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- Século XVIII, o século dos grandes relojoeiros (5ª Parte)
Por: Sílvio Pereira Com este artigo iniciamos uma série dedicada aos extraordinários relojoeiros Franceses deste século. Começamos com chave de ouro, com uma das maiores famílias de relojoeiros que a França nos deu: a família Le Roy. Quer Julian, quer os seus filhos Pierre e Jean Baptiste e seus sobrinhos, todos contribuíram com as suas invenções, principalmente na construção de repetições, na melhoria dos mecanismos e no embelezamento dos relógios, sendo que, muitos deles ainda perduram na actualidade. No contexto da França do século XVIII, conhecido como o “Siècle des Lumières”, ou “Século das Luzes”, ocorreu uma transformação no universo dos relógios após a morte de Luís XIV. Com o início do reinado de Luís XV, testemunhamos uma redução no tamanho dos relógios, acompanhada por acabamentos estilísticos específicos. Nos relógios desse período, surgiram mudanças únicas, como, por exemplo, o rebordo da placa traseira, frequentemente embelezado com uma linha ondulada, por vezes feita de prata. O sistema de corda frontal, característico dos relógios franceses, gradualmente cedeu espaço à introdução do sistema de corda traseira e ao uso de tampas protetoras contra poeira. Os mostradores, revestidos a cobre esmaltado, passaram por uma evolução, abandonando as cartelas e projeções que outrora decoravam as superfícies. Essas alterações conferiram-lhes um toque liso e uma aparência substancialmente mais plana, o que viria a concretizar-se em definitivo próximo do final do século. Uma caraterística notável desse período foi a transformação do galo, que desempenhou um papel vital na redução das dimensões dos movimentos dos relógios. Por volta de 1720, surgiram as “orelhas”, proeminências localizadas nas laterias da caixa do relógio, permitindo a fixação de pulseiras ou braceletes. Entretanto, à medida que o tempo avançava, tanto o mostrador regulador como o galo quase se igualaram em tamanho, enquanto as “orelhas” gradativamente desapareceram. Estas mudanças testemunham a elegância e a funcionalidade convergindo no design dos relógios do século XVIII, refletindo a sensibilidade artística e a evolução técnica que marcaram esse momento histórico da relojoaria. O escape de cilindro criado por George Graham foi alvo de críticas por parte dos relojoeiros franceses, que expressaram preocupações sobre a sua fiabilidade. Esses artesãos viam o escape de cilindro como menos robusto em comparação ao escape de âncora. No entanto, apesar das críticas iniciais, a maioria dos relojoeiros franceses vieram a incorporar o escape de cilindro nas suas próprias criações, evidenciando uma mudança de perspetiva e reconhecimento das suas qualidades. Julien Le Roy e o seu filho Pierre Le Roy realizaram muitas experiências com pequenas modificações no escape de cilindro. Subsequentemente, relojoeiros, como Jean Antoine Lépine e Abraham Louis Breguet, introduziram inovações como a roda de escape e aperfeiçoaram o escape de âncora, originalmente concebido por volta de 1755 pelo relojoeiro inglês Thomas Mudge. Aproximadamente em 1760, pode ser atribuída uma notável influência à colaboração de Pierre Le Roy com relojoeiros ingleses, notavelmente evidenciada por Ferdinand Berthoud, enquanto ambos se empenhavam no desenvolvimento de relógios altamente precisos para competir pelo prestigiado Prémio Longitude. Em relação à estética dos relógios, as caixas inicialmente apresentavam uma simplicidade elegante, repetidamente exibindo gravuras de decoração mínima. Entretanto, essa tendência evoluiu substancialmente a partir de cerca de 1740, quando Julien Le Roy começou a produzir relógios extremamente luxuosos. Estas peças eram adornadas com pedras preciosas incrustadas em caixas muitas delas confecionadas em ouro de três cores. Além disso, uma transformação marcante ocorreu com a incorporação de esmaltes artísticos, regularmente inspirados por temas românticos. Essa evolução representou uma significativa mudança tanto no estilo como na qualidade dos relógios produzidos pela habilidade artística de Julien Le Roy. O surgimento das Cenas Românticas e a Evolução dos Relógios Femininos No início do século XVIII, por volta de 1720, o pintor Jean Antoine Watteau desempenhou um papel fundamental na popularização das cenas românticas com as suas “fêtes galantes”, inspiradas pela comédia e pelo ballet Italianos. Essas cenas, cheias de graça e encanto, logo começaram a influenciar a estética da época. Foram capturadas em esmalte na parte traseira de caixas de ouro, tornando-se objetos de beleza e elegância. Por volta de 1760, em Genebra, destacou-se a criação de relógios menores erroneamente rotulados como “relógios femininos”. Esses relógios eram verdadeiras obras de arte, frequentemente adornados com retratos femininos esmaltados no verso das caixas de ouro. Por volta de 1770, começaram a surgir padrões geométricos "guilloché"[1] nas caixas desses relógios, que, posteriormente, eram cobertos com esmalte colorido e translúcido, acrescentando uma dimensão artística à funcionalidade. Já que estamos a falar em técnicas decorativas inovadoras, e por curiosidade, no final do século XIX, o joalheiro russo Karl Fabergé (1846-1920), deixou marca na joalharia com a invenção de uma técnica decorativa única, que logo se expandiu para os relógios. Jean Antoine Lépine, influenciado por essa inovação, aprimorou não apenas o estilo, mas também a mecânica dos relógios, fazendo com que se tornassem ainda mais refinados e menores, com diâmetros de até 25 mm. Lépine também introduziu a prática de usar algarismos arábicos nos mostradores de relógios a partir da década de 1760. Relojoeiros de renome como Lépine e Abraham Louis Breguet deram contribuições significativas para a inovação e o desenvolvimento da relojoaria. Introduziram relógios notavelmente finos, revolucionando a moda da época. Isso foi possível graças a melhorias técnicas, como o refinamento do escape de cilindro e o desenvolvimento de outros tipos de escape. A introdução da pinça de Lépine representou um avanço crucial na produção de relógios, permitindo que os relojoeiros reduzissem ainda mais a espessura dessas peças. É relevante notar que muitos “ébauches”[2] foram produzidos na Suíça e posteriormente enviados para França para serem concluídos, incluindo os de relojoeiros famosos como Lépine e Breguet. Essa colaboração internacional contribuiu para a excelência e a sofisticação dos relógios da época. No século XVIII importantes relojoeiros franceses, como Berthoud, Lépine e Breguet, estabeleceram-se no "Quai de l'Horloge". Este bairro era estratégico, pois oferecia fácil acesso ao ouro necessário para as caixas dos relógios, que podia ser encontrado nas proximidades, no "Quai des Orfèvres". Além disso, na "Place Dauphine", localizada entre esses dois bairros, esses relojoeiros também tinham acesso aos esmaltes utilizados nos mostradores dos relógios. Augustin Fortin, Paris, ca. 1720 Este notável relógio Augustin Fortin possui um requintado revestimento consular de prata, com diâmetro de 50,9 mm. Caixa meticulosamente confecionada em latão dourado, apresentando corda frontal que acrescenta uma sofisticação única. O movimento é uma obra-prima, baseado no mecanismo de fusée, com mostrador regulador em prata e um delicado ponteiro regulador em aço azulado. A caraterística distintiva desta peça é o pequeno galo de dois pés, adornado com jóias em safira [3] um testemunho da excelência em ourivesaria. A placa traseira da caixa é enriquecida com incrustação ondulada de prata, um detalhe típico do período Regencial Francês, que remonta aos anos 1720 – 1730. A estrutura do relógio é sustentada por pilares quadrados em forma de balaústre, enquanto o mostrador de cobre esmaltado apresenta elegantes "relevos" [4]. Uma verdadeira obra de arte para os conhecedores de relojoaria. Augustin Fortin foi um ilustre mestre relojoeiro. Em 1726 foi nomeado “guarda visitante da guilda do relojoeiro”, uma posição que envolvia a responsabilidade de garantir que os membros dessa guilda cumprissem os padrões estabelecidos para a relojoaria. Era crucial manter a qualidade e a integridade da profissão de relojoeiro na época. A competência de Fortin valeu-lhe uma excelente carteira de clientes, incluindo o Marechal de Cossé-Brissac, o Conde de Mailly e o Marquês de Crussol, o que sugere que era altamente respeitado e valorizado por figuras importantes da sociedade da época. Bichon, Moulins, cerca de 1730. Este relógio é uma peça notável da relojoaria com revestimento consular em prata, com diâmetro de 44,7 mm em latão dourado. Possui corda frontal com proteção em latão, movimento de fusée, mostrador regulador de prata com ponteiro regulador de aço azulado. Galo muito pequeno, de dois pés de prata, com jóias em safira no galo de aço. A placa traseira deste relógio está cercada por uma incrustação ondulada de prata, caraterística típica do período Regencial Francês que compreende os anos de 1720 a 1730. Pilares de balaústre quadrados e mostrador confecionado com cobre liso esmaltado. Esta peça representa não apenas a maestria técnica da época, mas também o cuidado artístico e a atenção aos detalhes que eram caraterísticas distintivas daquele período. O uso de materiais de alta qualidade, como prata e safira, reflete a procura pela excelência na criação de relógios da época. Jean Imbard, Lyon, ca. 1735 Relógio fabricado em latão dourado, apresenta um mecanismo de corda frontal e movimento de fusée com mostrador de 37,6 mm e 8,0 mm de espaço entre as placas. O mostrador regulador de prata é complementado por um ponteiro regulador em aço. O galo de dois pés muito pequeno, com jóias, neste caso, granada, embutidas no galo de aço. Pilares quadrados de balaústre e mostrador de cobre esmaltado, que exibe assinatura “Charmy à Lyon”. É interessante observar que, embora algumas caraterísticas do período Regencial, como o facto de os galos e os mostradores reguladores maiores, ainda estarem presentes, a decoração ondulada da placa traseira já não é tão comum, indicando uma evolução do estilo. É uma questão de debate se Pierre Charmy reparou o movimento ou se apenas substituiu o mostrador logo após o seu fabrico. Além disso, Charmy desempenhou um papel notável na reconstrução completa do relógio astronómico na Catedral de St. Jean em Lyon, no ano de 1782. O relógio em questão, fabricado originalmente em 1596 por Nicolas Lippius, um matemático de Basileia, na Suíça, foi objecto de atenção de muitos relojoeiros da época. Era comum, naquela altura, que os relojoeiros que realizavam reparações ou vendiam relógios, inscrevessem os seus próprios nomes no mostrador. Esse hábito não era exclusivo de França; na Inglaterra, por exemplo, era prática comum incluir o nome do proprietário no mostrador, às vezes substituindo até os algarismos. Na verdade, esse costume persistiu em Inglaterra desde 1690 até o final do século XIX, tornando-se uma parte fascinante da história da relojoaria e uma maneira intrigante de