top of page

Resultados de pesquisa

1117 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Relógios negros

    Para sublimar os pensamentos negros que devem pairar pelas almas lusas neste momento, aqui fica uma explicação acerca da melhor forma de fazer um relógio negro. Nos últimos anos os acabamentos das caixas de relógio foram fundamentais para o lançamento de novos modelos. O desafio é criar uma camada que cubra o relógio e que ao mesmo tempo seja resistente a riscos e moças. AS TÉCNICAS MAIS NEGRAS DLC / PVD Em 1972, Ferdinand Alexander Porsche, neto de Ferdinand Porsche e designer do lendário 911, afastou-se dos automóveis para abrir sua própria empresa de design, a Porsche Design. Seu primeiro produto foi o Chronograph 1, um relógio cronógrafo com caixa de aço inoxidável e com pintura electrostática a pó, preta. Este é geralmente aceite como sendo o primeiro design de relógio totalmente preto. Marcas como a IWC e a Heuer lançaram, logo depois com suas próprias versões. O problema com esses primeiros relógios pretos era que a tinta revestida a pó saltava com muita facilidade. A solução: usar a deposição física de vapor (PVD) para adicionar um revestimento fino e duro de material preto na caixa do relógio que é quase impossível de remover, protegendo tanto o acabamento como o aço inoxidável por baixo. Desde então, o PVD (deposição física de vapor) e o DLC (carbono semelhante ao diamante) tornaram-se os métodos ideais para criar relógios totalmente pretos, embora nos últimos anos o uso de outros materiais naturalmente pretos, como compostos de carbono e cerâmica preta, tenha oferecido possibilidades muito interessantes. VANTABLACK® VANTABLACK® é uma marca de revestimentos super negros. Este revestimento foi criado por Ben Jensen, e revelado em 2014. É actualmente considerado o material mais escuro do mundo, absorve 99,965% da luz visível perpendicular ao material. Uma das carecterísticas é que mantém uma absorção uniforme da luz em quase todos os ângulos de visão. Esta técnica foi aplicada pela H. Moser & Cie. especialmente no seu Streamliner, apresentado na Watches and Wonders deste ano, 2022. Durante o evento esteve exposto frente a um pano de fundo VANTABLACK®, o resultado foi que apenas ficaram visíveis os ponteiros, como se pode ver na seguinte foto. OS RELÓGIOS MAIS NEGROS Os relógios negros têm várias vantagens e utilidades. Uma delas é por exemplo ver as horas no dia em que Portugal foi eliminado do Mundial. Aqui ficam algumas opções, ficamos a aguardar que nos digam qual é o vosso preferido na caixa de comentários. 1 - Audemars Piguet Royal Oak Perpetual Calendar 2 - Hublot Big Bang Integral Black Magic 3 - OMEGA Seamaster Professional Diver 300M "Triple Black" 4 - Panerai Submersible Marina Militare Carbotech 5 - Baume & Mercier Riviera Baumatic "Smoky Dial" 6 - Seiko Prospex Black Series "Captain Willard" 7 - Tudor Black Bay Ceramic 8 - TAG Heuer Monaco "Dark Lord" 9 - IWC Schaffhausen Big Pilot’s Watch 43 TOP GUN

  • Voultilainen Horlogerie d'Art - JI-KU

    Esta peça de arte única, baptizada de JI-KU, nasce numa colaboração entre o artista Tatsuo Kitamura e o Mestre Kari Voutilainen. No mostrador foram usadas técnicas de lacagem, como Saiei Makie e Somata Zaiku As matérias primas usadas para este bonito mostrador foram: Kinpun (pó de ouro), Jyunkin-itakane (folha de ouro), Yakou-gai (casca de mar grande turbante verde) e Awabi-gai (concha abalone da Nova Zelândia). Esta simbiose da tradição japonesa com as criações Haute Horlogerie suíça, representa uma obra de arte mecânica e visual abrangente que une o Oriente e Ocidente em perfeita harmonia. Características técnicas Voutilainen 216TMZ Ji-Ku Peça única Movimento fabrico próprio : com horas e minutos Construção: acabamento e montagem em Voutilainen Mostrador: indicação de horas, minutos e escala com cidades e outra com 24 horas. Correcção rápida da coroa Movimento: composto por 275 peças. Com 30mm x 6.00mm Escape: duas rodas de escape com impulso directo. Pontes: em prata alemã Rodas: construídas em ouro rosa Rubis: 44 rubis Reserva de energia: 60 horas Caixa e coroa: plap Tampa: aparafusada, com vidro safira anti-reflexo Mostrador: único criado pelo artista de lacagem Tatsuo Kitamura Ponteiros: ouro branco e aço, feitos à mão Correia: feita à mão, pele crocodilo

