top of page

Resultados de pesquisa

1091 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Vencedor do Young Talent Competition - Maciej Miśnik

    Desde 2015, o Young Talent Competition permite descobrir a próxima geração de jovens aprendizes de relojoaria mais talentosos do mundo, apoia-os no seu caminho para a independência, identificando os seus feitos e colocando-os sob os holofotes. A F.P.Journe organiza o Young Talent Competition com o apoio da The Hour Glass, retalhista de relógios de luxo na região Ásia-Pacífico. Ambas as entidades visam perpetuar e apoiar a arte da alta relojoaria e cultivar a apreciação do extenso virtuosismo relojoeiro. Os critérios de seleção baseiam-se na realização técnica, na busca de complexidade na sua realização, na qualidade do trabalho manual, bem como no seu senso de design e estética. Os candidatos devem ter concebido e criado de forma independente um relógio ou uma construção relojoeira. O vencedor do Concurso de Jovens Talentos 2022 recebe um diploma e uma bolsa de CHF 20.000 da The Hour Glass e da F. P. Journe, que lhe permitirá comprar ferramentas de relojoaria ou financiar um projeto de relojoaria. O júri do Young Talent Competition 2022 é composto por personalidades de destaque na cena relojoeira internacional: Philippe Dufour, Andreas Strehler, Giulio Papi, Marc Jenni, Michael Tay, Elizabeth Doerr e François-Paul Journe. Vencedor: Maciej Miśnik Relógio de bolso inspirado nos cronómetros de marinha, com turbilhão e escape de detent 30 anos | Varsóvia, Polónia | Autodidata Certificado de Journeyman (grau entre aprendiz e mestre) em relojoaria Doutorado em física - Universidade de Tecnologia de Gdańsk na área de Espectrometria de Massa O relógio de bolso apresentado é inspirado nos cronómetros de marinha. A caixa é feita em latão, porém, para efeitos de contraste, o anel onde se prende a corrente e o seu suporte são feitos de prata. A maioria das peças foi feita na minha própria oficina sem recurso a máquinas CNC Foram apenas usadas máquinas básicas como tornos, fresadoras e ferramentas manuais. Para facilitar a leitura, os ponteiros de aço foram azulados. Maciej Miśnik acrescenta que "na minha opinião, os ponteiros azulados ficam muito bem em contraste com os marcadores pretos no mostrador prateado". Para maior complexidade, o ponteiro das horas salta uma vez por hora em vez de deslizar, como é o caso da maioria dos relógios. Características técnicas do movimento Como nos cronómetros de marinha, foi usado um escape de detent. A frequência de oscilação da roda de balanço é de 2 Hz. É bem conhecido que o escape de detent possui boas propriedades de resistência ao atrito, mas não a choques. "Devido a este aspecto, decidi fazer um relógio de bolso em vez de um relógio de pulso". Além disso, o relógio foi equipado com um turbilhão, reduzindo assim o problema de equilíbrio. Foram colocados dois tambores ​​para garantir torque suficiente. Um grande problema com relógios que usam turbilhão é a inércia da gaiola, por esta razão, os componentes da gaiola do turbilhão são normalmente muito finos e delicados. Embora a gaiola seja bastante pesada, 2 gramas, o problema da inércia foi reduzido. N escape, o pivot e a roda são ligados por meio de uma espiral de bronze. Há uma cápsula com dois rubis na roda, que corre no eixo de aço do pivot. A espiral é disposta de tal forma que segura a roda no pivot (a roda não cai). Assim que a gaiola pára, a roda de escape é libertada e a gaiola começa a girar. Quando a roda de escape pára em contacto com a palheta de rubi, a gaiola continua a mover-se e contrai a espiral, perdendo sua energia cinética, nesse momento inicia um recuo leve. O apoio da gaiola resulta de sua alta inércia e da força da espiral. Na maioria dos relógios de turbilhão, a gaiola pára com a roda do escape, causando uma alta força temporária nos elementos do escape e vibrações indesejáveis. No caso da solução apresentada, uma espiral absorve estas vibrações, à semelhança de soluções propostas, por exemplo, por Derek Pratt, Karol Roman etc. O exemplo do relojoeiro Derek Pratt pode ser visto em detalhe no seguinte artigo do Horological Journal de 1991: A Tourbillon indicating full seconds with carriage-mounted remontoire, twin barrels and up & down indicator. Made for Urban Jürgensen & Søner, Copenhagen. Por: Derek Pratt. A roda de balanço está equipada com uma mola Breguet-overcoil. Não há necessidade de registo na espiral devido às propriedades cronométricas. Dois parafusos na roda de balanço mantêm a regulação do período de oscilação. Outros parafusos são usados ​​para equilibrar a roda de balanço. A gaiola do turbilhão também está posicionada, por um contrapeso de prata. A prata foi usada devido à sua alta densidade. Fabricação dos componentes O relógio apresentado é feito de metais brutos. Nenhum elemento foi electro pintado ou chapeado. Apenas os ponteiros e três parafusos foram oxidados termicamente para azul. O efeito escuro do mostrador e a pequena placa com a assinatura ganharam a sua tonalidade devido a um sulfeto. Como referi, eu mesmo fiz a maioria das peças. Cada peça foi finalizada à mão. Na minha oficina não foram feitos: a corrente do relógio, vidro, 18 rolamentos de rubi, mola de balanço, 2 molas principais e 28 de 40 parafusos. Não gravei a assinatura; foi feito por um gravador profissional. Medição Diâmetro: sem dobradiça e fechadura, 4,9cm / com dobradiça e fechadura, 5,2cm Altura: 7,1cm - Profundidade: sem parafusos, 1,55cm / com parafusos, 1,67cm Peso: com chave e corrente, 112,2g / sem chave e corrente, 100,2g

  • “ZENITH ICONS: ACT II” em estreia na RE-Luxury em Genebra

    A semana dos leilões de Genebra, que decorre na cidade de Calvino desde o fim de semana passado, conta este ano com um evento paralelo. A RE-Luxury, abre portas de 4 a 7 de novembro no Hotel President Wilson, e estreia uma exposição dedicada a artigos de luxo vintage com cerca de trinta marcas entre participantes suíços e internacionais. É no âmbito desta iniciativa que a Zenith apresenta a sua coleção cápsula ZENITH ICONS: ACT II, com vista à promoção de relógios vintage devidamente certificados. Com o programa Zenith Icons, lançado em 2020, a manufatura passou a incluir na sua oferta peças Zenith raras e actualmente bastante procuradas dos anos 1960 a 1970. Peças que marcaram a sua época e se tornaram mesmo, em alguns casos, nas referências mais emblemáticas da marca. Desta vez, a marca da estrela decidiu expor uma colecção de cronógrafos El Primero produzidos durante a década de 1970, e que revelam uma época frequentemente ignorada, mas extremamente dinâmica da manufatura. Imagens @ Zenith As peças, disponíveis exclusivamente nas boutiques físicas e online da Zenith, são conhecidas como ZENITH ICONS, sendo adquiridas, restauradas e certificadas pelo departamento "Heritage" da Manufatura. A Zenith afirma que apenas este departamento capaz de traçar a história completa de qualquer relógio da marca alguma vez fabricado e garantir que todos os componentes são 100% originais. O objetivo é dar aos colecionados acesso ao conhecimento e uma transparência que muitas vezes é demasiado vaga e inacessível no mundo dos relógios vintage. A propósito da iniciativa, Julien Tornare, o actual CEO da Zenith, afirmou que “Um relógio mecânico é um dos poucos objetos raros que pode continuar a ser usado e apreciado para sempre, se for devidamente reparado e mantido. Mais do que acessórios intergeracionais ou de herança, os Zenith Icons são peças que fazem parte da história da Manufatura e que estamos a oferecer a colecionadores exigentes e apaixonados de todo o mundo." ZENITH ICONS: ACT II – O regresso a um Futuro-Retro O primeiro ato da Zenith Icons, focou-se em alguns dos primeiros e mais emblemáticos relógios equipados com o histórico calibre El Primero lançados em 1969. Com o segundo acto desta iniciativa, a Zenith leva-nos a explorar a era seguinte deste calibre ao longo da década de 1970. Imagens @ Zenith Enquanto que as primeiras referências da marca equipadas com o calibre El Primero revelavam proporções elegantes e aparentavam um ar quase clássico, a geração seguinte abandonou por completo esta noção, assumindo formas totalmente novas ao mesmo tempo que incorporava funções adicionais. A782 Ao inaugurar a segunda geração de cronógrafos automáticos da Zenith com o calibre El Primero juntamente com as ref. A781 e A783, a ref. A782 rende-se totalmente aos designs da era espacial dos anos 1970. Pela primeira vez, o calibre de cronógrafo automático de alta frequência El Primero foi incluído nas características robustas da linha DEFY, onde é montado em suspensão. Imagens @ Zenith Com apenas 1000 exemplos produzidos com esta configuração, o A782 é procurado pelo seu mostrador azul com índices horários estriados e um aro com flange espelhado e polido. A caixa em aço em forma “tonneau” com uma luneta de catorze lados e coroa de rosca, está associada a uma bracelete "lobster" em aço integrada e fabricada pela Gay Frères. A788 Apresentado conjuntamente com o A787 e o G787, o A788 revela um novo formato de caixa dentro da segunda geração de cronógrafos El Primero, assumindo uma estética de inspiração espacial e uma aparência volumosa. Imagens @ Zenith Marcadamente futurístico, o A788 destaca-se pela sua caixa em forma de almofada hexagonal, integralmente escovada, com linhas suaves e sem asas visíveis. O mostrador azul galvânico contrasta com os contadores de cronógrafos e escala de segundos prateados. De notar igualmente a presença de uma escala com pulsómetro em vez da escala taquimétrica convencional. A7817 "ESPADA" Uma adição surpreendente à segunda geração de cronógrafos El Primero, o A7817 é o primeiro modelo a integrar um calendário completo com fases da lua neste calibre, marcando o primeiro modelo oficial da linha "ESPADA". Imagens @ Zenith Combinando a alta frequência do El Primero como as características robustas da linha DEFY, o A7817 caracteriza-se pela sua caixa de aço em forma de “tonneau” com uma luneta de catorze lados e coroa de rosca. O mostrador prateado deste modelo, com contadores azul galvânico, escala taquimétrica e índices de hora aplicados estriados, inclui a indicação de calendário completo e das fases da lua. Acresce uma bracelete integrada "lobster" em aço de segunda geração. 01.0140.415 Entre os modelos mais raros da segunda geração dos El Primero, a ref. 01.0140.415 foi produzida num único lote de 500 exemplares. Espelhando os designs futurísticos da época, o modelo assume um visual da era espacial com volumes e formas mais pronunciadas. A combinação de uma luneta fixa de tonalidade azul galvânico com uma escala taquimétrica, é uma característica que o distingue da concorrência nesta altura. Imagens @ Zenith Entre as suas características mais distintas encontra-se também a contrastante caixa em aço em forma de “tonneau” com uma luneta fixa em azul galvânico com escala taquimétrica, o mostrador azul galvânico intenso e escovado com um novo estilo de índices de hora em bastão luminescentes e uma bracelete integrada "lobster" em aço de segunda geração. 01.0200.415 “TV Screen / Big Blue” Coroando a segunda geração do El Primero, o "TV Screen” com a ref. 01.0200.415 apresenta um design marcante e imediatamente reconhecível através da sua caixa, mostrador e botões de cronógrafo claramente inspirados na estética das televisões da época. Imagens @ Zenith Uma referência notável entre os cronógrafos em aço El Primero, a ref. 01.0200.415 apresenta uma caixa em aço retangular em forma de "TV screen" com botões “toggle” patenteados, um mostrador azul-escuro metálico, contadores retangulares em forma de "TV screen" e aro com flange inclinado, apresentados numa bracelete com três elos em aço marcada com o logotipo da Zenith utilizado a partir de 1972.

