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- Omega X Swatch New Moon
A Swatch comemora a chegada da lua nova, com o relógio NEW MOON (LUA NOVA) desta vez todo em preto. À semelhança do modelo FULL MOON (LUA CHEIA), este relógio exibe uma fase lunar no mostrador, com o Snoopy a passar pelas brasas. Dois anos após o lançamento da lendária colaboração com a OMEGA, a Swatch lança não um, mas dois novos modelos de edição não limitada que celebram a Lua. O modelo NEW MOON apresenta um disco das fases da lua em preto com uma máscara preta semitransparente, para celebrar a lua nova. Estará disponível a partir de hoje, apenas em lojas Swatch selecionadas. No submostrador da posição das 2 horas, o Snoopy, a mascote da NASA, está deitado na fase da lua. Na máscara e no disco das fases da lua do modelo, está integrada no meio de luas crescentes, estrelas uma citação oculta de uma banda desenhada do Snoopy, podendo ser vista sob luz UV. Tal como todos os modelos da colaboração OMEGA X SWATCH, os relógios Bioceramic MoonSwatch MISSION TO THE MOONPHASE são fabricados com Bioceramic patenteado pela Swatch, uma mistura única de dois terços de cerâmica e um terço de materiais de origem biológica produzidos a partir de óleo de rícino. Os entusiastas descobrirão nestes dois novos modelos todas as qualidades icónicas do lendário Speedmaster Moonwatch da OMEGA, o pioneiro relógio que marcou presença na Lua: desde a sua caixa assimétrica até à distintiva luneta taquimétrica marcada com o "ponto sobre 90", sem esquecer os submostradores característicos do Speedmaster. Os modelos Bioceramic MoonSwatch MISSION TO THE MOONPHASE distinguem-se por incluir a proclamação da missão gravada no verso da caixa, assim como os logótipos OMEGA X SWATCH no mostrador e na coroa. Destaca-se também a representação de uma lua, evocativa do universo de Snoopy, adornando a tampa da bateria. Características Técnicas Modelo MISSION TO THE MOONPHASE – NEW MOON / SO33B700 Caixa Material: Bioceramica Cor: Preta Diâmetro: 42 mm Espessura: 13.75 mm Asa a Asa: 47.30 mm Resistência à água: 3 bar Vidro: em forma de caixa, feito de material de origem biológica e tratado com um revestimento antirriscos; apresenta um "S" gravado no centro, fazendo referência ao logótipo da Swatch Movimento Mostrador/Ponteiros Cor: Preto, com o logótipo OMEGA X Swatch e os icónicos logótipos Speedmaster e MoonSwatch; submostradores e marcadores de horas embutidos com Super-LumiNova ® de Classe A (emissão verde). Indicador das fases da lua com máscara preta semitransparente e disco das fases da lua preto com o Snoopy, a mascote da NASA, e o Woodstock deitados na lua. Detalhe secreto em tinta UV (emissão azul) com a famosa citação de uma banda desenhada do Snoopy, a lua crescente e as estrelas. Ponteiros: horas, minutos e ponta do ponteiro dos segundos do cronógrafo com Super-LumiNova® de Classe A Bracelete Material: VELCRO© Cor: preta Fivela: Bioceramica preto Mais informações no site oficial da Swatch.
- Uma relojoeira japonesa e um pistoleiro com um El Primero A384 no pulso.
Os realizadores estão conscientes de que os verdadeiros aficionados têm a capacidade de identificar um relógio com facilidade. Assim, costumam posicioná-los de forma subtil — escondidos para não interromper a narrativa do filme com um ar de publicidade, mas suficientemente visíveis para serem reconhecidos. Não é o caso de Jigen Daisuke realizado por Hajime Hashimoto, neste spin-off em live-action do universo de "Lupin III", o El Primero A384 surge muito bem identificado. Neste filme, que decorre numa cidade distópica no Japão, conta-se a história de Chiharu Yaguchi (Mitsuko Kusabue), uma relojoeira/armeira, já de certa idade, que após ter aperfeiçoado as suas capacidades de relojoeira não encontrou lugar no mundo da relojoaria e dedicou-se à manufactura de armas, tendo posteriormente regressado à relojoaria. Embora o personagem principal seja o pistoleiro Tetsuji Tamayama (Daisuke Jigen), grande parte da acção desenrola-se na relojoaria de Chiharu. Lupin III Este filme estreou em 2023, e trata-se de um spin-off em live-action do universo de "Lupin III", produzido pela TMS Entertainment e pela Amazon Prime Video. Lupin III (japonês: ルパン三世, Hepburn: Rupan Sansei), é um franchise japonês a partir de uma Manga criada por Monkey Punch. A série segue as aventuras do mestre ladrão Lupin III, neto do ladrão Arsène Lupin (de Maurice Leblanc, 1905), acompanhado pelo seu bando de criminosos. A manga original de Lupin III começou na Weekly Manga Action em 10 de agosto de 1967. Jigen Daisuke - o Filme - 2023 Jigen Daisuke pode ser visto no Prime Video da Amazon, com legendagem em Português Europeu. - ALERTA - Antes de prosseguir, alertamos que esta este texto inclui revelações importantes sobre a história. Continue a leitura apenas se já assistiu ao filme ou se não se importa com antecipações sobre as dinâmicas cruciais entre personagens e os pontos-chave da história. - ALERTA - Com cerca de duas horas, o filme segue as aventuras do protagonista (Tetsuji Tamayama) na sua missão para reparar sua icónica arma Combat Magnum. A busca leva-o ao Japão, ao encontro da lendária armeira Chiharu Yaguchi, agora reformada e dedicada ao ofício de relojoeira. A história ganha complexidade com a chegada de Oto (Kotoka Maki), uma jovem muda envolvida em um sombrio comércio de sangue juvenil liderado pela implacável Adel (Yôko Maki). O sangue de algumas crianças permitia criar uma substância capaz controlar o tempo, e por sua vez o envelhecimento, e era por isso muito valioso. Este tema do tempo é também referido quando Chiharu comenta que arma de Tetsuji, sendo a sua primeira e única já deveria ter sido tantas vezes reparada que não deveria ter um parafuso original. Talvez numa referência ao Navio de Teseu. A certo ponto Tetsuji entra na relojoaria de Chiharu que reconhece de imediato o relógio de Tetsuji, um Zenith El Primero A384. Como Chiharu se recusa a reparar a sua Combat Magnum Tetsuji pede para Chiharu lhe fazer um relógio, por forma a ganhar a proximidade necessária para lhe pedir novamente para reparar a sua arma. Surgem várias cenas de Chiharu na sua banca com ferramentas típicas de relojoaria, numa das cenas a montar a ponte do balanço do que aparenta ser um 6497. O filme mergulha em temas escuros, explorando traumas e violência de forma ponderada, sem jamais parecer gratuitamente chocante. A vulnerabilidade e profundidade emocional de Jigen são destacadas de forma muito elegante, oferecendo uma visão mais íntima dos personagens. Tetsuji Tamayama brilha, capturando todas as facetas de Jigen com uma actuação memorável. As sequências de ação são vibrantes, tirando partido de um orçamento limitado mas eficaz. Entre várias cenas particularmente marcantes estão o assalto à torre de Adel e o confronto claustrofóbico com o metamorfo Kawashima. Estes momentos combinam habilmente a tensão dramática com o absurdo típico da série. A cena na qual Adele limpa uma sala de traficantes de droga com uma arma apenas, numa cadeira de rodas, na qual que acaba mesmo por fazer um mortal enquanto dispara, recordam-nos as cenas míticas de Jack Burton nas Garras do Mandarim de 1986. Os momentos tensos são aliviados por momentos humorísticos que equilibram a sua atmosfera sombria. Jigen Daisuke é uma surpresa agradável e um acrescento valioso ao universo de "Lupin III". Apesar de alguns deslizes visuais, há momentos emocionalmente muito fortes. Jigen Daisuke conta com vilões memoráveis, acção empolgante e uma narrativa cativante, centrada num protagonista carismático. Uma obra imperdível para os fãs, contanto que estejam preparados para o seu tom mais sombrio e conteúdo intenso. Os amantes do Zentih El Primero A384 podem também apreciar este relógio em grande destaque. Identificou relógios em outros filmes que recomenda? Partilhe as suas observações nos comentários.