rastrear a proveniência e autoria dos relógios dessa época. Charles Le Roy, Paris, No. 1465, ca. 1740 Este relógio, fabricado em latão dourado, carateriza-se pela corda frontal e movimento de fusée. A dimensão da placa superior é de 37,3 mm, com um espaço de 6,2 mm entre placas. Apresenta mostrador regulador de prata, complementado por ponteiro regulador de aço azulado. Possui galo de dois pés, muito pequeno, é notável pelas jóias, que neste caso são granada, adornando o galo de aço. Detém pequenos pilares quadrados de balaústre. Infelizmente, este exemplar não trabalha além de lhe faltar o mostrador e os ponteiros. Existe uma inscrição na placa “Belleteste le 23/7/1778”, que revela um registo de reparação. É importante ressaltar que Charles Le Roy, o relojoeiro associado a este relógio, não deve ser confundido com o famoso Julien Le Roy (1686-1759). Na verdade, Charles Le Roy, de seu nome Basile Charles Le Roy, que viveu entre 1765 e 1839, foi outro relojoeiro com o mesmo apelido, que também deixou a sua marca na história da relojoaria. Julien Le Roy 1686 – 1759 Julien Le Roy foi um importante relojoeiro parisiense do século XVIII, nascido em Tours em 1686. A paixão pela relojoaria levou-o a criar o seu primeiro relógio aos 13 anos de idade. Na procura de melhorar ainda mais as suas competências, mudou-se para Paris em 1699, onde teve a oportunidade de aprofundar o seu conhecimento e experiência. A dedicação e o talento, rapidamente o destacaram na profissão. Em 1713, conquistou o prestigioso título de mestre relojoeiro, um marco importante na sua vida. Além disso, a excelência na relojoaria também o levou a assumir o papel de júri da sua guilda. À medida que a sua reputação crescia, Julien Le Roy alcançou novos patamares de sucesso, como a direção da Société des Arts. Contudo foi em 1739 que atingiu o auge da sua carreira ao ser nomeado relojoeiro oficial do rei Luís XV. Esse reconhecimento real não apenas confirmou o seu talento excepcional, mas também o colocou no centro das atenções da corte francesa. A vida e obra de Julien Le Roy são testemunhos do comprometimento e competência de um mestre relojoeiro que deixou marca duradoura na história da relojoaria, não só francesa como europeia. Os seus relógios são altamente valorizados pela qualidade excepcional e artesanato refinado, continuando a ser apreciados por colecionadores e apaixonados da relojoaria até aos dias de hoje. Em 1732, Julien Le Roy conquistou um feito notável ao inventar a “o Toque de Repetição”. Nesse sistema inovador, o martelo do mecanismo repetidor batia na caixa do relógio para indicar as horas e os minutos. Essa invenção revolucionária permitiu que as pessoas soubessem as horas mesmo no escuro. Em 1740, Le Roy foi ainda mais longe ao reorganizar o mecanismo do repetidor, melhorando a eficiência e confiabilidade. Essas melhorias foram cuidadosamente registadas, com a inscrição “Inventé par Julien LeRoy 1740” marcada no topo das placas do mostrador, um testemunho duradouro do talento e contribuições para a relojoaria. Uma das notáveis inovações, frequentemente atribuída por especialistas, foi o desenvolvimento do mecanismo de repetição acionado por corrente “tudo ou nada”. Este mecanismo operava de forma binária, estando sempre numa de duas posições: ativado (tudo) ou desativado (nada), proporcionando uma precisão notável na repetição do tempo. Além disso, por volta de 1730, introduziu uma invenção importante: o suporte ajustável para a roda de escape, conhecido como “potência”. Esta inovação desempenhou um papel fundamental na melhoria da precisão e fiabilidade dos relógios franceses. Até a sua morte em 1759, Julien Le Roy manteve as atividades na Rue du Harlay. Embora a Casa Julien tenha produzido cerca de 5000 relógios durante a sua existência, é lamentável que apenas uma pequena percentagem, entre 1 e 2% tenha sobrevivido ao teste do tempo e ainda existam hoje como preciosos exemplares. As contribuições notáveis e o legado inovador continuam a ser celebrados na relojoaria moderna. Pierre Le Roy Pierre Le Roy, filho de Julien Le Roy, foi um relojoeiro brilhante que se destacou por mérito próprio. Após assumir os negócios do pai, dedicou-se intensamente à relojoaria, produzindo peças experimentais e únicas. Uma das suas notáveis invenções foi o escape pivotado de retenção, também conhecido como escape destacado[5] criado em 1748 Além disso, era um talentoso fabricante de cronómetros. É interessante mencionar que Pierre Le Roy era rival de Ferdinand Berthoud, outro importante relojoeiro da época. Devido a circunstâncias especiais, Pierre perdeu a afiliação “Horloger du Roi et de la Marine” para Berthoud. Le Roy guardou um grande ressentimento contra Berthoud, que só reconheceu o verdadeiro génio de Pierre após a sua morte em 1785. Para homenagear o pai, Julien Le Roy, Pierre assinava os seus relógios com o nome “Julien Le Roy” e utilizava o sistema de numeração iniciado por ele, numerando os seus próprios relógios de 3500 até 5000. Os relógios de Julien Le Roy eram numerados de 1 a cerca de 3500. Alguns dos relógios raros feitos por Pierre apresentam um fusée invertido, uma invenção do seu irmão Jean Baptiste Le Roy por volta de 1760. Esse mecanismo, conhecido como “fusée invertido”, foi desenvolvido para impedir que a mola real do relógio fosse excessivamente esticada, o que poderia danificar o movimento. Este fusee distribui mais uniformemente as forças para a cadeia de fusées contribuindo para a durabilidade dos relógios. Pierre Le Roy introduziu um novo tipo de escape, o "escape morto"[6] que era uma versão modificada do escape de “Debaufres”. Além disso, deu outras contribuições importantes para a relojoaria. Para distinguir o trabalho de Pierre Le Roy, filho de Julien Le Roy, do trabalho do sobrinho, também chamado Pierre Le Roy, assinou os seus relógios com “P(ie)re Le Roy”. A família Le Roy deixou um legado significativo na relojoaria, contribuindo com inovações que moldaram a indústria relojoeira ao longo dos anos. Julien Le Roy, Paris, nº 303, 1727 Notável relógio em latão dourado, exibe corda frontal e movimento de fusée. Com um diâmetro majestoso de 39,62 mm, irradia uma presença imponente. O mostrador regulador prateado é complementado por um ponteiro regulador de aço azulado, criando um contraste sublime. O galo de dois pés de tamanho bastante grande em aço, revela a maestria da relojoaria. Os pilares de balaústre quadrados oferecem suporte e equilíbrio a esta obra-prima. A placa traseira habilmente marcada com a assinatura “J(ulie)n Le Roy A Paris” e o número “303” acrescentam uma dimensão histórica a esta peça extraordinária. O mostrador em cobre esmaltado ostenta a inscrição “I(ulie)N LE ROY A Paris”, revelando a origem e o renome deste tesouro relojoeiro. Detalhes adicionais, como o orifício de dar corda, em cobre e a proteção de paragem do movimento, demonstram a atenção meticulosa aos pormenores e a sofisticação inigualável deste relógio. Este é um dos exemplos mais antigos de peças numeradas, concebido por Julien Le Roy. O movimento inclui uma inovação pioneira, os “orifícios do ralo”, desenvolvida na década de 1720. Esses orifícios foram projetados para reter o óleo na ponta dos eixos das rodas, melhorando a eficiência e a durabilidade do movimento. No entanto, este movimento antecede a invenção do suporte de ajuste para a roda da coroa, introduzido por Julien Le Roy em 1730. Essa inovação revolucionária, adotada por todos os relojoeiros franceses em 1735, permitia ajustar facilmente a folga entre a roda da coroa e o escape sem necessidade de desmontar todo o movimento. É interessante ressaltar que essa importante invenção não era comum em peças inglesas da época. A datação precisa deste movimento é possível graças à comparação com os números de produção coletados e listados por especialistas como Brusa, Allix, Sabrier e Chapiro, fornecendo um contexto valioso para essa notável peça da história da relojoaria. Julien Le Roy, Paris, nº 2102, ca. 1744 Refinado relógio em latão dourado com corda frontal e movimento de fusée. Um delicado mostrador prateado, com 38,6 mm de diâmetro e uma distância entre placas de 6,6 mm, destaca-se pela presença de um ponteiro regulador em aço azulado, adicionando um toque de elegância ao conjunto. Possui galo de aço de dois pés, notável pelas dimensões reduzidas, e ainda pequenos pilares quadrados que complementam a estética requintada deste exemplar. O mostrador em cobre esmaltado, habilmente gravado com a assinatura “Julien Le Roy”, confere um toque final de autenticidade e sofisticação a esta peça da relojoaria. Julien Le Roy, Paris, nº 2818, ca. 1750 Requintado relógio em latão dourado, possui corda frontal e um notável movimento fusée, que apresenta a função de repetição com dois martelos “à toc”. Com placa do mostrador de 41,0 mm de diâmetro e distância de 6,4 mm entre placas, este exemplar exibe uma estética elegante. O mostrador regulador prateado é acentuado pelo ponteiro regulador de aço azulado, conferindo um toque de sofisticação ao design. O galo de aço com dois pés, acresce uma distinção adicional. Pilares de balaústre, redondos e delicados, completam a composição. O mostrador em cobre esmaltado é uma obra de arte em si, com a assinatura “Julien Le Roy” gravada com destaque. O aro do mostrador, ricamente adornado com volutas e folhas, exibe a inscrição: “Inventé par Jul le Roy en 1740”, lembrando a inovação atemporal introduzida por Julien Le Roy. Pierre Le Roy (fils), Paris, nº 3788, 1760 Relógio em latão dourado com movimento verge e fusée invertido, que posteriormente foi alojado numa caixa consular em prata. Balanço composto por três braços e mola de aço. Pequeno galo de latão dourado com as iniciais de Julien Le Roy, “JLR”, habilmente entrelaçadas entre o elaborado trabalho de gravação do galo e a placa traseira. O relógio está assinado “Julien Le Roy” e numerado “3788”, em tributo ao pai de Pierre. O número de produção, que data o movimento após a morte de Julien Le Roy, pode ser aproximadamente associado a 3500. Representa um dos primeiros movimentos conhecidos produzidos por Pierre Le Roy (filho) em homenagem ao pai, e apresenta o uso do fusée invertido. O fusée invertido usado por Pierre Le Roy (filho) O fusée invertido, caraterizado pela orientação da ponta do fuso em direção ao mostrador, é uma característica especial encontrada em alguns exemplares raros do trabalho de Pierre Le Roy. Essa configuração distribui a força na corrente de maneira mais uniforme do que a configuração normal, na qual a ponta do fuso é voltada para a placa traseira do relógio. A construção de um fuso invertido é mais complexa e delicada, resultando num movimento diferente em comparação com o tipo de movimento Lépine introduzido por volta de 1770. De facto, após a introdução desse tipo de movimento, essa melhoria não foi amplamente adotada. Pierre Le Roy (fils), Paris, nº 3840, 1761 Relógio em latão dourado com movimento de fusée. Possui balanço de três braços com mola de aço e pequeno galo em latão dourado raro. Exibe as iniciais de