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- Hora da Leitura #1
Nesta estreia da "Hora da Leitura" propomos duas perspectivas diferentes sobre a indústria relojoeira, duas histórias paralelas, mas ainda assim interligadas: a história da agora defunta Feira de Basel e a da Europa Star, a mais antiga publicação sobre a indústria relojoeira ainda em funcionamento. @ Europa Star A primeira Feira de Basel remonta a 1917, enquanto que a Europa Star começa a publicar passado uma década, em 1927. O "Office for Industrial Information", Criado por Hugo Buchser em 1927 (só em 1959 a publicação mudaria o nome para Europa Star), viria a estabelecer uma estreita relação com a feira e o seu público, montando um stand todos os anos, de 1938 até 2019, o ano em que a feira teve a sua última edição. O documento disponibilizado pela Europa Star lança um olhar sobre um século de indústria relojoeira vista sobre a lente da Feira de Basileia e os arquivos da publicação. São 84 páginas de história que podem encontrar aqui.
- Fórum DezDez
Muitas conversas sobre colecionismo em relojoaria fazem referência aos fóruns de relojoaria. Os fóruns são espaços que tiveram o seu auge há uma década, mas que actualmente ainda se mantêm activos e com bastante conteúdo. Uns dos mais famosos a nível internacional são o Time Zone Fórum , e o Watchuseek. Em Portugal temos o DezDez, cujo nome faz alusão à posição habitual dos ponteiros dos relógios nas fotografia publicitárias. Até há cerca de 10 anos, os fóruns de relógios eram uma das poucas fontes de informação disponível para coleccionadores e entusiastas. Com o aparecimento de novas redes sociais e o aumento de utilizadores o cenário mudou bastante. Estes fóruns ainda se mantêm como locais de discussão privilegiada para alguns utilizadores. São espaços nos quais qualquer pessoa pode expressar a sua opinião, desde que cumpra as regras definidas e, normalmente, muito bem anunciadas. Normalmente todas as conversas ficam disponíveis permanentemente e são indexadas pelos motores de pesquisa. A UTILIZAÇÃO DOS FÓRUNS Os fóruns organizam-se por temas, dentro de cada tema é possível iniciar vários tópicos. Os tópicos por sua vez podem ter várias respostas, de vários utilizadores. Há tópicos que ficam activos por vários anos e que têm centenas de páginas de respostas. As respostas de um utilizador podem fazer referência a respostas de outros utilizadores. Todos os fóruns têm moderadores que são utilizadores associados ao início do projecto ou utilizadores com vários anos de experiência e bastante activos. Estes moderadores têm o dever de informar os restantes utilizadores acerca das regras, tal como de expulsar os utilizadores que não as cumprem. Esta é uma figura necessária, pois as conversas entre utilizadores podem ser bastante agressivas, embora normalmente até sejam apenas bastante educativas. Existem fóruns que são verdadeiros espaços de discussão pública e fóruns reservados apenas a utilizadores registados. OS UTILIZADORES DOS FÓRUNS Normalmente existe um tópico de apresentação por onde todos os novos membros devem passar. A maior parte dos fóruns têm um tópico de compra e venda de relógios também. É hábito que existam utilizadores muito activos e conhecidos de todos e utilizadores muito passivos que, apesar de lerem tudo o que se escreve, raramente dão a sua opinião. Todos os utilizadores podem ser notificados das respostas às suas respostas, tal como sempre que exista um comentário num tópico que seguem. Desta forma é possível manter uma comunidade activa e atenta. FÓRUM DEZDEZ O fórum DezDez: (aceder aqui) é o nosso fórum cá por terras lusas. Criado em 2015, é um espaço único em Portugal, de confraternização e partilha de informação entre entusiastas, aficionados, colecionadores e qualquer pessoa que tenha interesse no mundos dos relógios. É um projecto de Lourenço Salgueiro, responsável pela comunicação e imagem do IPR e pelas nossas sessões World Time, é também mentor do podcast A Hora Certa. Pode seguir a conta do fórum no Instagram aqui: @dezdezforum. O DezDez conta actualmente com mais de 700 membros, o que o torna provavelmente na maior plataforma nacional de entusiastas e coleccionadores de relojoaria. Com já mais de 40mil mensagens, há tópicos de interesse geral e específico, classificados, ajuda técnica, comparações e opiniões, novidades no sector, dicas, etc… Está organizado através de uma secção Geral, na qual são apresentadas as regras, feitas as apresentações de novos utilizadores e apresentadas informações e parcerias. Conta com uma secção principal, uma de classificados e uma biblioteca. Apresentamos aqui a ligação para os principais sub-fóruns das várias secções: Secção Principal Relógios em geral: Onde se pode conversar sobre tópicos gerais de relojoaria. Relógios Vintage e Outros: Para todos os entusiastas de relógios antigos partilharem os seus interesses, desde relógios de bolso até relógios dos anos 80. Made in Portugal: Onde se destaca a produção nacional, sejam fabricantes, iniciativas, eventos etc... O que é nacional é bom! Alta Relojoaria: O fórum onde se discute a relojoaria no seu melhor... BBB – Bons, Bonitos e Baratos: Tudo o que interessa está nestas três letras! Relojoaria e Reparação: Um espaço para relojoeiros, estudantes de relojoaria, e todos que tenham um interesse ou dúvidas sobre relojoaria ou consertar relógios. Acessórios Etc.: Este é o sítio para se discutir tudo que não relógios em si, desde pulseiras, caixas, arrumação, ferramentas, acessórios etc... Classificados Compra, Venda e Troca de Relógios: Este é o lugar para encontrar relógios para venda, troca, ou pedidos de compra por membros do fórum. Compra, Venda e Troca de Peças e Acessórios: Este é o lugar para encontrar peças e acessórios para relógios à venda (e não só) por membros do fórum. Biblioteca DezDez Artigos de Referência: Aqui pode encontrar artigos e tópicos de referência mais técnicos sobre diversos temas, bem como perguntas frequentes e de interesse geral. Catálogos e Manuais: Aqui pode encontrar tudo que sejam catálogos das várias marcas, de leilões, manuais de instrução ou reparação, listas de peças etc... Memorabilia e Curiosidades: Este é o lugar para tudo que seja memorabilia, anúncios e curiosidades relacionadas com o mundo relojoeiro, antigo ou moderno! Os utilizadores dos fóruns fazem muitas vezes comentários diários, durante vários anos, nem que sejam para mostrar que relógio têm no pulso na altura. São uma casa para muitos entusiastas, um sítio acolhedor no qual cada um pode expressar as suas opiniões livremente. Longa vida aos fóruns!