- Girard-Perregaux Laureato Chronograph Ti49
A Girard-Perregaux tem o prazer de revelar uma nova expressão do relógio icónico da empresa que surgiu em 1975. O Laureato Chronograph Ti49 une o design da caixa de formas intrincadas do modelo com o ultra desejável titânio de Grau 5. É a primeira vez que esta liga resistente aparece numa referência clássica da Laureato. Para além da sua resistência, esta liga é leve e hipoalergénica. Órfão em tenra idade, Jean-François Bautte (1772-1837) teve de crescer rapidamente. Iniciou uma aprendizagem ainda jovem, acumulando um conhecimento incrível da relojoaria, bem como de vários ofícios associados, como a montagem de caixas, guilhoché e ourivesaria. Em 1791, com apenas 19 anos de idade, Bautte assinou os seus primeiros relógios no berço da relojoaria suíça, Genebra. Este acontecimento lançou as sementes do que viria a ser conhecido como Girard-Perregaux, a conceituada Maison sediada em La Chaux-de-Fonds. No mesmo ano em que Bautte assinou o seu relógio inaugural, um clérigo inglês descobriu o titânio na Cornualha, em Inglaterra. William Gregor (1761-1817) era fascinado por minerais e passou algum tempo a estudar depósitos de areia no Vale de Manaccan. Conseguiu isolar o calx, formado pelo aquecimento de um mineral. Este processo deixou para trás um metal desconhecido. Gregor chamou ao metal residual 'manaccanite', um material que mais tarde se tornou. Conhecido como "titânio", um nome inspirado nos grandes titãs da mitologia grega. O titânio de grau 5 é composto por quase 90% de titânio, 6% de alumínio, 4% de vanádio e pequenos vestígios de ferro e oxigénio. É leve, forte, rígido, resistente à corrosão, não magnético e hipoalergénico; todos atributos úteis para a relojoaria. Não confundir o titânio de grau 5 com os tipos de titânio mais baratos, o titânio de grau 5 é difícil e dispendioso de trabalhar; no entanto, de acordo com a relojoaria de qualidade, os benefícios para o utilizador justificam os esforços prolongados. É por esta razão que um número crescente de marcas de relógios se refere agora a esta liga nos mesmos tons que os metais nobres como o ouro e a platina. Paradoxalmente, a caixa e a bracelete resultantes têm um aspeto quente e, ao mesmo tempo, um aspeto eminentemente frio. Lançado pela primeira vez em 1975, o "Laureato" foi inicialmente designado por "Quartz Chronometer". No entanto, em Itália, o mercado mais importante para a Girard-Perregaux na altura, o modelo depressa se tornou conhecido entre os conhecedores como "o graduado (Laureato em italiano) da escola da Girard-Perregaux". Esta designação afetuosa servia de reconhecimento do sucesso premiado e da extraordinária precisão do modelo. Por fim, o nome foi adotado pela Maison. Com um aniversário significativo ao virar da esquina, a Girard-Perregaux celebra o 49º aniversário do seu relógio icónico com o lançamento do Laureato Chronograph Ti49. Características Técnicas Modelo Laureato Ti 49 cronógrafo Referência 81020-21-3263-1CM Caixa Material: titânio, acabamento polido e acetinado Dimensões: 42,00 mm Espessura: 12,00 mm Vidro: Safira antirreflexo Fundo: fixado por 6 parafusos Resistência à água: 100 metros (10 ATM) Movimento Calibre: GP03300-0141 Diâmetro: 25,95 mm (111/2'') Espessura: 6,50 mm Frequência: 28.800 alt/h - (4 Hz) Número de componentes: 419 Rubis: 63 Reserva de marcha: 46 horas Mostrador/Ponteiros Cor: cinzento com padrão "Clous de Paris", logótipo GP cinzento tratado em PVD Marcadores: tipo "baton" cinzentos tratados em PVD com material luminescente (emissão branca) Ponteiros: tipo "bastão", cinzentos tratados em PVD com material luminescente (emissão de branco) Bracelete Material: titânio Acabamentos: polido e acetinado Preço 20.500€ Mais informações no site oficial da Girard-Perregaux.
- Urwerk - SpaceTime Blade limited
A Urwerk apresenta-nos o SpaceTime Blades, uma edição limitada a 33 peças. Desta vez nao existe nenhuma complicação, nem horas errantes ou engrenagens planetárias nem simplesmente uma caixa ou mostrador. Este instrumento redefino o tempo como só a Urwerk se atreve a fazer. Os SpaceTime blades foram concebidos para corresponder aos sonhos de grandes dimensões da URWERK e tornadas possíveis pela destreza de especialistas de topo nos seus respectivos domínios. O gosto da URWERK pela originalidade e pelo excesso é bem conhecido, o que significava que precisava de encontrar artesãos com uma loucura parecida para dar vida à sua última criação: uma lâmina de metal e vidro de 1,70 metros de altura e 20 quilos, basicamente 20 quilos de metal e vidro. Este SpaceTime blade é um imponente instrumento de medição na tradição dos gnómones, os primeiros pilares do tempo. A base do SpaceTime Blade é uma coroa URWERK, uma estrutura imponente e de grandes dimensões. Esta coroa foi criada pelo Sr. Lukuvka um especialista em fundição por cera perdida aplicada ao bronze. Ele é um artesão no sentido mais puro do termo, guardião de um processo tradicional, agora quase extinto, utilizado para criar joias delicadas e ornamentais. Foi-lhe confiada a tarefa de esculpir o modelo em cera, cuja impressão serviu de molde para a fundição do bronze. A base de bronze resultante foi polida, lustrada e recebeu uma pátina. Para garantir a conformidade com os exigentes padrões estéticos da URWERK. Sobre esta coroa, uma cúpula de vidro - com a mesma espessura desde da base até ao topo arredondado - protege as indicações do SpaceTime Blade contra as intempéries. Por baixo, estão oito lâminas de vidro alinhadas verticalmente e individualmente em forma de chama, lâmpadas Nixie feitas à mão. Cada um destes tubos de vidro oblongos resistiu ao teste do fogo. Cada um deles dançou e rodopiou sob o maçarico para adquirir a sua caraterística. Depois foram lavados e libertados das mais pequenas impurezas. Estas maravilhas de vidro foram sopradas nas oficinas do Sr. Votrubec na República Checa, nos arredores de Novy Bor, apelidada de "Vale de Cristal" e uma região inscrita na lista do Património Cultural Imaterial da UNESCO. Sob a direção brilhante de Dalibor Farny, cada tubo de vidro transforma-se numa lâmpada Nixie com os seus ânodos dispostos numa grelha metálica e os seus cátodos formando números. Para cada unidade apresentada de 0 a 9, foi concebido um cátodo de aço de 0,1 mm de espessura (a fonte numérica utilizada é idêntica à dos mostradores URWERK), ou seja, 10 por lâmpada. Cada lâmpada é composta por 88 peças! Quando a corrente é ligada, um brilho laranja quente encena um espetáculo visual mágico com centésimos de segundo a passar. O ecrã pode mudar umas impressionantes 500 vezes por segundo. Características Técnicas Modelo SpaceTime Blade edição limitada 33 unidades Dimensões Altura: 170 cm Peso: 20kg Estrutura Componentes: 1 445 Lâmpadas: 8 lâmpadas de vidro Nixies (88 componentes por unidade Nixie) Base: Bronze com pátina preta (fundição cera perdida) Mais informações no site oficial da Urwerk.
