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  • Mudança de Hora

    Em Portugal Continental e na Região Autónoma da Madeira, os relógios deverão ser atrasados uma hora quando for 02:00h do próximo domingo, dia 30 de Outubro de 2022, passando a ser 01:00h. Na Região Autónoma dos Açores, a mudança será feita às 01:00h, passando para a 00:00h. Aqui ficam algumas informações, recolhidas a partir do Observatório Astronómico de Lisboa, sobre a mudança de hora no nosso país. Datas de Mudança da Hora Mudança da Hora para 2022 Datas de Mudança da Hora até 2026 Legislação da Hora Legal ____________________________________ HORA DE INVERNO E VERÃO PARA 2022 Portugal continental Em conformidade com a legislação em vigor, a hora legal em Portugal continental: será adiantada 60 minutos à 1 hora de tempo legal (1 hora UTC) do dia 27 de Março e atrasada 60 minutos às 2 horas de tempo legal (1 hora UTC) do dia 30 de Outubro. Região Autónoma da Madeira Em conformidade com a legislação em vigor, a hora legal na Região Autónoma da Madeira: será adiantada 60 minutos à 1 hora de tempo legal (1 hora UTC) do dia 27 de Março e atrasada 60 minutos às 2 horas de tempo legal (1 hora UTC) do dia 30 de Outubro. Região Autónoma dos Açores Em conformidade com a legislação em vigor, a hora legal na Região Autónoma dos Açores: será adiantada 60 minutos às 0 horas de tempo legal (1 hora UTC) do dia 27 de Março e atrasada 60 minutos à 1 hora de tempo legal (1 hora UTC) do dia 30 de Outubro. ____________________________________ DATAS DE MUDANÇA DA HORA ATÉ 2026 Comunicação da Comissão Europeia respeitante às disposições relativas à hora de Verão Jornal Oficial nº C 061 de 14/03/2006 p. 0002 – 0002 Nos anos de 2007 a 2011, inclusivé, o início e o termo do período da hora de Verão são fixados, respectivamente, nas datas seguintes, à 1 hora da manhã, tempo universal: 2007: domingo 25 de Março e domingo 28 de Outubro, 2008: domingo 30 de Março e domingo 26 de Outubro, 2009: domingo 29 de Março e domingo 25 de Outubro, 2010: domingo 28 de Março e domingo 31 de Outubro, 2011: domingo 27 de Março e domingo 30 de Outubro. Jornal Oficial nº C 083 de 17/03/2011 p. 0006 – 0006 Nos anos de 2012 a 2016, inclusivé, o início e o termo do período da hora de Verão são fixados, respectivamente, nas datas seguintes, à 1 hora da manhã, tempo universal: 2012: domingo 25 de Março e domingo 28 de Outubro, 2013: domingo 31 de Março e domingo 27 de Outubro, 2014: domingo 30 de Março e domingo 26 de Outubro, 2015: domingo 29 de Março e domingo 25 de Outubro, 2016: domingo 27 de Março e domingo 30 de Outubro. Jornal Oficial nº C 061 de 17/02/2016 p. 0001 – 0001 Nos anos de 2017 a 2021, inclusivé, o início e o termo do período da hora de Verão são fixados, respectivamente, nas datas seguintes, à 1 hora da manhã, tempo universal: 2017: domingo 26 de Março e domingo 29 de Outubro, 2018: domingo 25 de Março e domingo 28 de Outubro, 2019: domingo 31 de Março e domingo 27 de Outubro, 2020: domingo 29 de Março e domingo 25 de Outubro, 2021: domingo 28 de Março e domingo 31 de Outubro. Jornal Oficial nº C 147 de 27/04/2021 p. 0001 – 0001 Nos anos de 2022 a 2026, inclusivé, o início e o termo do período da hora de Verão são fixados, respectivamente, nas datas seguintes, à 1 hora da manhã, tempo universal: 2022: domingo 27 de Março e domingo 30 de Outubro, 2023: domingo 26 de Março e domingo 29 de Outubro, 2024: domingo 31 de Março e domingo 27 de Outubro, 2025: domingo 30 de Março e domingo 26 de Outubro, 2026: domingo 29 de Março e domingo 25 de Outubro. Fonte: https://oal.ul.pt/hora-legal/mudanca-da-hora/

  • RELÓGIO CONTAR - FIELD MK I

    A CONTAR Criada por Eduardo Martins, a CONTAR destaca-se por ser uma marca portuguesa independente, que produz relógios fiáveis e resistentes. O primeiro modelo criado pela marca foi o FIELD MK I. O FIELD MK I É um relógio militar, que foi inspirado no exército britânico da Segunda Guerra Mundial. O seu layout simples e legível tem como inspiração o famoso MARK XI e os chamados Dirty Dozen. Esta característica pode ser confirmada, no mostrador preto que contrasta com marcadores e ponteiros cobertos por BGW9 luminescente. Um pormenor que vai certamente passar um factor diferenciador da marca é a sua caixa em aço com rebaixo na tampa para melhor encaixe da bracelete, afim de assegurar uma posição ergonómica e confortável no pulso. COMO ADQUIRIR O FIELD MK I? Pode fazer a encomenda na ligação abaixo (Buy Now), todos os relógios são enviados de Portugal. FICHA TÉCNICA • Diâmetro: da caixa 40mm X 47mm (incluindo asas) • Altura 12,5 mm (incluindo vidro safira) • Caixa: aço 316L • Luneta unidirecional com 120 cliques • Vidro: safira antirreflexo • Coroa: aparafusada às 3 horas • Mostrador: Preto, com marcadores aplicados e números árabes pintados • Ponteiros: BGW9 luminescente • Resistência: à água 100m / 10 atm • Correia: Nylon verde azeitona • Fivela de aço, marcada • Movimento: VD78 movimento Japonês Para saber mais informações sobre como adquirir este e outros relógios portugueses visite a: Loja dos Relógios Portugueses.

