30 de Outubro
O dia em resumo
O Mavericks of Time, o salão de relojoaria independente da Ahmed Seddiqi, fecha hoje em Abu Dhabi, e a Kerbedanz usa-o para se estrear no retalhista dos Emirados com um Maxima GR8 exclusivo, de cerâmica branca e diamantes baguete.
Na Cidade do México, o SIAR fez o balanço da 20.ª edição: 50 marcas, 4007 visitantes e perto de 200 jornalistas em três dias.
Na indústria, a Rolex passou a publicar os preços da revisão dos seus relógios, e a Watches of Switzerland reabriu em Glasgow, depois de um ano de obras, uma boutique Rolex com o dobro da área e uma oficina de assistência à vista dos clientes.
Mavericks of Time fecha em Abu Dhabi com a estreia da Kerbedanz na Ahmed Seddiqi

O Mavericks of Time, o salão que a Ahmed Seddiqi dedica à relojoaria independente, termina hoje, 30 de Outubro, na Space42 Arena, em Abu Dhabi, onde abre das 15h00 às 22h00, hora local. A lista de expositores junta casas como Greubel Forsey, H. Moser & Cie., Bovet, Universal Genève, Ressence, Urwerk, De Bethune, Laurent Ferrier e Rexhep Rexhepi a marcas mais jovens, como Studio Underd0g, Atelier Wen e Kollokium.
A Ahmed Seddiqi, fundada em 1950, é um dos principais retalhistas de relógios e joalharia dos Emirados Árabes Unidos. Foi no salão que a Kerbedanz, casa independente de Neuchâtel fundada em 2011 por Kalust Zorik e Aram Petrosyan, anunciou a entrada na rede do retalhista. Para Vahé Vartzbed, diretor-executivo da marca desde o final de 2025, a parceria «representa um marco importante no desenvolvimento internacional da Kerbedanz».

Para assinalar a parceria, a marca apresentou uma versão exclusiva do Maxima GR8 de 39 mm. A caixa é de cerâmica branca; a luneta e a coroa são de titânio de grau 5 e levam, respetivamente, 70 e 18 diamantes baguete de pureza VVS1, num total de 88 pedras e 6,54 quilates.
A cravação em titânio é mais exigente do que em ouro. O ouro é maleável e deixa-se trabalhar pelo cravador; o titânio é mais duro e menos dúctil, o que torna mais difícil preparar cada encaixe e fixar cada pedra. No talhe baguete, retangular, qualquer desvio de alinhamento interrompe a linha contínua de diamantes à volta da luneta.
No centro do mostrador está o turbilhão voante central de um minuto, a assinatura do Maxima GR8. Por ser voante, a gaiola é apoiada só de um lado, sem ponte superior, e fica inteiramente à vista; como as horas e os minutos são indicados na periferia, o centro do relógio fica reservado ao turbilhão. O calibre de corda automática KRB-13 tem 233 componentes e 32 rubis, trabalha a 28 800 alternâncias por hora (4 Hz) e tem dois tambores montados em paralelo, que lhe dão cerca de 65 horas de reserva de marcha. A edição tem 28 exemplares, ao preço recomendado de 220 000 francos suíços, sem impostos.
Saiba mais no site da organização.
SIAR fecha a 20.ª edição com 4007 visitantes na Cidade do México

O Salón Internacional de Alta Relojería (SIAR) fez o balanço da 20.ª edição, que decorreu de 20 a 22 de Outubro no hotel St. Regis, na Cidade do México, como o Radar noticiou a 21 de Outubro. Segundo os números divulgados pela WorldTempus, o salão recebeu 50 marcas, 4007 visitantes e perto de 200 jornalistas acreditados.
Entre as estreias estiveram a Nomos Glashütte, a Block RG, a Kudoke, a Pragma, a Singer Reimagined e a Unimatic. A Hautlence, a Cvstos, a Louis Erard e a Raymond Weil apresentaram peças dedicadas ao México, e a Phillips, em associação com a Bacs & Russo, fez avaliações de relógios durante o salão.
A Deloitte apresentou pela segunda vez no SIAR o seu estudo sobre a indústria relojoeira suíça. O México representa quase metade das exportações de relógios suíços para a América Latina, o que explica o peso do salão na região. «A nossa tarefa já não é simplesmente abrir a porta», resumiu Carlos Alonso, fundador e diretor do SIAR.
Rolex publica os preços da revisão dos seus relógios