- Piaget Polo Perpetual Calendar Ultra-Thin
Desde 1874, a manufactura da Piaget produz movimentos para os seus relógios e fornece-os para muitas marcas de relógios na Suíça. Como sabemos, a Piaget costuma ser sinónimo de movimentos mecânicos ultrafinos. A colecção Piaget Polo começou como uma alternativa desportiva, mas recentemente mudou para a relojoaria ultrafina com o Polo Skeleton . A ele junta-se agora um novo modelo, o Piaget Polo Perpetual Calendar Ultra-Thin. Pela primeira vez na colecção Polo, encontramos um relógio mecânico de calendário perpétuo. Este Calendário Perpétuo apresenta a data, dia da semana, mês e as fases da lua, levando em consideração o número exato de dias no mês e o ciclo dos anos bissextos. Acrescentar um calendário perpétuo a um calibre ultrafino é uma grande proeza. Este 1255p (descendente do 1200P) tem apenas 4mm de espessura. A caixa é de aço com forma de almofada, a luneta é plana e redonda, o diâmetro é de uns honestos 42mm, a espessura é de 8,65mm e a resistência à água é de 30m. Esta não é, contudo, uma proeza única da Piaget. O calendário perpétuo ultrafino da Audemars Piguet Royal Oak tem 41 mm x 6,30 mm, e o Calendário Perpétuo Bvlgari Octo Finissimo, tem uns impressionantes 5,80 mm de espessura. CARACTERISTICAS TÉCNICAS Caixa: 42 mm de diâmetro x 8,65 mm de altura - caixa de aço inoxidável, escovado e polido. Vidro: Safira. Mostrador: verde esmeralda escuro com padrão de gadroons - marcadores facetados com Super-LumiNova – dia do mês, indicação do mês e do ano bissexto, indicação da semana e exibição das fases da Lua. Ponteiros: horas e minutos, revestidos com Super-LumiNova. Movimento: calibre Piaget 1255, interno, base 1200P - automático, com micro rotor, ultrafino 4mm - 25 rubis frequência de 21600 alt/h. Reserva de marcha: 42 horas. Bracelete: entregue com bracelete de aço inoxidável em forma de H, escovado e polido, fecho dobrável ou, bracelete de borracha verde. Referência: G0A48005. Preço: 60 500€.
- Patek Philippe Ref. 533 “O General”
Quando as fotos de um Patek Philippe raro pousaram na mesa do especialista da Sotheby's, Tom Heap, ele sabia que estava a olhar para algo especial. Os detalhes assim o indicavam: caixa em ouro levemente desgastada, a luneta plana, em vez de abobadada, o mostrador sectorizado em esmalte azul. Tratava-se de uma Referencia 533, construída entre 1937 e 1957. Um de apenas 125 em ouro amarelo, dos quais apenas 44 são conhecidos, e dos quais apenas 10 apresentam um mostrador sectorial. Este seria assim o 11º. Ref. 533 Cronógrafo da Patek Philippe @ Sothebys Quando a Sotheby's analisou a proveniência do relógio, começou a materializar-se uma história fascinante. Heap descobre uma data, um local e um proprietário, o major-general Thomas North, cuja vida agitada o levou das trincheiras do Somme ao Pentágono, num período que abrangeu duas Guerras Mundiais e uma Guerra Fria. Um percurso de vida que o associam directamente desde o general Pershing aos presidentes dos EUA, Eisenhower e John F. Kennedy. E foi precisamente durante o seu longo período de serviço que o major-general Thomas North recebeu este relógio em 1939, oferecido pelo então Chefe do Estado-Maior do Exército Brasileiro. "Um relógio raro como este é incrivelmente emocionante” diz Heap, “mas poder ter o registo do relógio a detalhar exatamente o que essa pessoa fez e quando o recebeu, então percebe-se que é uma peça que acompanhou o seu proprietário ao longo da sua vida, o que ainda hoje é bastante fora do comum.” O Major-General Thomas North @ Sothebys Embora tivesse nascido em Londres em 1893, o Major General North foi uma figura militar americana de relevo, tendo visto ser atribuída ao longo da sua carreira condecorações como o Coração Púrpura assim como uma Medalha de Serviço Distinto com Oak Leaf Cluster. Chegando à América em 1911, alistou-se no 11th of Engineers (Ferrovia) em Nova York a 9 de maio de 1917. Passado pouco mais de um mês, estava a bordo de um navio rumo a França, onde participou na Batalha do Somme - o campo de batalha mais mortífero da Primeira Guerra Mundial - antes de ser transferido para a secção de mapas do GHQ das Forças Expedicionárias Americanas em Chaumont, a base do General Pershing. O verso gravado da Ref. 533 Cronógrafo da Patek Philippe @ Sothebys A notável inteligência demonstrada desde cedo por North foi bem utilizada quando ele voltou a Washington em 1918 como primeiro-tenente, sendo transferido para o corpo docente da Field Artillery School em Fort Sill para trabalhar no controle de fogo de artilharia de campo, incluindo a detecção de flashes e alcance sonoro - na época, os métodos de ponta para localizar artilharia inimiga. Foi em 1924 que North iniciou o trabalho que viria a definir a sua carreira, abrindo em Paris o escritório da recém-criada American Battle Monuments Commission – a organização encarregue de garantir que os caídos na guerra fossem homenageados adequadamente. Neste posto, enquanto trabalhava em colaboração estreita com o major Eisenhower e o general Pershing num trabalho de grande importância - North descreve nas suas memórias os métodos menos convencionais a que recorria de maneira a garantir as terras necessárias aos memoriais. Um método que incluía embebedar os proprietários de terras ou atiçar a rivalidades entre irmãos. O Major-General Thomas North @ Sothebys Seguiram-se uma sucessão de cargos, incluindo a formação na Escola Superior de Comando e Estado-Maior, até que, em 1939, o então Capitão North acompanhou o General Marshall numa bem-sucedida viagem ao Brasil. Posteriormente, seria convidado a acompanhar o chefe do Estado-Maior brasileiro, o general Pedro Aurélio de Góes Monteiro, numa viagem aos Estados Unidos. Estas viagens acabaram por consolidar a relação entre os dois países num processo que viria a ser vital durante a Segunda Guerra Mundial – momento em que o Capitão North foi presenteado com o presente Patek Philippe Ref. 533. A