  • G. Wall & Cia. | Repetição quartos e horas | Aço Revenido | 1910

    Série: GRANDES COMPLICAÇÕES Por: Sílvio Pereira Ficha técnica - Relógio de Bolso, Tipo Lepine. Com repetição de horas e quartos. Datado de 1910. - Funções: Horas, minutos, segundos, repetição de horas e quartos. - Número de Série: 40942 - Manufactura: G. Wahl & Cia. - Modelo: Prima Dona - País - Suíça - Calibre: Formato Pontes Radiantes. Nº 13803 - Protecção do movimento: Vidro. - Tipo de escape: Âncora Suíça. - Balanço bimetálico termo-compensado com espiral Breguet. - Reserva de Marcha: 36 horas - Frequência: 18 000 Ah - Rubis: 15 - Material da caixa: Aço revenido - Mostrador: Esmalte - Pequenos segundos às 6 horas. - Diâmetro da caixa: 52,8mm - Espessura: 18,6mm - Peso: 99,92g - A mola real enrolada através de coroa às 12 h - Ponteiros: Em forma de pera para as horas e de sabre para os minutos. Acionados através da coroa com desbloqueio da tige por pitão à 1 hora. - Numerais: Romanos para as horas. Indexes para os minutos. Segundos: Arábicos para para os intervalos de dez e indexes para os restantes. - Função da repetição: Acionada através de alavanca deslizante no sentido ascendente colocada na caixa entre as 7 e as 9h - Vidro: Em óptimo estado. - Numeração da caixa: 40942 Apreciação geral - Relógio com uma das complicações mais difíceis de produzir, em imaculado estado de conservação. Vacheron & Constantin | Repetição de quartos e horas | Ouro | 1832 Meuron & Cia. | Autómatos Jacquemarts | Repetição de Horas e Quartos | Ouro | 1810 Anónimo | Grande Complicação | Repetição de horas e quartos | Ouro | 1910 A história dos relógios de repetição Um repetidor é uma complicação num relógio mecânico que assinala de forma sonora, as horas e, muitas vezes, minutos ao premir um botão. Há muitos tipos de repetidores, desde o simples repetidor que apenas marca as horas, até ao repetidor de minutos que sincroniza o tempo até ao minuto, usando tons separados para horas, quartos de horas e minutos. Apareceram antes da iluminação artificial generalizada, para permitir que os utilizadores soubessem as horas no escuro sendo também utilizados pelos invisuais. Actualmente são mais valorizados como peças caras por amantes de relógios. Os repetidores não devem ser confundidos com relógios de alarme, que não informam a pedido, mas apenas a intervalos regulares. Primeiro despertador criado por Pierre de Fobis da Provence em 1540 História O relógio de repetição foi inventado pelo clérigo e inventor inglês, o Reverendo Edward Barlow (1639-1719) em 1676. Reverendo Edward Barlow (1639-1719) A sua inovação foi o mecanismo de marcação da cremalheira e do caracol, permitindo a construção de relógios repetidores que, ao puxar de uma corda, marcariam o número de horas, que poderia ser construído para se repetir facilmente e tornou-se o mecanismo padrão usado nos repetidores de relógios desde então. Plano do mecanismo de marcação da cremalheira e do caracol criado por Edward Barlow O melhor tipo de relógios repetidores eram caros e difíceis de realizar. um conjunto de rodas teve de ser adicionado ao mecanismo de marcação, e adicionou um cabo, de modo a marcar as horas e quartos, ou mesmo as horas e divisões de cinco minutos (repetindo cinco minutos). Durante o século XIX, tais relógios gradualmente começaram a ficar fora de uso. Devido às importações baratas da França, Alemanha e América, o relojoaria inglesa entrou em declínio e com o advento da iluminação a gás os relógios com repetição tornaram-se um luxo desnecessário. Tanto Edward Barlow como Daniel Quare reivindicaram a invenção do relógio de repetição, pouco antes de 1700. Ambos solicitaram uma patente sobre o mesmo, que foi decidida a favor de Quare em 1687. Daniel Quare (1648-1724) Relógios de repetição de bolso eram muito mais difíceis de fabricar do que relógios de repetição de mesa. Encaixar os sinos, gongos de arame e trabalhos de marcação complicados em um movimento de bolso, foi um feito de relojoaria fina. Assim, os relógios de bolso de repetição, eram luxos caros e símbolos de estatuto, como tal, sobreviveram à introdução da iluminação artificial e alguns ainda são feitos hoje em dia. Enquanto os relógios de repetição feitos no século XVIII tinham instalados um tipo de campânula montado na parte de trás da caixa, que ao sendo batido com uma espécie de martelo emitia um som parecido com um sino, Exemplar com campânula de som estes foram substituídos por os gongos de arame no século XIX uma vez que ocupavam menos espaço. Estes parecem ter sido inventados pelos suíços por volta de 1800. Típico exemplar em que as repetições são feitas com martelos que batem em gongos de arame. Geralmente, relógios de repetição marcam horas e quartos, embora os melhores relojoeiros de Londres terem fabricado mecanismos de repetição no século XVIII utilizando o sistema Stockten, em homenagem ao inventor original Matthew Stockten (também conhecido como Stockton, Stockdon ou Stogden) que trabalhou para os famosos fabricantes Daniel Quare e George Graham. Estes foram feitos para marcar as horas, quartos e meios quartos (7+1≤2 minutos). A partir de cerca de 1750, estes relógios foram modificado para repetir as horas, quartos e minutos (o repetidor de minutos), o famoso fabricante londrino John Ellicott parece ter sido o primeiro a produzi-los. John Ellicott 1706-1772 Durante o século XIX, após as melhorias feitas por A.L. Breguet, o mecanismo de repetição de minutos tornou-se muito mais comum, mas ainda assim só se encontra nos melhores relógios, uma vez que era, e continua a sê-lo, caro de fabricar. Como funcionam O mecanismo de marcação da cremalheira e do caracol, utilizado nos repetidores antigos, tinham frequentemente um cabo com um botão na extremidade que saia do do relógio. Ao puxar o cabo accionava-se o mecanismo do repetidor. Estes relógios chamavam-se "repetidores de puxar". Os relógios de repetição de bolso têm um botão na parte superior, no pendente para os activar. Os mecanismos de repetição dos relógios antigos eram acionados empurrando o pendente (na parte superior) do relógio. Mais tarde eram ativados empurrando uma alavanca ao longo do lado esquerdo da caixa. Esta acção alimenta uma mola separada que activa o repetidor. A libertação da alavanca liberta a mola e à medida que desenrola move o mecanismo repetidor através da sua sequência de carrilhões. Um problema com os primeiros repetidores foi que a alavanca poderia ser libertada antes de ser totalmente armada, fazendo com que o repetidor apenas tocasse parte da sua sequência. Por volta de 1820, o relojoeiro francês Abraham Breguet inventou um mecanismo fiável de "tudo ou nada" que impedia isso mesmo, tornando os repetidores de relógios consideravelmente mais fiáveis e populares. Os primeiros repetidores tinham uma única campânula montada no interior da tampa da caixa , no qual dois martelos iriam bater. Esta campânula era feita de bronze, uma mistura de cobre e estanho. Os relógios repetidores posteriormente passaram a usar gongos feitos de arames de aço endurecidos, compridos que estão enrolados dentro da caixa do relógio. Pequenos martelos acionados pelo mecanismo repetidor atacam-nos para os fazer emitir sons . Alguns dos repetidores complexos, como o repetidor de minutos, precisam produzir três sons diferentes, para distinguir horas, quartos de horas e minutos. Uma vez que é difícil encaixar três gongos de aço volumoso num movimento de um relógio, praticamente todos os repetidores usam dois gongos, feitos a partir das duas extremidades dos arames, e um terceiro som é feito, atingindo os dois gongos rapidamente em sequência, primeiro o tom alto e depois o baixo: "ding-dong". Os repetidores têm um mecanismo que permite alterar o ritmo das batidas. O proprietário de um relógio repetidor pode pedir a um relojoeiro que altere o ritmo, tornando-o mais rápido ou mais lento. De acordo com o livro "Etablissage et Repassage des Montres à Répétition", de John Huguenin (página 39 da edição original), "um repetidor de minutos com uma velocidade média demora cerca de vinte segundos a marcar 12 horas, três quartos e catorze minutos". Tipos de repetidores Repetidor de quartos O repetidor atinge o número de horas, e depois o número de quartos logo a seguir ao batimento da última hora. O mecanismo utiliza 2 sinos de diferentes tons. O tom baixo geralmente sinaliza as horas, e o tom alto o quarto de hora. Como exemplo, se a hora for 2:45, o repetidor de quartos soa a 2 tons baixos e após uma breve pausa 3 altos: "dong, dong, ding, ding, ding, ding". Alternativamente, alguns usam um par de tons para distinguir o quarto de horas: "dong, dong, ding-dong, ding-dong, ding-dong" Repetidor de meios quartos O repetidor de meio quarto pode soar o tempo para metade de um quaro de hora, ou seja 7+1≤2 minutos. Marca horas e, em seguida, um quarto de hora. Como o repetidor de quartos usa um único tom para sinalizar, mais de metade do quarto de hora atual já passou. Por exemplo, se o tempo for 3:41 o mecanismo irá bater 3 tons baixos ("dong") para representar 3 horas, em seguida, 2 tons de sequência ("ding-dong") para representar 2 quartos de hora, em seguida, um tom alto ("ding") para indicar que mais de metade do terceiro quarto de hora já passou. Repetidor de cinco minutos Construído pela primeira vez em 1710 por Samuel Watson, o repetidor de cinco minutos atinge as horas e depois o número de períodos de cinco minutos depois de bater a última hora. O mecanismo utiliza um tom baixo para as horas e um tom alto para os minutos. Por exemplo, 2:25 seria movido como: "dong, dong, ding, ding, ding, ding, ding". Repetidor de minutos O repetidor de minutos funciona como o repetidor de quartos, com a adição de que, após o som das horas e quartos de hora, o número de minutos desde o último quarto de hora são indicados. Isto requer três sons diferentes para distinguir horas, quartos e minutos. Muitas vezes as horas são sinalizadas por um tom baixo, os quartos são sinalizados por uma sequência de dois tons ("ding-dong"), e os minutos por um tom elevado. Por exemplo, se o tempo for de 2:49, então o repetidor de minutos soará 2 tons baixos representando 2 horas, 3 tons de sequência representando 45 minutos, e 4 tons altos representando 4 minutos: "dong, dong, ding-dong, ding-dong, ding-dong, ding, ding, ding, ding". Repetidor decimal O repetidor decimal funciona como o repetidor de minutos, mas em vez de replicar o quarto de hora seguido de minutos, bate o número de intervalos de dez minutos após a última hora e depois os minutos. Por exemplo, se a hora for 2:49, então o repetidor decimal soará 2 tons baixos representando 2 horas, 4 tons de sequência representando 40 minutos, e 9 tons altos representando 9 minutos: "dong, dong, ding-dong, ding-dong, ding-dong, ding-dong, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding". Estes repetidores, embora feitos pela primeira vez há mais de 250 anos, são muito raros. Grande e pequena sonnerie Grande sonnerie (francês, que significa "grande batida") é um mecanismo de marcação de um quarto (ou minuto) combinado com um repetidor. Em cada quarto de hora, toca as horas e quartos depois da hora. Dependendo do design da sonnerie , as horas, ou quartos podem ouvir-se em primeiro lugar. O replicado é geralmente feito em dois ou mais gongos (com dois ou mais martelos), os gongos dos quartos podem ser uma simples combinação de notas altas e baixas, ou melodias elaboradas, como os carrilhões de Westminster. François Paul Journe - Grande e pequena Sonnerie Uma grande sonnerie atua como relógios repetitivos com activadores nos quartos (funcionando da mesma forma que um repetidor de minutos ou quartos se fosse acionado manualmente pelo utilizador ao mesmo tempo) e teria a sua própria fonte de energia (muitas vezes um segundo tambor). Isto também significa que as grandes sonneries muitas vezes sincronizam as horas em primeiro lugar e depois os quartos, como a maioria dos repetidores, e terão uma maneira de ativar o repetidor a pedido. É mais complexo do que a pequena sonnerie , que não é construída em torno de um mecanismo de repetição, e vai bater as horas e os quartos, sem nenhuma função repetidora. Em alguns casos, pode accionar horas ao premir um botão. Os relógios sonnerie modernos mesclam os dois tipos de sonnerie, criando modos selecionáveis ​​de " grand e petite sonnerie " que o utilizador pode escolher, além de ter um repetidor opcional de minutos ou quartos. Estes relógios terão uma configuração distinta de duplo tambor, um girando o relógio no sentido horário, o outro no sentido anti-horário, ou usará um único para cronometragem e carrilhão. A sonnerie é implementada de forma diferente nos relógios. A cada quarto de hora toca o número de quartos de hora audivelmente num gongo, e o número de horas desde a última hora num segundo gongo. Por exemplo, em um relógio de parede com regulador de Viena de 3 pesos, às 6:15 soaria uma vez em um gongo agudo, depois soaria seis vezes em um gongo grave. Às 6:30 soaria duas vezes no gongo agudo, depois seis vezes no gongo grave. Às 6:45, três vezes no gongo agudo, depois seis vezes no gongo grave, e às 7:00 soaria quatro vezes no gongo agudo, depois sete vezes no gongo agudo. A hora exata a cada quinze minutos será sempre conhecida ouvindo as batidas. Estes tipos de relógios são encontrados principalmente em relógios de carruagem franceses ou reguladores alemães de três pesos de Viena. Além disso, podem bater os quartos e horas sob demanda, ativando um mecanismo de repetição com o apertar de um botão. O termo às vezes é usado erroneamente para um mero mecanismo de repetição de quartos. Repetidor de vibrações Usados ​​por deficientes visuais e para contar as horas silenciosamente em reuniões e concertos, os relógios repetidores de vibrações não soam audivelmente, mas produzem vibrações. Em vez de um gongo, o martelo batia as horas num sólido bloco de metal preso à caixa, produzindo um baque surdo que podia ser sentido na mão. Audocron Um estudante da Ecole Technique de la Vallée de Joux criou um repetidor mecânico de dez minutos na década de 1930. Concebido como um relógio para cegos – antes dos relógios falantes, e patenteado (3.925.777) em 1974, esse repetidor eletrónico chamado Audocron foi fabricado nos EUA., seguido pelos minutos no tom original. Havia um 1+Espaço de 1 ⁄ 2 segundos entre os grupos. Foram feitos nos EUA e vendidos para todo o mundo cerca de 18.000 destes relógios . Audocron patenteado em 1974