- Ciga Mount Everest
Na relojoaria actual, complicações como um turbilhão não eram acessíveis a qualquer pessoa, pode-se dizer mesmo que só seria possível ter um turbilhão se fossemos dos altos escalões da sociedade. Neste momento a marca Ciga Design aceitou o desafio de criar um turbilhão para um entusiasta da classe média, o Tourbillon Mount Everest Homage Edition. Com uma caixa em titânio com 45 mm o CIGA Design Central Tourbillon Mount Everest Homage Edition é suscetível de ter uma presença arrojada, mas a sua forma totalmente sem saliências deverá torná-lo um pouco mais acessível para pulsos mais pequenos. A luneta muito simples com acabamentos escovado circular e adornada com um triângulo ás 12 horas e o logótipo da marca gravados ás 6 horas. O fundo deste relógio é em vidro de safira com um texto gravado "Não é a montanha que conquistamos, mas nós próprios", está frase é atribuída a Sir Edmund Hillary, o primeiro homem a atingir o pico mais alto do mundo o Monte Evereste. Para o mostrador do Central Tourbillon Mount Everest Homage Edition, a CIGA Design opta por uma mistura excêntrica de minimalismo. Não há escalas ou marcadores para marcar a superfície do mostrador, e o único elemento impresso no mostrador é uma silhueta estilizada do Monte Evereste às 12 horas com uma pequena linha de texto que indica a altura do cume em metros. Isto dá à própria superfície do mostrador uma imensa quantidade de espaço visual, permitindo que a textura e a nuance do material ganhem destaque. Este mostrador é feito de um pedaço de pedra em bruto, cinzento-carvão profundo, colhido pela CIGA Design na base do próprio Monte Evereste. Com um design minimalista do mostrador e ponteiros tão pouco ortodoxos e com os únicos marcadores de horas e minutos relegados para a luneta, torna-se dificíl a leitura das horas em fotografias, mas a marca teve isso em atenção e colocou nos ponteiros com pequenos triângulos em baixo relevo para ajudar na orientação. Para além disso, ambos os ponteiros têm gravadas palavras inspiradoras - "coragem" para o ponteiro das horas e "exploração" para os minutos. Para rematar a Ciga colocou no ponteiro dos minutos umas pequenas bandeiras esmaltadas de cada um dos quatro grupos envolvidos na primeira cimeira do Monte Evereste em 1953 - Índia, Nepal, Grã-Bretanha e Nações Unidas. Este Ciga vem equipado com o movimento de turbilhão central de corda manual CD-05, foi fortemente modificado pela marca e oferece uma reserva de marcha de 120 horas a um ritmo de 21.600 alternâncias por hora. Curiosamente, a CIGA Design esconde a maior parte do CD-05 por baixo de pontes gravadas com textos quase completos, deixando apenas o turbilhão e o tambor da corda visíveis nas imagens. A marca optou por realçar o turbilhão que de facto é uma novidade bastante atractiva, mas também seria bastante atractivo para os entusiastas terem mais acesso visual ao movimento. Para completar este relógio, a bracelete em borracha preta apresenta emblemas em relevo que comemoram o 70º aniversário da primeira cimeira bem sucedida do Monte Evereste. Características Técnicas Caixa Material: Titânio Diâmetro: 47 mm Espessura: 11,9 mm Resistência à água: 30 metros Vidro: Safira Movimento Calibre: CD-05 Turbilhão Rubis: 33 Reserva de marcha: 120 horas Frequência: 21.600 alt/h Bracelete Material: Borracha Gravações: Em relevo que comemoram o 70º aniversário da primeira cimeira bem sucedida do Monte Evereste. Preço 3400 euros Mais informação no site oficial da Ciga
- Singer Divetrack
A Singer criou o Divetrack, um relógio relógio pioneiro que combina o design icónico da marca com uma função de cronógrafo central de 24 horas, marcando uma nova era no mundo dos relógios de mergulho. Vai ser lançado no prestigiado evento Watches and Wonders que decorre este mês de abril de 2024. O Divetrack distingue-se pelo seu cronógrafo Singer Central automático de 24 horas, concebido especificamente para monitorizar a totalidade do tempo de mergulho. O ponteiro central dos segundos assegura um movimento contínuo, enquanto o ponteiro dos minutos laranja proeminente acompanha meticulosamente a sua aventura subaquática. O Divetrack é uma maravilha da engenharia. Possui uma caixa robusta à prova de água a 300 metros (1.000 pés), feita de titânio de grau 5 , complementada por uma luneta rotativa e aço inoxidável de qualidade marítima ideal para mergulho. Ao mergulhar basta activar o cronógrafo de mergulho, premindo o botão "Start" ás 2 horas. A sua proteção vermelha, evita activações acidentais garantido a segurança da contagem. O mostrador preto melhora o contraste e a legibilidade debaixo de água. O grau de desempenho mais elevado do SuperLumiNova® amplifica a luminosidade mesmo nas profundidades mais escuras. Este material fosforescente extremamente fiável é aplicado nos ponteiros e marcadores. Os gráficos do mostrador são também são executados em decalque Super-LumiNova®. O Divetrack vem equipado com o movimento automático AgenGraphe, com 479 peças e uma robusta reserva de marcha de 72 horas. O calibre AgenGraphe 24 horas da Singer não é apenas um avanço; é uma revolução na relojoaria mecânica. Desafia e redefine princípios antigos, introduzindo uma nova era. Esta arquitetura inovadora centraliza todas as funções do cronógrafo, simplificando a visualização do tempo decorrido com um simples olhar. Características Técnicas Caixa Diâmetro: 49 mm Espessura: 19,67 mm Vidro: Safira com revestimento antirreflexo Material: Titânio Grau 5 Resistência à água: 300 metros (1000 pés) /30 ATM Movimento Calibre: Singer Reimagined AgenGraphe Diâmetro: 34,4 mm Espessura: 8,27 mm Número de rubis: 56 Reserva de marcha: 72 horas Número de peças: 479 Frequência: 21.600 alt/h Mostrador/Ponteiros Cor: Preto mate Marcadores: Revestidos com SuperLumiNova® Ponteiros: Revestidos com SuperLumiNova® Edição Limitada de 25 peças Mais informações no site oficial da Singer.
- Atelier Wen
Cheng Yucai podia olhar para trás, para os seus trinta e poucos anos, com satisfação. Filho de uma família rural de poucos recursos, deixou a escola ainda jovem adolescente e rumou à capital onde, após uma sucessão de empregos mal remunerados, foi contratado como um trabalhador qualificado no setor de ferramentas de máquinas, casou-se e formou uma família. Mas sua vida mudaria um dia em 2014, durante um almoço com um amigo que visitava Pequim. No fim da refeição, o amigo em questão retirou do bolso uma antiga caixa de rapé russa e mostrou-a a Cheng, que ficou fascinado pelo magnífico padrão radial ondulante na tampa, cintilante por baixo de uma camada de esmalte azul. A impressão de profundidade e a forma como captava a luz era algo que Cheng nunca tinha visto antes. Intrigado, quis saber mais. O seu amigo, um colecionador, explicou brevemente o guilloché, acrescentando que ninguém na China produzia este tipo de decoração. Por uma razão que ainda hoje não consegue explicar, a visão da caixa de rapé encheu Cheng de tal alegria, que decidiu embarcar numa busca que deixou amigos e família perplexos: aprender e dominar a arte do guilloché. Cheng já tinha superado as adversidades da vida uma vez; não via razão para não ter sucesso no seu novo empreendimento para se tornar o primeiro mestre artesão de guilloché da China. Levando a esposa e os filhos consigo, deixou o seu emprego, e o ruído e a agitação de Pequim, para a província de Henan, no centro da China, onde encontrou a paz e a tranquilidade de que precisava, investindo quase todas as economias da família nesta nova obsessão. Cheng precisava de um lugar para trabalhar. Algum lugar sem vibrações que pudessem fazer a sua mão deslizar nem que fosse um pouco. Um lugar onde pudesse trabalhar em silêncio absoluto, sem nada para o distrair do seu objetivo. Esse "lugar" seria uma caverna numa montanha próxima à cidade de Xinmi, que ele transformou num estúdio. Alugou também uma casa nas proximidades para a sua família. A sua devoção ao guilloché era inteiramente pura. No entanto, os problemas começaram a acumular-se, começando pelo fato de Cheng não ter um torno e não conseguir encontrar instruções que lhe permitissem construir um. Mesmo na Suíça, estas máquinas - que já não são fabricadas - são quase impossíveis de encontrar. Cheng empenhou-se em construir um torno segundo o seu próprio design, usando os materiais que tinha à disposição mas, após um ano de trabalho incessante, teve de enfrentar o facto de a sua máquina simplesmente não funcionar. Doze meses por nada, mas Cheng não se deixou desencorajar. Seguiram-se mais duas tentativas, mas nenhuma máquina produziu os resultados que esperava. Após dois anos, finalmente conseguiu construir uma máquina funcional, e depois várias outras. Graças a estas máquinas de linhas retas (estas últimas produzem apenas linhas horizontais e verticais), Cheng pode gravar mostradores de relógios com mais de mil padrões. O seu sonho não é ter a sua própria marca, mas alcançar o mesmo nível de perícia de Comblémine ou Metalem, os mais destacados representantes do guilloché na Suíça. Quer também gerar um interesse mais amplo na profissão e, apesar da dificuldade em encontrar aprendizes que estejam dispostos a passar os seus dias em quase silêncio monástico, aprendendo uma arte complicada que exige a máxima concentração, está a treinar um pequeno número de artesãos de guilloché, além de ensinar numa escola local. Fornece para o Atelier Wen. A marca, que foi criada por dois empresários franceses para mostrar a perícia chinesa na relojoaria, credita-o pelo nome pela sua contribuição para a sua coleção Perception. “Ao longo da nossa colaboração, a complexidade dos mostradores guilloché aumentou exponencialmente, das doze horas necessárias para um mostrador de champanhe até as 36 horas que leva para completar o guilloché num mostrador prateado,” insiste Robin Tallendier, co-fundador do Atelier Wen. Tallendier está encantado por ter descoberto esta nova figura do artesanato chinês. Ele visitou recentemente o mestre em Xinmi, onde filmou um documentário mostrando-o a trabalhar. Tendo anteriormente laborado na sombra, a colaboração de Cheng com o Atelier Wen trouxe-lhe significativamente mais exposição. Mais do que tudo, espera que o caminho que está a traçar ajude futuras gerações de artesãos na China. Ele está, a parafrasear uma famosa manufatura, “a iniciar a sua própria tradição”! Mais informação visite o site do Atelier Wen.