  • Laureato de 38 mm deslumbra com novo mostrador

    Laureato 38 mm Copper @ Girard-Perregaux A linha Laureato da Girard Perregaux não tem tido a vida fácil por ser frequentemente comparada com modelos de manufacturas concorrentes que integram códigos de design similares. No entanto, é indiscutível que os modelos Laureato da marca não são difíceis de identificar no pulso de quem seja, o que abona a favor de uma linha de relógios com uma capacidade bastante interessante de se adaptar ao pulso de cada um. Laureato 38 mm Copper @ Girard-Perregaux Para além disso, não nos podemos esquecer que foi lançada originalmente em 1975, e que a longevidade da linha apenas atestam ás suas qualidades estéticas quase intemporais. Apelidado originalmente de “Quartz Chronometer” (reinava nesta período o Quartzo), devemos aos nossos amigos Italianos a mudança do nome para Laureato, que em português se traduz como “diplomado”, devido aos vários prémios que o modelo foi ganhando pela sua excelente precisão. Laureato 38 mm Copper @ Girard-Perregaux Recentemente a casa de La Chaux-de-Fonds (não esquecer que é uma cidade inscrita como Unesco World Heritage Site) acrescentou um novo modelo à linha. O Laureato 38 mm Copper é um modelo de tamanho médio com um mostrador arrebatador e capacidades unissexo. Laureato 38 mm Copper @ Girard-Perregaux Para além da dimensão da caixa, o factor novidade concentra-se mais no mostrador acobreado deste Laureato cuja aparência é simultaneamente complexa e capaz de uma multiplicidade de sombras e nuances dependendo da fonte de luz a que for submetido. É que o mostrador inclui um padrão “Clous de Paris”, um tipo de decoração tradicional composto por múltiplos elementos de forma piramidal cujos 4 lados reflectem a luz de forma distinta. Verso do Laureato 38 mm Copper e do Calibre Automático GP03300 @ Girard-Perregaux Torna-se assim natural poder-se observar o mostrador acobreado assumir um caracter dinâmico mudando de tom para castanho esbatido ou rosa-dourado com múltiplos sombreados a intercalar cada mudança. É pois indiscutível que desde que a Girard Perregaux lançou a 5ª geração do Laureato em 2017, a linha ganhou um novo fôlego e novos apreciadores. Este novo modelo é precisamente prova disso. Para mais informações, visite a Girard-Perregaux aqui.