  • Cronógrafo | Levrette | Monopulsante | Prata | 1900

    Série: GRANDES COMPLICAÇÕES Por: Sílvio Pereira Ficha Técnica - Relógio de Bolso tipo Lepine. Cronógrafo. Datado de 1900 - Funções: Horas, minutos e cronógrafo - Número de Série: 238395 - Manufactura: Levrette - País - França - Calibre: Formato Pontes clássicas. Nº 1300712 - Protecção do movimento: Guarda pó em prata. - Tipo de Escape: Âncora Suíça - Balanço: Bimetálico termo-compensado, com espiral plana - Reserva de Marcha: 36 horas - Frequência: 18000 A/h - Rubis: 23 - Material da caixa: Prata - Mostrador: esmalte sem imperfeições ou cabelos - Pequenos segundos: Não tem - Cronógrafo: Ponteiro central. Sistema monopulsante acionado por botão na corroa - Diâmetro da caixa: 52,4mm - Espessura: 14,7mm - Peso: 86,59g - A mola real é accionada através de coroa às 12 horas. - Ponteiros: Horas e minutos estilo Luís XV. Accionados pela coroa - Numerais: Romanos para as horas de 1 a 12 e arábicos para as de 13 a 24. Segundos: Arábicos para os intervalos de cinco e indexes para os restantes. - Vidro: Em óptimo estado. - Numeração da tampa de caixa: 238395 Apreciação geral - Relógio dcronógrafo monopulsante em imaculado estado de conservação. Cronógrafo | Francês | Monopulsante | Prata | 1900 Cronógrafo | Francês | Monopulsante | Prata | 1900 Cronógrafo | Grande Complicação | 1905 | Ouro Breve história dos cronógrafos Quando se fala do nascimento do primeiro cronógrafo, há muitas histórias. Mas num ponto todos concordam, desde o seu início que esta complicação tem sido capaz de magnetizar a atenção e a paixão do mundo dos relógios. Por que adoramos cronógrafos? Em primeiro lugar, há a associação romântica que os cronógrafos têm com a aventura. Desde os cronógrafos Breitling Navitimer usados pelos pilotos, aos Omega Speedmasters que permitiram aos astronautas da Apollo 13 navegar em segurança nas suas naves espaciais, os cronógrafos deram-nos poder ao longo do tempo e, por vezes, até nos salvaram as vidas. Os cronógrafos podem ajudar-nos a calcular as pulsações, a velocidade dos objetos ao longo de um quilómetro, a distância de uma tempestade que se aproxima e até as taxas de câmbio. Mas, para além de todo este pragmatismo, há um lado mais poético no cronógrafo que entra diretamente na nossa experiência humana. Porque numa existência composta por momentos fugazes, o cronógrafo permite-nos congelar um momento de eternidade e recordá-lo para sempre. O que é um cronógrafo? Um cronógrafo é todo o relógio que possa medir um tempo decorrido utilizando um ponteiro independente. Os cronógrafos batem entre as 18.000 alternâncias por hora, o que pode medir os tempos a 1/5 de segundo, até 7.200.000 aph, que regista tempos de 1/2.000 de segundo. Um mecanismo de cronógrafo funciona como o "drive train" de um carro. O movimento do relógio ou o calibre da base é como um motor que fornece um fluxo constante de energia. O mecanismo da roda de colunas, alavancas e rodas que transmitem energia do movimento para o cronógrafo, que funciona como a transmissão de um carro. Uma vez iniciado um cronógrafo, um sistema de acoplamento faz com que a roda do cronógrafo entre em contacto com uma roda de tração em movimento, o que define os segundos em movimento. Quando se pára o cronógrafo, o sistema de acoplamento remove a roda do cronógrafo desta alimentação e o ponteiro dos segundos pára. O nascimento do cronógrafo Quando se fala do nascimento do primeiro cronógrafo, há muitos autores e rumores a serem abordados. No que diz respeito a isso, vários fabricantes de relógios lançaram ostensivamente datas e modelos com uma exatidão tão meticulosa que deixa até o mais rigoroso historiador perplexo. De qualquer forma, podemos ter certezas num ponto: desde o seu início que esta complicação tem sido capaz de magnetizar a atenção e a paixão do mundo dos apaixonados pela relojoaria. O termo "cronógrafo" provém das palavras gregas "cronos" ou tempo, e "grafos", que significa escrever. Embora o relojoeiro britânico Graham (1674-1751) tenha inventado o primeiro relógio que mediu o tempo, na primeira década de 1700, o primeiro cronógrafo, propriamente dito foi inventado por Louis Moinet em 1816 para ajudar no funcionamento de equipamentos astronómicos. George Graham (1674-1751) Louis Moinet (1768-1853) Efectivamente, há alguns anos, a história da relojoaria foi reescrita devido à descoberta de um relógio de bolso, que acabou por ser considerado o primeiro cronógrafo alguma vez produzido. Em 1816, Louis Moinet, um relojoeiro e pintor francês, completou o que chamou de "Compteur de Tierces". Este instrumento extraordinário, que literalmente significa "contador de terços", mede os acontecimentos ao 60º de segundo apresentado por um ponteiro central. Os segundos e minutos são registados em submostradores separados e as horas num mostrador de 24 horas. Além disso, é alimentado pelo primeiro movimento mecânico de alta frequência que corre a uma velocidade incrível de 216.000 alternâncias por hora e apresenta uma função de retorno a zeros. Sem dúvida, o trabalho de um génio muito à frente no seu tempo. Primeiro cronógrafo criado por Louis Moinet - frente e mecanismo Louis Moinet - o inventor do cronógrafo Pequeno vídeo ilustrativo da criação do cronógrafo Paixão por jogos é tão antiga como o homem. Mas o mais importante, levantou o problema da necessidade de criar um instrumento fiável para medir um tempo estabelecido. Vamos recuar de novo na história. No final do século XVIII, a Inglaterra, quando o Jockey Club, que ainda hoje é a maior organização comercial das corridas de cavalos britânicas, foi criada pela primeira vez, organizava uma competição de velocidade e agilidade que exigia um instrumento para medir com precisão a hora de partida e chegada dos participantes. Em setembro de 1821, o relojoeiro francês Nicolas Mathieu Rieussec inventou um relógio para cronometrar corridas de cavalos. Numa reunião realizada em outubro desse mesmo ano, a Academia Francesa das Ciências, presidida por Antoine-Louis Breguet e Prony, relatou sobre a invenção que Rieussec tinha apresentado batizando-a de "Cronógrafo com Indicador de Segundos". A 9 de março de 1822, recebeu a patente que sancionou oficialmente os princípios operacionais deste instrumento que deixava cair uma pequena mancha de tinta no mostrador marcando o tempo decorrido. Por esse motivo, cronos significa tempo e escrita de gráficos. Nicolas Mathieu Rieussec (1761-1866) Basicamente, foi um relógio que "escreveu" o tempo, assim, a partir desse momento foi adoptado o termo "cronógrafo". Tecnicamente falando, o cronógrafo apresentava inconvenientes óbvios, tais como a marcação de apenas curtos períodos de tempo. Também exigiu uma manutenção frequente que implicasse encher o depósito de tinta e limpar o mostrador de porcelana após a utilização. Apesar destes inconvenientes, inesperadamente manteve-se em produção durante muito tempo, apesar de terem sido realizadas pesquisas que procuravam encontrar melhores soluções desde o início. Cronógrafo e patente de Nicolas Rieussec de 1821 O primeiro cronógrafo com um ponteiro de segundos que podia ser iniciado, parado e reposto a zero foi criado em 1862 por Adolphe Nicole na Suíça. Por volta de 1910, as empresas começaram a miniaturizar relógios de bolso em cronógrafos de pulso. Estes cronógrafos de pulso eram uma exigência daqueles que se encontravam nos campos militares, na aviação e nas corridas de automóveis. Em 1933, a Breitling patenteou o primeiro sistema cronógrafo que usava botões de arranque, paragem e reset separados. É importante ressaltar que o cronógrafo está ligado ao desporto, desde o seu nascimento e até aos dias de hoje. Assim, para além de exemplificar um objeto precioso e icónico, o cronógrafo representa o instrumento de referência técnica para medir o tempo nas mais variedades provas desportivas. Em fevereiro de 1822, o relojoeiro sediado em Londres Frédérick Louis Fatton desenvolveu um cronógrafo de tinta com um sistema de marcação fixa que lhe valeu uma patente. Até o mestre relojoeiro Abraham-Louis Breguet, dois anos antes, tinha trabalhado em dois cronómetros duplos, referidos como "d'observation", antecipando o conceito de relógios rattrapante. Louis Frédéric Perrelet (1781-1854) Louis Frédéric Perrelet, um relojoeiro suíço estabelecido em Paris, desenhou um "physics and astronomy chronograph counter", em que lhe foi concedida uma patente em 1828. O Rattrapante Cronógrafo Rattrapante Também chamado de cronógrafo de frações de segundo ou Doppelchronograph, um rattrapante possui dois ponteiros de segundos para a função de cronógrafo que se movem juntos. O ponteiro extra pode ser parado independentemente, pressionando um botão para medir os tempos intermédios. Depois de pressionar outro botão, retornará sob o ponteiro do cronógrafo para continuar em conjunto com este. Desta forma, torna-se possível a medição de outros tempos intermédios. Esta é a origem da palavra “rattrapante”, que é baseada no verbo francês “rattraper”, que significa “retornar". O rattrapante foi inventado em 1831 pelo relojoeiro austríaco Joseph-Thaddeus Winnerl, que adicionou uma peça em forma de coração à sua versão melhorada em 1838. Em 1923, a Patek Philippe produziu o primeiro relógio de pulso cronógrafo rattrapante, sendo ainda esta empresa uma das grandes especialistas nessa complicação. Joseph-Thaddeus Winnerl Sem dúvida, os cronógrafos exerceram uma forte influência com um interesse crescente no desenvolvimento de novos mecanismos inovadores, embora os resultados não tivessem, neste momento, como objectivo uma produção em larga escala. O ponto de viragem O ponto de viragem no design da relojoaria moderna foi revelado em 1844: um relojoeiro suíço sediado em Londres, Adolphe Nicole, desenvolveu um sistema que permitiu, que o ponteiro retornasse a zero, o que lhe concedeu uma patente: a 'cam-actuated lever' (alavanca acionada por cames), com a forma de coração. Ainda hoje, este sistema se mantém em muitos mecanismos cronógrafos. Quase vinte anos depois, Féréol Piguet concebeu um mecanismo que incorporava uma função de retorno. Esta descoberta concedeu ao fabricante Nicole & Capt uma patente, lançando assim o primeiro relógio de bolso, exibindo as três funções básicas que iremos encontrar mais tarde em todos os cronógrafos modernos: iniciar, parar e reiniciar a zero, depois de indicar o tempo decorrido. Neste ponto, a história do cronógrafo pára, leva tempo, e espera que a próxima revolução abane os próprios fundamentos do mundo da relojoaria. Mecanismo do cronógrafo criado por Adolph Nicole em 1862 E apareceram os primeiros cronógrafos de pulso No princípio do sec. XX, nas noites de inverno da Primeira Guerra Mundial, os poucos soldados que decidiram abandonar as linhas da frente e descer às trincheiras intermináveis e enlameadas, imediatamente compreenderam as grandes desvantagens dos relógios de bolso. Ao mesmo tempo, os aviadores também sentiram a necessidade de ler o tempo rapidamente e simplesmente enquanto pilotavam os seus aviões. Assim, o nascimento dos primeiros relógios de pulso. Obviamente, os cronógrafos não podiam permanecer indiferentes a esta "tendência moderna". Por conseguinte, não é por acaso que os primeiros relógios de cronógrafos foram originalmente relógios de bolso "instalados" a esta utilização, soldando as "asas" à caixa e reimpressão das indicações no mostrador. No entanto, os relojoeiros tiveram de levar o design da relojoaria para o nível seguinte, tornando os movimentos o mais pequenos possível. Em 1910, Moeris lançou os primeiros calibres de 13 linhas desenvolvidos para pequenas caixas de relógios, ligeiramente superiores a 29 milímetros. Logo seguido por outros fabricantes como Landeron, Lemania, Universal, etc. No entanto, ainda estamos a falar de mecânicas ativadas por um único botão, que controlava sequencialmente as funções de arranque, paragem e reposição. A era moderna do cronógrafo começou oficialmente em 1933, quando a Breitling obteve uma patente Nr. 172129. As campanhas publicitárias apresentavam o primeiro cronógrafo de pulso com dois botões: um para o início e a paragem, o outro para a função de retorno, que na verdade era uma extensão de uma patente de relógio de bolso registada em 1923. Primeiro cronógrafo de pulso Breitling 1933 O Flyback A história do cronógrafo moderno iniciou a sua procura interminável pela máxima precisão e fiabilidade do tempo. O ano de 1936 congratulou-se com uma nova inovação: os ponteiros voltavam a zero sem a necessidade de parar o cronógrafo. A patente - Nr. 183262, deste mecanismo, referido como flyback, pertence à Longines. Seguiu-se então outros desenvolvimentos destinados a tornar a construção de movimentos mais fácil e menos dispendiosa. Para alcançar este resultado, a roda de colunas, que até então controlava as funções de comutação, foi removida. Primeiro Longines Flyback 1936 Em 1937, Landeron - patente Nr. 209394 registado em 1940 - lançou um mecanismo de três botões, um para cada função. Landeron 3 botões 1940 A partir daí, a evolução dos cronógrafos arrancou com grande velocidade, mas perfeitamente de acordo com os padrões tradicionais de relojoaria de gama alta: corda manual ou movimentos automáticos, dois botões de pressão, dois ou três submostradores, rodas de colunas e mecanismo de engrenagem de cames para a transmissão de energia. Em 1969 veio a introdução dos primeiros movimentos automáticos de cronógrafos do mundo. Na Feira de Basileia de 1969, a Zenith revelou o seu movimento El Primero, o cronógrafo com o oscilador mais rápido do mundo a 36.000 alternâncias por hora. Zenith "El Primero" 1969 Nessa mesma feira, a Breitling, Hamilton Buren e Heuer-Leonidas revelaram conjuntamente o seu lendário movimento de cronógrafo automático Calibre 11, e Seiko apresentou o seu calibre 6139, o primeiro rotor completo, embraiagem vertical, roda de colunas, cronógrafo com um único submostrador. Breitling Calibre 11 - 1969 Seiko 6139 - 1969 Em 1987, Frederic Piguet apresentou-nos o menor e mais fino movimento de cronógrafo automático do mundo com uma espessura de apenas 5,5 mm. Estes movimentos foram alojados em relógios como os requintados cronógrafos ultra-finos de Blancpain e são hoje, ainda um padrão da indústria no sentido da elegância. As inovações mais recentes sobre o mecanismo do cronógrafo concentraram-se no aumento da velocidade do oscilador para permitir o registo de frações de segundo. Liderando, temos A TAG Heuer que lançou uma série de cronógrafos inovadores, incluindo o seu Mikrotimer Flying 1000, que divide o tempo em 1/1000º de segundo, e o seu Mikrogirder que alcança umas surpreendentes 7.200.000 aph e uma leitura de 1/2.000th de segundo. Tag Heuer Mikrotimer Flying 1000 Tag Heuer Mikrogirder Há também o TimeWriter II Chronographe Bi-Fréquence 1000 de Montblanc que mede o 1/1000 de segundo através de um mostrador retrógrado às 12 horas. Montblanc TimeWriter II Chronographe Bi-Fréquence 1000 Contadores nos cronógrafos Além de um ponteiro de segundos (A), a maioria dos cronógrafos tem uma série de submostradores que indicam o tempo decorrido para além de 60 segundos. O contador de minutos é o tipo mais básico de contador adicional e encontra-se em quase todos os cronógrafos. Há dois tipos de contadores de minutos. O primeiro é um sub-mostrador (um pequeno mostrador localizado no mostrador do relógio principal) normalmente calibrado em 30 (B) ou 60 segundos. Sempre que o cronógrafo passa a marca de 60 segundos, o contador de minutos do cronógrafo avançará um minuto para dar uma leitura dos minutos decorridos. Um segundo contador de minutos usa um ponteiro montado no eixo central que avança um minuto cada vez que o ponteiro dos segundos passa a marca dos 60 segundos. Este contador de minutos é calibrado durante 60 minutos e proporciona uma maior visibilidade. O contador de horas (C) num cronógrafo é um mostrador adicional opcional, mas muito útil. Por exemplo, gostamos de começar os nossos cronógrafos no início de um longo voo e detê-los quando o voo termina para que possamos dizer o nosso tempo total no ar. Um contador de uma hora dá-lhe uma leitura das horas decorridas, o que é perfeito se acabou de acordar e precisa de uma referência rápida em relação ao tempo que esteve em voo. Os contadores de horas são normalmente calibrados com escalas de 12 horas e estão situados em submostradores. Como o contador de segundos do cronógrafo é um instrumento de precisão tão importante, seria confuso colocar também um ponteiro de segundos no eixo central do relógio. Como tal, a maioria dos cronógrafos colocam o ponteiro dos segundos num pequeno sub-mostrador (D). O principal objetivo deste ponteiro é simplesmente informar que o relógio está em funcionamento. Vários fabricantes descartaram este ponteiro para libertar o espaço de marcação ou substituí-lo por outra função, como uma fase lunar, como no Chronograph Monopoussoir de Blancpain, Blancpain Chronograph Monopoussoir ou com uma data simples, como no Calibre Chronographe de Cartier. Cartier Calibre Chronographe Cronógrafos icónicos Zenith El Primero Breitling Navitimer Rolex Cosmograph Daytona Omega Speedmaster Moonwatch Citizen Bullhead Seiko 6139 Tag Heure Carrera Tissot Navigator Para compreender melhor e acompanhar as muitas fases de desenvolvimento dos cronógrafos ao longo dos tempos, as palavras só não bastam. Nesse sentido, convidamos o leitor a observar, e banquetear-se com os 88 modelos épicos que compuseram em 2016 o leilão Start Stop Reset.