oferta pode parecer particularmente generosa - “Se olharmos para um equivalente moderno, seriam cerca de £ 30.000,' diz Heap - mas a oferta tinha tido um precedente. A fasquia já estava alta quando, durante a etapa brasileira da viagem, o general Marshall presenteou o general de Góes Monteiro com uma grande pepita de ouro e três águas-marinhas. O Major-General Thomas North (dta) sentado com um. General dos EUA @ Sothebys Após a Segunda Guerra Mundial, o General North foi nomeado secretário da Comissão Americana de Monumentos de Batalha, supervisionando os cemitérios e o programa memorial. Em 1953, aos 60 anos, aposenta-se da vida ativa, apenas para se reintegrar no dia seguinte vindo a ser promovido ao posto de Major-General em 1957. A carreira deste militar continuou a movimentar-se ao mais alto nível. Fotografia assinada de John F. Kennedy, incluida no lote @ Sothebys Quase tão impressionante quanto a história de vida do major-general, o próprio relógio traz marcas que representam as suas muitas viagens ao longo dos anos. "No relógio é possível ver todas os contrastes", diz Heap. “Na parte interna do fundo da caixa, temos a marca de ouro suíça, depois há a marca de ouro francês e há ainda uma outra marca, que ainda estamos a tentar descobrir - podendo ser um contraste de importação brasileiro ou uma marca do retalhista.” Documentação que acompanha a presente Ref. 533 @ Sothebys E, embora pequeno em tamanho “É mais como um relógio formal, ou um Calatrava, com 33 mm, quando um Submariner moderno tem 41 mm' – o relógio tem um impacto em termos de design e relevância", diz Heap. Mas é a extraordinária história do seu proprietário que torna este relógio numa peça verdadeiramente única, e que é cada vez mais rara. *Texto publicado originalmente pela Sothebys e adaptado para português. Ref. 533 Cronógrafo da Patek Philippe @ Sothebys O Patek Philippe Ref. 533 de 1937, em ouro amarelo, “O General”, tem um valor estimado de entre 34.000 e 57.000 Euros. O Lote proposto pela Sothebys sob o nº pode ser licitado ou visto aqui. Notas do Lote: Em 1939, North participou numa turnê promocional pelo Brasil, seguida de uma turnê pelos Estados Unidos. O Capitão Thomas North e o seu destacamento escoltaram o Chefe do Estado-Maior Brasileiro (General Pedro Aurélio de Góis Monteiro) e o General George C. Marshall, por todo o país, após o que North foi presenteado com o presente Patek Philippe pelo General Góis Monteiro. Esta Referência 533 em ouro amarelo com um mostrador sectorial da segunda série '4 Ring' é acompanhada por fotografias originais do Dossier de North do Pentágono, entre outras. A referência 533 foi produzida de 1937 a 1957 e era muito semelhante à referência 130, excepto pelo bisel plano. A Patek Philippe produziu apenas cerca de 350 exemplares da Referência 533 em três metais – 215 em ouro rosa, 125 em ouro amarelo e 10 em aço. As caixas foram produzidas pelo fabricante de Genebra Emile Vichet e os mostradores foram produzidos pela Stern Frères. A presença de um mostrador sectorial coloca o relógio numa categoria de raridade superior, uma vez que se acredita que apenas 12 mostradores sectoriais da Ref. 533 foram produzidos e apenas 6 deles têm hoje o paradeiro identificado.
- Hora do Cinema "6" - Horloger, Atelier d'art de Versailles
O Palácio de Versailles é uma verdadeira caverna de Ali Babá, mas em bom. A colecção de relojoaria exposta de forma permanente neste monumento fabuloso è quase toda de pêndulo, requerendo a atenção dedicada de alguém que, não só lhes dê a merecida atenção, mas também os mantenha em funcionamento permanente e a dar as horas quando elas devem ser dadas. Nem antes nem depois. Na "Hora do Cinema" desta semana propomos acompanhar a Relojoeira que tem o privilégio de dar o "miss en marche" aos cerca de 60 relógios históricos preservados no complexo de Palácios de Versailles.
- Século XVII, o século de ouro da relojoaria (2ª Parte)
Por: Sílvio Pereira Conforme prometido no artigo anterior, de dia 24-12-2022, apresentamos agora a segunda de três partes dedicada à relojoaria do Séc. XVII, considerado o século de ouro. Esta 2ª parte é dedicada à relojoaria produzida em França durante este século. O Século XVII na relojoaria Francesa A revogação do Édito de Nantes (que concedia aos huguenotes a garantia de tolerância religiosa) em outubro de 1685 por Luís XIV, neto de Henrique IV (que o assinou inicialmente), provocou um êxodo de protestantes e aumentou a hostilidade das nações protestantes que faziam fronteira com a França. Entre essas pessoas também havia muitos bons relojoeiros. Isso contribuiu para o declínio da produção francesa em comparação com a Inglesa. Em França, para além das formas redondas ou ovóides usuais das caixas, apareceram outras com formas estranhas. Foram fabricados relógios em forma de coração, hera, cruz, esfera, concha, caveira e tulipa. A maioria desses relógios têm peças frontais de cristal de rocha para permitir a leitura das horas sem abrir a caixa (o vidro só ficou disponível para relógios a partir de 1650). Várias formas de relógios. Da esquerda para a direita: flor, vieira, cruz, abóbora, e em forma de livro. Museu Ashmolean, Oxford. Exemplar com mostrador de esmalte. IWM, La Chaux-de-Fonds, Suíça Por volta de 1630, muitas caixas foram primorosamente esmaltadas com cenas bíblicas ou mitológicas. Também os mostradores começaram a ser pintados em cores vivas. Este estilo foi introduzido em França, especialmente em Paris, Blois e Limoges. A maioria dos trabalhos posteriores a 1660 foram feitos na Suíça, sendo Genebra a mais importante. Durante o reinado de Luís XIV, os relógios voltaram a ser redondos e enormes. Devido ao seu grande tamanho e forma arredondada, começaram a ser chamados de 'oignons' (cebolas). O seu diâmetro pode chegar a 55mm com uma distância entre as pontes e platinas de 17mm. As caixas de latão dourado são geralmente gravadas, os mostradores são de latão esmaltado