  • A Arte de Bautte, Moulinié e Moynier

    @ Sothebys O objecto, propriedade de uma coleção privada europeia, apenas pode ser descrito como sendo verdadeiramente de luxo. A fenomenal peça proposta a leilão pela Sothebys sob o Lote nº 1233, é descrita como um raro e importante telescópio extensível em ouro e esmalte com pérolas combinado com um relógio de bolso. Incluído no leilão “Fabergé, Gold Boxes & Objets de Luxe”, que termina a 15 de Novembro próximo, a peça foi produzida pelos célebres e históricos ateliers da Moulinié, Bautte & Co, Genebra, por volta de 1810. O fabricante, bem conhecido de quem já teve a oportunidade de apreciar um exemplar das suas famosas pistolas de perfume ou com pássaro cantante, é sem dúvida merecedor de ser recordado aqui no IPR, apesar de nem sempre as fontes estarem de acordo quanto à versão da história a que se devem subjugar. Pistolas dispensadoras de perfume por Moulinié, Bautte & Cie @ Christies Sobre Bautte, Moulinié e Moynier Jean-François Bautte (1772-1837) e Jean-Gabriel Moynier (1772-1840) foram dois destacados artesãos de origem suíça, que trabalharam tanto em parceria como por conta própria, e criaram algumas das mais belas criações no campo da relojoaria e da joalharia. Jean-François Bautte @ FHH No caso de Jean-François Bautte, este acabou por ficar para a história por 3 razões fundamentais. Não só fundou a mais completa manufatura de relojoaria do seu tempo em Genebra, contribuindo para a consolidação da posição da Suíça como centro mundial da relojoaria fina, como concebeu e construiu peças extraordinárias para as cortes reais da Europa e as mais distintas entidades e dignatários de todo o mundo. Um currículo a que se deverá acrescer o facto de Bautte ter sido um dos criadores do conceito que hoje conhecemos como relógio extra plano. O filho de Marie Anne Mare e do esmaltador genebrino Abraham Bautte, nasceu em Genebra a 26 de março de 1772, e foi batizado na igreja de St. Gervais a 13 de abril de 1773. Apesar do seu inicio de vida não ter sido fácil tendo ficado órfão com tenra idade, em 1789, e com apenas 17 anos, Bautte inicia a sua aprendizagem no atelier de “caixas” de Jacques-Dauphin Moulinié (1761-1838) e Jean-François Blanchot. É neste ambiente das “Fabriques Genevoises” que Bautte demonstra uma inegável mestria nas artes da relojoaria, joalharia, gravação e na produção dos mais diversos objectos em ouro e prata tornando-se no verdadeiro impulsionador da empresa. É esta invulgar capacidade que o leva, com apenas 19 anos, a assinar pela primeira vez o seu nome no mostrador de um relógio. Relógio de bolso assinado Jean-François Bautte a Geneve @ Sothebys Em 1793 associa-se a Jacques-Dauphin Moulinié para fundar a “Moulinié & Bautte, monteurs de boîtes”, então um reconhecido fabricante de caixas, exercendo também uma vertente comercial. Aliás, na obra de Jacquet e Chapuis “História e Técnica do Relógio Suíço”, Bautte é já descrito como sendo também um “comerciante nato”. Com a entrada do relojoeiro Genebrino Gabriel Moynier (1772-1840) na sociedade a 1 de Outubro de 1804, a empresa passa a denominar-se “Moulinié, Bautte & Cie, fabrique d´horlogerie”, registada como “pour la commerce d'horlogerie et bijouterie”. Era especializada principalmente na área da relojoaria apesar da produção menor de joalharia ter uma procura substancial. Com sede em Genebra, a empresa tem filiais em Paris e Florença e atende clientes em todo o mundo: China, Índia, Espanha, Itália, França, Inglaterra e Áustria. É neste período que o telescópio que aqui destacamos foi produzido. A sociedade tripartida acabou por não vingar, mas representou um período de enorme sucesso para Bautte, que se tornou no mais importante comerciante de relojoaria de Genebra. Por volta de 1810, a empresa contava com mais de 60 trabalhadores no atelier e pelo menos 30 a trabalhar a partir de casa na produção dos seus relógios e jóias (fontes alternativas indicam cerca de 300 trabalhadores). Port du Molard, Genebra em 1810 @ Public Domain A partir de 1821, com a saída de Moulinié, o sócio mais antigo que agora se aposentava, a denominação passa a “Bautte et Moynier” com atelier no nº 61 da Rue du Rhône em Genebra. Durante os 5 curtos anos que a parceria durou, Jean-François Bautte e Gabriel Moynier produziram peças de extrema beleza e complexidade ao nível do melhor que se fazia nesta época atraindo os clientes mais cobiçados da nobreza, mesmo além fronteiras. Entre os clientes mais famosos de “Bautte & Moynier” estavam variadíssimos membros das famílias reais e da aristocracia europeia: a rainha Vitória e a duquesa de Clermont-Tonnerre são apenas alguns dos nomes inscritos nos livros de registo. Não admira pois que, à imagem de Breguet, o nome de Jean-François Bautte apareça nas obras literárias de Alexandre Dumas (pai), Balzac e John Ruskin. Alexandre Dumas (pai) @ Public Domain “A joalharia mais elegante de Genebra é sem dúvida a de Bautte; é difícil imaginar uma coleção mais rica dessas mil maravilhas que enlouquecem a alma de uma mulher; é o bastante para fazer uma parisiense enlouquecer, é o bastante para fazer Cleópatra estremecer de inveja no seu túmulo. Alexandre Dumas, in Impressões de uma viagem à Suíça, 1833 John Ruskin @ Public Domain "A visita à casa de Bautte era feita com apreensão, como se fossemos ver o nosso banqueiro. Quase nenhuma indicação no edifício; apenas uma simples placa de latão ao lado da entrada estreita e abobadada. O beco dava para um pátio semelhante a um claustro, e uma grande escada aberta, larga o suficiente para duas pessoas, levava ao portão verde. Ai, parava-se para ganhar coragem antes de entrar. A sala não era grande e tinha apenas um balcão a um canto. Nada estava exposto neste balcão atrás do qual dois funcionários de confiança compareceram. Na parte de trás, perto da janela, estava um dos proprietários da casa à sua secretária, o Sr. Bautte, o seu filho ou o seu sócio. Nesse momento era preciso dizer o que se queria e ser resoluto. Na loja de Bautte, nada era colocado apenas para atrair a vista. Caso se pretendesse uma pulseira, uma pregadeira, um relógio liso ou esmaltado, serenamente uma selecção seria colocada à nossa frente. Não havia grandes pedras, nem jóias vistosas, mas belos trabalhos, feitos do mais puro ouro, esmaltes notáveis ​​pelas suas cores, todos exibindo uma certa finesse Bauttesca, guirlandas entrelaçadas que um olho experiente reconhecia como sendo do estilo de Paris ou Londres. Essas peças, de preço modesto, duravam toda a vida. Saía-se da loja de Bautte com uma sensação de dever cumprido, de tesouro possuído e de uma nova base para a respeitabilidade da sua família”. John Ruskin, in Praeterita, 1887 Em 1826 é a vez de Bautte sair para fundar a Bautte & Cie dando inicio a uma produção de movimentos, caixas de relógios, mostradores, peças de joalharia e autómatos, mas também criações experimentais. Em 1828, apresenta na Exposição de Genebra doze modelos de demonstração com o sistema de escape concebido por Antoine Tavan (1749-1836) para os irmãos e relojoeiros Melly (ativos entre 1790 e 1829). Jean-François Bautte morre em 1837, sendo enterrado no Cemitério de Plainpalais em Genebra. Nesse mesmo ano, a 20 de dezembro, é constituída a Jean-François Bautte & Cie, fabricante de relógios e peças de joalharia, pelo seu filho Jacques Bautte (1806-1885) e o genro Jean-Samuel Rossel (1799-1881). A empresa continuou a funcionar até 1855, quando se tornou na “Rossel-Bautte & cie”, e, posteriormente, em 1860 passa a denominar-se “J. Rossel & fils”. Constant Girard-Gallet @ Public Domain Em 1883 é Jacques Rossel (1824-1896), filho de Samuel e neto de Bautte, que dirige os destinos da empresa, da qual é agora o único proprietário. Com a sua morte em 1887, a empresa passa para as mãos do relojoeiro Felipe Hecht e posteriormente para o seu filho, Juan Hecht. E é esta empresa que Juan acaba por vender em 1906 ao parente e amigo Constant Girard-Gallet, nada menos que o proprietário da Girard-Perregaux & Cie (La Chaux-de-Fonds). A peça vista à lupa Mas voltemos ao nosso telescópio extensível. A Sothebys faz-nos uma excelente descrição dos detalhes desta peça que, distendida, alcança 51 cm de comprimento. A leiloeira refere também que o lote se destaca pela sua importância no que diz respeito ao desenvolvimento da técnica do esmalte e da sua pintura ou decoração: “trata-se de um exemplo muito antigo da técnica do esmalte “taille d’épargne”, mais requintado, e que nesta qualidade só se esperaria ver cerca de uma década depois. É particularmente interessante ver que nesta peça o pintor de esmalte ainda estava a imitar o intrincado trabalho de “paillon” que passara a estar na moda em Genebra e Hanau a partir da década de 1790.” @ Sothebys O instrumento óptico tem uma forma tubular, com a lente emoldurada a esmalte preto, um colar de esmalte azul translúcido dentro de aros dourados e dois bordos perolados. As laterais foram esmaltadas de forma artística com cartelas em forma de natureza morta incluindo pêssegos, ameixas e uvas sobre um fundo de esmalte escarlate translúcido sobre “guilloché”. Este encontra no interior de um bordo de esmalte dourado e branco terminando em elementos de girassol cinzelados, ornamentos de esmalte verde translúcido em forma de amêndoa dentro de bordo branco opaco numa transição para treliça em azul claro. Sobre um fundo de esmalte preto opaco decorado com elaboradas coroas de flores segundo a técnica “taille d’épargne”, foram incorporados amores-perfeitos, rosas, tulipas, girassóis e folhas de videira, para além de uvas e bagas em cores vibrantes opacas e translúcidas, cercadas por folhagens frondosas aplicadas em “paillon”. O conjunto está emolduradas por meias pérola em cada lado, estando a lente frontal definida com um relógio de bolso destacável com mostrador em esmalte branco e numeração romana. Também este está circundado por um bordo de meias pérolas. @ Sothebys Na peça é visível a marca de ourives “MB” com uma chave no meio de um losango vertical, no que é uma variação da marca utilizada por Jean-François Bautte. A marca data presumivelmente do período posterior a 1808, enquanto que a marca “MB & C", um pouco mais conhecida e também com um losango, data do período entre 1804 e 1808 quando Bautte trabalhou em parceria com Moulinié e Jean-Gabriel Moynier (1772-1808). @ Sothebys A estimativa de valor da Sothebys para esta peça com o número de série 4771, é de entre 40.000 a 60.000 francos suíços e pode ser vista online aqui. Mais informações em Sothebys.com