  • Open Heart | Data | 1810 | Ouro

    Série: GRANDES COMPLICAÇÕES Por: Sílvio Pereira Ficha técnica Relógio de bolso tipo Lepine em ouro de 18kt. de 1810, Data e open heart - Horas e minutos às 6 horas - Data às 9 horas - Galo (ponte de balanço) e balanço à vista às 12 horas - Pintura paisagem campestre às 3 horas - Número de Série: 2592 - Manufactura: Anónima - País: Suíça - Calibre: Dupla platina. S/ número - Protecção do movimento: Tampa traseira em ouro - Tipo de Escape: Roda de reencontro - Balanço: latão com mola de espiral e galo sobreposto à vista pelo mostrador - Reserva de Marcha: 30 horas - Frequência: 18000 A/h - Rubis: Não tem - Material da caixa: Ouro 18Kt - Mostrador: esmalte sem imperfeições ou cabelos - Pequenos segundos: Não tem - Pendente: Às 12 horas - Diâmetro da caixa: 50,0mm - Espessura: 20,0mm - Peso: 83,61g - A mola real é accionada através de chave, directamente no mecanismo através de um orifício no mostrador - Ponteiros: Estilo Breguet. Ajuste feito directamente no eixo dos ponteiro através do mostrador - Numerais: Hora - tipo Breguet. Minutos - indexes em forma de chemin de fer - Vidro: Em óptimo estado. - Numeração da caixa: 2592 Apreciação geral - Relógio de grande complicação, com mais de 210 anos, imaculado estado de conservação. Inovação, complexidade técnica e raridade Em termos inovadores, este relógio veio trazer à vista, permanentemente, colocado no mostrador ainda assim protegido por vidro, o seu "coração", ou seja a sua ponte de balanço (galo) e o próprio balanço com as suas sucessivas oscilações alternadas, quase que hipnóticas e que deliciam os amantes da relojoaria mecânica. Basicamente, inconscientemente ou não, o criador desta característica veio dar "vida" aos relógios. Normalmente, só sabemos que o relógio se encontra em funcionamento se os colocarmos junto ao ouvido para ouvirmos o seu tic-tac característico ou, caso haja, através do movimento do ponteiro dos segundos. A partir desta inovação, os relógios que possuem esta função, ganharam vida uma vez que nos permite, além de apreciar o vai e vem do balanço, também certificar-nos se o relógio se encontra a funcionar ou não. Nos dias de hoje, com a sofisticada tecnologia de que dispomos, parece uma complicação relativamente simples de executar, mas há mais de 200 anos, com as limitações inerentes à inexistência de tecnologia apoiada por sofisticados meios electrónicos e informáticos, o simples facto de colocar o conjunto ponte/balanço visível no mostrador era uma realização de extrema complexidade. Desde meados do século XVI que o conjunto roda de balanço/espiral era colocado na segunda platina e era fixado e protegido pela respectiva ponte, também conhecida por "galo". Esse conjunto só podia ser visível através do verso do relógio ao abrir a, ou as, tampas que o protegiam. Típico relógio do século do século XVII com o balanço e respectivo "galo" vistos através do fundo do relógio. Tecnicamente, era muito difícil inverter todo o mecanismo e colocar o conjunto ponte/ balanço na parte da frente da platina onde se fixava o mostrador. Primeiro, e talvez a maior dificuldade, foi alterar o paradigma pois estava institucionalizado entre os relojoeiros da época que não fazia sentido que este mecanismo ficasse à vista de todos, depois a dificuldade técnica era de alterar toda a estrutura orgânica do mecanismo do relógio. Com a capacidade inventiva, tenacidade e resiliência que caracterizam os relojoeiros, ouve alguém que se lembrou de mexer com o paradigma e fazer algo diferente, obrigando a alterar mentalidades, aportar beleza ao relógio e dar-lhe "vida". Assim nasceu este primeiro "Open Heart" da história da relojoaria. A intenção dos criadores seria fazer algo diferente que tocasse os utilizadores, mas como em quase tudo, no que à relojoaria diz respeito, as maiores invenções só passados alguns séculos é que viriam a ser apreciadas e aplicadas e o open heart não foge à regra. Não há relatos de mais nenhum destes relógios ter sido produzido durante cerca de 100 anos, até a empresa Suíça Hebdomas, nos finais do século XIX, ter aproveitado o conceito e colocado no mostrador à vista de todos o coração do relógio. No início do século XX, a empresa Suíça Corvoisier Fréres, aproveitando a invenção de Breguet do final do século XVIII, criou um turbilhão e colocou a gaiola contendo o conjunto escape/balanço no mostrador do relógio. Turbilhão de bolso fabricado pela Corvoisier Fréres para a Tiffany em 1905 (exemplar do acervo do autor) Depois de pesquisas aturadas feitas pelo autor, não foi possível identificar nenhum outro exemplar idêntico ou parecido a este relógio, o que nos leva a supor que, ou é peça única, ou haverá, eventualmente em colecção privadas, muito poucos exemplares, o que torna este relógio muito raro e, inerentemente, bastante valioso. Hebdomas | 1902 | Prata Ficha técnica Relógio de bolso tipo Lepine em prata. de 1902, open heart e 8 dias de reserva de marcha. - Horas e minutos às 12 horas - Ponte de balanço e balanço à vista às 6 horas - 8 Dias de reserva de marcha - Número de Série: Não tem - Manufactura: Hebdomas - País: Suíça - Calibre: Pontes clássicas. S/ número - Protecção do movimento: Tampa traseira em prata - Tipo de Escape: Âncora Suíça - Balanço: Bimetálico termocompensado com espiral Breguet - Reserva de Marcha: 30 horas - Frequência: 18000 A/h - Rubis: 15 - Material da caixa: Prata - Mostrador: esmalte sem imperfeições ou cabelos - Pequenos segundos: Não tem - Pendente: Às 12 horas - Diâmetro da caixa: 43,8mm - Espessura: 15,4mm - Peso: 65,61g - A mola real é accionada através da coroa às 12 horas - Ponteiros: Formato de pera. Ajuste feito através da coroa com desbloqueio da tige por pitão às 11 horas - Numerais: Horas - romanos. Minutos - indexes - Vidro: Em óptimo estado. - Numeração da caixa: Não tem Apreciação geral - Relógio com oito dias de reserva de marcha, balanço e ponte de balanço à vista em excelente estado de conservação. O Open Heart na actualidade Esta inovação nunca foi muito apreciada pelos fabricantes de relógios de maior prestígio, é um pouco incompreensível, mas é a realidade. No nosso entender, uma janela no mostrador que permita visualizar o coração do relógio confere-lhe dinamismo e torna-o "vivo". São opções... Destes, só a Zenith e, num grau um pouco inferior, a Rado fizeram uma abordagem nesta área. De seguida vamos apresentar algumas marcas que se destacaram por apresentar esta característica nalguns dos seu modelos. Zenith Chronomaster El Primero Open Heart Rado True Open Heart Raymond Weil Freelancer Open Aperture Watch Frederique Constant Ladies Automatic Heart Beat Edox Lapassion Open Heart Hamilton Jazzmaster Open Heart Auto Seiko Premier Novak Djokovic Automatic Limited Edition Claude Bernard Classic Automatic Tissot Tradition Powermatic 80 Open Heart Ingersoll Hawley Automatic I04605

  • "The Beetle and The Watch Bug"

    Recomendamos este artigo de Bruno Candeias sobre uma sessão fotográfica de um Volkswagen Beetle de 1966 e dos relógios do seu dono, Bruno Severino. Fiquem a conhecer o Omega Speedmaster Professional ref. 3570,50; o Omega Dynamic; o Junghans Max Bill Automatic; e o Oris Divers 65 em 40 mm. Foram usadas as lentes: macro Fujifilm 60mm f / 2.4, e a grande angular Fujifilm 18mm f2. A câmera escolhida foi a Rolleiflex 2.8F, de 1969. Saber mais...