- Século XVIII, o século dos grandes relojoeiros (7ª Parte)
Por: Sílvio Pereira O artigo de hoje é o primeiro de dois dedicado a esse grande relojoeiro francês Jean-Antoine Lépine. O génio de Lépine é o responsável pelo tipo de relógios que temos hoje: finos, leves e precisos. Através da eliminação das arcaicas placas, e substituição por pontes, Lépine conseguiu esse extraordinário feito que, 250 anos depois, ainda é um padrão da relojoaria actual. Mas Lépine não fez só isso, também melhorou todas as áreas do mecanismo dos relógios e preocupou-se com estética tanto dos mostradores como do trabalho de embelezamento e valorização das caixas com a utilização do ouro de diamantes. Além disso, criou também o relógio tipo "Lépine" em contraposição com o relógio tipo "Savonete". No próximo artigo iremos terminar a história deste grande mestre da relojoaria mundial. Jean – Antoine Lépine 18.11.1720 – 31.05.1814 Jean Antoine Lépine nasceu em Chalex, filho de um relojoeiro, e deu início à sua carreira como o primeiro aprendiz de Decroze, em Sacconnex, próximo de Genebra. Em 1744, Lépine mudou-se para Paris, onde começou a trabalhar como aprendiz de André Charles Caron, relojoeiro da época que prestava serviços ao rei Luís XV. Em 1756, casou-se com Madelaine François Caron, filha de André Charles Caron, e tornou-se sócio do seu mestre na empresa “Caron e Lépine”, que prosperou de 1756 a 1769, com sede na “Rue Saint-Denis”. Em 12 de março de 1762, Lépine conquistou o título de mestre relojoeiro e, em 1766, sucedeu a Caron como relojoeiro oficial do rei Luís XV. A partir de 1772, Lépine estabeleceu-se na “Place Dauphine”. Nos anos de 1778 e 1779, é conhecido por ter trabalhado no “Quai de l'Horloge du Palais”. Em 1781, 1783 e 1787, realizou as suas atividades na "Rue des Fossés St. Germain l'Auxerrois, du coté du Louvre", e em 1789/90 a sua oficina estava localizada na "Place des Victoires No. 12". Em 1782, a filha de Lépine, Pauline, uniu-se em matrimónio com Claude Pierre Raquet, que havia sido aprendiz de Lépine antes de se tornar mestre em 21 de abril de 1785. Em 1792, Lépine tornou-se sócio de Raquet e, posteriormente, entre 1793 e 1794, com 73 anos, decidiu reformar-se. Apesar disso, a oficina continuou a ser conhecida como "Lépine" e foi sucedida posteriormente pelos herdeiros de Raquet até ser vendida em 1815. Lépine também teve ligações comerciais com o famoso filósofo Voltaire, que estabeleceu uma oficina de relógios em Ferney por volta de 1770. Embora o papel exato de Lépine na oficina de Voltaire não seja completamente conhecido, é sabido que encomendou trabalhos para a sua oficina até 1792. Segundo um livro de memórias anónimo de 1784, Lépine passou 18 meses em Ferney e transacionou relógios num valor anual de 90.000 libras. Por volta de 1770, Lépine revolucionou o fabrico de relógios de bolso ao conceber um design radical que possibilitou a criação de relógios mais finos e portáteis, incentivando a procura por uma maior miniaturização. Essa inovação marcou uma ruptura com uma tradição de 300 anos na produção de relógios de bolso e marcou o início da era dos cronómetros de precisão. Com este design revolucionário, nasceu o moderno relógio de bolso, inaugurando uma nova era na história da relojoaria. A capacidade de produzir relógios mais precisos e portáteis permitiu uma disseminação mais ampla do uso de relógios entre a população em geral, transformando-o num objeto indispensável à vida quotidiana. Além de possibilitar a produção de relógios ainda mais finos, essa inovação foi facilmente adaptável como modelo básico para o fabrico em massa de relógios. Esse processo começou no século XIX, pois até a década de 1840, todos os relógios eram meticulosamente trabalhados à mão, o que significava que as peças não eram intercambiáveis, limitando tanto a quantidade como a qualidade da produção. O Calibre Lépine, um dos primeiros tipos de calibre de relógio mecânico, foi prontamente adotado em França e hoje em dia é amplamente considerado como um padrão de referência para o design de todos os relógios mecânicos. É importante notar que, o termo “Lépine” pode referir-se tanto ao calibre em si quanto a um tipo específico de relógio de bolso que apresenta uma caixa plana e aberta, com a roda e o mostrador dos segundos no eixo da tige e coroa. Em contrapartida, o relógio Savonete ou Hunter possui a roda dos segundos e a tige dispostos em eixos perpendiculares. Desde então, esse design tem sido conhecido na indústria relojoeira como o estilo Lépine. O trabalho de Lépine exerceu profunda influência em toda a relojoaria subsequente, com destaque especial para, Abraham Louis Breguet, que utilizou uma versão modificada do "calibre à ponts"[1] nos seus relógios ultrafinos. Ao longo da sua carreira, Breguet empregou quase sempre calibres Lépine, adaptando-os posteriormente às suas necessidades e características. Como relojoeiro oficial de Luís XV, Luís XVI e Napoleão Bonaparte, as criações de Lépine eram altamente respeitadas e procuradas, refletindo a sua extraordinária competência e contribuição para o mundo da relojoaria. Jean – Antoine Lépine, Paris, ca. 1764 Este é um exemplar de requinte absoluto, um relógio de bolso com caixa consular em ouro, ostentando 39,0 mm de pura elegância. A caixa é adornada com detalhes em latão dourado na parte frontal, e o movimento é de tipo verge fusée, uma verdadeira maravilha da relojoaria. A tampa da caixa é emoldurada por um aro de prata, elegantemente incrustado com diamantes que conferem um toque de opulência a este tesouro. A restante caixa é ornamentada com gravações de figuras geométricas, um testemunho do artesanato refinado que define esta peça. Destaca-se um botão de abertura da caixa em diamante, elevando ainda mais o luxo e a sofisticação deste relógio. O mostrador regulador prateado é um cenário de elegância, harmonizando-se com perfeição com o ponteiro regulador em aço. Apresenta um galo em aço com dois apoios, elementos que demonstram a atenção aos detalhes que transcende gerações. Os pilares redondos, juntamente com o mostrador de cobre esmaltado, são adornados com inserções em prata que formam delicados desenhos florais, com pequenos diamantes habilmente posicionados entre os algarismos romanos. Este relógio tem a assinatura “Lépine à Paris”, um selo de qualidade e tradição na relojoaria. Os ponteiros de latão prateado também são ricamente detalhados com diamantes, e o ponteiro das horas tem a forma distinta de uma “Flor de Lis”, conferindo-lhe um toque distintivo e refinado. Esta peça não é apenas um objeto de precisão, mas uma obra-prima que reflete a rica herança da alta relojoaria. Jean – Antoine Lépine, Paris, ca. 1766 Este exemplar é um verdadeiro testemunho de requinte na relojoaria. Um relógio de bolso com uma deslumbrante caixa consular em ouro, que ostenta um modesto diâmetro de 33,0 mm. A sua frente é uma obra de arte, adornada com minuciosos detalhes em latão dourado. O movimento é um exemplo da mais pura elegância, incorporando o sofisticado sistema de verge fusée. O elemento que imediatamente chama a atenção é a tampa da caixa, delicadamente cercada por um aro de prata, elegantemente incrustado com deslumbrantes diamantes. Os detalhes artísticos da caixa apresentam gravações detalhadamente trabalhadas com figuras geométricas que acrescentam uma refinada dimensão de arte. Um toque de luxo e requinte é adicionado pelo botão de abertura da caixa, enriquecido com um diamante que não só desempenha uma função prática, mas também eleva a peça a um nível superior de sofisticação. O verso da caixa é uma verdadeira obra-prima, com delicadas folhas de ouro multicor, que dançam em harmonia, combinando tons de branco, amarelo e rosa. Envolvem uma elegante luneta esmaltada, cujo destaque é o retrato de uma dama, cercado por um aro prateado e coroado por um nó em forma de laço também prateado, minuciosamente decorado com pequenos diamantes. A técnica de esmaltação conhecida como “grisaille”, com uma paleta monocromática em tons de cinza num fundo roxo, revela um domínio extraordinário das artes. O mostrador do regulador é uma peça deslumbrante em prata, enriquecida com algarismos romanos e arábicos, está complementada por um elegante ponteiro regulador em aço azulado. Além disso, um pequeno galo de dois pés em aço adiciona uma graça extra à composição. Os pilares são habilmente trabalhados