da Zenith que passou toda a sua carreira a rabalhar para a manufactura, rebelou-se contra a ordem e escondeu secretamente todos os projetos de design e todas as ferramentas e máquinas que podia no sótão do fabricante. O sótão e alguns tesouros que Charles Vermont salvou Se Vermot não o tivesse feito, o movimento El Primero ficaria irremediavelmente perdido para as gerações futuras. No final do ano, a empresa suíça Dixi adquiriu a Zenith e trabalhou com a fabricante de relógios Ebel para retomar a produção do El Primero. 1984. A Zenith volta a lançar relógios. 1999. Zenith adota um novo foco ao entrar no reino dos relógios de luxo, juntando-se a várias outras marcas de relógios de topo sob o conglomerado multinacional de artigos de luxo LMVH (Moët Hennessy Louis Vuitton SE). 2015. A Zenith celebra o 150º aniversário da sua fundação. Zenith Georges Favre-Jacot 150º Aniversary A Zenith passou por muitas mudanças de liderança e administração, mas sempre conseguiu sobreviver e até prosperar devido ao compromisso com a excelência. Hoje, a empresa é liderada pelo CEO Julian Tornare. Os modelos mais icónicos da Zenith El Primero / Chronomaster O primeiro Zenith "El Primero" de 1969 calibre 3019 Esta coleção de cronógrafos automáticos, caracterizada pelo lendário movimento El Primero, é uma das mais famosas da Zenith, com designs que vão do clean e clássico ao arrojado e vanguardista. El Primero de 36.000 A/h Em cima encontra-se o icónico El Primero 36.000 A/h , que é essencialmente uma versão atualizada do relógio El Primero original de 1969 da Zenith, com o mesmo mostrador tricolor. Atualmente, é disponibilizado em diâmetros de 38 mm e 42 mm e 6 variações de cores/estilos. El Primero grande data esquelitizado A linha El Primero / Chronomaster também contém muitos modelos esqueletizados que exibem espectacularmente o movimento de assinatura da Zenith. Em cima está o 45mm El Primero Grande Date Full Open, uma das ofertas mais complexas, com a inclusão de grandes complicações de data, lua e fase solar. É disponibilizado em 2 variações de cores. Elite Elite Classic Os relógios Elite da Zenith são conhecidos por estilos elegantes que normalmente são projetados mais finos do que os relógios de outras coleções da marca. A maioria dos relógios desta coleção contêm o calibre Elite, um movimento automático. Em cima encontra-se o Elite Classic de 39 mm, com um mostrador elegante e discreto numa caixa ultrafina. É disponibilizado em 6 variações de cores. Elite Classic Cronograph Aqueles que apreciam cronógrafos, mas procuram um visual mais refinado do que a linha Chronomaster oferece, têm como alternativa o Elite Classic Chronograph, que combina um calibre El Primero com designs subtis de submostradores, fabricados em 4 variações de cores. Piloto / Património Mesmo antes de desenvolver os seus famosos relógios cronógrafos, a Zenith já era amplamente conhecida como uma das favoritas na indústria da aviação, tanto pelos seus instrumentos de bordo como pelos seus relógios de piloto. A coleção Pilot apresenta homenagens aos estilos clássicos de aviação da empresa, com displays brilhantes, arrojados e de fácil leitura; caixas feitas de ouro, bronze ou aço envelhecido; e grandes coroas de cebola de inspiração vintage. Zenith Pilot Type 20 Extra Special Em cima está o 40mm Type 20 Extra Special, que é fortemente inspirado num relógio de bordo Zenith projetado para aviões franceses em 1939. Pode ver-se facilmente como os grandes ponteiros de catedral e o impressionante mostrador luminescente teriam sido extremamente úteis para os primeiros pilotos, mas esses elementos de design também criam um belo relógio vintage que qualquer colecionador se orgulharia de possuir. Fãs famosos da Zenith Zenith Academy Minute Repetear Não é de surpreender que os relógios Zenith, apreciados por inúmeros conhecedores de relógios em todo o mundo, também tenham sido apontados como favoritos de várias figuras proeminentes ao longo da história, como: 1. Mahatma Gandhi. Enquanto liderava o movimento não violento pela independência da Índia, Gandhi viveu uma vida austera centrada na oração e na meditação, possuindo muito pouco em termos de bens pessoais. Mas entre seus poucos pertences valiosos estava um relógio de bolso de prata Zenith, que ele recebeu de presente da sua amiga Indira Nehru, que se tornaria a primeira (e até agora, única) primeira-ministra da Índia. Durante anos, o relógio de bolso foi um dos pilares do dia-a-dia de Gandhi — em particular, ele apreciava a função de alarme, que usava para o lembrar da sua programação diária de oração. Zenith Mahatma Gandhi Watch 2. Luís Blériot. Em 25 de julho de 1909, Blériot, um aviador, inventor e engenheiro francês, tornou-se a primeira pessoa a cruzar o Canal da Mancha. Durante o seu voo histórico de 37 minutos e 40 km, que começou em Calais, na França, e terminou em Dover, na Inglaterra, Blériot usou um relógio Zenith. Mais tarde, foi citado como um cliente “regular” da Zenith, proclamando que poderia “recomendar [a marca] para pessoas que procuravam a precisão”. Zenith Louis Bleriot Watch 3. Félix Baumgartner. Em 14 de outubro de 2012, quando o paraquedista austríaco Baumgartner saltou de um balão de hélio para realizar uma queda livre de 4 minutos e 20 segundos da estratosfera para a Terra, estava a usar o El Primero Stratos Flyback Striking 10th da Zenith. Naquele dia, bateu 3 recordes mundiais: 1) Primeira pessoa a quebrar a velocidade do som em queda livre; 2) Voo de balão ocupado mais alto; e 3) Maior queda livre. Apesar das tremendas mudanças na pressão e temperatura experimentadas durante o outono devido às mudanças de aceleração e altitude, o fiel relógio Zenith de Baumgartner continuava em perfeito estado de funcionamento quando pousou de pára-quedas com segurança no Novo México. Felix Baumgartner e o seu El Primero Stratos Flyback Striking 10th da Zenith

  • World Time - José Miranda ISOTOPE Sábado 20 Fev - 22h

    O World Time é já no próximo sábado às 22h. Esta sessão conta com a presença de José Miranda da ISOTOPE. A sessão será por zoom e de entrada livre. Vamos falar do processo de criação da marca e de todos os desafios na concepção de novos modelos de relógios. Embora a entrada seja livre é necessário uma inscrição prévia.