  • Normal Watch | 6 fusos horários | 1895 | Aço

    Série: GRANDES COMPLICAÇÕES Por: Sílvio Pereira Ficha técnica - Relógio de Bolso tipo Lepine. 6 fusos horários. Datado de 1895 - Funções: Horas, minutos em seis fusos horários e segundos. - Número de Série: Não tem - Manufactura: The Normal Watch - País - Suíça - Calibre: Formato Pontes clássicas. S/ número - Protecção do movimento: Guarda pó em aço. - Tipo de Escape: Âncora Suíça - Balanço: Bimetálico termo-compensado, com espiral plana - Reserva de Marcha: 36 horas - Frequência: 18000 A/h - Rubis: 15 - Material da caixa: Aço. - Mostrador: esmalte c/ pequeno defeito às 7 horas - Hora de Londres ao centro - Hora de Joanesburgo às 12 horas - Hora de Bombaim às 2 horas - Hora de Sidney às 4 horas - Hora de Xangai às 8 horas - Hora de Calcutá às 10 horas - Pequenos segundos: às 6 horas - Diâmetro da caixa: 52,2mm - Espessura: 19,5mm - Peso: 115,06g - A mola real é accionada através de coroa às 12 horas. - Ponteiros: Horas e minutos em forma de pêra. Accionados pela coroa com pitão de desbloqueio da tige à 1 hora. - Numerais: Romanos. marcadores para os minutos em todos os mostradores. - Segundos: Arábicos para os intervalos de cinco e indexes para os restantes. - Vidro: Em óptimo estado. - Numeração da tampa de caixa: Não tem Apreciação geral - Relógio com seis fusos horários, muito raro, em muito bom estado de conservação. Fabricante Relógio marcado no mostrador Deposé 4975 correspondente à patente suíça de A.SANDOZ-BOUCHERIN e fabricado pela NORMAL WATCH Co. (ACHILLE HIRSCH) de La Chaux-de-Fonds (Suíça). História dos Relógios World Time Inventados na década de 1930, muito antes da proliferação de viagens comerciais a jato, os relógios, World Time captaram a imaginação dos seus apreciadores com o seu mostrador; exibindo tempo real em cidades-chave em todos os 24 fusos horários do planeta. De locais exóticos como o Rio de janeiro e o Taithi, o génio relojoeiro de Genebra Louis Cottier, tornou possível não só mostrar o tempo em muitos locais distantes, mas também evocar acontecimentos e aventuras em viagem. Patek Philippe Ref.2535 de Louis Cottier que foi o modelo em que Svend Anderson projetou seus relógios Worldtimer. No entanto, no que diz respeito aos Relógios World Time e por toda a luxúria errante que aguçou, os mostradores destes relógios, transportavam as muitas realidades geopolíticas dos períodos durante os quais foram lançadas referências específicas do relógio. Na verdade, se apreciar verdadeiramente a proveniência, torna-se de maior importância para, pelo menos, recolher a história e os acontecimentos que moldaram o nascimento destes relógios. Uma história dos relógios World Time Nascido em Genebra em 1894, Louis Cottier ficou muitas vezes hipnotizado pelos muitos relógios e autómatos que o seu pai construía, entre eles, um Sistema Mundial do Tempo em 1885. Culturalmente ou tecnologicamente falando, antes de 1885, não havia realmente uma boa razão para padronizar os tempos em todo o mundo. Louis Cottier A humanidade não possuía nem a necessidade nem a capacidade de percorrer vastas distâncias que tornavam relevantes os padrões de tempo inconsistentes entre cidades, até que um Engenheiro Chefe da Ferrovia Canadiana passou uma noite desconfortável numa estação ferroviária irlandesa em 1876. O Vacheron Constantin Ref 3372 – note-se como Singapura se escreve Singapour; ou como Tóquio se escreve Tokio; um reflexo da época. O engenheiro em questão, Sanford Fleming, não só se questionou sobre a falta de lógica de tudo isto, mas também as muitas vezes que teve de ajustar o relógio para se adaptar ao padrão de tempo da cidade, fazendo-o perder já vários passeios de carruagem. Finalmente o facto de ter perdido o comboio foi a gota de água que fez transbordar o copo. Se não tivesse nessa altura perdido o seu o comboio, talvez não tivesse feito uma proposta para o fabrico de um relógio com vários fusos horários e Emmanuel Cottier talvez não tivesse percebido que achava adequado propor um sistema de tempo mundial ao Société des Arts. Imagine-se, estivemos a uma viagem de comboio perdida de nunca saber o dom de Louis Cottier nesta área da relojoaria – relógios World Time. Embora o Sistema Mundial do Tempo do seu pai não tenha sido um sucesso, forneceu ao jovem Cottier a inspiração para a complicação que viria a inventar em 1931. Louis Cottier era talentoso (ganhou dois prémios notáveis da Patek Philippe enquanto ainda era um relojoeiro aprendiz; servindo como relojoeiro na filial de Jaeger em Genebra depois de se formar). Um pequeno relojoeiro que trabalhava num pequeno escritório na papelaria da sua esposa na rua Vautier de Carouge, foi ai entre os muitos relógios de mesa, relógios de bolso e relógios de pulso que finalmente inventou a complicação que levaria a relógios World Time. Cottier conseguiu onde, tentativas anteriores eram falhas de mostradores apertados com cidades pouco legíveis, o seu design caracterizava-se por ser engenhosamente simples, os seus "heures universelles" ou "tempo mundial" mostravam as horas locais com o ponteiro das horas no centro e dos minutos num mostrador estático central. Então Cottier ligou o ponteiro das horas a um anel interno rotativo para que, à medida que o ponteiro das horas girasse ao longo de 12 horas, o anel interno funcionaria no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio ao longo de 24 horas. O anel exterior ajustável com 24 grandes cidades (Londres, Nova Iorque, Moscovo, etc) correspondente a 24 fusos horários, transformando a cidade local em 12 horas e, em seguida, definindo a hora local em ponteiros centrais. Uma vez que o utilizador tinha alinhado a hora local com o ponto das 12 horas do mostrador local, o relógio e o seu anel exterior correspondente exibiriam corretamente as horas e minutos, noite ou dia, simultaneamente – tudo num único mostrador. O seu brilhantismo foi reconhecido por prestigiadas marcas de Genebra como Patek Philippe, Rolex, Vacheron Constantin e Agassiz (que hoje é conhecido como Longines) ao tornar-se um fornecedor especializado dos relógios World Time para cada uma das famosas marcas. À esquerda: Patek Philippe Ref. 515 HU, o primeiro relógio cronómetro mundial. À direita o Patek Philippe Ref. 96 HU, um World Time numa caixa de um Calatrava. Um ano após a estreia da complicação do World Time, a Vacheron Constantin encomendou-o em 1932 para construir o ref. 3372 com mais duas referências (Ref. 3650 e Ref. 3638) a seguir em 1936. À medida que os relógios de pulso começaram a superar os relógios de bolso em popularidade, Patek Philippe também se aproximou de Cottier para produzir o primeiro relógio de pulso World Time em 1937. O retangular Patek Philippe Ref. 515 HU pode ser considerado o primeiro World Time produzido por Patek e o Ref. 96 HU foi o primeiro a ser alojado dentro de uma caixa de um Calatrava; faltava-lhe a assinatura Patek Philippe no mostrador. No entanto, documentos de arquivo que mostram apenas quatro Ref. 515 HU alguma vez produzidos, levaram a especulações de que nunca foram para vendas comerciais. Dito isto, produzir 4 protótipos de uma nova complicação não é o tipo de coisa que os relojoeiros do início do século XX se entregam comumente, mas poderá ser somente especulação. Refira-se que com o Ref. 515 foi também a primeira vez que Cottier modificou o seu design ao imprimir as cidades diretamente no mostrador retangular – enquanto este ajuste tornou as cidades mais legíveis (e protegidas), tornando o tempo local permanente. No entanto, o Calatrava Ref. 96 HU viu o retorno do design de mostrador interior muito mais funcional. Relógios World Time moldados pela História Mundial Em termos de mudança geopolítica, a guerra é o seu maior promotor. A partir de 1940, tal como em 1914-1918, a hora alemã foi imposta aos territórios ocupados por este país, alguns dos quais ainda hoje prevalecem sob o nome do Tempo da Europa Central, enquanto Londres manteve o seu lugar, de principal meridiano do mundo. Da mesma forma, nos territórios ocupados japoneses, os fusos horários foram igualmente alterados. Dito isto, hoje, 400 relógios atómicos de césio de precisão que fornecem tempo universal coordenado ou UTC, sigla que substituiu GMT. Patek Philippe Ref 1415 O Ref 1415 introduzido em 1939 transportava os nomes de três cidades cruciais representando Greenwich Mean Time (GMT) – Londres, Paris e Argel – enquanto o fuso horário GMT +1 apresentava Oslo, Genebra e Roma. O ref 1416 seguinte do mesmo ano manteve Londres e Paris para GMT, mas mostrou Berlim e Cidade do Cabo para GMT +1. Na verdade, antes da Segunda Guerra Mundial, Paris e Londres partilhavam o mesmo fuso horário – o que era lógico dado que o tempo solar para Paris a leste está apenas nove minutos à frente do meridiano de Greenwich; dito isto, a França tinha resistido à ideia até 1911, bem depois do meridiano do Observatório Real de Greenwich ter sido feito o ponto de referência para a longitude zero graus. No essencial, estes relógios World Time tornaram-se cápsulas horológicas do tempo para a época em que foram feitas, cada marcação que reflete diferentes cidades (e seus fusos horários associados) mudando para refletir o clima político. Sob a ocupação alemã, a França mudou para a Europa Central, onde se assumiu que depois voltariam para trás, pelo que Patek Philippe continuou a colocar Londres e Paris no mesmo fuso horário até à década de 1970, tornando estes relógios altamente colecionáveis. Ver relógios World Time e os seus mostradores evoluírem com cada novo modelo, fornece-nos um ponto de referência literal dos marcos da história do mundo, como cada mostrador reflete uma realidade geopolítica durante o período em que o relógio foi lançado. Desde que foram criados os fusos horários, os atores estatais alteraram os fusos horários por uma variedade de razões políticas ou económicas e os mostradores de relógios refletiam frequentemente estas mudanças. Dito isto, os relógios World Time que mais captaram a imaginação de muitos apreciadores foram os feitos por Longines (então conhecido como Agassiz) para os líderes das Potências Aliadas, em celebração do Dia da Vitória na Europa ("Dia do VE", 8 de maio de 1945) e encomendado por um grupo de proeminentes cidadãos, Winston Churchill, Harry Truman, Joseph Stalin e Charles De Gaulle, para comemorar a vitória na Europa. Longines, então chamado Agassiz, produziu relógios World Time comemorando a vitória na Europa depois de os nazis se renderam às potencias Aliadas. Este foi para Winston Churchill. (frente e verso) É interessante notar que enquanto o trabalho de esmalte cloisonné do herói inglês St. George no lado do mostrador é feito de forma bastante requintada, a gravura do mapa mundial deixa muito a desejar. No entanto, ainda reflete o período. Relógios World Time na actualidade O fascínio pelos relógios de tempo mundial não diminuiu, mesmo depois do advento das viagens aéreas comerciais, amplamente disponíveis tornou-se uma realidade substituindo a imaginação e os devaneios. Décadas depois, o princípio mecânico de Cottier permanece relativamente inalterado, com nomes da cidade circulando a periferia do mostrador acima de um anel interior de 24 horas que gira no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. O movimento do anel coordena simultaneamente os tempos em todos os fusos horários, enquanto os ponteiros indicam a hora cujo nome é exibido às 12 horas ou hora local. Em 1953, Louis Cottier fez uma melhoria importante na sua invenção – capacidade de ajustar o disco da cidade através de uma coroa secundária, o que permitiu então a Patek Philippe patentear um sistema em 1958 onde o ponteiro das horas poderia ser movido sem afetar a progressão regular do ponteiro dos minutos. Os melhoramentos continuaram até 1999, quando eventualmente a coroa foi substituído por um empurrador executando os ajustes em três funções – disco da cidade, anel 24 horas e o ponteiro das horas. O Patek Philippe Ref 2523 exibe uma coroa secundária que permite um ajuste independente do anel das cidades. Uma melhoria inventada por Cottier. Patek Philippe confiou-lhe o desenvolvimento e o fabrico do maior número de relógios complicados, resultando na invenção e produção do célebre relógio de pulso "Dual time" em 1954 com um único movimento. Isto resolveu o problema de sincronização dos minutos, um problema que existia em relógios de movimento duplo noutros fabricantes. Este movimento Two Time Zone com dois ou três ponteiros, desenvolvido em colaboração com os especialistas de Patek Philippe, está entre as suas invenções mais bem sucedidas. Terminado em 1957, o protótipo foi patenteado pela empresa em 1959 (n. 340191). Cottier certamente teria ficado surpreso ao saber que, após a sua morte em 1966, a sua oficina foi dada ao Museu de Genebra d'Horlogerie et d'Emaillerie, onde ainda hoje pode ser visto. Homenagens semelhantes foram feitas na sua cidade natal de Carouge, onde um município foi renomeado com o seu nome. E mesmo que essas homenagens não existissem, o design clássico de Louis Cottier ainda é a arquitetura padrão para relógios World Time. Nota: O autor decidiu manter a designação "World Time" na sua terminologia original, uma vez que a tradução para português não era a mais adequada e poderia induzir em erro os leitores.