com grandes algarismos romanos pretos ou azuis (como é o caso do exemplar que se encontra no acervo do autor, apresentado no artigo anterior). Alguns mostradores são de latão dourado com cartelas esmaltadas para as horas. Encontram-se já algumas informações astronómicas como dia/data, fases da lua, signos astrológicos e até equação do tempo. Os relógios eram um privilégio dos ricos e, especialmente sob o reinado de Luís XIV, eram considerados um símbolo de status, daí o tamanho grande. O próprio rei gostava muito de relojoaria, possibilitando e incentivando pesquisas científicas sobre o assunto. Pierre Le Seyne, Paris, ca. 1615 Na imagem acima podem ver-se restos de um movimento francês feito por volta de 1610 pelo relojoeiro parisiense Pierre Le Seyne. Infelizmente, toda a mola real desapareceu, ficaram apenas as placas, o mostrador gravado, os pilares redondos do balaústre, o batente de aço e as peças de aço da roda reguladora. Este movimento é feito seguindo o estilo puritano alemão ou inglês, sem grandes decorações. As últimas versões alemãs são conhecidas como 'Nürnberger Ei' (os ovos de Nurenberg). Pierre Le Seyne está referenciado no “Palais de Paris”. com actividade entre 1612 e 1648. Foi eleito Juré em 1616. Coleção particular (Reino Unido) Thomas Ribart, Paris, c. 1625 Nestas imagens pode apreciar-se um pequeno movimento oval em latão dourado. A placa do mostrador é altamente decorada com frutas e animais exóticos gravados. Entre eles, o recém-descoberto abacaxi, conhecido por ser um símbolo de boas-vindas. O mostrador prateado é gravado com uma cena campestre mostrando uma vila, uma igreja, ovelhas e um homem cuidando das ovelhas. O movimento está equipado com um único ponteiro de aço para mostrar as horas. O movimento de escape de roda de reencontro (verge) era impulsionado por uma corda feita com tripa de porco, mais tarde (cerca de 1650) esta será lentamente substituída por uma corrente, mais resistente. O galo (ponte do balanço) é fixado com uma cavilha, esta construção será também reforçada pela posterior utilização de um parafuso. Thomas Ribart era mestre relojoeiro, em Paris, na ‘rue de la Pelleterie, enseigne des Singes’, registado desde 1604. Coleção privada (SCT) Caixa de relógio ‘Tulipa’, França, 1635 Bronze, reprodução moderna de uma caixa em forma de tulipa do início do século XVII. Normalmente, de formato bastante pequeno, esta caixa imitava a flor então muito cara, principalmente cultivada na Holanda. Por vezes, as “pétalas” eram incrustadas com cristal de rocha ou painéis de porcelana pintada. O cultivo da tulipa começou na Pérsia, provavelmente no século X. Carolus Clusius é o grande responsável pela disseminação dos bolbos de tulipas na Europa nos últimos anos do século XVI. Terminou o primeiro grande trabalho de investigação sobre tulipas em 1592 e anotou as variações de cores. Enquanto membro do corpo docente da escola de medicina da Universidade de Leiden (Holanda), Clusius criou um jardim de ensino com tulipas no seu jardim privado. Em 1596 e 1598, mais de cem bolbos foram roubados do seu jardim de uma só vez. Entre 1634 e 1637, o entusiasmo pelas novas flores desencadeou um frenesim especulativo que ficou conhecido como “mania das tulipas”. Os bolbos ficaram tão caros que foram tratados como uma forma de moeda, ou melhor, como futuros. Nessa época, uma tulipa de cerâmica foi concebida para a exibição de flores cortadas. Vasos e buquês, geralmente incluindo tulipas, frequentemente apareciam em pinturas holandesas de naturezas mortas. Até hoje, as tulipas são associadas à Holanda, e as formas cultivadas da tulipa são frequentemente chamadas de “tulipas holandesas”. A Holanda tem a maior exposição permanente de tulipas do mundo no Keukenhof. Caixa de relógio 'Memento Mori', França, 1650 “Memento-mori” de prata, reprodução moderna de uma caixa de relógio de meados do século XVII em forma de crânio humano. Esta caixa foi fabricada exatamente da mesma forma que há mais de 300 anos. Antigamente, os relógios eram um lembrete adequado de que o seu tempo na Terra diminui a cada minuto que passa. Relógios públicos seriam decorados com lemas como “última forsan” (“talvez a última” [hora]) ou “vulnerant omnes, ultima necat” (“todos eles ferem, e o último mata”). Ainda hoje, os relógios costumam adoptar o lema “tempus fugit”, (“o tempo foge”). Alguns relógios antigos apresentavam autómatos que apareciam e marcavam a hora; alguns dos célebres relógios autómatos de Augsburg, na Alemanha, mostravam a morte marcando a hora. Os vários “relógios da morte” computadorizados revivem essa velha ideia. As pessoas carregavam lembretes menores da sua própria mortalidade. Esses relógios portáteis 'Memento Mori' entraram na moda em França e na Grã-Bretanha por volta de 1650 e reapareceram no final do século XIX. Maria, Rainha dos Escoceses, possuía um grande relógio esculpido na forma de uma caveira de prata, embelezado com as linhas de Horácio. Balthazar (l'Ainé) & Gilles Martinot, Paris, 1675 Nestas imagens podemos ver um relógio de latão dourado, movimento de escape de roda de reencontro (verge) sem fusée, balanço de três braços de latão com mola do balanço (espiral) de aço. Fusée substituído por uma quarta roda adicional. Galo em prata dourada (vermeil) de dois apoios. Devido à falta da corrente, o tambor também está equipado com uma roda. Falta a roda das horas, a placa do mostrador, o mostrador e o ponteiro das horas. Caixa em prata dourada (vermeil) com decoração típica do final do século XVII, como vieiras e volutas. A introdução da mola espiral revolucionou a cronometragem. Antes da adição da mola espiral, os relógios diferiam até 40 minutos por dia. O incrível ganho de precisão permitiu que muitos relojoeiros (incluindo Thomas Tompion) pensassem que poderiam construir relógios mais simples e manter a precisão omitindo o fusée e a corrente. Um erro conceptual, que foi corrigido muito rapidamente adicionando a mola