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  • José Campos - entrevista

    José Campos é um grande coleccionador de relógios de parede, pé alto e mesa, começou por juntar um grande número de relógios mais pelo prazer do restauro. Nos últimos anos tem-se dedicado à pesquisa e investigação sobre as suas peças preferidas. Foi uma grande honra, por parte do IPR, conhecer esta colecção impressionante que conta com relógios incríveis de 1700 à actualidade. Qual foi o seu primeiro relógio? Foi um relógio de ponto que estava numa casa que comprei. Estava pintado de amarelo canário. Agora está com a madeira original à vista, completamente restaurado e ainda pica o ponto. Só tem um problema, a fita que corre sempre que se pica o ponto, está a ficar sem tinta. A fita é metade preta, metade encarnada, se se entrava a horas picava no preto, se não, no encarnado. Até o mostrador foi restaurado. Como começou esta ideia dos restauros? Olhe comecei por comprá-los para arranjar. Arranjava a máquina, arranjava a caixa. Fui-me entusiasmando e fui fazendo o que está aqui nesta sala. São todos relógios de parede, pé alto ou de mesa. Sabe quantos são? Entre os que tenho nesta sala, os que estão na oficina e na minha casa, devem ser à volta de 300. Estão todos a trabalhar, é um som muito marcante. Sim. Dou corda a todos, mas não à música. Havia um senhor, estava reformado, era jornalista, que me pedia para vir para aqui ler. Os restauros das caixas estão muito bem feitos. Tenho uma loja de molduras, e até os clientes da loja me pedem para lhes restaurar os relógios. Sabe que eu faço tudo à moda antiga. Uso goma laca, não uso verniz. Não ponho químicos estranhos. A única coisa é que colo com cola de madeira, não estou para fazer a minha própria cola. E olhe que a cola que uso custa uma fortuna. Por exemplo tenho ali um que tem uma talha dourada que estava toda negra. Agora tenho de o limpar. E usa máquinas? Faço tudo à mão. Por exemplo, este tem uns dizeres que estão escritos a dourado, faço com uma técnica que partilho com toda a gente. Basta sujar tudo com o material, limpar com um pano, e os sulcos ficam pintados. Dedica-se mais às caixas ou aos mecanismos? Trato de alguns mecanismos mas quando são muito complicados, não arrisco. Quando trabalhava aqui perto um relojoeiro, eu desmanchava-os, depois quando os montava e não trabalhavam lá ia eu. Ele dizia-me “já te ensinei isto, tens de aprender a lição”, “é ali”, “é aqui”. Ele é que me deu umas lições. Como se chama o relojoeiro? Cunha, da relojoaria Cunha. Uma vez tentou-me explicar os cálculos para saber o comprimento e a medida do pêndulo. Ficou de me enviar os apontamentos mas nunca enviou. O problema é que sabe tudo de cabeça. Sabe que aquele tem 30 e tal dentes, o outro 20 e tal. Também tenho aprendido muito na net. Assim dou a volta a muitos problemas. Sempre se dedicou a actvidades manuais? Tenho este problema na perna e quando era mais novo diziam-me que tinha de ir para um escritório, era a única saída. Nunca lá meti os pés, fujo de papéis como o diabo da cruz. Acabei por ser encaminhado para o curso de comércio. Mas nunca lá cheguei, há 68 anos fui operado três vezes seguidas, como experiência. Acabei por perder 3 anos seguidos e na altura sempre que se perdia um ano tinha de se pedir autorização ao Ministro Veiga Simão para nos inscrevermos outra vez. Conclusão, quando voltei perdi o ABC do inglês e do francês. E fui sempre um coxo a línguas. O que me traz dificuldades em algumas traduções sobre relojoaria. Enfim, quando voltei já tinha 14 ou 15 e estava com miúdos de 12. Acabei por me inscrever à noite. Às tantas comecei a trabalhar com o meu pai e a namorar. Como a escola da minha mulher era mesmo por trás da lapidação de diamantes, arranjei emprego por lá. Como já tinha conhecimento de lapidação de vidro fui logo admitido. Entrei como aprendiz, durante 3 meses, depois um ano de avaliação. Ao fim de um ano se se cumprissem os requisitos entrava-se na carreira. Ainda lá estive 12 anos. E qual foi o diamante mais importante que lhe passou pelas mãos? Foi um que tinha o tamanho de um botão de camisa e valia quase 30 000 contos. Era muito puro! Trabalhei com pedras grandes e pequenas e encontrei mais camaradagem nas pequenas. Depois tive de tomar conta do negócio de família que era uma vidraria. Até acabei por me dedicar à vela, mas como passatempo. Então como é que isso aconteceu? Olhe disseram-me que tinha de fazer um desporto, eu disse que gostava de nadar e acabei até por nadar no Algés. Às tantas meti-me nos barcos à vela, fui trocando por outros cada vez maiores e acabei por comprar um muito grande, em sociedade, com um amigo meu e fomos ao Brazil. E até tenho um tissot da comemoração dos 500 anos. E os relógios que tem aqui como é que os organiza? Estou agora a começar a classificar pelas datas, pelo país de origem e pelo relojoeiro. Ainda agora encontrei ali aquele Etienne - Le Noir. No início da minha pesquisa, só encontrava referência ao pai. Diziam que era cego. Mas entretanto descobri que ele se juntou com o filho e faziam relógios para a alta sociedade. E eu tenho um. Este é para mim um dos mais bonitos. Deve ser do ano 1700. Também tenho aquele de pé alto de 1760. Ontem partiu-se a única corda original que ele tinha que era de pele de porco. Também tenho este com um autómato que representa a lenda do rei Salomão. Qual é o seu preferido? Gosto de todos. Tenho uns com mais história que outros. Este tem o número de série limado, é um relógio nazi. Tenho aqui outro com um pêndulo de mercúrio, ainda tem mercúrio, dura 8 dias. E quais acha que são mais complicados? Para mim são os austríacos. Têm gongos diferentes, são uma complicação. Quanto mais campainhas e gongos tiver mais complicados me parecem. Aqui ao lado tem a sua oficina onde faz alguns arranjos. Faço umas suspensões, cravo, descravo, martelo os dedos. Muito obrigado pela visita e pela boa conversa! Ainda bem que gostou, faço tudo com muito gosto. Quer partilhar a história da sua colecção? Entre em contacto connosco.

  • Rui Macedo - entrevista

    Rui Macedo é um coleccionador de relógios despertadores entre outros. Conheça a fantástica história da sua colecção. Como criou esta ligação ao mundo dos relógios? A minha ligação com o mundo dos relógios foi na Casa Pia. O Américo Henriques era o meu coordenador de curso, mas o interesse pelos relógios veio do meu avô e do meu pai. Pois lembro-me dos ver a dar corda aos despertadores. Qual foi o seu primeiro relógio? O meu primeiro relógio foi um despertador, um Junghans. Qual é o maior desafio para um coleccionador de relógios? Talvez seja o espaço. Penso que é essa a maior dor de cabeça do colecionador. Ter espaço e condições para a exposição dos relógios. De seguida, vem o capital para a compra e, por fim, um outro desafio é arranjar material de substituição. Prefere despertadores, relógios de mesa, parede, pé alto, ou de cucu? A minha preferência sempre foram os despertadores, logo de seguida, os cucos. Adoro cucos. Depois os relógios de parede em geral, relógios de mesa, e por fim relógios de pé alto / coluna. Esse tipo de relógio ocupa muito espaço. Como iniciou o seu interesse por despertadores? O interesse por despertadores veio pela história. Pois o relógio despertador esteve presente na vida de milhares de pessoas durante décadas. Foi o relógio que mais ligação teve com as pessoas. O relógio que mais marcou a história na vida das pessoas. Em quase todas as mesas de cabeceira ou cómodas, por este mundo fora, havia despertadores a funcionar e a acordar pessoas. Ainda hoje em dia o ícone de alarme em vários dispositivos electrónicos é o despertador de campainhas. Tirando as gerações recentes, toda a gente teve contacto com um despertador, ou lá por casa havia pelo menos um despertador. O interesse veio daí, pela história que o relógio despertador fez pelo mundo afora Faz a manutenção dos seus relógios todos, apenas de alguns? Como faz a selecção dos que merecem ser reparados? Manutenção aos meus relógios, sim, sou eu. Só dou a fazer quando não tenho a possibilidade de executar a tarefa em questão. Pois tenho poucas ferramentas. Também gostaria de me especializar ainda mais neste mundo, e foi graças a essa minha vontade de o fazer que descobri o IPR e que me inscrevi no curso Alfaiates do Tempo. Aguardo a oportunidade de ir fazer a formação, e talvez um dia venha a fazer disto uma profissão ou uma ocupação mais aprofundada. A decisão acerca da selecção dos relógios a reparar ou não, é tomada em função do seu estado geral de conservação, tendo principalmente em conta o estado do mostrador, ponteiros, caixa, tampas e, por fim, o movimento. Quando o mostrador está bastante danificado, ou a caixa está "morta" esse relógio fica para peças, já comprei vários precisamente para esse efeito, para recuperação de material original em bom estado. Os movimentos têm muita compatibilidade, pois muitas das vezes as diferenças entre os relógios é apenas a caixa, mostrador, e ponteiros. A sua colecção tem um tema ou um fio condutor? A minha coleção não tem fio condutor, nem para traz e, por enquanto, nem para a frente. Talvez um dia que eu feche definitivamente os olhos tudo será vendido. Gostava claramente de passar essa herança a alguém, mas de momento estou sozinho e sem ligação a ninguém. Perante a construção da sua colecção sente-se mais um acumulador, um caçador de tesouros ou um investigador? Perante a construção da minha colecção, nunca o fiz por dinheiro, mas sim pelo que as coisas significam. Gosto de olhar paras coisas e ver a história que elas representam e transmitem, a época que elas marcaram, a sua presença. Faço-o pela nostalgia, não a pensar no valor das coisas. Pois o tratamento que dou a um despertador Zenith ou Oris, é precisamente o mesmo que dou a um Jaeger, Reguladora, Japy, entre outros. Tento ter variedade, tendo em conta a marca e o país de origem do relógio. A ideia é ter um leque variado de relógios, modelos diferentes e países diferentes. Faz alguma recomendação aos novos coleccionadores acerca da forma de adquirir relógios ou de organizar uma colecção? Recomendação a novos colecionadores: estar atento e aberto a oportunidades. Ter sempre algum capital de lado em stand-by, pois as oportunidades aparecem sem avisar. Procurar com bastante calma, pois há muito produto à venda a preços inflacionados, logo perde o interesse. Feiras, sites na internet, redes sociais, por vezes evitar leilões, o produto vem inflacionado. Para mim o mais importante é ter capital disponível para a coleção, e ir procurando com bastante calma. Organização da colecção, depende um pouco do gosto de cada um e do que se pretende fazer, tal como, se compra por gosto e nostalgia. Também se deve ter em conta o que o relógio "fala" ou se se considera um investimento. Eu penso que grande parte dos colecionadores amadores ou profissionais, têm um pouco de tudo. Como anteriormente mencionei, já perdi a conta aos relógios que andam por cá, pois não tenho possibilidade de ter tudo exposto (a "tal" dor de cabeça do colecionador). Mais de metade estão embrulhados e armazenados em caixas. Relógios de cuco são uns 19 ou 20 apenas tenho um em exposição. Os restantes estão armazenados, tenho uns reparados, outros para restauro, de modelos tradicionais, outros de chalé, ou de chalé musicais. Acho que tenho dois cucos suíços também, despertadores devo ter na casa dos 400. Relógios de parede tenho vários, mas perdi-lhes a conta também. Muitos estão também armazenados. Nesses de parede sei que anda por cá um holandês, o tal da estatueta com o globo azul, mas esse é de tamanho grande. Relógios de mesa tenho poucos, a maior parte são de transistor, pois sou fã desse mecanismo, o movimento magnético mecânico. Por fim, tenho um pouco de tudo no que diz respeito à relojoaria média. Quer partilhar a história da sua colecção? Entre em contacto connosco.