  • I.W.C. | 1899 | Prata

    Série: GRANDES MARCAS Por: Sílvio Pereira - Relógio de Bolso tipo Lepine. Datado de 1899 - Funções: Horas, minutos, segundos - Número de Série: 215779 - Manufactura: International Watch, Cº. - País - Suiça - Calibre: Formato Três quartos de platina. S/ número - Protecção do movimento: Guarda pó em prata. - Tipo de Escape: Âncora Suiça - Balanço: Bimetálico termo-compensado, com espiral Breguet - Reserva de Marcha: 36 horas - Frequência: 18000 A/h - Rubis: 13 - Material da caixa: Prata - 0.900 - Mostrador: esmalte com pequenos cabelos - Pequenos segundos: às 6 horas - Diâmetro da caixa: 52.9mm - Espessura: 17,10mm - Peso: 113,27g - A mola real é accionada através de coroa às 12 horas. - Ponteiros: Tipo Breguet. Accionados pela coroa. Pino para libertar a tige. - Numerais: Arábicos para as horas. Indexes para os minutos. Segundos: arábicos nos intervalos de 10 e indexes para os restantes. - Vidro: Em óptimo estado. - Numeração da tampa de caixa: 232877 Apreciação geral - Relógio de uma das marcas mais importantes da relojoaria mundial em excelente estado de conservação. Funciona perfeitamente. Outros exemplares da colecção I.W.C. |1939 | Aço HISTÓRIA DA I.W.C. (International Watch Cº.) O princípio de tudo Para a IWC tudo começou em 1868 com o engenheiro e relojoeiro Americano Florentine Ariosto Jones, que decidiu deixar os EUA e viajar para a Suíça à procura de novas e melhores oportunidades de negócios. Basicamente, queria evitar o custo da mão de obra no seu país de origem e usar mão de obra mais acessível na Suíça. Pouco tempo depois, fundou a International Watch em Schaffhausen, onde aproveitou a força das águas do rio Reno para alimentar as suas máquinas. Com as suas raízes americanas, a IWC tornou-se um nome familiar na indústria relojoeira suíça. História da Marca Florentino Ariosto Jones era um homem que tinha um plano. Jones nasceu em New Hampshire em 1841 e lutou na Guerra Civil Americana. Após a guerra, começou a trabalhar na E. Howard & Co, fabricante de relógios com sede em Boston. Iniciou aí a sua carreira, mas tinha um plano mais ambicioso para o futuro. O plano era encontrar um local na Suíça para montar uma fábrica e iniciar a produção de relógios. Trouxe máquinas modernas do outro lado do oceano e formou trabalhadores suíços altamente qualificados para as poderem operar. A ideia, a princípio, era produzir movimentos e peças de relógios de alta qualidade para o mercado americano a um preço muito competitivo. Isso deveu-se principalmente ao menor custo de mão de obra na Suíça. Primeiro procurou o local certo nos cantões Suíços de língua francesa, mas não conseguiu encontrar um que se ajustasse perfeitamente às suas necessidades. Fábrica da IWC em Schaffhausen Os primeiros dias da marca IWC Quando Jones conheceu Johann Heinrich Moser – um relojoeiro e fabricante de Schaffhausen, no leste da Suíça – tudo se encaixou. Moser, um pioneiro na indústria, acabava de estabelecer uma central hidráulica movida pela força das águas do Reno. Esta estrutura fornecia energia barata e Jones viu a oportunidade e decidiu estabelecer a base de operações da International Watch Company (IWC) perto desta central hidráulica de energia nas margens do rio. Uma boa reputação não é sinónimo de impostos mais baixos Grupo de relógios de bolso com o calibre Jones Jones criou logo um estatuto, tanto para si como para a IWC com a introdução do avançado “calibre Jones” para relógios de bolso. Infelizmente, ter uma boa reputação por si só não era suficiente. O seu plano de exportar para os EUA não gerou receita suficiente, principalmente devido às altas taxas de importação dos EUA. Como resultado, a empresa faliu, tornando o credor Schaffhausener Handelsbank o seu novo proprietário. Em 1874, o banco converteu a IWC numa sociedade anónima, que também não duraria muito. Em 1880 a empresa faliu mais uma vez. Foi nesse momento que Johannes Rauschenbach comprou a empresa e conduziu com sucesso a IWC para águas mais calmas. Foi também a época em que a filosofia “Probus Scafusia” foi introduzida. A frase latina representa a excelência comprovada do produto Schaffhausen da empresa. Selo IWC Schaffhausen Probus Scafusia Os muitos nomes por trás da marca IWC Certamente houve uma série de mudanças significativas ao longo da história da marca IWC. Muitas gerações de Rauschenbachs lideraram os negócios da família. O último membro da família Rauschenbach responsável pela empresa foi Hans Ernst Homberger. Devido à crise do quartzo, preços crescentes do ouro e um dólar fraco, foi forçado a vender a IWC à empresa alemã VDO Adolf Schindling AG em 1978. Tanto a Jaeger-LeCoultre como a Lange Uhren GmbH estiveram, em certos alturas das suas histórias, sob propriedade da VDO. Mais tarde, em 1991, a VDO fundiu-se com a multinacional Mannesmann. A gigante das telecomunicações, Vodafone, comprou a Mannesmann no ano 2000. Pouco tempo depois, a Vodafone vendeu a IWC e outras marcas de relógios ao conglomerado suíço de relógios Richemont. Sob as asas da Richemont, a IWC iniciou uma segunda vida muito mais dinâmica. Homenagem a Pallweber Edição 150 Anos Ref. IW505002 O lado material da IWC O espírito de inovação sempre foi um elemento importante na IWC e, em 1885, foi esse espírito que levou à criação de relógios de bolso revolucionários com indicação digital. Estes relógios foram uma invenção do Sr. Pallweber e foram produzidos pela IWC. Hoje em dia, estes peculiares relógios de bolso IWC com mostrador esmaltado tornaram-se itens de colecionador raros e muito procurados. Porsche Design 1980 Titan Chronograph Outro destaque da história da marca IWC é a criação mundial do primeiro relógio de pulso todo em titânio. Projetado por FA Porsche e produzido em 1980 pela IWC. O relógio Pilot da IWC Mark XI Vamos começar a análise da coleção da IWC com os seus Relógios Pilot. A história da aviação da IWC começa em 1936, quando lançaram seu primeiro relógio de pulso projetado especialmente para pilotos. É um relógio equipado com uma caixa interna antimagnética para manter o movimento a salvo de campos magnéticos perturbadores. O grande “Beobachtungsuhr”, que hoje conhecemos como o Big Pilot's Watch, apareceu pela primeira vez em 1940. O Mark XI, muito menor, foi lançado em 1948. Um relógio que serviu lealmente os pilotos ingleses da RAF durante mais de 30 anos. Tempo suficiente para garantir o seu estatuto de culto. Todos os relógios clássicos para a aviação da IWC são, antes de tudo, instrumentos técnicos de cronometragem para os pilotos que os usam. Os seus mostradores preto e branco ultra-legíveis sublinham esse fato. O Mark XII é outro excelente exemplo da sua estética rígida e funcional. Pilots modernos Referência Doppelcronógrafo IW3713 Os relógios Pilot modernos são alguns dos modelos IWC mais populares. O Relógio Big Pilot é provavelmente o número um da lista. É um dos modelos IWC mais conhecidos e admirados atualmente. A reinterpretação do clássico “Beobachtungsuhr”, a referência 5002, foi lançada em 2002. Outros relógios apetecíveis ​​e muito procurados são o Fliegerchronograph e o Doppelchronograph dos anos 90 e 2000. Para quem é apreciador dos XXL, o Relógio Heritage Big Pilot (48 mm) e o Relógio Heritage Big Pilot (55 mm) são os mais entusuasmantes. IWC Big Pilot’s Watch 43 TOP GUN Ceramic Realmente arrojados e coloridos são os modelos Top Gun que chegaram ao mercado pela primeira vez em 2006. Mais exuberantes do que nunca, esses relógios visam um novo público-alvo que quer mais do que apenas funcionalidade em preto e branco. O Big Pilot Ref. IW501015 Na coleção atual, destaca-se o relógio Big Pilot's 43 esguio, assim como o relógio Big Pilot's verde IW501015 e o complicado Big Pilot Perpetual Calendar. Tecnologia em primeiro lugar para o Ingenieur Publicidade ao Ingenieur A caixa interna antimagnética que