e apresentam um design redondo, harmonizando-se perfeitamente com o mostrador em cobre esmaltado. A assinatura “L'Epine h(orlo)ger du Roy à Paris” é mais do que uma simples identificação, é um selo de distinção. Os ponteiros deste exemplar são verdadeiras jóias. O ponteiro das horas é uma peça em latão prateado com incrustações de rubis, habilmente moldado em forma de “Flor de Lis”. O ponteiro dos minutos está ornamentado com diamantes, acrescentando uma camada adicional de requinte a este notável relógio. Lépine, conquistou o prestigioso título de “Relojoeiro do Rei” em 1766, um marco que deixou uma marca indelével em todas as suas obras posteriores. Ao longo da carreira, Lépine utilizou diversas abreviações para esse título, além de ocasionalmente empregar a versão completa. Este exemplar é, sem dúvida, uma jóia da relojoaria que personifica o mais elevado padrão de requinte e sofisticação. Jean – Antoine Lépine, Paris, 1766 Este notável relógio em latão dourado, dotado de corda frontal e um sofisticado movimento de verge fusée, destaca-se pela placa do mostrador com 38,0 mm de diâmetro. O mostrador do regulador está habilmente trabalhado em prata, embora seja de notar a ausência do ponteiro regulador. Chama a atenção para pilares de balaústre redondos e notavelmente pequenos, conferindo à peça uma estética singular. A placa traseira, gravada “L'Epine hor(loger) du Roy A PARIS”, apresenta a peculiaridade de não estar numerada. Enquanto isso, o mostrador em cobre esmaltado exibe algarismos romanos e arábicos, com a assinatura “L'Epine Hor(loger) du Roy A PARIS” em destaque. Um detalhe curioso é o orifício de corda, protegido por um cilindro de aço. Este exemplar é um testemunho das várias formas como Lépine assinou as suas obras, especialmente após tornar-se o relojoeiro de Luis XV. Embora as abreviações permaneçam consistentes, a caligrafia e a apresentação das palavras, bem como a própria assinatura, podem variar ligeiramente, acrescentando singularidade a cada peça. Jean – Antoine Lépine, Paris, nº 1103, 1766 Este requintado relógio em latão dourado, com corda frontal e movimento de fusée, revela um mecanismo de repetição de um quarto com a notável patente Lépine, caraterizado por dois martelos de aço “à toc”[2]. A placa do mostrador, com um generoso diâmetro de 39,0 mm, apresenta uma deslumbrante superfície reguladora prateada, que está elegantemente acentuada por um ponteiro regulador de aço azulado, adicionando um toque de distinção a esta magnífica peça. Os pilares de balaústre, pequenos e de forma redonda, conferem-lhe uma elegância singular. A placa traseira encontra-se habilmente gravada “Lépine Hor(loger) du Roy A PARIS” e ostenta o número “No. 1103”. O aro da placa do mostrador, por sua vez, permanece livre de gravações. O mostrador em cobre esmaltado está decorado com algarismos romanos e arábicos, notavelmente assinado “Lépine invent et fecit”. Além disso, é importante mencionar que o verso do mostrador está assinado “Palet”. Os ponteiros das horas e dos minutos, feitos em ouro, são caraterísticos do estilo Luís XV, adicionando um toque de opulência a este exemplar verdadeiramente requintado. Este movimento é uma peça notável, considerada a mais antiga conhecida com a função de repetição da obra de Lepine, uma inovação que nasceu da mente criativa deste em 1763. Um relatório detalhado sobre esta invenção foi publicado na ilustre "L'Academie Royale des Sciences" em 1766. A principal motivação por trás deste sistema revolucionário era a substituição do antigo método de corrente e polia[3] oferecendo uma solução muito mais eficiente. Embora o seu fabrico fosse mais complexo, o novo sistema reduzia significativamente a quantidade de peças necessárias para o mecanismo de repetição. Inicialmente, essa invenção enfrentou um período de adoção, mais lento devido à complexidade de fabrico. Contudo, ao longo do tempo, muitos relógios equipados com esse sistema sobreviveram e prosperaram. A partir de 1784, Lépine começou a incorporar sistematicamente esse novo sistema em todos os movimentos de repetição, ao mesmo tempo que aumentava o diâmetro dos relógios. À medida que as décadas passaram, as formas das diferentes peças deste sistema evoluíram, culminando no século XIX, quando essa versão aprimorada foi adotada por todos os relojoeiros notáveis da época. Foi em 1853 que Louis Moinet finalmente publicou a configuração definitiva desse sistema, consolidando a sua importância na relojoaria. Um detalhe intrigante a ser observado é a mudança na assinatura de Lépine, que evoluiu de “Lépine à Paris” para “Lépine Horloger du Roy à Paris” no número de produção 1100, datado de 1766. Essa informação permite datar com precisão o surgimento desse movimento. É relevante mencionar que esse movimento é o mais antigo conhecido, com a adição de "Horloger du Roy" à assinatura de Lépine, acrescentando prestígio à sua obra. Desenvolvimento do "calibre Lépine", o movimento do relógio de pontes, 1762 – 1792 Enquanto Lépine aperfeiçoava diversos componentes dos movimentos de relógio, com destaque para os escapes de cilindro e de âncora, e procurava a estética ideal para o design dos mostradores e ponteiros, deu um passo revolucionário na história da relojoaria. Gradualmente, Lépine abandonou o conceito do movimento de placa inteira[4] em favor de uma versão mais avançada e funcional, na qual as rodas, o balanço e o escape eram fixados à placa superior por um único pino e com um sistema de pontes do outro lado. Neste ponto, o fusée foi removido, uma vez que não era necessário para garantir a precisão do movimento. Isso não teve impacto negativo na precisão do relógio, pois não dependia de escapes de cilindro ou de âncora, que normalmente requeriam o fusée para manter a regularidade. Com a eliminação do fusée, os movimentos tornaram-se mais finos, ou seja, mais delicados e suaves. Para melhorar ainda mais a regularidade do movimento, Lépine introduziu a mola real cónica[5]. Essa mola possui uma espessura menor na parte externa, contribuindo para um melhor desempenho e precisão. O desenvolvimento do movimento do relógio ocorreu em várias etapas, que se sobrepuseram ao longo do tempo. Contudo, mesmo durante esse processo evolutivo, Lépine continuou a empregar o sistema de “placa inteira” em todos os relógios. Isso significa que a estrutura da placa do relógio estava completamente coberta, sem aberturas ou recortes. A vantagem do novo calibre era evidente: cada roda podia ser separada e ajustada sem necessidade de desmontar todo o movimento, e ainda, a nova disposição permitia que os relógios fossem mais finos. Outros relojoeiros seguiram o exemplo e aperfeiçoaram ainda mais o movimento de pontes, com Abraham Louis Breguet a desempenhar um papel importante nesse desenvolvimento. O movimento Lépine de pontes, ainda é utilizado nos relógios mecânicos modernos e representa um avanço natural após as contribuições de Breguet. Essas melhorias continuaram ao longo do século XIX, simplificando e automatizando o processo de fabrico. Primeiro calibre de transição, 1762 – 1764 Esta versão foi desenvolvida com o objetivo de criar o menor e mais fino movimento possível. Uma característica altamente destacada neste calibre é a presença do tambor[6], visível através da placa traseira. Essa particularidade também foi adotada em muitos movimentos subsequentes deste tipo. Estes movimentos posteriores, apresentam frequentemente um escape de cilindro de aço ou latão no estilo inglês, o que economiza consideravelmente espaço em comparação com o escape de verge. Apesar disso, nesses movimentos, a corda ainda é enrolada pela frente do mostrador e continuam articulados a uma caixa. Sobreviveram poucos exemplares desses movimentos ao longo do tempo, e todos eles foram usados por relojoeiros de Lépine ou de Paris ligados à oficina de Lépine. Jean – Antoine Lépine para Daniel Vaucher, Paris, ca. 1762 Este elegante relógio ostenta movimento cilíndrico em latão dourado com mostrador de 24,5 mm e profundidade de 6 mm. Destaca-se a ausência do eixo central. Evidencia-se a característica do tambor sem pilar com trem de roda fechado[7], visível através de uma secção removível, habilmente gravada com a escala de regulamentação[8]. O escape é de cilindro (dead beat)[9] em latão, enquanto o balanço é confecionado em aço e incorpora a mola de balanço em espiral. Esta peça pertence