espiral e reintroduzindo o fusée. A maioria dos relógios de escape de roda de reencontro (verge) sem fusée do período de 1675 – 1680 eram novas construções, alguns, no entanto, são relógios modificados que foram equipados anteriormente com um fusée. Poucos desses relógios sobreviveram, pois os clientes perceberam rapidamente a falta de precisão causada pela inexistência do fusée descartaram esses relógios ou trocaram-nos por exemplares com fusée e mola helicoidal. Christiaan Huygens 14.4.1629 – 8.7.1695 Em 1675, Christaan Huygens, um físico e matemático holandês revolucionou a precisão na cronometragem ao introduzir a mola espiral. Mudou-se para Paris em 1665, onde permaneceu durante 15 anos, financiado por Colbert, ministro das finanças do rei Luís XIV. Huygens estudou oscilações e começou a interessar-se por cronometragem. Em 1657 inventou o pêndulo como órgão regulador dos grandes relógios, o que os fazia atingir uma precisão até então desconhecida. Durante investigações posteriores sobre o assunto, ele reconheceu os paralelos entre as oscilações de um pêndulo e a mudança de forma de uma mola. Ao adicionar uma mola ao balanço de um relógio, ele queria alcançar oscilações isocrónicas semelhantes às de um pêndulo. As anotações originais mostram que a forma que escolheu para essa mola foi efectivamente uma espiral. Huygens encomendou a construção de um relógio com mola espiral ao relojoeiro parisiense Isaac Thuret. O primeiro modelo foi concluído em 22 de janeiro de 1675. Thuret ficou tão impressionado com a precisão do relógio que construiu um segundo. Além disso, começou a falar sobre esses relógios novos e aprimorados e fez as pessoas pensarem que ele havia inventado o novo sistema. Até tentou patenteá-lo, mas a intervenção de Huygens fê-lo escrever uma carta de desculpas na qual admite que Huygens é efectivamente o inventor. A invenção foi então publicada em 25 de fevereiro de 1675 no 'Journal des Sçavans'. Estranhamente, afinal, Huygens até pode não ser o inventor da mola espiral! Jean de Hautefeuille, um padre, inventor e cientista francês, apresentou a sua invenção da mola espiral à Academia Francesa de Ciências em 7 de julho de 1674, que a recusou. Além disso, não foi Thuret, mas Huygens, quem teve contacto com Hautefeuille e obteve a sua permissão para aplicar a mola espiral aos seus relógios, tendo como argumento o facto de a ter melhorado e posto em prática. Em 1675, Hautefeuille protestou ainda contra a atribuição da invenção a Huygens, mas não conseguiu provar nada, então finalmente desistiu. No entanto, também um inventor inglês reivindicou o aperfeiçoamento da mola espiral, quando numa dada altura, entre 1675 e 1680 Thomas Tompion e Robert Seignior desenvolveram as ideias de Hooke e Huygens numa pequena série de relógios para o Rei. Abraham Yver, Angoulême, 1680 As imagens acima mostram um relógio de latão dourado, movimento fusée, escape de roda de reencontro (verge), 46,7 mm de diâmetro. Colunas egípcias altas. Falta tudo, excepto o fusée e o eixo da mola principal. Teria um grande galo altamente decorado com pequeno regulador de tensão de mola do balanço e um mostrador de cobre esmaltado branco. É uma relíquia de um tipo de movimento de ‘oignon’ (cebola) muito antigo. Abraham Yver (Hyver ou Yuer, 1620 – 1680), o patriarca daquela que se viria a tornar numa das famílias de relojoeiros mais influentes do norte da França. No 'Memoire sur la Généralité de Limoges' publicado em 1698, pode-se ler que a família Yver de Angoulême tinha a maior reputação entre a realeza nas cidades de Saintes, Blois, Poitiers e outras. Todos os membros da família eram protestantes e havia laços com relojoeiros em Blois. Dez membros da família Yver estão registados como trabalhando em Angoulême entre 1670 e 1783. Mostradores de ‘oignon’ franceses, 1685 – 1700 Estes são mostradores em cobre dourado com cartelas esmaltadas de branco (47 – 50,3mm). Cártulas com algarismos romanos azuis ou pretos para as horas e pequenas cartelas para os minutos arábicos (a maioria inexistentes). Três pinos para fixação na placa do mostrador. Aberturas para o parafuso da caixa, pinhão de horas e minutos e orifício de enrolamento da mola real. Painéis centrais dourados decorados com pergaminhos simétricos, animais e elementos arquitetônicos Os primeiros mostradores usados para os relógios "estilo cebola" na moda durante o reinado de Luís XIV eram à base de cobre com esmalte branco e algarismos romanos esmaltados em azul ou preto com algarismos de minutos arábicos. Primeiro com algumas características decorativas, por volta de 1685 passaram a ser douradas com cartelas esmaltadas e algarismos romanos azuis ou pretos. Alguns tipos mantêm a indicação dos minutos árabes em pequenas cártulas separadas na borda. A maioria dos mostradores deste tipo tem inserido um anel esmaltado com marcações de cinco minutos. Esses mostradores foram usados com as primeiras 'cebolas' de um único ponteiro ou com versões de dois ponteiros, assim que o ponteiro dos minutos foi introduzido. Versões maiores desses mostradores foram usadas para relógios de lareira até o final do século XVIII. Não apenas os fabricantes francesas usavam esses mostradores, mas também as suíças, alemãs e italianas seguiram o gosto francês de Louis XIV. Mousset, Paris, c. 1690 Aqui temos um relógio consular em latão dourado (caixa 55,9mm, oignon) movimento de fusée e escape de roda de reencontro (verge) com pequeno regulador, galo de dois apoios de grande diâmetro (30,9mm) com um balanço de três braços de aço. Placa traseira assinada 'MOVSSET A PARIS'. Com colunas egípcias, cobre dourado, mostrador gravado com cartelas esmaltadas com algarismos romanos pintados de azul escuro e um ponteiro de aço. Coleção particular Bordeaux (F) Na terceira, e última parte deste artigo dedicado ao Século XVII iremos falar da relojoaria Suíça (Genebra) e dos Países Baixos.
- Ulysse Nardin Diver X Skeleton White - “X” Marks the Spot!