estreou nos relógios de aviação da marca também foi bem aproveitada na linha Ingenieur da IWC. Este relógio altamente técnico foi lançado em 1955. Mas foi o conceituado designer Gérald Genta, que tornou o relógio famoso. A sua criação dos anos 1970 chamada “Ingenieur SL”, tem um visual clássico de Genta que tem muito em comum com as suas outras criações famosas. O Ingenieur SL tem uma luneta plana, semelhante a uma vigia, com cinco entalhes perfurados em redor, no verdadeiro estilo Genta. Também possui uma pulseira de metal integrada. Ingenieur Ref. 3227 O Ingenieur 3227 (produzido de 2005 a 2009) foi o primeiro da nova linha de relógios Ingenieur da IWC, com um design vagamente baseado no modelo Ingenieur SL dos anos 70. O Ingenieur Reference 3239 introduzido em 2013, fazia parte de uma coleção que também manteve este design Genta bastante apelativo. Infelizmente, a IWC descontinuou essa coleção específica dos Ingenieurs. Ingenieur automático carbono A atual família Ingenieur remonta ao design original, um pouco mais redondo, dos anos 50. Poder-se-ia pensar que o Ingenieur seria o relógio escolhido para a equipe Mercedes AMG Petronas de Fórmula 1 patrocinada pela IWC, mas Lewis Hamilton e Valtteri Bottas promovem os relógios Pilot da marca, inviabilizando assim a escolha da escuderia. Fazendo ondas com o IWC Aquatimer Aquatimer Um fabricante de relógios não é uma verdadeira manufactura sem um relógio de mergulho. Talvez seja por isso que a IWC introduziu o seu Aquatimer em 1967. Embora fossem mais prováveis ​​razões comerciais que motivaram a decisão da marca, mas não importa. Qual é o relógio de mergulho IWC mais famoso? The Deep One? Provavelmente. O Deep Two? Também interessante. Ou o Deep Three? Com os seus 48,3 mm provavelmente o maior IWC de todos os tempos. Mas, de alguma forma, não seria justo rotular qualquer um desses três modelos como o “relógio de mergulho mais famoso da IWC”. Porsche Design IWC Ocean 2000 calibre 3500 Outro bom candidato ao título pode ser o Porsche Design de titânio de 1982 da IWC Ocean 2000 calibre IW35000. Mais modernos, mas ainda interessantes, os modelos do Aquatimer são os calibre IW323101 da Coleção Vintage 2008 que é fortemente influenciada pelo design do relógio original dos anos 1960. Além do Aquatimer Chronograph Edition “Ilhas Galápagos” (Ref. IW379504) e do Aquatimer Chronograph Edition “Expedition Charles Darwin” (Ref. IW379503). A conclusão a que chegamos é que a IWC simplesmente não é uma marca conhecida pelos seus relógios de mergulho. É só uma opinião, alguns provam ser bastante interessantes por si só, mas nenhum deles é tão icónico da marca como os seus relógios Pilot. Inovação e invenções no típico estilo Da Vinci Da Vinci. Calendário perpétuo e cronógrafo calibre 3750 A fonte de inspiração para o modelo original de Da Vinci em 1985 foi um esboço de Leonardo Da Vinci. O génio renascentista desenhou um bastião circular baseado em anéis de fortificação concêntricos, com fossos de água entre os anéis. Todas as versões do Da Vinci – tanto a original como a mais recente – acompanham esse design inconfundível. Os anéis concêntricos criam um layout de mostrador elegante e abrigam uma série de complicações em todos os modelos da linha Da Vinci. Da Vinci. Calendário perpétuo e cronógrafo calibre IW392101 O Da Vinci é a coleção mais luxuosa e opulenta fabricada pela IWC. Historicamente, o Calendário Perpétuo é o modelo mais icônico da coleção Da Vinci. O mestre relojoeiro Kurt Klaus inventou e construiu um mecanismo de calendário perpétuo, projetado para colocar sobre um movimento de cronógrafo. O Calendário Perpétuo Da Vinci Referência 3750 foi o primeiro movimento do mundo programado mecanicamente para os próximos 500 anos e ajustável simplesmente girando a coroa. Uma maravilha mecânica numa caixa distintamente ao estilo anos 80. O senhor de Portofino Portofino Agora chegamos ao segmento de inspiração italiana da história da marca IWC. O nome Portofino está ligado a uma famosa cidade do litoral da riviera italiana, que ficou famosa pelos seus visitantes do jet set. O nome faz pensar em águas cristalinas do Mediterrâneo, casas antigas coloridas e “sprezzatura”. O olhar despreocupado estudado que caracterizam os elegantes e invejados homens italianos. Inspirada por este conceito, a IWC produziu uma série de relógios sob o nome. Os relógios da coleção Portofino mostram o lado mais formal da IWC. O IWC Português — à frente do seu tempo IWC Português calendário anual O nome deriva dos dois empresários portugueses, Rodrigues e Teixeira, que visitaram a sede da IWC em Schaffhausen e propuseram o desenvolvimento de um grande relógio de pulso em aço inoxidável com um movimento que pudesse corresponder à precisão de um cronómetro marítimo. Para alcançar a legibilidade perfeita e a mais alta precisão, a única maneira de dar vida à sua visão era colocar um movimento de relógio de bolso dentro de uma caixa de relógio de pulso. Com um diâmetro de 43 mm, o primeiro Português era considerado enorme em comparação com os relógios de pulso populares em 1939. Naquele tempo, em geral, um relógio não era muito maior que 33 mm e o Português também não se parecia em nada com os relógios de estilo Art-Deco daquela época. Em 1993, a IWC introduziu um novo Português de edição limitada. Este modelo marcou o ponto de partida da moderna coleção Português. Juntamente com os relógios de Pilot, o Português é uma das principais coleções da IWC. O Português Automatic - com a sua reserva de marcha de 7 dias, algarismos arábicos aplicados e ponteiros em forma de folha - é definitivamente a espinha dorsal da coleção. O Calendário Perpétuo Português e o Calendário Anual Português mostram o lado complicado da IWC de uma forma elegante. Avançando com os movimentos IL Destriero Scafusia Do lado dos movimentos, a IWC nunca foi líder em termos de inovação, ao contrário de outros fabricantes suíços da alta relojoaria. Mas depois do Calendário Perpétuo Da Vinci de 1985, as coisas começaram a mudar na fábrica de Schaffhausen. O “Grande Complication”, o ainda mais complicado “Il Destriero Scafusia” e o “Doppelchronograph”, com um módulo desenhado por Habring a partir da década de 1990, foram exemplos brilhantes da experiência de movimento da marca. Calibre IWC 5000 Não o foi até ao ano 2000 quando a IWC lançou o seu Calibre 5000 automático de fabrico interno. Um movimento inteiramente projetado, fabricado e montado na manufactura da IWC. Usando o sistema Pellaton, proprietário da IWC, este movimento automático de 8 dias marca o nascimento da marca baseada em Schaffhausen como fabricante de movimentos. O IWC mais pesado pesa 4,4kg e é feito de papel Livro IWC Schaffhausen — Engineering Time since 1868 Quatro quilos e quatrocentas gramas, 536 páginas e com mais de 500 fotos e ilustrações. “IWC Schaffhausen — Engineering Time since 1868” conta a história da IWC de uma forma pouco ortodoxa. Isso porque a IWC pediu ao cartonista Enki Bilal e ao autor de best-sellers espirituais Paulo Coelho para contribuir. Bilal ilustra os seis contos de Paulo Coelho correspondentes às diferentes famílias de produtos, criando assim um livro dentro de um livro. Manfred Fritz foi a escolha da IWC para liderar este importante projeto. Fritz não é apenas o ex-editor-chefe do jornal alemão Rhein-Neckar-Zeitung, mas também é o autor do livro “Die Grande Complication von IWC” de 1991. Outra leitura obrigatória para os aficionados da marca que desejam ler mais sobre a história da IWC. O livro não é uma enciclopédia da marca, mas uma história jornalística acessível complementada com literatura e arte. “IWC Schaffhausen. Engineering Time since 1868” está disponível em alemão, francês e inglês e pode-se ser adquirido online. Por cerca de € 170, este não é apenas o IWC mais pesado de todos os tempos, é também o mais acessível!