ao primeiro tipo de movimento de transição, desenvolvido antes da criação do relevante “calibre Lépine de tambor suspenso”[10]. O mostrador é uma obra de arte em cobre esmaltado em duas cores, desprovido de qualquer assinatura. É crucial mencionar que Lépine foi pioneiro na utilização de algarismos arábicos para indicar as horas, uma inovação que posteriormente foi ligeiramente modificada para se tornar na famosa expressão “Chiffres Breguet” (numerais Breguet). Segundo calibre de transição, 1767 – 1770 Apenas cinco relógios com este notável calibre são conhecidos, cada um deles exibindo caraterísticas distintas. Alguns apresentam uma sofisticada âncora dupla ou um escape misto. Um desses relógios destaca-se pelo mecanismo de "corda de bomba" (onde a corda é enrolada através da haste). Nos demais, a corda é habilmente enrolada pelo lado do mostrador. Uma característica verdadeiramente marcante deste calibre é a presença de uma generosa abertura na placa traseira, permitindo uma visão clara e deslumbrante do complexo mecanismo de escape. Essa abertura única, possibilita que o balanço seja posicionado com extrema elegância e precisão, permitindo que a mola do balanço fique delicadamente ao nível da placa traseira. Para adicionar ainda mais requinte, a ponte do balanço foi elegantemente modificada, exibindo agora a graciosa forma de um arco, cuidadosamente fixado por dois parafusos. Estes excecionais relógios são verdadeiras obras-primas da relojoaria, testemunhando não apenas a genialidade de Lépine, mas também a sua procura incessante pela inovação e excelência no mundo da ciência do tempo. Jean – Antoine Lépine, Paris, nº 1251, 1767 Este magnífico relógio ostenta uma caixa de ouro com requintados detalhes em latão dourado, uma verdadeira obra de arte em relojoaria. O escape de tipo âncora dupla, pertence ao segundo tipo de transição e reflete o constante processo evolutivo em direção ao movimento Lépine de calibre em ponte[11]. Um detalhe de destaque é a posição surpreendentemente baixa do balanço de latão, com a mola de balanço de aço delicadamente nivelada à placa. Uma elegante ponte em forma de T sustenta com maestria o balanço, que está adornado com galo de aço. O ponteiro do regulador, também em aço, adiciona um toque de refinamento ao conjunto. A placa traseira está gravada com o índice do regulador, além da assinatura “Lépine hor(lo) ger du Roy A Paris” e numerada “1251”. Contrariando os métodos tradicionais, o movimento está fixado não por uma dobradiça, mas por três refinados parafusos de retenção em aço, demonstrando a procura constante por inovação e qualidade superior. O deslumbrante mostrador em cobre esmaltado, embora tenha passado por várias fases de assinatura ao longo do tempo, como “L'Epine Horloger du Roy”, ou “Breguet-hands”, carrega consigo a história da relojoaria. A cubeta, ou guarda pó[12] é feita de latão dourado e não possui qualquer assinatura. E, como testemunho da influência duradoura de Lépine, este é apenas um dos cerca de cinco relógios sobreviventes assinados por esse mestre relojoeiro. Cada exemplar é uma jóia única e uma verdadeira relíquia, demonstrando a extraordinária habilidade e visão de Lépine. Terceiro calibre de transição, 1770 – 1771 São conhecidos apenas dois movimentos deste calibre. Um deles possui um escape de cilindro (IIIa), enquanto o outro apresenta um escape de âncora (IIIb). Ambos os movimentos estão fixados na caixa pela parte de trás, não possuindo articulações visíveis. A corda e o ajuste dos ponteiros são realizados através da parte traseira, uma inovação de Lépine que se tornou padrão em versões posteriores. O calibre inclui uma tampa guarda pó que também fornece instruções para a direção de enrolamento e ajuste manual. O tambor atravessa a placa traseira, que foi reintroduzido para sustentar o escape e as outras rodas do trem. O balanço e o tambor da mola principal estão ligados por uma ponte. Na variante (IIIb), essa ponte que segura o tambor da mola principal está fixada com apenas um parafuso. Jean Antoine Lépine para Carl Erick Orbin, No. 371, Estocolmo, 1770, 1785 Este relógio é uma peça magnífica, com uma deslumbrante caixa consular em ouro. O movimento de cilindro em latão dourado é um exemplo notável de engenharia em relojoaria. Possui calibre Lépine de transição, único, posicionado entre o segundo e o terceiro tipo. O tambor, uma parte crítica do movimento, está fixado por uma ponte arqueada e habilmente gravada. Outro toque de artesanato exímio é o galo do balanço, ornamentado com gravações no estilo francês. A roda de escape de cilindro, um componente vital do movimento, é feita em latão. A placa traseira conta uma história única, com a inscrição “Carl Er(ick) Orbin Stockholm No. 371”, em uníssono com a gravação do índice regulador. Além disso, possui uma requintada placa gravada com as iniciais de Orbin, “C E O” (Charles Edouard Orbin) e ainda um galo de aço sem rubis. Este relógio é uma peça de precisão e funcionalidade extraordinárias. Apresenta uma alavanca na borda no mostrador, posicionada às 4 horas. Essa alavanca de paragem actua como travão do balanço, permitindo parar o movimento quando necessário, uma característica notável que adiciona versatilidade ao relógio. A roda dos segundos centrais funcionam por baixo do mostrador, com o ponteiro dos segundos elegantemente posicionado entre os ponteiros das horas e dos minutos. O mostrador em cobre esmaltado, é majestoso e apresenta o nome do proprietário, “Johan Romberg”, juntamente com a indicação da hora, e a inscrição “Orbin”. Os ponteiros dourados originais, de estilo inglês, complementam perfeitamente a estética do mostrador. Em resumo, este relógio não é apenas uma peça de relojoaria mas também uma obra de arte e sofisticação, repleta de detalhes que demonstram a habilidade e o talento dos artesãos. Os desenvolvimentos de Lépine encontraram ampla difusão e rápida adoção em toda a Europa. Especificamente, devido à colaboração de Jean Antoine Lépine com André Hessen, um sueco expatriado estabelecido em Paris. Essas inovações também chegaram à península escandinava. Este movimento incorpora várias inovações, incluindo um calibre de transição único de Lépine, um sistema de canhão de corda[13], uma placa traseira perfurada e um novo sistema de travão de canhão [14] posicionado na placa traseira. Além disso, apresenta um escape de cilindro e uma nova forma de mola reguladora de balanço concêntrica[15] acompanhada por um amplo balanço de aço circular[16]. De maneira geral, todas essas características técnicas levam a classificar este movimento como uma síntese entre o segundo e o terceiro tipo de transição, incluindo também algumas características do primeiro calibre de transição. Este relógio foi vendido a: Johann Friedrich Wilhelm Moritz von Romberg 1724 – 1792 Filho de Konrad Stephan Barão de Romberg (1691 – 1755), um proeminente nobre e chefe dos Cavaleiros do Condado de Mark e Mechtel Matia Christine von Botlenberg (1700 – 1771). Johann Romberg trilhou uma carreira notável no exército prussiano, alcançando o posto de General Major e chefe do Regimento de Infantaria “Schottenstein” Nr.16 em Königsberg (Prússia) a 22 de maio de 1785. Königsberg, que antes fazia parte da Prússia, foi renomeada Kaliningrado em 1946 e actualmente é a capital de um enclave russo chamado "Oblast Kaliningrado", localizado entre a Polónia e a Lituânia. A cidade possui uma ligação direta com a Baía de Gdansk e, consequentemente, com o Mar Báltico Oriental. Estocolmo, que está apenas a cerca de 600 km de distância de Konigsberg, é facilmente acessível por barco. É compreensível que Romberg tenha encomendado o relógio em Estocolmo, uma vez que não havia outros centros relojoeiros importantes na região de Königsberg. Os avanços científicos e tecnológicos raramente seguem uma progressão linear; em vez disso, refletem uma procura constante pelo compromisso ideal e uma abordagem baseada em tentativa e erro. Um exemplo fascinante disso é um relógio equipado com um sistema de travão de balanço ativado por alavanca, transformando-o numa ferramenta científica altamente precisa. Estes relógios podiam ser perfeitamente sincronizados com relógios de referência extremamente precisos, permitindo uma cronometragem exata. Inicialmente, eram utilizados como instrumentos de observação em contextos astronómicos. É importante ressaltar que o