Julien Le Roy, "JLR", artisticamente entrelaçadas entre o trabalho de pergaminho do galo e a placa traseira. O relógio está assinado "Julien Le Roy" e numerado “3840” em homenagem ao pai de Pierre Le Roy (o número de produção, 3500, sugere que esse movimento foi criado logo após a morte de Julien Le Roy, conforme mencionado anteriormente). Os pequenos pilares quadrados de balaústre são uma caraterística distintiva. Além disso, é possível identificar claramente as iniciais “C B” na placa superior, que provavelmente pertencem ao artesão que finalizou este movimento. Existe uma teoria que aponta que essas iniciais possam corresponder a Charles Buzot, conhecido por trabalhar no fabrico de molas e pêndulos. É interessante notar que o filho de Buzot, Jean Buzot, foi aprendiz de Berthoud a partir de 1754, trabalhando sob a sua orientação por oito anos. Pierre Le Roy (fils), Paris, No. 4389, 1765 Relógio em latão dourado com movimento de fusée invertido. Possui balanço de três braços com mola de aço, bem como pequeno galo em latão dourado. A placa traseira está assinada “Julien Le Roy” e numerada “4389” em homenagem ao pai de Pierre Le Roy (o número de produção confirma que este movimento foi criado após a morte de Julien Le Roy, conforme descrito acima). Os pequenos pilares quadrados de balaústre são uma caraterística distinta, assim como o mostrador em cobre esmaltado também assinado “Julien Le Roy”. Jean Romilly, Paris, nº 2108, ca. 1760 Relógio em latão dourado, apresenta corda frontal e movimento de fusée com mostrador 33,4 mm de diâmetro e espaço de 4,1 mm entre as placas. O mostrador regulador é em prata e o ponteiro regulador é já uma substituição em cobre. Possui galo de aço com dois pés. Balanço em latão com mola em aço azulado. A placa traseira está gravada “Romilly A PARIS” e numerada “2108”. Os pilares são redondos e muito pequenos, o mostrador em cobre esmaltado também está assinado “Romilly A PARIS”. É importante observar que faltam os ponteiros. Jean Romilly (1714-1796) nasceu em Genebra, de pais franceses. Em 1752, obteve o título de mestre relojoeiro em Paris e começou a exercer a sua atividade no Quai Pelletier. Durante o período entre 1772 e 1781, residiu na Place Dauphine, onde muitos dos mais importantes relojoeiros franceses trabalhavam. Romilly era um talentoso inventor e foi convidado, juntamente com Julien Le Roy, Pierre Le Roy e Ferdinand Berthoud a contribuir para a grande Enciclopédia de Diderot e d'Alembert. Jean Romilly foi um proeminente inventor de relógios, responsável por diversas inovações significativas na área. Entre as suas criações estão um cronómetro marítimo, melhorias no escape de vírgula dupla de Caron, relógios com autonomia de oito dias, um relógio com corda para um ano, relógios com equação de tempo e relógios com “segundos saltantes”. Um exemplar deste último foi construído em 1754, apresentando um escape de cilindro de trinta dentes. Apesar das suas criações envolverem tecnologias mais avançadas, Romilly era conhecido por produzir relógios de aparência simples, como a peça mostrada acima, que muitas vezes eram acondicionados em caixas de ouro ricamente decoradas. Romilly justificou a produção desses “relógios simples” num artigo que publicou na Enciclopédia de Diderot: “Relógios são instrumentos para marcar o tempo, mas também são usados como ornamento. Coloquei movimentos de relógios em anéis, caixas de rapé, pulseiras. (…) Construí um relógio de repetição com apenas 6,8 mm de espessura. (…) Relojoeiros que constroem relógios como este, devem ter habilidades especiais. (…) É certo que se um relojoeiro pode construir movimentos muito pequenos, construirá ainda melhores movimentos de tamanho normal”. Jean Arthur, Paris, c. 1760 Relógio em latão dourado com corda frontal e movimento de fusée, com mostrador de 34,1 mm e 3,8 mm de espaço entre as placas. O mostrador regulador é prateado e o ponteiro é em aço azulado. Apresenta pequeno galo de aço com dois pés. Os pilares são redondos e bastante pequenos. Mostrador em cobre esmaltado, que não apresenta assinatura específica. Jean Arthur, mestre relojoeiro que conquistou o título em 1757, é uma figura intrigante na história da relojoaria. Embora os detalhes da sua vida sejam escassos, alguns dos relógios que criou ainda estão preservados. O que torna Jean Arthur notável é o talento na criação de relógios esqueletizados, seguindo o estilo de Jean-Antoine Lépine. É frequentemente considerado como um sucessor de Ferdinand Berthoud, tanto em termos de competência técnica como de reputação na comunidade relojoeira da época. Notas: [1] os padrões guilloché são caraterizados por linhas entrelaçadas, ondas, espirais ou outros desenhos geométricos. Esses padrões são produzidos usando uma máquina especializada chamada “rose engine”, inventada durante o século XVIII. Esta máquina foi utilizada para criar padrões guilloché em peças decorativas, como mostradores e estojos de relógios, caixas de música e outros itens de luxo. A técnica de guillochage, que envolve o uso dessa máquina, permitiu a criação de intrincados padrões geométricos e ondulados que adicionaram um toque de elegância e sofisticação às peças. [2] Movimentos em bruto e inacabados. [3] Refere-se a pedras preciosas de safira que são estrategicamente colocadas nas partes mais críticas do movimento do relógio para melhorar o seu desempenho e longevidade. [4] É uma técnica que envolve o uso de cobre ou latão esmaltado com pequenas saliências para criar um padrão ou textura na superfície da caixa do relógio, é uma característica rara, típica do início do período regencial. [5] Assim chamado porque a âncora e a roda de escape estão fisicamente destacadas da placa do movimento do relógio. Em vez de estar montado diretamente na placa de movimento, o escape destacado é fixado numa peça separada, conhecida como plataforma de escape ou ponte de escape. Essa peça é, por sua vez, fixada à placa do movimento do relógio. A principal vantagem é que reduz o atrito e o desgaste das partes móveis do escape, como as paletas e os dentes da roda de escape. [6] O escape morto é um mecanismo usado em relógios mecânicos para controlar a libertação de energia do mecanismo de mola principal. Esse tipo de escape é considerado um dos mais antigos e simples, e é composto por duas partes principais: a roda de escape e a âncora.
- Arnold & Son - Perpetual Moon 41.5 Red Gold
De acordo com o calendário chinês tradicional, 2024 é um ano próspero e harmonioso. Arnold & Son celebra esta ocasião com um dragão esculpido voando sobre um mostrador onde as artes decorativas convergem. Escultura de alta relojoaria e pintura em miniatura compõem as duas versões do Perpetual Moon 41.5 Red Gold “Ano do Dragão”. Esta edição limitada de oito peças apresenta um encontro entre um dragão de ouro rosa e uma lua de madrepérola. O ano do Dragão de Madeira começa em 10 de fevereiro de 2024. O dragão neste elemento é um mensageiro de determinação calma; o ardor natural da criatura é temperado pela madeira. É um ano de perguntas e controle, é também sobre negociação e generosidade. Esses atributos se juntam para tornar este um ano muito esperado, devidamente celebrado pela Arnold & Son. Iluminação Na tradição inconfundível da relojoaria decorativa importante para Arnold & Son, este ano é dedicado a uma nova edição limitada “Zodíaco Chinês” na colecção Perpetual Moon. Existem duas versões, cada uma com oito peças produzidas com uma grande lua panorâmica iluminando um cenário de jardim noturno e um sinuoso dragão de ouro rosa (4N). O pano de fundo desta cena é feito de aventurina. Preto ou azul, o vidro cintilante com pó metálico dá-lhe um ar estrelado. Esta é uma união calma, em linha com as sutilezas do Dragão de Madeira. Ao fundo, estão alguns pinheiros com ramos retorcidos evocando a forma do dragão. Ondulação Este dragão, posicionado com seu perfil contra o vidro de aventurina, é uma escultura extremamente delicada com inúmeros detalhes artesanais. Com poderosos pés, garras dissuasivas, boca aberta e bigodes flutuando ao vento, esta majestosa criatura deriva entre dois mundos. Representado realisticamente com sombras pintadas à mão, a grande lua de madrepérola é sobreposta com Super-LumiNova. Ela é colocada contra um céu de vidro de aventurina e cercada pelas constelações da Ursa Maior e Cassiopeia, que também são pintadas à mão e sobrepostas com material luminescente. A escolha desses padrões estelares são claramente uma alusão direta à história do fabricante de cronômetros marítimos John Arnold. Excelência Mecânica No fundo da caixa, um mostrador secundário das fases da lua permite um ajuste rápido e preciso da idade da lua. O calibre manual A&S1512 que alimenta o Perpetual Moon 41.5 Red Gold “Ano do Dragão” é capaz de procurar as fases da lua com uma precisão excepcional. A duração total de um ciclo lunar é de 29 dias, 12 horas, 44 minutos e 2,8 segundos. Arnold & Son se aproximou tanto disso que levaria 122 anos para este movimento, dar a volta, acumular uma discrepância de 24 horas entre a exibição e a realidade astronômica. Como todos os movimentos da Arnold & Son, o calibre A&S1512 foi inteiramente desenvolvido, produzido, decorado, montado, ajustado e colocado na caixa na manufatura em La Chaux-de-Fonds. Este calibre utiliza um tambor duplo com uma frequência de 3 hz, oferecendo uma reserva de marcha de 90 horas. CARACTERISTICAS TÉCNICAS Movimento Calibre: A&S1512, mecânico de corda manual. Rubis: 27. Diâmetro: 34 mm. Espessura: 5.35 mm. Reserva de marcha: 90 horas. Frequência: 3 hz / 21.600 alt/h Acabamentos platina: revestida de ródio com raios de Côtes de Genève. Pontes: polidas e chanfradas. Rodas: acabamento acetinado circular. Parafusos: azulados e chanfrados, cabeças polidas. Indicador secundário de fase da lua: revestido de ródio e com grão circular. Funções: horas, minutos, fases lunares astronômicas, indicador secundário de fase da lua no verso. Mostrador Material: vidro de aventurina preto ou azul. Dragão: ouro rosa 18 quilates (4N), gravado e polido à mão. Paisagem: pintada à mão com pó de ouro rosa, sobreposta com Super LumiNova. Céu: vidro de aventurina preto ou azul. Constelações: pintadas à mão, sobrepostas com Super-LumiNova. Lua: disco de madrepérola com detalhes pintados à mão, sobrepostos com Super-LumiNova. Caixa Material: ouro vermelho 18 quilates (5N). Diâmetro: 41.5 mm. Espessura: 11.67 mm. Vidro: safira abobadada com revestimento antirreflexo em ambos os lados. Fundo da Caixa: safira com revestimento antirreflexo. Resistência à Água: 3 bar (30 m /100 pés). Correia Materiais: aventurina preta: couro de aligátor preto com lantejoulas, forro de couro de aligátor vermelho, costurado à mão; aventurina azul: couro de aligátor azul escuro, forro de couro de aligátor vermelho, costurado à mão. Fecho: fivela de pino, ouro vermelho 18 quilates (5N). Referências: aventurina preta: 1GLBR.Z07A.C263A; aventurina azul: 1GLBR.Z08A.C264A. Edições Limitadas: 8 peças para cada. Preço venda ao público: Suíça CHF 57000 incl. IVA (pode estar sujeito a modificações).