  • A PERPÉTUA GENIALIDADE

    por: Telo Ferreira Canhão A genialidade é intemporal. Esta é uma história sobre invenções geniais como o relógio de tipo roller ball, um pêndulo voador, ou os engenhosos mecanismos de escape de Leonardo Da Vinci e ainda, sobre algumas ligações improváveis como a de Tolkien à relojoaria. Calendário Perpétuo Da Vinci IWC, International Watch Company, em ouro rosa de 18K, com o número de referência IW392101. Dados básicos Marca: IWC Modelo: Da Vinci Perpetual Calendar Número de referência: IW392101 País de fabrico: Suíça Ano de fabrico: 2022 Género: relógio de homem/unissexo Movimento Movimento: automático Calibre/Movimento: 89630 Reserva de corda: 68 h Número de rubis: 51 Destaque: calibre manufacturado inhouse com turbilhão Caixa Material da caixa: ouro rosa 18 K Diâmetro: 43 mm Espessura: 15,7 mm Estanqueidade: 3 ATM (30 metros) Vidro: cristal de safira Algarismos do mostrador: árabes Material da luneta: ouro vermelho Mostrador: prata Fundo: cristal de safira transparente Funções: Calendário perpétuo com indicação da data, dia da semana, mês, ano com quatro dígitos e fases da lua perpétuas; Cronógrafo com função flyback; Função de parar nas horas, minutos e segundos; Contador totalizador de horas e minutos; Ponteiro pequeno dos segundos com dispositivo de paragem; Indicador de reserva de marcha. Fig. 1 – Provável auto-retrato de Leonardo Da Vinci, c. 1512. Giz vermelho sobre papel. Biblioteca de Turim. A linha IWC Da Vinci nasceu em 1969 e até hoje viu dezenas de versões e estilos. O nome desta linha é uma justa homenagem ao génio universal que foi Leonardo da Vinci (1452-1519), que se destacou como pintor, escul-tor, arquitecto, cientista, matemá-tico, engenheiro, inventor, anatomis-ta, botânico, poeta, músico e, até, como gastrónomo. O renascentista da viragem do século XV para o século XVI era tão apaixonado pela medição do tempo e pelos relógios da sua época, que os seus trabalhos de mecânica influenciaram bastante a concepção dos relógios actuais, chegando a desenhar diferentes tipos de escapes e mesmo um relógio completo. Ele registou também deta-lhes de alguns materiais que seriam usados para fazer o relógio, incluindo diamantes e pedras. Embora esta linha não seja tão popular quanto as linhas Portugeiser e Big Pilot’s Watch, ela tem apresentado uma boa quantidade de inovações e pontos de referência da marca. Este texto começou a delinear-se com a minha presença na conferência RODA Mensal de dia 16 de Julho de 2022, que teve por título «Relógios Insólitos». Foi cativante ver todos aqueles relógios, ouvir as explicações de Sílvio Pereira sobre cada peça, e conhecer a história de alguns deles. Mas, na realidade, o relógio que mais me despertou a atenção, não esteve presente fisicamente, por ser uma máquina de grande sensibilidade e de difícil acerto sempre que é deslocada. Conhecemo-lo através de um filme que o orador nos mostrou. É evidente que todos os outros relógios mereceram a nossa atenção, mas com aquele, sem que eu soubesse ainda a verdadeira razão, tive uma sensação de déjà vu. Era um relógio semelhante ao que se segue. Fig. 2 - Relógio de bola rolante Congreve na sua caixa. As explicações sobre o funcionamento do relógio não faltaram, mas o nome e a origem do relógio não foram referidos na apresentação. Comprovei-o no vídeo da sessão. Por isso procurei-as. Este relógio de mesa é um relógio de bola rolante Congreve (Congreve Rolling Ball Clock). Deve o seu nome ao facto de ter sido inventado pelo oficial de artilharia inglês e inventor Sir William Congreve (1772-1828), que o patenteou em 1808. Para regulador de escape, este relógio de latão tem como alternativa ao pêndulo o deslizamento ziguezagueante de uma esfera de aço de cerca de um centímetro de diâmetro ao longo das ranhuras de uma plataforma inclinada, que inverte a inclinação sempre que a esfera atinge o final de cada ciclo de 30 segundos e acciona o escape. Contudo, não é um relógio muito confiável, pois o tempo que a esfera leva a percorrer o seu caminho varia muito, dependendo da limpeza da pista e da esfera, e como a plataforma está alinhada horizontalmente, acumula facilmente alguma poeira. Fig. 3 – Pormenor da plataforma inclinada onde rola a esfera do relógio de bola rolante Congreve. Quando o escape é accionado, os ponteiros dos três mostradores avançam, vendo-se particularmente bem o salto de 30 segundos do ponteiro dos segundos, no mostrador mais à direita em algarismos árabes. Ao centro temos o mostrador dos minutos, também em algarismos árabes, e, à esquerda, o mostrador das horas em numeração romana. Fig. 4 – Pormenor dos mostradores do relógio de bola rolante Congreve. Para regularizar a força motriz transmitida à rodagem, o relógio tem um fuso onde se enrola uma corda, ou corrente, que está presa ao exterior de um tambor. Fig. 5 – Pormenor do fuso e do tambor do relógio de bola rolante Congreve. Obviamente que é necessário dar-lhe corda, tendo para isso uma chave. Este relógio mecânico tem uma reserva de energia de oito dias. Fig. 6 – O relógio de bola rolante Congreve e a sua chave. Como Congreve não era relojoeiro, teve que arranjar alguém do ramo que pudesse produzir o seu relógio. A escolha recaiu sobre a Gravell & Tolkien, fundada em 1792 por Jonh Benjamin Tolkien (1752-1819), o trisavô de J. R. R. Tolkien, o académico de Oxford e autor dos livros de fantasia O Hobbit e O Senhor dos Anéis, e por William Gravell (1763-1844), que ao assumirem a manufactura Erdley Norton em Londres, passaram a fabricar e vender relógios sob o nome Gravell & Tolkien. Construíram a primeira versão do relógio, movida por um peso, que Congreve apresentou ao Príncipe de Gales em 1808, doze anos antes deste ser coroado rei com o nome de Jorge IV. A segunda versão deste relógio já era accionada por uma mola e parece ter sido construída por um tal John Moxon, integrando actualmente a colecção do Palácio de Buckingham. Curiosamente, no Museu Nacional da Escócia existe um relógio tipo Congreve feito pelo relojoeiro de Edimburgo Robert Bryson com uma placa que lhe atribui a sua realização a 1804, quatro anos antes de William Congreve registar a sua patente. Erro na data, impressa no registo da patente ou simples casualidade? Fig. 7 e 8 - Exemplar do Museu Nacional da Escócia e ampliação da sua placa com a data de 1804. Fig. 9 - Exemplar do Museu Britânico feito por volta de 1820. Fotografia de Mike Peel (www.mikepeel.net). Já antes de Congreve registar a sua patente, outros dois inventores, o engenheiro francês Nicolas Grollier de Servière (1596-1689) e o fabricante de relógios alemão Johann Sayller (1597-1668), tinham testado modelos de relógios roller ball. O primeiro, embora usasse também uma só esfera, em vez de a fazer ziguezaguear fazia-a rolar em linha recta num plano inclinado ou num trilho em espiral; a versão do segundo também usava um ziguezaguear, mas numa plataforma fixa e utilizando várias esferas que corriam continuamente. Parece que Congreve não teve conhe-cimento de que os relógios roller ball tinham sido inventados anteriormente. No dia 16 de Setembro de 2022 aceitei o convite e fui, pela primeira vez, a casa do meu colega de turma de relojoaria José Campos, ver a sua colecção de relógios. É, sem dúvida, uma excelente colecção sobretudo de relógios de parede, de pé alto e de mesa. São cerca de 300, que foi adquirindo para restaurar, caixas e máquinas, estando todos a trabalhar. Em cima da mesa de trabalho, meio montado meio desmontado, estava um relógio do tipo bola rolante Congreve. Tinha ouvido Sílvio Pereira dizer que eram máquinas raríssimas que praticamente só se encontram em museus, e que em Portugal só conhecia duas, a dele e uma outra na Casa-Museu Medeiros de Almeida. Mais surpreendido fiquei ao saber que este tinha sido feito por um português, José Maria Taborda, cujas iniciais, JMT, figuram no topo do relógio de ambos os lados, bem como um T na chave da corda. Obviamente que também este relógio trabalha, depois de ter sido alvo de um restauro trabalhoso, mas profícuo, tendo sido desmontado e montado várias vezes. Com imagens realizadas pelos dois, eis o registo do seu relógio tipo Congreve. Fig. 10, 11, 12, 13 e 14 – Relógio de bola rolante tipo Congreve do coleccionador José Campos. Na sua campânula com a chave à frente (8); pormenores dos seus mostradores (9), da placa, do movimento (10), com destaque para o fuso, a corda e o tambor (11), e das iniciais do construtor do relógio (12). Vid. 1 – Relógio do tipo roller ball Congreve em movimento. Propriedade de José Campos. Esgravatando informações, fiquei a saber que estas máquinas não são únicas e estão longe de serem raras. O que não faltam são reproduções modernas de relógios roller ball do tipo Congreve. E dos mais variados preços! São fabricados sobretudo por relojoeiros e empresas inglesas, como a Comitti, que os produz numa liga de latão prateado em vez de dourado (quanto menor for a quantidade de cobre mais claro ele fica, e se se juntar ainda ao cobre e ao zinco uma percentagem de níquel obtém-se a cor prata), a David Peterson Clocks, que fabrica mesmo malas para acondicionar cada relógio produzido, ou a Thwaites & Reed, que inclui numa chapa frontal o número de unidades produzidas. Na legenda em baixo lê-se: «This is Clock Nº 49 of a Limited Edition of 100. Made in 1973 by Thwaites & Reed Limited». Certamente, Sílvio Pereira referia-se aos relógios de bola rolante oitocentistas! Fig. 15 – Cometti. Fig. 16 e 17 – David Peterson Clocks. Fig. 18 e 19 – Thwaites & Reed Do outro lado da sala encontrei outro relógio que despertou em mim uma sensação semelhante ao anterior: um relógio de pêndulo voador. Apelidado de «o relógio mais louco do mundo» devido ao movimento do seu escape, este relógio de flying ball foi inventado e patenteado por Christian Clausen de Minneapolis, Minnesota, em 1883. Originalmente foi vendido em 1884-1885 pela New Haven Clock Company, sob o nome de Jerome & Comp. Em 1935, um conhecido coleccionador de relógios, o Dr. Rowell, associou o relógio à personalidade do rato da história aos quadradinhos Krazy Kat, e chamou-lhe «Ignatz», nome porque ainda hoje é conhecido. Os relógios originais da New Haven hoje são bastante raros, mas na década de 1960 foram feitas reproduções na Alemanha, que a Horolovar Co. de Bronxville, em Nova Iorque, importou. Eram feitos em mogno e latão. Fig. 20, 21, 22, 23 e 24 – Um relógio de pêndulo voador vendo-se no mostrador a indicação da data da patente (PATD OCT 9TH 1883), o nome da Jerome & Comp., e por baixo do VI, West-Germany (22). Na parte de trás uma chapa circular tem gravado em cima Horolovar e em baixo The Horolovar Co., Bronwille – New York, Made in Germany (24). O relógio de pêndulo voador Jerome & Comp. Horolovar é um relógio de mesa (26 x 17 x 8 cm) com um escape de pêndulo de bola. O mecanismo é posto em funcionamento pelo trabalho de um braço oscilante. Este braço, fixo num eixo central, tem pendente um fio com uma esfera na ponta que o mantém aprumado. Ao balançar em arco, o braço faz com que o fio encontre um dos lados da barra superior de um T, com duas pontas nas extremidades, viradas para baixo, lançando o fio para um dos dois postes verticais laterais fixados à base. Fig. 25 e 26 – À esquerda a máquina do relógio e o eixo central do pêndulo voador equilibrado no eixo interno que lhe transmite o movimento, e à direita uma vista parcial da engrenagem do relógio. Com a força de projecção e o peso da bola, o fio enrola-se no poste até chegar à bola. A força é suficiente para imediatamente se desenrolar e balançar no sentido inverso, projectando-se para o outro poste e repetindo a operação de enrolar e desenrolar. Em termos de precisão este tipo de relógios atrasa diariamente entre 5 a 10 minutos. Há vários disponíveis na Internet. O preço e o estado de conservação variam muito. O exemplar que encontrei em casa do José Campos, na primeira vez que o vi, não estava ainda reparado nem afinado, sendo notória a falta do ponteiro dos minutos. Entretanto essa falha foi suprimida e este flying ball já tem os seus dois ponteiros. Na chapa circular traseira, presa com parafusos de circunstância, não consta qualquer inscrição. Contudo, o mostrador tem bem visíveis a indicação da data da patente (PATD OCT 9TH 1883), o nome da Jerome & Comp., e por baixo do VI, West-Germany. Fig. 27, 28, 29, e 30 – O relógio de pêndulo voador (27), o escape de pêndulo de bola (28), o mostrador com a indicação da data da patente (PATD OCT 9TH 1883), o nome da Jerome & Comp. e, por baixo do VI, West-Germany (29), e a chapa circular posterior sem qualquer registo (30). Propriedade de José Campos. Víd. 2 - Relógio do tipo flying ball em movimento. Propriedade de José Campos. Um especial agradecimento ao José Campos pela amabilidade, disponibilidade e permanente estímulo manifestados em relação a todos os meus pedidos, e à concessão de autorização para tornar públicos os seus relógios, que preparou e fotografou especialmente para o momento. Numa deslocação a Florença, visitei o Museu Interactivo Leonardo da Vinci, onde pude ver uma série de reproduções tridimensionais de esboços e desenhos dos seus cadernos. Por outro lado, numa edição exclusiva para o Diário de Notícias do livro de Frank Zöllner, Leonardo da Vinci II. Desenhos e Esboços. Colónia/Londres/Los Angeles/Madrid/Paris/ Tóquio, 2005, que possuo, encontrei no capítulo 12, «Estudos de engenharia e maquinaria», reproduções do Codex Atlanticus, que está na Biblioteca Ambrosiana de Milão, e do Codex Madrid I, este da Biblioteca Nacional de Madrid, alguns dos quais que, de uma ou de outra forma, acabariam por ser utilizados na concepção de relógios. Fig. 31 – Fotografia do autor da sala principal do Museu Interactivo Leonardo da Vinci, em Florença. Fig. 32 e 33 - Estudo sobre a função das rodas dentadas e mecanismo de compensação da força de uma mola, 1493-1497, Codex Madrid I, Ms 8937, fol. 7r e Ms. 8937, fol. 14r. Fig. 34 e 35 – Estudo para o mecanismo de alarme de um relógio, que serviu também de estudo sobre a força decrescente de uma mola a desenrolar-se, e desenho de um mecanismo de relojoaria, 1493-1497, Codex Madrid I, Ms 8937, fol. 15r e Ms. 8937, fol. 27v. Fig. 36 e 37 – Mecanismo de movimento de uma roda dentada, e mecanismos para transmissão de forças de intensidade desigual, 1493-1497, Codex Madrid I, Ms 8937, fol. 28r e Ms. 8937, fol. 28v. Fig. 38 e 39 – Dispositivo mecânico para a transmissão de movimento, e mecanismo de vaivém com manivela, 1493-1497, Codex Madrid I, Ms 8937, fol. 30r e Ms. 8937, fol. 30v. Fig. 40 e 41 – Mecanismo para transmissão de forças por meio de rodas dentadas e manivelas, e estudo sobre a força mecânica de uma mola, 1493-1497, Codex Madrid I, Ms 8937, fol. 31r e Ms. 8937, fol. 4r. Fig. 42 e 43 – Estudo sobre a força decrescente de uma mola a desenrolar-se, e mola temperada com engrenagem de voluta, 1493-1497, Codex Madrid I, Ms 8937, fol. 16r e Ms. 8937, fol. 45r. À saída, na estratégica loja do Museu, onde se procura sempre, no mínimo, um catálogo, encontrei vários modelos que, ao reproduzirem tridimensionalmente as ideias de Leonardo Da Vinci, são, indiscutivelmente, muito mais do que simples kits para brincar. Segundo as fichas técnicas de alguns destes modelos, eles não são considerados simplesmente brinquedos, mas modelos à escala destinados a serem um hobby. Trouxe uma série deles, mas só três nos interessam agora: o Da Vinci Rolling Ball Timer, o Da Vinci Flaying Pendulum Clock e o Da Vinci’s Clock. Sobre o primeiro, o folheto no seu interior diz o seguinte: «O Rolling Ball Timer de Da Vinci foi desenvolvido a partir de um desenho do caderno de Leonardo sobre o conceito de um mecanismo de escape. O kit usa os princípios da gravidade e da cinética para medir a passagem do tempo. Ele emprega engrenagens de precisão para alimentar uma plataforma num padrão de vaivém que impulsiona uma bola rolante. Quando concluído, apresenta conceitos relativos às leis do movimento.» A fonte de energia deste relógio/brinquedo é um balanço em forma de braço com uma cesta onde se colocam algumas moedas até atingir o peso necessário para provocar um movimento contínuo e suave. Esse movimento também pode ser encontrado ajustando a cesta mais, ou menos, à ponta no braço, o que também faz variar a velocidade do movimento: mais à ponta é mais rápido, mais ao centro é mais lento. Puxa-se o braço para cima e, ao soltá-lo, a força da gravidade faz com que ele vá descendo transmitindo a sua energia à plataforma onde gira uma esfera metálica numas ranhuras que, num movimento de vaivém, faz a placa inclinar-se alternadamente para um lado ou para o outro. Esta esfera é o regulador, que inverte a inclinação da plataforma quando atinge o final de cada ciclo e acciona o escape desse lado. Sempre que isso acontece, um ponteiro avança na escala colocada na frente deste relógio de bola rolante. Fig. 44, 45 e 46 – Três imagens, superior, posterior e anterior, do kit plástico do relógio de bola rolante da ITALERI, produzido segundo os desenhos de Leonardo da Vinci. Propriedade do autor. Víd. 3 e 4 – Vista anterior e superior lateral, do kit plástico do relógio de bola rolante da ITALERI em movimento. No folheto que acompanha o segundo podemos ler: «Leonardo da Vinci era fascinado por mecanismos de escape que medem o tempo. Ele estudou vários. Com base no seu trabalho, o kit usa as leis do movimento e um escapamento de pêndulo “voador” para manter o tempo preciso. O peso do pêndulo actua como fonte de energia do relógio.» Também a fonte de energia deste relógio/brinquedo é uma cesta presa a uma corda onde, se colocam algumas moedas até atingir o peso necessário para provocar um movimento contínuo e suave. Depois de se dar corda na roda apropriada, a cesta vai descendo do braço elevado em que está suspensa, graças ao sistema de roldanas. A sua energia é transmitida a escape um e de pêndulo «voador» cujo movimento é o regulador do relógio. O pêndulo «voador» vai de poste em poste, enrolando-se e desenrolando-se duas vezes de cada lado, uma à volta do pino superior e outra à volta do pino inferior, seguindo depois para os postes do outro lado onde faz exactamente o mesmo. Na parte da frente do relógio existem dois mostradores, mas, no caso deste kit, não se pode dizer que sejam o mostrador dos segundos e o mostrador das horas, uma vez que o ponteiro da esquerda faz uma rotação em cerca de um minuto (60 segundos), mas o da direita faz uma rotação apenas em 30 minutos (1.800 segundos). Estes brinquedos também carecem de afinação e no vídeo podemos verificar que o kit não está perfeitamente afinado. Fig. 47 e 48 – Duas imagens de um kit plástico do relógio de pêndulo voador da ACADEMY, produzido segundo os desenhos de Leonardo da Vinci. Propriedade do autor. Víd. 5 – Relógio de pêndulo voador de um kit plástico da ACADEMY em movimento. Finalmente, no folheto do terceiro kit lê-se: «O génio de Leonardo Da Vinci dispensa apresentações. Todas as suas invenções e ideias escritas por ele no Codex Atlanticus estavam em muitos sentidos na vanguarda. Muitos delas, que hoje tomamos como garantidas, são baseados nos seus pensamentos e visões. Em relação ao relógio, Leonardo da Vinci não foi o inventor, ele apenas o melhorou. O relógio tem dois mecanismos separados: um para as horas e outro para os minutos, todos feitos por uma elaborada conexão entre pesos, engrenagens e cordas.» Os relógios mecânicos primitivos apareceram na Europa nos finais do século XIII, apenas para ritmar o funcionamento de engenhos astronómicos. Eram máquinas enormes, muito complexas e pouco precisas, colocadas no topo de torres, com indicações sobretudo astrais. Com a mudança de mentalidades e de comportamentos do Renascimento, tudo se alterou. Entre outros, surge Leonardo da Vinci que, na viragem do século XV para o século XVI, de tão apaixonado que era pela medição do tempo e pelos relógios da sua época, pensou e registou diversas idéias mecânicas que influenciaram bastante a concepção dos relógios actuais, como antes afirmámos. Leonardo da Vinci concebeu um relógio onde encontramos os elementos essenciais de qualquer relógio mecânico: a fonte de energia constituída por um «peso-motor» que funcionava por acção da gravidade desenrolando a corda que uma chave colocada entre os dois mostradores enrolara externamente num tambor, transmitindo a energia necessária ao funcionamento de todo o mecanismo (neste relógio/brinquedo, mais uma vez é uma cesta onde se colocam algumas moedas até atingir o peso necessário para provocar um movimento descendente contínuo e suave da corda onde está suspensa; como o seu posicionamento é lateral, existe do lado oposto um contrapeso para manter o relógio equilibrado); o contador, simultaneamente transmissor, constituído por um conjunto de rodas dentadas e carretes, designados por rodagem, que, graças ao número de dentes de cada uma, determina a quantidade de voltas que cada peça deve executar num determinado espaço de tempo, transmitindo aos órgãos seguintes o movimento rotativo que recebe da fonte de energia; o oscilador, que divide o tempo em fracções muito pequenas e iguais, era uma barra horizontal com pesos em ambas as extremidades que ao serem deslocados ao longo da barra aumentavam ou diminuíam o ritmo das oscilações ─ mais lento nas pontas e mais rápido ao centro ─, a este balanço chamava-se foliot, e ele oscilava sobre um eixo vertical que funcionava como um escape de vara, em que duas patilhas com que terminava em baixo serviam para mover as duas grandes rodas com pinos salientes, que embora fossem diferentes da roda catarina tinham a mesma função de transmitir movimento ao foliot; o indicador onde se podiam ver as unidades de tempo medido que, neste caso, era constituído por dois mostradores onde se podiam registar o andamento das horas, no maior em cima, e dos minutos, no mais pequeno em baixo, que dá 60 voltas enquanto o das horas dá uma volta. Embora se possa dizer que são os mostradores das horas e dos minutos, este kit no vídeo não está afinado de forma a contar com precisão as horas e os minutos. Aliás, nem o seu movimento é constante e equilibrado. Isto são brinquedos de plástico e, não têm qualquer veleidade em serem precisos. Servem apenas para verificar a genialidade de Leonardo Da Vinci. Fig. 49 e 50 – Duas imagens de um kit plástico do relógio de Da Vinci, da ITALERI, produzido segundo os desenhos de Leonardo. Propriedade do autor. Víd. 6 – Relógio de Da Vinci de um kit plástico da ITALERI em movimento. Em conclusão, o modelo da IWC Da Vinci Perpetual Calendar é uma justa homenagem ao génio de Leonardo Da Vinci, que não conhecia limites e ia muito para além da relojoaria, sendo notório que uma boa parte dos seus contributos alteraram a nossa forma de ver o mundo. Felizmente para nós, Leonardo tinha como uma das suas principais motivações conhecer o funcionamento de tudo, propor soluções de alteração, ou melhoramento, e explicá-las e registar todas essas explicações, o que se tornou determinante para agora, mais de cinco séculos depois da sua morte, não termos dúvida sobre a sua criatividade. Por seu lado, os registos da patente de Sir William Congreve, em 1808, e de Christian Clausen, em 1883, justificam-se porque a partir da industrialização, ter um direito exclusivo sobre uma invenção, isto é, sobre uma solução técnica para resolver um problema técnico específico, tornou-se fundamental. Assim, o titular da patente fica com o direito exclusivo de produzir e comercializar uma invenção, divulgando-a publicamente e podendo contratar com outros a sua utilização, mediante as condições que forem decididas entre ambos. Contudo, numa época em que não existia nada disso, estas soluções técnicas já tinham sido abordadas por Leonardo, como resultado da propensão que desafia a curiosidade: a criatividade. A sua insaciável curiosidade só era igualada pela sua imensa capacidade de invenção. E mesmo sabendo que a maioria dos seus projectos não saíram do papel, é inegável o reconhecimento do seu contributo para a ciência em múltiplos ramos. Leonardo antes de aceitar qualquer ideia fazia questão de testá-la de várias formas para tirar as suas conclusões, sendo mais tarde imitado neste seu empirismo por homens como Galileu Galilei (1564-1642) que, no início do século XVII, concebeu modelos de pêndulos e de escapes aplicáveis aos relógios. Embora seja frequentemente designado como percursor da aviação e da balística, não podemos dizer que Leonardo da Vinci tenha inventado o relógio, porque todos sabemos que isso não é verdade. O que ele fez foi estudar uma série de mecanismos que permitiram melhorar a concepção dos relógios, chegando a projectar um relógio que pretendia que fosse mais preciso do que os que eram conhecidos até então. Alguns desses mecanismos acabaram por ser incluídos e permanecem nos relógios actuais, mas o Congreve Rolling Ball Clock e o Horolovar Flying Ball Clock, embora tenham sido bons momentos de imaginação, na realidade não passam de relógios insólitos que apenas fazem as delícias dos coleccionadores e admiradores das máquinas de medir o tempo que são diferentes. Mas é isto que caracteriza a genialidade: ter deixado uma marca. E Leonardo deixou muitas!