  • OMEGA Chrono Chime

    A OMEGA APRESENTA O NOVO OLYMPIC 1932 CHRONO CHIME, UMA HOMENAGEM SONORA ÀS COMPETÊNCIAS DOS RELOJOEIROS DA MARCA. Esta edição numerada, liga o primeiro relógio de pulso repetidor de minutos produzido pela OMEGA em 1892, aos cronógrafos de bolso usados para cronometrar os Jogos Olímpicos de Los Angeles de 1932, que marcaram a estreia da OMEGA como Cronometrista Oficial dos Jogos Olímpicos. Foi inspirado nos desenhos que surgiram no período de transição entre os relógios de bolso e de pulso. O movimento é o primeiro do seu género e foi concebido para deixar a sua marca na história da relojoaria. O Co-Axial Master Chronometer Calibre 1932 da OMEGA é um cronógrafo e repetidor de minutos totalmente integrado. Produzido não por camadas, ajuste ou encaixe de peças novas em peças antigas, mas pela fusão de ambas as funções num único movimento de relógio. É, de facto, o calibre mais complexo que a OMEGA alguma vez fez. Para que um utilizador possa fazer soar o tempo decorrido, de forma segura e sem problemas, é necessário o seu próprio “cérebro” mecânico para fundir as funções na perfeição. Desenvolvido em parceria com a Blancpain, este movimento de 1932 demorou seis anos até estar concluído. Na verdade, antes de poderem iniciar o processo, os relojoeiros tiveram de encontrar uma forma de expandir os limites existentes do famoso escape Co-Axial da OMEGA. O sistema, desenvolvido pelo brilhante relojoeiro Georges Daniels, é um componente fundamental em todos os movimentos da OMEGA. Concebido para funcionar a uma frequência relativamente normal (entre 3 e 4 Hz), apresentou um constrangimento significativo ao desenvolver o novo movimento, que deve ter um batimento a 5 Hz para exibir 1/10 de segundo, como os cronógrafos de bolso usados para cronometrar os Jogos Olímpicos de Los Angeles de 1932. Os relojoeiros também tiveram de acrescentar três cames de sino para o já complicado mecanismo de cronógrafo, incluir duas funções de segurança para prevenir uma manipulação incorreta, e integrar uma função de split-seconds. Além disso, para atingir o estatuto de Master Chronometer, o calibre teria de resistir a campos magnéticos externos de 15.000 gauss, exigindo a utilização de 50 componentes não ferrosos. Esta criação feita à mão com 46,44 gramas de ouro, necessitou de 17 patentes, relacionadas com a função do Calibre 1932, com a sua tecnologia antimagnética e com as partes externas do relógio. OLYMPIC 1932 CHRONO CHIME O calibre 1932 de 14 linhas com diâmetro de 32,5mm é concebido em Ouro Sedna™ de 18K. Tem um mostrador em esmalte “Grand Feu”, com um bisel interior guilhoché em prata 925, feito à mão e submostradores com o padrão singular “ondas acústicas exclusivas”, uma representação visual exata das ondas de som produzidas pelos sinos do relógio. Os dois martelos, equipados com um enxerto de aço endurecido, batem nos gongos em Ouro Sedna™ de 18K, afinados à mão , para obter o som perfeito. Estes gongos, estão fixados ao corpo da caixa para produzir o máximo de efeito sonoro. Os ponteiros das horas/minutos são feitos em Ouro Sedna™ de 18K e em PVD azulado, assim como os ponteiros dos segundos às 6 horas e o ponteiro de 15 minutos às 12 horas. O mostrador inclui um ponteiro central de segundos azulado e um ponteiro de split-seconds envernizado a vermelho. Numerais árabes em esmalte preto “Petit Feu”. O botão do sino às 5 horas tem uma nota musical polida e gravada em relevo. O botão de split-seconds às 11 horas tem um aro polido preenchido com cerâmica híbrida vermelha para espelhar o visual do ponteiro de split-seconds. Na caixa estão gravadas as palavras Official Timekeeper of the Olympic Games (Cronometrista Oficial dos Jogos Olímpicos), Co-Axial Master Chronometer e o número do relógio. A bracelete castanha em couro com fivela em Ouro Sedna™ de 18K, vem com o sistema Quick-Change patenteado pela Omega. Este relógio trás incluído uma bracelete adicional em couro e duas correntes em couro, podendo assim ser usado como relógio de bolso ou como um cronómetro à volta do pescoço. O SPEEDMASTER CHRONO CHIME Este Speedmaster é construído com o Calibre 1932. É uma edição numerada com caixa de 45mm feita em ouro Sedna™ de 18K, inspirada na segunda geração Speedmaster, CK 2998 foi o primeiro relógio usado no espaço há 60 anos, em 1962. O mostrador é feito em esmalte azul “Grand Feu”, com um aro e submostradores em Ouro Sedna™ de 18K, tal como o anterior, vem com o padrão de “ondas acústicas". Uma homenagem ao Jogos Olímpicos. Os ponteiros das horas/minutos e os marcadores são em Ouro Sedna™ de 18K, polidos a diamante. Apesar deste Speedmaster estar equipado com o mesmo movimento que o relógio anterior, os botões não se encontram na mesma posição. Os relojoeiros fizeram uma adaptação no calibre, de forma a encaixar na configuração da caixa. Para completar o visual, este Speedmaster vem com uma bracelete e uma fivela em Ouro Sedna™ de 18K. Os colecionadores do Speedmaster também receberão uma caixa em nogueira com placa de ressonância.