Muitos poderão questionar-se se a Ulysse Nardin não se terá perdido no seu caminho para a modernização, ou se não terá cedido demasiado à necessidade de agradar a um publico mais vasto, mas também mais ignorante de tudo o que representa a relojoaria mecânica. Mas estas considerações não impedem a venerável casa suíça de apresentar modelos desportivos como o Diver X Skeleton. Diver X Skeleton White @ Ulysse Nardin A casa suíça considera-o aliás uma mistura perfeita entre a alta relojoaria técnica e a relojoaria desportiva. É com esta etiqueta que o Diver X Skeleton fez a sua entrada na actual coleção da Manufatura Ulysse Nardin. E apesar do titânio que o compõe, a sua silhueta apresenta-se revestida a branco. O Diver X Skeleton da Ulysse Nardin não esconde o X que marca toda a estrutura do movimento. Um X que representa exploração e que pretende ser uma assinatura forte que expressa a genética desta Manufatura independente que, ao longo da sua história, inovou continuamente na sua exploração técnica de áreas que nenhuma outra marca ousou abordar e que desde então foram adotadas por todos. A Ulysse Nardin refere-se, claro, ao pioneirismo no campo do silício que a manufactura explorou quando Rolf Schneider ainda era vivo. Diver X Skeleton White @ Ulysse Nardin A Ulysse Nardin decidiu associar o calibre de Manufactura UN-372 a uma caixa de titânio de 44 mm. O movimento automático esqueletizado e ultracontemporâneo, como a marca o designa, apresenta um oscilador de silício, o material do qual também foram produzidos a roda de escape, a âncora e o balanço. O calibre UN-372 exibe as funções de horas, minutos e segundos. Diver X Skeleton White @ Ulysse Nardin Apresentando uma luneta rotativa unidirecional coberta com borracha branca, a caixa de titânio polido com acabamento acetinado é resistente à água até 200 metros. O Diver X Skeleton White está disponível com uma pulseira de borracha branca e com fecho de báscula em titânio. Em alternativa está disponível uma pulseira de tecido branco. Para mais informações, visite o sitio da Ulysse Nardin aqui.
- Corum Bubble 47 Central Tourbillon Label Noir, a virtude está no meio!
Deixar passar aqui no IPR a ocasião de apresentar um Turbilhão central seria um crime de lesa pátria imperdoável. Mesmo quando a marca em causa decide pedir “ajuda” a uma empresa externa como a Label Noir. Mas convenhamos, é um Turbilhão central! Pelo que, como diriam os nossos amigos Suíços, “allez-y”! Bubble 47 Central Tourbillon Label Noire @ Corum A ocasião foi ditada pela oportunidade de construir um relógio único dedicado ao evento Macau Master of Time. A Corum deu assim carta branca à equipe criativa da Label Noir, uma empresa especializada na customização de relógios sob medida. Bubble 47 Central Tourbillon Label Noire @ Corum A coleção Bubble, e mais especificamente o modelo Bubble 47 Central Tourbillon, foi a vitima escolhida para aplicar os elementos que caracterizam a Label Noir, ou seja o preto, o verde ácido, os acabamentos texturizados e os tons de cinza e as superfícies foscas. Bubble 47 Central Tourbillon Label Noire @ Corum Quando há já 23 anos a Corum lançou o Bubble, um relógio de pulso de grandes dimensões com um cristal de safira fortemente abaulado, o design era tão radical que o modelo se tornou num êxito de vendas. Bubble 47 Central Tourbillon Label Noire @ Corum A colecção Bubble foi a versão que Severin Wunderman decidiu associar à sua própria visão criativa. O empresário, que tinha levado a Gucci Timepieces a patamares de sucesso nunca vistos, tinha acabado de adquirir a Corum quando lançou o Bubble. Naquela época, inspirara-se num conhecido relógio de mergulho técnico e experimental, capaz de suportar enormes pressões, e que era encimado por uma espessa cúpula de vidro. Bubble 47 Central Tourbillon Label Noire @ Corum Wunderman pegou essa inspiração e aplicou-a ao Bubble, utilizando para isso um generoso palco com 47 mm de diâmetro. O Bubble continua hoje a ser uma arena de experimentação artística, um verdadeiro lounge onde a Corum faz a festa mas convida outros performers, designers gráficos e artistas a colaborar. Um processo em que contribuem com a sua criatividade e talento artístico. Bubble 47 Central Tourbillon Label Noire @ Corum O Bubble Central Tourbillon integra uma complicação que habitualmente vemos na periferia do mostrador, mas que aqui se posiciona ao centro. Esse desvio aparentemente inocente vira toda a arquitetura do movimento e da indicação de cabeça para baixo. Tudo se inverte. Bubble 47 Central Tourbillon Label Noire @ Corum Para este modelo a Label Noir optou por acabamentos bastante gráficos, enganosamente minimalistas, com tons antracite e prateado, acabamentos mate, bracelete (borracha preta texturizada mate), caixa (titânio grau 5 tratado com ADLC preto), bisel (titânio grau 5 revestido com ADLC preto acetinado), até à platina. Finalmente, o verde ácido, assinatura da Label Noir, é adicionado aos indicadores de horas e minutos. Para mais informações sobre a Corum, visite o sitio da marca aqui.