  • O Gravíssimo roubo do futuro

    (artigo originalmente publicado na revista Espiral do Tempo 72) O mais longo concerto do mundo teve início em 2001, termina em 2640, decorre na igreja de St. Burchardi em Halberstadt, na Alemanha, e foi composto por John Cage. É um concerto demorado, tocado automaticamente por um órgão construído propositadamente para o efeito. As mudanças de nota são raras e implicam a remoção de tubos metálicos perante uma plateia divertida que aclama efusivamente o acontecimento. São 639 anos de concerto. Pode dizer-se que o andamento deste concerto é um único, gravíssimo. Gravíssimo é o nome do andamento musical com menos batidas por minuto, menos de 19. Diz-se deste andamento que é lento. Lento por oposição ao andamento normal, moderato. Mais rápidos que os moderato são os allegro ou os vivace. Sentimentos graves, mais solenes, opõem-se a sentimentos rápidos, mais alegres. A música relaciona sentimentos com andamentos a um ponto em que não se compreende se é o andamento que forma o sentimento ou se é o sentimento que forma o andamento. Um não existe sem o outro. A condição de ser grave implica sempre lentidão. Mesmo na física, o termo ‘gravidade’ foi escolhido para designar a força que nos puxa para baixo. Aquela que, desde Einstein, sabemos que faz com que o tempo seja mais lento na planície, onde a gravidade é mais forte do que na montanha. O que na realidade faz com que os nossos pés sejam mais velhos que o nosso cabelo. O tempo não é único, mas tudo o que é grave é sempre mais lento. Roubar o tempo ao futuro Na música, o tempo é moldado com a mesma facilidade com que uma criança molda uma bola de plasticina. Cada melodia tem o seu tempo certo, descrito pela anotação tempo giusto. Este tempo não é rígido, pode ser roubado, tempo rubato. Roubar tempo é uma liberdade concedida ao maestro ou ao intérprete; porém, implica seja devolvido. Numa melodia, pode-se acelerar o andamento, desde que se compense essa aceleração com um retardamento exactamente igual, por forma a que, no final, a duração seja a mesma. Para permitir uma maior liberdade, acrescentaram-se anotações como a capriccio (ao capricho), a piacere (à vontade), ou ad libitum (com liberdade). Mais liberdade no tempo musical permite entender melhor os sentimentos do intérprete ou do maestro. Fora da música, quando o tempo é livre, sabe melhor; parece-nos mais natural. Quando é organizado, é mais eficaz; porém, parece-nos mais artificial. Alterar os ritmos naturais é, porém, uma condição para vivermos em conjunto e de forma civilizada. Somos os maestros do nosso tempo, mas só até certo ponto. Podemos roubar algum desde que o devolvamos, e temos raros momentos de total liberdade de andamento. Mais depressa ou mais devagar, com mais ou menos compensações temporais, há sempre a certeza de que os acontecimentos se vão sucedendo do passado para o futuro. Será sempre assim? E se conseguíssemos roubar tempo ao futuro? Cozinhar para os netos antes de ser pai A física esclarece-nos como obedecemos ao tempo. A música, por seu lado, esclarece-nos como pode o tempo obedecer-nos a nós. Vamos seguir a proposta da música. Um dos melhores tempos é aquele que passamos com os nossos netos, o que só acontece, naturalmente, quando temos netos. Aqui, propomos um domínio total do tempo, propomos passar tempo com os nossos netos antes de sermos pais. Propomos ir ao futuro roubar um dos melhores tempos e vivê-lo aqui e agora. Propomos: cozinhar para os netos, antes dos netos nascerem. Cozinha Gravíssima Os avós têm normalmente mais tempo para os netos do que tiveram para os seus filhos. Com mais tempo, têm mais liberdade para organizar os acontecimentos, como cozinhar demoradamente. O andamento musical dos avós é ad libitum (com liberdade), o que lhes permite cozinhar a capriccio (ao capricho), e comer a piacere (à vontade). Todas estas liberdades, como todas as outras liberdades, servem para ganharmos propriedade sobre a escolha de um conjunto de restrições. O que propomos aqui é uma receita que deve servir de exemplo sobre como cozinhar para os netos com total liberdade e propriedade. A principal liberdade é a de escolher, dentro dos limites da nossa existência, o tempo necessário para a confecção desta refeição. Quando os avós cozinham para os netos, fazem-no, infelizmente, sem total propriedade. Usam os alimentos semeados por outros, colhidos por outros, embalados por outros, distribuídos por outros e, por vezes, pré-confeccionados por outros. Não queremos isso. Queremos criar um novo estilo de cozinha, uma ‘cozinha gravíssima’. Gravíssima, por ser demorada, a mais demorada de todas as cozinhas. Não poderá alguma vez existir um prato mais demorado do que este. Queremos uma cozinha a tempo Giustogiusto. Esperamos que esta proposta passe naturalmente a ser a única forma de cozinhar para os netos. No livro “A Festa de Babette”, Babette fez uma óptimaótima refeição. Porém, usou o tempo dos outros, alguém criou as tartarugas para a Potage potage à la Tortuetortue, alguém pescou o esturjão e alguém lhe retirou as ovas para a confecçãoconfeção dos Blinis blinis Demidoff au Caviarcaviar, alguém caçou as codornizes para a Caille caille au Sarcophagesarcophage. Essa pessoa não foi certamente Babette. Babette não tem total propriedade sobre a sua esplêndida refeição, apenas a cozinhou e a pagou com o dinheiro que ganhou na lotaria. Aqui, queremos ter propriedade sobre a totalidade da refeição, mesmo sem ganhar a lotaria. Por essa razão, devemos começar a cozinhar bem antes de os nossos netos nascerem;, caso contrário, não teremos tempo suficiente. Ninguém consegue servir uma Açorda açorda d’alho com total propriedade sem fazer uma salina para retirar o sal, plantar uma seara para fazer o pão, um olival para fazer o azeite e uma horta para colher alhos, coentros e pimentos. Ninguém consegue servir vinho a uma mesa com total propriedade sem cortar (e não plantar) um carvalho francês, e construir com ele uma barrica de 225 Ll, onde o vinho da vinha que plantou vai estagiar. Cozinhar para os netos é uma tarefa que devemos iniciar no máximo por volta dos nossos 30 anos. Aos 50, a vinha estará pronta para a colheita, o vinho pode estagiar uns 10 dez anos. A refeição será servida aos 60. Este é um exercício de liberdade total recheado de restrições temporais moldadas até ao limite. Vamos chamar a este estilo culinário - Cozinha Gravíssima. O Relógio Como forma de assinalar a criação da Cozinha Gravíssima, proponho que seja construído um relógio com dois pesos oscilantes. O primeiro, por baixo do movimento; e o segundo, encaixado por baixo do mostrador como acontece no incrível Singer Reimagined Track 1. Este segundo peso enrola uma segunda corda durante 4 quatro minutos. Ao fim desses 4 quatro minutos, a corda pode estar totalmente enrolada, com mais energia, ou parcialmente enrolada, com menos energia. No mostrador, será visível uma caixa de música que tocará mais rapidamente ou mais lentamente, em função da energia armazenada na corda. Ao premir um botão, a corda começa a desenrolar e a música começa a tocar. Toca ao ritmo do nosso movimento dos últimos 4 quatro minutos, tal como os nossos netos vão degustar a refeição cozinhada ao ritmo das nossas últimas 4 quatro décadas. O relógio poderá chamar-se Gravíssimo.

  • Máquinas esquecidas

    Devo dizer que a minha paixão por relojoaria sempre me levou por caminhos, digamos, menos comuns. Não sou grande fã dos mais típicos Speedmaster, Submariner e dezenas de outros que povoam diariamente as redes sociais. Não quer dizer com isso que não os aprecie, antes pelo contrario. Como muitos outros são ricos em herança e historia, simplesmente este universo da relojoaria é tão vasto e diverso que sempre tive a ânsia de descobrir mais sobre aquelas marcas e modelos que apareceram e desapareceram e que de algum modo deixaram a sua marca e razão de terem existido, muitas das vezes com historias extremamente curiosas. continuar a ler no site da Horoduo - >