  • Portofino da IWC conta novamente com um Calendário Perpétuo

    IWC Portofino Calendário Perpétuo com caixa em ouro Ref. IW344602 - PVPr 36.700 € @ IWC O Calendário Perpétuo ocupou sempre um lugar de destaque nas colecções da IWC desde que o relojoeiro Kurt Klaus inscreveu esta complicação nas páginas da História da manufactura durante os anos 1980. Estamos habituados a ver esta especialidade nas caixas das linhas Pilot, Portuguiser e, claro, nos eternos DaVinci, mas há já uns bons anos que ela não aparecia associada à linha Portofino. IWC Portofino Calendário Perpétuo com caixa em ouro Ref. IW344601 - PVPr 26.000 € @ IWC Com o Portofino Perpetual Calendar (Ref. 3444), a histórica complicação regressa à linha Portofino em duas versões. Disponível numa versão com caixa em aço, apresenta mostrador prateado com ponteiros e apliques banhados a ródio (Ref. IW344601), marcando a primeira vez que um modelo Portofino com calendário perpétuo é apresentado neste metal. A segunda versão do modelo apresenta caixa em ouro 5N, mostrador prateado e ponteiros e apliques folheados a ouro (Ref. IW344602). O Portofino sempre teve ambições andróginas, mas a caixa de 40 mm com que é agora proposto, fazem pender a balança mais para o lado masculino. Mesmo assim, trata-se da caixa mais reduzida no actual alinhamento de modelos da IWC a incorporar um calibre com calendário perpétuo. Desta forma, e para além da indicação de data, dia da semana e mês, o calendário apresenta também a indicação das fases da lua, que no caso da IWC apenas se irá desviar um dia da órbita real do satélite da Terra em 577,5 anos. O Calibre 82650 de corda automática Pellaton e reserva de marcha de 60 horas, tinha já incorporado os modelos da linha Portuguieser com 42 mm, e pelo que se percebe não teve dificuldade em “calçar” esta caixa com menos 2 mm do Portofino. O Portofino com calendário perpétuo será proposto por 26.000 € na versão em aço (Ref. IW344601), e por 36.700 € na versão em ouro (Ref. IW344602). Para mais informações visite o sitio da IWC aqui.

  • Em mês de Mundial Gerald Genta joga futebol!

    Gerald Genta dispensa apresentações, após um período no qual desenhou relógios como o Nautilus ou o Royal Oak, decidiu começar a criar relógios os seus próprios relógios e decorou-os com personagens da Disney. Genta foi um designer bastante divertido mas a reedição da Bulgari é para ser levada muito a sério, para além de todos os preciosos detalhes, que vamos passar a apresentar, inclui dois ponteiros retrógrados. Após o seu falecimento a 17 de agosto de 2021, a Bulgari tem a missão de fazer renascer a marca Gerald Genta. Lançou um site dedicado e recriou o Retro Fantasy Mickey Mouse, uma edição limitada de 200 peças com o valor de € 24.000,00. A caixa em aço polido de 41MM e 100m de resistência à água, esconde no seu interior uma tripla complicação com calibre BVL 300, e um movimento automático bi-retrógrado. O relógio indica horas, minutos e a data. Numa abertura às 10, é possível entrever as horas saltantes, os minutos são indicados pela mão direita de Mickey, que é um ponteiro retrógrado, tal como o das horas, posicionado às 6h. O Mickey está de olho na bola de futebol que paira aos 30 minutos e não podia ser de outra forma, tendo em conta que estamos em ano de Mundial de Futebol no Qatar O mostrador é feito em madre pérola, o Mickey e a bola sãos feitos de 14 placas estampadas em tampografia. Este processo consiste num almofada que recolhe a tinta e estampa no mostrador, o processo é repetido várias vezes para lhe dar cor e altura nas indicações e motivos impressos. Algumas áreas do Mickey são revestidas com verniz transparente, resultando em mais de 20 operações manuais para lhe dar vida. Especificações Técnicas: Ref.: 103786 Mostrador: Madrepérola Diâmetro (mm): 41MM Material: Aço Movimento: BVL 300 ,automático bi-retrógrado Reserva de energia: 42 horas Frequência: 28'800 VpH (4Hz) Resistência à água: 100 m Fivela: fivela dobrável Feito em: Suíça Material da pulseira: Aço e borracha Cor da pulseira: Vermelho

  • Nomos "Made in" Glasshütte

    A Nomos Glasshütte é indiscutivelmente uma manufactura extremamente interessante que faz um esforço genuíno para se manter à margem daquilo que os nossos irmãos Brasileiros chamariam de "Bobagem". O esforço que esta manufactura coloca na forma como comunica a arte da relojoaria que produz é digna de menção e, sinceramente, não me recordo de alguma vez ter lido um comunicado que fizesse vir ao de cima as minhas faculdades de "escárnio e mal dizer". A recente série de vídeos que a marca lançou no seu canal de YouTube é aliás prova da simplicidade e genuinidade com que se posicionam num patamar intermédio da alta relojoaria. Estou certo de que os membros do IPR serão sensíveis a esta série de clips que nos mostram o know how que se pratica para os lados de Glasshütte. 1 - Polimento e acabamento acetinado "Sunburst" / "Rayons de Soleil" 2 - Ajuste do espiral ou mola de balanço 3 - Fresamento das rodas dentadas do acelerador 4 - Fresagem de "ebauches" redondas 5 - Ferramentas de Esmerilagem 6 - Montagem da Data 7 - Medindo a profundidade de Fresagem 8 - Esmerilagem da rebarba de fixação Podem acompanhar esta série no Canal do YouTube da Nomos Glasshütte aqui. Para mais informações, visitem o sitio da Nomos Glasshütte aqui.