- Maestro da Gerald Charles agora com versão Cronógrafo
Maestro Cronógrafo GC3.0-TN @ Gerald Charles Não haverá nos tempos que correm designer mais conhecido nos meandros da alta relojoaria do que Gerald Genta. O autor dos esboços que deram origem ao Nautilus da Patek Philippe ou ao Royal Oak da Audemars Piguet foi durante o seu tempo uma espécie de “enfant terrible” da relojoaria principalmente devido ao estilo com que impregnou os relógios da sua própria assinatura. Perdido o direito ao seu próprio nome com a venda da empresa epónima à “The Hour Glass” de Singapura, e que mais tarde a revendeu à Bulgari, Genta passa a assinar os seus mostradores como Gerald Charles. Desaparecida com a morte do artista, ressurgiu recentemente com nova dinâmica mas fiel ao estilo que marcou os últimos anos de vida de Genta. Maestro Cronógrafo GC3.0-TN @ Gerald Charles A marca apresentou recentemente um novo cronógrafo, o Maestro GC3.0-TN, que representa a versão cronográfica da caixa Maestro em titânio polido e com uma pulseira de borracha azul. Como todos os relógios Gerald Charles apresentados até agora, este novo cronógrafo Maestro GC3.0-TN é um relógio de pulso desportivo e elegante quanto baste, que a marca pretende que seja usado em qualquer ocasião. A criação deste novo modelo foi relativamente exigente tendo de superar uma série de desafios técnicos. Primeiro, para criar a forma irregular da caixa do Maestro em titânio de grau 5, um material altamente resistente muito mais difícil de manipular em formas complexas do que o aço inoxidável. O verso do Maestro Cronógrafo GC3.0-TN @ Gerald Charles Um outro desafio foi o de fabricar os botões do cronógrafo à medida do relógio e a coroa decorada com “Clous de Paris” em titânio grau 5. De acordo com a filosofia de design da Maison, os botões ficam nos cantos da caixa do Maestro e seguem a sua silhueta curva, criando uma relação exemplar entre a caixa, os botões e a complicação do cronógrafo do relógio. No final, o Maestro GC3.0-TN Chronograph pesa menos da metade do que o seu modelo irmão em aço inoxidável. O modelo integra o calibre cronógrafo de corda automática GCA3022/12, desenvolvido em parceria entre a Gerald Charles e a Vaucher Fleurier Manufacture. Este calibre cronómetro, visível através do fundo da caixa em cristal de safira, é certificado pelos critérios técnicos e estéticos notoriamente intransigentes do padrão Qualité Fleurier. Maestro Cronógrafo GC3.0-TN @ Gerald Charles A história dos detalhes do Maestro continua no mostrador, que é caracterizado pelos seus três contadores aplicados e polidos ás 3, 6 e 9 horas, indicando respectivamente os segundos, as horas do cronógrafo e os minutos do cronógrafo. Os ponteiros de extremidade arredondada e os marcadores de horas aplicados são todos preenchidos com uma quantidade generosa de Super-LumiNova para uma boa legibilidade em ambientes de fraca iluminação. O Maestro GC3.0-TN Chronograph faz-se acompanhar por uma pulseira de borracha vulcanizada azul Royal com acabamento Clous de Paris e uma fivela em titânio Grau 5 polida. O modelo é resistente à água até 10 atm (100 metros) e apresenta uma garantia de cinco anos, uma vez que o relógio é registado através do sistema 'Smart Warranty' da Gerald Charles. Para mais informações sobre a Gerald Charles, visite o sitio da marca aqui.
- Depthmaster, "Create Your Own" da Nivada Grenchen
A Nivada Grenchen é uma daquelas marcas históricas que tem passado quase despercebida, mas que é dona de uma história incrivelmente rica, autêntica e fascinante. A Nivada Grenchen foi fundada por Jacob Schneider em 1926 e rapidamente estabeleceu uma reputação de relógios bonitos, acessíveis e extremamente fiáveis: aquilo a que hoje chamamos de “tool watch”. Depthmaster CYO @ Nivada Grenchen Introduzido em 1965, o Depthmaster foi o primeiro relógio de mergulho à prova de água até 1.000 metros - ou seja, 3.300 pés. Uma profundidade impressionante, e um recorde igualmente impressionante no contexto da relojoaria de meados do século XX. Na época, a maioria dos relógios de mergulho era classificada como capaz de descer até 100 metros, e raramente até aos 200 metros. Poucas marcas foram nesta altura tão inovadoras e ousadas como a Nivada Grenchen em termos de forçar os limites do possível. Depthmaster CYO @ Nivada Grenchen A fonte 'Deco' do mostrador era outro aspecto inovador nesta altura. Os colecionadores de relógios vintage foram os mais rápidos a identificar a semelhança entre os marcadores das 6 e 9 horas e um outro ícone da cultura pop mais recente. O Depthmaster acabou assim por assumir a alcunha de “Pac-Man”. Mas o que há de tão original no Depthmaster na altura em que este foi lançado? Em 1965 o modelo era totalmente distinto da maioria dos outros relógios de mergulho que apresentavam mnaioritáriamente uma caixa redonda, bisel rotativo e marcadores redondos. Já o Depthmaster apresentava-se numa caixa em forma de almofada de 38 mm com ressaltos vigorosos, um grande aro serrilhado e, em algumas versões, um mostrador com marcadores altamente luminosos que eram também totalmente únicos: na verdade, tão fora do comum que é impossível confundir-se um Depthmaster com qualquer outro relógio, mesmo no escuro. Depthmaster CYO @ Nivada Grenchen A Nivada Grenchen considera actualmente que a verdadeira flexibilidade no design de um produto significa dar aos clientes a capacidade de o personalizar de maneira a refletir as suas próprias necessidades e gostos pessoais. Para isso, a marca decidiu propor uma ferramenta de personalização online para o Depthmaster, permitindo um número verdadeiramente astronómico de possibilidades de personalização. Depthmaster CYO @ Nivada Grenchen Guillaume Laidet, o jovem CEO da Nivada Grenchen que tomou as rédeas da marca há apenas um ano, não tem dúvidas: “Para todos os fãs da Nivada Grenchen que continuam a pedir combinações de design de relógios que não existem, convido-os a experimentar o nosso novo configurador. ”Guillaume Laidet, CEO da Nivada Grenchen De 19 de janeiro a 10 de fevereiro de 2023, os amantes da marca, e os que ainda estão numa fase exploratória, terão duas semanas para brincar com a ideia e construir o seu próprio Depthmaster 'Pac-Man' perfeito - a partir de um número virtualmente infinito de opções de componentes e combinações de bisel, mostrador e ponteiros. Basta aceder aqui. São oito versões de mostrador, seis versões para os ponteiros das horas, minutos e segundos, quatro tipos de lunetas... e uma série de pigmentos luminescentes que também foram adicionados à mistura. Depthmaster CYO @ Nivada Grenchen - 8 opções de mostradores - 6 opções de ponteiros - 4 opções de bisel - 5 opções de pulseira Especificações Técnicas Depthmaster “CYO – Create Your Own” Caixa : 39mm, aço inoxidável preto tratado com DLC Mecanismo : SOPROD P024, automático Funções : Horas, minutos e segundos centrais, data de ajuste rápido, movimento automático com rolamento de esferas, hacking de segundos, 26 rubis. Reserva de marcha: 38 horas Resistência à água: 1.000 m (3.300 pés); válvula automática de liberação de hélio Cristal : Safira Preço: CHF 950 Para mais informações visite o sitio da Nivada Grenchen aqui.