  • Grand Prix d'Horlogerie de Genève (GPHG) - Os Vencedores

    A cerimónia da 22ª edição do Grand Prix d'Horlogerie de Genève (GPHG), realizou-se no Théâtre du Leman em Genebra, a 10 de novembro de 2022, foram escolhidos os vencedores de 2022 em cada uma das quinze categorias principais. Vamos começar pelo prémio principal o " Aiguille d'Or" . Aiguille d'Or O Legacy Machine Sequential Evo da MB&F apresenta o revolucionário sistema Twinverter , criado por Stephen McDonnell. Na prática o que acontece é o seguinte: 1º se os dois cronógrafos estiverem parados são ambos iniciados, 2º se estiverem ambos em funcionamento são ambos parados, 3º se um está em movimento e outro não, premir o quinto botão (o botão de Twinverter) às 9h, pára, o que está em movimento e inicia o que está parado. Na mesma caixa está portanto um conjunto de dois cronógrafos , independentes . O que permite a coexistência de um ponteiro de cronógrafo e um de recuperação, que pode funcionar de forma independente. O comandado é composto por duas rodas de colunas, apresenta 4 totalizadores, dois de 60 segundos e dois de 30 minutos cada. Ao todo há 5 botões, dois para cada um dos dois cronógrafos, e um quinto para a função Twinverter. Entre outras inovações este cronógrafo tem uma embraiagem vertical que não funciona por fricção, engrena com duas rodas em simultâneo. O resultado é que o funcionamento do cronógrafo não perturba a amplitude do balanço. Este relógio é uma verdadeira obra prima e não podia deixar de receber o prestigiado Aiguille d'Or. Para mais informações, clique aqui O relógio mais Icónico Este relógio é alimenta pelo Calibre Heuer 02, manufacturado pela marca. Pela primeira vez, as três cores da Gulf estão bem presentes no mostrador, ponteiros com Super-Luminova®. Para proteger estes detalhes foi colocado um vidro em safira curvo e chanfrado, usado pela primeira vez num modelo Mónaco. Para mais informações, clique aqui . Turbilhão Este foi o primeiro relógio com turbilhão apresentado por um fabricante independente (H. Moser & Cie). O Pioneer Cylindrical Tourbillon Skeleton Calibre HMC 811 , vem com um turbilhão voador de um minuto protegido por um vidro de cristal de safira e um caixa em aço robusta. Para mais informações, clique aqui . Calendário e Astronomia Esta criação da Krayon é capaz de indicar a hora de pôr do sol e nascer do sol em qualquer lado do mundo. O Anywhere está disponível em duas versões, uma em ouro branco e outra em ouro rosa de 18K. Ambos com caixa de 39mm com uma espessura de apenas 9mm. Para mais informações, clique aqui . Excepção Mecânica Chronomètre FB RSM é uma complicação original associada à tradição da formação relojoeira. Este relógio é um regulador que combina pela primeira vez um cronógrafo com um sistema independente de segundos mortos. Esta complicação foi desenvolvida com um jovem aprendiz de relojoeiro que lhe dedicou o seu projecto de fim de curso. Cronógrafo Um cronógrafo que merece claramente este prémio é sem dúvida o Grönefeld 1941 Grönograaf . Uma das inovações mais curiosas desta máquina foi a introdução de um sistema que suaviza o regresso a zero do ponteiro de cronógrafo. Este movimento é normalmente muito agressivo e responsável pelo desgaste de várias peças, por vezes leva mesmo à descravação de ponteiros. A solução encontrada passa por um sistema com dois pesos de ouro, que aproveita uma força centrífuga para suavizar o processo, semelhante à que se encontra nos repetidores de minutos. Este sistema é um espetáculo de teatro relojoeiro visível no próprio mostrador. Ao observar o mecanismo é possível encontrar outras inovações como por exemplo alavancas com martelos de rubi. Relógio de Mergulho Desenvolvido para um conjunto de especificações únicas criadas em colaboração com uma unidade especializada da Marinha Francesa, o modelo Pelagos FXD foi projectado para navegação submarina e é otimizado para uso profissional. Desenvolvido em conjunto com os nadadores de combate da Marinha Francesa, o modelo Pelagos FXD é baseado em um conjunto de especificações tão precisas quanto exigentes. Por esta razão, inclui muitas características funcionais que são novas na TUDOR, como as barras de cinta fixas que são colocadas por usinagem no corpo principal da caixa de titânio de 42 mm para maior robustez e segurança. Outro recurso específico deste modelo é o aro giratório de 120 entalhes. Bidirecional com graduação retrógrada de 60 a 0, não corresponde à norma ISO 6425:2018 de relógios de mergulho, mas atende às necessidades específicas do método conhecido como “navegação subaquática”, uma das especialidades dos nadadores de combate. Complicação Masculina Este Arceau de 41 mm de diâmetro em platina e titânio oferece uma nova forma de ler as horas mundiais. O mecanismo exclusivo designado "Travelling time", desenvolvido exclusivamente para a Hermès apresenta uma exibição de 24 fusos horários por meio de um disco circular e de um contador móvel. O módulo exclusivo de 122 componentes está alojado numa caixa de 4,4 mm de espessura. Um verdadeiro desafio técnico e estético, a complicação designada de "Travelling time" é integrada no movimento mecânico de corda automática Hermès H1837. Relógio Masculino À primeira vista, o RRCC02 preserva a aparência refinada da primeira edição. Mais uma vez esmalte grand feu, o mostrador mantém o anel caracterizado por algarismos romanos alternados. O mostrador em esmalte vítreo é produzido à moda antiga – com mão habilidosa e pincel fino – e depois queimado no forno, processo que deve ser repetido várias vezes para obter o acabamento brilhante e indelével que define o verdadeiro esmalte. Uma vez perfeito, o mostrador de esmalte é polido com uma pasta abrasiva para afiar a superfície até que fique quase vítrea em sua suavidade. A caixa é combinada com um mostrador esmaltado em preto piano – lustroso, preto profundo com acabamento brilhante – com todas as marcações em esmalte marfim. Aparentemente austero e monocromático à distância, o mostrador preto tem um detalhe decorativo visível apenas de perto: o registro dos segundos é finalizado com um padrão Gratte gravado à mão que é coberto com esmalte cinza translúcido. Vire o relógio e o movimento RRCC02 tem um ar estranho, semelhante ao seu antecessor à primeira vista, mas revelando-se uma realidade diferente com um segundo olhar, como déjà vu depois de um sonho lúcido. Uma construção totalmente nova com construção e funções diferentes, o novo calibre foi cuidadosamente concebido para ecoar o design da primeira edição. Um tambor fornece energia para a roda de balanço, o coração pulsante do relógio responsável por manter o tempo. E o outro aciona os segundos saltantes, permitindo que o ponteiro dos segundos salte para frente em passos de um segundo sem afetar a precisão do movimento. Esta construção de rodagens duplas é nova e contrasta com a configuração convencional de rodagem de única da primeira edição. Relógio feminino Ela não deixa margem para dúvidas; sua herança é cristalina. Ligeiramente reduzida em tamanho, a nova Tonda PF Automatic 36mm mantém os atributos do modelo que se tornou uma assinatura da marca: o Micro-Rotor Tonda PF. Equipada com um novo movimento automático interno de dimensões sutilmente menores, a Tonda PF Automatic 36mm apresenta-se em um formato adequado para um pulso mais fino. O relógio obviamente mantém todos os códigos estilísticos específicos de Parmigiani Fleurier: integração fluida e harmoniosa da caixa e bracelete de ouro rosa de 18 quilates, luneta serrilhada, mostrador minimalista finamente guilhochê e com marcadores de diamante. É um relógio de sobriedade austera e elegância discreta. Jóia Alimentado pelo micromovimento interno Piccolissimo , um dos menores movimentos mecânicos até hoje, o relógio secreto Serpenti Misteriosi em ouro rosa combina artesanato espetacular e excelência decorativa com a experiência relojoeira suíça. Enrolando-se ao redor do pulso com uma sinuosidade distinta, a obra-prima da joalheria é embelezada com inserções de turquesa, diamantes de lapidação brilhante e olhos de rubelita hipnotizantes: uma celebração fascinante da natureza preciosa do tempo. Relógio secreto Serpenti Misteriosi High Jewelry com micro movimento de corda manual de fabricação mecânica, BVL 100, de 12,30 mm de diâmetro, 2,50 mm de espessura, 1,30 gr de peso, reserva de marcha de 30 horas e frequência de 21.600 vph (3 Hz). Caixa e bracelete de 40 mm em ouro rosa 18K cravejada com inserções turquesa, diamantes lapidação brilhante e duas rubelitas para os olhos pavé . Virtuosismo Artístico Um dos maiores artistas de laca do Japão, Tatsuo Kitamura, cria obras de arte em laca que estão no auge da tradição japonesa. Ele traz um ofício que existe há centenas de anos no presente, exemplificando a paixão por preservar a alma, o espírito e a identidade da cultura tradicional japonesa expressa no período Edo. Este trabalho superlativo envolve-nos imediatamente a nível físico e só podemos admirar o empenho, paciência e dedicação necessários para criar estas obras de arte. O mostrador mostrado aqui, usando as técnicas de lacagem com Saiei Makie e Somata zaiku, leva vários meses de trabalho para ser concluído. As matérias-primas para sua criação são: Kinpun (pó de ouro), Jyunkin-itakane (folha de ouro), Yakou-gai (concha de grande turbante verde) e Awabi-gai (concha de abalone da Nova Zelândia). Esta simbiose da tradição japonesa com as criações de alta relojoaria suíça de Kari Voutilainen representa uma obra de arte mecânica e visual abrangente que une o Oriente e o Ocidente em perfeita harmonia. Petite Aiguille (relógios com preço entre CHF 4.000 e CHF 10.000) O design desta criação privilegia o minimalismo e brinca com as percepções. O elegante mostrador granulado desafia as formas simétricas e é composto por quatro partes, três das quais em rotação permanente. Cru e organizado, este mostrador não estruturado abre três janelas distintas: o maior anel para horas; a roda dos minutos que aparece dentro de uma abertura; a roda dos segundos, que alterna entre um centro “Clous de Paris” e um anel azul. O entrelaçamento dos minutos e segundos dá um vislumbre do infinito e do tempo que continua infinitamente, dentro de uma luneta no mostrador com acabamento acetinado e polido. Um toque que faz parte desse tempo posto em movimento, sempre no sentido anti-horário. Uma concepção X-Centric de relojoaria cara à Trilobe. Para os entusiastas do chique vintage da década de 1930, esta edição Dune é o renascimento de um tom ardente e extravagante. Enfatizando e sublimando o símbolo do infinito através de um contraste de cores, o mostrador granulado de dunas desperta como grãos de areia em um deserto iluminado por um sol radiante. Projetado para uma caixa de titânio grau 5, a edição Dune da coleção Nuit Fantastique presta homenagem à pureza do design do Trilobe. Desafio (relógios com preço abaixo de CHF 4.000) O M.A.D.1 original lançado em 2021 era reconhecível graças aos seus destaques azuis; foi proposto exclusivamente aos fornecedores da MB&F, os “Amigos”, e aos membros do “The Tribe”, clube de proprietários da marca. No entanto, o feedback geral para o M.A.D.1 foi tão esmagadoramente positivo que uma versão de acompanhamento foi prometida para 2022, disponível desta vez para um público mais amplo: o M.A.D.1 RED. O M.A.D.1 RED é construído na mesma plataforma que o M.A.D.1 original, com a mesma estrutura de caixa inovadora. Tem o mesmo mostrador de hora lateral, com dois cilindros giratórios para as horas e minutos. O movimento Miyota invertido e modificado, selecionado devido a seu rotor unidirecional (essencial para uma rotação fácil e de alta velocidade) é composto por uma lâmina tripla em titânio e tungsténio, a estrela da casa – especialmente quando o Super-LumiNova dar ares de sua