  • Volta Genta, estás perdoado!

    Com a elevação à categoria de ícones da história da relojoaria de modelos como o Nautilus da Patek Philippe, o Royal Oak da Audemars Piguet ou o Octa da Bulgari nos últimos anos, também o designer Gerald Genta, que lhes traçou os primeiros esquissos, foi colocado num pedestal do Olimpo dos TiqueTaques. Aliás a Bulgari, teve o pão e o queijo na mão quando adquiriu em 2000 os direitos da marca, juntamente com a Daniel Roth, ao grupo "The Hour Glass" de Singapura, nessa altura gerida pelo pai de Michael Tay. E o que fizeram os iluminados da Bulgari, então comandadas por um CEO chamado Francesco Trapani? Começaram por diluir a marca numa dupla assinatura Bulgari e Gerald Genta, apenas para mais tarde riscar totalmente a referência do prolifico designer do mostrador. Quanto ao design, esse ficou. Um caso claro de apropriação cultural, disseram alguns nessa altura. E se a Patek Philippe nunca ignorou o designer, mas também nunca o sublinhou, a Audemars Piguet nunca manifestou muito entusiasmo em fazer a associação do nome Genta à sua galinha dos ovos de ouro. O Royal Oak era da Audemars Piguet, e não fazia sentido partilhá-lo com quem quer que fosse. Teve de ser o público, aquele que compra e paga, a valorizar o traço mágico de Genta para que uma ou outra marca lhe passasse finalmente a dar a importância que merecia. Felizmente, a Audemars Piguet é uma dessas marcas, como atesta a entrevista à sua viúva, Evelyne Genta, recentemente publicada em vídeo e que aqui apresentamos.

  • ROLEX OFICIALMENTE NO MERCADO PRE-OWNED

    Poderá existir finalmente uma luz ao fundo do túnel para os coleccionadores de Rolex. No dia do 2º aniversário do IPR, 1 de Dezembro, a Rolex lançou o programa "Rolex Certified Pre-Owned". Através deste programa é possível adquirir modelos em segunda mão certificados, e com garantia Rolex. Estes relógios deverão cumprir todos os critérios de qualidade da marca. Todos estão abrangidos por uma garantia internacional de 2 anos, a partir do momento da sua revenda na rede da marca. Inicialmente, os relógios Rolex Certified Pre-Owned estarão disponíveis nos pontos de venda do distribuidor Bucherer de seis países (Suíça, Áustria, Alemanha, França, Dinamarca e Reino Unido), a partir de princípios de dezembro de 2022. Os outros distribuidores oficiais da marca poderão aderir ao programa Rolex Certified Pre- Owned a partir da primavera de 2023. Este novo programa permite adquirir relógios em segunda mão certificados e com garantia emitida pela própria marca. Tem por finalidade potenciar a oferta existente de relógios de ocasião Rolex, uma vez que a autenticidade destas peças, quando mudam de proprietário, é verificada pelos distribuidores oficiais no momento da revenda. Estes relógios em segunda mão certificados autênticos oferecem a possibilidade concreta de um cliente aceder de forma imediata ao universo Rolex. Mais concretamente, o programa Rolex Certified Pre-Owned permite certificar a autenticidade dos relógios Rolex em segunda mão — com pelo menos três anos de antiguidade — na altura da sua revenda por um distribuidor oficial, facilmente identificável por uma placa específica Rolex Certified Pre-Owned. Ele deverá garantir que estes relógios satisfazem todos os critérios de qualidade que caracterizam os produtos Rolex. O selo Rolex Certified Pre-Owned, que acompanha estas peças, simboliza o seu estatuto de relógio em segunda mão Rolex certificado. Por sua vez, o cartão de garantia Rolex Certified Pre-Owned, que é entregue no momento da venda, atesta oficialmente que o relógio é autêntico e garante o seu bom funcionamento. Este cartão, onde se pode ler a menção "Certified Pre-Owned", funciona como um certificado oficial de autenticidade. Após esta notícia, as perguntas são abundantes. Por exemplo, se entrar numa loja Rolex na próxima primavera para obter um Submariner, o que custará mais: um exemplo novo com uma garantia de cinco anos ou um exemplo certificado, com uma garantia de dois anos? Além disso, ainda não se sabe, especificamente, como o processo de certificação Rolex lidará com factores como patina e originalidade (não autenticidade) de componentes como os ponteiros, o mostrador e a luneta. O processo de certificação não parece incluir manutenção ou qualquer consideração mencionada para peças de serviço alteradas ao longo da vida útil do relógio. Faz-lhe sentido esta entrada da Rolex no mercado pre-owned? Os relógios devem ser restaurados ou mantidos na sua forma original? Deve existir um historial de manutenções do relógio? Diga-nos a sua opinião nos comentários.