  • Oscilador: o coração do tempo

    Artigo originalmente publicado no número 76 da Espiral do Tempo (outono 2021), mas revisto e atualizado posteriormente pelo autor. Patenteado em 1801 por Abraham-Louis Breguet, o turbilhão celebrou 220 anos em 2021. Depois de uma longa história, o dispositivo criado para corrigir os efeitos nocivos da gravidade ou atração terrestre sobre o isocronismo do sistema balanço-espiral acabaria por ser devidamente adaptado aos relógios de pulso, de tal forma que, hoje, tem mais utilidade como espetáculo estético do que como espetáculo cronométrico. Continuar a ler em: Espiral do Tempo

  • CONTAR o nascimento de uma marca portuguesa

    Inscrição World Time com Eduardo Martins - Quinta 24/2/2022 Nos próximos anos vão nascer várias marcas portuguesas de relógios. É sempre uma honra e um privilégio assistir ao nascimento de uma marca. A Contar nasceu em 2021 e lançou há uns dias o seu primeiro modelo, o MK I. As marcas portuguesas de relógios O panorama das marcas de relojoaria em Portugal é simples, existem marcas de moda e marcas de tradição relojoeira. As primeiras lançam modelos de quartzo e centram-se principalmente no aspecto exterior. Há algumas muito bem sucedidas. As segundas, as que seguem a tradição relojoeira, são lançadas por entusiastas da relojoaria, criam modelos enquadrados em aspectos históricos, normalmente com movimentos mecânicos, contam-se pelos dedos de uma mão e destinam-se principalmente a coleccionadores. Entre elas temos a Prometheus e a Borealis, a Isotope, a Meia Lua, a Exímio, o Museu do Relógio, e agora a Contar. A persistência de Eduardo Martins Eduardo Martins sempre gostou de relógios militares, é capaz de falar horas a fio acerca deste assunto. É designer gráfico de profissão, o que lhe permitiu fazer todo o desenho do relógio sozinho, desde a escolha do movimento, aos marcadores aplicados, passando pelo logótipo da coroa. O seu primeiro passo foi lançar uma campanha no Indiegogo. Não correu como esperava, o que teria sido um óptimo pretexto para desistir. Não foi porém isso que aconteceu. Eduardo acabou por financiar toda a produção do relógio com fundos próprios. Passados dois dias do lançamento do MK I tinha vendido ¼ da produção, o que não é nada mau para uma campanha publicitária de baixo orçamento. O primeiro modelo - MK I Nas palavras do seu criador, este é um modelo de relógio simples que possibilita uma leitura rápida, fiável, inspirado na tradição militar. Foi precisamente nesta tradição militar que Eduardo Martins se inspirou para desenhar o MK I. É um modelo de quartzo VD78 japonês, com vidro de safira, com revestimento anti-reflexo interno, com uma resistência à água de 10 atm (100 m), fundo aparafusado, BGW9 Lume, 40 mm de diâmetro e 10,5 mm de espessura, com uma correia nato de 20 mm. Estas são as características de um relógio simples e fiável, que nos permitem concluir que, para lançar uma marca, não é necessário um grande investimento. Como está anunciado no site da Contar: www.contarwatches.com, quem estiver interessado, pode adquirir um exemplar por 120 € + IVA até dia 28 de Fevereiro, depois dessa data o valor passará a 150 € + IVA. Cenas dos próximos episódios… O próximo relógio da CONTAR já está desenhado. Será um modelo com movimento mecânico, com um design raro actualmente. É desta forma que se inicia uma marca com fundos próprios. Neste processo, Eduardo recebeu uma grande ajuda da comunidade relojoeira portuguesa, tal como dos donos de outras marcas. Esperamos que esta história seja um bom exemplo para futuros aventureiros horológicos. Caso esteja interessado em criar a sua própria marca de relógios, entre em contacto connosco, estamos cá todos para ajudar.

  • Quem dirige o Maestro?