A Rolex passou a publicar no seu site os preços da revisão completa dos seus relógios, organizados por modelo e por época de produção. Segundo a WatchPro, que noticiou a mudança a 29 de Outubro, é a primeira vez que a marca torna pública uma tabela de preços de assistência.
No Reino Unido, a revisão de um modelo atual, com referência de seis algarismos, custa 550 libras em relógios como o Datejust, o Explorer, o Land-Dweller ou o Oyster Perpetual, 640 libras no Submariner, no GMT-Master II ou no Yacht-Master, e 780 libras no Cosmograph Daytona, no Sky-Dweller ou no Yacht-Master II. Os modelos clássicos, com referência de cinco algarismos, ficam entre 830 e 1190 libras. Os relógios antigos, com referência de quatro algarismos, começam nas 1380 libras e chegam às 7350 libras nos cronógrafos e nos modelos com fase da lua, que só o Rolex Restoration Atelier, em Genebra, pode tratar.
Nos modelos atuais e clássicos, o preço inclui a mão de obra da revisão do movimento e do teste de estanquidade, e peças como parafusos, molas, rodas, lubrificantes, vidros acrílicos, juntas e tubos. O trabalho na caixa e na bracelete é cobrado à parte, e o polimento é opcional, por mais 140 libras. O orçamento é gratuito nestes modelos; nos antigos, a análise custa 230 libras se o cliente recusar a revisão.
O relógio pode ser entregue em qualquer revendedor oficial. O movimento é desmontado por completo e cada peça é examinada; as que não cumprem os critérios da marca são substituídas. Os componentes são limpos por ultrassons, montados, lubrificados e testados em precisão e estanquidade, e a revisão tem dois anos de garantia.
A escala de preços acompanha a complexidade do trabalho: um cronógrafo tem muito mais peças para desmontar, limpar e regular do que um relógio com horas, minutos e data. Nos relógios antigos, as peças de desgaste do movimento estão sujeitas a disponibilidade, e as referências mais raras seguem para a oficina de restauro de Genebra.
Saiba mais no site da marca.
Watches of Switzerland reabre em Glasgow uma boutique Rolex com o dobro da área

O Watches of Switzerland Group reabriu a boutique Rolex da Buchanan Street, em Glasgow, depois de um ano de obras. Segundo a WatchPro, que a visitou a 28 de Outubro, a loja ocupa agora mais de 6600 pés quadrados (cerca de 613 m²) em dois pisos, o dobro da área da loja original, aberta em Julho de 2020.
A boutique ganhou uma área de relógios usados certificados pela marca, do programa Rolex Certified Pre-Owned, e um centro de assistência autorizado, com relojoeiros formados pela Rolex a trabalhar na própria loja e uma janela que deixa ver a oficina. Os candeeiros da entrada inspiram-se na lente Cyclops, que amplia a data nos relógios da marca.
A ligação do grupo à Rolex remonta a 1919, à loja Northern Goldsmiths, em Newcastle. Brian Duffy, diretor-executivo do grupo, cresceu em Glasgow.
Saiba mais no site da loja.
O que merece atenção
A assistência ganha visibilidade: a Rolex publica os preços da revisão e a Watches of Switzerland põe a oficina de Glasgow à vista dos clientes. Para quem compra um relógio usado ou antigo, o custo da manutenção passa a ser um dado conhecido à partida.
Em Singapura, a leiloeira Hotlotz começa a 9 de Novembro a vender, em leilões online, relógios apreendidos na investigação de branqueamento de capitais de cerca de três mil milhões de dólares lançada em Agosto de 2023. Segundo a WatchPro, entre os primeiros lotes estão três calendários perpétuos da Patek Philippe, as referências 5270R, 5270P e 5740/1G, e um Métiers d'Art Ajourées da Vacheron Constantin; as receitas revertem para o Estado de Singapura.
Em Genebra, a semana de leilões de Novembro abre com a Phillips, a 7 e 8 de Novembro, seguida da Sotheby's, a 8 e 9, e da Christie's, a 9.




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