  • A data, segundo a Nomos Glashütte - em passo acelerado rumo ao ano novo!

    O calibre DUW 6101 do Ludwig Neomatik 41 Date @ Nomos Glashütte Com o Advento chega o Natal... e depois o Ano Novo a que se segue o Dia de Ano Novo, de preferência sem absolutamente nada para fazer, para além de recolher as rolhas das garrafas de espumante... ou champagne, abertas à meia noite. O facto é que, para a maioria, neste período sucedem-se uma série de datas particularmente significativas. E quando se trata de relógios de pulso, a ocasião leva-nos a prestar mais atenção ao design e à aparência da função de data. Isto é o que nos recorda a germânica Nomos Glashütte no momento em que apresenta um invulgar modelo com data de algarismos romanos. Design no seu melhor, o Ludwig Neomatik 41 Date @ Nomos Glashütte O “Ludwig Neomatik 41 Date” é o último modelo apresentado pelos ateliers da Nomos Glashütte a poucas semanas do ano novo. Com cerca de meia rotação da coroa para cada dia, a data pode ser adiantada para o dia de Ano Novo num piscar de olhos, se assim se desejar. Ou então para trás, para o dia anterior, caso a efeméride não tenha corrido bem. Mais Romano do que o Ludwig Neomatik 41 Date não é possível @ Nomos Glashütte O que surpreende na janela de data deste Nomos Glashütte é o design bem pensado. Não só com a janela de três dias, no Autobahn, ou com um formato quase 16:9 com espaço para o algarismo romano XXVIII, no Ludwig, mas também como um anel de data, que só está disponível nos Nomos Glashütte Tangente Update e Metro Update. O elegante calibre DUW 6101 do Ludwig Neomatik 41 Date @ Nomos Glashütte Estas soluções de datas da Nomos transformam cada utilizador num verdadeiro conhecedor. É que graças ao seu mecanismo patenteado, os modelos da Nomos mantêm uma silhueta elegante, apesar do mecanismo de corda automática, e mesmo com a apresentação da data sob o mostrador. E não nos podemos esquecer da tipografia da data, que é adaptada individualmente a cada modelo da marca, garantindo que cada peça mantenha sempre uma imagem equilibrada – seja no primeiro dia do mês (um estreito 1) ou no último, o eterno (mais largo) 31. Há que concordar que, mesmo no mundo da alta relojoaria, trata-se de uma ocorrência rara. Ludwig Neomatik 41 Date @ Nomos Glashütte Mais informações no site da Nomos, aqui.

  • Beber, como se fosse 1620

    Provavelmente o jogo à volta do acto de beber mais elaborado de que já ouvimos falar. O autómato construído em Nuremberga entre 1617 e 1620 por Wolf Christoff Ritter é um excelente exemplo dos tipos de jogos e apetrechos para beber que podiam ser encontrados nas mesas da aristocracia alemã e dos mais abastados burguêses do século XVI. A peça, parte do espólio do Britisch Museum é-nos apresentada por Rachel King, curadora da colecção Waddesdon, que nos revela como foi feito, como foi usado e também como se bebe conhaque de uma garrafa em forma de veado. 00:00 - 00:45 Introdução 00:53 - 03:28 Detalhes do objecto e técnicas de construção 03:29 - 05:30 Introdução à cultura da bebida na Alemanha 05:30 - 06:00 Recipients inovadores para beber 06:03 - 07:32 Proveniência - onde se encontravam normalmente este tipo de recipientes 07:33 - 11:03 Como se bebe de um recipient inovador?