    A obra musical que se segue é já a terceira obra do programa. Ainda que o Maestro quisesse compensar um pouco o atraso do início do concerto, interpretando-a num andamento mais rápido, não poderia fazê-lo nesta peça, pensaram alguns dos presentes no público. Pois também o próprio Maestro é "dirigido", mesmo quando faz a mais rigorosa das suas interpretações. Esta obra tem uma duração exacta de 4'33", 273" se quisermos ser mais precisos. Para surpresa de alguns, e apesar do Maestro esboçar os seus típicos gestos, o ensemble¹ não reage. Não se ouve nenhum som, ou melhor, não se ouve nenhum som a partir de um instrumento musical. Um assento range e mais ao longe sente-se que há alguém comprometido por não ter conseguido segurar um pequeno "atchim". No palco, o Maestro sabe que esta obra de John Cage é uma proposta muito original. Na realidade, tem o objectivo de fazer o público ouvir todos os sons que habitualmente acontecem durante um concerto, mas dos quais ninguém se apercebe por estarem precisamente concentrados na música. O ensemble não irá dar rigorosamente nota nenhuma na execução desta obra. Escusado será dizer também que é uma obra sempre diferente cada vez que é apresentada, pois os sons do público nunca são os mesmos. Na estante do Maestro era visível, de alguns ângulos da plateia, algo mais para além da sua habitual partitura que estranhamente se apresentava também ela praticamente em branco, sem pautas musicais e contendo somente a indicação tacet² . Mas o que se conseguia ver desses ângulos seria... um relógio? Os mais conhecedores aperceberam-se que o Maestro o havia consultado antes do seu primeiro, contido, gesto. Sem compreenderem porquê, sentiram também um desconforto no Maestro. Eles sabem que o Maestro tem de consultar religiosamente o seu relógio para garantir a melhor interpretação desta obra de John Cage, compositor contemporâneo. É o seu relógio que lhe garante a marcação rigorosa da duração desta obra. O seu relógio marca os segundos exactos, um após o outro numa exactidão e rigor fantásticos, sempre com a mesma tranquilidade. Para o Maestro, que é também amante de relojoaria, chega a ser relaxante e tranquilizador apreciar o seu funcionamento. Especialmente no final de dias de maior stress. Mais ainda se fosse um Jaeger-LeCoultre Atmos³ com as suas apenas duas oscilações por minuto, como aquele que o Maestro havia visto na oficina do seu amigo, Mestre relojoeiro que faz a rigorosa manutenção aos seus, não muitos, mas, adorados relógios. Para esta obra musical o Jaeger-LeCoultre Atmos, que quase o hipnotizou, não iria resultar, não só pela sua dimensão em cima da sua estante, mas principalmente porque só faz dois tranquilizantes batimentos por minuto e são requeridos 60 batimentos por minuto (bpm) para a interpretação desta peça cujo nome é precisamente uma indicação de tempo: quatro minutos e trinta e três segundos, 4'33". O MESTRE E O MAESTRO Metrónomo de bolso Palmer Cadenzia 1970’s Enquanto vai dirigindo o ensemble, ou se se preferir, gesticulando, vêem-lhe à memória as conversas com o seu amigo e Mestre relojoeiro - que graças a si tem vindo gradualmente a tornar-se melómano⁴, e que lhe disse, numa dessas conversas que ao menos nesta obra musical também o Maestro tem de se manter fiel aos 60 bpm tal como o relojoeiro quando "afina" com todo o rigor o seu relógio. Ou seja, nesta obra o Maestro é, também ele, dirigido. Numa espécie de graça, o seu amigo já lhe havia dito que enquanto um relojoeiro se esforça por manter exactos os segundos um após o outro, numa cadência de sessenta por minuto, os músicos fraccionam-nos ou multiplicam-nos. Nada mau para um recente melómano, pensou o Maestro, pois no repertório musical, em geral não abundam muitos temas musicais com 60 bpm. Uma marcha, por exemplo, tem, em regra geral, 120 bpm havendo também andamentos mais lentos que os 60 bpm e por aí fora. Mas sem dúvida que tem de haver uma base, pensava ele, e essa é precisamente os 60 bpm. Quem nos fornece essa base são os relógios, rigorosamente mantidos pelo seu amigo. O METRÓNOMO E O RELÓGIO DE PAREDE De facto, o Maestro nunca havia pensado muito nesta questão, pois os vários andamentos, de tantas gravações e interpretações que já ouvira, tornaram-se quase inatos, dispensando praticamente a consulta do metrónomo. Após algum racioncínio sobre o tema e algumas conversas com o seu amigo, concluiu que o metrónomo tem realmente muitas semelhanças com o funcionamento de um relógio de parede. As semelhanças resultam do facto de ambos terem uma haste e uma lentilha, para além de partilharem uma fonte de energia semelhante, a corda, e um sistema de rodagens também semelhante. Mais uma vez o seu amigo relojoeiro tem razão, enquanto a lentilha no relógio de parede tem o objectivo de o manter com uma frequência exacta, no metrónomo, o objectivo é fazer ouvir justamente as diferentes frequências, ajustando a lentilha na escala graduada da sua haste, podendo-se desta forma fazer ouvir 60 bpm; 120 bpm, 180 bpm, 240 bpm, etc. MÚSICOS VS RELOJOEIROS Serão os músicos uns vilões desestabilizadores da regularidade tão procurada pelos relojoeiros? Ao pensar isto esboçou um sorriso e deixou sair uma pequena gargalhada. Upss, não era o momento, acabou de deixar o seu contributo sonoro involuntário para a peça de John Cage. No silêncio quase absoluto da peça, ouvir o Maestro deixar sair uma pequena gargalhada era um pouco comprometedor, talvez tenha deixado os seus pensamentos voar um pouco alto de mais e lá aconteceu. Depressa se esqueceu do sucedido e voltou aos metrónomos, recordando que os relojoeiros também já apresentaram propostas para metrónomos de bolso, tal como o Patek Philippe & Co., Genéve, Case no. 2 de 1880, que viu na oficina do seu amigo relojoeiro e que pediu emprestado para mostrar aos seus amigos músicos, pois este metrónomo de bolso faz 120 bpm. Mais recente é o metrónomo Cadenzia que também foi pensado especificamente para músicos e que divide o minuto num número ainda maior de batimentos. Portanto os músicos não podem ser os tais vilões que fraccionam o tempo uma vez que os próprios relojoeiros forneceram e continuam a fornecer metrónomos de bolso aos músicos. Na verdade, o que existe é uma colaboração entre ambos. Como deveria ser fantástico ter este metrónomo Patek Philippe e logo com elementos alusivos à música, pois traz a pauta de uma melodia no seu mostrador. Essa melodia constitui um mistério. Ainda ninguém conseguiu descobrir de que melodia se trata. Já a haviam cantarolado até e gravado. É uma melodia bonita, se bem que, metricamente e à falta de explicação para tal, deve considerar-se que tem uns pequenos "descuidos" nos quais só os músicos reparam. Por outro lado, talvez estes descuidos possam acrescentar ainda mais valor ao relógio. Que grande amigo, pensou ele, ao lhe confiar um Patek Philippe só para tentar descobrir a origem dessa melodia e, ao mesmo tempo, provar a outros músicos que os Mestres relojoeiros também se lembram do universo musical construindo desejáveis metrónomos de bolso. GRAND FINALE Bulova Accutron Spaceview e Relógio de carrilhão Talvez até haja mais entre a relojoaria e a música que aquilo que se possa inicialmente imaginar. Os relógios de parede, de carrilhão, por exemplo, deliciam-nos normalmente com duas melodias o Westeminster e a Avé Maria. À sua memória vêm-lhe também os famosos Bulova Accutron e o seu diapasão de 300 hz ou de 360 hz. Ora o diapasão é precisamente um acessório usado em música para ajudar na afinação e os 300 hz em música têm um nome, chamam-se Ré, enquanto que aos 360 hz se chama Fá sustenido⁵. Deviam ser essas as notas musicais que os proprietários dos Bulova ouviam quando, à noite, os deixavam directamente em cima da sua mesinha de cabeceira e se esqueciam de colocar um pano por baixo para não lhes perturbar o sono. Este pensamento leva o Maestro a esboçar novo sorriso, agora já mais disfarçado e contido. Quando os seus pensamentos queriam continuar a fluir à procura de novos exemplos de partilha entre os universos da relojoaria e da música, deu-se conta que tinham passado exactamente os 4’33”. A peça tinha acabado? Tudo fora tão rápido. Terá o público abdicado de 273” para nada? De certeza que não. Tal como o Maestro, também no pensamento do público se passou muita coisa. Aliás, não deverá ser também o propósito desta peça, fazer-nos reflectir um pouco num contexto diferente? Ao virar-se para agradecer os aplausos, o Maestro conseguiu ver no público o seu amigo relojoeiro e também se apercebeu que este tinha visto o Patek Philippe que lhe havia emprestado e que estava em cima da sua estante. Uma vez que o Patek Philippe marca 120 bpm, terá o Maestro contado 546 batimentos para cumprir o tempo de duração desta peça? Pensou o seu amigo relojoeiro. Continua… Notas 1- Ensemble - Grupo musical constituído por um número de elementos não definido. Normalmente mais de 10 elementos, mas menor que uma Banda ou Orquestra. 2 – tacet – Termo que indica que o músico dever permanecer em silêncio sem tocar. 3 – atmos - jaeger lecoultre 4 – Melómano – Quem gosta de música 5 – Sustenido (#) – Aplicado a uma nota musical faz subir a sua afinação para um som ligeiramente mais agudo.

  • LeRoy & Fils. | 1838 | Ouro 18 Kt.