  • Longines, Saint-Imier | 1984 | Bronze

    (Edição comemorativa dos 1100 anos da cidade de Saint-Imier. Nº 165/1100) Série: GRANDES MARCAS Por: Sílvio Pereira - Relógio de Bolso rectangular comemorativo dos 1100 anos da cidade de Saint Imier. Datado de 1984 - Funções: Horas (ponteiro único). - Número de Série: 55144938 - Manufactura: Longines Watch Co. - País - Suíça - Calibre: Formato pontes clássicas. Nº L.847.4 - Protecção do movimento: Verso em vido de safira.. - Tipo de Escape: Âncora Suíça - Balanço: Glucydur, com espiral plana - Reserva de Marcha: 36 horas - Frequência: 21600 A/h - Rubis: 17 - Material da caixa: Bronze - Mostrador: aço c/ numerais e um símbolo de um Sol no centro, em ouro, sem imperfeições - Pequenos segundos: Não tem - Caixa rectagular. Dimensões: 54 X 41mm - Espessura: 6mm - Peso: 95,38g - A mola real é accionada através de coroa às 12 horas. - Ponteiros: Minutos não tem. Horas em ouro. Numa extermidade em forma de flor, na outra meia lua. Accionado pela coroa. - Numerais: Romanos em ouro. - Vidro: Safira - Numeração da caixa: Não tem Apreciação geral - Relógio de edição limitada (Nº 165/1100), comemorativo dos 1100 anos da cidade Suíça de Saint-Imier sede da manufactura Longines. O mostrador é uma réplica perfeita do relógio da torre de Saint-Martin monumento icónico da cidade de Saint-Imier De salientar que na construção deste relógio trabalharam diversos artesãos de várias áreas, todos da região de Saint-Imier, cujos nomes e áreas de intervenção constam no verso do certificado de origem Cidade de Saint-Imier com a fábrica da Longines à direita da Imagem rodeada de longos prados que deram o nome à marca A icónica torre de Saint-Martin com o seu característico relógio de ponteiro único reproduzido nesta edição comemorativa Outros exemplares da colecção Longines | 1870 | Prata HISTÓRIA DA LONGINES O início de tudo A indústria relojoeira Suíça era muito diferente no início do século XIX em relação ao que é hoje. Os componentes individuais eram normalmente feitos em casas particulares na região de Jura, na Suíça. Cada família geralmente especializava-se no fabrico de um tipo de componente. Uma vez feitos, esses componentes eram recolhidos por escritórios comerciais chamados "comptoirs", o equivalente às marcas atuais, que eram também os responsáveis ​​pela montagem e vendas. As Comptoirs redistribuiam peças por relojoeiros individuais, que trabalhavam igualmente nas suas casas, para a montagem final. Esses relógios depois de montados eram então devolvidos aos comptoirs, que os distribuíam para venda. A este sistema chamava-se: “établissage”. August Agassiz A Longines foi fundada em 1832. O seu fundador Auguste Agassiz formou-se em negócios e trabalhou durante bastante tempo no setor bancário. Em 1832, ele e mais dois sócios, Henri Raiguel e Florian Morel (que eram cunhados) decidiram lançar a sua própria empresa relojoeira como sendo um comptoir na cidade de Saint-Imier. Nascia a parceria conhecida como Raiguel Jeune & Cie., que mais tarde se tornaria Longines. Pouco depois, estabeleceram sua própria fábrica para montagem final, iniciando assim o seu afastamento do modelo de comptoir. Agassiz tinha importantes ligações comerciais na América, que de imediato se tornou um grande mercado para os relógios montados pela Comptoir Raiguel Jeune & Cie. Eventualmente, Raiguel e Morel saíram da empresa ou reformaram-se e Agassiz assumiu o controle da comptoir. Ernest Francillon Entretanto, Agassiz foi forçado a reformar-se precocemente por problemas de saúde em 1850 e chamou o seu sobrinho, Ernest Francillon, em 1852 para tomar conta da empresa. Apesar de Agassiz ter permanecido como sócio até sua morte em 1877, Francillon fez inúmeras mudanças e modernizações. Em 1866, comprou um terreno ao sul de Saint-Imier e construiu uma fábrica numa área conhecida como les longines, os longos prados, de onde a empresa acabou por adoptar o seu nome em definitivo. Fabrica da Longines em Saint-Imier na actualidade Nesses primeiros dias da relojoaria, os movimentos típicos tinham escapes cilíndricos e a corda era enrolada com chaves. No entanto, Francillon decidiu cortar com este mecanismo arcaico de enrolamento da corda e, a partir de 1867, produziu apenas relógios com corda enrolada através da coroa. E foi em 1867 que Francillon trouxe Jaques David para ajudar a implementar a industrialização que Francillon estava tão empenhado em perseguir. David ficou encarregado da operação da nova fábrica – os equipamentos e sistemas mecânicos. Finalmente, 1867 foi também o ano em que a Raiguel Jeune & Cie. se tornou em definitivo Longines, em homenagem aos extensos prados onde se localizava a nova fábrica. Em 1876, Francillon enviou uma delegação, chefiada por David, à Feira Mundial de Filadélfia, onde observaram o que a indústria relojoeira americana estava a fazer em relação aos processos industriais de fabrico. A delegação trouxe para casa inúmeras ideias que foram implementadas na nova fábrica. Em 1880, a Longines tinha criado capacidade de produção suficiente para prescindir dos seus fornecedores de movimentos e cria-los todos internamente. Avançando para a primeira metade do século XX, grande parte da reputação da Longines veio dos seus relógios para o sector da aviação e o seu sucesso contínuo com temporizadores desportivos. A manufactura continuou a impulsionar a sua experiência em cronógrafos para conquistas cada vez maiores. Calibres e referências notáveis Calibre 20A O calibre 20A foi o primeiro movimento produzido na fábrica da Longines em 1867. Este calibre de 20 linhas foi premiado na Exposição Universal de Paris daquele ano. Apresentava um escape de âncora e um mecanismo de ajuste e enrolamento na coroa. Calibre 20H O calibre, o 20H foi o primeiro movimento cronógrafo da Longines, produzido em 1868. O ponteiro central dos segundos do cronógrafo era ativado – iniciado, parado e retorno a zero – através da coroa mono-pulsante. Calibre 19.73 O calibre 19.73 apareceu em 1890. Este cronógrafo de dupla face tinha um mostrador convencional de dois registos em formato vertical na frente e um taquímetro na parte de trás. O Cal. 19.73N, com o seu perfil mais fino, apareceu em 1909. Eventualmente, este calibre foi modificado, em 1922, para um cronógrafo de fração de segundos. No início da Segunda Guerra Mundial, este design foi modificado com a utilização de uma espiral mais forte, atingindo uma frequência de 50 Hz e, portanto, capaz de medir o tempo decorrido até 1/100 de segundo. Calibre 13ZN 1936 trouxe à luz do dia o calibre 13ZN que equipou vários cronógrafos. Foram produzidas várias versões deste calibre patenteado, algumas com contador de 30 minutos, outras com contador de 60 minutos. Calibre 22A O Calibre 22A foi o primeiro movimento automático produzido pela Longines, lançado em 1945. Calibre 340 com rotor descentralizado Em 1960 apareceu o Calibre 340, muito fino, com um rotor descentralizado no movimento de 3,45 mm de espessura. Esse facto deu início a uma família inteira de novos movimentos finos. Ultra-quartz Em 1969, a Longines anunciou o seu primeiro movimento de quartzo, o Ultra-Quartz, com visor analógico. A Longines afirmou que este movimento foi o primeiro quartzo pronto para produção em série. Em 1972, lançaram um relógio de display digital LCD, que consumia muito menos energia do que seus contemporâneos, os relógios LED. Calibre L990 Em 1977, a crise do quartzo estava em pleno andamento e a Longines respondeu ao desafio com o Calibre L990. Este relógio automático superfino com apenas 2,95 mm de espessura. Golden Leaf Em 1979, a Longines lançou o relógio de quartzo “fino como papel”, o Golden Leaf. Este tinha um display analógico e media apenas 1,98 mm. Longines Column-Wheel Chronograph O Longines Column-Wheel Chronograph surgiu há alguns anos, em 2009. O seu movimento é o calibre ETA A08.231, proprietário da Longines, a que a Longines deu o nome de L688. Relógio de ângulo horário de Lindbergh O relógio Hour-Angle de Lindbergh apareceu em 1931. Foi baseado num