graça! Mas o M.A.D.1 RED também tem suas próprias características especiais: o azul original foi alterado para vermelho cereja, e o aro ao redor do rotor é um pouco mais fino. Relógio de Mesa Mecânico A partir da coleção Objetos Extraordinários, o relógio de mesa Autómato Fontaine aux Oiseaux, é composto por ouro amarelo, ouro branco, ouro rosa, safiras coloridas, esmeraldas, granadas tsavorite, granadas mandarim, ametistas, diamantes, lápis-lazúli, turquesa, calcedónia, cristal de rocha, madrepérola, vegetal laca, laca, esmalte, marchetaria de casca de ovo, ébano, vidro, alumínio, aço, PVD preto, couro de cabra, autómatos e movimentos mecânicos, função 12 horas/minuto com indicação retrógrada, animação à chamada, animação musical à chamada, fole e faia. Unindo a animação à chamada e uma mostrador com horas retrógradas, esta criação oferece um espetáculo duplo. Na lateral da base, uma pena move-se progressivamente ao longo da escala de tempo. Chegando às 12 horas, regressa ao ponto de partida para repetir a viagem no meio dia seguinte. Quando ativado – até cinco vezes seguidas – o autómato ganha vida por cerca de um minuto, revelando uma cena delicada. Graças ao movimento de seus vários elementos, a água do lago começa a ondular, como se fosse uma leve brisa. Um lírio d'água floresce lentamente enquanto uma libélula sobe no ar, batendo as asas e girando levemente. Os pássaros na beira do lago acordam, com o seu canto ressoando – graças a um conjunto que inclui um fole e uma caixa, imitando sons chilreantes. Levantam suas cabeças e movem suas asas para começar sua exibição do namoro. À medida que se aproximam, as suas pernas articuladas sobem uma após a outra num movimento surpreendentemente realista. Quando a cena termina, a libélula regressa ao seu esconderijo, os pássaros retomam suas posições originais e o nenúfar graciosamente fecha-se. Este espetáculo é possível graças à colaboração de talentosos artesãos – fabricantes de autómatos, joalheiros, montadores, lacadores, esmaltadores, lapidários – que recriaram a graça da natureza nos materiais mais nobres. Inovação Relógio Lady Arpels Heures Florales Cerisier, ouro rosa, ouro branco, diamantes brancos e amarelos, safiras rosa, madrepérola branca, pintura em miniatura, movimento mecânico de corda automática equipado com módulo de abertura de flores para exibição de horas e minutos laterais . Para homenagear a natureza que a fascina desde 1906, a Maison inspirou-se no conceito de relógio floral (Horologium Florae), desenvolvido por Carl Von Linné, no seu livro Philosophia Botanica, de 1751. Nela, o botânico sueco evoca um plano de jardim hipotético composto por uma ampla variedade de plantas, cujas flores abrem e fecham em momentos específicos do dia para indicar as horas. A Van Cleef & Arpels assumiu este princípio para dar vida a duas novas criações: os relógios Lady Arpels Heures Florales e Lady Arpels Heures Florales Cerisier. O seu mostrador tridimensional retrata poeticamente a passagem do tempo através da abertura e fechamento de 12 flores. Ler as horas torna-se um espetáculo à medida que as flores abrem e fecham, renovando a paisagem do mostrador a cada 60 minutos. Para dar vida ao mostrador, até 166 elementos são acionados, graças a um módulo inteiramente desenvolvido pelos artesãos de Les Ateliers Horlogers Van Cleef & Arpels em Genebra. Cada pétala deste jardim é articulada e conectada ao mecanismo do relógio, exigindo uma montagem complexa. O desafio técnico de combinar tantos elementos é complementado para garantir um processo de abertura da flor com três sequências diferentes. A cada hora que passa, as flores abertas aproximam-se para dar lugar a uma nova combinação. No dia seguinte, a sequência dos buquês que se sucedem de hora em hora será diferente. O olho é agraciado por novas surpresas, enquanto procura a medida do tempo entre os botões e as corolas. A indicação da hora é completada por um mostrador de minutos, visível em uma janela na lateral da caixa. Audácia O Octo Finíssimo Ultra, com espessura total de 1,80 mm, representa o 8º recorde mundial consecutivo revelado em 21 de março de 2022. Esta conquista expressa o desejo de ultrapassar os limites da normalidade jogando com extremos. Com um visual monocromático em titânio jacteado, o relógio combina com sua caixa ultrafina com uma bracelete integrada, com apenas 1,5 mm de espessura, enquanto o mostrador convida a um olhar mais atento aos detalhes do mecanismo. Uma gravação de código QR exclusiva oferece a capacidade de ligação a um NFT e ao metaverso, unindo o mundo mecânico ao de uma dimensão digital. Relógio Octo Finíssimo Ultra com movimento ultrafino de fabricação mecânica, corda manual, display regulador, calibre BVL180, 28'800vph (4hz) e 50 horas de reserva de marcha. Caixa de 40 mm (1,80 mm de espessura) em titânio jacteado, placa principal em carboneto de tungsténio, visores reguladores de horas e minutos em ponteiros PVD pretos, segunda roda com indicador de marcador preto, rodas e ajuste de hora em aço inoxidável, tambor de aço inoxidável gravado com um código QR exclusivo vinculado a uma obra de arte exclusiva da NFT, bracelete de titânio jacteado com uma fivela dobrável integrada. Edição limitada de 10 peças Revelação Relojoeira Com esta criação revelada em Genebra, este relógio é uma homenagem às mais belas conquistas da ciência e da relojoaria. Trata-se de criar uma harmonia delicada. A composição gráfica de toda a peça é realçada pelo layout assimétrico único do mostrador, que partilha o destaque com o regulador elegantemente colocado na frente do relógio. Esta solução original cria uma cena animada que é um convite irresistível para explorar o movimento. O mostrador prateado, de rara complexidade, joga com contrastes e acabamentos extraordinários para oferecer uma legibilidade perfeita. Um cuidado especial foi tomado no design dos ponteiros em ouro rosa com acabamento manual, que indicam a hora de forma imediata e precisa. O mostrador é enfatizado pela sua caixa de aço polido, que acentua a profundidade e o contraste. A composição única de cores e acabamentos cria uma dinâmica visual espetacular, dando destaque ao grande aro de balanço, realçado por pontes finamente polidas cujo ouro rosa também combina com os ponteiros. Esta criação também se distingue pela sua elegante simplicidade neoclássica. A estética geral é muito refinada e presta homenagem ao artesanato e à delicadeza de cada componente. Cada elemento do relógio harmoniza-se com as linhas redondas da caixa e as alças graciosamente arqueadas incorporam a elegância clássica e proporcionam grande conforto em todos os pulsos. É um relógio elegante que pode ser usado todos os dias. A construção do movimento foi realizada sem compromisso em termos de confiabilidade e cronometria. O design e a fabricação dos componentes são feitos para garantir uma longa vida útil e garantir uma precisão irrepreensível, por séculos. Nas palavras do seu criador: "o início eu queria uma grande roda de balanço de mola livre, acoplada com sua mola de balanço Phillips, que permite ajuste de precisão e batimento a 21600 V.P.H." Quando a coroa é puxada, a alavanca de corte que pára a roda de balanço permite o ajuste preciso do tempo. O escape de alavanca suíça também foi desenvolvido internamente para garantir um funcionamento perfeito na arquitetura original do movimento. Quando a coroa é puxada, a alavanca de corte que pára a roda de balanço permite o ajuste preciso do tempo através dos robustos e convenientes trabalhos sem chave. Foram apenas utilizados materiais tradicionais neste movimento. É por isso "Feito à mão" no mostrador. colocá-los no centro das atenções, as pontes do órgão regulador são feitas de ouro finamente polido. O nível excepcional de decoração é naturalmente aplicado a todas as partes do movimento, que são finalizadas e trabalhadas à mão de acordo com os mais altos padrões. É por isso que se podem ler as palavras "Feito à mão" no mostrador. Cronometria O Grand Seiko Kodo Constant-force Tourbillon é o primeiro relógio mecânico com complicações da Grand Seiko. No seu coração está um movimento excepcionalmente inovador, o Calibre 9ST1, que, pela primeira vez na história da relojoaria, combina um turbilhão e um mecanismo de força constante como uma unidade num único eixo. A integração dos dois mecanismos no mesmo eixo permite que o torque seja transmitido do mecanismo de força constante para a balança sem qualquer perda ou alteração, aumentando assim a eficiência energética e alcançando um nível de precisão estável sem precedentes para a relojoaria mecânica da Grand Seiko. O calibre 9ST1 estabelece um novo padrão de precisão, conhecido como Grand Seiko Standard for Constant-force, no qual cada movimento é testado por 48 horas em cada uma das seis posições e em três temperaturas. Isso é duas vezes maior que o Grand Seiko e o padrão da indústria. Cada movimento é avaliado ao longo de 34 dias para verificar sua precisão e, quando os testes são concluídos e esse novo padrão é atendido ou superado, as características de desempenho de cada movimento são definidas no certificado individual fornecido com cada relógio. O relógio chama-se Kodo em japonês, "bater do coração", devido ao movimento único dos dois mecanismos e ao som do ritmo que faz. As rodagens do turbilhão interno giram suavemente enquanto o equilíbrio vibra de forma constante a 8 batidas por segundo e as rodagens de força constante externa seguem a sua rotação em intervalos exatos de um segundo para criar um ritmo preciso que na terminologia musical se assemelha a uma semicolcheia. A qualidade de som, única do relógio, é possibilitada pelo 9ST1 ser o movimento com a frequência mais alta de todos os tempos a incorporar um mecanismo de força constante. A linha da caixa e o perfil são fiéis à herança de design da Grand Seiko. No entanto, o relógio usa alguns designs arrojados, como o intervalo de espaço nas asas. A caixa é construída em platina 950 e Titânio Brilhante da Grand Seiko, para alcançar uma beleza duradoura. Algumas partes da caixa de ambos os materiais são polidas pela Zaratsu para um acabamento espelhado sem distorção, enquanto outras têm um acabamento fino; ambos os processos são feitos inteiramente à mão pelos artesãos mais qualificados para garantir que cada relógio seja visualmente agradável de todos os ângulos. O Kodo é oferecido com uma cinta de panturrilha especialmente processada feita de um material extremamente durável chamado "couro Himeji Kurozan", que foi usado séculos atrás para fazer armaduras de samurai. A superfície da bracelete é pintada à mão com verniz Urushi num processo de multi-revestimentos que lhe confere um brilho delicado e único. Embora este relógio notável seja, em todos os sentidos, um novo ponto de partida para a relojoaria da Grand Seiko, a praticidade e a legibilidade pelas quais a Grand Seiko é reconhecida ainda é percebida em todos os detalhes. O sistema da força constante tem um rubi num braço, que atua como um pequeno ponteiro de segundos. O relógio incorpora uma função de ajuste especial para que a gaiola giratória do turbilhão possa ser detida quando a coroa for puxada, permitindo que a hora seja ajustada ao segundo preciso. O ponteiro das horas tem uma faceta extra na ponta, que cria um contraste com o ponteiro dos minutos e melhora a legibilidade do relógio. Além disso, oferece resistência à água de 10 bar. A pulseira do relógio é certificada pelo Japan Eco Leather Standard e tem baixo impacto ambiental durante o ciclo de vida do produto. Um couro ecológico japonês certificado tem os seguintes requisitos; é feito de couro legítimo, não incorpora corantes cancerígenos, é fabricado em fábrica que trata seus efluentes e resíduos sólidos, e exclui substâncias nocivas à saúde e ao meio ambiente.