    Série: GRANGES MARCAS E história da Casa LeRoy Por Sílvio Pereira O relógio que vos trazemos nesta #quartadebolso, uma obra prima da engenharia, foi construído com um excelente bom gosto e requinte estético. É sem dúvida uma peça digna de museu. No seu guarda pó constam as seguintes inscrições: Leroy & Fils Horlogers 114 e 115 Galie de Valois Palais Royal / Paris No 41325 O relógio pesa 92,2 gramas. Tem um diâmetro do 4,5 cm. E uma espessura total de 1,0 cm. Leroy - Uma longa e rica história A história da Maison Leroy é o resultado de uma sucessão de indivíduos brilhantes que deixaram sua marca na relojoaria de forma ininterrupta desde o século XVIII até à actualidade. Inventores excepcionais e comerciantes visionários, os vários Le Roys conseguiram impor a sua assinatura ao longo do tempo como garantia de excelência e uma referência para a relojoaria francesa de luxo. Relojoeiro do Rei, do Imperador, da Rainha Vitória e da Marinha, Leroy atingiu a apoteose em 1900 com a apresentação, durante a Exposição Universal de Paris, do mítico “Leroy 01”. Até à data considerado o relógio mais complicado do mundo, este relógio estabeleceu definitivamente a marca no restrito clube da Alta Relojoaria. DA RELOJOARIA DOS REIS AO ILUMINISMO A história da Maison Leroy começa em 1747 quando Basile Le Roy, filho de um lenhador, iniciou aos 16 anos a sua aprendizagem como relojoeiro junto do mestre Joseph Quétin. Não tendo um ancestral relojoeiro, Basile optou por usar o nome de dois relojoeiros famosos, Julien Le Roy (1686-1759) e seu filho Pierre (1717-1785). Julien ficou conhecido por ter desenvolvido o primeiro relógio com ponteiro de segundos. O Seu filho, Pierre, é ainda considerado um dos pais da cronometria moderna. Os seus cronómetros de marinha foram um trunfo decisivo para a França na corrida em que as monarquias europeias se empenharam pelo domínio do tempo no mar, garantindo a determinação precisa da Longitude. Em 1785, o filho de Basile Le Roy - Charles Le Roy, foi nomeado Mestre Relojoeiro aos 20 anos. Com a ajuda do seu pai, abriu uma loja e uma oficina sob as arcadas do Palácio Real que Luís IV de Orleans acabara de abrir ao público e comerciantes. A casa manterá este endereço durante mais de um século. Em 1790, para escapar das atrocidades dos revolucionários, Leroy, cujo apelido poderia ser conotado com a realeza e, portanto, perigoso, assina as suas peças com o anagrama Elyor. Durante os anos seguintes de terror, acabou mesmo por fazer uma venda fictícia da sua empresa a um seu empregado Cachard, reavendo-a após terminar o conflito. A partir de 1794, a qualidade dos relógios Leroy foi reconhecida por muitos homens influentes em Paris. Os últimos cinco anos do século selam permanentemente a reputação de Charles que mais uma vez assina Le Roy as suas produções (fortemente inspiradas pelas de Abraham-Louis Breguet) e participa da exposição parisiense de 1798. A Maison Le Roy torna-se uma das referências parisienses para a criação de relógios de bolso e de relógios de viagem, destinados principalmente a oficiais das campanhas napoleónicas. RELOJOEIROS DO IMPÉRIO E DA COROA BRITÂNICA Em 1805, Le Roy tornou-se “Horloger de l'Empereur” Napoleão I, “Horloger de Madame Mère”, assim como outros membros da família imperial e dedica-se a produzir relógios de altíssima qualidade, tradicionais ou decimais. Por volta de 1810, a produção de relógios e relógios de viagem prevaleceu sobre as demais peças e para poder honrar suas encomendas, Le Roy desenvolveu colaborações com oficinas localizadas no Jura francês e na Suíça. Em 1828, Charles-Louis juntou-se ao pai nos negócios da família que passou a chamar-se "Le Roy & Fils". Durante a primeira metade do século 19, a Casa desenvolveu-se a todos os níveis e chegou a ter quase 50 funcionários permanentes, por volta de 1840. A produção de relógios de bolso estava de volta com força e as oficinas tinham aumentado constantemente a complexidade de seus relógios, cuja reputação de excelência ia para além da francesa. O dinamismo de Charles-Louis atraiu para a sua empresa os melhores artesões da área, em particular Adrien Philippe, que trabalhou para a Le Roy antes de se juntar a Antoine Norbert de Patek em Genebra para fundar a Patek Philippe. Em 1845, Casimir Halley Desfontaines comprou a empresa de Charles-Louis, cujos filhos não desejavam continuar na sucessão. A casa manterá o nome "Le Roy & Fils" durante os próximos dois anos e o novo proprietário regista várias patentes, uma das quais, revolucionária, diz respeito a um relógio eletromagnético que será apresentado na exposição de Paris em 1855. Em 1854, Le Roy & Sons estabeleceu-se em Londres, primeiro na Regent Street, depois, numa segunda boutique, na New Bond Street, e em 1863 tornou-se “Relojoeiro da Rainha Vitória”. Sabe-se que por esta altura entregou uma grande quantidade de peças exoclusivas, por encomenda, para a corte inglesa. Presente em todas as exposições europeias, de Madrid a Viena e de Londres a Paris, Le Roy & Fils começou a coleccionar prémios e medalhas. LOUIS LEROY - PAI DO LEROY 01 Em 1879, Casimir Halley Desfontaines contratou em Londres o jovem Louis Leroy, um relojoeiro convicto, de apenas vinte anos, cujo pai, Horloger de la Marine, era um ilustre fabricante de cronómetros. A chegada do jovem marcará o início do período de excelência absoluta da marca. Em 1888, após a morte de Casimir, seu filho assumiu o negócio e Louis Leroy tornou-se seu sócio antes de se tornar o único mestre e em 1889 transformar o nome da empresa em "L.Leroy & Cie, antiga casa de Le Roy & Fils". Louis Leroy viaja muito; descobre que os relógios criados na Suíça já superam as produções francesas, por isso colabora com oficinas no Vallée de Joux onde compra caixas, escapes e às vezes até mecanismos completos que depois serão decorados, montados e instalados em Paris. Em 1892, para se aproximar dos seus fornecedores, abriu os “Ateliers L. Leroy” em Besançon, que era o coração e a alma da indústria relojoeira francesa na época, além disso, tinha sido acabado de inaugurar o Observatório Nacional e tal como o seu serviço de certificação cronométrica. A empresa de Louis Leroy - na qual o seu irmão mais novo Léon ingressou em 1895 como sócio - conta com excelentes competências de pesquisa, desenvolvimento e produção e coopera com grandes nomes da relojoaria suíça, notadamente Louis-Benjamin Audemars e Charles Piguet. Em 1899, L. Leroy & Cie abriu oficinas e loja em 7, Boulevard de la Madeleine. A casa passou a contar com uma clientela abastada, leal e de prestígio que apoiou o seu extraordinário desenvolvimento ao longo da primeira metade do século XX. Cabeças coroadas, artistas, industriais, políticos, filósofos e aventureiros são o que hoje chamaríamos de aficionados da marca: Franklin D. Roosvelt, Alfred Nobel, Antoine de Saint-Exupéry, Lindbergh, Louis Renault e Ettore Bugatti, Chopin, Strauss e Wagner , Georges Sand, Musset, Marcel Proust, Henri Matisse ... O ano de 1900 foi decisivo para Louis Leroy que apresentou o Leroy 01. Grande Prémio da Exposição Universal de Paris, um verdadeiro ícone planetário. Este relógio único, encomendado expressamente pelo Luso-Brasileiro Monteiro dos Milhões, permanecerá a referência absoluta na relojoaria ultra-complicada até 1989, quando a Patek Philippe produz o seu Calibre 89.