  • A máquina de sonhos da Ferdinad Berthoud apresenta o Cronomètre FB 3SPC

    FB 3SPC @ Ferdinand Berthoud Desta vez a casa ressuscitada por Carl Friedrich Scheufele em 2015 vem explorar mais uma questão cronométrica que foi objeto de uma abundante e frutífera pesquisa durante a época de ouro da relojoaria mecânica no século XVIII: a espiral, ou mola de balanço, se quiserem. Infelizmente a ausência de documentação deste período deixou a Ferdinand Berthoud completamente ás cegas com vista ao desenvolvimento de uma nova criação baseada neste tema. O novo Calibre FB-SPC nasce assim da interpretação e do estudo técnico de uma criação do próprio Berthoud, o relógio decimal Nº 26 Relógio Decimal Nº 26 de Louis Berthoud @ Ferdinand Berthoud Oriundo do atelier fundado por Ferdinand Berthoud em Paris após ter sido galardoado em 1753 com o seu “maîtrise” (título de mestre relojoeiro), o Nº 26 é uma criação é assinada pelo seu sobrinho, Louis Berthoud, no que é o símbolo de um renascimento neste período pós-revolucionário, durante o qual os cronómetros de marinha - instrumentos de medição destinados ao uso naval no século XVIII - abriram caminho para uma relojoaria de elevadíssima qualidade, simplificada e fortemente enraizada no século XIX. e suas aplicações civis. O novo Chronomètre FB 3SPC reflete precisamente essa transição histórica e relojoeira. O novo movimento mecânico baseia-se assim numa mola de balanço cilíndrica, uma especialidade relojoeira rara e de difícil execução na qual o próprio Ferdinand Berthoud trabalhou. E foi o seu sobrinho, Louis Berthoud, que lhe deu um uso preferencial no seu famoso No. 26. Frente do Calibre FB-SPC @ Ferdinand Berthoud O calibre FB-SPC é o único dos seu género a satisfazer os critérios cronométricos (precisão do tempo) do COSC: a certificação ISO 3159 foi apenas tornada possível pelos ajustes de precisão realizados pelos relojoeiros da Manufactura. Para além do desenvolvimento de uma nova mola de balanço de inércia variável, equipada com 4 parafusos de ajuste fino e 8 parafusos de carga, foram muitos os meses de pesquisa, testes e ajustes finos necessários para definir o número de espiras e a geometria da curva terminal assim como o seu ponto de fixação para otimizar a taxa de precisão do movimento. Verso do Calibre FB-SPC @ Ferdinand Berthoud O novo movimento mecânico de corda manual é o resultado de um trabalho de mais de três anos de pesquisa e desenvolvimento, durante os quais nenhum detalhe foi deixado ao acaso. Posicionados às 9 horas, os três principais órgãos de escape - a roda de balanço, a ancora e a roda de escape - são, consequentemente, individualizados, distintos e proeminentes. O espaço amplo dedicado ao órgão regulador permite uma observação integral do seu funcionamento, para o que contribui a janela estanque posicionada na lateral da caixa às 9 horas. Filiação estilística – Um design inspirado nos relógios de bolso Enquanto que as coleções FB 1 e FB 2 fazem parte do legado dos cronómetros de marinha de Ferdinand Berthoud, a coleção FB 3 segue o estilo marcado pelo sobrinho, aluno e sucessor do Mestre: Pierre-Louis Berthoud (1754-1813), também conhecido apenas como «Louis Berthoud». Nascido em 1754 em Couvet, no Val-de-Travers, Suíça, Louis mudou-se para Paris a pedido do tio. Em 1784, tendo ajudado na fabricação e desenvolvimento dos cronómetros de marinha do seu Tio, este confiou-lhe a responsabilidade da gestão do seu ateliê, localizado desde 1754 na Rue de Harlay, ao longo da Place Dauphine em Paris. Foi sob o seu impulso, que a relojoaria independente ou privada sofreu um desenvolvimento considerável. A produção do ateliê passou a contar com o cunho pessoal de Louis Berthoud, algo que é reflectido na estética dos mecanismos da sua vigência. Foi ele que inaugurou um estilo enraizado na aparência altamente funcional dos cronómetros de marinha, onde a função ditava obrigatoriamente a forma. Cronómetro de Marinha Ferdinand Berthoud nº 14 @ Ferdinand Berthoud Uma abordagem feita numa altura em que o espírito da época estava a mudar do estilo barroco e opulento da monarquia para o neoclassicismo verificado durante os primeiros dias da República e posteriormente do Império. Graças ao seu talento excepcional, Louis Berthoud orientou a atividade do ateliê, acompanhando de forma natural as mudanças sociais e estilísticas