- Cyrus Klepcys Dice Saffron
Cyrus Genève expande a colecção Klepcys Dice com a introdução do novo Klepcys Dice Saffron. Uma nova aparência para o icónico cronógrafo duplo independente, agora com as tonalidades de laranja açafrão e verde brilhante. Após o lançamento da primeira versão do "Klepcys DICE" como estreia mundial em agosto de 2021, o Cronógrafo Duplo Independente, que marcou um novo marco nos cronografos modernos e foi recebido com aclamação, a CYRUS Genève, marca independente de relojoaria suíça fundada em 2010 com fábrica em Le Locle (Suíça), está a modificar a aparência do seu modelo emblemático com a introdução do novo KLEPCYS DICE Saffron. O nome DICE é o acrónimo de Double Independent Chronograph Evolution e indica uma nova evolução do cronógrafo tradicional. Uma inovação técnica muito apreciada que permite medir dois intervalos de tempo de forma independente ou em sincronia, desenvolvida pelo mestre relojoeiro Jean-François Mojon, o cérebro por trás de todas as criações da Cyrus Genève. É diferente da complicação de segundos divididos, onde os dois ponteiros registam o tempo de dois eventos que começam simultaneamente, mas terminam em momentos diferentes ou indicam um tempo intermediário decorrido. Impulsionado pelo extraordinário movimento automático, calibre CYR718, o Klepcys DICE Saffron está equipado com um cronógrafo monopulsante duplo independente sem precedentes. Protegido por uma caixa de 42 mm em forma de almofada em titânio de grau 5 polido/escovado, esta criação é completada por uma bracelete de tecido Cordura laranja com fecho dobrável de titânio ou por uma bracelete integrada de titânio com acabamento acetinado com elos centrais hexagonais polidos. O Klepcys DICE Saffron é uma edição limitada de 50 unidades. PORQUE UM CRONÓGRAFO DUPLO INDEPENDENTE? A inspiração por trás da criação do original "Klepcys DICE" vem diretamente do mundo do desporto. Este cronógrafo moderno é o resultado de uma profunda reflexão sobre o papel da cronometragem nas competições desportivas. Em muitos desportos, é importante registar tempos decorridos com diferentes tempos de início para cada desportista. Assim, o cronógrafo Klepcys DICE Saffron pode medir os tempos entre dois corredores ou pilotos de corrida consecutivos. Uma situação semelhante ocorre em ralis, onde é comum usar dois cronógrafos independentes. Este relógio facilita essa operação graças às duas coroas monopulsantes, essenciais para evitar qualquer manipulação indesejada. A CAIXA A característica distintiva dos relógios KLEPCYS da CYRUS Genève é a icónica caixa em forma de almofada com asas alongadas, uma luneta tridimensional com cantos arredondados e coroas gêmeas simétricas. A montagem da caixa é um processo complexo que envolve não menos que 26 peças polidas e com acabamento acetinado. Esta caixa permite o Klepcys DICE Saffron ser resistente à água até 10 atm. As coroas gêmeas funcionais estão equipadas com um pulsador que ajusta as três funções do cronógrafo (iniciar/parar/reiniciar). Personalizadas com o logotipo da marca, elas são equipadas com um anel de alumínio anodizado laranja e verde que permite selecionar o cronógrafo que deseja activar. A parte de trás da caixa em safira é selada com parafusos personalizados com o logotipo da Maison. Através do vidro, podemos admirar as pontes tratadas com NAC acetinado/microjateado com motivo de raios solares elevados e arestas biseladas à mão. A massa oscilante ostenta a gravação do lema da empresa “The Conquest of Innovation” e é adornado com uma hélice de ouro 18K 4N. O Mostrador A arquitetura 3D do mostrador esqueleto é uma característica-chave em todos os relógios da Maison. É uma abordagem pensada e projetada para permitir que o mecanismo do cronógrafo seja visto em ação pelo lado do mostrador, de onde as duas rodas de coluna são claramente visíveis. Graças a esta solução inteligente de um esquema de duas cores, laranja açafrão e verde brilhante, é fácil ler os intervalos de tempo decorrido registados à primeira vista. Ambas as tonalidades aparecem nos dois ponteiros do contador de cronógrafo de 30 minutos às 3 horas, na escala dupla, nas rodas de coluna e nas respectivas coroas. O primeiro ponteiro do cronógrafo é destacado em laranja açafrão; a coroa às 3 horas inicia, pára e reinicia-o para as 12 horas. O segundo ponteiro do cronógrafo é acionado com a coroa às 9 horas; é realçado em verde brilhante e reinicia às 6 horas. Os numerais árabes que exibem a hora, são revestidos com Super-Lumi-Nova branco que emite um brilho azul. O Movimento K lepcys DICE Saffron é alimentado pelo movimento de fabricação automática, calibre CYR1718, composto por 443 componentes, com uma frequência de 28.800 alternâncias por hora e um único tambor que oferece uma reserva de marcha de 55 horas quando totalmente carregado. Tem dois cronógrafos independentes que são activados por duas rodas de colunas. O mecanismo que carrega os ponteiros das horas e minutos também exigiu atenção especial. Para libertar o máximo de espaço possível para a complicação do cronógrafo independente duplo, foi desenvolvido um mecanismo concêntrico. CARACTERISTICAS TÉCNICAS Movimento Calibre: CYR718 Diâmetro: 36,00 mm Espessura: 11,65 mm Componentes: 443 no total - 218 correspondem ao módulo do cronógrafo. Rubis: 51 no total - 17 correspondem ao módulo do cronógrafo. Frequência: 4 hz, 28.800 alt/h. Reserva de marcha: 55 horas. Platinas: Duas placas principais microjateadas com PVD preto. Pontes: tratamento galvânico NAC cinza antracite, decoradas com padrão de raios solares em relevo com acabamento acetinado e microjateado, perfis biselados à mão. Massa oscilante: Esqueleto com padrão de raios solares, gravado com "The Conquest of Innovation", medalhão central vazado com logotipo da hélice da Cyrus em ouro 18K 4N. Ref. 539.508.TT.C (titanium/Cordura) Ref. 539.508.TTM.C (titanium/Bracelet) Caixa Material: titânio polido/escovado de grau 5, Diâmetro: 42 mm Espessura: 16.5 mm Resistência à água: 10 atm Número de peças: Caixa composta por 26 peças polidas e com acabamento acetinado. Fundo: Vidro safira, aparafusado. Mais informações no sitio oficial da Cyrus.
- Doxa junta-se à Watches of Switzerland
A DOXA tem visto um aumento sem precedentes em seu alcance e distribuição. Começando com seus pontos de venda iniciais no Reino Unido em 2019, a marca expandiu rapidamente para a Europa, seguida pelos EUA e Austrália com a linha DOXA SUB. Actualmente, existem mais de 140 pontos de venda em todo o mundo oferecendo produtos DOXA. Ao se juntar à Watches of Switzerland, a DOXA continua a construir sua rede internacional com parceiros líderes em todo o mundo. Fundada em Singapura em 1979 por Dr. Henry Tay e Jannie Chan, The Hour Glass tornou-se a principal vendedora de relógios da região. Com 45 boutiques em oito países - Singapura, Malásia, Tailândia, Vietnã, Hong Kong, Japão, Austrália e Nova Zelândia - tornando-se uma autoridade global em vendas de relógios, colocando Michael Tay entre os principais nomes do setor relojoeiro. Norman Ho, Gerente Geral do Grupo The Hour Glass, disse: “A The Hour Glass sempre se manteve firme em avançar na cultura dos relógios e promover a excelência horológica e o artesanato de alta qualidade. Com seu rico patrimônio que remonta a 1889, os Relógios DOXA fizeram um nome para si, particularmente nos relógios de mergulho. Estou orgulhoso de recebê-los em Singapura e de sermos seu parceiro oficial. Tenho certeza de que eles atenderão à comunidade local de relógios com seus excepcionais relógios.” Jan Edöcs, CEO da DOXA Watches, comentou: “Hoje marca um marco importante, pois estabelecemos a presença da DOXA em Singapura, um mercado conhecido por seus conhecedores da relojoaria suíça. Estamos extremamente orgulhosos de nos juntar à gama de marcas de primeira linha oferecidas pela prestigiada Watches of Switzerland, uma subsidiária da The Hour Glass. A rede e a força da The Hour Glass impulsionarão significativamente o crescimento da DOXA na região. O rico legado da nossa marca, a qualidade dos nossos relógios e nosso compromisso com a inovação permanecem os pilares da estratégia imaginada por nosso fundador, Georges Ducommun, em 1889: projetar e fabricar relógios de alta qualidade, tecnicamente superiores e confiáveis, e oferecer um valor excepcional a um preço acessível.” DOXA Dada a história única e caractér da marca, fundada em 1889, não é surpresa que a DOXA tenha sido pioneira no primeiro relógio de mergulho profissional para o público em geral - com o icônico SUB 300 lançado em 1967. Desenvolvido em estreita colaboração com a famosa organização americana de mergulho desportivo US Divers, então sob a liderança do lendário Comandante Cousteau, o SUB 300 introduziu inovações revolucionárias que o estabeleceram como um padrão para mergulhadores militares e profissionais. Seu mostrador laranja, totalmente inédito para um relógio na época, foi o primeiro mostrador colorido a ser escolhido para melhor visibilidade a uma profundidade de 30 metros. Outra inovação marcante foi o bisel unidirecional inovador com duas escalas - uma para o tempo de mergulho, outra para a profundidade - para calcular facilmente o tempo de subida seguro sem paragens para descompressão. Naquela época, a tabela de mergulho sem descompressão da Marinha dos EUA era o padrão de ouro usado por todos os mergulhadores para controlar o seu tempo subaquático em função da profundidade, para garantir um regresso seguro e direto à superfície. Os engenheiros da DOXA adotaram o sistema da Marinha dos EUA, incorporando duas escalas no bisel do relógio: um anel externo laranja para profundidade e um anel interno preto para minutos - uma patente DOXA. Sedeada em Biel, no cantão de Berna, Suíça, a DOXA Watches faz parte do Walca Group, uma empresa industrial sob a gestão da família suíça Jenny há mais de 40 anos. Fiel ao plano estabelecido por Georges Ducommun em 1889 para produzir relógios suíços de alta qualidade a preços acessíveis, o estatuto independente da DOXA permite que a marca reaja rapidamente, adaptando-se às mudanças do mercado - e concentre os seus esforços em criar relógios que combinem desempenho, precisão, engenharia, confiabilidade, funcionalidade e estilo a preços consistentemente competitivos.
- Grand Seiko SBGW301
Em 2001, a Elegance Collection deu as boas-vindas a um icónico relógio de corda manual de três ponteiros, mostrando a qualidade e a beleza intemporais do design da Grand Seiko. Este elegante relógio com uma caixa de 37,3 mm de diâmetro tornou-se um dos relógios preferidos dos amantes da Grand Seiko em todo o mundo. Hoje, 22 anos após a estreia, nasce uma versão atualizada deste adorado relógio. Apresenta-se com um mostrador em marfim mate de sofisticada essencialidade e pureza, onde se destaca o logotipo Grand Seiko. Através do fundo transparente da caixa, fixada por seis parafusos, pode apreciar-se o coração deste relógio, calibre 9S64 de corda manual. Este movimento atinge uma reserva de marcha de três dias com corda completa e um nível de precisão estável, graças à utilização de ligas SPRON patenteadas para a mola de balanço e a mola real (corda) . Para evitar qualquer dano à mola, que pode surgir devido à corda excessiva, este calibre de corda manual beneficia de uma estrutura especial de mola deslizante. Este Grand Seiko SBGW301 estará disponível na Grand Seiko Boutique e em retalhistas selecionados na Europa a partir de janeiro de 2024. CARACTERISTISCAS TÉCNICAS Colecção Grand Seiko Elegance Movimento Calibre: 9S64 Sistema: Mecânico, corda manual Frequência: 28.800 alternâncias por hora (8 batimentos por segundo) Precisão (taxa diária média): +5 a -3 segundos por dia Reserva de marcha: 72 horas Número de rubis: 24 Caixa Material: aço inoxidável Vidro: safira em formato de caixa com revestimento antirreflexo Fundo: transparente Resistência à água: 3 bar Diâmetro: 37,3 mm Espessura: 11,7 mm Correia Em pele de crocodilo preta com fecho de fivela em aço inoxidável PVP Preço recomendado na Europa: € 5.100 Mais informações no sitio da Grand Seiko.