  • Tissot | 1960 | Plaqueado

    Série: GRANDES MARCAS Por: Sílvio Pereira - Relógio de Bolso tipo Lepine. Datado de 1960 - Funções: Horas, minutos e segundos - Número de Série: Y511.210 - Manufactura: Tissot - País - Suiça - Calibre: Formato Pontes clássicas. Unitas 6497 - Protecção do movimento: Guarda pó em latão - Tipo de Escape: Âncora Suiça - Balanço: Glucydur, com espiral plana - Reserva de Marcha: 36 horas - Frequência: 18000 A/h - Rubis: 17 - Material da caixa: plaqueado a ouro - Mostrador: esmalte sem imperfeições ou cabelos - Pequenos segundos: Às 6horas - Diâmetro da caixa: 48,1mm - Espessura: 12,1mm - Peso: 75,63g - A mola real é accionada através da coroa às 12 h.. - Ponteiros: Em forma de pera. Accionados pela coroa. - Numerais: Romanos para as horas até às 12 e Arábicos das 13 às 24. Indexes para os minutos. - Vidro: Em óptimo estado. - Numeração da tampa de caixa: Y511.210 Apreciação geral - Relógio de uma das marcas mais importantes e mais antigas da relojoaria mundial, em óptimo estado geral de conservação. Funciona perfeitamente. Outros exemplares da colecção Tissot | PR 516-GL |1970 Apesar de não se enquadrar no tema destes artigis sobre relógios de bolso, há uma ligação muito grande entre o autor do artigo e este PR 516 GL, uma vez que foi o seu primeiro relógio, para o qual teve que trabalhar durante 3 meses de férias da escola para o aduirir. Foi o seu primeiro emprego e o seu primeiro ordenado com apenas 12 anos, no longínquo ano de 1972. HISTÓRIA DA TISSOT O princípio de tudo A Alemanha e a Holanda lideraram a relojoaria no século XVII com invenções como a corrente do fuso e a espiral do balanço, respectivamente. O século XVIII trouxe o domínio dos relojoeiros ingleses, cujas inovações técnicas ainda são encontradas nos movimentos mecânicos de hoje. Entretanto, a Suíça apareceu. O mestre relojoeiro suíço Abraham-Louis Breguet foi um inventor extraordinário, cujas realizações incluíram o turbilhão, um dispositivo rotativo para neutralizar os efeitos da gravidade num relógio de bolso; o anti-choque, um mecanismo de absorção de choque; e a espiral de balanço, 'espiral Breguet'. Camponeses e agricultores na Suíça ocupavam os meses de inverno a fazer componentes de relógios para empresas de relojoaria com sede em Genebra, o que permitiu que a indústria relojoeira da Suíça crescesse enormemente no século XIX. Mas a Suíça em meados do século 19 não era o país rico que é hoje, e era um país com um grande fluxo social e económico. No século XIX, a pobreza e a falta de oportunidades de trabalho fizeram com que muitos suíços procurassem os seus futuros noutros lugares, principalmente na América do Norte e do Sul. A relojoaria provaria ser uma indústria fundamental durante esse período para estabelecer a estabilidade económica e a eventual prosperidade na Suíça. O Jura - o coração da relojoaria Suiça Jura O Jura é uma cordilheira ondulada no noroeste da Suíça e ocupa cerca de um oitavo do país. Durante mais de um século, 90% da produção de relógios suíços está concentrada no Jura. Esta região ficou conhecida como 'Watch Valley – a Terra da Precisão'. Nesta região foi lançada no início dos anos 2000 o caminho histórico da Rota da Relojoaria, com aproximadamente 200 km de extensão. As 38 etapas do percurso formam uma espécie de peregrinação relojoeira que passa pelos mais famosos fabricantes de relógios e museus especializados, e onde estão expostas obras-primas únicas. O nascimento e Crescimento da Tissot Charles-Félicien Tissot e Charles-Emile Tissot Em 1 de julho de 1853, Charles-Félicien Tissot, um montador de caixas de ouro, fundou a Ch. Félicien Tissot & Fils em Le Locle no Jura, com seu filho Charles-Emile Tissot, um relojoeiro. Primeiro logotipo da Tissot A Tissot começou a sua actividade na cidade de Le Locle como um comptoir d'établissage, que consistia numa rede de trabalhadores independentes altamente especializados e que produziam as diferentes peças de relógio, para depois serem montadas e vendidas no comptoir. Le Locle O foco de relógios da Tissot estava em relógios de bolso, relógios pendentes luxuosos ou relógios com complicações, na época destinados principalmente ao mercado dos Estados Unidos. Em 1858, o filho fundador, Charles Emile Tissot, deixou a Suíça viajou até à Rússia onde vendeu com sucesso relógios de bolso Tissot 'Savonnette' em todo o enorme e influente império russo, começando por vender relógios de caçador aos oficiais que guardavam o palácio do czar. Fábrica da Tissot no início do século XX Em 1900 a Tissot ganhou um prémio altamente cobiçado, o Grand Prix em Paris, o mesmo ano em que a cidade sediaria os 2º Jogos Olímpicos. Ao mesmo tempo, a Tissot foi pioneira numa longa história de colaboração com os seus embaixadores, com um dos seus relógios de pulso a ser usado pela icónica atriz Sarah Bernhardt, a atriz de teatro mais bem sucedida da sua época. No final de 1917, foi criada a sociedade Tissot & Fils SA e tornou-se fabricante com a introdução da produção de peças de movimentos. Em poucos anos, a Tissot conseguiu criar uma notável presença no mercado relojoeiro mundial. Fusões e o turbulento século XX Em 1930, a Tissot e a Omega fundiram-se para formar a primeira associação relojoeira suíça, a SSIH ( Société Suisse pour l'Industrie Horlogère). Os relógios da era Tissot-Omega são muito procurados pelos colecionadores. O quartzo, a maior revolução do século 20 na indústria relojoeira, também passou pela Suíça. Embora o primeiro relógio de quartzo tenha sido desenvolvido no Centre Electronique Horloger (CEH – Centro de Relógios Eletrónicos) em Neuchâtel em 1967, os relojoeiros suíços não capitalizaram essa inovação. Na década de 1970, a indústria relojoeira suíça estava em grave crise, decorrente do advento de relógios de quartzo de grande sucesso, dominados pelos japoneses. A indústria relojoeira suíça seria salva quando o relógio renascesse como acessório de moda através da Swatch. Este relógio de quartzo analógico, que combinava alta qualidade e designs emocionantes com um preço baixo, foi lançado pela primeira vez em 1983 e tornou-se uma sensação da cultura pop e um enorme sucesso global na década de 1980. Não há dúvida de que a Swatch salvou a indústria relojoeira suíça da sua queda e ajudou a impulsioná-la. Trinta anos após a 'crise' na indústria relojoeira suíça, esta tornou-se novamente um dos setores económicos mais prósperos da Suíça e mais uma vez sinónimo de qualidade e prestígio. Em 1983, Nicolas G. Hayek da Swatch, que tinha sido encarregado de auditar o setor relojoeiro suíço, recomendou a fusão dos principais grupos de relojoeiros da época: a SSIH (principalmente Tissot e Omega) e ASUAG (uma holding da fabricantes de peças em bruto de movimentos e componentes). O grupo, que então se chamava SMH (Swiss Corporation for Microelectronics and Watchmaking Industries Ltd.), se tornaria The Swatch Group em 1998, do qual a Tissot faz parte até hoje. O Swatch Group é hoje o maior produtor e distribuidor de relógios do mundo. Fábrica da Tissot na actualidade Património, inovação e prestígio global “Tissot - mais do que um relógio.” A Tissot é definida pelo seu conhecido slogan - 'Inovadores por Tradição'. A empresa orgulhosamente tem sua sede na cidade de Le Locle, na área de Neuchâtel, nas montanhas do Jura, desde 1853, com uma presença altamente visível em 160 países, incluindo muitas luxuosas boutiques Tissot e pontos de venda em joalherias e relojoarias de alta qualidade em todo o mundo. O spread de distribuição da Tissot é inigualável por qualquer outra empresa relojoeira Suíça. A inovação invejável e inovadora da Tissot permitiu o desenvolvimento de produtos de alta tecnologia, materiais especiais e funcionalidades avançadas. Com uma gama mais ampla e versátil de relógios de alta qualidade a um preço atraente do que qualquer outra marca de relógios suíça, a Tissot também está empenhada em tornar a excelência acessível. Temos uma veia criativa tão forte porque somos um verdadeiro multiespecialista.”François Thiébaud (Presidente da Tissot). É a Suíça no coração da Tissot que torna a marca tão distinta. O + no logotipo da Tissot é o mesmo da bandeira suíça, simbolizando a qualidade e a confiabilidade que a Tissot orgulhosamente demonstra desde 1853. É por isso que esta marca inovadora permanece na sua casa em Le Locle nas montanhas suíças do Jura, mantendo sua identidade em toda a sua essência. Colecções Os relógios da Tissot são disponibilizados em várias variações técnicas, por isso existem muitos modelos com movimento automático e de quartzo, e ocasionalmente também com células solares como fonte de energia. A maioria dos modelos também são oferecidos em diversos designs, como opcionalmente com caixa em aço inoxidável, ouro, titânio, platina ou combinações de vários metais (bicolores), com mostradores com design diferenciado e vários tipos de pulseiras. Hoje a coleção Tissot está dividida num total de sete gamas de produtos: T-Touch Relógios tácteis multifuncionais, onde funções como cronógrafo, altímetro, bússola, alarme, termômetro, barômetro, data e hora podem ser accionados tcom toque no vidro de relógio de safira equipado com sensor. As coleções incluem T-Touch Export Solar e T-Touch Lady Solar. T-Sport A gama T-Sport da Tissot inclui os seus relógios desportivos e de mergulho. Dentro da gama estão coleções famosas e muito apreciadas, como o PRS 516, V8, Seastar 1000, T-Race e muitos mais. A coleção é composta principalmente por relógios masculinos, mas também existem alguns modelos desportivos femininos. T-Lady A gama T-Lady é onde encontraremos alguns dos relógios femininos mais emblemáticos da Tissot. Como as coleções Flamingo, Lovely, Generosi-T e Cera. Alguns modelos são ainda equipados com diamantes verdadeiros e mostradores de madrepérola. T-Classic A gama T-Classic inclui principalmente designs clássicos, discretos e intemporais. É aqui que se juntam das coleções Luxery, Bridgeport, Couturier e Tradition. Mas