modelo Longines anterior que colocou em prática os conceitos de Philip van Horn Weems para um relógio com o objectivo de simplificar a navegação. O relógio Weems O relógio Weems apareceu em 1927, o mesmo ano em que Lindbergh voou sozinho através do Atlântico. A sua característica significativa era possuir um mostrador central giratório controlado com uma segunda coroa às quatro horas. O mostrador foi marcado em 60 divisões iguais para sincronizar os segundos em execução com um sinal de tempo de rádio transmitido. O relógio Lindbergh Lindbergh aproveitou o que aprendeu naquele voo transatlântico, combinou alguns dos conceitos de Weems com novos recursos e sugeriu o novo relógio à Longines. Este relógio tinha 47,5 mm de diâmetro, e o mostrador central de segundos e a luneta giravam calibrados em graus angulares. O relógio foi usado em conjunto com um sextante e um guia náutico para calcular a longitude. Versões modernas do relógio Weems Second-Setting e do relógio Lindbergh Hour-Angle estão disponíveis hoje. Ambos estão equipados com o calibre Longines L699 e ambos medem os 47,5 mm historicamente corretos. Participação em eventos desportivos O já mencionado Calibre 19.73, que foi lançado em 1890, foi muito da base para o envolvimento da Longines em desportos de competição. Este calibre foi modificado para um cronógrafo de fração de segundo em 1922 e, eventualmente, foi capaz de medir o tempo decorrido até 1/100 de segundo com a ajuda de uma espiral mais potente. Em 1938, os engenheiros da Longines produziam um enorme movimento cronógrafo de 24 linhas (54,14 mm) a ser usado especificamente para eventos desportivos. O princípio era: maior movimento, maior precisão. Várias versões deste calibre vieram a ser produzidas, incluindo uma cujo balanço oscilava em torno dos 50 Hz, permitindo cronometragem de 1/100 de segundo . Este temporizador foi produzido na década de 1970, então competindo com sucesso com temporizadores de quartzo. Chronocinégines Embora a Longines tenha desenvolvido o sistema de foto-finish baseado em quartzo, intitulado “chronocinégines”, em 1954, os responsáveis desportivos estavam mais inclinados em confiar nos temporizadores mecânicos. Calibre 260 Assim, os engenheiros da Longines continuaram a desenvolver o cronógrafo de fração de segundo durante a década de 1950. o resultado foi o calibre 260. O ponteiro dos segundos do cronógrafo circulava o mostrador em 30 segundos, em vez de 60, o que facilitou a capacidade do calibre de cronometrar eventos a 1/10 de segundo . Hoje em dia, a Longines é conhecida por ser o cronometrista oficial de vários eventos equestres, corridas de cavalos, tênis e ginástica. Estes incluem a Tríplice Coroa dos Estados Unidos e torneios de ténis como o Aberto da França. Longevidade do logotipo O logotipo da ampulheta alada Longines está presente, de uma forma ou de outra, desde 1867. A versão atual ao estilo Art Deco entrou em vigor em 1942. O nome da marca Longines foi registado no Notário Federal de Propriedade Intelectual da Suíça em 1880. O logotipo foi registado no mesmo Notário em 1889. Logotipos da marca ao longo dos anos O nome da marca e o logótipo foram arquivados no United International Bureaux for the Protection of Intellectual Property (que se tornaria a World Intellectual Property Organization) em 1893. Em suma, isso faz da Longines a marca mais antiga registrada na OMPI ainda hoje em actividade. Relação com a ETA Devido à sua história, a fama da Longines foi evoluindo com o desenvolvimento de movimentos especializados. Em 1971, a Longines foi comprada pela ASUAG, uma das empresas que se fundiram para se tornar a SMH e, posteriormente, o Grupo Swatch. Após a aquisição pela ASUAG, e posterior fusão da ASUAG com a SSIH, o fabrico de movimentos para o novo conglomerado foi transferida para a Ebauches SA e depois para a ETA SA quando as duas se fundiram. No entanto, a Longines continuou a produzir movimentos in house e o resultado foi a produção de vários movimentos próprios da Longines ao longo dos anos. Atualmente, existem quatro em produção, incluindo o A08.231 mencionado acima, com o maior tempo de espera para a sua aquisição. Versões Atuais Conquest Classic Os notáveis lançamentos atuais ​​incluem a coleção Conquest Classic e os modelos Avigation Oversize Crown. Os cronógrafos Conquest Classic usam o movimento L688 e remontam aos dias anteriores dos relógios de estilo clássico. Avigation Oversize Crown Os modelos Avigation Oversize Crown têm um estilo muito semelhante ao dos relógios piloto dos anos 40. Existem três versões, um modelo de três ponteiros, um modelo GMT e um cronógrafo mono-pulsante de dois registos. O Chrono abriga o movimento L788, que também é usado no Avigation Watch tipo A-7 de design clássico. Avigation tipo A-7 O Avigation tipo A-7 apresenta um mostrador virado para uma orientação de 45 graus com as asas e com o mono-pulsador/coroa nas 12:00h. Isto permite que o utilizador tenha uma melhor visão do relógio sem tirar a mão do volante, manche ou outros controles do veículo que esteja a pilotar. O futuro O futuro a curto prazo da Longines é a consolidação da sua posição no Swatch Group, que neste momento se encontra de ótima saúde, com novos modelos fabulosos. Um indicador dessa saúde é o facto de terem continuado a crescer durante a situação económica que tem assolado o mundo nos últimos anos. A Ásia e os EUA continuam a ser mercados fortes, e parece que vamos ouvir o nome Longines durante bastante mais tempo. Heritage Conquest

  • Vacheron & Constantin | Repetição de Quartos e Horas | 1832 | Ouro 18Kt

    Série: GRANGES MARCAS Por Sílvio Pereira Relógio de Bolso tipo Lepine. Datado de 1832 Funções: Horas, minutos, repetição de horas e quartos Número de Série: 36584 Manufactura: Vacheron & Constantin País - Suiça Calibre: Formato Pontes serpentinas ou radiantes. S/ número Protecção do movimento: Guarda pó em ouro de 14Kt. Tipo de Escape: Cilindro Balanço: Bimetálico, com espiral plana Reserva de Marcha: 30 horas Frequência: 18000 A/h Rubis: 4 Material da caixa: Ouro de 18 Kt Mostrador: esmalte sem imperfeições ou cabelos Pequenos segundos: Não tem Diâmetro da caixa: 44mm Espessura: 12mm Peso: 55,20g A mola real é accionada através de chave no movimento ligada ao tambor Ponteiros: Tipo Breguet. Accionados por chave directamente através do movimento Numerais: Romanos para as horas. Indexes para os minutos Vidro: Em óptimo estado Numeração da tampa de caixa: 36584 Apreciação geral - Relógio de uma das marcas mais importantes e mais antigas da relojoaria mundial, em óptimo estado geral de conservação atendendo ao facto de ter 190 anos de idade. Em perfeito estado de funcionamento. Outros exemplares da colecção Vacheron & Constantin | 1907 | Prata A história da Vacheron Constantin A empresa em que se tornaria a Vacheron Constantin foi fundada em Genebra, Suíça, por Jean-Marc Vacheron em 1755. A tradição relojoeira de Genebra Durante o século 16, Genebra foi construindo a sua reputação como um importante centro relojoeiro da Europa. A área era excepcionalmente rica em talento artesanal e know-how, mas uma das principais razões para a implantação desta industria nesta parte do globo era principalmente política. Depois do estabelecimento do teólogo e pastor francês João Calvino em Genebra em 1541, a cidade tornou-se um refúgio para os seus seguidores e outros protestantes. Consequentemente, os protestantes que fugiam da perseguição religiosa procuraram refúgio na área de Genebra. Com o tempo, a influência da cidade cresceu a ponto de ser amplamente considerada a “ Roma Protestante ”. Assim, imigrantes protestantes franceses, ingleses, alemães e italianos, bem como cidadãos de outras partes da Suíça, afluíram a Genebra. Muitos eram artesãos habilidosos que enriqueceram profundamente a cultura e as tradições locais desta cidade. Um marco extraordinário na cultura de Genebra foi a “ fabrique genevoise ” – a indústria relojoeira de Genebra. Relógios habilmente trabalhados foram produzidos em oficinas particulares em toda a