- RODA - Tempo e Temperatura
A relação entre a temperatura e a percepção do tempo é um assunto fascinante que combina tanto a neurociência como a física da relojoaria. Nesta RODA explorámos as perspectivas de Joe Paton, neurocientista, e de Antonio Roca e Juan José, relojoeiros. Este foi o tema da RODA que decorreu ontem, como habitualmente, no Palácio do Beau Séjour, com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa e do Gabinete de Estudos Olisiponenses. Contámos com o neurocientista Joe Paton, e os relojoeiros Antonio Roca e Juan José. Deixamos aqui um resumo do que foi falado. VIDEO INTEGRAL CONFERENCISTAS Joe Paton Joseph Paton é um investigador principal, destacando-se na área das neurociências. Tem contribuído significativamente para a compreensão dos mecanismos neurais do tempo, com várias publicações em revistas científicas de renome. Algumas das suas publicações incluem estudos sobre a base neural do tempo, métodos de psicofísica visual em ratos, e o papel da amígdala e do córtex orbitofrontal na representação da quantidade esperada de recompensa. Os seus trabalhos abordam temas como a arquitetura paralela dos circuitos basais do cérebro, a dinâmica estriatal na explicação de julgamentos de duração, e a codificação populacional do tempo no estriado Antonio Roca Antonio Roca Sansano é um destacado profissional no sector da relojoaria, desempenhando atualmente o cargo de CEO & Trainer Manager na Grupo Time to Train S.L., em Madrid, Espanha. A sua carreira é marcada por uma forte dedicação à transição ecológica e sustentabilidade no sector relojoeiro, com especial enfoque no reciclagem dos resíduos de aparelhos eléctricos e electrónicos. Possui vasta experiência em peritagem judicial e avaliação de antiguidades, contribuindo significativamente em processos judiciais onde o conhecimento sobre relojoaria é essencial. Um dos seus objetivos primordiais é promover a qualificação profissional e o reconhecimento dos relojoeiros em Espanha, evidenciando a importância do seu trabalho, sacrifício e esforço diário na manutenção dos guardatiempos. Dotado de excelentes capacidades de comunicação e ensino, Antonio mostra-se interessado em todos os aspetos relacionados com o mundo da relojoaria, desde o atendimento ao cliente até ao apoio a colecionadores e aficionados. Destaca-se nas áreas de venda personalizada, aconselhamento, formação de profissionais no sector, gestão de equipas de trabalho e gestão de resíduos de aparelhos eléctricos e electrónicos. Juan José Ortiz Juan José Ortiz é um profissional com experiência na área de ensino, atualmente actuando como professor em Bollullos de la Mitación, Espanha. Ele trabalha também na empresa Taller de relojeria Brillartés, indicando habilidades ou interesse na área de relojoaria. Residindo em Bollullos de la Mitación e natural de Sevilha, Espanha, tem uma forte conexão com essa região, tanto profissional quanto pessoalmente. Actualmente é formador e director do curso da Escola kirman. PERSPECTIVA DE JOE PATON SOBRE A PERCEPÇÃO DO TEMPO Joe Paton e a sua equipa de neurocientistas na Fundação Champalimaud estudaram como o cérebro julga o tempo manipulando a temperatura de uma região cerebral específica. Paton descreve que o cérebro humano não depende de um mecanismo centralizado para perceber o tempo, mas sim de uma compreensão descentralizada e flexível, determinada por redes neurais ativas. Este processo é comparável às ondulações causadas por uma pedra atirada num lago. A pesquisa indica que até mudanças simples na temperatura podem alterar a percepção do tempo. Esta "hipótese do relógio de população" sugere que nossos cérebros mantêm o tempo através de padrões consistentes de atividade evoluindo em grupos de neurónios durante o comportamento. Há evidências causais de que a velocidade das dinâmicas da população neuronal no estriado fornece uma base para o tempo no cérebro. PERSPECTIVA DA RELOJOARIA SEGUNDO ANTONIO ROCA E JUAN JOSÉ ORTIZ Na relojoaria, a precisão dos relógios e cronómetros é crucial, e a temperatura é um fator significativo que afeta essa precisão. Tradicionalmente, as molas de balanço feitas de aços comuns perdiam elasticidade com o aumento da temperatura, fazendo com que a espiral oscilasse mais lentamente e o relógio perdesse tempo. O Élinvar, uma liga metálica, foi um avanço significativo para a compensação de temperatura em relógios. Charles-Édouard Guillaume, um físico suíço, desenvolveu uma mola feita desta liga, com elasticidade invariável, que foi anunciada em 1920. As ligas de Élinvar são utilizadas sempre que as propriedades elásticas precisam ser estáveis num intervalo de temperatura, como é o caso das molas de relógio. No entanto, esta inovação veio com um custo - uma maior sensibilidade a choques de impacto. António Roca falou-nos um pouco da história da relojoaria e da forma como foram sendo encontradas soluções para os factores ambientais que perturbam o desempenho do relógio. Juan José acrescentou ainda algumas informações sobre a sua experiência como relojoeiro e relatou alguns problemas causados pela temperatura nos relógios. NEUROCIÊNCIAS E RELOJOARIA Joe Paton esclareceu-nos que enquanto que nas experiências conduzidas pelo seu grupo e por outros o aumento da temperatura remete para uma percepção de um tempo mais rápido, e uma redução de temperatura para um tempo mais lento. Precisamente o contrário do que acontece na relojoaria. Esta é apenas uma curiosidade, pois não é possível encontrar paralelo entre a influência da temperatura em organismos e em metais. Paton recordou ainda que o "relógio humano" não tem capacidade de medir o tempo de forma precisa, apenas de forma relativa. A pesquisa de Joe Paton revela como até mudanças subtis na temperatura podem influenciar a nossa percepção interna do tempo, enquanto na relojoaria, soluções como as espirais de Élinvar, autocompensadoras, foram desenvolvidas para manter a precisão dos relógios sob variações de temperatura. Ambas as perspectivas ilustram a complexidade e a fascinante interação entre a temperatura e a nossa concepção e medição do tempo. O FUTURO Esta foi a última RODA do ano, para o ano serão organizadas muitas mais, fique atento às redes sociais do IPR, tal como ao site e newsletter.
- Ralf Tech - AMPHIBIAN
O termo anfíbio (do grego "amphi": duplo, e "bios": vida) indica que esses animais vivem tanto no ambiente aquático quanto no terrestre. De forma mais geral, os anfíbios passam de uma vida larval aquática para uma vida adulta terrestre após uma metamorfose. No entanto, este caminho é reversível e os anfíbios encontram-se às vezes na água mesmo durante a sua vida adulta. Independentes, os anfíbios aprendem muito cedo a adaptar-se a todas as situações, podendo assim navegar entre dois mundos distintos. Nós somos humanos, vivemos todos 9 meses num líquido antes de respirar ar. Ao longo da nossa vida, por vezes vamos voltar à água, mas sempre sairemos dela. Em resumo, somos todos anfíbios. Desenhado pela RALF TECH e personalizado por Jeff Scott da DEEPSEAMGZN, o novo modelo "Amphibian" é a história da nossa vida... E é também o nome do novo modelo da família THE BEAST, um verdadeiro concentrado de tecnologia e savoir-faire à francesa. Mas a história não termina aí! O mostrador deste novo BEAST apresenta a inscrição "AMPHIBIAN" acompanhada de um logotipo especialmente imaginado para esta série: um polvo segurando um tridente. Esta nova série segue os códigos estéticos dos outros modelos Electric. Uma das performances mais notáveis do modelo é ter conseguido conter a espessura de THE BEAST a 17mm, um recorde considerando a resistência à pressão oferecida. Desde a sua concepção até à sua colocação no mercado, tudo foi pensado para que THE BEAST, graças a dimensões razoáveis (diâmetro de 47,7mm) face às suas capacidades, permita um uso quotidiano tanto por mergulhadores profissionais como por amantes da bela relojoaria. Encontramos também a luneta giratória profissional "Diamond Shape". Unidirecional, graduada em 60 minutos, ela gira em 120 cliques, o que permite uma precisão de medição do tempo excepcional. Esta luneta está equipada com um insert em cerâmica mate, tornando-a insensível a riscos e maus tratos por vezes encontrados em condições reais de trabalho debaixo de água. Finalmente, a sua forma foi estudada em cooperação com nossos mergulhadores profissionais, permitindo uma preensão perfeita, independentemente das condições de uso. Assim, ela garante a segurança do mergulhador, permitindo-lhe ler com precisão os tempos de mergulho e descompressão. Tal como as outras versões, a nova THE BEAST Electric "AMPHIBIAN" está equipada com um "fundo de caixa" com sistema de "encapsulamento" integral. Este sistema, inaugurado em 2019 nos modelos WRX, está perfeitamente integrado no verso de THE BEAST. Esta inovação permite selar o fundo do relógio, garantindo uma estanqueidade óptima. Este sistema evita, além disso, a necessidade de uma válvula de hélio para mergulhos de saturação, um sistema que fragiliza os caixas. THE BEAST Electric "AMPHIBIAN" está, claro, equipada com o recente movimento elétrico da RALF TECH. Desenvolvido na Suíça, este movimento inédito funciona segundo um sistema de micro hibridação. Combina assim precisão, fiabilidade e economia de energia. O movimento RTE001 reduz a quantidade de peças em movimento e simplifica ao máximo a alimentação do quartzo. A sua autonomia pode chegar até 100.000 horas, o que corresponde a quase 12 anos, enquanto a maioria dos movimentos oferece uma reserva de marcha de 40 horas para os automáticos e cerca de 2 anos para os quartzos tradicionais. Testadas para resistir a pressões de mais de 3.000 metros, este novo modelo vem reforçar a posição da RALF TECH na corrida às profundidades extremas, já que, convém recordar, THE BEAST está entre os 3 relógios de série que alcançam as maiores profundidades no mundo. Montados em França, a nova THE BEAST Electric "AMPHIBIAN" deverá, segundo toda a lógica, tornar-se a referência indispensável dos "Tool Watches" destinadas aos profissionais da aventura, sejam eles militares ou civis. As suas performances e o seu design deverão finalmente seduzir os entusiastas de relojoaria alternativa. CARACTERISTICAS TÉCNICAS Movimento Calibre: Electric Micro Hybrid RTE001 Long Range Autonomia: até 100.000 horas (aproximadamente 12 anos) Fabricado: França Funções: Horas, minutos, segundos, cálculo do tempo de imersão. Caixa Material: Aço Cirúrgico 316 L Diâmetro: 47,7 mm Espessura: 17 mm Estanquecidade: 3300M / 9900FT, conforme todos os pontos à norma ISO 6425 Vidro: Safira abaulado com tratamento anti-reflexo de 6mm de espessura Luneta: unidirecional, 120 cliques. Insert da luneta em Ceramfine® preto mate com triângulo de referência e inserto luminescente SuperLuminova®. Coroa: de rosca e protegida Preço: 2.900€ Mais informação no sitio oficial da Ralft Tech.