também modelos como o altamente elogiado T-Complication Squelette estão incluídos nesta gama, o que a torna muito versátil. Heritage A gama Heritage da Tissot inclui relógios dos primórdios da Tissot em reedições. Lançado pela primeira vez por ocasião do aniversário de 150 anos da empresa em 2003. Hoje encontraremos o Heritage Navigator e um dos automáticos mais vendidos por esta empresa suíça, O património Visodate. Relógio de Bolso Mantendo-se fiel ao seu património. A Tissot ainda fabrica relógios de bolso, exactamente como quando começou em 1853. Não são apenas a prova do bom espirito vintage da marca, mas também da sua experiência. As coleções incluem os relógios de bolso Lepine, Savonnette e os muito especiais Musical Seasons, que podem tocar música através de peças mecânicas. T-Gold A gama T-Gold inclui todos os relógios de ouro da Tissot. É uma vasta coleção que cresce de ano para ano. Alguns dos relógios mais recentes e elegantes desta gama são os novos 18 kt. Coleção Gold Vintage, disponível nas versões masculina e feminina. Inovações Os relógios Tissot fizeram incursões em todas as áreas, tanto em formas como em materiais. Um dos principais destaques foi o Tissot Astrolon, lançado em 1971. Foi o primeiro relógio mecânico do mundo, feito em plástico. O icônico relógio Tissot Rock, lançado uma década depois, em 1985, a caixa do relógio foi feita de pedra natural dos Alpes Suíços. Em 1988, a Tissot voltou-se de novo para a natureza quando fez um relógio em madeira. O compromisso com a inovação e os avanços tecnológicos na indústria relojoeira está no coração e na alma da Tissot. Basta observar a linha do tempo das inovações que descrevemos abaixo para ver como a inovação destacou a Tissot ao longo de todos estes anos. Nem todas as inovações resultaram em sucesso, mas apesar de ter havido algum flop ocasional, a Tissot tem continuado a inovar ao longo dos séculos e a ultrapassar os limites do que esperamos de um relógio de pulso. Relógio de bolso TWO TIME ZONES de 1853 , uma maravilha produzida em massa da época que lançou o nome Tissot para o mundo. RELÓGIO DE PENDENTE de 1878 feito em ouro com diamantes e esmalte para o mercado russo. Os relógios TISSOT PRINCE 'BANANA' de 1916 incorporaram uma caixa curva e estilo Art Deco para o deleite dos clientes europeus e russos. 1929 TISSOT HERMETIC, um relógio com um movimento com escape de âncora e com ajuste automático quando sujeito a mudanças de temperatura. 1930 TISSOT ANTIMAGNÉTIQUE, o primeiro relógio de pulso não magnético do mundo. 1951 TISSOT NAVIGATOR, o primeiro relógio de pulso automático do mundo com 24 fusos horários exibidos sem manipulação. 1954 TISSOT VISODATE, relógio de pulso com data. 1965 TISSOT PR 516: Particularmente Robusto (PR) com a primeira pulseira com furos registrada no mundo - inspirada no volante dos carros de corrida. 1968 TISSOT CARROUSEL, um relógio com lunetas intercambiáveis, com uma campanha publicitária muito inspirada nos Jogos Olímpicos da Cidade do México naquele ano. 1971 TISSOT ASTROLON (também conhecido como IDEA 2001), foi o primeiro relógio mecânico de plástico do mundo. 1985 TISSOT ROCKWATCH, o primeiro relógio de pulso do mundo com caixa em pedra natural (granito e outras pedras). 1986 TISSOT TWOTIMER, o primeiro relógio de pulso do mundo com hora analógica e digital e sete funções operadas através de uma única coroa. 1989 TISSOT WOODWATCH, relógio de pulso com caixa de madeira. 1991 TISSOT CERATEN, com caixa de cerâmica resistente a riscos. 1999 TISSOT T-TOUCH, o primeiro relógio tátil (toque) do mundo com novas funções instrumentais - a primeira tecnologia de vidro sensível ao toque real no mercado, quase uma década antes dos Telemóveis adaptarem essa característica como padrão. 2009 TISSOT SEA-TOUCH, um relógio de alto desempenho para mergulhadores com resistência à água até 200 metros. 2011 TISSOT LE LOCLE ganha o primeiro prémio no International Timing Competition. 2014 TISSOT T-TOUCH SOLAR, o primeiro relógio tátil do mundo alimentado por energia solar. Tissot e o Desporto O grande enfoque da marca tem sido repetidamente reconhecido no desporto global. Durante a sua ilustre história, a Tissot foi nomeada Cronometrista Oficial e Parceira da NBA, FIBA, CBA, MotoGP, FIM World Superbike, AFL, RBS 6 Nations Rugby e Campeonatos Mundiais de ciclismo, esgrima e hóquei no gelo. "A Tissot sempre foi atraída pelo desporto.”François Thiébaud (Presidente da Tissot) A Tissot teve uma brilhante estratégia de patrocínio global na qual aproveita o poder da marca dos principais desportos profissionais. Estes criam um ponto de venda para os seus relógios, identificando o veículo certo para cada mercado exclusivo. Um caso recente em questão é a Liga CBA (basquete) da China, que foi identificada como um desporto ideal para alcançar e atrair o consumidor chinês de classe média ascendente, bem como melhorar o reconhecimento da marca Tissot no maior e mais populoso país do mundo. As conquistas deste patrocínio foram tremendas para a Tissot e tornaram a marca de relógios suíços mais vendida na China. Os relógios Tissot canalizam a paixão da marca pelos desportos, que são usados ​​como uma estética de design chave em muitos dos seus relógios de luxo. Cronometria oficial Tissot é um dos cronometristas oficiais mais proeminentes do mundo em vários tipos de desportos. Ser Cronometrista Oficial significa que a Tissot tem o privilégio e a enorme responsabilidade de cronometrar cada um destes desportos. O apelo dos desportos está na competição, e o tempo é uma parte tão integral disso que acertar exatamente, vez após vez, é imperativo. A Tissot demonstrou a sua capacidade de fornecer precisão absoluta e é por isso que se tornou um parceiro confiável de alguns dos maiores desportos do mundo. O tempo tem tudo a ver com precisão. Cronometrar qualquer um desses desportos não é tarefa fácil, quando se considera que as motos podem ser separadas por apenas milésimos de segundo na linha de chegada, ou os esgrimistas se separam em apenas um milissegundo. O tempo, a pontuação e as estatísticas nos desportos competitivos modernos não são simplesmente uma questão de contagem regressiva de segundos e contagem de posições. Análises e estatísticas são tremendamente importantes para todas as análises de adeptos, treinadores, atletas, comentadores e imprensa. A Tissot fornece tudo isso sempre com uma precisão perfeita. Alguns dos desportos para os quais a Tissot é um Cronometrista Oficial orgulhoso incluem: Moto GP Motociclismo é velocidade em movimento. Depois de ter estado envolvida no mundo rápido da condução de carros de corrida, a Tissot reforça ainda mais os seus laços no desporto motorizado identificando-se com o MotoGPTM e tornando-se seu Cronometrista Oficial em 2001. A associação da Tissot com os prestigiados eventos mundiais no mundo tecnológico do motociclismo reflecte a natureza da empresa e seus produtos, bem como a beleza por trás de seus movimentos. Ciclismo Andar de bicicleta é resistência em movimento. A Tissot voltou a distinguir-se no mundo do ciclismo ao tornar-se o cronometrista oficial do Tour de France e de todos os contrarrelógios de ciclismo realizados pela Amaury Sport Organization (ASO). Em 2016, a relojoaria suíça emprestou a sua experiência num grande número de grandes contra-relógios, de Paris-Nice a Paris-Tours, La Flèche Wallonne, Tour de France e Vuelta a España. Em desporto cada segundo conta, contar com um cronometrista de altíssima qualidade é essencial. Este patrocínio significa que a Tissot pode atrair um grande número de entusiastas do ciclismo comprometidos com a resistência e o desempenho. Esgrima Esgrima é finesse em movimento. Em 1996 tornou-se sócio da Fédération Internationale d'Escrime (FIE). A esgrima é um belo exemplo de tradição consagrada pelo tempo e precisão total, que são os pilares subjacentes da marca Tissot. A esgrima é um dos desportos mais antigos onde o tempo é crucial. A esgrima é uma escolha óbvia para uma empresa relojoeira e uma ilustração perfeita do ditado da Tissot “Inovação por Tradição”. Os campeões de esgrima precisam de grande destreza e capacidade de surpreender constantemente p seu oponente, para o deleite dos espectadores. É a beleza e a graça do gesto e do movimento que tornam a esgrima única e um parceiro tão especial para a Tissot. Torneio das 6 nações de Rugby Rugby é poder em movimento. Em 2013 Tissot torna-se o Cronometrista Oficial do RBS 6 Nations Championship, o maior campeonato anual de rugby do mundo. O Rugby demonstra muitos dos valores fundamentais que são partilhados na Tissot, como o trabalho em equipa, o respeito, a disciplina e o amor pelo desporto. Estes campeonatos são, portanto, a plataforma perfeita para a Tissot mostrar a sua experiência em temporização num ambiente emocionante e internacional, que ao mesmo tempo representa o espírito poderoso e assertivo da marca. Curiosidades Tissot Aqui estão alguns fatos interessantes sobre Tissot: - Os relógios Tissot foram usados ​​por Sarah Bernhardt, que escolheu Tissot como seu relógio de assinatura em 1900, e foi a primeira embaixadora de celebridades da Tissot. - O que Elvis Presley, Grace Kelly e Nelson Mandela têm em comum? Eram todos fãs dos relógios Tissot. - A sensação da música luso-brasileira dos anos 40, Carmen Miranda, também era conhecida por amar seus relógios Tissot - James Stewart usou um relógio Tissot no clássico Rear Window de Alfred Hitchcock de 1954 - Alec Guinness usa um Tissot no clássico britânico de 1955 The Ladykillers - Angelina Jolie usa um Tissot como a heroína em Lara Croft: Tomb Raider de 2003 - Vários personagens usam diferentes relógios Tissot durante a longa (2003-2013) série de comédia de sucesso Arrested Development - Tanto Brad Pitt quanto Angelina Jolie usam relógios Tissot no thriler de espionagem de 2005 Mr and Mrs Smith - Simon Pegg pode ser visto claramente a usar um Tissot T-Touch Expert Solar no filme de ação de 2015 Mission Impossible: Rogue Nation