cidade, cada uma liderada por um Maître (“Mestre”). Esboço de Saint-Gervais em 1700; imagens cortesia da Vacheron Constantin Muitos relojoeiros e joalheiros trabalhavam no bairro de Saint-Gervais , em Genebra. As fábricas de relógios eram geralmente localizadas nos andares superiores das casas para receberem a iluminação natural ideal para tarefas complexas de relojoaria. As salas iluminadas e altas, reservadas aos especialistas em relógios, foram apelidadas de “armários”, de modo que os artesãos que trabalhavam na relojoaria eram conhecidos como “cabinotiers”. Aqueles que procuravam uma carreira na indústria geralmente pretendiam tornar-se etablissuers ou mestres relojoeiros (“ maîtres horloger” ). Etablissuers compravam as peças em oficinas especializadas, montavam-nas em relógios e, depois de acabados, vendiam-nos ao público. Os Mestres Relojoeiros eram especialistas, dedicando as suas vidas a aperfeiçoar o ofício de um ou alguns componentes de relógios. Oficina da Família Vacheron Jean-Marc Vecheron Aos vinte e poucos anos, Jean-Marc Vacheron já era um mestre relojoeiro realizado. Assim, em 1755, com apenas 24 anos, Vacheron fundou sua própria oficina independente. Pouco depois, contratou o seu primeiro aprendiz, Esaïe Jean François Hetier. De fato, o contrato de aprendizagem entre Vacheron e Hetier, assinado em 17 de setembro de 1755, é considerado a “certidão de nascimento” oficial da empresa. Como muitas empresas relojoeiras pioneiras, a oficina Vacheron começou por produzir principalmente relógios de mesa, parede e relógios de bolso. Primeiro relógio de Bolso produzido por Vacheron O mais antigo relógio conhecido criado pela Vacheron foi um elegante relógio de bolso prateado de 1755 assinado com o seu nome. A oficina tornou-se conhecida por desenvolver relógios de bolso de beleza excepcional, desde as caixas, guarda pós até aos próprios movimentos. Em 1785, Vacheron entregou a oficina ao seu filho Abraham. Abraham era talentoso nos negócios e na diplomacia, bem como na relojoaria. Habilmente manteve a oficina em pleno funcionamento, apesar das dificuldades consideráveis ​​durante a Revolução Francesa. Abraham também fez questão de partilhar o seu conhecimento e experiência com seu próprio filho, Jacques-Barthélemy Vacheron, mantendo forte a tradição relojoeira da família. No final do século XVIII, as oficinas da Vacheron desenvolveram muitas inovações, incluindo algumas das primeiras complicações de cronometragem. Na relojoaria, uma complicação é qualquer função adicional além da exibição de horas e minutos. Acima, é mostrado um movimento de relógio de parede construído em 1790, assinado “Vacheron à Genève” que apresenta uma complicação de dia-data. Observe-se as belíssimas gravuras ornamentais “arabescos”, evidência de que o detalhe sofisticado era típico dos movimentos da Vacheron já naquela época. Aventurando-se além das fronteiras suíças Em 1810, Jacques-Barthélemy Vacheron assumiu a liderança dos negócios da família. Sob seu comando, a empresa continuou a explorar novas complicações e outras inovações históricas. Por exemplo, as oficinas da Vacheron começaram a produzir relógios que tocavam música – até com duas melodias diferentes à escolha! Jacques-Barthélemy também coordenou as primeiras exportações das oficinas da Vacheron, fornecendo relógios Vacheron a compradores em França e Itália. Alguns desses compradores foram incrivelmente influentes, o que ajudou a impulsionar o nome Vacheron no exterior. Um cliente particularmente poderoso da Vacheron foi o príncipe Charles-Albert de Carignano. Charles-Albert mais tarde tornou-se rei da Sardenha, e seu filho, Victor Emmanuel II , foi o primeiro rei de uma Itália unida. Nome e lema da Vacheron Constantin Francois Constantin Em 1819, Jacques-Barthélemy Vacheron decidiu que partilhar a liderança com um parceiro de confiança beneficiaria muito o negócio da família. Escolheu François Constantin, um empresário astuto que também nutria uma profunda paixão e apreço por relógios finos. A empresa era então conhecida como “Vacheron & Constantin” e mais tarde simplesmente como “Vacheron Constantin”. Graças ao talento de Constantin para encontrar novos mercados lucrativos, a esfera de influência da marca cresceu constantemente. Trabalhou incansavelmente, viajando continuamente durante mais de três décadas na procura de novos clientes e oportunidades de marketing para a Vacheron Constantin. Os esforços diligentes de Constantin e Vacheron para expandir a base de clientes de sua marca rapidamente obtiveram resultados. Na década de 1830, a Vacheron Constantin foi abrindo escritórios de vendas nos Estados Unidos, Brasil e Cuba. Assim como Jacques-Barthélemy e os seus ​​ancestrais Vacheron, Constantin acreditava profundamente na procura da perfeição e melhoria constante. Essa filosofia de princípio ficou imediatamente aparente numa carta comercial inicial que Constantin enviou a Jacques-Barthélemy, datada de 5 de julho de 1819. Um sentimento em particular desta carta captou perfeitamente o espírito da empresa: “Faça melhor se possível e isso é sempre possível. ” Na verdade, esse tornar-se-ia mais tarde o lema oficial da empresa Vacheron Constantin. Avanços técnicos através do pantógrafo de Leschot A Vacheron Constantin era conhecida há muito tempo pelo estilo imbatível e pela arte decorativa. No entanto, durante o século XIX, a marca também foi ganhando reconhecimento pelos consideráveis ​​méritos técnicos dos seus relógios. Em 1839, a Vacheron Constantin contratou o engenheiro Georges-Auguste Leschot para ajudar a melhorar os seus métodos de produção. Leschot desenvolveu instrumentos inovadores que revolucionaram a relojoaria, não apenas para a Vacheron & Constantin, mas para a indústria suíça como um todo. Uma das invenções mais conhecidas de Leschot foi o pantógrafo, uma máquina que permite aos relojoeiros reproduzir com precisão projetos de peças de relógios. Pantógrafo de Leschot Mais importante ainda, o pantógrafo permitiu a padronização das placas de base (platinas) e outros componentes essenciais do movimento. Foi o primeiro passo para o desenvolvimento de métodos confiáveis ​​de produção de peças intercambiáveis, um verdadeiro momento decisivo na relojoaria. De fato, o pantógrafo foi declarado a invenção de “maior valor para a indústria de Genebra” em 1844. Rendeu a Leschot e à Vacheron Constantin o prestigioso Prémio "De La Rive" daquele ano. Concursos de precisão e logotipo da Cruz de Malta da VC A popularidade das competições de precisão do observatório em 1800 levou os relojoeiros a alcançar níveis cada vez mais altos de precisão e confiabilidade na cronometragem. Inovações de Leschot e outros engenheiros talentosos tornaram a Vacheron Constantin bem equipada para se destacar nessa procura altamente competitiva. Um relógio de bolso vintage Vacheron Constantin premiado A partir de 1872, a empresa começou a ganhar cobiçados prémios de cronometria do Observatório de Genebra, comprovando a sua impressionante competância técnica. De fato, a Vacheron & Constantin escolheu o seu famoso logotipo da Cruz de Malta, registado em 1880, para simbolizar sua eterna “procura da precisão”. O símbolo da Cruz de Malta é uma insígnia antiga, usada com mais destaque em brasões de várias ordens de cavaleiros. No entanto, o logotipo da marca foi na verdade baseado numa peça de relógio vintage. Mostrado acima à esquerda, é um componente de movimento de estabilização de mola real com uma forma semelhante. Distinções Notáveis ​​da Manufactura Ao longo do século 20 e até à presente data, a Vacheron Constantin continuou a impressionar os apreciadores de relógios em todo o mundo com requinte e conhecimento técnico de ponta. A empresa também expandiu suas linhas de produtos e desenvolveu novas especialidades, como calibres e relógios ultrafinos e outros. Em 2015, a Vacheron Constantin comemorou seu 260º aniversário. Hoje, sob o enorme conglomerado de bens de luxo com sede na Suíça, Richemont, continua a dominar o mercado global de relógios de alta qualidade.