  • Jacob Kretz | Automático | 1810 | Ouro

    Série: GRANDES COMPLICAÇÕES Por: Sílvio Pereira Movimento da massa oscilante Funções: - Horas - Minutos - Data - Corda automática Ficha técnica: - Relógio de Bolso tipo Lepine. Corda automática. Datado de 1810 - Funções: Horas, minutos e data ao centro. Corda automática. - Número de Série: 21 - Manufactura: Jacob Kretz - País - Alemanha - Calibre: Formato dupla platina - Protecção do movimento: Não tem - Tipo de Escape: Âncora Suiça - Balanço: Niquel, com espiral plana - Reserva de Marcha: 36 horas - Frequência: 18000 A/h - Rubis: 15 - Material da caixa: Ouro 14kt. - Mostrador: esmalte sem imperfeições ou cabelos - Pequenos segundos: Não tem - Diâmetro da caixa: 52,1mm - Espessura: 22,8mm - Peso: 107,47g - A mola real é accionada através massa oscilante. - Ponteiros: Horas e minutos estilo Luís XV - Numerais: Romanos para as horas. Arábicos para os intervalos de 5 minutos e indexes para os restantes - Segundos: Não tem. - Vidro: Em óptimo estado. - Numeração da tampa de caixa: 21 Apreciação geral - Relógio de corda automática com data em excelente estado de conservação. Jacob Kretz Aproveitando a ideia de Breguet da utilização de uma massa oscilante para realimentar a corda do relógio, o relojoeiro Alemão Jacob Kretz, no princípio do século XIX, criou o seu próprio sistema automático de alimentar o mecanismo do relógio. Há muito poucas informações acerca deste relojoeiro, só foi possível obter o período em que esteve em actividade, que foi entre o final do século XVIII e o principio do XIX. Esta informação foi obtida através de um livro que é fundamental para todos os coleccionadores, o “Watchmakers and Clockmakers of the World" de Brian Loomes Depois de intensa pesquisa não foi possível encontrar nenhum outro relógio automático deste relojoeiro, podendo concluir, com algum grau de certeza, que este que está na colecção é o único existente, ou dos poucos que chegou até nós. O valor do relógio baseia-se na raridade e na complicação de corda automática, sendo este o primeiro relojoeiro, a seguir a Perrelet e a Breguet, a fabricar relógios com este tipo de complicação. Loehr | Automático | Reserva de marcha | 1880 | Prata Movimento da massa oscilante Funções: - Horas - Minutos - Reserva de marcha - Corda automática Ficha técnica - Relógio de Bolso tipo Lepine. Corda automática "perpétuale" e reserva de marcha. Datado de 1880 - Funções: Corda manual e automática, horas, minutos, segundos e reserva de marcha. - Número de Série: 4470 - Manufactura: Loehr - País - Suíça - Calibre: Formato pontes clássicas - Protecção do movimento: Guarda pó em prata - Tipo de Escape: Âncora Suíça - Balanço: Niquel, com espiral plana - Reserva de Marcha: 36 horas - Frequência: 18000 A/h - Rubis: 15 - Material da caixa: Prata. - Mostrador: esmalte com dois cabelos às 9 horas - Pequenos segundos: Às 6 horas - Reserva de marcha às 3 horas - Diâmetro da caixa:47,7mmmm - Espessura: 16,7mm - Peso: 84,80g - A mola real é accionada através de chave e massa oscilante. - Ponteiros: Horas e minutos estilizados - Numerais: Romanos para as horas. Indexes para os minutos. Arábicos para os intervalos de 5 segundos e indexes para os restantes - Vidro: Em óptimo estado. - Numeração da tampa de caixa: 4470 Apreciação geral - Relógio de corda automática com reserva de marcha em muito bom estado de conservação. Loehr Patent Perpetual, Suíça 1880 Loehr Patent Nº 3357 A relação entre mecânica de precisão e gravidade tem sido explorada por inventores e relojoeiros desde tempos antigos, começando com os pesos e pêndulos de grandes relógios e terminando com dispositivos de corda automática e turbilhões de alta precisão. Neste artigo, examinaremos um outro relógio com mecanismo muito parecido ao do modelo, igualmente raro que incorpora um mecanismo de corda automática de um design antigo de pêndulo, o 'Perpetuelle'. A história desse mecanismo de corda automática iremos contá-la um pouco mais abaixo. A Patente de Von Loehr O criador deste movimento de relógio em particular é o engenheiro austríaco Von Loehr, que projetou um dispositivo especial de corda automática em 1875 e o patenteou em 10 de janeiro de 1878. A patente reivindicava a proteção dos direitos de 11 esquemas de mecanismos que convertem o movimento de uma massa oscilante na tensão de uma mola de corda. O filho de August von Loehr, August Ritter von Loehr, era um numismata e historiador, do dinheiro que estava envolvido na defesa das coleções culturais austríacas, como parte de seu papel no Federal Monuments Office na Áustria. Pela documentação conhecida, parece que ele não continuou o negócio de relojoaria do seu pai. Diagramas de dispositivos da patente de Von Loehr, que iniciam automaticamente a mola a partir das vibrações da carga. A ideia principal é que a massa oscilante seja suspensa por uma mola, o mais próximo possível do ponto de equilíbrio. A oscilação da massa, força a roda de carga a girar, interagindo com dois dentes móveis – empurrar (fixo à carga) e fixar (fixo ao corpo). Todo o design, com todos os 11 esquemas, foi patenteado para uso generalizado. No entanto, um dos dispositivos (número 11 no diagrama) foi implementado com sucesso para uso em relógios de bolso, fazendo com que a produção desses relógios se estabelecesse na Suíça na década de 1880, utilizando apenas um dos dispositivos patenteados por Loehr. O guarda pó tem a assinatura Patent Perpetual e o número de série 3357. Observe-se o dispositivo no eixo central, um projeto inicial para o acerto dos ponteiros sem chave, realizado fixando uma pequena alça nesse orifício e depois girando. Também digno de nota é a forma do anel de suspensão, a partir do qual o relógio é mantido verticalmente no bolso. Duas imagens do mecanismo Quando o relógio é carregado verticalmente no bolso, auxiliado pelo anel de formato especial, as oscilações do pêndulo pesado dão corda a uma mola. O mecanismo usa uma roda de catraca de aço que interage com dois dentes móveis – empurrar (fixado em um martelo) e travar. Os dentes da roda da catraca são muito pequenos e o mecanismo reage mesmo às menores vibrações do pêndulo. A forma da massa oscilante é muito idêntica à criada por Abraham-Louis Breguet, entre os anos de 1775 a 1778. Como funciona a corda automática num relógio de bolso O pêndulo nas suas duas posições extremas Dentro do bolso, o pêndulo que sustenta a massa oscila para cima e para baixo sob seu próprio peso. Qualquer movimento leve do pêndulo fará com que a roda da catraca de aço gire vários dentes e se pare quando embate num poste de limitação, dentro do tambor, a mola real é enrolada através de um sistema de rodas de transmissão. Cada oscilação do pêndulo transmite uma força suficientemente grande, que gira o sistema de roda por muitas dezenas de rotações. Para ver esta função em tempo real, observe o vídeo a baixo. Recursos e complicações adicionais Ao dar corda no relógio com uma chave, o utilizador sentirá a mola parar e, portanto, deixará de a girar, para evitar qualquer dano. Com relógios automáticos, é mais difícil, uma vez que estes sendo de bolso precisam, é necessário ter cuidado com a segurança do mecanismo de corda. Para remediar isso, há mais um truque de design interessante no mecanismo, também patenteado por Von Loehr. Este é um limitador de mola de enrolamento, que protege as partes do mecanismo contra danos em caso de enrolamento excessivo. Um engenhoso limitador de carga montado no tambor. O limitador é feito de uma maneira muito interessante, não se pode adivinhar facilmente sua finalidade ou princípio de operação. Há uma ranhura na tampa do tambor de corda. Um gancho especial é preso à bobina externa da mola (indicada por uma seta azul). No mandril do tambor, uma roda dentada é montada com uma barra fixa e um pino na extremidade, que é levantado em cerca de 1 mm (o pino é indicado por uma seta vermelha). O pino batente sai de baixo da placa do mecanismo e pode mover o dente de travamento da roda da catraca. O pino que trava enrolamento da mola . Até que a mola seja enrolada no limitador, a roda com o pino batente, oscila livremente no eixo do tambor. Quando a mola está enrolada no limite, a sua bobina externa desloca-se para o eixo do tambor e o dente preso à bobina prende-se na roda. Por sua vez, a roda move a barra com o pino, e o pino levanta o dente de travamento da roda da catraca, razão pela qual deixa de fixar a mola de enrolamento. Mesmo quando a mola é enrolada até o seu limite, o pêndulo ainda oscila, mas as forças não são transmitidas ao sistema de roda de enrolamento. Esta solução é competente e interessante, pois se o movimento do pêndulo fosse bloqueado, o limitador poderia simplesmente partir sob o peso e o movimento do pêndulo. O mecanismo de ajuste dos ponteiros sem chave Seria impraticável utilizar uma chave para ajustar os ponteiros de um relógio. Portanto, uma alça de transferência dentada é fornecida no eixo central e uma ranhura é feita para ela na tampa interna do relógio. Com um simples movimento do dedo, pode-se mover com facilidade os ponteiros sem usar chave nem coroa. Este design existe desde a década de 1830, mas é bastante raro. O relógio foi fabricado por volta de 1880, antes da distribuição em massa das coroas dos relógios. Isso também é evidenciado pelo número de série, bem como pelo design inicial. Mais tarde, os relógios Loehr Patent foram equipados com um indicador de reserva de marcha e foram feitos predominantemente em forma de quadrado principal, o que lhes deu uma qualidade adicional única em comparação com os relógios comuns. Características Caixa de níquel com tampa frontal de abertura, assinada Patente Perpétua #3357. Mostrador de esmalte com algarismos romanos e mostrador de pequenos segundos, assinado LOEHR PATENT. Ponteiros de aço, azuladas. Vidro mineral convexo original. Placas e pontes banhadas a ouro, escape de cilindro simples, número de série 3357 gravado na no guarda pó. Dispositivo de carga automático tipo pêndulo. Dispositivo adicional para o limitador da mola principal. Dispositivo de configuração manual sem chave. Um anel de suspensão com formato especial para transportar o relógio verticalmente no bolso. Em geral, está em boas condições. Embora este relógio não possa ser considerado uma obra de arte, a engenhosidade e as soluções técnicas aplicadas tornam-no numa peça muito interessante de coleção, que pode ser usada para estudar a história do desenvolvimento de dispositivos automáticos de corda de relógios mecânicos. O sistema de carga é muito semelhante ao das máquinas automáticas "parachuts" posteriores. O que também chama a atenção é que os princípios aplicados a este movimento não sofreram mudanças drásticas, e ainda são usados ​​na maioria dos mecanismos de corda automática de hoje. História do relógio automático Depois de muitos anos a aperfeiçoar a arte da relojoaria, inventores de todo o mundo decidiram criar novos projetos mecânicos que permitissem que os seus relógios carregassem a corda sozinhos, permitindo que os utilizadores usassem os relógios sem medo de quebrarem a sua rotina diária de fornecer energia para suas máquinas de medição de tempo. Os primeiros esforços neste campo vieram da década de 1770, e depois disso, a produção de relógios automáticos espalhou-se pelo mundo. Todos os relógios mecânicos são movidos pela energia da mola principal, que move as engrenagens e por sua vez, deslocam os ponteiros. Por causa da perda de energia da mola principal ao longo do tempo, os utilizadores tiveram que dar corda continuamente girando a coroa ou alimentando-o com chave. O relógio automático possui mecanismos que utilizam pesos excêntricos configurados em torno do pivô, que giram enquanto a pulso do utilizador se movimenta. Essa oscilação da massa criava o movimento circular do rotor (que está ligado a uma série de engrenagens à ligação final, com a mola principal) representam o visual básico de todo relógio automático do mercado. No entanto, os primeiros exemplos dessa tecnologia tiveram várias desvantagens que foram superadas nos últimos 300 anos de engenharia moderna. Por exemplo, formas de evitar o enrolamento excessivo da mola principal. A história dos relógios automáticos começou na década de 1770 com as invenções do relojoeiro suíço Abraham-Louis Perrelet. Perrelet concebeu um dispositivo mecânico que poderia, através do seu cálculo, transferir a energia criada pelo movimento do corpo do utilizador em energia suficiente para alimentar o relógio automático durante 8 dias. No entanto, o design de relógio automatizado muito mais divulgado veio do inventor francês Hubert Sarton (1748-1828), que publicou os seus projetos em 1778 e conseguiu mostrar aos historiadores que os relógios de Perrelet foram inspirados no seu trabalho. Em cima e abaixo Abraham-Louis Perrelet Automático de Rotor Bidirecional Invenção de Perrelet é a que mais se aproxima do actual sistema de realimentação automática que encontramos nos nossos relógios através da invenção do rotor bidireccional. bidirecional. bidirecional. 3 imagens sugestivas do rotor bidireccional inventado por Perrelet Um relatório para a Sociedade de Artes de Genebra em 1776 HB elaborado por Saussure dizia que "Mestre Perrelet, relojoeiro, fez um relógio de tal maneira que se enrola no bolso do usuário enquanto este caminha; quinze minutos de caminhada são suficientes para fazer a relógio funcionar oito dias. Devido a uma alteração no mecanismo, a continuação da caminhada não danifica o relógio." Automático massa oscilante de suspensão horizontal Em 1780, o relojoeiro Abraham-Louis Breguet comprou designs da Perrelet e fez várias melhorias, entre as quais a introdução da massa oscilante. No entanto, em 1800 interrompeu o seu fabrico, quando o público percebeu que os seus relógios não eram fiáveis. Dois exemplares breguet com massa oscilante de suspensão horizontal Breguet utilizou este sistema em vários dos seus célebres “perpetuélles”, inclusivamente no icónico Marie Antoinette. O célebre Breguet Nº 160 mais conhecido por Marie Antoinette Os relojoeiros de então chegaram à conclusão que os relógios automáticos de bolso eram uma complicação totalmente inútil, porque se o mecanismo era realimentado pelos movimentos, que tinham que ser amplos, dentro do bolso do colete essa movimentação era impossível. A verdadeira revolução na indústria de relógios automáticos, veio após a Primeira Guerra Mundial, quando a manufatura avançada finalmente permitiu a produção de pequenos relógios de pulso com corda automática. Como o movimento dos ponteiros, fornecia muito mais poder cinético do que nos relógios de bolso, os engenheiros finalmente tiveram a oportunidade de transformar mais facilmente esse poder em mecanismos de mudança. O primeiro automático de pulso Este conceito veio a ser de novo retomado a partir da altura que os relógios passaram dos bolsos para os pulsos, primeiro como um LeRoy de 1922 O LeRoy automático de pulso de 1922 O automático de John Harwood John Harwood O primeiro relojoeiro que conseguiu fazer isso foi John Harwood, relojoeiro de Bolton, Inglaterra. Depois de reivindicar as patentes inglesas e suíças para relógios de pulso automáticos em 1923, Hardwood começou a produzir relógios na sua fábrica na Suíça em 1928, dando ao público europeu a chance de usar relógios com capacidade para 12 horas de trabalho depois de totalmente carregados. Harwood automático de 1928 - mostrador e mecanismo Outras marcas a utilizar a invenção de Harwood Outros fabricantes de imediato abraçaram os designs de John Harwood e iniciaram uma era de aperfeiçoamento. A famosa empresa de relógios Rolex adicionou um novo sistema de pesos que pode se mover mais livremente e capturar muito mais energia a cada volta (até 35 horas de reserva quando totalmente carregado). Rolex utilizando o mecanismo automático de Harwood Em 1948, a Eterna Watch introduziu rolamentos de esferas nos designs de relógios automáticos, permitindo um controle muito melhor sobre os componentes internos e a capacidade de preservar a integridade estrutural do relógio, mesmo quando as forças externas atingiam níveis críticos (por exemplo, quando o relógio caía no chão). Movimento Eterna (Calibre 1076H) com as características molas que servem de amortecimento aos impactos do rotor Atualmente, a maioria dos relógios de pulso do mundo, usam corda automática, com apenas uma pequena percentagem de marcas que ainda fabricam relógios de corda manual. Alguns relógios automáticos adotaram a era digital, com rotores ponderados que giram dentro de pequenos geradores elétricos que armazenam a sua energia numa bateria recarregável a bordo (como é o caso do Kinetic da Seiko) Movimento Kinetic da Seiko História da Reserva de Marcha Os indicadores de reserva de marcha foram introduzidos pela primeira vez em cronómetros marítimos. A capacidade de rastrear latitude e longitude dependia da precisão do relógio, de modo que uma reserva de energia era incrivelmente útil para lembrar a tripulação quando era hora de dar corda ao relógio. Cronómetro de marinha Hamilton (exemplar do acervo do autor) Este tipo de complicação não foi muito utilizada em relógios de bolso, principalmente dos séculos XVIII e XIV, uma das excepeções foi o Loehr apresentado acima. O primeiro relógio de pulso a apresentar um indicador de reserva de marcha foi feito por Breguet em 1933, mas era um protótipo e levaria mais duas décadas até que a Jaeger-LeCoultre apresentasse o LeCoultre Futurematic. Foi o primeiro relógio sem coroa para dar corda na mola principal. Em vez disso, tinha um mecanismo deslizante na parte de trás para acertar os ponteiros. Também foi projetado para manter pelo menos seis horas de energia em todos os momentos. LeCoultre Futurematic 1955 Lançado alguns anos depois, o LeCoultre Powermatic avançou no conceito Futurematic, concentrando-se apenas na complicação do indicador de reserva de energia. Uma abertura às 12 horas revelou um disco colorido, que exibia a energia restante na mola principal. LeCoultre Powermatic Pequeno problema A potência fornecida pela mola principal não é totalmente constante. Normalmente, quando um relógio tem a corda totalmente dada, a potência fornecida é maior do que nas últimas horas da mola, o que significa que a mola do balanço estará sob pressões diferentes da mola principal. Isso pode levar a medições estranhas ao verificar a precisão do relógio no final da reserva de energia do relógio.