  • Clube IPR = Espiral + Anuário + Turbilhão + ISOTPE + Serviços de relojoaria

    A partir de agora membros do Clube IPR passam a receber: -3 publicações de relojoaria em Portugal: Espiral do Tempo, Anuário de Relógios & Canetas e Turbilhão; - desconto de 15% nos relógios ISOTOPE; - descontos em alguns serviços de relojoaria anunciados no Directório dos Relojoeiros do IPR. Estas três publicações são de uma qualidade ímpar no mundo da relojoaria, tanto no conteúdo como na forma. Resultam de uma dedicação absoluta das suas equipas editoriais. E estão agora disponíveis para todos os membros do Clube IPR, residentes em Portugal ou no estrangeiro. Para além destas assinaturas os membros contam ainda com descontos em serviços de relojoaria em várias das relojoarias do Directório Nacional de  Relojoeiros, e acesso livre às sessões World Time, tal como 15% de desconto em todos os relógios da ISOTOPE.

  • Berthoud | 1800 | Prata

    Série: GRANGES MARCAS Por Sílvio Pereira - Relógio de Bolso. Datado da década de 1800. - Número de Série: 17553 - Manufactura: Berthoud - Calibre: Formato Dupla platina com galo à vista. S/ número - Protecção do movimento: Tampa protectora em latão. - Tipo de Escape: Palhetas de reencontro (verge). - Balanço: latão, com espiral plana.. - Reserva de Marcha: 30 horas - Frequência: 18000 A/h - Rubis: 0 - Material da caixa: Tripla em Prata - 0,935 pureza - Mostrador: esmalte sem imperfeições ou cabelos - Data do mês: ponteiro central. - Pequenos segundos: às 6 horas - Diâmetro da caixa: 54mm - Espessura: 23mm - Peso: 121,12 g - A mola real é accionada através de chave no mostrador ligada a um fuso que controla o tambor. - Ponteiros: Tipo Breguet. Accionados directamente através de chave pelo mostrador. - Numerais: Arábicos para as horas e calendário. Indexes para os minutos. - Vidro: Curvo em muito bom estado. - Numeração da tampa de caixa: 17553 FERDINAND BERTHOUD E A HISTÓRIA DE UMA GRANDE MARCA Fundada: 1753 Local de fundação: Paris, França Fundada por: Ferdinand Berthoud Sede atual: Fleurier, Suíça Propriedade: Chopard Group Nome oficial: La Chronométrie Ferdinand Berthoud A história da manufactura Ferdinand Berthoud começa no século XVIII quando o relojoeiro francês Ferdinand Berthoud conquistou oficialmente o título de Mestre Relojoeiro em 1753. Com esse título abre uma oficina, em Paris. Ferdinand Berthoud nasceu em 1727 na Suíça. Aos 14 anos, o seu irmão, Jean-Henry, aceita-o como aprendiz de relojoeiro em Couvet, onde também recebe uma sólida formação científica. Aos 18 anos começa a estudar relojoaria em Paris. Após alguns anos de treino e bolsa de estudos, é reconhecido como um relojoeiro verdadeiramente talentoso. Em 1752, apresenta à Academia de Paris um complexo relógio de equações do tempo. Uma peça considerada altamente engenhosa. Este torna-se o ponto de partida da sua carreira também como investigador. Aos 26 anos, em 1753, o rei francês ordena que Ferdinand Berthoud seja nomeado maître (mestre), o que lhe permite abrir sua própria oficina. Ocupa o cargo de Relojoeiro-Mecânico, por nomeação do rei, na marinha Francesa em 1770 e sucede no trabalho o pioneiro em cronómetros de marinha Henry Sully (1680-1729) juntamente com seu grande rival, Pierre Le Roy (1717-1785). Berthoud contribui para o desenvolvimento do cronómetro, tornou-se membro do Instituto Francês e foi eleito membro da Royal Society de Londres em 1764. .Entre outras obras, escreveu Essai sur l'horlogerie em 1763. É considerado um dos inventores do cronómetro de marinha que serve para determinar a longitude no mar necessária à navegação. Ferdinand entrega os negócios diários da sua oficina Em 1775, Ferdinand entrega o trabalho diário de sua oficina ao seu sobrinho Henry Berthoud, que já era responsável pela produção de relógios decorativos de alta qualidade e relógios de uso pessoal. Um momento importante na história da marca uma vez que, a partir deste momento, Ferdinand está menos envolvido na relojoaria. Isso dá-lhe ainda mais tempo para trabalhar nos seus livros, ensaios e pesquisas, e Henry continua na 'divisão de relógios'. Quando Henry morre em 1783, Ferdinand passa as rédeas para o seu outro sobrinho, Pierre-Louis Berthoud (conhecido como Louis Berthoud) que já o tinha ajudado na construção de relógios marítimos desde 1769. Em 1784, Louis Berthoud foi premiado com o título de “Aprendiz Relojoeiro-Mecânico da Marinha” após a entrega do primeiro relógio de bolso de longitude ao Príncipe das Astúrias, o futuro Rei Carlos IV de Espanha. Ferdinand Berthoud casa-se duas vezes. Primeiro com Mademoiselle Chati de Cean, depois com Mademoiselle Dumoustier de Saint Quentin. Não teve filhos. Por esse motivo, quando morre em 1807, o seu negócio é passado para seu sobrinho Louis. Louis Berthoud (1759-1813) que morre apenas seis anos depois. Os seus filhos Jean-Louis e Charles-Auguste assumem a empresa e, a partir daí, os seus relógios são fabricados com a assinatura “Berthoud Frères”. Charles-Auguste é o cérebro da empresa, como tal, após sua morte em 1876 a marca entra em coma. Chopard revive a marca Seguiriam vários outros proprietários da marca até 2006, quando a história de Ferdinand Berthoud tem um novo impulso. Chega aos ouvidos de Karl-Friedrich Scheufele, o co-presidente da Chopard, que existem planos de alguém interessado em relançar a marca. Scheufele é um membro da família Scheufele que dirige a Chopard desde 1963 e provavelmente andava à procura de novas oportunidades de negócios. Rresultado: a Chopard compra a marca e cria uma nova empresa. A divisão Chopards LUC desenvolve novos movimentos especialmente para Ferdinand Berthoud. Em 2015 a Chopard relança oficialmente a marca. A história de Ferdinand Berthoud: 1727 – (18 de março) Nascimento de Ferdinand Berthoud em Plancemont-sur-Couvet, Suíça. 1741 – Começa como aprendiz de relojoeiro em Couvet. 1745 – Muda-se para Paris para estudar relojoaria. 1752 – Apresenta um relógio de equação do tempo de caixa longa para o Academia de Paris. 1753 – Recebe o título de Mestre Relojoeiro atribuído pelo rei francês. 1763 – Escreve um de seus ensaios mais importantes. 1775 – Henry Berthoud começa a dirigir a oficina de Paris. 1783 – Henry morre e Louis Berthoud começa a administrar a oficina. 1807 – (20 de Junho) Ferdinand Berthoud morre em Grosley, França. 1807 – Louis Berthoud assume o negócio. 1813 – Louis Berthoud morre e seus filhos Jean-Louis e Charles-Auguste assumem o negócio. 1876 ​​– Charles-Auguste Berthoud morre, a marca entra em coma. 2006 – O Grupo Chopard compra a marca. 2015 – Chopard relança a marca. 2016 – Marca ganha o prêmio “Aiguille d'Or” Grand Prix no Grand Prix d'Horlogerie de Genève.

  • BOLETIM DO IPR

    2 de Jul de 2022 Grande parte da actividade relojoeiria acontece online, mas no IPR também gostamos muito de estar presencialmente com os entusiastas da relojoaria. Por esta razão continuamos a organizar a RODA mensal, uma conferência de relojoaria, sempre presencial. A próxima vai decorrer dia 15 de Jul, no Palácio Beau Séjour, será dedicada a Relógios Insólitos, e terá como conferencista Sílvio Pereira, um ex-Alfaiate do Tempo. Desta vez o habitual momento musical que antecede a conferência vai receber a cantora Esmeralda, acompanhada pelo nosso clarinetista residente: Fernando Pernas. A entrada é livre, mas sujeita a reserva através da seguinte ligação: Inscrições abertas: RODA | 15 de Julho | RELÓGIOS INSÓLITOS Temos também novidades acerca do Curso de Relojoaria Alfaiates do Tempo. Com o final do curso da segunda turma de Lisboa, vamos abrir uma nova turma em Setembro. Os membros da lista de espera vão ser contactados em Julho. Em Setembro vamos também abrir uma turma dos Alfaiates do Tempo no Porto, para esta turma temos ainda 3 vagas disponíveis, se estiver interessado pode saber mais informações e inscrever-se através da seguinte ligação: Alfaiates do Tempo - Porto Todos os relógios devem fazer revisões periódicas, pois bem, com os sitesacontece o mesmo. Por essa razão renovámos o nosso sítio da internet! Faça-nos uma visita e diga-nos o que lhe parece, aceitamos todo o tipo de sugestões e comentários. Gostava de nos contar as suas histórias? Conhece alguém que tem uma história interessante sobre relojoaria? Entre em contacto connosco através do seguinte e-mail: info@institutoportuguesderelojoaria.pt . Saudações relojoeiras, Nuno Margalha

