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Os 5 momentos principais do IPR em 2025


Nos relógios, o tempo é constante; no pensamento, muda connosco. Dilata-se durante a espera e acelera quando os acontecimentos nos absorvem. Em retrospectiva, é surpreendente como 2025 conseguiu albergar tantos e tão importantes acontecimentos. Vamos recordar os mais importantes do ano.




Lançamento do Second Vive de Dann Phimphrachanh



Após uma caminhada longuíssima o relojoeiro casapiano Phimphrachanh lançou o seu relógio, o Second Vive. Tornou-se desta forma o primeiro português a integrar a AHCI (Académie Horlogère des Créateurs Indépendants). Na entrevista que deu ao IPR no Masters of Horology em Génebra Dann conta a sua história e a história do seu relógio, processo descrito em pormenor no artigo mais lido do ano do IPR:




Salões do Tempo


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Os Salões do Tempo funcionam, até ao momento, em dois tempos: Tempo Passado e Tempo Futuro. O primeiro assume a forma de feira de relógios vintage e decorre sempre no dia seguinte ao Black Friday; o segundo, de exposição dedicada à relojoaria independente portuguesa e decorre sempre dia 10-10. Ao longo deste ano, o IPR organizou dois Tempos Passados, um Tempo Futuro e três Encontros do Futuro, dedicados à apresentação individual de marcas independentes portuguesas.





RODAS


As Rodas são as conferências de relojoaria do IPR. A partir de 2025 passaram a ter lugar no Museu Medeiros e Almeida, um espaço de referência, com uma colecção de relógios de grande relevância, aberto e de entrada livre para todos os alunos e ex-alunos do Instituto.


Entre todas as Rodas realizadas, importa destacar a dedicada a Kari Voutilainen. Receber um dos mais conceituados relojoeiros do mundo num dos espaços mais elegantes da cidade é um privilégio raro. Esta sessão incluiu um momento musical de excepção, com a guitarra portuguesa de Pedro Castro, acompanhada pela viola de André Ramos.


Kari Voutilainen partilhou o seu percurso, abordou a história do Guilhoché e dialogou com o público num ambiente próximo e informal. A noite terminou com um jantar que reuniu o relojoeiro e um grupo restrito de coleccionadores.


No seguinte vídeo é possível assistir integralmente à conferência:







Lançamento do Livro de Sílvio Pereira - História da Relojoaria dos Séculos XVII e XVIII

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Sílvio Pereira é, sem dúvida, o escritor convidado do blogue do IPR com o maior número de artigos publicados. É igualmente um dos poucos autores que se dedica, de forma sistemática, à história da relojoaria em Portugal.


Um conjunto de textos dedicados à História da Relojoaria dos séculos XVII e XVIII deu origem à publicação de um livro em 2025, obra que se encontra ainda disponível em:




Les Tugas — Lançamento do 1º relógio português de pulso


Les Tugas — primeiro relógio português de pulso, disponível em:  www.lestugas.pt
Les Tugas — primeiro relógio português de pulso, disponível em: www.lestugas.pt

O ano de 2025 ficou marcado por ter sido o ano do lançamento do primeiro relógio português de pulso. Nesse mesmo ano, o IPR apresentou o seu primeiro relógio, cuja percentagem de custos de fabrico alocados a Portugal ultrapassa os 70%. O projecto foi igualmente desenhado, inspeccionado, montado e regulado em território nacional.



O Les Tugas contou, ao longo de vários anos de desenvolvimento, com a colaboração fundamental de Bruno Dinis, Bruno Moreira, Lourenço Salgueiro e Nuno Margalha.


O lançamento foi iniciado com a publicação do manifesto:




Seguiu-se o lançamento no Tempo Futuro, bem como a sua apresentação num dos  Encontros do Futuro. Actualmente, é possível adquirir o relógio e escolher o respectivo número de série através do site www.lestugas.pt.


Apesar de não ter sido realizada qualquer divulgação fora dos canais de comunicação do IPR, após o lançamento, as vendas revelaram-se muito superiores ao inicialmente previsto, o que se constituiu como um dos maiores desafios enfrentados pelo IPR ao longo de 2025.




Um 2025 para recordar


Para além dos momentos aqui destacados, 2025 consolidou o IPR como uma plataforma activa de criação, reflexão e partilha de conhecimento relojoeiro em Portugal. Entre lançamentos, encontros, publicações e iniciativas públicas, o ano confirmou a capacidade do Instituto para articular investigação histórica, produção contemporânea e diálogo internacional, sempre com uma relação próxima com alunos, ex-alunos, coleccionadores e autores.


Mais do que a soma dos acontecimentos, 2025 afirmou um método de trabalho e uma visão de longo prazo, cujos efeitos continuarão a marcar a actividade do IPR nos anos seguintes.


OBRIGADO POR UM EXCELENTE ANO E DESEJAMOS A TODOS O MELHOR QUE POSSAM DESEJAR PARA 2026 — A EQUIPA DO IPR

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