- Breitling compra Universal Genève
A Breitling acaba de anunciar a aquisição da Universal Genève, uma das maiores marca de relógios, famosa pelos seus cronógrafos Polerouter e Compax, mas que estava parada há anos. Esta aquisição representa o primeiro passo nas ambições do diretor executivo Georges Kern de formar um grupo de relojoaria, que se prevê que venha a ser cotado em bolsa. A Universal será revitalizada por uma nova equipa e funcionará de forma independente da Breitling, embora seja quase certo que a Breitling partilhe com a sua empresa irmã algum do seu conhecimento sobre movimentos internos. Disse Georges Kern Uma beleza adormecida Desde 1989, a Universal Genève pertence à Stelux, um grupo de relojoaria de Hong Kong focado no segmento acessível do mercado. O negócio principal da empresa é a distribuição lucrativa da Seiko em Hong Kong e no Sudeste Asiático, enquanto as suas lojas City Chain especializam-se em relógios de baixo custo. A Stelux possui várias outras marcas suíças, incluindo Solvil et Titus e Catena, nenhuma das quais é uma marca premium como a Universal poderá vir a ser. Apesar de a Universal ter tentado vários regressos tímidos, especialmente nos anos 90, a marca não progrediu durante algum tempo, tornando-a uma reviravolta relativamente fácil, dada a situação inicial. Comentando o anúncio da aquisição, o diretor executivo da Breitling, Georges Kern, afirma: “Reconstruir uma marca com uma narrativa tão rica não é uma tarefa rápida - é um trabalho meticuloso de amor que antecipamos que se desenrolará ao longo dos próximos anos.” De forma mais notável, a Universal representa o primeiro passo na ambição de longa data do Sr. Kern de construir um grupo de relojoaria, que é provavelmente a única forma dos seus investidores de private equity saírem do seu investimento. Originalmente comprada em 2017 pela firma americana CVC Capital Partners com o Sr. Kern no comando, a Breitling é agora maioritariamente detida pelo Partners Group, uma empresa suíça de private equity que adquiriu a sua participação em dezembro de 2022. A CVC permanece como acionista minoritária, assim como o Sr. Kern, juntamente com membros-chave da gestão da Breitling. Com um prazo presumido de cinco anos, o Sr. Kern terá até 2028 para expandir o seu compacto grupo de relojoeiros a fim de o tornar público. Vender o grupo Breitling a um dos grandes grupos de luxo é um cenário menos provável, dado que a Breitling e a Universal não se encaixam em nenhuma lacuna nos portfólios dos grupos, embora isso possa mudar à medida que o Sr. Kern continua a sua procura por mais marcas. Breve História da Universal Genève Anos 1920 "Relógios de precisão, joalharia de precisão" A história inicial da Universal Genève apresentava elegantes relógios de cocktail para mulheres e inovadores relógios de joalharia para homens, incluindo o reversível Cabriolet, um dos primeiros do seu tipo. Anos 1940 "Tempo preciso ... mais" A marca estava na vanguarda da inovação de cronógrafos, oferecendo uma impressionante variedade de cronógrafos Compax com movimentos de fabrico, juntamente com o lendário Tri-Compax de calendário completo lançado para celebrar o 50º aniversário da marca. Anos 1950 "Um triunfo da relojoaria" O relógio Polerouter foi desenhado para resistir a qualquer clima, do polo ao equador. A Universal Genève encomendou-o a Gérald Genta, com 23 anos. Também nessa década, a marca introduziu um movimento automático revolucionário conhecido como Microtor. Anos 1960 "Le couturier de la montre" A marca relançou com sucesso a sua série Compax como relógios desportivos, incluindo o cronógrafo "Nina Rindt" favorito dos colecionadores e o Tri-Compax de calendário completo "Eric Clapton", alcunhados pelos seus famosos utilizadores. Em 1966, a Universal Genève lançou o movimento automático mais fino do mundo no seu Golden Shadow. Unidos por um Passado Partilhado Não é a primeira vez que a Universal Genève e a Breitling partilham ligações. Como especialistas líderes em cronógrafos, eram partes iguais rivais e aliados. Agora, estão prontos para viver lado a lado mais uma vez, mantendo a sua individualidade enquanto honram uma história mútua de engenho. "Este renascimento é um sonho transformado em visão. É um processo no qual embarcamos com o maior respeito e dedicação, com o objetivo de ver a Universal Genève restaurada ao seu lugar de direito na relojoaria." Georges Kern
- Longines Spirit Zulu Edição Limitada para Hodinkee
A Longines e a Hodinkee uniram-se para lançar uma nova série limitada LONGINES SPIRIT ZULU TIME, totalmente feita de titânio de Grau 5. Este relógio com 39 mm de diâmetro, combina leveza, design ousado e precisão de ponta, certificado pelo COSC (Contrôle Officiel Suisse des Chronomètres). O Longines Spirit Zulu Time deve o seu nome ao primeiro relógio de pulso da Longines com duas zonas horárias, produzido em 1925 e apresentando a bandeira Zulu no seu mostrador - Zulu referindo-se à letra Z que designa o tempo universal usado por aviadores e membros das forças armadas A Edição Limitada Longines Spirit Zulu Time para a Hodinkee combina tradição relojoeira e inovação. Sua caixa de 39 mm, feita de titânio de Grau 5 - uma liga mais leve e resistente que o aço - oferece um design discreto e elegante, além de um excelente conforto ao utilizador. O nome e o número da peça estão gravados no fundo. Outra característica distintiva é a luneta de titânio escovado circular e bidirecional, apresentando uma escala de 24 horas gravada a laser. A coroa rosqueada, também em titânio, permite ajustar de forma independente o fuso horário e a hora. O coração do relógio é o exclusivo calibre Longines L844.4, equipado com uma mola de balanço de silício e componentes inovadores, oferecendo uma resistência magnética dez vezes maior do que o padrão de referência ISO 764. Este movimento mecânico automático extremamente preciso possui uma reserva de marcha de até 72 horas. O movimento é certificado como cronômetro pelo COSC (Contrôle Officiel Suisse des Chronomètres). Coberto por um cristal de safira abobadado, o mostrador antracite jateado de areia é acompanhado por uma janela de data às 3 horas. Os marcadores de hora aplicados e os numerais arábicos, assim como os ponteiros, são em PVD-titânio polido. Para uma óptima legibilidade, esses componentes são revestidos com SuperLumiNova® light old radium. O ponteiro GMT preto fosco tem uma ponta laranja com uma seta luminescente na mesma cor que a inscrição “ZULU TIME” no mostrador. CARACTERISTICAS TÉCNICAS Modelo LONGINES SPIRIT ZULU TIME LIMITED EDITION FOR HODINKEE - Referência: L3.802.1.59.6 Movimento Calibre: L844.4 - 11½ Rubis: 21 Frequência: 25.200 alt/h Reserva de marcha: 72 horas Certificado: Cronómetro certificado oficialmente pelo COSC Funções: fuso horário (GMT) Caixa Diâmetro: 39 mm Espessura: 13,50 mm Asa a asa: 46,80 mm Material: titânio Grau 5 Vidro: safira abaulado com revestimento anti-reflexo multicamadas Bisel: giratório bidirecional em titânio Grau 5 Fundo: com 6 parafusos Gravação especial “Longines Spirit Hodinkee Limited Edition” e indicação de numeração individual “No xxx/500” Resistência à água: Até 10 bar (100 metros) Mostrador Acabamento: Antracite jateado Marcadores: titânio PVD polido e 11 numerais árabes Revestimento: Super-LumiNova® em radium antigo Ponteiros: Titânio PVD polido, Super-LumiNova® em radium antigo claro Ponteiro GMT preto mate, com seta laranja lacada preenchida com Super-LumiNova® Bracelete Material: Titânio Grau 5 Medida: 21 mm Fecho: dobrável de segurança dupla gravado com o símbolo da ampulheta Mais informações no sitio oficial da Longines.
- Vulcain - Skindiver Lagoon
Vamos desvendar o relógio Skindiver Lagoon Vulcain x Ocarat, uma criação colaborativa com a Ocarat. Inspirando-se num clássico Vulcain de 1960, esta reedição é limitada a apenas 50 peças numeradas. A Caixa A caixa redonda em aço inoxidável 316L escovado mede 38,30 mm de diâmetro; tem uma espessura de 12,20 mm e a distância entre asas é de 44,50 mm. A luneta unidirecional entalhada de 120 cliques apresenta um insert preto em cerâmica de 36,80 mm com uma escala de minutos, acentuando a sua estética desportiva. O mostrador é protegido por um vidro de safira abaulado que o protege de danos e choques diários. A coroa polida e canelada às 3 horas mede 6,5 mm; com o logótipo da Vulcain gravado. O fundo em aço inoxidável de encaixe assegura a resistência à água até 20 atm. O Mostrador O mostrador redondo capta a atenção com a sua tonalidade azul-turquesa mate luminosa, criando uma harmonia visual única. Os marcadores de horas vêm em diferentes versões – redondos, triangulares ou retangulares – e são combinados com dois ponteiros polidos para as horas e minutos. Realçados com Super-LumiNova® branco para uma melhor legibilidade em ambientes com pouca luz, os indicadores são práticos e elegantes. O ponteiro de segundos cinza polido completa o conjunto, deslizando suavemente para acompanhar o tempo. Finalmente, a assinatura da marca, estampada, às 12 horas, com a etiqueta 'Swiss Made' aparecendo às 6 horas. O Mecanismo A impulsionar este relógio está um mecanismo automático suíço, o fiável calibre ETA 2824, com ponteiros de horas, minutos e segundos. Possui 25 rubis, oscila a 28.800 alternâncias por hora e oferece uma robusta reserva de marcha de 38 horas. A Correia A complementar este relógio está uma correia preta em pele de vaca, cuja textura de padrão de carbono e costura a condizer oferecem um aspeto marcante e autêntico. Com 20 mm de largura, está equipada com uma fivela de pino de 16 mm. O sistema de libertação rápida permite mudanças de pulseira sem esforço Para mergulho ou não? Com uma classificação de resistência à água de 20 atmosferas, correspondendo a 200 metros, este modelo pode ser seguramente classificado como um relógio de mergulho. Os nossos relojoeiros especialistas confirmam a sua adequação para duches, banhos, natação desportiva, snorkeling ou mergulho recreativo. No entanto, não foi projetado para mergulho extremo em profundidades abissais, onde a pressão superaria a sua resistência à água. Para profundidades além disso, são aconselháveis modelos com classificação de 30 atm ou superior. Adicionalmente, para manter uma resistência à água impecável, é melhor evitar manipular a coroa enquanto submerso. CARACTERISTICAS TÉCNICAS Modelo VUL-DI-003 Edição Limitada de 50 peças Movimento Calibre: ETA 2824 - automático, de corda mecânica automática Funções: Exibição analógica de horas, minutos e segundos Frequência: 28.800 alternâncias por hora (4 hz) Reserva de marcha: 38 horas Caixa Material: Aço inoxidável 316L com acabamento vertical escovado Bisel: Bisel rotativo unidirecional com inserto preto em cerâmica Fundo: De rosca em aço inoxidável 316L polido Diâmetro: 38 mm Espessura: 12,2 mm Vidro: safira abaulado Resistência à água: 20 atm Mostrador/Ponteiros Mostrador: Turquesa com impressão a transferência preta Ponteiros: realçados com Super-LumiNova branco (VUL-DI-003) Marcadores: realçados com Super-LumiNova branco (VUL-DI-003) Correia Material: couro preta com padrão de carbono Fivela: Aço inoxidável 316L Preço de venda: 1.490CHF / $1.660 / 1.514€ Mais informações no sitio oficial da Vulcain.