sistema de travão de balanço, ativado por alavanca de borda no mostrador é frequentemente mal interpretado, como sendo uma forma primitiva de cronógrafo. No entanto, esse sistema foi projetado exclusivamente para interromper o movimento do relógio, com o propósito de o sincronizar com um relógio de precisão. Quarto calibre de transição, 1771 Este calibre apresenta praticamente todas as caraterísticas da versão final conhecida como “versão com pontes”. A estrutura do movimento compreende a placa superior, todas as rodas, o escape e o balanço, todos eles sustentados por pontes. Essas partes são fixadas em pontes que são aparafusadas na placa principal do movimento, proporcionando estabilidade e suporte. A caixa é articulada, permitindo a sua abertura. A ativação da mola ocorre ao pressionar um pequeno botão localizado na borda do movimento. Essa ação liberta a mola, permitindo que ela inicie o movimento do relógio. A única diferença notável entre esta versão transitória e a versão final (com pontes) reside na forma como o tambor é sustentado. Na versão transitória, este é mantido por uma ponte específica, enquanto nas versões finais, é pendurado livremente, sem o suporte adicional da ponte. Jean – Antoine Lépine, Paris, 1771 Este é um mecanismo de relógio fabricado em latão dourado, apresentando uma corda traseira e um movimento de cilindro com 53 mm de diâmetro. O mecanismo possui um quarto calibre de transição multi-pontes antes de introduzir o clássico calibre em ponte Lépine. O balanço é construído em aço polido, enquanto o cilindro é feito de latão. Infelizmente não existe nenhum trabalho de movimento ou mostrador, e não está presente nenhuma assinatura visível . Os ponteiros do relógio são ajustados a partir da parte traseira, seguindo o mesmo padrão da versão final. Curiosidade: Na relojoaria, multi-pontes significa que um relógio tem mais de uma ponte. Existem vários motivos para um relógio ter várias pontes. Um motivo é para aumentar a precisão do relógio. Um relógio com várias pontes pode oscilar com mais frequência, o que o torna mais preciso. Outro motivo é para adicionar um toque de complexidade e sofisticação ao relógio. Os relógios com várias pontes podem ter duas, três, quatro ou até mais. Os relógios com duas pontes são os mais comuns. Os relógios com três são menos comuns, mas ainda existem alguns modelos disponíveis. Os relógios com quatro ou mais são muito raros e geralmente são muito caros. Aqui estão alguns exemplos de relógios com várias pontes: Patek Philippe Calibre 89: Este relógio tem 36 pontes e é considerado o relógio mais complexo do mundo. Vacheron Constantin Patrimony Contemporaine Quantième Complet: Este relógio tem duas pontes e é um exemplo de relógio de alta qualidade com mais do que uma ponte. Notas: [1] Calibre à ponts" é caraterizado por ter uma série de pontes, que são placas metálicas finas, frequentemente em forma de ponte, que cobrem e protegem as partes internas do movimento. Essas pontes são usadas para manter as diferentes partes do movimento no lugar e garantir que funcionam de maneira precisa e estável. A principal vantagem desse design é que aumenta a rigidez e a durabilidade do movimento, protegendo as partes internas de choques e poeira. Além disso, muitas pessoas consideram o design “à ponts” esteticamente atraente, pois as pontes podem ser decoradas com padrões intrincados, gravuras e acabamentos que tornam o movimento uma obra de arte. [2] Quando um relógio é descrito “à toc”, significa que ele possui uma complicação adicional conhecida como repetição de minutos. A repetição de minutos é uma função especial num relógio que permite que o utilizador acione um mecanismo para que o relógio emita sons que representam a hora e os minutos. Esses sons são normalmente emitidos através de pequenos martelos que batem em gongos dentro da caixa do relógio. Ao acionar o mecanismo, o relógio reproduzirá uma sequência de batidas para indicar as horas e, em seguida, um número de batidas para indicar os minutos passados desde a última hora. [3] Refere-se a um sistema de transmissão de energia mecânica, que consiste numa corrente e uma polia, que é uma roda com uma ranhura na borda para a corrente passar. Na relojoaria, a corrente e a polia eram frequentemente utilizadas para transmitir a energia do mecanismo de corda para o mecanismo de repetição. Quando o relógio era acionado para tocar as horas ou os minutos, a corrente era puxada pela polia, ativando assim o mecanismo de repetição. Este sistema tinha algumas limitações em termos de eficiência e complexidade, o que levou a inovações como o sistema de repetição criado por Lepine, que oferecia uma solução mais eficiente e elegante para essa função. [4] Refere-se a um tipo de construção de movimento em que todas as peças internas do mecanismo estão montadas numa única placa, conhecida como a “placa principal” ou “placa de fundo”. Nesse tipo de movimento, não há aberturas ou recortes na placa principal, e todas as engrenagens, molas e componentes do mecanismo estão montados nessa placa. O movimento de placa inteira tem limitações em termos de acessibilidade para ajustes e reparações pois requer a sua desmontagem completa. [5] É um tipo de mola utilizada para armazenar energia num relógio mecânico. Também conhecida como mola principal ou de barril (barrilete). [6] Refere-se à existência de um compartimento específico no movimento do relógio chamado “tambor”. Este “tambor” é uma parte importante do mecanismo de corda, onde a mola principal está armazenada e mantida sob tensão. Quando se dá corda ao relógio, efetivamente está a enrolar-se a mola dentro do “barrilete ou tambor”. [7] Descreve uma configuração específica encontrada em alguns movimentos de relógios mecânicos. Nessa configuração, o tambor, que é o responsável por armazenar a energia da mola principal é colocado no centro do movimento, as rodagens, que consiste nas engrenagens que transmitem a energia do tambor para o mecanismo de escape, é posicionado ao redor do tambor, formando um conjunto compacto e fechado. [8] É uma parte essencial no mecanismo de um relógio, pois permite que os relojoeiros o ajustem, para que se mantenha preciso ao longo do tempo. A precisão de um relógio mecânico pode ser afetada por uma variedade de fatores, incluindo variações de temperatura, desgaste das peças e outros fatores externos, e a escala de regulamentação é uma ferramenta valiosa para manter o relógio a funcionar com a maior precisão possível. [9] A tradução literal será: batida morta, utiliza-se o termo segundos mortos em português, o ponteiro dos segundos faz pequenos saltos a cada segundo, pausando brevemente antes de avançar para a próxima marcação. [10] É um tipo específico de movimento de relógio. Nesse tipo de calibre, o tambor da mola principal é suspenso apenas por uma ponte ou placa superior, ao invés de ser fixado em ambas as extremidades. [11] É um termo utilizado para descrever um tipo de arquitetura do movimento de um relógio em que as engrenagens, rodas e outros componentes são montados numa estrutura de ponte. A ponte é uma placa de metal que atravessa o movimento do relógio, segurando e fixando os componentes no lugar. [12] É a tampa que protege o mostrador e o movimento do relógio. Geralmente, é a tampa que fica do lado oposto à tampa principal. [13] Refere-se à parte que se projeta do lado de fora do relógio, onde a coroa é inserida para dar corda ao mecanismo. [14] É projetado de forma que, uma vez que a corda do relógio esteja completamente armada, a coroa não possa continuar a ser girada, impedindo que o utilizador continue a dar corda excessivamente. Geralmente, o travão de canhão é implementado como uma embraiagem ou uma alavanca que desengata a coroa do mecanismo de corda quando a tensão atinge o nível adequado. Isso impede que o utilizador aplique mais força à corda além do necessário. [15] É uma mola em forma de anel composta por diferentes metais, projetada para compensar as variações térmicas e regular a oscilação do balanço. [16] Refere-se ao próprio balanço do relógio. Um balanço amplo normalmente indica que o diâmetro do balanço é relativamente grande em comparação com outos relógios. Isso pode ter implicações na estabilidade e precisão do relógio, pois um balanço mais amplo tende a ter uma frequência de oscilação mais lenta, o que pode levar a uma melhor precisão.