- Novos Skyline Esqueleto para a linha Defy da Zenith
O estado maior da LVMH, que detém a TAG Heuer, a Hublot, a Bulgari e a Zenith, esteve reunida no passado dia 11 de Janeiro em Singapura. A chamada LVMH Watch Week serviu para apresentar as novidades mais recentes destas 4 marcas. A Zenith, em particular, apresentou entre outros modelos os sucessores da linha Defy Skyline, apresentados há pouco mais de um ano. As novas criações associam pela primeira vez a esqueletização ao calibre El Primero, e por consequência, a um cronógrafo com indicação de 1/10 de segundo. Defy Skyline Skeleton @ Zenith A geração anterior do Defy Skeleton tornou-se uma das criações mais procuradas da Zenith. Diz a marca que isso se deveu ao mostrador aberto em forma de estrela e à simetria que ele proporcionou. Já o novo Defy Skyline Skeleton integra o mostrador aberto com uma versão trabalhada com aberturas do movimento automático El Primero da maneira mais marcante. Simétrico quanto baste, o mostrador aberto ganha a forma da estrela de quatro pontas, num óbvio aceno ao logotipo Zenith “double Z” dos anos 1960. Os índices das horas em bastão, assim como os ponteiros das horas e minutos centrais são preenchidos com Super-LumiNova para facilitar a legibilidade num ambiente de luz fraca; uma característica que é normalmente sacrificada nos relógios esqueletizados. Um contador às 6 horas com precisão de 1/10 de segundo em constante funcionamento salta em incrementos fixos, dando uma volta completa a cada 10 segundos, uma característica notável na relojoaria da nova geração do calibre de elevada frequência El Primero. O mostrador aberto está disponível em preto ou azul, com o movimento esqueletizado com um acabamento da mesma cor do mostrador aberto. Defy Skyline Skeleton @ Zenith Inspirando-se na geometria octogonal dos primeiros modelos Defy dos anos 1960, a caixa angular em aço do Skyline Skeleton mantém o mesmo ADN dos seus antecessores. Fixada sobre a caixa em aço inoxidável de 41 mm, a luneta facetada é inspirada nos primeiros modelos Defy, mas reimaginada com doze lados posicionados como extensões para os índices das horas. A coroa de rosca decorada com o emblema com a estrela proporciona uma estanqueidade de 10 atm (100 metros). Defy Skyline Skeleton @ Zenith Visível da parte da frente assim como do fundo da caixa em safira encontra-se a versão trabalhada do calibre automático de alta frequência El Primero, o 3620 SK. Construído com uma arquitetura semelhante ao cronógrafo com precisão de 1/10 de segundo do El Primero 3600, este movimento de manufatura automático aciona o ponteiro de 1/10 de segundo diretamente a partir do escape, que bate a uma frequência de 5Hz (36 000 alt/h), tornando-o assim um indicador "natural" de frações de segundo. O movimento é também dotado de um mecanismo “stop second”. O mecanismo de corda automática com rotor bidirecional garante uma reserva de marcha de aproximadamente 60 horas. Defy Skyline Skeleton @ Zenith O Skyline Skeleton é apresentado numa bracelete em aço com uma superfície acetinada-escovada e com rebordos polidos e chanfrados, seguindo sem problemas as linhas facetadas da caixa. O modelo também inclui uma bracelete em borracha e um fecho de báscula em aço com um padrão de céu estrelado em continuidade com o mostrador, em borracha azul para a versão com mostrador azul e borracha preta para o mostrador preto. DEFY SKYLINE SKELETON Referência: 03.9300.3620/79.I001 Pontos principais: relógio de 3 ponteiros El Primero. Indicação de alta frequência: Submostrador às 6 horas com precisão de 1/10 de segundo. Alavanca e roda de escape em silício. Coroa de rosca. Sistema de braceletes totalmente intercambiáveis. Movimento: El Primero 3620, automático Frequência: 36 000 alt/h (5 Hz) Reserva de marcha: aprox. 60 horas Funções: horas e minutos no centro. Contador às 6 horas com precisão de 1/10 de segundo. Acabamentos: massa oscilante especial com acabamentos acetinados Material: aço inoxidável Estanqueidade: 10 atm Caixa: 41mm Mostrador: mostrador trabalhado com aberturas azul Índices das horas: revestidos a ródio, facetados e revestidos com Super-LumiNova SLN C1 Ponteiros: revestidos a ródio, facetados e revestidos com Super-LumiNova SLN C1 Bracelete e fivela: bracelete e fecho extensível em aço inoxidável. Vem com uma bracelete em borracha azul com um padrão de céu estrelado e um fecho desdobrável. Preço: 10900 CHF DEFY SKYLINE SKELETON Referência: 03.9300.3620/78.I001 Pontos principais: relógio de 3 ponteiros El Primero. Indicação de alta frequência: Submostrador às 6 horas com precisão de 1/10 de segundo. Alavanca e roda de escape em silício. Coroa de rosca. Sistema de braceletes totalmente intercambiáveis. Movimento: El Primero 3620, automático Frequência: 36 000 alt/h (5 Hz) Reserva de marcha: aprox. 60 horas Funções: horas e minutos no centro. Contador às 6 horas com precisão de 1/10 de segundo. Acabamentos: massa oscilante especial com acabamentos acetinado Material: aço inoxidável Estanqueidade: 10 atm Caixa: 41mm Mostrador: mostrador trabalhado com aberturas preto Índices das horas: revestidos a ródio, facetados e revestidos com Super-LumiNova SLN C1 Ponteiros: revestidos a ródio, facetados e revestidos com Super-LumiNova SLN C1 Bracelete e fivela: bracelete e fecho extensível em aço inoxidável. Vem com uma bracelete em borracha preta com um padrão de céu estrelado e um fecho desdobrável. Preço: 10900 CHF Para mais informações sobre a Zenith, aceda ao sitio da marca aqui.
- Hora do Cinema "5" - Making Time, The Rebels of Horology
Ao longo de 1 hora e 16 minutos, cinco designers e relojoeiros extraordinários criam peças à mão, construindo-as tal como se fazia há 500 anos atrás. O trabalho dos chamados relojoeiros independentes esteve sempre profundamente ligado às suas próprias experiências de vida. Making Time é um mergulho na história de vida de Philippe Dufour, Maximilian Büsser, Brittany “Nico” Cox, Ludovic Ballouard, e Aldis Hodge, as suas infâncias, os seus erros e as suas alegrias. Produtor: Kat Mansoor Diretor: Liz Unna Editor: Adam Lavis Produtora Executiva: Hind Seddiqi Produtor Executivo: Ian Skellern Making Time está disponível para aluguer através do canais iTunes, Amazon, Vimeo e Google Play. Para mais informações visite o sitio da produtora aqui.