  • Isotope HydriumX 'The Judge' (O Juiz) - Edição Limitada

    Apresentamos o Meretíssimo Juiz, Isotope HydriumX The Judge. Este é o lançamento mais recente da Isotope, uma marca com o Selo IPR - PPT (Marcas Propriedade de Portugueses). Estão disponíveis 5 unidades na Loja dos Relógios Portugueses (entrar em contacto para solicitar acesso). Na sequência do sucesso, com as duas edições da colecção HydriumX ( Will Return e BLINK), Isotope acaba de lançar mais um modelo, desta vez o: The Judge. As cores deste modelo têm inspiração nas vestes tradicionalmente usadas pelos Juízes de alguns países, vermelho, branco e preto. No interior podermos encontrar um movimento suíço Landeron, com uma reserva de marcha de 40 horas e uma frequência de 4Hz, 28,800A/h. Este modelo é decorado com parafusos azulados e com o símbolo Isotope Lacrima gravado no rotor, típico de todos os modelos da marca. The Judge é construído com uma caixa de aço 316L, vidro de safira duplo com tratamento antirreflexo para melhor legibilidade do mostrador. O diâmetro tem uns consensuais 40MM, 48MM de asa a asa. Tal como os seus antecessores, permite ir até 300 metros de profundidade, ostenta uma luneta unidirecional de 22mm, e um aro vermelho novamente com a assinatura da Isotope, a Lacrima. No fundo está gravado o número de série do relógio, através de um vidro de safira pelo qual também se pode admirar o movimento suíço automático Landeron. Esta é uma edição limitada de apenas 100 unidades e pode ser adquirida na nossa loja, por enquanto em formato de pré-reserva, com portes oferecidos e desalfandegamento a cargo do IPR. As pré-encomendas abrem hoje, dia 24 de Setembro e as entregas vão decorrer a partir de Janeiro/Fevereiro de 2023. A loja do IPR está neste momento, tal como The Judge, em fase de pré-lançamento, com acesso apenas por convite, até ao final de Setembro, caso pretenda receber um convite entre em contacto connosco. COMO ADQUIRIR UM JUIZ? Pode fazer a encomenda na ligação abaixo (Buy Now), a previsão de entrega é para Jan/Fev 2023. O envio é feito a partir do UK, contudo não há custos com portes e desafandegamento. CARACTERISTICAS TÉCNICAS • Diâmetro da caixa 40mm X 48mm (incluindo asas) • Altura 12,9 mm (14,9 mm com cristal de safira com cúpula dupla) • Fundo transparente aparafusado • Luneta unidirecional com 120 cliques • Vidro de safira antirreflexo • Coroa aparafusada às 3 horas • Mostrador Preto • Ponteiros Isotope Lacrima com Super-LumiNova® • Resistência à água 300m / 30 atm / 1000 pés • Correia FKM preta de 22 mm com microblasted assinado • Fivela de aço • Movimento Landeron 24 - automático • Reserva de energia 40 horas, 28 rubis, 28800A/h • Precisão -12/+12 s/dia • Movimento e rotor personalizados

  • Horas saltantes | Duplo calendário | Fases da Lua | 1915 | Ouro

    Série: GRANDES COMPLICAÇÕES Por: Sílvio Pereira Funções 1 - Horas digitais saltantes; 2 - Minutos; 3 - Segundos; 4 - Fases lunares; 5 - Dias do mês; 6 - Dias da semana; Ficha técnica - Relógio de Bolso tipo Lepine. Horas digitais saltantes, duplo Calendário com fases da lua. Datado de 1905 - Número de Série: 18971 - Manufactura: Anónimo - País - Suíça - Ano de fabrico: 1915 - Calibre: Formato Pontes clássicas. S/ número - Protecção do movimento: Guarda pó em Ouro. - Tipo de Escape: Âncora Suíça - Balanço: Bimetálico termo-compensado, com espiral Breguet - Reserva de Marcha: 36 horas - Frequência: 18000 A/h - Rubis: 25 - Material da caixa: Ouro 18 Kt. - Mostrador: esmalte sem imperfeições ou cabelos - Horas: Saltantes às 12 horas - Minutos: Ponteiro central - Pequenos segundos: às 6 horas - Dias do mês: às 3 horas - Dias da Semana - às 9 horas - Fases da lua: às 6 horas - Diâmetro da caixa: 48,3mm - Espessura: 15,7mm - Peso: 90,62g - A mola real é accionada através de coroa às 12 horas. - Ponteiros: Minutos em forma de pêra. Accionados pela coroa com pitão de desbloqueio da tige às 11 horas. - Numerais: Arábicos saltantes para as horas. Arábicos para os intervalos de cinco minutos e marcadores para os restantes . - Segundos: Arábicos para os intervalos de cinco e marcadores para os restantes. - Vidro: Em óptimo estado. - Numeração da tampa de caixa: 18971 Apreciação geral - Relógio com horas saltantes de duplo calendário com fases lunares em ouro em imaculado estado de conservação. História deste relógio Um abastado residente da cidade do Porto de seu nome Fernando Santos, nascido em 1890, com interesses e participações na companhia do Café de S. Tomé e Príncipe, por volta do ano de 1914 encomendou a uma relojoaria do Porto, que depois o mandou fazer a uma empresa Genebrina, um relógio especial, idealizado por ele e que deveria ter algumas funcionalidades muito específicas. Cerca de um ano passado é-lhe apresentada esta magnífica obra de arte e de microengenharia. Peça única, não existe outra igual. A peça foi passando de geração em geração e eu tenho a felicidade de ser amigo do último descendente. Quando soube que ele contactou a Christies para colocar o relógio a leilão adiantei-me, fiz um esforço financeiro bastante elevado e adquiri-o. A. Kaiser | Mecânico Digital | Horas e minutos saltantes |1895 | Ouro Funções 1 - Horas digitais saltantes; 2 - Minutos digitais saltantes ; 3 - Segundos. Ficha técnica - Relógio de Bolso tipo Savonette. Horas e minutos digitais saltantes. Datado de 1890 - Funções: Horas e minutos digitais saltantes e segundos. - Número de Série: 681 - Manufactura: A. Kaiser - País - Suíça - Ano de fabrico: 1890 - Calibre: Formato Pontes clássicas. S/ número - Protecção do movimento: Guarda pó em latão. - Tipo de Escape: Âncora Suíça - Balanço: Bimetálico termo-compensado, com espiral plana - Reserva de Marcha: 36 horas - Frequência: 18000 A/h - Rubis: 15 - Material da caixa: Ouro 14 Kt. - Mostrador: esmalte sem imperfeições ou cabelos - Horas: Saltantes às 12 horas - Minutos: Saltantes centro - Pequenos segundos: às 6 horas - Diâmetro da caixa: 52,4mm - Espessura: 17,4mm - Peso: 128,63g - A mola real é accionada através de coroa às 12 horas. - Ponteiros: Minutos em forma de pêra. Accionados pela coroa com pitão de desbloqueio da tige às 5 horas. - Numerais: Arábicos saltantes para as horas. Arábicos saltantes para para os minutos - Segundos: Arábicos para para os intervalos de cinco e marcadores para os restantes. - Vidro: Em óptimo estado. - Numeração da tampa de caixa: 681 Apreciação geral - Relógio mecânico digital com horas e minutos saltantes em ouro em imaculado estado de conservação. História do relógio mecânico digital Horas saltantes (Jump hour) O relógio mecânico digital, pelo menos quando se trata de dispositivos de cronometragem, foi criado em 1883. Um inventor austríaco, Josef Pallweber, aos 25 anos, patenteou uma nova maneira de mostrar o tempo . Pallweber concedeu a licença à IWC, que por sua vez a cedeu ao Fabricante suíço Cortébert para os mercados francês e belga. Josef Pallweber e a sua invenção Pallweber nasceu em Salzburg, Áustria, em 1858, tornou-se engenheiro ainda jovem. Começou a trabalhar em algumas invenções focadas em digitalizar a maneira como lemos o tempo. Em 1883, registou uma patente para perpetuar seu nome na história como o inventor da complicação das horas saltantes com um display digital. Como qualquer inventor, vendeu as licenças da sua patente à IWC em 1885, que começou a criar relógios de horas saltantes baseando-se nesta invenção. Essa complicação foi um dos marcos mais importantes da história da IWC. Patente Americana 312754 da invenção de Pallweber Na década de 1880, a IWC, rapidamente abraçou a nova invenção de um relógio de bolso digital. Em vez de ter um mostrador convencional com ponteiros de horas e minutos – a abordagem analógica – o relógio digital do século 19 usava discos giratórios para horas e minutos. Os dígitos que mostravam as horas e os minutos eram apresentados através de duas janelas no mostrador. Os segundos ainda eram mostrados através de um ponteiro num pequeno mostrador. Movimento Pallwebwe II de 1884 A partir do verão de 1884 e nos anos seguintes, a IWC produziu muitos desses relógios de bolso Pallweber. Os registos de vendas da IWC revelam que havia cerca de 16 590 desses relógios fabricados e vendidos até a década de 1890. Catálogo IWC 1885 anunciando relógios Pallweber Os relógios IWC Pallweber foram feitos para serem heranças. Eram relógios de luxo para os padrões do século 19, mas ainda evocavam as melhores tradições artesanais. Todos esses relógios tinham duas janelas revelando os dígitos das horas e minutos. Os mostradores refletiam vários idiomas diferentes para as palavras “horas” ou “minutos”, uma vez que os relógios eram vendidos em vários mercados, da Rússia a Portugal, França, Reino Unido, Espanha e Alemanha, entre outros. Palavras "horas" e "minutos" no mostrador em língua francesa Obras de arte nos mostradores Muitos dos mostradores Pallweber foram elaborados com desenhos pintados à mão numa base de esmalte. As janelas digitais no mostrador permitiam espaço para a arte. Os artistas costumavam seguir a Escola de Naturalismo do século XIX, retratando montanhas e paisagens icônicas da Suíça. Outros desenhos incluíam querubins ou motivos florais por vezes bastante elaborados. Dependendo do mercado, esses mostradores eram assinados de várias maneiras “International Watch Co., ou “Patent Automatic Timekeeper” ou “Pat. 24 de fevereiro de 1885”, em muitos casos sem qualquer nome de empresa. Relógio de bolso com movimento Pallweber III e mostrador raro pintado à mão, 1887 As caixas por vezes vezes eram tão elaboradas quanto os mostradores. Enquanto a maioria era de prata sem adornos, alguns tinham gravuras muito intrincadas e até fantasiosas. Um exemplo inicial, vendido primeiro em Bombaim, na Índia, tinha uma caixa repoussé, que é uma forma de trabalho em metal martelado em relevo no verso. Como a IWC às vezes vendia apenas movimentos devido à grande demanda por esses relógios, eram usadas caixas diferentes . Os movimentos desses relógios também eram únicos, mas ainda baseados nos princípios clássicos do design do movimento do relógio suíço. A base para esses movimentos foi o calibre “Elgin II” da IWC da década de 1880, um design durável também usado em relógios de bolso analógicos “regulares” da IWC. No entanto, esses novos relógios Pallweber não tinham ponteiros cravados num eixo e, em vez disso, as rodas do mecanismo patenteado pela Pallweber eram discos para as horas e minutos. Relógio de bolso m prata com movimento Pallweber III, 1887 Esses movimentos também são chamados “horas de saltantes”, pois os discos das horas e dos minuto “saltam” para a próxima configuração à medida que as horas ou os minutos avançavam. Os discos giratórios e os saltos exigiam potência extra da mola real e um ajuste preciso para permitir o salto exatamente no momento certo. Estes eram movimentos bonitos, mas talvez um pouco exigentes. Durante esta época, a IWC melhorou continuamente seus movimentos, de Pallweber I a II a III. Projetos de horas saltantes subsequentes patenteados por outras empresas tiveram melhorias destinadas a aumentar a força da mola do movimento, o que permitiu que os discos saltassem com mais facilidade. O próximo capítulo Os relógios de bolso Pallweber da IWC foram distribuídos apenas de 1885 até o início da década de 1890. Embora nenhum outro relógio de bolso digital tenha sido produzido posteriormente pela IWC, outras empresas produziram relógios de bolso digitais até cerca de 1910. Muitos desses desenvolvimentos posteriores forneceram torque adicional por meio de designs de molas, trocas de dentes de rodas ou um segundo tambor. Relógio de bolso com movimento Pallweber III, caixa em ouro 14 quilates, 1886 Ninguém sabe o motivo que levou a IWC a não continuar a produzir esses relógios de bolso digitais após a década de 1880, uma vez que eram facilmente legíveis e inovadores, e muitas vezes com mostradores e caixas especiais. Embora pudessem ser um pouco exigentes em termos operacionais, estavam à frente do seu tempo, pelo menos até 2018. Como parte de seu 150º Jubileu, em 2018 a IWC lançou com sucesso o seu relógio de pulso Tribute to Pallweber com um mecanismo totalmente redesenhado. Um grande conceito merece viver para sempre. IWC tribute to Pallweber edição "150 Years" Outros fabricantes de relógios horas saltantes com patente Pallweber Cortebert Gedeon Thommen A. Lange & Söhne Aeby & Landry

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