  • “The Geneva Watch Auction: XVI” contabiliza CHF 45 milhões num leilão “White Glove”

    Num fim de semana de grande importância para a relojoaria independente, a Phillips apresentava entre os seus lotes o “Spring Case Tourbillon” do Mestre George Daniels. Esta peça única acabou por encontrar um comprador que despendeu nada menos que CHF 4.083.500. O valor de licitação base da peça estava avaliado em CHF 1.000.000, e com este resultado alcança-se o valor mais elevado para um relógio de pulso de um fabricante britânico. George Daniels construiu apenas dois relógios de pulso que guardou sempre para seu uso pessoal. Um deles é a peça agora leiloada, concluída em 1992 com caixa de mola, mostrador duplo, turbilhão de um minuto e calendário. Aurel Bacs prestes a arrematar o lote 27 vendido por CHF 4.083.500 @ Phillips O efeito da venda deste Daniels acabou por impulsionar o entusiasmo por mais dois modelos deste relojoeiro histórico. O modelo de aniversário em ouro amarelo limitado a 35 peças, e que foi vendido por CHF 693.000 / USD 694.455, e o soberbo Millennium com caixa em ouro amarelo limitado a 48 peças e vendidas por CHF 828.600. George Daniels Millenium @ Phillips Da mesma forma, um outro lote, representando o A. Lange & Söhne 1815 cronógrafo “Hampton Court Edition”, encontrou um novo proprietário tendo este despendido CHF 1.058.500, um valor totalmente destinada ao “The Prince's Trust” e que representou um recorde mundial em leilão para um A. Lange & Söhne. A. Lange & Söhne 1815 cronógrafo “Hampton Court Edition” @ Phillips Um outro recorde mundial em leilão foi para um excepcional Philippe Dufour Simplicity em ouro branco, que acabou por ser arrematado por CHF 1.022.200. Com uma configuração com mostrador cinza ardósia, numerais Breguet em ouro rosa e ponteiros em ouro rosa até agora desconhecida, a peça representa um verdadeiro “troféu” para qualquer colecionador. Philippe Dufour Simplicity @ Phillips O fim de semana viu assim a Phillips e a Bacs & Russo vender 100% dos lotes durante o “The Geneva Watch Auction: XVI”, tendo alcançado CHF 45 milhões (CHF 44.979.370 / $ 45.073.827 / € 45.249.246). Outros resultados notáveis ​​foram alcançados por marcas históricas como a Patek Philippe, a Rolex, a Vacheron Constantin e a Audemars Piguet, que fizeram parte dos 226 lotes do catálogo. Num ritmo elevado de licitações, que envolveu 1.850 colecionadores de 75 países, o êxito inequívoco deste leilão deu origem a dezenas de recordes mundiais. De notar que eram mais de 300 os colecionadores a licitar presencialmente no Hotel La Réserve. Para mais informações www.phillips.com

  • A De Bethune apresenta o “Projeto Cronometria Sensorial”

    Trata-se de um projeto totalmente inovador e inédito, destinado a permitir que os clientes da marca suíça possam adquirir um modelo que foi ajustado especificamente considerando o seu tipo de utilização pessoal. Com este processo o Atelier de Cronometria da De Bethune cria uma métrica especifica para movimentos de pulso, posições, choques, assim como temperatura ambiente, higrometria e pressão atmosférica entre outras. Carlos Torres imagem @ De Bethune Para arrancar com este processo, a De Bethune irá permitir a alguns dos seus clientes a possibilidade de adquirir um DB28GS Grand Bleu, fornecendo antecipadamente um relógio de testes equipado com uma elevado número de sensores que serão capazes de registar o ambiente assim como o comportamento específico do utilizador. imagem @ De Bethune Apenas duas semanas de uso deste relógio de teste serão suficientes para recolher todos os dados necessários, permitindo que a “De Bethune Chronometry Workshop” na Suíça analise o tipo de utilização e, assim, ajuste o relógio segundo parâmetros especificamente adaptados ao seu novo proprietário. A informação de cada relógio de teste será recolhida a cada poucos segundos. Os utilizadores apenas terão de usar o relógio de teste nas mesmas condições que o seu futuro relógio irá ser sujeito, e carregá-lo regularmente. Aproximadamente 2.000.000 de dados por hora serão obtidos por cada relógio de testes, que serão adicionadas a um banco de dados no “Chronometry Workshop”. A De Bethune, irá posteriormente analisar as condições reais a que cada relógio foi sujeito, podendo assim ajustá-los com precisão em relação a essas especificações. imagem @ De Bethune Para este efeito, a De Bethune instalou um braço robótico dentro da sua Manufatura em L'Auberson. Posicionado dentro de uma câmara atmosférica e utilizando tecnologia de ponta, o dispositivo deverá receber todos os dados recolhidos pelos sensores do relógio de teste e, assim, recriar com precisão os movimentos do utilizador no seu ambiente específico. Ao reproduzir desta forma o ambiente futuro a que o relógio irá estar sujeito, a De Bethune terá a possibilidade de efectuar um ajuste cronométrico personalizado (cronograma de precisão) ainda antes de entregar o novo relógio ao seu proprietário. Uma nova visão da cronometria Denis Flageollet, mestre relojoeiro e cofundador da De Bethune, tem uma verdadeira obsessão pela procura constante dos mais altos padrões de precisão para todos os seus relógios. Com este programa baptizado de "Projeto Cronometria Sensorial", Flageollet está claramente a criar uma nova visão para a cronometria na relojoaria mecânica. imagem @ De Bethune Segundo a De Bethune, toda a indústria relojoeira actual, no que se incluem as certificações mais reconhecidas da actualidade, trabalha apenas no ajuste através de médias e testes estáticos que não levam em consideração o desgaste dinâmico e a utilização diária e específica de cada relógio. A De Bethune optou pelo caminho da personalização e do ajuste único baseado no desgaste que não é teórico nem ditado por uma máquina, mas sim medido em condições reais às quais cada um dos seus relógios irá estar submetido. Cada De Bethune que beneficiar do ajuste cronométrico personalizado, deverá sair do atelier acompanhado por um relatório especifico detalhando todos os dados utilizados para o seu ajuste. Resumindo, os futuros clientes de um relógio De Bethune que solicitarem o ajuste do seu relógio terão simplesmente que usar uma peça de testes no pulso durante um período de duas semanas. Apesar de este serviço se inserir num contexto ainda muito exclusivo de produção de apenas poucos relógios por ano, a marca prevê um alargamento gradual do conceito à restante produção.

  • O Bicho que se segue

    A IWC tirou um coelho da cartola, e dedicou-o ao calendário que rege o Império do Meio. A Ref. IW358315 revela-se como um Portuguieser com um mostrador capaz de nos deixar com os olhos em bico. O calendário chinês é lunissolar e representa para muitas marcas de relojoaria uma verdadeira benção criativa que lhes permite satisfazer o mercado asiático com sucessivas edições imitadas de periodicidade anual. A manufatura de Schaffhausen é a mais recente casa suíça a apresentar uma destas variantes, e assume-se para o IPR como uma boa desculpa para revisitar esta forma de contabilizar a passagem dos dias que vigora, supostamente, há já 4600 anos. Escultura em pedra do zodíaco chinês. Yin-yang e animais do zodíaco chinês. Templo Qingyanggong, Chengdu, Sichuan, China @wikipedia O facto deste calendário ser lunisolar obriga a observações astronómicas da longitude do Sol assim como das fases da Lua, numa tentativa de fazer coincidir os anos com o ano tropical. Ele assume, aliás, algumas características com o calendário judaico como o ano (353–355 dias) ser dividido em 12 meses e, um ano bissexto (383–385 dias) ter 13 meses. Curiosamente, o calendário chinês não contabiliza os anos numa sequência ad eternum, utilizando uma nomenclatura composta por sub ciclos de duração distinta que compõem um ciclo de 60 anos. O primeiro destes ciclos repete-se 6 vezes e assume uma componente celestial que contabiliza 10 elementos: Jia (associado ao cultivo de madeira). Yi (associado à madeira cortada). Bing (associado ao fogo natural). Ding (associado ao fogo artificial). Wu (associado à terra). Ji (associado ao barro). Geng (associado ao metal). Xin (associado ao metal forjado). Ren (associado à água corrente). Gui (associado à água parada). Folha com Calendário Chinês @wikipedia O segundo ciclo repete-se 5 vezes e opta por uma componente terrestre, que perfila um zodíaco composto por 12 animais: Zi (Rato). Chou (Boi). Yin (Tigre). Mao (Coelho). Chen (Dragão). Si (Serpente). Wu (cavalo). Wei (Ovelha). Shen (Macaco). Você (Galo). Xu (Cão). Hai (javali/porco). E é precisamente este ciclo de 12 meses que agita as populações locais e impele uma criatividade quase prematura da relojoaria suíça a acompanhar a tendência. O ano em causa, que se inicia a 22 de janeiro de 2023 e finda a 9 de fevereiro de 2024, celebra a figura do Zodíaco representada pelo Coelho de Água. A crença oriental diz-nos que este animal é conhecido como sendo o mais sortudo dos doze que compõem o zodíaco chinês. Das pessoas nascidas sob este signo diz-se que são calmas, gentis e pacíficas. Dir-se-iam excelentes argumentos para a International Watch Co. lançar já uma edição limitada a 500 unidades. Portugieser Automatic 40 Edition “Ano Novo Chinês” Portugieser Automatic 40 Edition “Ano Novo Chinês”@IWC O nome diz, quase, tudo: trata-se de um “Portugieser”, de corda automática, com caixa de 40 mm de diâmetro, e que comemora o “Ano Novo Chinês”. E o que ele não diz é que se trata de um modelo com caixa em aço, senhor de um arrebatador mostrador “burgundy” encimado por elementos banhados a ouro que lhe conferem um contraste absolutamente fenomenal. Tanto os clássicos ponteiros em forma de espada, ao logótipo e escala de minutos e segundos transferida e à numeração árabe aplicada, tudo se conjuga para um impacto estético maximizado cujo apreço não se limita aos mercados aos quais o modelo se destina. E quando a própria marca nos diz que o vermelho escolhido simboliza “longevidade, felicidade e sucesso”, acrescentando-se o credo de que também “traz boa sorte”, então dificilmente nos conseguiremos escudar da tentação. Portugieser Automatic 40 Edition “Ano Novo Chinês”@IWC Apreciando esta Ref. IW358315 de frente, quase que seriamos impelidos (nós os que nos regemos pelo calendário Gregoriano) a considerar que, com algum boa vontade, passaria despercebido o facto de a IWC ter dedicado a peça ao Ano Novo Chinês. Ou seja, deste lado do mundo seriam por ventura mais algumas centenas a juntar-se aos milhares que provavelmente se irão digladiar para a sua aquisição. Apenas ao virar a peça se percebe que o calibre 82200, visível através de um fundo transparente em cristal de safira, está equipado com um sistema de corda automática Pellaton (capaz de garantir 60 horas de marcha ininterrupta), cuja massa oscilante, banhado a ouro, tem a forma de um coelho! O aro que segura este cristal de safira foi gravado com a inscrição “2023 YEAR OF THE RABBIT”, acrescido do número da edição limitada “XXX/500”. Para agarrar bem a peça ao pulso, a IWC disponibiliza duas correias de pele em negro e em Bordeaux. O verso do Portugieser Automatic 40 Edition “Ano Novo Chinês”@IWC E para os que, de entre nós, não se importarem com nada disto, valorizando acima de tudo aquele belíssimo mostrador, ouço já questionar sobre onde adquirir esta belíssima criação. O Portugieser Automatic 40 Edition “Chinese New Year” está já disponível na IWC Tmall Flagship Store, assim como na IWC WeBoutique, e ainda nas boutiques IWC, nos agentes autorizados da marca e ainda, online, na IWC.com… ou seja, em todo o lado. E atenção, porque o modelo é elegível para o programa de assistência My IWC, beneficiando de uma extensão da garantia para 6 anos. Melhor do que isto, só uma edição limitada de um Portugieser “Coelho à Caçador”... Para mais informações: www.iwc.com