- Arcanaut Fordite ARC II
O mundo selvagem e psicadélico é um espaço visual intrigante para explorar, mas essas qualidades também dificultam o equilíbrio. A marca dinamarquesa Arcanaut parece ter encontrado esse equilíbrio com o novo Arcanaut ARC II Fordite. O seu mostrador em Fordite torna cada peça única e serão as últimas a serem produzidas com uma qualidade tão duradoura. Para que não conhece a Fordite também conhecida como Detroit ou Motor City Ágata é um material criado como subproduto para a industria automobilística. O Fordite genuíno é muito mais durável do que Ágata Motor City sintética e é usado na produção de joias. O Mestre de materiais da Arcanaut foi o primeiro a usá-lo em relógios e agora este material tornou-se bastante importante nas coleções da marca. A Arcanaut criou dois tipos de mostradores Fordite, o "Groovy" é cortado ás camadas revelando padrões inigualáveis de tintas fundidas e o "linear" que é bastante desafiador, os grãos de Fordite são separados para garantir um resultado perfeito. Este mostradores são protegidos por uma caixa em aço de 316L com 41 mm de diâmetro, feita em CNC no norte de Copenhaga. No interior da caixa este relógio vem equipado com o movimento automático Sopord A10. Este calibre tem uma reserva de marcha de 42 horas e uma frequência de 28.800 alternâncias por hora. Este relógio é uma edição limitada a 25 peças. Características Técnicas Modelo Arcanaut ARC II - Fordite Caixa Diâmetro: 40.52 mm Material: Aço 316 L Acabamentos: Microjateado com detalhes escovados e polidos à mão Resistência à água: 100 metros Movimento Calibre: Soprod A10 suíço Reserva de marcha: 42 horas Frequência: 28.800 alt/h Mostrador/Ponteiros Material: mostrador: Fordite genuíno com acabamento manual Ponteiros: Aço cortado a laser Mais informação no site oficial da Arcanaut.
- RZE × Fratello
Foi lançado o RZE × Fratello Resolute Pro "Contour", um relógio desenhado sob a inspiração do ânimo aventureiro e dos instrumentos analógicos fiáveis que nos acompanham nas jornadas e garantem o nosso regresso. Desde a sua fundação, os relógios RZE foram concebidos com o lema "construídos para aventuras", procurando oferecer opções robustas para os aventureiros urbanos do quotidiano. Este relógio tem uma características muito distinta na fabricação do mostrador. É fabricado a partir de folhas de carbono forjado infundido com pó de aço, cria um padrão que lembra os mapas topográficos. Para realçar a beleza no mostrador traz uns ponteiros azuis e uns marcadores revestidos a Super-LumiNova para melhor visibilidade durante o escuro. Com uma caixa de titânio de 40 mm com acabamentos escovado e linhas angulas, este relógio tem apenas 46 mm de comprimento e 10.5 mm de espessura incluindo o vidro de safira. Como este relógio foi preparado para aventureiros, vem revestido com UltraHex um tratamento altamente resistente a riscos exclusivo da RZE. No interior da caixa está o movimento Miyota 90S5, este calibre japonês oferece uma corda automática e manual e uma reserva de marcha de 42 horas. O Contour vem equipado com a bracelete H-link de titânio da RZE, que se estreita de 20 mm para 16 mm. Dispõe de um fecho de dobradiça robusto, com uma largura ligeiramente maior de 18 mm, e permite um ajuste imediato através de um botão. Características Técnicas Modelo Resolute Pro "Contour" - Referência 1021 Caixa Material: Titânio Diâmetro: 40 mm Asa a Asa: 46 mm Espessura: 10.5 mm Vidro: Safira com revestimento antirreflexo Resistência à água: 10 atm / 100 metros Movimento Calibre: Miyota 90S5 Frequência: 28.800 alt/h Reserva de marcha: 42 horas Rubis: 24 Mostrador Material: Composto de fibra de carbono com pó de aço Marcadores: Revestidos com Super-LumiNova Bracelete Material: Titânio grau 2 Acabamento: Escovado Revestimento: UltraHex Mais informações no site oficial RZE.
- AM2 Millesime March 2024
A marca francesa de relógios March LA.B apresentou uma edição especial do seu modelo AM2, agora em titânio e adornado com uma pulseira de design inovador. Este relógio distingue-se pela sua elegância e características únicas que lhe atribuem um caráter distintivo altamente apreciado. Desde os primeiros momentos da sua existência, a March LA.B introduziu a caixa AM2, marcando a sua identidade com um design distinto, inspirado na estética dos anos 70, na cultura automobilística e no estilo Americana. Estava claro desde o início que a aceitação da sua forma peculiar exigiria tempo, tal como acontece com a maioria dos novos designs e silhuetas no mundo da relojoaria. Inicialmente, o AM2 não era acompanhado por uma bracelete, muito menos fabricado em titânio. O AM2 em aço, tem um peso de 130 gramas, enquanto que o AM2 Titanium, completo com sua bracelete, tem um peso de apenas 91 gramas. O coração deste relógio alberga um movimento automático suíço, o La Joux-Perret G100, adquirido inicialmente como um kit para depois ser montado em França. Isso confere ao relógio um mecanismo suíço, embora não permita que se enquadre na categoria de "Swiss Made", devido à montagem final ocorrer em território francês. O G100 destaca-se como um movimento de excelência, que começa a ser cada vez mais utilizado em diversos modelos de relógios. Tem uma frequência de 4hz, acompanhado por uma reserva de marcha de 68 horas. O AM2 "Millesime Mars 2024" em titânio introduz um mostrador inovador de cinzento mate, destacado pelas linhas entrelaçadas gravadas que remetem ao icônico logótipo da March LA.B. Este mostrador é concebido com uma estrutura arquitetónica, composto por duas camadas distintas que exibem marcadores de horas sólidos e meticulosamente recortados, dispostos horizontalmente nas posições de 11/1/5/7 horas. A moldura da janela de data, posicionada às 6 horas, apresenta números em branco sobre um fundo preto, que se alteram para verde a cada três dias do mês, oferecendo um contraste visual atraente. Características Técnicas Caixa Material: Titânio grau 5 Medida: 39 mm Vidro: Safira abaulado com tratamento antirreflexo Espessura: 11.5 mm Fundo: Titânio Resistência à água: 10 atm / 100 m Movimento Calibre: La Joux Perret G100, suíço Montagem: Feita em França Reserva de marcha: 68h Mostrador/Ponteiros Mostrador: Guilhoché Cor: Cinza mate Marcadores: Aço Ponteiros: Revestidos com Super LumiNova Bracelete Material: Titânio Medida: 20 mm Mais informação do site oficial da March LA.B.
- VPC Type 37hw Dove Cinza
Este é talvez o mais versátil dos Types 37HW, com o seu esquema de cores monocromático pouco conhecido. Mas não se deixem enganar, o seu charme está nos detalhes. E há muitos pormenores para admirar. O cinzento mate é contrabalançado pelos marcadores de lumeblock sólidos aplicados a branco para um aspeto muito fresco e discreto. O movimento Seliita SW216-1 de corda manual, tem uma reserva de marcha de até 42 horas e vem protegido por uma caixa em aço de 37.5 mm de diâmetro e uma espessura de 9,8 mm. Este 37HW da Venustas tem uma resistência à água de 120 metros e é certificado pela COSC. Este relógio será numerado XXX/300 podem já fazer a pré-reserva das primeiras 100 unidades. A Venustas Per Constantiam acrescentou a esta colecção o Type 37HW Delft azul e o Type 37HW Forest Verde. Todos este modelos tem pode ser adquiridos por 2 479€. Características Técnicas Caixa Diâmetro: 37.5 mm Espessura: 9.8 mm Material: Aço 316L Vidro: Safira abaulado com revestimento antirreflexo Resistência à água: 120 metros Movimentos Calibre: Sellita SW216-1 Certificado: COSC Rubis: 24 Frequência: 28.800 alt/h Mostrador Cor: Cinza e preto (Panda) ou Marcadores: Revestidos com Super-LumiNova BGW9 Bracelete Material: aço 316L Medidas: 20 mm afunilando para 16 mm Mais informações no site oficial da VPC.