  • Zenith | 1928 | Níquel

    Série: GRANDES MARCAS Por: Sílvio Pereira - Relógio de Bolso, Tipo Lepine. Datado de 1928. - Funções: Horas, minutos, segundos - Número de Série: 2824190 - Manufactura: Zenith - País - Suiça - Calibre: Formato Pontes clássicas. S/ número - Protecção do movimento: Guarda pó em aço. - Tipo de escape: Âncora Suiça. - Balanço: bimetálico termo-compensado com espiral Breguet. - Reserva de Marcha: 36 horas - Frequência: 18 000 A/h - Rubis: 15 - Material da caixa: Níquel - Mostrador: Aço com patine própria da idade - Pequenos segundos: às 6 horas. - Diâmetro da caixa: 46mm - Espessura: 10,7mm - Peso: 62,70g - A mola real e os ponteiros são accionada através da coroa às 12 h - Ponteiros: estilizados mistos em formato de sete o das horas e breguet o dos minutos. - Numerais: Arábicos para as horas. Arábicos para os intervalos de cinco minutos e indexes para os restantes. Segundos: Arábicos para os intervalos de dez e indexes para os restantes. - Vidro: Plexiglas Em óptimo estado. - Numeração da caixa e da tampa do gurada pó - 8005078 Apreciação geral - Relógio de uma das marcas mais importantes da relojoaria mundial, Muito bom estado de conservação. Funciona perfeitamente. HISTÓRIA DA ZENITH A Zenith, uma das mais antigas fábricas de relógios suíços do mundo, foi fundada em 1865 por Georges Favre-Jacot em Le Locle, município do Cantão de Neuchâtel. A precisão e a excelência é desde sempre uma matriz da Zenith Disponibilizados numa grande variedade de opções e estilos para vários gostos, os relógios Zenith são conhecidos pela sua alta precisão e exatidão, com a conquista de mais de 2.300 prémios. A precisão do Zenith Delfy El Primero No geral, a marca, famosa por fazer todos os seus movimentos internamente, é altamente apreciada pela sua qualidade excepcional e inúmeras conquistas técnicas inovadoras demonstradas nas suas mais de 300 patentes. Um pioneiro no fabrico de relógios modernos Georges Favre-Jacot Georges Favre-Jacot aprendeu relojoaria muito cedo e criou a Zenith sob o nome “Georges Favre-Jacot & Cie” quando tinha apenas 22 anos. Cidade de Le Locle, sede da Zenith cuja fábrica está assinalada ao centro com uma estrela Na época, os relógios eram normalmente feitos associando peças fabricadas em pequenas oficinas ou por artesãos independentes de vários locais, às vezes remotos, de uma região, um processo que muitas vezes se mostrava ineficiente e também limitava a precisão da cronometragem que poderia ser alcançada. Fábrica da Zenith em 1900 Relojoeiros da Zenith na fábrica em Le Locle em 1900 Fábrica da Zenith na actualidade Ao fabricar todos os componentes essenciais do relógio dentro da mesma instalação e produzir peças padronizadas que poderiam ser usadas de forma intercambiável para construir uma variedade de movimentos diferentes - em essência, criando uma das primeiras operações de relojoaria industrial - Favre-Jacot foi fundamental para introduzir a relojoaria no mercado. Publicidade de 1889 aos relógios de bolso A Zenith concentrou-se inicialmente apenas no fabrico de relógios de bolso de precisão. Mas no princípio de 1900, a empresa ramificou-se em vários produtos relacionados, incluindo relógios de mesa e relógios de pendulo. Mais tarde, entraria no mundo dos cronómetros marítimos e de voo e, claro, relógios de pulso. Surgimento da marca Zenith Ao procurar um nome para um movimento recém-desenvolvido em 1890, Favre-Jacot inspirou-se ao contemplar o deslumbrante conjunto de estrelas no céu noturno, que o fez lembrar-se das muitas partes interligadas do mecanismo de um relógio. Mecanismo de um relógio Como o seu último movimento tinha sido uma melhoria significativa em relação a todos os seus projetos anteriores, ele decidiu chamar-lhe Zenith – um termo que marca o ponto mais alto do globo celeste. Mais tarde, a empresa aludiu à inspiração astronómica do seu fundador adicionando uma estrela de cinco pontas ao seu logotipo. Marcos da empresa e inovações na relojoaria Embora a Zenith tenha sido sempre conhecida pelo fabrico de peças de alta precisão, a empresa passou por muitas mudanças ao longo de sua longa história. Aqui estão alguns dos anos marcantes da Zenith: 1900. Ganha o Grande Prémio da Exposição de Paris. Zenith no Grande Prémio de Paris de 1900 1903. Zenith ganha o primeiro lugar numa competição de precisão realizada pelo prestigioso observatório de Neuchátel. A partir desse ano, a empresa participou regularmente em Neuchátel, bem como em muitas outras competições de precisão, muitas vezes conquistando o primeiro lugar. 1911. Georges Favre-Jacot reforma-se e passa as rédeas da empresa para o seu sobrinho e genro, James Favre, que iniciou a expansão da Zenith internacionalmente, antes mesmo de assumir o cargo, fazendo turnés globais para comercializar relógios em toda a Rússia, Américas, Índia, China e Japão. De imediato, a Zenith começou a estabelecer filiais adicionais da empresa em Moscovo, Paris, Viena, Londres e Nova York. 1915. A Zenith começa a produzir o que hoje é sua oferta mais conhecida - relógios de pulso - e desempenha um papel altamente influente na indústria com cronógrafos, alarmes e a introdução da complicação dos segundos centrais, que agora é um recurso padrão em todos os relógios. 1969. Zenith juntamente com as empresas Mondia e Movado lançam o El Primero, o primeiro movimento de cronógrafo automático, que estava em desenvolvimento desde 1967. El Primero ainda é amplamente utilizado e muito apreciado ainda hoje devido ao seu funcionamento de 5Hz frequência que produz uma resolução de 1/10 segundo, permitindo maior precisão posicional do que a frequência padrão de 4 Hz. Nesse ano, a Zenith também começou a lançar relógios de uma linha intitulada simplesmente “El Primero” (todos contendo o movimento homónimo), que continua a ser uma das coleções mais populares da Zenith. 1971. A Zenith passa a ser totalmente controlada pela Zenith Radio Corporation, uma empresa sediada em Chicago que era, na época, a principal fabricante de componentes eletrónicos e de rádio nos EUA. A Zenith Radio Corporation pretendia eventualmente usar a Zenith para comercializar exclusivamente movimentos de quartzo, pois os movimentos mecânicos estavam rapidamente a perder popularidade entre os americanos durante esse período. 1978. A Zenith recebeu ordens para interromper completamente a produção de movimentos mecânicos e destruir todos os materiais e máquinas associados ao desenvolvimento de movimentos mecânicos. Charles Vermont Felizmente, Charles Vermot , o chefe do departamento de cronógrafos da Zenith que passou toda a sua carreira a rabalhar para a manufactura, rebelou-se contra a ordem e escondeu secretamente todos os projetos de design e todas as ferramentas e máquinas que podia no sótão do fabricante. O sótão e alguns tesouros que Charles Vermont salvou Se Vermot não o tivesse feito, o movimento El Primero ficaria irremediavelmente perdido para as gerações futuras. No final do ano, a empresa suíça Dixi adquiriu a Zenith e trabalhou com a fabricante de relógios Ebel para retomar a produção do El Primero. 1984. A Zenith volta a lançar relógios. 1999. Zenith adota um novo foco ao entrar no reino dos relógios de luxo, juntando-se a várias outras marcas de relógios de topo sob o conglomerado multinacional de artigos de luxo LMVH (Moët Hennessy Louis Vuitton SE). 2015. A Zenith celebra o 150º aniversário da sua fundação. Zenith Georges Favre-Jacot 150º Aniversary A Zenith passou por muitas mudanças de liderança e administração, mas sempre conseguiu sobreviver e até prosperar devido ao compromisso com a excelência. Hoje, a empresa é liderada pelo CEO Julian Tornare. Os modelos mais icónicos da Zenith El Primero / Chronomaster O primeiro Zenith "El Primero" de 1969 calibre 3019 Esta coleção de cronógrafos automáticos, caracterizada pelo lendário movimento El Primero, é uma das mais famosas da Zenith, com designs que vão do clean e clássico ao arrojado e vanguardista. El Primero de 36.000 A/h Em cima encontra-se o icónico El Primero 36.000 A/h , que é essencialmente uma versão atualizada do relógio El Primero original de 1969 da Zenith, com o mesmo mostrador tricolor. Atualmente, é disponibilizado em diâmetros de 38 mm e 42 mm e 6 variações de cores/estilos. El Primero grande data esquelitizado A linha El Primero / Chronomaster também contém muitos modelos esqueletizados que exibem espectacularmente o movimento de assinatura da Zenith. Em cima está o 45mm El Primero Grande Date Full Open, uma das ofertas mais complexas, com a inclusão de grandes complicações de data, lua e fase solar. É disponibilizado em 2 variações de cores. Elite Elite Classic Os relógios Elite da Zenith são conhecidos por estilos elegantes que normalmente são projetados mais finos do que os relógios de outras coleções da marca. A maioria dos relógios desta coleção contêm o calibre Elite, um movimento automático. Em cima encontra-se o Elite Classic de 39 mm, com um mostrador elegante e discreto numa caixa ultrafina. É disponibilizado em 6 variações de cores. Elite Classic Cronograph Aqueles que apreciam cronógrafos, mas procuram um visual mais refinado do que a linha Chronomaster oferece, têm como alternativa o Elite Classic Chronograph, que combina um calibre El Primero com designs subtis de submostradores, fabricados em 4 variações de cores. Piloto / Património Mesmo antes de desenvolver os seus famosos relógios cronógrafos, a Zenith já era amplamente conhecida como uma das favoritas na indústria da aviação, tanto pelos seus instrumentos de bordo como pelos seus relógios de piloto. A coleção Pilot apresenta homenagens aos estilos clássicos de aviação da empresa, com displays brilhantes, arrojados e de fácil leitura; caixas feitas de ouro, bronze ou aço envelhecido; e grandes coroas de cebola de inspiração vintage. Zenith Pilot Type 20 Extra Special Em cima está o 40mm Type 20 Extra Special, que é fortemente inspirado num relógio de bordo Zenith projetado para aviões franceses em 1939. Pode ver-se facilmente como os grandes ponteiros de catedral e o impressionante mostrador luminescente teriam sido extremamente úteis para os primeiros pilotos, mas esses elementos de design também criam um belo relógio vintage que qualquer colecionador se orgulharia de possuir. Fãs famosos da Zenith Zenith Academy Minute Repetear Não é de surpreender que os relógios Zenith, apreciados por inúmeros conhecedores de relógios em todo o mundo, também tenham sido apontados como favoritos de várias figuras proeminentes ao longo da história, como: 1. Mahatma Gandhi. Enquanto liderava o movimento não violento pela independência da Índia, Gandhi viveu uma vida austera centrada na oração e na meditação, possuindo muito pouco em termos de bens pessoais. Mas entre seus poucos pertences valiosos estava um relógio de bolso de prata Zenith, que ele recebeu de presente da sua amiga Indira Nehru, que se tornaria a primeira (e até agora, única) primeira-ministra da Índia. Durante anos, o relógio de bolso foi um dos pilares do dia-a-dia de Gandhi — em particular, ele apreciava a função de alarme, que usava para o lembrar da sua programação diária de oração. Zenith Mahatma Gandhi Watch 2. Luís Blériot. Em 25 de julho de 1909, Blériot, um aviador, inventor e engenheiro francês, tornou-se a primeira pessoa a cruzar o Canal da Mancha. Durante o seu voo histórico de 37 minutos e 40 km, que começou em Calais, na França, e terminou em Dover, na Inglaterra, Blériot usou um relógio Zenith. Mais tarde, foi citado como um cliente “regular” da Zenith, proclamando que poderia “recomendar [a marca] para pessoas que procuravam a precisão”. Zenith Louis Bleriot Watch 3. Félix Baumgartner. Em 14 de outubro de 2012, quando o paraquedista austríaco Baumgartner saltou de um balão de hélio para realizar uma queda livre de 4 minutos e 20 segundos da estratosfera para a Terra, estava a usar o El Primero Stratos Flyback Striking 10th da Zenith. Naquele dia, bateu 3 recordes mundiais: 1) Primeira pessoa a quebrar a velocidade do som em queda livre; 2) Voo de balão ocupado mais alto; e 3) Maior queda livre. Apesar das tremendas mudanças na pressão e temperatura experimentadas durante o outono devido às mudanças de aceleração e altitude, o fiel relógio Zenith de Baumgartner continuava em perfeito estado de funcionamento quando pousou de pára-quedas com segurança no Novo México. Felix Baumgartner e o seu El Primero Stratos Flyback Striking 10th da Zenith

  • World Time - José Miranda ISOTOPE Sábado 20 Fev - 22h

    O World Time é já no próximo sábado às 22h. Esta sessão conta com a presença de José Miranda da ISOTOPE. A sessão será por zoom e de entrada livre. Vamos falar do processo de criação da marca e de todos os desafios na concepção de novos modelos de relógios. Embora a entrada seja livre é necessário uma inscrição prévia.

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