- Estudo: Comunicação de 'Made in Switzerland' na Relojoaria Suíça: Estratégias e Impacto
Em Agosto deste ano foi lançado um artigo intitulado: How Swiss Watchmaking Brands are Communicating, da autoria de Alina Rech, Alice Noris , e Nadzeya Sabatini. O artigo foi publicado na Springer Proceedings in Business and Economics. Associar a qualidade de um produto ao seu país de origem pode ser uma receita para aumentar as vendas. Este estudo salienta também a importância da autenticidade e do património na comunicação das marcas de luxo. As marcas que conseguem comunicar eficazmente estas características podem reforçar a sua reputação e atrair um público mais vasto. Por fim, o estudo sugere que, apesar da prevalência do termo 'Swiss made' e dos atributos positivos associados, há ainda espaço para as marcas explorarem mais profundamente a autenticidade e outros elementos únicos na sua comunicação digital. Os resultados e conclusões deste estudo devem servir apenas como ponto de partida para pensar mais acerca destes assuntos ou para outros estudos, visto a amostra ser reduzida e a recolha de dados ter sido condicionada a site de internet em inglês relativos apenas a 30 marcas de relógios. Este é conhecimento acumulável, contudo não é recomendável generalizar as conclusões. Deixamos aqui a tradução de algumas secções do artigo, a versão original, em inglês, pode ser consultada aqui: abrir. RESUMO As indicações de país de origem, também designadas por rotulagem "made in", são utilizadas nas estratégias de marketing pelas empresas para se distinguirem das outras, tentando associar os seus produtos a características positivas. As empresas suíças de relojoaria têm um estatuto icónico que é essencial para a sua reputação - principalmente devido à sua elevada qualidade, precisão, inovação e trabalho de artesãos. Estão também a utilizar a informação sobre o país de origem como uma vantagem competitiva nas suas estratégias de comunicação. Apesar de as pessoas se terem familiarizado com o rótulo "Swiss-made" e de numerosos estudos terem sido dedicados a diversos tópicos do campo da relojoaria suíça, existe uma lacuna de investigação significativa no que diz respeito à compreensão de quais são as estratégias de comunicação "made in Switzerland" e de como as marcas de relojoaria suíças as estão a utilizar. Este estudo tem como objetivo examinar a forma como os símbolos do país de origem - considerando os termos relacionados com o fabrico suíço - e as palavras relacionadas com a relojoaria são utilizados através da análise da comunicação oficial de trinta marcas de relojoaria suíças. Introdução Os símbolos de país de origem, também designados por etiquetas "made in", são utilizados nas estratégias de marketing das marcas para se distinguirem, bem como para associarem os bens que produzem a características positivas. São consideradas uma vantagem competitiva, principalmente se a região ou país associado à marca for reconhecido por um determinado produto ou competência. Devido ao trabalho de artesãos, alta qualidade, precisão e inovação, as empresas relojoeiras suíças possuem um estatuto icónico que é fundamental para a sua reputação e uma vantagem competitiva nas suas estratégias de comunicação. Após uma extensa revisão da literatura, verificou-se que numerosos estudos abordaram diferentes tópicos relativos à "marca Swiss-made". No entanto, ninguém estudou as estratégias de comunicação do "made in Switzerland" utilizadas pelas marcas de relojoaria suíças. Assim, o objetivo deste estudo é analisar a forma como os símbolos do país de origem - palavras relacionadas com o fabrico suíço - e as palavras relacionadas com a relojoaria são utilizadas na relojoaria suíça Revisão da literatura A revisão da literatura examina três aspectos relacionados com o tema "made in" na indústria relojoeira suíça, incluindo o país de origem e o made in, o made in Switzerland e a comunicação do made in Switzerland na indústria relojoeira suíça. 2.1 País de origem e made in O conceito de país de origem está entre as questões mais examinadas no comércio e marketing internacionais. Várias investigações consideraram o impacto do país de origem na avaliação dos bens dos clientes, na sua impressão e na sua vontade de comprar produtos. Estes estudos remontam à década de 1960. Existem muitas definições disponíveis para o termo "país de origem". Zhang descreve-o como "informação relativa ao local onde um produto é fabricado". A etiqueta "made-in" é essencial no consumo de moda, sobretudo quando se fala de consumo de luxo. O país de origem garante geralmente aos consumidores o trabalho de artesão e a qualidade e é uma fonte de confiança relativamente ao estatuto de fabrico. Os locais de origem podem ser utilizados como uma vantagem competitiva, especialmente se o país ou a região da marca for reconhecido por uma competência específica ou por um produto. Na indústria da moda, os valores ligados ao país de origem são incorporados na imagem de um país e no efeito de origem. As etiquetas de luxo, como "Made in Italy" ou "Made in France", representam o património da indústria da moda local e as competências experientes relacionadas, transmitindo grande prestígio. A etiqueta "Swiss-made" legitima "a imagem da tradição e do saber-fazer regionais em matéria de relojoaria", regulando a entrada dos relógios no domínio de luxo dos produtos suíços em todo o mundo. Índice de Made-In-Country. Segundo a Statista, o valor da etiqueta "made-in" é mais significativo do que nunca. Em 2017, a empresa apresentou o Índice Made-In-Country, que ilustra a forma como os indivíduos percepcionam os produtos "Made in...". Este índice indica o prestígio dos produtos a nível mundial. Observando a classificação do Índice Made-In-Country (Tabela 1), podemos ver que a posição da Suíça vem em segundo lugar (98), logo após a Alemanha (100), e seguida pela União Europeia (92). Durante os inquéritos Statista realizados em 2017, os inquiridos foram questionados sobre as características relacionadas com os produtos fabricados na Suíça (Tabela 2). 43% dos inquiridos afirmaram que relacionam "alta qualidade" com os produtos fabricados na Suíça, seguidos de "tecnologia avançada" (28%) e "excelente design" (26%) . A "alta qualidade" parece ser a caraterística de produto mais importante na descrição de um produto fabricado na Suíça pelos consumidores. 2.2 Made in Switzerland Os produtos suíços gozam de uma reputação excecional na Suíça e no estrangeiro, e o "Swiss made" consegue vender bem. Vários estudos demonstraram que "o valor acrescentado gerado pela marca suíça pode representar até 20% do preço de venda de certos produtos - e até 50% para artigos de luxo - em comparação com produtos comparáveis de outras origens". As palavras "Swiss" e "Swiss made" são "indicações geográficas que denotam o local de origem de relógios de alta qualidade, relógios e despertadores fabricados na Suíça". "Swissness" é a palavra relacionada com a modificação da lei federal sobre a proteção das indicações de origem e das marcas. Uma vez que as condições que regulam a utilização destes sinais, geralmente e no que diz respeito ao termo "suíço" principalmente, ainda não estavam completamente regulamentadas, o parlamento suíço avançou com a revisão em 21 de junho de 2013. A legislação sobre o "Swissness" propôs novos critérios que permitem estabelecer com maior precisão a origem geográfica dos bens ou serviços; nomeadamente, a lei impôs o ponto a partir do qual os bens podem legitimamente declarar-se de origem suíça. Foi estabelecida "uma taxa mínima de valor suíço de 60% para os bens industriais, incluindo os relógios" 2.3 Comunicação do Made in Switzerland na indústria relojoeira suíça A alta relojoaria é definida como "a excelência na relojoaria, as técnicas de relojoaria em simbiose com as artes aplicadas" pela Fondation de la Haute Horlogerie. A indústria relojoeira é regulada principalmente por marcas suíças reconhecidas pelo seu saber-fazer. A indústria relojoeira suíça surgiu em Genebra, na Suíça, em meados do século XVI, tendo rapidamente conquistado um prestígio de excelência; e atualmente, há mais de duas décadas, tem experimentado uma supremacia indiscutível no mercado mundial. As duas regiões relojoeiras suíças mais relevantes foram e continuam a ser a região do Jura e Genebra. Em 2020, o artesanato da mecânica de arte e da relojoaria mecânica foi acrescentado à lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO, confirmando o seu valor universal. Para obter uma vantagem sobre os seus concorrentes, os relojoeiros suíços concentram-se em características únicas, por exemplo, contar histórias sobre tradição e património. O património da marca é um motor da identidade da marca e uma parte essencial do valor da marca de relógios suíços. A narração de histórias é uma caraterística crucial das estratégias de comunicação das empresas de luxo. O conteúdo tem de inspirar, informar e, em última análise, envolver os clientes. A associação com o local de origem é fundamental e, por isso, é publicitada porque serve como uma vantagem competitiva sólida e convincente. Anholt introduz o conceito de identidade competitiva como uma nova representação da competitividade nacional amplificada a nível mundial, que é vantajosa para várias cidades, regiões e países. Todos os locais com uma reputação positiva e eficaz notam que quase tudo o que lançam a nível global é fácil em comparação com um local com uma reputação negativa. No entanto, outros sugerem que enfatizar excessivamente o país de origem pode ser contraproducente, uma vez que as empresas de luxo querem atrair consumidores de todo o mundo, indicando que ser demasiado etnocêntrico pode prejudicar a empresa. Por conseguinte, deve ser mantido um equilíbrio adequado. Alguns autores examinaram as estratégias de marketing, especialmente no sector da relojoaria de luxo. Philippe et al. mostraram como as empresas de relojoaria de luxo utilizam os seus anúncios impressos para estabelecer uma posição social exclusiva na indústria relojoeira. As marcas históricas podem utilizar adequadamente a imagem de autenticidade para sublinhar gradualmente a sua perícia e originalidade. No entanto, existe uma lacuna de investigação considerável no que diz respeito à estratégia de comunicação oficial exacta do "made in Switzerland" que as marcas de relojoaria suíças utilizam no ambiente digital. A lacuna de investigação será abordada para determinar a forma como as empresas relojoeiras suíças comunicam a sua autenticidade made-in-Switzerland, particularmente no que diz respeito à comunicação digital de palavras relacionadas com o fabrico suíço e a relojoaria nos sítios Web das suas marcas corporativas. Metodologia (...) 3.2 Etapa 2 - Recolha de dados As primeiras trinta marcas de relojoaria suíças foram escolhidas a partir da lista alfabética do sítio Web da Federação da Indústria Relojoeira Suíça (FH) para generalizar ainda mais os resultados. Os seus sítios Web oficiais foram analisados de 31 de março a 31 de julho de 2022. A amostra final foi construída de acordo com estes critérios: (a) foi considerada apenas a versão em inglês dos sites; (b) foram descartados os links indisponíveis; (c) foram analisadas apenas as empresas fundadas na Suíça; (d) foram consideradas apenas as marcas que se concentram inteiramente na relojoaria, eliminando as que vendem outros produtos (por exemplo, jóias e alta joalharia). A lista final de empresas foi a seguinte: Adriatica, Advolat, Aerowatch, Andersen Genève, André Mouche, Armin Strom, Audemars Piguet, Balco, Baume & Mercier, Baumgartner, Bedat & Co, Bijoumontre, Blancpain, Bovet, Breitling, Candino, Carl F. Bucherer, Catena, Catorex, Century, Certina, Charles Girardier, Chrono AG, Cimier, Claude Meylan, Concord, Corum, Cover, Cyma, Czapek Genève. No sítio Web de cada marca de relojoaria suíça, foram recolhidos os seguintes dados (a) Data e local de fundação e sede. (b) Termos relacionados com a Suíça na página inicial, na página da história e, eventualmente, na secção Swiss-made e respectiva frequência. (c) Termos relacionados com a Suíça no logótipo e respectiva frequência. (d) Termos relacionados com a Suíça e pistas visuais numa página do sítio Web de imagem e descrição de um relógio escolhido ao acaso e respectiva frequência. (e) Atributos do produto do Índice Made-In-Country desenvolvido pela Statista [32] e apresentado na Tabela 2 em todas as páginas dos sítios Web analisados e respectiva frequência. 