  • Christies reclama a 1ª posição nos leilões em Genebra

    Num momento que já não se assistia há alguns anos devido à hegemonia da Phillips com a Bacs & Russo, a Christie's regressou à primeira posição no ranking do mercado de leilões de relógios em Genebra, ao totalizar durante o fim de semana CHF 55.548.348 / $ 55.540.232 / Euro 56.302.789 / HK $ 433.841.034. Foram 17 lotes vendidos acima de CHF 1 milhão, com 2 leilões ao vivo: Unique and Legendary Watches - alcançou CHF 31.877.418 / $ 31.679.596 Rare Watches - alcançou CHF 23.669.670 / $ 23.859.366 Max Fawcett no momento da venda do Rolex Daytona, ref. 6263 que saiu por CHF 3.414.000 @ Christies A semana começou com uma excelente sessão “White Glove” no leilão "Unique and Legendary Watches", seguida do leilão “Rare Watches” onde 238 dos 239 lotes encontraram um novo dono. Os dois leilões decorridos nos dias 6 e 7 de novembro, realizados em Genebra no Four Seasons Hotel des Bergues, atraíram um recorde de público online e em sala, onde 40% foram novos licitantes. Este resultado da Christie's lidera a semana geral de vendas de outono em Genebra e demonstrou mais uma vez o savoir-faire da jovem e dinâmica equipa da Christies que levou com sucesso a leilão uma das mais importantes coleções particulares de relógios (Unique and Legendary Watches) acompanhada por licitantes de 46 países . Max Fawcett no momento da venda do Patek Philippe ref.5711/1A-018 com assinatura Tiffany & Co que saiu por CHF 3.174.000 @ Christies Entre os excelentes resultados alcançados, inclui-se o lote 34, um Patek Philippe ref. 5711/1A-018, com a assinatura Tiffany & Co. vendido acima da estimativa por CHF 3.174.000. De notar que o preço de etiqueta em loja era, para quem o conseguiu adquirir, de US$ 52.000. Para Remi Guillemin, chefe do departamento de relójoaria de Genebra da Christies “Realizar dois leilões de elevado calibre com percentagens de venda de 100% e 99,18% em 24 horas é um momento inédito na história dos leilões de relógios, tornando a Christie’s em líder de mercado.” O Top 4 do leilão “Rare Watches” deste Domingo, dia 7 de Novembro imagens @ Christies TOP LOT Rolex Daytona, Ref. 6263 Paul Newman Estimativa: CHF 3-5 milhões Valor alcançado: CHF 3,414,000 imagens @ Christies Lote 34 Patek Philippe Nautilus, Ref. 5711/1A-018 com assinatura adicional Tiffany & Co Estimativa: CHF 1.5-3 milhões Valor alcançado: CHF 3,174,000 imagens @ Christies Lote 92 Patek Philippe Ref. 1518, com assinatura adicional Cartier Estimativa: CHF 1.5-2.6 milhões Valor alcançado: CHF 2,214,000 imagens @ Christies Lote 127 Rolex Ref. 6298 Pre-Explorer Estimativa: CHF 20-40,000 Valor alcançado: CHF 289,800

  • “Legendary and Unique Watches” da Christies reúne relojoaria e desporto automóvel em Genebra

    No que respeita a relógios, Genebra esteve ao rubro este fim de semana passado com diversas casas leiloeira em clara competição entre si. Sala cheia no Four Seasons Hotel des Bergues em Genebra @ Christies No Domingo, a venerável Christies submeteu à apreciação 111 lotes com peças cuja presença numa sala de leilões foi uma estreia absoluta. Foram apresentadas peças únicas com mostradores personalizados, protótipos e os sempre cobiçados número 1 de edições limitadas, numa temática bastante associado ao mundo do desporto automóvel. O leiloeiro Rahul Kadakia durante a venda do lote 2111, um exemplar único do F.P.Journe Grande et Petite Sonnerie por CHF 3.054.000 - $ 3.035.048 - EUR 3.100.027 @ Christies Depois de um tour mundial de cerca de um mês pelo Oriente Médio, EUA, Ásia e Europa, as expectativas subiram gradualmente até culminarem este Domingo no salão do primeiro andar do Four Seasons Hotel des Bergues em Genebra. Um sessão que culminou num resultado extraordinário no que se chama um “white glove sale” com 100% dos lotes vendidos, tendo a leiloeira arrecadado acerca de CHF 32 milhões. O título de lote estrela do leilão coube ao Richard Mille RM56-01 com caixa em titânio e safira, que foi arrematado por CHF 3.654.000. No final do leilão, Remi Guillemin, o actual chefe do departamento de relojoaria de Genebra da Christies acabou por confirmar o êxito da sessão: “Foi uma verdadeira honra para a Christie’s ter-lhe sido confiada a venda de uma coleção tão competitiva e magnífica. A ligação entre os mundos da relojoaria e do desporto automóvel, o leilão incluiu peças verdadeiramente memoráveis, com proveniência de pilotos lendários e verdadeiros heróis deste desporto. E isto em todas as faixas de preço. Foi uma honra e um privilégio para mim e para a equipe da Christies transmitir a nossa paixão aos colecionadores internacionais mais exigentes aqui em Genebra, o berço da alta relojoaria. Para além disso, a nossa mais profunda gratidão vai para nossos colecionadores internacionais, com quem embarcamos nesta jornada e partilhámos momentos verdadeiramente memoráveis.” O leilão da Christies deste Domingo atraiu 23% de novos licitantes, enquanto que 30% dos lotes foram vendidos acima da estimativa mais elevada, com compradores de 35 países. A expectativa de que o leilão alcançasse cerca de CHF 20 milhões acabou por não se concretizar, já que esse valor foi largamente ultrapassado. O “Legendary and Unique Watches” alcançou CHF 31.877.418 - $ 31.679.596 - EUR 32.357.839 com nada menos que 13 lotes vendidos acima de CHF 1 milhão. Richard Mille, Edição Limitada, REF. RM56-01 AN SAPHIR/PR00, NO. 011, 2013 Ao que se sabe, trata-se do primeiro exemplo deste modelo a aparecer em leilão tendo estabelecido um novo record mundial ao ser arrematado por CHF 3.654.000 Estimativa: CHF 2.500.000-4.500.000 Vendido por: CHF 3.654.000 - $ 3.631.324 - EUR 3.709.069 F.P. Journe Grande et Petite Sonnerie, peça única, janeiro de 2009 Valor estimado: CHF 2.400.000-4.400.000 Vendido por CHF 3.054.000 - $ 3.035.048 - EUR 3.100.027 F.P. Journe Peça única, executada especialmente para Jean Todt, a pessoa que inspirou e contribuiu para a concepção do modelo Centigraphe. Valor estimado: CHF 800.000-1.400.000 Vendido por CHF 1.974.000 - $ 1.961.750 - EUR 2.003.750

  • Omega De Ville Prestige - Terceira Geração

    Hoje fomos conhecer melhor a linha De Ville Prestige da Omega. Após o seu lançamento em 1994, os De Ville Prestige tornaram-se nos modelos clássicos de referência da Omega. Nem sempre é fácil atingir um compromisso entre tradição e contemporaneidade. Neste ano de 2022 os modelos tiveram uma atualização geral, não só com a certificação Master Chronometer para modelos mecânicos, mas também com designs novos que oferecem uma variedade diversificada de acabamentos padrão e cores de mostrador. A História da Coleção O nome “De Ville” tem origem na linha “Seamaster De Ville”, que foi o segmento elegante da coleção desportiva Seamaster nos seus primeiros anos. No entanto, em 1967, a “De Ville” tornou-se numa coleção própria e, desde então, tem representado o espírito clássico da relojoaria da OMEGA. Em 1994, chegaram os primeiros modelos De Ville Prestige. O seu nome deve-se ao sentido de design contemporâneo e estilo fino e formal. Estes modelos introduziram vários elementos com design próprio, tais como a bracelete de elos e o formato da caixa “triple-apple bassine”, que continuaram ao longo dos anos. Isto inclui a segunda geração de modelos Co-Axial com certificação Chronometer, que foram apresentados em 2012. Omega De Ville Prestige Reserva de Energia & Segundos Pequenos Relógio com caixa de aço inoxidável de 41mm e mostrador PVD abobadado azul celeste, uma das novas cores da coleção. Apresenta o acabamento exclusivo 2 em 1 da OMEGA, que combina um padrão vertical aleatório, bem como um padrão de linhas radiante. A reserva de energia é exibida sobre um indicador crescente de 270° em 4 sectores cortados às 6 horas. Omega De Ville Prestige segundos pequenos Numa nova caixa de 41mm aerodinâmica de Ouro Sedna™ de 18K, este modelo Co-Axial Master Chronometer apresenta um mostrador PVD abobadado azul com um acabamento com um padrão de linhas. É apresentado sobre uma bracelete de couro azul. Omega De Ville Prestige 40 mm Este é o visual Prestige clássico, atualizado com um mostrador abobadado prateado com um acabamento em cristal. Juntamente com um movimento Co-Axial Master Chronometer, o relógio é trabalhado em aço inoxidável e Ouro Sedna™ de 18K, que substitui agora o ouro vermelho na coleção. Omega De Ville Prestige Relógio de aço inoxidável de 34mm distingue-se pelo seu mostrador PVD lavanda, outra cor nova, e pelo acabamento 2 em 1 da OMEGA, com um padrão vertical aleatório e um padrão de linhas radiante. Apresentado sobre uma cintilante bracelete de couro azul brilhante, este alegre relógio tem as suas horas alternadas entre os numerais romanos e os marcadores de horas em diamante. Omega De Ville Prestige Mais pequeno em tamanho (30mm), mas igualmente elegante, este modelo é concebido em aço inoxidável e ouro amarelo de 18K. O mostrador prateado tem um acabamento cristalino cintilante, enquanto a faixa pontilhada de minutos foi colocada no lado interior dos marcadores das horas. Omega De Ville Prestige 27.5 mm Esta peça de joalharia chama a atenção com um desenho completo de Ouro Sedna™ de 18K, bem como um bisel com diamantes. O mostrador branco madrepérola dá um toque natural, enquanto a bracelete Prestige é atualizada com um confortável fecho borboleta de fácil utilização.

  • 3º ENCONTRO PANERISTI PORTUGAL

    O 3º encontro Paneristi Portugal decorreu no restaurante Vela Latina no dia 4 de Novembro de 2022. A organização foi exemplar, e ficou provado que Portugal está pronto e tem óptimas condições para acolher eventos deste tipo de nível internacional. Nestes encontros participam coleccionadores de Panerais conhecidos por Paneristis, mas também simpatizantes da marca que nunca adquiriram um Panerai. Os encontros de relógios são uma coisa estranha para quem vive fora do mundo dos relógios. Trata-se de um conjunto de pessoas com um, ou mais frequentemente, dois relógios no pulso, que falam de relógios desde que entram no restaurante até que os funcionários começam, muito educadamente, a empilhar mesas e cadeiras como forma de passar a mensagem: é tarde queremos ir para casa, façam o mesmo! No final todos ficam com a sensação de que, na verdade, os relógios não devem estar a funcionar correctamente pois 3h passam em 5 minutos. PANERISTI PORTUGAL O primeiro encontro decorreu em 2019, e desde então, tornou-se num encontro anual. A iniciativa para organizar encontros Paneristi em Portugal partiu de João Gentil e contou com o apoio de Alexandre Figueiredo e Joana Gentil. Encontros Paneristi Portugal, por ordem da esquerda para a direita: 2019; 2021; 2022 O evento decorreu no restaurante Vela Latina, foi dos 3, o que contou com mais participantes até ao momento, e também aquele que teve uma organização mais meticulosa. A organização contou com o apoio da Panerai e com a divulgação através da Estação Cronográfica, da revista Espiral do Tempo e do IPR. Fabricantes de correias com ofertas ao evento: Suberskin | @afstraps | FACTORY Gunny Straps | Basyl'straps | KyRos | Mays|Berlin | Manifatture Serioso | Corrigia| Attirail_straps | Oddface Straps | Wontcraft | “HURRICANES 13” No final do jantar todos os participantes receberam uma oferta dos apoiantes do encontro, livros, estojos e principalmente correias de artesãos independentes. Foi ainda oferecido um polo, um porta-chaves e um pin, da Panerai, e ainda estojo de transporte de relógios oferecido pela relojoaria David Rosas. O ambiente bastante envolvente e as pequenas atenções este num dos encontros mais acolhedores dos últimos tempos. UMA RONDA PELOS PULSOS Nos pulsos dos participantes encontraram-se atualmente bastantes Panerais mas também outras preciosidades, aqui ficam algumas.

bottom of page