do período em que trabalhou e viveu. Essa inspiração torna-se evidente quando olhamos para a coleção FB3. A nova caixa, redonda, disponível em ouro de 18 quilates branco ou rosa, recorda as curvas dos relógios de bolso do início do século XIX, tal como é o caso do relógio decimal nº. 26, construído em 1793 por Louis Berthoud e agora em exposição permanente na coleção Chronométrie Ferdinand Berthoud em Fleurier. FB 3SPC @ Ferdinand Berthoud Uma única linha traça as curvas do cristal abobadado e da fina luneta polida dos modelos FB 3, estendendo-se harmoniosamente ao longo da bracelete e das asas aparafusadas à caixa. Este conjunto elegante e coerente ecoa na espessura da caixa (42 mm de diâmetro por 9,43 mm de espessura), que se esbate no fundo para dar lugar ao verdadeiro espetáculo que é o movimento deste relógio. Filiação estética – Uma arquitetura projetada para dar destaque a cada detalhe A outra característica profunda da Chronométrie Ferdinand Berthoud baseia-se na sua capacidade de criar movimentos com uma arquitetura legível, gráfica e tridimensional. A platina principal é colocada no coração do Calibre FB-SPC e os componentes são montados em ambos os lados. Do lado do mostrador, um conjunto de seis pontes traça curvas e linhas diretamente inspiradas no trabalho de Louis Berthoud. Uma estética que se reproduz no verso por meio de dez outras pontes que formam uma espécie de mosaico justaposto. Frente do FB 3SPC @ Ferdinand Berthoud A indicação do tempo foi aqui reduzida ao mínimo absoluto: um aro ou bisel interno, periférico, para as horas, minutos e pequenos segundos às 6 horas. Ás 2 horas, o indicador da reserva de marcha foi gravado num sector graduado em segmentos de 12 horas de "0" a "1". O resto do mostrador, deixado deliberadamente em aberto, permite admirar a estética dos componentes do movimento, a sua disposição, assim como os acabamentos das superfície que alternam entre ângulos chanfrados e polidos e superfícies foscas criadas por acetinagem fina. Verso do FB 3SPC @ Ferdinand Berthoud A arquitetura do movimento é minimalista na aparência, escondendo bem a complexidade inerente. A flange das horas e minutos, em forma de anfiteatro, prolonga-se verticalmente até à platina principal. O disco de segundos, vazado e suspenso, apresenta-se fixo por baixo a uma ponte que lhe é dedicada. A ponte do balanço, com a sua forma distinta, é uma referência histórica ao relógio astronómico No. 3 de Berthoud. Posicionada às 12 horas, a ponte cilíndrica abrange um amplo ângulo de 120°, e recorda a ponte presente no No. 2575, um repetição de quartos construído por Louis Berthoud. Louis Berthoud nº 2575 @ The Naked Watchmaker A Berthoud afirma que foram necessárias mais de 100 horas para decorar os 230 componentes do movimento, com a finalidade de alcançar o maior grau de perfeição possível, e que caracterizam as criações assinadas pela Chronométrie Ferdinand Berthoud. O Chronomètre FB 3SPC está disponível em duas versões. A primeiro apresenta uma caixa em ouro branco de 18 quilates, componentes do movimento em ouro amarelo claro 2N e um mostrador cor de casca de ovo em latão prateado acetinado. A segunda está equipada com uma caixa em ouro rosa 5N de 18 quilates que emoldura uma escala de minutos envernizada a preto com componentes do movimento visíveis tratados com ródio negro. Os ponteiros de ouro de 18 quilates facetados desta versão, são esqueletizados e com ponta aberta, tendo-se inspirado num regulador astronómico construído por Ferdinand Berthoud em 1785, e que também pertencente à coleção Chronométrie Ferdinand Berthoud, estando em exposição permanente em Fleurier. FB 3SPC em versão com caixa em ouro branco@ Ferdinand Berthoud O novo Chronomètre FB 3SPC perpetua assim um dos elementos estilísticos mais emblemáticos da era de Louis Berthoud, os anos pós-revolucionários do início do século XIX, quando o relógio de bolso entrou numa nova era. A coleção Chronométrie Ferdinand Berthoud ganha assim um novo território de expressão, enraizado na cronometria histórica, mantendo-se inalterado o seu grau de acabamento e o seu nível de qualidade. A produção do Chronomètre FB 3SPC é limitada a um máximo de 25 relógios por ano, sendo disponibilizado pelo preço de 140.000 CHF. Para saber mais sobre a Ferdinand Berthoud, visite o sitio da manufactura aqui.

bottom of page