  • LeCoultre & Cº. | 24 Horas | 1890 | Prata

    Série: GRANGES MARCAS Sílvio Pereira - Relógio de Bolso tipo Lepine. 24 horas. Datado de 1890 - Funções: Horas (mostrador 24h), minutos. - Número de Série: 88387 - Manufactura: LeCoultre & Cª. - País - Suiça - Calibre: Formato Pontes revólver. S/ número - Protecção do movimento: Guarda pó em prata de 0.900 pureza - Tipo de Escape: Âncora Suiça - Balanço: Bimetálico termo-compensado, com espiral Breguet - Reserva de Marcha: 36 horas - Frequência: 18000 A/h - Rubis: 21 - Material da caixa: Prata 0.900 - Mostrador: esmalte sem imperfeições ou cabelos - Pequenos segundos: Não tem - Diâmetro da caixa: 48mm - Espessura: 14mm - Peso: 89,26g - A mola real é accionada através de coroa às 12 horas. - Ponteiros: Minutos em forma de sabre. Horas em forma de pêra. Accionados pela coroa após desbloqueio por pino às 11,00h - Numerais: Arábicos pretos para as 24 horas. Arábicos vermelhos de 1 a 12 horas do lado esquerdo do mostrador. Minutos: Indexes. - Vidro: Em óptimo estado. - Numeração da tampa de caixa: 88387 Apreciação geral - Relógio de uma das marcas mais importantes da relojoaria mundial, excelente estado de conservação. HISTÓRIA DA JAEGER-LECOULTRE A família LeCoultre Os mais antigos registos que atestam a presença da família LeCoultre na Suíça datam do século XVI. Abalado pelas perseguições religiosas que atingem os huguenotes, Pierre LeCoultre (cerca de 1530 – cerca de 1600) deixa Lizy-sur-Ourcq rumo a Genebra. Em 1558, obtém o título da "burguesia" de Genebra, mas, após um ano, deixa a cidade para adquirir um terreno no Vallée de Joux. Pouco a pouco, uma pequena comunidade forma-se e o filho de Pierre LeCoultre constrói uma igreja na região em 1612. Esse evento marca a fundação da localidade batizada de Le Sentier, onde hoje se encontra a Manufatura da empresa. Antoine LeCoultre A Manufactura (a Grand Maison) Em 1833, pouco tempo após ter inventado uma máquina em aço para cortar pinhões, Antoine LeCoultre (1803-1881) funda um pequeno atelier de relojoaria em Le Sentier, no qual aprimora as suas habilidades ao criar relógios de qualidade superior. Em 1844, inventa o instrumento de medição mais preciso do mundo, chamado "millionomètre". No mesmo ano inventa um sistema que dispensa o uso de chaves para dar corda e ajustar um relógio. Quatro anos mais tarde, durante a primeira exposição universal em Londres, recebe uma medalha de ouro pelo seu trabalho sobre a precisão e a mecanização na relojoaria. Em 1866, numa época em que os diversos ofícios se encontravam dispersos em centenas de pequenos ateliês, Antoine e o seu filho Elie LeCoultre (1842-1917) fundam a primeira manufatura do Vallée de Joux, a LeCoultre & Cie., que reúne todos os artesãos sob um único e mesmo teto. Assim, em 1870, a Manufatura desenvolve os primeiros procedimentos de fabrico parcialmente mecanizados para movimentos com complicações. "Grand Maison" em Le Sentier No mesmo ano, a Manufatura já empregava 500 pessoas. Em 1900, a Grande Maison do Vallée de Joux, como era conhecida na época, já havia criado mais de 350 calibres diferentes, dos quais 128 eram equipados com a função de cronógrafo e 99 com um mecanismo de repetição. De 1902 até os anos 1930, a LeCoultre & Cie. produziu a maioria dos esboços de relógios para da marca genebrina Patek Philippe. Jaeger-LeCoultre Edmond Jaeger Em 1903, Edmond Jaeger, relojoeiro parisiense e fornecedor oficial da marinha francesa, desafiou as relojoarias suíças a desenvolver e produzir os movimentos ultrafinos que ele havia inventado. Jacques-David LeCoultre, neto de Antoine e responsável pela produção da LeCoultre & Cie., aceita o desafio e cria uma série de relógios de bolso ultrafinos. Em 1907, a LeCoultre & Cie. apresenta o relógio mais fino do mundo, equipado com um calibre LeCoultre Calibre 145. No mesmo ano, o joalheiro Cartier, que figura entre os clientes de Jaeger, assina com este um contrato que estipula que todos os movimentos criados por Jaeger durante um período de 15 anos serão reservados com exclusividade para Cartier. Jaeger confia o fabrico desses movimentos a LeCoultre. Como consequência dessa colaboração, a marca é oficialmente rebatizada como Jaeger-LeCoultre em 1937. Contudo, na América do Norte, os modelos da marca continuarão a ser vendidos com nome LeCoultre até 1985. Segundo os arquivos, o último movimento utilizado por um relógio LeCoultre americano foi enviado pela Manufatura de Le Sentier em 1976. Certos colecionadores e revendedores mal informados divulgaram que a marca americana LeCoultre não tinha nenhuma ligação com a marca suíça Jaeger-LeCoultre. Essa confusão nasceu nos anos 1950. Na época, a distribuição dos relógios LeCoultre na América do Norte era realizada pelo grupo Longines-Wittnauer, encarregado também de distribuir os relógios da Vacheron Constantin. Os colecionadores confundiram o nome da distribuidora com o nome do fabricante. Segundo Zaf Basha, grande especialista na história da Jaeger-LeCoultre, o Galaxy, um misterioso relógio de luxo dotado de um mostrador cravejado de diamantes, foi fruto de uma colaboração entre a Vacheron Constantin e a LeCoultre para o mercado americano. Pode-se ler "LeCoultre" no mostrador e "Vacheron Constantin – LeCoultre" na caixa. O nome LeCoultre desapareceu definitivamente em 1985 para dar lugar ao nome Jaeger-LeCoultre. Invenções Desde a fundação da Jaeger-LeCoultre, a marca produziu mais de 1.242 calibres diferentes, registou cerca de 400 patentes e criou centenas de invenções. Millionomètre "Millionomètre" Inventado por Antoine LeCoultre em 1844, o "millionomètre" foi o primeiro instrumento da história capaz de medir micrómetros, permitindo, assim, o aperfeiçoamento do fabrico dos componentes dos relógios. Essa invenção nunca foi patenteada, pois, naquela época, a Suíça não possuía nenhum sistema de homologação oficial. Contudo, o seu procedimento único de fabrico foi zelosamente guardado e utilizado pela marca durante mais de 50 anos. O "millionométre" foi apresentado na Exposition Universelle de Paris em 1900 . Relógio sem chave Relógio com realimentação da corda e acerto de horas através da coroa com pino de desbloqueio da tige para acerto horário dos ponteiros Em 1847 Antoine LeCoultre inventa o relógio sem chave, dotado do primeiro sistema de ajuste de horas e de corda ao mesmo tempo simples e confiável. No lugar do dispositivo clássico, encontra-se um pequeno botão que ativa uma alavanca que permite passar de uma função à outra. Mais uma vez, a invenção não é patenteada e outros relojoeiros não demoram a utilizar este sistema. Calibre 145 LeCoultre Calibre 145 LeCoultre Em 1907, o Calibre 145 LeCoultre estabelece o recorde do movimento mais fino do mundo, com apenas 1,38 mm de espessura. É integrado em relógios de bolso que permanecem, até hoje, como os mais finos de sua categoria. De 1907 até os anos 1960, foram produzidos 400 exemplares desse movimento. Grandes Complicações Em 1866, pela primeira vez na história da relojoaria, a LeCoultre & Cie. começa a produzir calibres com pequenas complicações em quantidades reduzidas. Em 1891, a manufatura cria um calibre munido de uma dupla complicação: cronógrafo e repetição de minutos. Em meados dos anos de 1890, a LeCoultre & Cie. desenvolve relógios com grandes complicações, que compreendem pelo menos três complicações clássicas, tais como o calendário perpétuo, o cronógrafo e a repetição de minutos. Gyrotourbillon I Gyrotourbillon I Em 2004, a Manufatura cria o Gyrotourbillon I, o seu primeiro relógio de pulso com grande complicação, munido de um turbilhão que gravita em torno de dois eixos e de um calendário perpétuo com dupla exibição retrógrada e equação do tempo "marchante". Reverso grande complication à "triptíco" Reverso grande complication à "triptíco" Em 2006, a Jaeger-LeCoultre apresenta o Reverso grande complication à "triptíco", primeiro relógio na história no qual três mostradores são animados por um único movimento. Hybris Mechanica à Grande Sonnerie Hybris Mechanica