5 Discussão Podemos observar que os termos de comunicação mais utilizados na página de entrada, na página de história e na secção "Swiss-made" dos trinta sítios Web são "local de origem" , "Swiss made" e "fine watchmaking". Esta terminologia é pertinente e está relacionada com a análise da literatura. Os locais de origem são utilizados como uma vantagem competitiva, particularmente se a região ou o país da empresa for conhecido por um tipo distinto de produto ou especialização. No presente estudo, "local de origem" refere-se a locais ou aldeias específicas onde se situa o fabrico da marca de relojoaria, por exemplo, Vallée de Joux ou Le Brassus (Quadros 5 e 6). A segunda palavra mais utilizada é "Swiss made". Os produtos suíços têm uma reputação notável no país e no estrangeiro. Como já foi referido, de acordo com o Índice Made-In-Country da Statista, o made in Switzerland ocupa o segundo lugar a nível mundial (Quadro 1). Sem dúvida, "Swiss made" tem o poder de vender. O terceiro termo mais utilizado é "relojoaria fina". A Fondation de la Haute Horlogerie define-a como sendo "a excelência em relojoaria, as técnicas de relojoaria em simbiose com as artes aplicadas". O sector da relojoaria é dominado principalmente por empresas suíças que se distinguem pelo seu know-how. As empresas relojoeiras suíças gozam de uma imagem de exclusividade que é essencial para a sua reputação, graças ao seu carácter artesanal, à precisão, à alta qualidade, aos padrões elevados e à inovação. Além disso, o património cultural suíço é uma vantagem significativa para as empresas relojoeiras. Relativamente à análise do logótipo, dos 30 itens analisados, 11 têm a data de fundação no logótipo. Depois, o termo mais frequente relacionado com a Suíça é "Swiss watches" (4/30), e a palavra mais frequente relacionada com o local é "Genève" (3/30). O logótipo sublinha a data de fundação, uma vez que está diretamente ligado à história, ao património e à tradição de uma marca. Como afirma Aeker, o património de uma empresa é um motor da identidade da marca e uma parte fundamental do valor da marca de relógios suíços. Além disso, a indústria relojoeira suíça utiliza a narração de histórias sobre tradição e património como uma vantagem competitiva . O termo relacionado com a Suíça mais repetido no logótipo é "Swiss watches". O termo "Swiss" destaca a informação sobre o país de origem dos "relógios", ou seja, os produtos vendidos pela marca. Depois, a palavra mais comum relacionada com o local é "Genève". Tal como ilustrado na revisão da literatura, a indústria relojoeira suíça foi estabelecida em Genebra em meados do século XVI e rapidamente adquiriu uma reputação de excelência. Além disso, os resultados indicaram que o termo mais utilizado na análise da imagem e da descrição do relógio é "Swiss made". Como já foi referido, o "Swiss made" vende e os produtos suíços têm uma reputação notável tanto na Suíça como em países estrangeiros. De acordo com Jeannerat e Crevoisier, a etiqueta "Swiss made" codifica "a imagem da tradição regional e do saber-fazer relojoeiro". Assim, é compreensível que seja utilizada tanto no produto (imagem do relógio) como na descrição do relógio. Pode ser feita uma comparação relativamente à análise dos atributos do produto de bens suíços do Made-In-Country Index, ligando a revisão da literatura sobre o Made-In-Country Index da Statista e o estudo em curso Apenas "alta qualidade" está na primeira e exacta posição de ambas as tabelas. No entanto, também "excelente design", "exclusividade" e "tecnologia avançada" parecem ser bastante populares como termos de comunicação para transmitir as características dos produtos suíços aos clientes dos sítios Web. Pode ser feita uma comparação adicional examinando a lista de características relacionadas com o fabrico suíço e a relojoaria extraída da revisão da literatura e os dados recolhidos nos vários quadros de análise. Entre as palavras-chave relacionadas com o fabrico suíço, todos os termos - made in Switzerland, Swiss, Swiss made, Swissness e Switzerland - são utilizados nos sítios Web, com exceção de "Swiss origin". Nos sítios Web examinados, Swissness é o termo menos utilizado. Uma explicação poderá ser o facto de "Swissness" não ser tão comum e remeter mais para a legislação do que para a comunicação oficial das marcas. Entre as palavras-chave relacionadas com a relojoaria suíça, estes são os termos utilizados tanto na revisão da literatura como na análise em curso: atelier, artesanato, herança/património da marca, alta qualidade/qualidade, estatuto icónico, inovação/inovação do produto, valor de luxo, fabrico, mestre relojoeiro, savoir-faire, tradição e know-how relojoeiro. Uma das palavras-chave mais recorrentes observadas na revisão da literatura é a autenticidade, juntamente com a tradição e o artesanato. É surpreendente reconhecer que a autenticidade nunca foi utilizada entre os trinta sítios Web examinados, tal como já foi estabelecido na análise dos atributos dos produtos de bens suíços do Made-In-Country Index (Tabela 10). No que diz respeito à terminologia da relojoaria fina, "fabrico", "mestre relojoeiro" e "saber-fazer relojoeiro" são algumas das palavras utilizadas, muito provavelmente porque reforçam a ideia de trabalho artesanal, perícia e alta qualidade por detrás do relógio. Pode observar-se que muitos termos utilizados nos trinta sítios Web examinados são uma combinação da palavra "Swiss" ou "Swiss made" com outros termos relacionados com a indústria relojoeira. Por exemplo, "Swiss movement" é composto por "Swiss", que designa o país de origem, e "movement", que se refere a uma caraterística específica de um relógio. Outro exemplo é "Swiss made quality", que contém "Swiss made" como indicação geográfica do país de origem e "quality", que realça a caraterística de alta qualidade dos relógios suíços. No entanto, a partir da revisão da literatura, descobriu-se que uma ênfase excessiva no país de origem pode ser contraproducente. Assim, deve preferir-se um equilíbrio. A análise sublinhou que a marca com o maior número de palavras relacionadas com a Suíça é a "Advolat", enquanto a marca com os termos menos frequentes na página inicial, na página do histórico e na secção de fabrico suíço é a "Concord". 6 Conclusão A contribuição teórica dada por este artigo refere-se principalmente à terminologia específica utilizada pelas empresas relojoeiras suíças nos seus sítios Web para comunicar o facto de que produzem produtos de alta qualidade fabricados na Suíça. Para responder à principal questão de investigação, os termos mais utilizados pelas marcas de relojoaria suíças para comunicar o seu fabrico na Suíça através da comunicação oficial em linha nos seus sítios Web são o "local de origem", especialmente "Genève", "Swiss made", "Swiss watches" e "high quality". Acompanhados de "excelente design", "singularidade" e "tecnologia avançada". O artigo contribui, portanto, para a continuação dos estudos sobre o made in Switzerland na indústria relojoeira, considerando em particular a comunicação digital. O estudo fornece sugestões de gestão aos estrategas de marketing e comunicação ou aos gestores de marcas na indústria relojoeira suíça. A importância de sublinhar a tradição, o artesanato, a alta qualidade e a origem do próprio relógio é realçada pela análise. A amostra analisada apresenta um amplo espetro de palavras relacionadas com a Suíça, que são as utilizadas nos sítios Web. Os gestores podem tirar partido deste facto, relativamente aos termos a utilizar ou à forma de os utilizar. Swiss made é o termo mais utilizado para designar o país de origem dos relógios suíços. "Autenticidade" é altamente relevante na revisão da literatura e na perceção dos consumidores, como indicado pelo Statista, mas não é utilizado nos sítios Web analisados. Isto pode ser algo que as marcas históricas de relógios podem melhorar no futuro. Devem ser consideradas algumas limitações e outras oportunidades de investigação. Em primeiro lugar, os sítios Web foram examinados na sua versão inglesa. Uma outra oportunidade de investigação poderia ser considerar a língua do país de origem para determinar se os termos específicos são utilizados apenas na língua original do sítio Web. Em segundo lugar, a amostra escolhida é composta por trinta sítios Web de marcas, por ordem alfabética, de entre mais de 300. Uma amostra mais extensa poderia produzir resultados diferentes. Em terceiro lugar, os sítios Web não foram analisados na sua totalidade, apenas algumas páginas e secções específicas. Uma análise completa, que incluísse todas, poderia dar outros resultados. Em quarto lugar, apenas os sítios Web das marcas foram considerados para o estudo; no futuro, poderão ser consideradas outras plataformas de meios de comunicação, como as redes sociais. Também poderia ser efectuada uma análise do merchandising visual das montras das marcas. Um outro passo poderia ser dado contactando os vários gestores de marketing e comunicação das marcas com as palavras mais frequentes e menos frequentes relacionadas com "made in Switzerland" encontradas através da análise para compreender as suas práticas de comunicação e as decisões estratégicas relacionadas com a sua comunicação empresarial. Em conclusão, através de uma amostra mais alargada, estudos futuros poderiam avaliar até que ponto a estratégia de comunicação utilizada pelas marcas é bem sucedida, por exemplo, comparando o resultado com a reputação da marca ou com os lucros. Associar a investigação em comunicação à eficácia da estratégia pode, de facto, motivar a atenção das empresas para a relevância de ter uma estratégia de comunicação bem sucedida.
- Greubel Forsey - Balancier 3
Greubel Forsey apresenta o Balancier 3, um novo modelo mais acessível e robusto, que se junta à coleção Convexe. Este relógio mais fino é oferecido em titânio, com versões em preto e azul. Apesar da sua acessibilidade e robustez, mantém os elevados padrões de cronometria e acabamento característicos da marca. O desafio era criar um relógio com identidade própria e mais acessível, iniciando do zero. A questão central era como incorporar um movimento de fabricação própria em um diâmetro convencional sem comprometer a qualidade. O Balancier 3, com seu design e movimento, responde a estas perguntas. O relógio se destaca pelas suas três pontes: uma sobre o tambor, outra sobre o grande balanço, e a terceira mais imponente que atravessa o relógio, fazendo a ligação ao contador de segundos e suportando os ponteiros de horas e minutos. Cada ponte apresenta um acabamento manual típico da Greubel Forsey, incluindo polimento curvado, chanfros polidos e parafusos polidos à mão. A arquitetura do Balancier 3 faz parte da coleção Convexe, adotando sua emblemática caixa curvada e mais fina, sem parafusos nas asas, uma novidade para a Greubel Forsey. A caixa adapta-se naturalmente ao pulso, proporcionando conforto absoluto. O movimento dá ao relógio um estilo dinâmico e moderno, mantendo uma cronometria impecável. O foco está na simplicidade e na arquitetura contemporânea, permitindo admirar os acabamentos de cada componente. Os dois tambores no topo do ponte, montados em série com rotação rápida, oferecem uma reserva de marcha de três dias. A reserva de marcha é indicada no fundo do relógio, uma inovação na coleção Convexe. Na parte oposta do relógio Balancier 3, entre as 4 e as 6 horas, encontra-se o grande balanço que é central para o nome e o design do relógio. Este balanço, com um diâmetro impressionante de 12,6 mm, destaca-se por sua inércia variável e é equilibrado por seis parafusos reguladores de ouro. Este é um dos volantes mais majestosos na alta relojoaria contemporânea, refletindo a expertise característica da Greubel Forsey. O balanço oscila em harmonia com o pequeno contador de segundos localizado às 8 horas, que possui um ponteiro de segundos fixo. A originalidade aqui reside no fato de que é o disco sob o ponteiro, finamente acetinado à mão, que realmente gira. O Balancier 3 está disponível em duas versões, ambas limitadas a 88 unidades: uma em preto e outra em azul. Cada uma apresenta um diâmetro de 41,5 mm e pode ser equipada com uma pulseira de borracha ou um bracelete de titânio da Greubel Forsey. CARACTERISTICAS TÉCNICAS Modelo Balancier 3, em titânio e limitado a 88 unidades Movimento Diâmetro: 35.8 mm Espessura: 9.09 mm Número de peças: 282 Rubis: 43 colocados em engastes de ouro Reserva de marcha: 72 horas duplo tambor Balanço: Tratamento preto, com 6 parafusos para ajuste em ouro, diâmetro de 12.6 mm Frequência: 21.600 alt/h Caixa Diâmetro: 41.5 mm Espessura: 13.35 mm sem vidro, 13.55 mm com vidro Material: Titânio Vidro: Safira sintética curvado Fundo: Transparente com vidro de safira sintética e aparafusado com parafusos de titânio. Gravação: Em relevo Resistência à água: 5 atm - 50 metros (NIHS 92-20/SN ISO 22810:2010) Coroa: Titânio com logótipo GF Mostrador Índices: polidos e revestidos com Super-Luminova Ponteiros: Aço polidos, revestido com Super-Luminova Bracelete Material: Borracha com textura em relevo Báscula: Dobrável em titânio com logótipo gravado Mais informações no sitio oficial da Greubel Forsey.