à Grande Sonnerie Em 2009, a marca lança o relógio de pulso mais complicado do mundo, o Hybris Mechanica à Grande Sonnerie, munido de 26 complicações. Modelos históricos Reverso Reverso O reverso, cujo nome significa "eu giro em torno de mim mesmo" em latim, foi concebido em 1931 para resistir aos choques inerentes a uma partida de polo: a caixa pode girar ao redor de si mesma de modo a manter o mostrador protegido. Considerado como um objeto emblemático da estética Art Déco, o Reverso ainda é fabricado atualmente. Duoplan Duoplan Em 1925, a LeCoultre & Cie. desenvolve o Calibre 7BF Duoplan LeCoultre a fim de conciliar miniaturização e precisão. Na época estavam na moda os relógios de pulso de pequenas dimensões. Muitas vezes, no entanto, faltava confiabilidade aos pequenos calibres. Criado por Henri Rodanet, diretor técnico dos Établissements Ed. Jaeger, o Duoplan foi disposto em dois níveis a fim de manter um equilíbrio comparável ao dos calibres de dimensões normais. O Duoplan foi também um dos primeiros relógios de aço cravejados de pedras preciosas. Em 1929, o seu vidro foi substituído por um vidro de safira, uma grande inovação na relojoaria. O Duoplan era segurado pela Lloyds of London e contava com um serviço especial de pós-venda. Era possível substituir um movimento avariado em poucos minutos. Podia-se até mesmo ler a seguinte frase na vitrine da loja Tyme, em Londres: "O seu relógio será reparado antes que você termine de fumar um cigarro". Calibre 101 Calibre 101 Após o Duoplan, a LeCoultre & Cie. apresenta, em 1929, o Calibre 101, cujos 74 componentes (atualmente, são 98) pesam somente cerca de 1 grama. Trata-se, ainda hoje, do menor movimento mecânico do mundo. Em 1930, aparece a segunda coleção de relógios equipados com o Calibre 101: a série Joaillerie 101 Étrier. Em 1952, a rainha Elizabeth II da Inglaterra usou o relógio de pulso Jaeger-LeCoultre Calibre 101 no dia de sua coroação. Atmos Atmos (exemplar de propriedade do autor do artigo) O relógio de pêndulo Atmos possui um movimento quase perpétuo que não requer nenhuma intervenção humana e praticamente nenhuma energia. Inventado pelo engenheiro suíço Jean-Léon Reutter em 1928 em Neuchâtel, o Atmos foi adoptado em 1950 pelo governo suíço como presente oficial a visitantes ilustres. A versão original, patenteada em 1928 e conhecida atualmente pelo nome de Atmos 1, foi comercializada pela Compagnie Générale de Radiologie (CGR) em 1930. As suas patentes foram compradas pela Jaeger-LeCoultre em França em 1936 e na Suíça em 1937. Em seguida, a Jaeger-LeCoultre passará dez anos a aperfeiçoar o relógio de pêndulo antes de produzi-lo, a partir de 1946, na sua forma atual. Em 1988, a agência de design Kohler & Rekow cria um gabinete em edição limitada a dois exemplares para o relógio de pêndulo. Em 2003, a Manufatura desenvolve o Atmos Mystérieuse, animado pelo Calibre 583 Jaeger-LeCoultre, que é composto por 1460 componentes. Atmos Mystérieuse O relógio é acionado por uma mola principal, que é enrolada pela expansão e contração de cloreto de etila líquido e gasoso num depósito interno de metal hermeticamente fechado . O cloreto de etila vaporiza numa câmara de expansão à medida que a temperatura sobe, comprimindo uma mola em espiral; com uma queda na temperatura, o gás condensa e a mola em espiral expande-se, enrolando a mola principal. Este movimento constante enrola a mola principal. Uma variação de temperatura de apenas um grau na faixa entre 15° C e 30° C, ou uma variação de pressão de 3 mmHg , é suficiente para dois dias de actividade. Para funcionar o relógio com essa pequena quantidade de energia, tudo no Atmos deve ser o mais livre de fricção possível. Como oscilador usa um pêndulo de torção, que consome menos energia do que um pêndulo comum. O pêndulo de torção tem um período de precisamente um minuto; trinta segundos para girar numa direção e trinta segundos para retornar à posição inicial. Isso é trinta vezes mais lento do que o pêndulo de 0,994 m de segundos normalmente encontrado num relógio de caixa alta , onde cada oscilação (ou meio período) leva um segundo. O primeiro relógio movido a mudanças na pressão atmosférica e temperatura foi inventado por Cornelis Drebbel no início do século XVII. Drebbel construiu 18 exemplares, sendo os dois mais notáveis ​​para o rei Jaime VI e I da Grã-Bretanha e para Rodolfo II da Boêmia . O relógio King James era conhecido como Eltham Perpetuum e era famoso em toda a Europa. É mencionado em duas obras de Ben Jonson. Esboço de um Eltham Perpetuum de Cornelis Drebbel Os relógios alimentados pela pressão atmosférica e mudanças de temperatura foram posteriormente desenvolvidos por Pierre de Rivaz em 1740, e por James Cox e John Joseph Merlin (o relógio de Cox) na década de 1760. O Beverly Clock em Dunedin, Nova Zelândia, ainda está a funcionar, apesar de nunca ter sido enrolado manualmente desde sua construção em 1864. O Beverly Clock O primeiro relógio Atmos foi projetado por Jean-Léon Reutter, um engenheiro em Neuchâtel, Suíça, em 1928. Este protótipo não comercial, que antecedeu o nome Atmos, que agora é conhecido, não oficialmente, como Atmos 0, era acionado por um dispositivo de expansão de mercúrio em vidro. O mecanismo funcionava apenas com mudanças de temperatura. O Atmos 0 de Jean-Léon Reutter Em 1 de junho de 1929, a Compagnie Générale de Radio (CGR) de França começou a fabricar o primeiro modelo comercial, Atmos 1, que usava uma fonte de energia de fole de mercúrio e amônia. Em 27 de julho de 1935, a Jaeger-LeCoultre assumiu a produção do Atmos 1 enquanto desenvolvia um segundo projeto que usava a atual fonte de energia de cloreto de etila. Este modelo mais tarde denominado Atmos 2, foi anunciado em 15 de janeiro de 1936, mas os problemas atrasaram a produção total até meados de 1939. Os modelos subsequentes foram baseados neste projeto. Até o momento, mais de 500.000 relógios Atmos foram produzidos. Estes relógios têm um valor elevado e talvez por isso, mas também pela sua singularidade, são normalmente utilizados pelo governo Suíço como oferta para altos dignitários de governos de outros países. Memóvox Memovox Calibre 815 Em 1950, a Manufatura apresenta o Memovox, ou "voz da memória" em latim. O seu surpreendente mecanismo pode ser utilizado como alarme durante a manhã ou como alerta para compromissos. Os primeiros modelos com corda manual eram dotados de um Calibre 489 Jaeger-LeCoultre. Em 1956, um Memovox equipado com um Calibre 815 Jaeger-LeCoultre torna-se o primeiro relógio de corda automática com alarme na história da relojoaria. Memovox World Time Pouco tempo mais tarde, a marca celebra seu 125º aniversário com a apresentação do Memovox Worldtime. Memovox Deep Sea Em 1959, a Jaeger-LeCoultre lança o Memovox Deep Sea, que possui um alarme especial para indicar aos mergulhadores o momento de retornar à superfície. Memovox Polaris Em 1965, a Manufatura patenteia uma versão do Memovox Polaris com fundo triplo, que amplifica o sinal sonoro debaixo da água. Master Compressor Amvox Esse modelo inspirará, em seguida, as coleções Master Compressor e AMVOX. Será reeditado em 2008 com o nome de Memovox Tribute to Polaris. Geophysic Geophysic Em homenagem ao Ano Internacional da Geofísica de 1958, a Jaeger-LeCoultre cria um relógio resistente à água, aos choques e aos campos magnéticos. O cronómetro Geophysic foi proposto por Jules-César Savary, relojoeiro de longa data da Jaeger-LeCoultre, com o objetivo de contribuir para as pesquisas científicas na Antártica. Animado por um Calibre 478BWS Jaeger-LeCoultre, o relógio era equipado com 17 rubis, uma espiral Breguet, uma mola reguladora sobre a ponte do balanço, um amortecedor e um balanço de Glucydur. No ano do seu lançamento, o cronómetro Geophysic foi oferecido a William R. Anderson, capitão do USS Nautilus (SSN-571), o primeiro submarino nuclear americano a ligar os oceanos Pacífico e Atlântico através do Polo Norte. Geophysic Universal Time

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